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	<title>bem-estar animal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>bem-estar animal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Floresta nativa preservada protege gado do calor extremo em fazenda de Paragominas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Sep 2023 14:37:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda Marupiara]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/Mauro-Lucio-Marupiara-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A onda de calor decorrente do El Niño tem afetado a população de norte a sul do Brasil. Nesse cenário de estresse térmico, os animais costumam sofrer muito, mas essa não é a realidade da Fazenda Marupiara, localizada no município de Paragominas. No local, os efeitos das altas temperaturas são amenizados devido à ampla cobertura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/Mauro-Lucio-Marupiara-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-enfrentara-onda-de-calor-com-tempraturas-acima-dos-40o-e-risco-de-vida-alerta-metsul-meteorologia/" target="_blank" rel="noopener">onda de calor decorrente do El Niño</a> tem afetado a população de norte a sul do Brasil. <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/saiba-como-driblar-os-efeitos-do-calor-extremo-e-reduzir-prejuizos-na-pecuaria/">Nesse cenário de estresse térmico, os animais costumam sofrer muito</a>, mas essa não é a realidade da <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/em-paragominas-pecuarista-da-fazenda-marupiara-multiplica-produtividade-com-bem-estar-animal/">Fazenda Marupiara</a>, localizada no município de Paragominas. No local, os efeitos das altas temperaturas são amenizados devido à ampla cobertura vegetal do imóvel que adota a estratégia do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).</p>
<p>Com 4.356 hectares, a fazenda tem 80% de áreas de preservação permanente e reserva legal protegidas, seguindo as determinações do Código Florestal. Já os 20% restantes são destinados à agropecuária.</p>
<blockquote><p>“A ideia não é só ter mais sombra para proteger da onda de calor. Eu sou a favor de ter alto índice de reserva legal para não emitir mais carbono. O foco maior é biodiversidade. Todos os plantios que fazemos não é só para gerar sombra, é para proteger a riqueza da floresta”, afirma o proprietário Mário Lúcio Costa.</p></blockquote>
<p>Essa característica preservada garante um ambiente de bem-estar tanto para o rebanho de aproximadamente 1.700 animais quanto para os trabalhadores do empreendimento, conforme avalia o fazendeiro.</p>
<blockquote><p>“Quando a gente fala de bem-estar, temos que pensar no sentido mais amplo. A gente usa essa ideia para ter mais áreas de sombra para o gado, mas também para promover uma melhor condição para todas as pessoas que trabalham na propriedade”, pontua.</p></blockquote>
<figure id="attachment_24730" aria-describedby="caption-attachment-24730" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-24730" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-Marupiara-300x169.jpeg" alt="" width="380" height="214" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-Marupiara-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-Marupiara-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-Marupiara-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-Marupiara-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-Marupiara.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 380px) 100vw, 380px" /><figcaption id="caption-attachment-24730" class="wp-caption-text">A fazenda tem 80% de áreas de preservação permanente e reserva legal protegidas. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Mauro Lúcio é hoje uma figura de referência no estado quando se trata de pecuária sustentável. Em 2002, ele iniciou o plantio de árvores nativas. Anos depois, quando Paragominas foi alvo da operação Arco de Fogo de combate ao desmatamento e das ações que levaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne, o produtor resolveu apostar em uma estratégia diferenciada focada em bem-estar animal, manejo, intensificação de pastagens e preservação de áreas florestais.</p>
