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	<title>árvores &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>árvores &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Veja como as árvores da Amazônia produzem chuva na estação seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 14:16:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/floresta-amazonia-dia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Quando pensamos na Amazônia, imaginamos uma floresta imensa e cheia de vida. É a maior floresta tropical do mundo, abriga a maior diversidade de espécies do planeta e concentra imensos volumes de água. Além do rio Amazonas, o mais extenso do mundo, há também os chamados “rios voadores”, correntes invisíveis de vapor que transportam umidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/floresta-amazonia-dia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Quando pensamos na Amazônia, imaginamos uma floresta imensa e cheia de vida. É a maior floresta tropical do mundo, abriga a maior diversidade de espécies do planeta e concentra imensos volumes de água. Além do rio Amazonas, o mais extenso do mundo, há também os chamados “rios voadores”, correntes invisíveis de vapor que transportam umidade na atmosfera acima da Amazônia e geram chuvas em várias regiões do Brasil.</p>
<p>As florestas têm grande influência sobre a geração desses rios voadores e o ciclo da água. Isso porque grande parte da umidade gerada na Amazônia e que retorna para a atmosfera vem de um processo conhecido como transpiração. As árvores retiram água do solo através das raízes, transportam-na até as folhas e a liberam para a atmosfera em forma de vapor. Esse vapor vindo das copas se transforma em chuva — localmente ou a centenas de quilômetros de distância.</p>
<p>Estudos já mostraram que, na estação seca, cerca de até 70% da chuva que cai na Amazônia tem origem na própria transpiração da floresta, que retorna a água para atmosfera. Como a seca é um período de chuvas reduzidas, surge uma pergunta essencial: de onde vem a água que as árvores usam para manter esse ciclo?</p>
<h3>A investigação na Floresta Nacional do Tapajós</h3>
<p>Um estudo realizado recentemente por pesquisadores brasileiros e internacionais, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), buscou responder a essa questão. A pesquisa foi conduzida dentro da Floresta Nacional do Tapajós, no Pará, território tradicional dos Mundurukús, em duas áreas contrastantes: o platô, uma floresta mais elevada, na qual o lençol freático esta mais profundo (cerca de 40 metros), e o baixio, uma floresta que fica mais próxima ao igarapé, com um lençol freático mais raso, e abrange uma área próxima e acima do leito do rio, com aproximadamente até 30 metros do mesmo.</p>
<p>Os resultados surpreenderam. Ao contrário do que se pensava, a maior parte da água usada pelas árvores para transpirar no período da seca não vem de reservas profundas do solo, mas sim de camadas superficiais. Em um ano de chuvas normais, sem secas ou chuvas extremas, em média, 69% da transpiração no platô e 46% no baixio vieram da água armazenada nos primeiros 50 centímetros do solo.</p>
<p>Essa água armazenada nos primeiros centímetros do solo caiu das nuvens recentemente, no período da estação seca. Isso significa que a floresta recicla rapidamente a água da própria estação: a chuva cai, infiltra-se no solo raso, é absorvida pelas raízes e retorna quase imediatamente para a atmosfera, na forma de transpiração. Por estar na seca, este é o momento em que a floresta mais precisa da água, e é quando ela mais contribui para produzi-la.</p>
<h3>O papel da diversidade das árvores</h3>
<p>Nem todas as árvores retornam iguais quantidades de chuva da seca para a atmosfera da mesma forma. A Amazônia é extremamente diversa em árvores, e diferentes espécies possuem estratégias distintas para acessar a água armazenada no solo. O estudo mostrou que a chave para entender essas diferenças na fonte de água da transpiração está em um traço hidráulico chamado resistência ao embolismo. Esse mecanismo indica a vulnerabilidade de uma árvore à seca.</p>
<p>Quando a árvore absorve água do solo, é como se houvesse um “cabo de guerra”, em que a corda é a própria água: de um lado, o solo retém a água; do outro, a raiz da árvore tenta puxá-la. Quanto mais seco o solo, com mais “força” o solo segura a água, e mais força é necessária para puxá-la. Espécies com maior resistência ao embolismo conseguem extrair água de solos mais secos.</p>
<p>Espécies mais resistentes retornam grandes proporções da água da chuva da estação seca para atmosfera, portanto, estão mais adaptadas a utilizar água de solos rasos, e usam mais dessa água que caiu recente. Já as espécies com menor resistência ao embolismo, e maior vulnerabilidade, são mais “fracas” nesse cabo de guerra, e precisam de outras estratégias, como por exemplo, utilizar raízes mais profundas, para potencialmente alcançar camadas do solo com reserva de água mais estável.</p>
<p>O estudo mostra que quanto maior a resistência ao embolismo, mais água rasa as árvores utilizam na transpiração. Essa descoberta é inédita, e ajuda a explicar como diferentes árvores contribuem para a reciclagem da chuva.</p>
<p>E ainda mais interessante, o estudo mostra que mesmo na estação seca, grande parte da água utilizada na transpiração vem das camadas mais rasas do solo abastecidas pela chuva. Muitas dessas espécies estudadas estão utilizando grandes proporções de água rasa.</p>
<h3>Por que isso importa? Sem floresta, sem chuva</h3>
<p>A mensagem é clara: sem floresta, não há chuva. E, sem chuva, não há floresta. A água rapidamente reciclada pela transpiração não só mantém a Amazônia durante a estação seca, como também é essencial para dar início às chuvas da estação chuvosa, algo já mostrado em estudos anteriores. Se a floresta perde sua capacidade de reciclar a água, o risco é de um colapso do ciclo hidrológico.</p>
