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	<title>barrgens &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Quase metade das barragens de mineração da Amazônia tem risco de rompimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 16:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/Barcarena_Bacia-de-Rejeitos_PedrosaNeto_03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia vive hoje uma situação alarmante: 46% (171 de 371) das barragens de mineração apresentam problemas estruturais ou alto risco de rompimento, podendo atingir 590 km² na Amazônia, — o equivalente a mais que o dobro da cidade de Porto Alegre (RS). Seis estados da Amazônia seriam afetados em caso de acidente: Pará, Maranhão, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/Barcarena_Bacia-de-Rejeitos_PedrosaNeto_03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia vive hoje uma situação alarmante: 46% (171 de 371) das barragens de mineração apresentam problemas estruturais ou alto risco de rompimento, podendo atingir 590 km² na Amazônia, — o equivalente a mais que o dobro da cidade de Porto Alegre (RS). Seis estados da Amazônia seriam afetados em caso de acidente: Pará, Maranhão, Mato Grosso, Amapá, Rondônia e Amazonas.</p>
<p>A situação mais crítica se concentra no Pará. No Estado, uma área de 409,48 km² – abrangendo cidades como Barcarena, Almeirim e Parauapebas, além 345 km² de floresta e comunidades quilombolas com mais de 400 famílias – está sob ameaça iminente de inundações por rejeitos., como lama, líquidos e resíduos tóxicos.</p>
<p>Baseada em dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), a análise exclusiva da InfoAmazonia revela que nos outros estados, o impacto seria menor: em Mato Grosso, 64,99 km² seriam atingidos; Maranhão, 51 km²; Amapá, 24,58 km²; Rondônia, 21,94 km²; e Amazonas, 18,51 km².</p>
<p>No entanto, o histórico de rompimentos no Brasil mostra que os cálculos preditivos de área em caso de acidente não são precisos:</p>
<blockquote><p>“As informações das barragens são enviadas pelas próprias empresas, não são produzidas pelo Estado. Isso prejudica a eficácia desses dados”, explica Francisco Kelvin da Silva, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens, organização que atua no tema desde 1970.</p></blockquote>
<p>Segundo Silva, oficialmente, o Brasil tem cerca de 30 mil barragens para diferentes usos: contenção de sedimentos, hidrelétricas, geração de energia, irrigação, navegação, espalhadas por todo o território nacional: “Entretanto, os pesquisadores indicam que o número pode ser ainda maior, especialmente em regiões do interior do país que ainda não estejam cadastradas pelo governo”.</p>
<p>Além disso, no caso das barragens de mineração, há um déficit nos registros, pois existem áreas não cadastradas, como aquelas que indicam a presença de garimpo ilegal. Foi esse o caso do rompimento ocorrido em fevereiro, no Amapá, quando os rios Cupixi e Araguari foram manchados com lama, areia e argila, resíduos da extração de ouro, nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Porto Grande.</p>
<blockquote><p>“No caso da Amazônia, uma quantidade muito grande de barragens ligadas à atividade do garimpo só está sendo identificada nos últimos relatórios, em virtude dos problemas de segurança que apresentam. Ou seja, são verificadas quando já estão causando algum dano”, diz Silva.</p></blockquote>
<h3>Despejo de minérios no Pará</h3>
<p>A relação entre comunidades do Pará e grandes mineradoras é marcada por tensões. Um caso emblemático é o da norueguesa Hydro-Alunorte, que será julgada na Holanda por suposto despejo de minérios em rios de Barcarena e Abaetetuba.</p>
<p>A Associação Cainquiama denuncia que a poluição causou graves problemas de saúde nos moradores locais, algo que já havia resultado em uma condenação da Justiça Federal à empresa, com pagamento de R$ 100 milhões.</p>
<p>Lideranças como Maria do Socorro Costa Silva, da Cainquiama, e Sandra Amorim, de uma comunidade próxima a barragens da Imerys Rio Capim, expressam o sofrimento e a luta contra os impactos da mineração, incluindo a contaminação de rios.</p>
<p>Em Oriximiná, noroeste do Pará, quem sofre são os quilombos Boa Vista e Alto Trombetas, que ficam próximos de 11 barragens de mineração da empresa Mineração Rio do Norte (MRN), que explora bauxita na região do Vale do Trombetas.</p>
<p>Primeiro quilombo a receber titulação no Brasil, em 1995, o Boa Vista abriga 50 famílias. Mas a chegada da empresa antes da a ação do Estado, em 1979,  alterou o território, inicialmente com a construção da vila de Porto Trombetas para seus funcionários, seguida por relatos de despejos e instalação de tubulações para descarte em lagos.</p>
<p>Apenas após a instituição da Política Nacional de Meio Ambiente, em 1981, que estabeleceu o licenciamento ambiental e planos de segurança, parte desses impactos começou a ser mitigada.</p>
<blockquote><p>“A gente fica a 100 metros de uma barragem dessas. Mora gente ao lado da barragem e na frente dela. Então, não tem como dizer que lá não há risco. Você não sabe a hora nem o momento em que ela pode estourar, entendeu? Já são muitos anos jogando lama nos igarapés”, explica Munduca.</p></blockquote>
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