<h3>O que é e o que se ganha com o ILPF?</h3>
<p>Essa abordagem de diversificação da produção, que contempla agricultura, pecuária e silvicultura ou florestas plantadas é conhecida como ILPF. Dentro desse sistema há diversas combinações possíveis, sendo uma delas a Integração Lavoura-Pecuária (ILP), em que os componentes agrícola e pecuário são desenvolvidos em regime de rotação, consórcio ou sucessão.</p>
<figure id="attachment_24732" aria-describedby="caption-attachment-24732" style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-24732" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-marupiara2-300x169.jpeg" alt="" width="396" height="223" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-marupiara2-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-marupiara2-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-marupiara2-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-marupiara2-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/fazenda-marupiara2.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 396px) 100vw, 396px" /><figcaption id="caption-attachment-24732" class="wp-caption-text">Na Marupiara, em 2002, iniciou-se o plantio de árvores nativas. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>No caso da fazenda Marupiara, há 880 hectares dedicados à produção rural, dos quais 60% são ocupados principalmente com plantio de soja e 40% com gado. Atualmente, são cinco animais por hectare, mas a meta é investir em tecnologia e chegar a 10 cabeças por hectare. Para o empresário, há muitos ganhos quando se percebe a interação e a complementaridade entre cada segmento.</p>
<blockquote><p>“Nós precisamos ter aumento de produtividade e um dos caminhos que vejo para isso é recuperar a qualidade do rebanho para que ele possa ser vendido mais jovem. Para isso temos que melhorar a dieta, temos que investir na agricultura para ter grãos e ter um acabamento melhor, procuramos melhorar a genética dos animais, além do incremento na biodiversidade e na questão social. Tudo isso gera agregação de valor”, comenta Mauro Lúcio.</p></blockquote>
<p>Nesse sentido, o pecuarista diz que pretende ser um agente de uma revolução no campo por meio de um enfoque social. A proposta de Mauro Lúcio é aproveitar as pesquisas e experimentos gerados pelas instituições da região para treinar e capacitar pequenos produtores com metodologias mais produtivas e que sejam aliadas do meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“O nosso olhar tem que ser muito maior. Eu penso que quando você faz boas práticas, os ganhos vão surgindo de vários lados e um deles é a valorização do trabalho. Isso não tem preço”, destaca o fazendeiro.</p></blockquote>
<p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/em-paragominas-pecuarista-da-fazenda-marupiara-multiplica-produtividade-com-bem-estar-animal/" target="_top" rel="noopener">Em Paragominas, pecuarista da Fazenda Marupiara multiplica produtividade com bem-estar animal</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/saiba-como-driblar-os-efeitos-do-calor-extremo-e-reduzir-prejuizos-na-pecuaria/" target="_top" rel="noopener">Saiba como driblar os efeitos do calor extremo e reduzir prejuízos na pecuária</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Qual é a relação entre pecuária e surgimento de bactérias multirresistentes?</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/qual-e-a-relacao-entre-pecuaria-e-surgimento-de-bacterias-multirresistentes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2022 12:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[antibióticos]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Animal Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[rios]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/bacterias-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O uso irresponsável de antibióticos na pecuária industrial intensiva tem contribuído para a disseminação global de bactérias multirresistentes, é o que indicam os dados dos estudos de campo realizados pela Proteção Animal Mundial entre 2018 e 2022. A organização testou fontes de águas próximas às fazendas de criação de animais em sistemas industriais intensivos e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/bacterias-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O uso irresponsável de antibióticos na pecuária industrial intensiva tem contribuído para a disseminação global de bactérias multirresistentes, é o que indicam os dados dos estudos de campo realizados pela Proteção Animal Mundial entre 2018 e 2022.</p>