<p>Comunidades tradicionais e indígenas são as mais diretamente afetadas pelas mudanças no ciclo da água, sofrendo impactos intensos em seu cotidiano. Mas as consequências ultrapassam os limites da Amazônia. Os chamados “rios voadores” transportam umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, sustentando a agricultura em algumas das principais regiões produtoras de grãos. Com menos floresta, há menos chuva.</p>
<h3>O desafio</h3>
<p>Esse alerta se torna ainda mais urgente diante da recente aprovação do chamado PL da Devastação. A mudança na legislação pode acelerar o desmatamento em áreas nacionais críticas, como a Amazônia, e outras florestas, que também são importantes para o ciclo da água, como o Cerrado e a Mata Atlântica.</p>
<p>A equação é simples: menos árvores, menos chuva, menos floresta. E esse ciclo negativo ameaça não só a biodiversidade e o clima, mas também a segurança alimentar e o transporte de muitas comunidades locais e da região, e também a economia brasileira.</p>
<p>O estudo mostra que o ciclo da água na Amazônia é rápido mesmo na seca: a própria chuva da estação seca alimenta a transpiração, que depois vira chuva. O estudo reforça algo que já sabemos, mas nem sempre levamos a sério: a Amazônia é uma verdadeira fábrica de chuvas. Cada árvore, ao transpirar, coloca em movimento o vapor que ajuda a manter a vida, dentro e fora da floresta.</p>
<p>Proteger a Amazônia não é apenas uma questão ambiental. É garantir chuva, alimento e futuro econômico para o Brasil.</p>
<p><em>Fonte: The Conservation Brazil</em></p>
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		<title>Ilhas de calor em bairros de Belém são, em média, 5ºC mais quentes que o Combu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 15:01:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[arborização]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Belem-arborizacao-Rafa-Neddermeyer-COP30-Brasil-Amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A impressão de quem mora em Belém é que os dias estão cada vez mais quentes, mas isso não é só uma percepção e sim uma realidade em grande parte da cidade que irá receber a COP30 em novembro deste ano. Uma análise do InfoAmazônia com base em dados de satélite comprova que a diferença [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Belem-arborizacao-Rafa-Neddermeyer-COP30-Brasil-Amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A impressão de quem mora em Belém é que os dias estão cada vez mais quentes, mas isso não é só uma percepção e sim uma realidade em grande parte da cidade que irá receber a COP30 em novembro deste ano. Uma análise do<a href="https://infoamazonia.org/2025/06/13/ilhas-de-calor-em-belem-e-manaus-sao-ate-10oc-mais-quentes-do-que-areas-vizinhas-de-floresta/" target="_blank" rel="noopener"> InfoAmazônia</a> com base em dados de satélite comprova que a diferença de temperatura entre as áreas urbanas da capital paraense e a região da Ilha do Combu, por exemplo, pode chegar a 5ºC, em média.</p>
<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Belém é a sexta capital menos arborizada do País. Os dados do satélite Landsat 8 indicam que a cobertura vegetal cobre 39,6% da cidade, o que contribui diretamente para a formação de ilhas de calor. A situação piora ainda mais devido a outros fatores comuns nas cidades, como as estruturas de concreto e asfalto que absorvem mais calor ao longo do dia, o trânsito intenso, os edifícios altos que dificultam a circulação do ar e a poluição atmosférica que cria um efeito estufa local e impede o escape do ar quente.</p>
<p>O problema é semelhante na outra metrópole amazônica: Manaus. Na capital amazonense, o InfoAmazônia detectou que a cobertura vegetal alcança 41,7% do território. No comparativo com a Reserva Florestal Adolpho Ducke, as áreas urbanas têm temperaturas 3ºC mais quentes, mas a diferença chega a 5ºC em algumas partes.</p>
<p>Sem árvores nas ruas, os amazônidas perdem não só a sombra, mas também os benefícios da evapotranspiração que ajuda a resfriar o ambiente. Especialistas defendem que uma cidade mais arborizada consegue mitigar ou até eliminar as ilhas de calor e diminuir os efeitos do aquecimento global.</p>
<blockquote><p>“Na periferia, quase não tem [árvores]. Só no Centro. Belém é conhecida como a cidade da mangueira. Mas é só no Centro”, contou o vendedor de frutas Raimundo Rodrigo do Vale.</p></blockquote>
<p>Ele trabalha no bairro da Cidade Velha onde a cobertura vegetal é de apenas 19,9%. Segundo a reportagem, a situação é ainda pior em bairros periféricos, como é o caso da Sacramenta, que é o terceiro mais quente da cidade. No local, as temperaturas são cerca de 5,5 ºC mais altas do que na Ilha do Combu, mas há pontos em que a diferença chega a 8,6ºC.</p>
<p>Ana Luíza de Araújo, integrante do grupo Defensores dos Rios Urbanos, explica que esse problema é intensificado pelo chamado “deserto florístico”</p>
<blockquote><p>“Ao construírem suas casas, as pessoas acabam desmatando, derrubando árvores para poder construir suas moradias. Mas isso também é resultado da falta de planejamento do poder público… As obras previstas para a periferia seguem muito a lógica da infraestrutura cinza, baseada em concreto e asfalto”, crítica Ana Luiza, moradora do bairro da Terra Firme, o quarto mais quente da cidade.</p></blockquote>
<p>Em nota, a Prefeitura de Belém reconheceu o problema afirmando que a principal dificuldade é a identificação de locais para plantio devido à ocupação desordenada dos bairros. Para enfrentar o desafio das ilhas de calor, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente diz que já plantou 7 mil árvores desde o início do ano e que a atual gestão reativou a Granja Modelo para a produção de mudas nativas que serão utilizadas na arborização urbana.</p>
