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	<title>arroz &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>arroz &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Alimentos do dia a dia do brasileiro podem desaparecer no futuro em função do clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 13:32:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/producao-de-farinha-Macio-Ferreira-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A aceleração do processo de mudança do clima traz consigo alterações drásticas para o mundo. Enquanto diferentes nações buscam encontrar soluções para evitar o aquecimento do planeta, a população já convive com fenômenos como o prolongamento da estação seca e a redução no período chuvoso. Além de variações de temperatura, esses eventos podem impactar diretamente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/producao-de-farinha-Macio-Ferreira-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A aceleração do processo de mudança do clima traz consigo alterações drásticas para o mundo. Enquanto diferentes nações buscam encontrar soluções para evitar o aquecimento do planeta, a população já convive com fenômenos como o prolongamento da estação seca e a redução no período chuvoso. Além de variações de temperatura, esses eventos podem impactar diretamente na agricultura e na segurança alimentar, o que significa dizer que alguns alimentos, como arroz, feijão, mandioca e cacau, podem desaparecer da mesa dos brasileiros.</p>
<p>O alerta vem de instituições importantes. O Bando Mundial, por exemplo, elaborou o Relatório sobre Clima e Desenvolvimento que estima que, até 2030, a pobreza extrema pode afetar de 800 mil a 3 milhões de brasileiros devido às consequências das mudanças climáticas. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO na sigla em inglês) dá o motivo: as alterações devem comprometer a produção de alimentos, o que vai afetar o acesso das populações mais vulneráveis aos produtos.</p>
<blockquote><p>“Devido às mudanças climáticas, pragas e doenças se deslocarão para áreas geográficas onde não existiam, gerando problemas para a produção de animais e plantas. Isso implicará em novos riscos para a segurança alimentar e a saúde humana”, disse Jorge Alberto Robayo, representante da FAO no Brasil ao <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2024/06/13/os-alimentos-que-podem-sumir-do-seu-prato-no-futuro.htm" target="_blank" rel="noopener">ECOA</a>.</p></blockquote>
<p>Entre os alimentos com maiores riscos de perda de produtividade estão os dois que compõem a base das refeições no Brasil: o arroz e o feijão, dizem os especialistas. Isso porque o arroz é mais cultivado e produtivo em áreas com maior capacidade de retenção de água, que é um recurso que pode ficar mais escasso em cenários de escassez hídrica. O caso recente do Rio Grande do Sul mostra ainda que a produção pode ser afetada pelas enchentes, que levaram a uma alta nos preços do produto.</p>
<p>Por sua vez, o feijão pode ter uma queda de produção em razão do aumento das temperaturas. Estudo da Embrapa Arroz e Feijão mostra que a demanda pelo produto deve crescer em cerca de 1,5 bilhão de toneladas até 2050, no entanto os cenários que preveem elevação da temperatura entre 1,23º C a 2,86º C levarão a diminuição da produtividade das lavouras.</p>
<figure id="attachment_29451" aria-describedby="caption-attachment-29451" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-29451 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/cacau-Sidney-Oliveira-Arquivo-Agencia-Para-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-29451" class="wp-caption-text">Cacauicultura paraense tambem será afetada pelas mudanças do clima. Foto: Sidney Oliveira / Arquivo Agência Pará</figcaption></figure>
<p>De acordo com a reportagem do ECOA, outros itens importantes para a alimentação e a economia na Amazônia também serão afetados, como o cacau e a mandioca. No caso do cacau, os extremos climáticos devem prejudicar o avanço da cacaicultura no Pará, que é o maior produtor do fruto no País. Fenômenos semelhantes também podem afetar o cultivo da mandioca, que também é parte da base da alimentação dos paraenses seja na forma de raiz ou de seus derivados, como a farinha, o tucupi e a tapioca.</p>