<p>A organização testou fontes de águas próximas às fazendas de criação de animais em sistemas industriais intensivos e também carnes vendidas nos supermercados para a presença de bactérias resistentes a antibióticos. Os testes de produtos cárneos revelaram bactérias resistentes em carnes na Austrália, Brasil, Indonésia, Quênia, Espanha, Tailândia, Reino Unido e EUA. Nos testes de cursos d’água foram encontrados genes de resistência a antibióticos (ARGs) em todos os países testados: Brasil, Canadá, Espanha, Tailândia e EUA. As descobertas sugerem que as bactérias multirresistentes provenientes da criação de animais estão circulando pela cadeia alimentar, com implicações negativas para a saúde humana e para o meio ambiente.</p>
<p>Os resultados estão compilados no <a href="https://s2212.publisher-releases.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy53b3JsZGFuaW1hbHByb3RlY3Rpb24ub3JnLmJyJTJGc2l0ZXMlMkZkZWZhdWx0JTJGZmlsZXMlMkZtZWRpYSUyRlJlbGF0b3Jpby1QZWN1YXJpYS1JbmR1c3RyaWFsLUludGVuc2l2YS5wZGY6MjM0MzY2NTI5MjpyZWRhY2FvQHBhcmF0ZXJyYWJvYS5jb206ZjhmNTg3OjJm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">relatório “Pecuária Industrial Intensiva: fábrica de bactérias multirresistentes”</a>.</p>
<p>A resistência antimicrobiana (RAM) ocorre quando microrganismos (bactérias, fungos, vírus e parasitas) sofrem alterações e adquirem resistência quando expostos a antimicrobianos (classe de medicamentos que, além dos antibióticos, inclui também antifúngicos, antivirais, antimaláricos e anti-helmínticos, por exemplo), dificultando o tratamento de infecções e ampliando o risco de propagação e gravidade de doenças e o aumento de mortes.</p>
<p>As bactérias multirresistentes podem contaminar os seres humanos por meio de animais, do meio ambiente ou dos alimentos e, dessa forma, representam uma grande ameaça à segurança alimentar e à saúde pública. Atualmente, 1,27 milhão de pessoas morrem a cada ano vítimas de infecções que não respondem ao tratamento com antibióticos e estima-se que até 2050 esse número salte para 10 milhões.</p>
<p>A pecuária industrial intensiva usa rotineiramente níveis muito altos de antibióticos. Estima-se que 75% de toda a produção mundial desse tipo de medicamento seja usada na pecuária. Os animais, incluindo suínos e frangos, espécies de criação extremamente intensiva, são submetidos à sua utilização de forma indiscriminada e irresponsável com o objetivo de promover o crescimento acelerado e mascarar problemas de bem-estar animal. Os antibióticos, por exemplo, são usados de forma paliativa para evitar que animais estressados adoeçam devido às altas densidades dos ambientes em que são confinados, o que vai contra as recomendações da OMS.</p>
<h3><strong>Fábricas de bactérias</strong></h3>
<p>O relatório da Proteção Animal Mundial indica que no Brasil, com base nos resultados dos testes de água realizados em 2021, os rios próximos de fazendas industriais intensivas apresentaram maior diversidade de Genes de Resistência Antimicrobiana (ARGs) na comparação com águas mais próximas de suas nascentes.</p>
<p>Foram encontradas evidências de genes resistentes a b-lactâmicos, fluoroquinolonas, macrolídeos e até mesmo agentes desinfetantes. Anteriormente, em 2018, testes de carne suína apontaram a presença da bactéria E. coli em 92% das amostras avaliadas, além de resistência a Fluoroquinolonas, Amicacina, Sulfonamidas, Ceftiofur e Colistina &#8212; antibióticos considerados mais criticamente importantes ou altamente importantes para humanos, conforme definição da Organização Mundial de Saúde.</p>