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		<title>Amazônia vale milhões para a produção de alimentos, mas não só</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-vale-milhoes-para-a-producao-de-alimentos-mas-nao-so/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 13:34:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/rios_floresta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A preservação da Amazônia é fundamental não só para o meio ambiente, mas também para o seu prato! Um novo estudo do Instituto Tecnológico Vale (ITV) na Floresta Nacional de Carajás, no sudeste paraense, revelou o valor inestimável da flora nativa, especialmente para a polinização agrícola. A pesquisa aponta que a floresta em pé contribui [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/rios_floresta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A preservação da Amazônia é fundamental não só para o meio ambiente, mas também para o seu prato! Um novo estudo do Instituto Tecnológico Vale (ITV) na Floresta Nacional de Carajás, no sudeste paraense, revelou o valor inestimável da flora nativa, especialmente para a polinização agrícola. A pesquisa aponta que a floresta em pé contribui para a polinização de 13 culturas importantes para a economia local, como cacau, maracujá e açaí, gerando um valor estimado em US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 23,3 milhões) por ano só nessa atividade.</p>
<p>Publicado na revista Ecosystem Services nesta sexta-feira, 30, o trabalho do ITV, realizado entre 2019 e 2023, mostra o papel essencial da floresta para regulação do clima. Ela pode reduzir a temperatura local em até 0,4°C e aumentar em 21% a evapotranspiração, processo que envolve a evaporação de água do solo e a transpiração das plantas.</p>
<p><span style="font-size: 14px;">A pesquisa investigou a importância das espécies para a natureza e para os humanos. Foram registradas 467 espécies de animais e 418 de plantas. Entre elas, 11% das aves e 9% das plantas estão ameaçadas.</span></p>
<p>Os resultados mostram que 60% das espécies são insubstituíveis para o funcionamento da floresta. Sem elas, o ambiente seria prejudicado de forma irreversível, já que nenhuma outra espécie ou tecnologia poderia cumprir seus papéis. Além disso, 42% das plantas são usadas por comunidades tradicionais da região, com até quatro utilidades diferentes.</p>
<p>A pesquisa busca ir além dos valores em dinheiro, mostrando o real capital natural da floresta para mantê-la viva, saudável e funcionando em sua plenitude.</p>
<blockquote><p>“Quando você transforma a natureza em dinheiro, você tem uma sustentabilidade fraca, porque você desconsidera que alguns elementos são insubstituíveis”, afirmou à Agência Bori Tereza Cristina Giannini, pesquisadora do ITV e coautora do artigo.</p></blockquote>
<p>De acordo com a pesquisadora, é preciso que o conceito de capital natural seja mais conhecido por empresas, governos e comunidades locais para que eles compreendam melhor o que está em jogo ao decidir explorar ou proteger áreas naturais. Para ela, essa visão que vai além dos valores financeiros é necessária para realidades complexas como a da Amazônia.</p>
<blockquote><p>“O valor da floresta é subjetivo e plural. Para um ribeirinho pode ser algo completamente diferente do que para quem está na cidade. Com essa abordagem, se ganha essa nuance do que é de fato valioso para as pessoas em termos da natureza”, frisa Tereza Giannini.</p></blockquote>
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		<title>Pesquisadora escala as árvores gigantes da Amazônia para estudar os impactos da seca na floresta</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/pesquisadora-escala-as-arvores-gigantes-da-amazonia-para-estudar-os-impactos-da-seca-na-floresta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 17:26:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Niaras do Tapajós]]></category>
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		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/biologa-deliane-penha-e1747236351719-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Descobrir os mistérios que mantêm a imensidão de verde que cobre a Amazônia mesmo durante os períodos de secas intensas foi o que motivou a pesquisadora Deliane Penha a enfrentar o antigo medo de altura. Hoje, ela escala com tranquilidade e muita técnica árvores de mais de 30 metros de altura de onde colhe informações [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/biologa-deliane-penha-e1747236351719-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Descobrir os mistérios que mantêm a imensidão de verde que cobre a Amazônia mesmo durante os períodos de secas intensas foi o que motivou a pesquisadora Deliane Penha a enfrentar o antigo medo de altura. Hoje, ela escala com tranquilidade e muita técnica árvores de mais de 30 metros de altura de onde colhe informações que ajudam a entender como a floresta resiste a extremos climáticos.</p>
<p>Graduada em ciências biológicas, mestre em recursos naturais da Amazônia e doutora em sociedade, natureza e desenvolvimento, a paraense Deliane Penha nasceu no município de Óbidos, tem 39 anos e se dedica a estudar as características de mortalidade das plantas. Em tempos de mudanças climáticas, a resposta para a questão é ainda mais importante, já que ajuda a saber mais sobre o comportamento da floresta em momentos críticos.</p>
<p>A estratégia de pesquisa nas alturas é necessária para confrontar as hipóteses sugeridas pelos dados de satélites e modelos matemáticos. De acordo com esses modelos, durante a seca, as árvores limitam a perda de água pelas folhas, captando mais carbono para se manter hidratadas.</p>