<blockquote><p>“A mandioca tem uma facilidade de adaptação ao calor, mas isso não quer dizer que ela não sinta extremos climáticos. Em um caso de seca, a planta sobrevive, mas tem uma tendência de redução de produtividade devido às pragas que surgem, como os ácaros e alguns insetos. Em outro aspecto, notamos que os períodos de chuvas intensas também prejudicam. A maioria das plantas não tolera o encharcamento do solo, que facilita a proliferação de fungos”, afirmou ao <strong>Pará Terra Boa</strong> a pesquisadora Elisa Moura, da Embrapa Amazônia Oriental.</p></blockquote>
<p>Para enfrentar os desafios e incertezas impostos pela nova realidade climática, a ciência tem se dedicado a encontrar variedades mais resistentes e adaptadas às diversas condições. Um projeto em parceria entre a Embrapa Amazônia Oriental, do Pará, e a Embrapa Mandioca e Fruticultura, da Bahia, se dedica há mais de 10 anos a buscar aqui no estado essas plantas.</p>
<blockquote><p>“Fazemos a seleção de materiais nessas novas condições, sem uso de irrigação. A seleção é feita com os mesmos recursos que o agricultor utiliza no campo. Atualmente, estamos trabalhando com em torno de 30 variedades, que são aquelas que apresentaram melhor potencial de produção de fécula, e vamos testando em locais representativos de diferentes condições nos municípios de Tracuateua, Paragominas e Marabá”, explica Elisa Moura.</p></blockquote>
<p>Ainda não há previsão de quando o projeto será concluído, mas a expectativa é que esse trabalho de identificação e melhoramento genético ajude no desenvolvimento de cultivares da mandioca e garanta que produto continue presente na nossa alimentação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Agrotóxicos das monoculturas poluem rios e disseminam doenças em várias regiões do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jan 2024 12:46:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No final de 2023 foi sancionada pela Presidência da República, com vetos, a nova lei que trata do controle, inspeção e fiscalização dos agrotóxicos no País. Ainda que 17 dispositivos tenham sido vetados, muitos deles facilitam o registro desses produtos, mesmo com todas as evidências científicas que comprovam os diversos riscos à saúde e ao [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No final de 2023 foi sancionada pela Presidência da República, com vetos, a nova lei que trata do controle, inspeção e fiscalização dos agrotóxicos no País. Ainda que 17 dispositivos tenham sido vetados, muitos deles facilitam o registro desses produtos, mesmo com todas as evidências científicas que comprovam os diversos riscos à saúde e ao meio ambiente relacionados a eles. Essa é uma das razões para que  o dia 11 de janeiro seja dedicado ao combate da poluição por agrotóxicos.</p>
<p>No Pará, pesquisas já comprovaram a relação dos agrotóxicos amplamente usados em monoculturas com a poluição de rios e a disseminação de doenças e contaminações. Na região do Baixo Tocantins, por exemplo, o Instituto Evandro Chagas (IEC) detectou a presença de agrotóxicos em igarapés da área de influência da cultura do dendê. Os dados serviram inclusive de base para a elaboração de uma dissertação de mestrado que investigou os impactos socioambientais nas sub-bacias hidrográficas do município de Tailândia.</p>
<p>O estudo foi desenvolvido por Rosa Helena Ribeiro Cruz, no <a href="https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/10316" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia (PPGEDAM)</a>, da UFPA, e demonstrou que os cursos d’água continham traços de atrazina, uma substância já proibida na União Europeia desde 2003 e capaz de contaminar águas subterrâneas; e de glifosato, um poderoso herbicida associado ao aumento de casos de câncer e outras doenças.</p>
<blockquote><p>“Eu tenho a dissertação como um alerta, para que possamos observar o que já está acontecendo nessa região, com a expansão do agronegócio da soja, do milho e da palma de dendê. A presença de agrotóxicos foi constatada em áreas próximas de uma empresa de produção de dendê e de uma empresa de plantio de soja. Isso só afirma que os riscos ambientais já começaram na região”, disse a pesquisadora em entrevista ao <a href="https://www.beiradorio.ufpa.br/index.php/nesta-edicao/309-baixo-tocantins-em-risco" target="_blank" rel="noopener">jornal Beira do Rio</a>.</p></blockquote>