<p>No Reino Unido, o levantamento feito pela organização neste ano revelou que mais de 10% das amostras de produtos suínos, incluindo cortes como bistecas e carne moída, estavam infectados com bactérias que mostraram resistência a um antibiótico de último recurso, usado para tratar doenças graves em seres humanos. Os produtos contaminados incluíam algumas carnes suínas vendidas com o rótulos de certificação, como o Red Tractor, orgânicos e garantia RSPCA.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o estudo também focou na análise de carnes suínas comercializadas em supermercados e 80% das bactérias isoladas de produtos suínos eram resistentes a pelo menos um tipo de antibiótico. Em único supermercado norte-americano, 37% das bactérias encontradas nas amostras eram multirresistentes, o que significa que eram resistentes a três ou mais classes de antibióticos, e quase 10% eram resistentes a um total de seis classes de antibióticos clinicamente importantes.</p>
<h3><strong>Bem-estar animal é chave </strong></h3>
<p>Com os resultados indicando a contaminação por bactérias multirresistentes em diferentes países e continentes, a Proteção Animal Mundial alerta para a necessidade de fortalecer os Padrões Mínimos de Bem-estar definidos no <a href="https://s2212.publisher-releases.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5mYXJtcy1pbml0aWF0aXZlLmNvbSUyRjoyMzQzNjY1MjkyOnJlZGFjYW9AcGFyYXRlcnJhYm9hLmNvbToyYWM0YTM6MmY=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><u>FARMS Initiative</u></a> em suas normas específicas para cada espécie.</p>
<blockquote><p>“A saúde e o bem-estar dos animais, das pessoas e de nosso planeta são interdependentes. A precariedade da saúde e do bem-estar animal na pecuária industrial intensiva afeta negativamente a saúde pública, a segurança alimentar e o meio ambiente”, afirma Daniel Cruz, coordenador de agropecuária sustentável da Proteção Animal Mundial.</p></blockquote>
<p>A organização, que é a voz global do bem-estar animal, defende que os governos imponham uma moratória à pecuária industrial intensiva, impedindo a aprovação de novas criações nesse modelo ou ainda a expansão das fazendas e granjas já existentes nos próximos 10 anos. Em paralelo, o poder público também deve estabelecer padrões mínimos obrigatórios de bem-estar para a criação dos animais.</p>
<blockquote><p>“A erradicação da pecuária industrial intensiva limitará o aumento da resistência antimicrobiana (RAM) em animais de criação. Isso proporcionará uma melhoria da saúde e do bem-estar animal, uma alimentação mais saudável para as pessoas, além de um sistema alimentar mais seguro e também sustentável”, explica Cruz.</p></blockquote>
<p>Em relação à produção, a Proteção Animal Mundial trabalha para ampliar as práticas que sigam padrões de bem-estar, o que inclui o fim do uso de antibióticos de forma preventiva e para a promoção do crescimento. A organização também acredita que os consumidores podem contribuir para frear o uso indiscriminado de antibióticos na pecuária, optando pelo menor consumo de proteínas animais e também pela escolha de produtos que sigam os padrões de maior bem-estar sempre que possível.</p>
<p>Em paralelo ao lançamento do relatório, a ONG também colocou no ar uma petição para pedir o fim do uso irresponsável de antibióticos ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Os interessados podem assinar a petição <a href="https://s2212.publisher-releases.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy53b3JsZGFuaW1hbHByb3RlY3Rpb24ub3JnLmJyJTJGcGVsby1maW0tZG8tdXNvLWlycmVzcG9uc2F2ZWwtZGUtYW50aWJpb3RpY29zLWVtLWFuaW1haXMtZGUtZmF6ZW5kYToyMzQzNjY1MjkyOnJlZGFjYW9AcGFyYXRlcnJhYm9hLmNvbTo1ZTVlMDY6MmY=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><u>aqui.</u></a></p>
<p><strong>Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)</strong> &#8211; A<a href="https://s2212.publisher-releases.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5wcm90ZWNhb2FuaW1hbG11bmRpYWwub3JnLmJyJTJGOjIzNDM2NjUyOTI6cmVkYWNhb0BwYXJhdGVycmFib2EuY29tOjdiYThmYjoyZg==" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> <u>Proteção Animal Mundial</u></a> é a voz global do bem-estar animal, com mais de 70 anos de experiência em campanhas por um mundo no qual os animais vivam livres de crueldade e sofrimento. Temos escritórios em 12 países e desenvolvemos trabalhos em 47 países ao todo. Colaboramos com comunidades locais, com o setor privado, com a sociedade civil e governos para mudar a vida dos animais para melhor. Nosso objetivo é mudar a maneira como o mundo trabalha para acabar com a crueldade e o sofrimento dos animais selvagens e de produção. Por meio de nossa estratégia global de sistema alimentar, vamos acabar com a pecuária industrial intensiva e criar um sistema alimentar humano e sustentável, que coloca os animais em primeiro lugar.</p>