<p>Porém, Deliane mostrou que há diversos fatores relacionados à interação das árvores com o ar, a mata e o solo que influenciam na resistência ou vulnerabilidade delas. Além disso, um estudo assinado por ela e colegas revela que o tamanho das árvores também é determinante para saber quais plantas são mais afetadas.</p>
<figure id="attachment_34463" aria-describedby="caption-attachment-34463" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34463 size-medium" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/deliane-penha-e1747236138905-300x269.jpg" alt="" width="300" height="269" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/deliane-penha-e1747236138905-300x269.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/deliane-penha-e1747236138905-768x689.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/deliane-penha-e1747236138905-150x135.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/deliane-penha-e1747236138905-450x404.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/deliane-penha-e1747236138905.jpg 992w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-34463" class="wp-caption-text">Deliane Cunha destaca importância do conhecimento para a conservação da Amazônia. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Espécies mais altas como o cambará ou quarubarana (<em>Erisma uncinatum</em>) e as outras árvores altas, que formam o chamado dossel, conseguem se manter verdes e hidratadas por causa de suas raízes que chegam a até sete metros de profundidade. Dessa forma, elas alcançam reservatórios de água e mantêm a vitalidade mesmo quando a superfície está seca.</p>
<blockquote><p>“As árvores percebem o calor e se regulam. É como se pensassem ‘nossa está muito quente aqui em cima, não podemos perder água’. Elas então fecham seus poros, os estômatos, que ficam na folha e são a principal via de trocas gasosas entre a planta e o ambiente, como a de CO2 e a saída de água”, explicou Deliane em entrevista a <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/cop-30-amazonia/noticia/2025/05/13/dependurada-na-copa-das-arvores-cientista-descobre-como-a-amazonia-resiste-a-extremos-climaticos.ghtml" target="_blank" rel="noopener">O Globo</a>.</p></blockquote>
<p>Já as árvores do dossel intermediário, que chegam a 20 metros de altura, conseguem se manter vivas devido à proteção do sol e do vento que recebem das árvores maiores. É o que ocorre, por exemplo, o breu-branco (<em>Protium apiculatum</em>), cuja essência é usada em produtos medicinais e rituais religiosos.</p>
<h3>Árvoress menores sofrem mais</h3>
<p>As mais afetadas são espécies de menor porte, como é o caso da canela-de-jacamim (<em>Rinorea pubiflora</em>), que normalmente não passa da altura do telhado de uma casa. Segundo a pesquisadora, embora essas árvores tenham menor contato com o sol e o vento, elas dependem da água superficial, vinda da chuva. Na estação seca, quando diminui a frequência de chuvas, elas sofrem mais porque também não conseguem acessar reservatórios profundos.</p>
<blockquote><p>“É preciso entender como a floresta funciona e o papel dela na manutenção do clima. O que destrói a floresta é o desmatamento, as queimadas. Contra isso a floresta não tem proteção”, ressalta Deliane, que atualmente coordena o projeto Niaras do Tapajós.</p></blockquote>
<p>A iniciativa atua na área da divulgação científica e promove também discussões sobre dificuldades no meio acadêmico, principalmente relacionadas à saúde mental, oferecendo apoio para estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Para conhecer mais do trabalho, <a href="https://www.instagram.com/niarasdotapajos/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Mais de uma em cada três espécies de árvores estão ameaçadas de extinção no mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 12:41:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ameaçadas]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Desmate6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Trinta e oito por cento das árvores do mundo estão em risco de extinção, de acordo com a primeira Avaliação Global de Árvores, publicada pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), na segunda-feira, durante a COP16, em Cali, na Colômbia. A intitulada Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN  revela que pelo menos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Desmate6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Trinta e oito por cento das árvores do mundo estão em risco de extinção, de acordo com a primeira Avaliação Global de Árvores, publicada pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), na segunda-feira, durante a COP16, em Cali, na Colômbia.</p>
<p>A intitulada Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN  revela que pelo menos 16.425 das 47.282 espécies avaliadas estão em risco de extinção em 192 países ao redor do mundo. De acordo com a entidade, as árvores agora representam mais de um quarto do levantamento, e o número dessas espécies ameaçadas é mais do que o dobro de todas as aves, mamíferos, répteis e anfíbios em risco combinados.</p>
<blockquote><p>&#8220;As árvores são essenciais para sustentar a vida na Terra por meio de seu papel vital nos ecossistemas, e milhões de pessoas dependem delas para suas vidas e meios de subsistência”, disse a Dra. Grethel Aguilar, Diretora Geral da IUCN .</p></blockquote>
<p>Segundo a UICN, as árvores sentem o impacto das mudanças climáticas, especialmente nos trópicos, devido ao aumento do nível do mar e de tempestades mais fortes e frequentes.</p>
<p>Na América do Sul – lar da maior diversidade de árvores do mundo – 3.356 das 13.668 espécies avaliadas estão em risco de extinção, devido ao desmatamento para agricultura e pecuária, revela o estudo.</p>