<p>No arquipélago do Marajó, os agrotóxicos também estão cada vez mais presentes, sobretudo nos cultivos de arroz, no município de Cachoeira do Arari. Uma reportagem da <a href="https://almapreta.com.br/sessao/cotidiano/moradores-denunciam-danos-agrotoxicos-arroz/" target="_blank" rel="noopener">agência Alma Preta</a> relata a expansão das fazendas de arroz ligadas à família Quartiero, que já cobrem 30% do território.</p>
<p>De acordo com a denúncia, aviões sobrevoam a cidade para pulverizar as plantações com os agrotóxicos, o que acaba disseminando no ar o veneno que chega a residências e pessoas sem qualquer envolvimento com a agricultura. O resultado é o aumento dos casos de irritações de pele, doenças respiratórias e danos aos cultivos de subsistência.</p>
<blockquote><p>“Não tem porque sobrevoar a cidade inteira e pulverizar até as roupas e fraldas das crianças que estendemos nos quintais, Era para passar apenas no plantio deles. Eu e meu filho já desenvolvemos várias doenças, como rinite e sinusite”, comenta uma moradora de Cachoeira do Arari que falou à Alma Preta sem se identificar por medo de retaliações.</p></blockquote>
<p>Além disso, o agronegócio no município seria responsável por implementar um desvio das águas do rio, que tem levado a diminuição da oferta de peixes, desaparecimento dos marrecos consumidos na culinária tradicional, bem como a contaminação das águas.</p>
<p>Já no oeste do estado é a monocultura da soja que tem disseminado o uso de agrotóxicos que impactam diretamente a vida das populações tradicionais. O <a href="https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/conflito/pa-pequenos-produtores-rurais-da-regiao-de-santarem-sao-expulsos-pelo-avanco-da-soja-alem-de-sofrer-com-os-danos-a-saude-causados-pelos-agrotoxicos-usados-pela-monocultura/" target="_blank" rel="noopener">Mapa de Conflitos</a>, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que agrega dados sobre injustiça ambiental e saúde no Brasil, mostra que moradores de Santarém, Alenquer, Monte Alegre e Rurópolis sofrem com o avanço do agronegócio na região.</p>
<blockquote><p>“Existem denúncias de contaminação de família de camponeses por agrotóxicos utilizados nas plantações de soja. No período de pulverização, os defensivos tóxicos estariam atingindo os pequenos produtores através dos ventos, bem como pela infiltração na terra, que acaba comprometendo os igarapés responsáveis pelo abastecimento de água da população”, diz o material que cita um relatório da Comissão Pastoral da Terra.</p></blockquote>
<p>Apesar da flexibilização crescente dos agrotóxicos no país, impulsionados inclusive pela nova legislação, cientistas, organizações de saúde e movimentos sociais do Brasil e do mundo tem se mobilizado cada vez mais para alertar a sociedade sobre os riscos desses produtos e promover alternativas de plantio baseadas em práticas agroecológicas.</p>
<p>Um panorama do uso dos agrotóxicos e seus diferentes impactos na sociedade pode ser conferido no <a href="https://br.boell.org/sites/default/files/2023-12/atlas-do-agrotoxico-2023.pdf" target="_blank" rel="noopener">Atlas dos Agrotóxicos</a>, publicado pela a Fundação Heinrich Böll, que defende a aplicação e manutenção de políticas públicas sobre o tema, além do cumprimento dos acordos internacionais que preveem a eliminação desses produtos. Para conhecer mais sobre o assunto, clique <a href="https://www.cpqam.fiocruz.br/institucional/noticias/lancamento-do-atlas-dos-agrotoxicos-2023" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Arroz é alternativa viável para reduzir custos de produção de suínos e aves</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/arroz-e-alternativa-viavel-para-reduzir-custos-de-producao-de-suinos-e-aves/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 15:58:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/arroz-na-suinocultura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Suinocultores e avicultores brasileiros enfrentam os altos preços decorrentes da crescente valorização do milho e da soja. Mas uma alternativa para alimentar os animais com custo menor está ao alcance de quem produz arroz no Estado. O cereal pode complementar ou substituir o milho na alimentação animal. É o que mostram estudos da Embrapa Suínos e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/arroz-na-suinocultura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Suinocultores e avicultores brasileiros enfrentam os altos preços decorrentes da crescente valorização do milho e da soja. Mas uma alternativa para alimentar os animais com custo menor está ao alcance de quem produz arroz no Estado. O cereal pode complementar ou substituir o milho na alimentação animal. É o que mostram estudos da <a href="https://www.embrapa.br/suinos-e-aves" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Suínos e Aves</a> (SC).</p>
