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	<title>Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX) &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Dia Internacional das Florestas: Diversificar o manejo é a chave para a preservação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 12:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX)]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/MARGARIDA-ARQUIVO-PESSOAL-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O desmatamento ilegal e a emissão de gases do efeito estufa comprometem a preservação e impulsionam uma crise climática sem precedentes na Amazônia, mas e se a solução para um manejo florestal mais eficiente estiver na valorização da própria natureza? Essa é a principal aposta de pesquisadores brasileiros, debatida nesta semana durante [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/MARGARIDA-ARQUIVO-PESSOAL-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O desmatamento ilegal e a emissão de gases do efeito estufa comprometem a preservação e impulsionam uma crise climática sem precedentes na Amazônia, mas e se a solução para um manejo florestal mais eficiente estiver na valorização da própria natureza? Essa é a principal aposta de pesquisadores brasileiros, debatida nesta semana durante uma programação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília, para celebrar o Dia Internacional das Florestas, comemorado neste 21 de março.</p>
<p>Nos últimos 30 anos, o manejo florestal no Brasil passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. A diretora do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Gracialda Costa, menciona que o uso de ferramentas como GPS, mapeamentos digitais e sistemas de monitoramento, permitiram que o uso da floresta deixasse de ser desordenado para se tornar planejado, principalmente na exploração da madeira, que possui grande importância social e econômica nos municípios amazônicos.</p>
<h3>Muito além da madeira</h3>
<p>Até então, a madeira em tora representa aproximadamente 50% do valor da produção da extração vegetal na região Amazônica. No estado do Pará, por exemplo, a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX) anunciaram que o estado exportou mais de US$ 21,4 milhões de madeira apenas em janeiro de 2026. Para Gracialda, o dado reforça que o uso da madeira, isoladamente, não é o principal problema das florestas, mas sim a falta de uso viável e organizado de outros recursos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje, é possível saber exatamente onde está cada árvore, estimar biomassa, acompanhar o crescimento da floresta e prever impactos ao longo do tempo. Esse conjunto de tecnologias trouxe um ganho importante: operar com visão de longo prazo”, diz.</p></blockquote>
<p>Edson Vidal, do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP, explica que a pesquisa científica a longo prazo possui papel decisivo nessa mudança. A principal prova são os estudos feitos com base em 20 a 30 anos de acompanhamento.</p>
<p>O resultado é: em áreas manejadas corretamente, o carbono retirado começa a ser recomposto em menos de uma década, mantendo a diversidade de espécies estável ao longo do tempo. Porém, em áreas exploradas de forma predatória, esse processo praticamente não acontece.</p>
<blockquote><p>“É necessário controlar o crescimento da área de exploração madeireira. Mantendo essa atividade em áreas controladas, variando as espécies utilizadas e compensando esses impactos, é possível ter resultados melhores a longo prazo”, pontua.</p></blockquote>
<p>Além disso, há evidências de que a biomassa, a matéria viva na floresta, pode se recompor de forma prolongada em ciclos de 30 anos, chegando a níveis próximos aos de áreas não exploradas. Logo, o problema não é o uso da floresta, mas como esse uso é feito.</p>
<h3><strong>Fazendo o ‘dever de casa’ </strong></h3>
<blockquote><p>“Não dá pra você criar uma política publica em cima de dados desatualizados”.</p></blockquote>
<p>Gracialda frisa que não dá para depender de poucas espécies ou de um único modelo de exploração no manejo sustentável. No entanto, é necessário ter o máximo de informações sobre espécies e seus usos para essas propostas de manejo sejam pensadas de forma viável, eficiente e justa.</p>
<blockquote><p>“As pessoas do campo possuíam esse comprometimento de catalogar as espécies existentes, o que se perdeu um pouco no tempo. Então se você cria uma estrutura em cima de algo desatualizado, pode acabar perdendo algo ainda mais importante pela falta de informação”, declara.</p></blockquote>
<p>No caso da madeira, ela explica que as árvores mais valorizadas comercialmente são também as mais sensíveis à exploração. Se o manejo permanece concentrado nelas, há risco de redução populacional e até de desaparecimento local.</p>
<p>Hoje, grande parte dos inventários florestais ainda apresenta erros significativos na identificação das árvores. Prova disso é o relato da pesquisadora de que cerca de metade das espécies amazônicas não são corretamente identificadas em nível mais detalhado.</p>
<p>Desta forma, o principal ‘dever de casa’ é usar a parceria entre órgãos federais, estaduais e comunitários para revisar espécies já mapeadas e fazer sua identificação correta nos casos incompletos.  Na prática, isso reduz o risco de proteger de forma rígida espécies que não estão ameaçadas, assim como afrouxar a fiscalização em espécies que precisam de mais proteção.</p>
<h3><strong>Oportunidades (e desafios) históricos</strong></h3>
<p>Do ponto de vista técnico e ambiental, a diversificação de manejo inclui o uso de diferentes espécies de madeira; valorização de produtos florestais não madeireiros; integração da conservação da biodiversidade com produção, assim como estratégias personalizadas para cada tipo de espécie. Para Edson, esta é uma oportunidade rara e muito especial para o Brasil.</p>
<blockquote><p>“Diferente de outros países que já esgotaram seus recursos florestais, ainda há tempo de construir um modelo equilibrado na Amazônia, um modelo que a grande sociedade consiga entender e valorizar no dia a dia”, observa.</p></blockquote>
<p>Para Gracialda, o único caminho para alcançar esse ‘engajamento’ social é trazendo os povos da floresta para o centro dos debates e decisões.</p>
<blockquote><p>“É obrigatório incluir as comunidades locais nesse processo. São elas que vivem na floresta e podem transformar o manejo em fonte de renda sem abrir mão da conservação, muitas já fazem isso há séculos. Agora é reunir as melhores práticas e ampliar a escala de execução”, declara.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
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