<p>A Lista Vermelha da IUCN também mostra que a perda de árvores é uma grande ameaça a milhares de outras plantas, fungos e animais. Como um componente definidor de muitos ecossistemas, as árvores são fundamentais para a vida na Terra por meio de seu papel nos ciclos de carbono, água e nutrientes, formação do solo e regulação do clima.</p>
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		<title>Entenda como a fumaça dos incêndios florestais afeta as árvores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 19:18:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[fotossíntese]]></category>
		<category><![CDATA[fumaça]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
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		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/queimadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Apesar de inalar CO2 ao invés do oxigênio, as árvores agem como os humanos durante o contato com a fumaça de incêndios e “seguram” a respiração. A conclusão curiosa é apresentada em um artigo recente publicado no site The Conversation pelos pesquisadores Delphine Farmer e Mj Richer, da Universidade do Colorado (EUA). &#8220;Como cientistas atmosféricos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/queimadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">Apesar de inalar CO2 ao invés do oxigênio, as árvores agem como os humanos durante o contato com a fumaça de incêndios e “seguram” a respiração. A conclusão curiosa é apresentada em um artigo recente publicado no site </span><a href="https://theconversation.com/trees-dont-like-to-breathe-wildfire-smoke-either-and-theyll-hold-their-breath-to-avoid-it-227318" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">The Conversation</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelos pesquisadores Delphine Farmer e Mj Richer, da Universidade do Colorado (EUA).</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Como cientistas atmosféricos e químicos, estudamos a qualidade do ar e os efeitos ecológicos da fumaça de incêndios florestais e outros poluentes. Em um estudo que começou por acidente quando a fumaça inundou nosso local de pesquisa no Colorado (EUA), pudemos observar em tempo real como as folhas de pinheiros vivos responderam&#8221;, dizem os autores lembrando do experimento realizado ao acaso em 2020 quando uma grande onda de incêndios florestais atingiu a região.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com as análises, os poros das folhas estavam fechados e os sinais de fotossíntese eram quase zero. Esses poros são os estômatos, que funcionam como nossas bocas com a diferença de que eles inalam o dióxido de carbono e exalam o oxigênio, além de outros produtos químicos presentes ao redor. Durante os incêndios na área de estudo, nenhum desses gases estava sendo inalado ou exalado.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O que nossos meses de dados nos disseram é que algumas plantas respondem a fortes surtos de fumaça de incêndios florestais interrompendo sua troca com o ar externo. Elas estão efetivamente prendendo a respiração, mas não antes de serem expostas à fumaça”, afirmam os pesquisadores.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda não há clareza sobre qual processo é responsável por essa reação, porém os pesquisadores trabalham com três hipóteses: partículas de fumaça podem ter revestido as folhas e impedido a abertura dos estômatos; a fumaça pode entrar nas folhas e obstruir os poros ou as plantas podem responder fisicamente aos primeiros sinais de incêndio e reagir com o fechamento dos poros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa abre um campo importante para novos estudos, já que é preciso saber ainda quais os efeitos da fumaça sobre as árvores após o fim dos incêndios e como elas lidam com eventos repetidos a longo prazo.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Com os incêndios florestais aumentando em gravidade e frequência devido às mudanças climáticas, políticas de manejo florestal e comportamento humano, será importante entender melhor este impacto”, reforçam os autores.</span></p></blockquote>
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		<title>Projeto de reflorestamento recupera 2,4 mil hectares de floresta em Altamira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 20:01:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[espécies nativas]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/CENTRO-DE-REFLORESTAMENTO-2-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em Altamira, no sudoeste paraense, o plantio de 1,5 milhão de árvores de espécies já ajudou a recuperar 2,4 mil hectares de uma área afetada por um empreendimento hidrelétrico. O processo de reflorestamento realizado com espécies nativas da região tem se destacado pelo impacto positivo no meio ambiente e na geração de emprego e renda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/CENTRO-DE-REFLORESTAMENTO-2-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em Altamira, no sudoeste paraense, o plantio de 1,5 milhão de árvores de espécies já ajudou a recuperar 2,4 mil hectares de uma área afetada por um empreendimento hidrelétrico. O processo de reflorestamento realizado com espécies nativas da região tem se destacado pelo impacto positivo no meio ambiente e na geração de emprego e renda no município.</p>
<p>A ação faz parte do programa de Conservação da Flora e Recomposição de Cobertura Vegetal, da Norte Energia, que tem como meta a recuperação de 7,6 mil hectares até 2045 com o plantio de cerca de 5,5 milhões de mudas de espécies como acapu, mogno, castanheira e pau-cravo, ipês e árvores frutíferas típicas do Médio Xingu.</p>
<p>As mudas plantadas são derivadas de frutos colhidos de árvores nativas de alta qualidade genética. Depois disso, elas passam por um processamento para retirada das sementes, limpeza e armazenamento adequados até germinar e crescer em um viveiro, onde são aclimatadas de acordo com as condições do ambiente natural.</p>