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		<title>Em Paragominas, pecuarista da Fazenda Marupiara multiplica produtividade com bem-estar animal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 18:15:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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		<category><![CDATA[Fazenda Marupiara]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/Captura-de-Tela-2022-08-30-às-15.08.36-e1661883134559-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará Terra Boa conversou com o pecuarista Mauro Lúcio Costa, dono da Fazenda Marupiara, em Paragominas (PA). A propriedade de 25 anos tem 4.356 hectares, sendo que 80% dela é preservada. Os números de sua produção impressionam: em 15 anos, sua produtividade média saltou de 170 quilos de carne por hectare para 1.009 quilos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/Captura-de-Tela-2022-08-30-às-15.08.36-e1661883134559-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com o pecuarista Mauro Lúcio Costa, dono da Fazenda Marupiara, em Paragominas (PA). A propriedade de 25 anos tem 4.356 hectares, sendo que 80% dela é preservada.</p>
<p>Os números de sua produção impressionam: em 15 anos, sua produtividade média saltou de 170 quilos de carne por hectare para 1.009 quilos por hectare, enquanto a média hoje de pecuaristas locais é ainda de 120 quilos por hectare. Mas quando se considera a produtividade das áreas intensificadas, com maior nível tecnológico, o salto é ainda maior: a média do ano registrada em 2021 foi de 1.530 quilos de carne por hectare, embora o pecuarista tenha alcançado até 1.700 quilos.</p>
<p><iframe title="Marupiara em números | Gente da Terra: Entrevista com Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/kAA9SUlWq2Q?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Como isso é possível? Tratando bem o animal e as pessoas que trabalham na Marupiara. Mauro aplica lá o que se chama de bem-estar animal, em que o gado é tratado com conforto e mimos, tendo a tecnologia como aliada.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;O segredo está em tratar bem os animais e as pessoas, investindo em treinamento. Na alimentação do gado, sirvo sal mineral em local enxuto, diariamente. Plantamos aqui frutíferas, essências nativas, fazendo bosques separados e fechados porque as espécies nativas têm crescimento mais lento. Então, tem que fazer um mix porque há crescimentos diferentes. Temos de cuidar de animais, de aves, das pessoas. Mas a maior riqueza é a biodiversidade, a água e a biodiversidade. Duas coisas que priorizamos bastante&#8221;, contou ele à reportagem.</p>
</blockquote>
<p><iframe title="Como a Marupiara aumentou produtividade na pecuária | Gente da Terra Entrevista Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/0pbbWNYonMQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mauro afirma ser seguidor do que chama de teoria da reciprocidade: quanto mais é dado para a natureza, mais ela devolve ao produtor. Da mesma forma ocorre com seus funcionários, ou seja, quanto mais capacitação ele recebe, mais ele devolve para a propriedade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nesse sentimento do extrativismo descontrolado, todos nós vamos ficar pobres porque a natureza vai se degradar e eu não vou conseguir tirar mais nada dela. Da mesma forma, se eu quero tirar muito das pessoas, eu tenho que dar muito para elas. Quanto mais eu dou conhecimento, mais elas usam em meu negócio&#8221;, resume.</p></blockquote>
<p>Ele lamenta o fato de hoje haver produtores que praticam o oposto. &#8220;É aquele pensamento equivocado de que, para eu ficar rico, você tem que ficar pobre. É uma riqueza pobre. Mas o correto é quanto mais você ganha, mais eu ganho também&#8221;, afirma.</p>
<h3>Ambientalista x pecuarista</h3>