<p>A Região Sul do País domina esse mercado, mas as regiões paraenses de Marajó, Rio Capim, Xingu e Araguaia se destacam nesse mercado, produzindo mais da metade do total cultivado no Pará.</p>
<h3>Quais as vantagens?</h3>
<p>O arroz, além de apresentar um valor nutricional adequado para a alimentação de suínos e aves, oferece ainda efeitos positivos sobre a qualidade de carcaça.</p>
<p>No entanto, o arroz reduz a pigmentação de gemas de ovos a da pele de aves, sem implicar em perda de valor nutricional para o consumidor. Essa questão pode ser resolvida com a adição de um pigmentante à ração.</p>
<p>O arroz marrom, por exemplo, tem valor nutricional superior ao arroz branco polido e aos quebrados de arroz (também chamados de quirera de arroz). Porém, o arroz marrom vem em casca, que precisa ser descartada. A casca apresenta baixíssimo valor nutricional, além de conter elevado teor de fibra e sílica, que agridem a mucosa intestinal dos animais, provocando perda de desempenho.</p>
<p>No geral, o arroz é um cereal com nível de proteína bruta muito próxima ao do milho, o que o transforma em uma excelente fonte de energia.</p>
<p>Existem diferenças entre arroz marrom (apenas com a retirada da casca) e entre quirera de arroz e arroz polido do ponto de vista nutricional. Nesses dois últimos (quirera de arroz e arroz polido), a parte que seria o farelo de arroz integral não está mais presente.</p>
<p>Outra questão importante é o fato de que o arroz apresenta um formato diferente do milho. Para que seja usado na alimentação de suínos é necessário que se façam ajustes específicos nas fábricas de rações. A moagem precisa ser adaptada, com diferentes regulagens de peneiras. Mas esses ajustes não representam custos ou esforços significativos. No caso da produção de ração para aves, não é preciso fazer alterações.</p>
<blockquote><p>“A questão mais importante em torno do uso do arroz neste momento é, na verdade, reforçar o debate sobre a criação de mecanismos para tornar permanente a oferta de alimentos alternativos para a ração animal”, afirma o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/61090/dirceu-joao-duarte-talamini" target="_blank" rel="noopener">Dirceu Talamini</a>, especialista em temas ligados ao custo de produção de suínos e aves.</p></blockquote>
<p>Ainda não há um retrato claro do quanto o arroz ajudará a reduzir os custos de produção na suinocultura e avicultura. Já está certo, porém, que os três setores enfrentarão 2021/2022 compartilhando preocupações e articulando sinergias.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Suínos e Aves</em></p>
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		<title>Pesquisadores desenvolvem arroz de ciclo precoce que consome 8% menos água</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/pesquisadores-desenvolvem-arroz-de-ciclo-precoce-que-consome-8-menos-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 19:15:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[BRS A705]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Arroz-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará é o décimo Estado na produção de arroz no Brasil. Por isso, o produtor deve ficar de olho numa nova semente apresentada pela Embrapa nesta sexta-feira, 18/02. Trata-se da chamada BRS A705, de ciclo precoce, que utiliza menos água e é de porte mais baixo. A cultivar apresentou resultados de elevada produtividade e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Arroz-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará é o décimo Estado na produção de arroz no Brasil. Por isso, o produtor deve ficar de olho numa nova semente apresentada pela Embrapa nesta sexta-feira, 18/02. Trata-se da chamada <a href="https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/7926/arroz---brs-a705" target="_blank" rel="noopener">BRS A705</a>, de ciclo precoce, que utiliza menos água e é de porte mais baixo. A cultivar apresentou resultados de elevada produtividade e de qualidade de grãos.</p>