<p>Nas etapas que envolvem a coleta das sementes e o cultivo, moradores da região desempenham um papel importante para a restauração das áreas. Entre eles está Geilton Rodrigues Barros, um indígena juruna, etnia tradicional das ilhas do rio Xingu situadas entre a Volta Grande e o rio Fresco.</p>
<blockquote><p>“Eu coleto sementes para formar mudas que serão usadas para reflorestamento da região. Esse projeto é muito importante para o futuro das próximas gerações. Me sinto muito bem com o trabalho que faço aqui de proteção da Bacia do Xingu”, conta Geilton.</p></blockquote>
<p>Além da recuperação florestal, a concessionária da usina hidrelétrica de Belo Monte é responsável pela proteção de uma área de preservação permanente (APP) de 26 mil hectares e por executar um programa de recuperação de áreas degradadas em 1.6 mil hectares. Em média, estima-se que cada árvore é capaz de mitigar a emissão de 5 a 10 kg de CO2 por ano.</p>
<blockquote><p>“Além de gerar renda, ao desenvolver o trabalho, essas pessoas vão entendendo sobre a importância de manter as áreas de floresta&#8221;, ressalta Roberto Silva, gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia e um dos líderes do projeto.</p></blockquote>
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		<title>Ferramenta com inteligência artificial identifica espécies florestais de valor comercial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 14:52:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
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		<category><![CDATA[mapeamento florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/netflora-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Tecnologia inédita no Brasil utiliza inteligência artificial para identificar e mapear árvores de alto valor comercial na Amazônia. Essa ferramenta inovadora, que funciona como um verdadeiro guia florestal, reconhece espécies como castanheira, cumaru-ferro, açaí e cedro com uma precisão impressionante de 95%, resultado que reduz custos de produção e torna mais sustentável o manejo das [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/netflora-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Tecnologia inédita no Brasil utiliza inteligência artificial para identificar e mapear árvores de alto valor comercial na Amazônia. Essa ferramenta inovadora, que funciona como um verdadeiro guia florestal, reconhece espécies como castanheira, cumaru-ferro, açaí e cedro com uma precisão impressionante de 95%, resultado que reduz custos de produção e torna mais sustentável o manejo das florestas na Amazônia</p>
<p>Desenvolvido pela Embrapa, com base em características botânicas, disponíveis em um banco de dados, o <a href="https://www.embrapa.br/acre/tecnologias/netflora" target="_blank" rel="noopener">Netflora</a> reúne um conjunto de algoritmos treinados com inteligência artificial (IA) para consideração de espécies florestais.</p>
<p>De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre Evandro Orfanó, um dos coordenadores de estudos desses, o Netflora confere maior automação ao planejamento da atividade florestal e aumenta a precisão e eficiência na execução de planos de manejo.</p>
<blockquote><p>“Uma vez treinado e especializado, o algoritmo também fornece evidências, como cerâmico e área de copa, que possibilitam estimar, por meio de equações alométricas (que relacionam formas e tamanhos), o volume de madeira de cada árvore. Essas ferramentas tecnológicas recomendadas para o aumento da produção florestal com conservação ambiental”, afirma.</p></blockquote>
<p>A adoção dessas tecnologias envolve investimentos em computadores, drones, baterias e estrutura adequada de escritório. Segundo Orfanó, esse gasto inicial é compensado pela redução drástica nos custos de produção, especialmente na etapa do inventário florestal.</p>
<p>Para se ter uma ideia, no levantamento tradicional de espécies, com equipes em campo, um hectare de floresta mapeado tem custo estimado entre R$ 100 e R$ 140, enquanto com a metodologia Netflora esse valor cai para R$ 4 a R$ 6 .</p>
<p>A metodologia pode aumentar até 100 vezes a capacidade de mapeamento da área inventariada, em relação ao método tradicional. Com a ferramenta, a meta da Embrapa é mapear 80 mil hectares de floresta, com inserção de novas áreas de interesse comercial na Amazônia.</p>
<p>Inicialmente, a tecnologia já está validada para uso nos estados do Acre e Rondônia e em processo de implementação nos demais estados amazônicos, onde o recurso pode ser adotado para mapeamento de espécies não-madeireiras.</p>
<blockquote><p>“Nós temos um algoritmo treinado para identificação de açaí. Nós vamos ter em breve um outro algoritmo treinado para identificação de castanheiras, ou seja, vai ser possível utilizar essa metodologia para identificar de forma muito precisa e com custo baixo onde estão essas árvores”, comenta Bruno Pena Carvalho, chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Acre.</p></blockquote>
<p>Apesar da previsão de que o Pará ainda não ter sido contemplado nesta fase do projeto, Walkimário Lemos, chefe da Embrapa Amazônia Oriental, avalia que a ferramenta terá um impacto positivo quando chegar ao estado. Para ele, a agilidade e acurácia no processamento das informações devem impulsionar as atividades ligadas ao manejo florestal e ao extrativismo.</p>
<blockquote><p>“A tecnologia de inteligência artificial para manejo florestal na Amazônia é capaz de ampliar com rapidez o conhecimento acerca da floresta enriquecendo o conhecimento a respeito do manejo florestal, seja ele comunitário ou tradicional, assim como do manejo racional de açaizeiros nativos. Essa ampliação do conhecimento pode acrescentar melhorias sociais e econômicas para as nossas populações amazônicas uma vez que esse grande valor da floresta em pé passa obrigatoriamente pelo conhecimento da sua diversidade”, acrescenta Walkimário Lemos.</p></blockquote>