<p>Ele ainda se diverte quando é chamado mais de ambientalista que de pecuarista. Ele afirma não se importar porque sabe que está no caminho certo, diferente daquele trilhado pelas geração de seu pai e avô.</p>
<p class="p1">&#8220;Meu avô desmatou a Mata Atlântica, o meu pai a floresta amazônica porque a intenção era de crescimento, geração de valor, emprego, de crescer não só como pessoa, mas como país. Na minha época, o que vivo hoje, é uma transição, uma transformação do processo produtivo. Preciso mudar esse processo, aumentar a produtividade, com eficiência&#8221;, diz.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><iframe title="Mudanças de geração | Gente da Terra: Entrevista com Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/54jeN6Wdvwg?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Gestão da miséria</h3>
<p>O salto, afirma, só é possível com investimento, ao contrário daqueles que acreditam pouco na tecnificação.</p>
<p>&#8220;É uma gestão da miséria, quando a pessoa tem sempre que gastar menos daquilo que produz, tirando muito mais do solo. Eles produzem pouco e não conseguem investir no negócio, acreditam pouco na tecnificacao. Ele entra num círculo ruim de baixa produtividade, fica gerindo miséria, entra num nível de extrativismo muito grande, da terra, do solo e das florestas, mas também social, porque não pode investir nas pessoas porque o negócio produz muito pouco&#8221;, justifica.</p>
<p><iframe title="Uso de Tecnologia e Melhoria na Pecuária | Gente da Terra: Entrevista com Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/EvMZWnQJdWE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Influencer</h3>
<p>Mauro Lúcio usa a tecnologia não somente para aumentar sua produtividade, mas também para mostrar o que faz na Marupiara a seus quase 6 mil seguidores no <a href="https://www.instagram.com/maurolucio.marupiara/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a>.</p>
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		<title>Por que é preciso investir em bem-estar animal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 15:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[gado]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[sutiã]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/bem-estar-animal-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por ser um bicho grande, existe a crença de que uma vaca não precisa de cuidados especiais, mas alguns mimos no gado fazem toda a diferença para o produtor. Um rebanho bem tratado aumenta a produção tanto da carne quanto do leite, além de reduzir as emissões de gases tóxicos em até 30% na atmosfera. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/bem-estar-animal-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Por ser um bicho grande, existe a crença de que uma vaca não precisa de cuidados especiais, mas alguns mimos no gado fazem toda a diferença para o produtor. Um rebanho bem tratado aumenta a produção tanto da carne quanto do leite, além de reduzir as emissões de gases tóxicos em até 30% na atmosfera.</p>
<p>Por isso, há pastos em que o gado recebe massagem, usa <a href="https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2021/10/31/de-ventilador-a-sutia-para-vacas-fazenda-investe-no-bem-estar-animal.ghtml" target="_blank" rel="noopener">sutiã</a> nas tetas para aliviar o peso, tem pau para se coçar, brinca com bolas de borracha, descansa numa sombra ou deita em cama de esterco, urina e serragem de madeira com uso de ventilador.</p>
<p>A adoção dessas práticas e uma alimentação balanceada também contribuem significativamente para a redução das emissões e o aumento da produtividade em campo, contribuindo inclusive para o aumento da oferta de carnes e da segurança alimentar no planeta.</p>
<p>Os dados sobre diminuição das emissões de gases tóxicos pelo animais a partir de práticas de bem-estar fazem parte de <a href="https://s2208.enviosrp.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5oZWFsdGhmb3JhbmltYWxzLm9yZyUyRnJlcG9ydHMlMkZpbm5vdmF0aW9uLXJlcG9ydCUyRjozMDYyNTU5NjI5OnJlZGFjYW9AcGFyYXRlcnJhYm9hLmNvbTo2ODQxMDA6MWU=" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um estudo recém-divulgado pela Health For Animals</a>, entidade global que representa as indústrias de saúde animal.</p>