<p>A utilização de cultivares de ciclos diferentes possibilita que o orizicultor realize a semeadura dentro da janela mais indicada, a qual é bem restrita nas áreas de cultivo de arroz. A prática também ajuda a escalonar a colheita de forma que os grãos sejam colhidos dentro da faixa indicada para maximizar a qualidade industrial, com baixos percentuais de grãos gessados e elevada quantidade de grãos inteiros.</p>
<p>Por outro lado, mesmo sendo desejável do ponto de vista técnico, a utilização de cultivares de ciclo precoce somente é implementada pelos orizicultores se as cultivares disponíveis apresentarem elevado potencial produtivo. “Poderá haver alguma  redução de produtividade, devido ao ciclo menor, mas que será compensada pela redução dos custos de irrigação, na comparação com cultivares de ciclo mais longo, as quais tendem a ser mais produtivas na comparação com as de ciclo mais curto”, esclarece o pesquisador do Núcleo Temático de Grãos da <a href="http://www.embrapa.br/clima-temperado" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Clima Temperado</a> <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/314425/elbio-treicha-cardoso" target="_blank" rel="noopener">Élbio Treicha Cardoso</a>.</p>
<p>Conforme o pesquisador, a época de semeadura ideal deve ser aquela em que a diferenciação da panícula (inflorescência da planta de arroz) ocorre nos primeiros dias de janeiro, porque nesse período os dias apresentam maior duração, o que colabora para a obtenção de altas produtividades. “A densidade de semeadura deve possibilitar o estabelecimento de um estande de 200 a 300 plantas por metro quadrado, sendo necessários cerca de 90 kg de sementes aptas por hectare”, informa.</p>
<p>Outro ponto que chama atenção na BRS A705 é a menor demanda de quantidade de água para a sua produção, em função do ciclo precoce.</p>
<p>“Em média, há uma redução em torno de 8% na demanda de água, tendo como referência uma cultivar de 130 dias de ciclo, da emergência à maturação. Essa economia de água, com elevada produtividade, colabora para a redução de custos, pois, além de menos água utilizada haverá menor demanda de energia para a irrigação, o que ocasiona melhor exploração dos recursos hídricos e energéticos disponíveis”, destaca o cientista da Embrapa.</p>
<p>O porte baixo da cultivar BRS A705 lhe confere maior tolerância ao acamamento, colaborando assim para maior flexibilidade no manejo de adubação, em especial nitrogenada, mas também na densidade e época de semeadura, além da altura da água utilizada na irrigação.</p>
<h3>Arroz no Pará</h3>
<p>Segundo dados de 2019 da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o Pará ocupa a décima colocação em produção de arroz em casca no País. O município Cachoeira do Arari concentra cerca de 30% dessa produtividade, seguido de Altamira e Santana do Araguaia. Por região, Marajó é a mais importante, seguida de Rio Capim, Xingu, Tapajós e Araguaia.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Clima Temperado e Sedap-PA</em></p>
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		<title>Veja como soja e milho expandem, enquanto agricultura familiar encolhe nas últimas décadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 20:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
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		<category><![CDATA[fronteira agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/mandioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Como e onde se produzem os alimentos no Brasil? Essa é uma pergunta comum entre os consumidores preocupados com a rastreabilidade dos produtos que comemos, tanto no Brasil quanto no mundo. Um estudo inédito do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), publicado no dia 31/01, se debruçou sobre o tema e produziu [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/mandioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Como e onde se produzem os alimentos no Brasil? Essa é uma pergunta comum entre os consumidores preocupados com a rastreabilidade dos produtos que comemos, tanto no Brasil quanto no mundo.</p>