<p>As pesquisas para viabilizar o uso de inteligência artificial no setor florestal são realizadas pela Embrapa desde 2015 e contemplam diferentes aspectos da atividade. Na fase atual, os estudos ocorrem por meio do projeto Geotecnologias aplicadas à automação florestal e espacialização dos estoques de carbono em uso nativo e modificado da terra na Amazônia Ocidental (Geoflora), executados no Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará e Amazonas, em parceria com o Fundo JBS pela Amazônia</p>
<p>.</p>
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		<title>Árvores mais antigas são mais resistentes à seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2022 12:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[alta]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[resistente]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/angelim-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma nova análise de mais de 20 mil árvores em cinco continentes mostrou que os indivíduos mais antigos são mais tolerantes à seca do que árvores mais jovens no dossel das florestas. Isso significa que estes também são mais resistentes a eventos climáticos extremos – desde que permaneçam em pé. O estudo foi publicado na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/angelim-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma nova análise de mais de 20 mil árvores em cinco continentes mostrou que os indivíduos mais antigos são mais tolerantes à seca do que árvores mais jovens no dossel das florestas. Isso significa que estes também são mais resistentes a eventos climáticos extremos – desde que permaneçam em pé.</p>
<p>O estudo foi publicado na revista <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-022-01528-w" target="_blank" rel="noopener">Nature Climate Change</a> por pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA). Eles analisaram o dossel da floresta, formado por copas de árvores maduras e sobrepostas no nível superior. As árvores foram divididas em três grupos de idade (jovens, intermediárias e maduras) e os cientistas examinaram como a idade influenciava a resposta à seca para diferentes espécies de madeiras nobres e coníferas.</p>
<p>Os autores descobriram que as árvores mais jovens no dossel superior experimentaram uma redução de crescimento de 28% durante a seca, em comparação com uma redução de 21% no crescimento das árvores mais velhas. Em situações de seca extrema, a diferença na redução de crescimento aumentou de 7% para 17% entre árvores jovens e velhas.</p>
<p>De acordo com a análise, quando aplicada em escala global, essa diferença pode ter “impactos enormes” no armazenamento e no balanço global de carbono. Ao mesmo tempo, o estudo apontou que as árvores mais jovens que conseguem sobreviver à seca mostraram maior resiliência, com capacidade maior de retornar às taxas de crescimento anteriores ao período seco.</p>
<p>“Esses resultados indicam que, a curto prazo, o impacto da seca nas florestas pode ser severo devido à prevalência de árvores mais jovens e sua maior sensibilidade à seca. Mas, a longo prazo, as árvores mais jovens têm maior capacidade de se recuperar da seca, o que pode ser benéfico para o estoque de carbono”, <a href="https://news.umich.edu/old-growth-trees-more-drought-tolerant-than-younger-ones-providing-a-buffer-against-climate-change/" target="_blank" rel="noopener">explicou</a> Tsun Fung (Tom) Au, um dos autores da pesquisa.</p>
<p>Os dados do estudo foram destacados pelas <a href="https://www.anthropocenemagazine.org/2022/12/when-trees-face-drought-old-age-trumps-youth/" target="_blank" rel="noopener">Anthropocene Magazine</a> e <a href="https://www.earth.com/news/old-growth-trees-more-tolerant-to-drought/" target="_blank" rel="noopener">Earth.com</a>.</p>
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		<title>Plantações florestais mistas tendem a ser mais resistentes a mudanças climáticas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/plantacoes-florestais-mistas-tendem-a-ser-mais-resistentes-a-mudancas-climaticas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 19:44:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[eucalipto]]></category>
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		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/florestas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No Brasil, há cerca de 10 milhões de hectares de plantações comerciais de madeira, dos quais aproximadamente 80% são compostos por eucalipto destinado majoritariamente à produção de papel e celulose. Mais da metade das plantações dessa árvore no país usam um único clone (plantas com a mesma composição genética), contou Pedro Brancalion, professor da Escola Superior [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/florestas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No Brasil, há cerca de 10 milhões de hectares de plantações comerciais de madeira, dos quais aproximadamente 80% são compostos por eucalipto destinado majoritariamente à produção de papel e celulose. Mais da metade das plantações dessa árvore no país usam um único clone (plantas com a mesma composição genética), contou Pedro Brancalion, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).</p>
<p>“Isso representa um grande risco em tempos de mudança climática”, avaliou o cientista durante palestra no evento <b><a href="https://fapesp.br/eventos/climatechangeday" target="_blank" rel="noopener">Climate change and biodiversity scientific cooperation day</a></b>, realizado em 20 de outubro, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), pela FAPESP e os consulados gerais da França e da Alemanha em São Paulo.</p>
