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	<title>biojoias &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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		<title>Com apoio da Emater, artesão cria biojoias com sementes de açaí e muruci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 18:10:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/biojoias-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Aline Miranda, Emater-PA Por trás de cada peça exclusiva de artesanato, existe a história única de um artesão e a história coletiva de uma comunidade. Quando alguém compra uma boneca de pano, um vaso de cerâmica ou um biquini de crochê, está levando junto, também, a emoção da existência de quem produziu. “Artesanato não [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/biojoias-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p dir="ltr"><em>Por Aline Miranda, Emater-PA</em></p>
<p dir="ltr">Por trás de cada peça exclusiva de artesanato, existe a história única de um artesão e a história coletiva de uma comunidade.</p>
<p dir="ltr">Quando alguém compra uma boneca de pano, um vaso de cerâmica ou um biquini de crochê, está levando junto, também, a emoção da existência de quem produziu.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">“Artesanato não é nunca só estética ou utilitarismo. É um registro étnico, um meio de transmissão do conhecimento de um povo”, diz Rosenildo da Conceição, 40, morador de Marituba, na Região Metropolitana de Belém (RMB), que confecciona biojóias a partir de sementes beneficiadas de açaí e muruci.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Atendido pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) há cerca de dois anos, ele é um dos expositores da 8º Feira da Agricultura Familiar do município, que ocorreu nesta sexta-feira, 28/01, na Praça Matriz, no KM 12 da BR-316.</p>
<p dir="ltr"><img decoding="async" class="fr-fic fr-dib" src="https://www.emater.pa.gov.br/storage/app/media/IMG-20220128-WA0040.jpg" /></p>
<p dir="ltr">Com apoio da Emater, o evento foi organizado pela Prefeitura e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).</p>
<h3 dir="ltr"><strong>Feira</strong></h3>
<p dir="ltr">Pela Emater, ERAM quatro barracas somente de artesanato, com a presença de quatro artesãos. Os produtos tendem a preços em torno de 20% mais baixos, em comparação a lojas convencionais de Belém.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">“O artesanato é uma das cadeias produtivas incentivadas pela Emater no contexto das políticas públicas da agricultura familiar, por uma série de questões: valorização e salvaguarda de símbolos amazônicos, aproveitamento e reciclagem de resíduos, capacitação de mão-de-obra e geração de renda, entre outras”, especifica a administradora Sandra Filgueiras, do escritório da Emater em Marituba.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">A nutricionista Ana Carolina Leão, residente no bairro de Nazaré, em Belém, é uma consumidora voraz de artesanato.</p>
<p dir="ltr">“Pra mim é totalmente diferente comprar um negócio industrializado e um negócio feito a mão, cheio de carinho. Quando viajo, só compro artesanato, porque me sinto trazendo punhados de céu e terra daquele lugar”, orgulha-se.</p>
<p dir="ltr"><img decoding="async" class="fr-fic fr-dib" src="https://www.emater.pa.gov.br/storage/app/media/carol.png" /></p>
<h3 dir="ltr"><strong>Uma história</strong></h3>
<p dir="ltr">O ateliê de Rosenildo da Conceição é em cima da cama que ele divide com a companheira, Ariana do Vale, 35, autônoma.</p>
<p dir="ltr">Morador do bairro Santa Lúcia II, ele aproveita o conhecimento herdado dos pais, agricultores, para pesquisar matéria-prima. Sua especialidade são biojóias de sementes de açaí e muruci e a inspiração vem de rituais indígenas, os quais ele estuda por conta própria.</p>
<p dir="ltr">Turismólogo por formação e proprietário de uma pequena agência de turismo sustentável e de uma loja de revenda de artesanato indígena, Rosenildo monta brincos, colares e pulseiras. A melhor assistente do mundo, a filha Clara Marion, de 7 anos, vai experimentando a beleza das invenções, tal qual uma modelo de passarela.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">“Marituba desperta minha imaginação porque penso que é possível assinarmos uma artesanato típico. Vejo, por exemplo, as árvores de muruci nos quintais, tão comuns, que estão desaparecendo, uma semente que usamos muito em artesanato”, conta.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Para o sociólogo Elielson Farias, chefe da Emater em Marituba, o processo de reidentificação pode ser facilitado: “A reorganização social, como associações e cooperativas, fortalecimento da agricultura familiar em si, diagnósticos e levantamentos, são metodologias do dia a dia da extensão rural que resgatam regionalismos válidos”, explica.</p>
<p>O gestor reforça a importância de feiras, como vitrines para a sociedade.</p>
<p>&#8220;É uma oportunidade de ver e ser visto&#8221;, resume.</p>
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