<p>Um estudo inédito do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), publicado no dia 31/01, se debruçou sobre o tema e produziu uma profunda análise sobre a produção agrícola do País nas últimas décadas (1985-2017). Intitulada <a href="https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/producao_de_alimentos_no_brasil_geografia_cronologia_e_evolucao.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Produção de Alimentos no Brasil: Geografia, Cronologia e Evolução”</a>, esta é a segunda pesquisa de uma série produzida pelo Imaflora com apoio do Instituto Ibirapitanga, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Grupo de Políticas Públicas (GPP/Esalq) que analisa os sistemas alimentares no Brasil e seus aspectos de produção, distribuição e consumo.</p>
<p>O estudo constata que a produção brasileira está concentrada em poucas culturas. Em todos os anos analisados, apenas cinco culturas ocupavam 70% ou mais do total de área agrícola do País:</p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>arroz,</li>
<li>cana-de-açúcar,</li>
<li>feijão, milho e</li>
<li>soja.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Nos anos 2000, a soja ganhou papel de destaque, ocupando, em 2017, 43,2% da área, seguida pelo milho (22,5%), cana-de-açúcar (13%), feijão (3,9%) e arroz (2,6%).</p>
<p>No período analisado, soja e milho sempre ocuparam a maior parte da área agrícola do País, sendo que até 1995 o milho era a principal cultura, perdendo o posto nos anos 2000 para a soja. Já a cana-de-açúcar ganhou o terceiro lugar, ultrapassando culturas alimentares (arroz e feijão) com o passar do tempo.</p>
<h3>Fronteira agrícola</h3>
<p>Um dos recortes analisados foi como se deu a evolução da fronteira agrícola nas últimas décadas. O estudo identificou que a prevalência do crescimento de áreas de pastagens, detectada nos dois primeiros períodos analisados (1985-1995; 1995-2006), deu lugar a uma maior expansão de áreas agrícolas no período mais recente, que vai de 2006 a 2017.</p>
<p>A expansão de áreas de agricultura foi maior em cerca de 54,9% das 558 microrregiões (grupo de municípios definido pelo IBGE) do País entre 2006 e 2017, enquanto a expansão das áreas de pastagem foi superior em 29,3% das microrregiões.</p>
<p>A  expansão das áreas de floresta foi maior em apenas 15,8% das áreas neste período.</p>
<blockquote><p>“Essa grande expansão da agricultura pode ser explicada, entre outros fatores, pelo aumento das áreas de cana-de-açúcar na região Sudeste e das áreas de soja no Centro-Sul”, afirma Vinicius Guidotti de Faria, Coordenador de Geoprocessamento do Imaflora.</p></blockquote>
<p>Ao analisar a evolução da área plantada e da produção agrícola entre o período de 1988 a 2017, o estudo constatou que em 2017 a área total ocupada pela agricultura no País era de aproximadamente 78,7 Mha (milhões de hectares), um aumento de 26% em relação a 2006, e de 39% em relação a 1988, enquanto a produção de 2017 cresceu cerca de 57% comparada a 2006 (398,5 Mt) e cerca de 85% (707,6 Mt) comparado ao ano de 1988. De forma geral, o aumento da produção foi duas vezes maior do que a expansão das áreas produtivas entre os anos 1988 e 2017, indicando ganhos de produtividade no período.</p>
<h3><strong>Boom de commodities</strong></h3>
<p>As culturas que tiveram o maior crescimento de produção entre 1988 e 2017 foram soja, milho e cana-de-açúcar.</p>
<p>A produção da soja cresceu cerca de 536% em toneladas no período, enquanto a área cultivada aumentou em 221%. O milho expandiu sua produção em 295%, com 32% de aumento de área plantada. A cana-de-açúcar teve uma expansão de 194% de produção, com aumento da área em cerca de 145%.</p>
<p>Algumas culturas reduziram a área de produção, mas aumentaram a quantidade produzida, demonstrando aumento da produtividade &#8211; como no caso do arroz (redução de área de 67% e aumento de 5,5% na produção) e café (área 40% menor, com produção 96% maior).</p>
<p>Já culturas como o trigo, mandioca e cacau apresentaram redução de área e de produção no período analisado. A área ocupada pelo trigo reduziu cerca de 47%, pela mandioca diminuiu cerca de 30% e pelo cacau em 16%. A produção dessas culturas também decaiu, com queda de 24% do trigo, 15% da mandioca e 40% do cacau.</p>