<blockquote><p>“A maioria dos clones de eucalipto em uso hoje no Brasil é ótima para crescimento rápido, desde que haja disponibilidade de água suficiente. Em eventos de seca severa, cada vez mais frequentes com as mudanças do clima, os eucaliptos e outras espécies comerciais podem secar e morrer, bem como reduzir a oferta de água para as pessoas. Por isso é preciso buscar meios de tornar as plantações florestais mais resilientes à seca e econômicas no uso da água”, apontou.</p></blockquote>
<p>Uma das soluções para atingir esses objetivos é aumentar a complexidade biológica das plantações comerciais, misturando clones ou adicionando novas espécies ao sistema, avaliou Brancalion.</p>
<p>Essa estratégia de promover plantações florestais mistas, onde vários materiais genéticos ou mesmo espécies de árvores são misturados, também tem sido apontada como uma das soluções baseadas na natureza mais promissoras para serem implementadas em programas de restauração florestal, com o intuito de potencializar o sequestro de CO2 pelas árvores e, ao mesmo tempo, tornar as florestas plantadas mais resistentes à seca. Ainda não está claro, contudo, como a diversidade de árvores influencia no funcionamento da floresta e favorece ao mesmo tempo a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, ponderou o pesquisador.</p>
<blockquote><p>“A expectativa é que quanto mais espécies uma floresta tiver, melhor será seu funcionamento e sua resiliência às mudanças climáticas, pois usará de forma mais eficiente recursos ambientais como a água”, explicou.</p></blockquote>
<h3>Experimento inédito</h3>
<p>A fim de testar essa teoria ecológica e ampliar a base de conhecimento para promover plantações florestais mistas, o pesquisador, em colaboração com colegas da Esalq-USP e do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, está realizando um experimento em larga escala inédito no Brasil. O projeto, <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/107571/plantacoes-florestais-mistas-para-a-mitigacao-e-adaptacao-as-mudancas-climaticas-mixforchange/" target="_blank" rel="noopener">apoiado</a></b> pela FAPESP, está sendo conduzido em uma área de 6 hectares da Estação Experimental de Ciências Florestais da Esalq-USP em Itatinga, no interior paulista.</p>
<p>Foram plantadas na área 150 parcelas experimentais com diferentes níveis de diversidade de árvores, variando de uma a seis espécies nativas de grande interesse para silvicultura ou restauração florestal e amplamente distribuídas pela Mata Atlântica e o Cerrado.</p>
<p>As diversas composições de floresta estão sendo ainda submetidas a diferentes tratamentos de disponibilidade de nutrientes e água, obtidos a partir da adição ou não de fertilizantes e do uso de lonas plásticas para interceptar a água da chuva.</p>
<p>Ao comparar as plantações florestais mistas com monoculturas será possível avaliar não só os impactos da diversidade de árvores no funcionamento de um ecossistema como também elaborar diretrizes de programas de restauração, afirmou Brancalion.</p>
<blockquote><p>“A ideia é usar a biodiversidade como uma estratégia fundamental para adaptar as plantações de madeira ao século 21, em tempos de mudanças climáticas”, disse.</p></blockquote>
<h3><b>Resistência à seca</b></h3>
<p>Uma das linhas de estudo do projeto é sobre como aumentar a absorção de carbono por essas plantações florestais mistas. Outra vertente da pesquisa é como torná-las mais resistentes à seca, um problema crítico para árvores de crescimento muito rápido como o eucalipto, que exigem muita água durante o desenvolvimento.</p>
<blockquote><p>“As plantações florestais de rápido crescimento podem consumir quase o mesmo volume de água que a chuva traz para algumas bacias nas fases de pico de crescimento. Portanto, se as plantações de eucalipto não forem bem planejadas, alguns dos problemas mais importantes apresentados pelas mudanças climáticas, que são as secas, poderão ser amplificados”, ponderou Brancalion.</p></blockquote>
<p>O pesquisador também sublinhou que a nova fronteira das plantações de eucalipto no Brasil é o Mato Grosso do Sul, região conhecida por ter clima sazonalmente seco.</p>
<p>Os clones comerciais de eucalipto foram desenvolvidos para maximizar a produtividade, o que só é possível quando há boa disponibilidade de água. Com as mudanças climáticas, porém, períodos de grande déficit hídrico tendem a se tornar mais comuns e restringir a produtividade florestal.</p>
<blockquote><p>“As plantações de eucalipto exigem muita água e quando há secas extremas as árvores morrem. Já vi plantações de centenas de hectares com árvores totalmente mortas por falta de água”, disse.</p></blockquote>
<h3><b>Colaboração internacional</b></h3>
<p>O projeto conduzido pelos pesquisadores brasileiros e franceses integra uma rede de experimentos voltados a entender os impactos da diversidade de árvores no funcionamento de ecossistemas, chamada TreeDivNet.</p>
<p>A rede abrange outros experimentos estabelecidos na Áustria, Suécia, Bélgica, Alemanha e na França. Além disso, conta com a participação não só de universidades e instituições de pesquisa como também de parcerias do setor florestal.</p>
<p>O projeto é complementado por entrevistas realizadas no Brasil e em alguns desses países para compreender os desafios e oportunidades para a expansão das plantações florestais mistas.</p>
<blockquote><p>“A existência desses experimentos controlados em diferentes regiões do mundo permitirá termos uma visão global de como a biodiversidade pode nos ajudar a enfrentar alguns dos desafios mais importantes trazidos pelas mudanças climáticas em diferentes ecossistemas, como florestas tropicais e temperadas. Isso é importante porque sabemos que o clima não mudará da mesma maneira em todos os lugares no mundo”, disse Brancalion.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp</em></p>
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