<p>&#8220;O levantamento feito pela HealthForAnimals mostra que as doenças podem aumentar as emissões de gases de efeito estufa em até 24% por unidade de leite produzida e até 113% por unidade de carcaça bovina&#8221;, afirma Emilio Salani, vice-presidente executivo do <a href="https://s2208.enviosrp.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5zaW5kYW4ub3JnLmJyJTJGb2xob3NhYmVydG9zJTJGOjMwNjI1NTk2Mjk6cmVkYWNhb0BwYXJhdGVycmFib2EuY29tOjA1MTQyYjoxZQ==" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><u>Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan</u></a>). “Investir na qualidade de vida dos animais e tratá-los de eventuais doenças é uma forma de evitar a emissão desnecessária de gases do efeito estufa&#8221;.</p>
<h3>Alimentação</h3>
<p>Bovinos adultos e bezerros com mais de 30 dias de vida precisam receber alimentos ou forragem com fibra suficiente para estimular a ruminação.</p>
<p>As normas de bem-estar para bovinos de corte proíbem que a dieta seja composta por proteínas de origem animal, exceto leite e derivados.</p>
<p>A ração também não pode conter antibióticos com fins profiláticos nem outros produtos fornecidos aos animais como melhoradores de desempenho. Qualquer medicamento só deverá ser usado sob a orientação de um veterinário para o tratamento de doenças.</p>
<p>Os bezerros recém-nascidos recebem atenção especial nas normas de bem-estar. As regras de certificação determinam que nas primeiras 24 horas de vida eles mamem diretamente das vacas.</p>
<p>A substituição de alimentos líquidos por sólidos deve ocorrer gradualmente e o desmame não deve ocorrer antes de seis meses de vida, a não ser por recomendação de um veterinário ou situações excepcionais, sob aprovação prévia pelo programa Certified Humane.</p>
<h3><strong>Sobre o Sindan </strong></h3>
<p>Fundado em 1966, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) congrega 91 empresas responsáveis por cerca de 90% do mercado brasileiro de medicamentos veterinários. Entre as suas atribuições, estão a representação legal das indústrias de saúde animal perante os órgãos oficiais, a produção de estudos, coordenação de campanhas sanitárias e educativas, além da comunicação e defesa da reputação do setor.</p>
<p>Saiba mais <a href="https://s2208.enviosrp.com/link.php?code=bDpodHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5zaW5kYW4ub3JnLmJyJTJGOjMwNjI1NTk2Mjk6cmVkYWNhb0BwYXJhdGVycmFib2EuY29tOjEzZmQ1YjoxZQ==" target="_blank" rel="noopener noreferrer">no site oficial do Sindan</a>.</p>
<p><em>Fonte: Sindan e Certified Humane</em></p>
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		<title>Vacas mais estressadas chegam a emitir quase 40% a mais de metano entérico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 13:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[gás metano entérico]]></category>
		<category><![CDATA[Gir]]></category>
		<category><![CDATA[Girolando]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[vaca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/vaca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O temperamento interfere no metabolismo da vaca, influenciando a emissão do gás metano entérico, um dos principais causadores do efeito estufa. Essa é a conclusão de pesquisa da Embrapa Gado de Leite (MG) em parceria com o Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgada em 14/12. Além [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/vaca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O temperamento interfere no metabolismo da vaca, influenciando a emissão do gás metano entérico, um dos principais causadores do efeito estufa.</p>
<p>Essa é a conclusão de pesquisa da <a href="http://www.embrapa.br/gado-de-leite" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Gado de Leite</a> (MG) em parceria com o Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (<a href="http://www.ufjf.br/" target="_blank" rel="noopener">UFJF</a>) divulgada em 14/12. Além disso, a pesquisa demonstra que vacas cujo temperamento é mais reativo à presença humana e à ordenha, produzem menos leite.</p>
<p>Segundo as pesquisadoras que conduziram o trabalho, mudanças climáticas e produtividade tornaram-se dois grandes argumentos para a adoção do manejo racional, prática que começa a ser utilizada com sucesso entre produtores que têm vacas das raças Gir Leiteiro e Girolando em seus rebanhos.</p>
<p>“Outro argumento já conhecido na prática pelos produtores que adotam a técnica é a melhora no manejo dos animais, facilitando o trabalho de condução do gado, evitando acidentes e o descarte das vacas mais reativas”, relata a pesquisadora da Embrapa Mariana Campos, que coordenou a pesquisa no Complexo Multiusuário de Bioeficiência e Sustentabilidade da Pecuária, na Embrapa em Coronel Pacheco (MG).</p>
<p>A preocupação com a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global vem se destacando como uma preocupação ainda mais premente do setor. As pesquisas da Embrapa e da UFJF mostram que os bovinos leiteiros mais reativos chegam a emitir quase 40% a mais de metano entérico por quilo de leite, quando comparado às vacas mais calmas.</p>
<p>Os experimentos que levaram a essa conclusão são parte da tese de doutorado em Biodiversidade e Conservação da Natureza de Maria Guilhermina Pedroza. Ela explica que os trabalhos foram feitos com 28 vacas Girolando (F1) de primeira cria.</p>
<p>Todos os animais foram submetidos ao treinamento para a ordenha no período pré-parto e observados tanto no curral quanto na ordenha.</p>
<blockquote><p>“Analisamos o temperamento de cada indivíduo, identificando os mais calmos e os mais reativos por meio de comportamentos como passos, coices e a ocorrência de defecação e micção durante o processo de ordenha e no curral de manejo por meio indicadores como a agitação dos animais no tronco de contenção, a velocidade de saída dos animais do tronco e velocidade de fuga em relação a um observador desconhecido”, explica a doutoranda.</p></blockquote>
<p>A produção de leite também foi medida e, ao se realizar ensaios de digestibilidade e respirometria (em câmaras respirométricas), verificou-se que as mais reativas destinaram 25,24% menos energia líquida para a lactação, enquanto as mais calmas, que ruminam mais na sala de ordenha alocaram 57,93% mais energia líquida para a produção de leite.</p>
<p>Mariana Campos diz que o experimento é importante para a pecuária de leite brasileira devido à importância da raça Girolando para a produção nacional. O Girolando é uma raça sintética desenvolvida para as condições tropicais, unindo duas raças de temperamentos diferentes: Gir Leiteiro e Holandês.</p>
<p>O resultado do cruzamento dessas raças trouxe como consequência, um animal rústico e com boa produção de leite; no entanto são mais ariscos à ordenha. O treinamento de novilhas para a primeira ordenha é uma técnica bastante adequada aos rebanhos de leite no Brasil devido à utilização de animais mestiços ou zebuínos.</p>
<p>A professora Aline Sant’Anna, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Etologia e Bem-estar Animal (Nebea) da UFJF, que orientou Maria Guilhermina na tese, conta que o temperamento dos animais possui um componente herdável, mas as condições ambientais também interferem no caráter das vacas. Embora os programas de melhoramento genético bovino tenham obtido conquistas nesse aspecto, o manejo racional, aliado a um ambiente calmo no momento da ordenha, deve ser adotado.</p>
<p>“Embora o genoma influencie o caráter do animal, é possível moldar o fenótipo por meio de um ambiente adequado”, pondera a professora. A seleção de vacas mais calmas e a adoção de boas práticas de manejo favorecem o bem-estar tanto das vacas quanto dos trabalhadores.</p>
<p>No momento em que as empresas do setor lácteo estão trabalhando para neutralizar as emissões de carbono do setor, a pesquisa comprova que a adoção de protocolos de doma racional e o melhoramento animal focado na busca por animais mais dóceis podem ser importantes estratégias para que as metas de descarbonização sejam atingidas.</p>
<blockquote><p>“Animais com temperamento mais reativo são indesejáveis para uma pecuária eficiente e sustentável,” conclui Campos.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: <span class="unidade">Embrapa Gado de Leite</span></em></p>
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