<p>Embora algumas culturas apresentem processos bastante dinâmicos e heterogêneos, outras, em especial a soja, demonstram que o aumento de produtividade não evitou o processo de expansão, ocasionando um fenômeno chamado “efeito rebote”<i> (rebound-effect do inglês)</i>, quando o aumento de produção causado pela intensificação gera uma busca por novas áreas, ao invés da permanência na área original, conhecido como “efeito poupa-terra” (<i>land-sparing do inglês)</i>.</p>
<p>O avanço da soja e a estagnação da produção de culturas como o arroz e o feijão também podem ser percebidos quando se olha o percentual das culturas que prevalecem em cada uma das microrregiões agrícolas, isto é, as culturas com maior quantidade de área em relação a todas as culturas plantadas em cada microrregião.</p>
<p>Em 2017, a soja era a cultura prevalente em 27,6% das microrregiões do País, o milho em 19,7%, a cana-de-açúcar em 16,1%, o feijão em 6,9% e o arroz em apenas 3,8% das microrregiões.</p>
<blockquote><p>“Se nos imaginarmos em uma viagem pelo interior do Estado de São Paulo, é provável que veremos pelas estradas a prevalência do cultivo da cana-de-açúcar. Se fosse no Estado do Mato Grosso, provavelmente veríamos áreas extensas com o cultivo de soja. Contudo, esses Estados apresentam diversos outros cultivos, que ficam à margem desta grande concentração produtiva”, afirma Ana Chamma, pesquisadora do Grupo de Políticas Públicas (GPP) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>Apesar desta concentração, a produção de outras culturas, em menor escala, permanece.</p>
<blockquote><p>“As áreas especializadas na produção de soja, milho e cana-de-açúcar são bastante nítidas no País. Mas não podemos afirmar que a expansão dessas grandes <em>commodities</em> reduziu a variedade de culturas em escala regional. No geral, a produção agrícola do País não perdeu em quantidade e em diversidade, mas observou uma mudança na forma de se produzir, com aumento da produtividade e da área de algumas culturas”, explica Guidotti.</p></blockquote>
<h3><strong>Concentração produtiva </strong></h3>
<p>A dinâmica da produção e a concentração em culturas de grande escala voltadas à exportação impacta diretamente na redução de estabelecimentos agropecuários e no aumento da área média, já que estas culturas demandam áreas maiores para sua viabilização econômica.</p>
<p>Entre 2006 e 2017, o número de estabelecimentos teve uma redução de 2% no País. Já a área média dos estabelecimentos passou de 64,5 hectares em 2006 para 69,2 hectares em 2017, variação de 7,4%.</p>
<blockquote><p>“Ao olharmos o Brasil como um todo, essas mudanças parecem pequenas, mas o fato é que as mudanças foram bastante acentuadas em algumas regiões. No Sul do país, por exemplo, houve redução de 15,2% no número de estabelecimentos e aumento de área média de 21%, indicando uma forte concentração produtiva na região. Esse fenômeno pode ser explicado pela crescente complexidade da gestão da atividade agrícola e o alto custo de tecnologias que, juntamente com outros fatores, têm levado parte considerável dos pequenos produtores e produtores familiares a desistir da atividade agropecuária”, afirma Guidotti.</p></blockquote>
<h3>Agricultura familiar</h3>
<p>A concentração produtiva e a necessidade na expansão de áreas para a garantia da sustentabilidade financeira das propriedades altera também o perfil dos produtores. Entre 2006 e 2017, a agricultura familiar perdeu quase 500 mil estabelecimentos, passando de 84% para 77% do total.</p>
<blockquote><p>“Grande parte deixou de obter sua renda principalmente da agricultura, passando a serem considerados moradores rurais não produtores, com renda vinda principalmente da prestação de serviços, pensões e aposentadorias ou de programas de transferência de renda”, explica Guidotti.</p></blockquote>
<p>Reflexo disso, o estudo aponta a concentração fundiária no Brasil como fenômeno que permanece ao longo do tempo: em 2006, cerca de 69% dos estabelecimentos agropecuários do País eram pequenos (de 2 a 100 hectares) e os grandes (de 500 até mais de 2500 hectares) correspondiam a 2%.</p>
<p>Contudo, a área ocupada pelos grandes era de 56% e de pequenos 23%. Em 2017, a proporção permanece quase inalterada: 69% dos estabelecimentos eram pequenos e 2% grandes. A área ocupada pelos estabelecimentos grandes correspondia a 58% do total. Ou seja, desde 2006, pelo menos, uma pequena parcela de estabelecimentos ocupa mais da metade da área agropecuária do país.</p>
<blockquote><p>“Na verdade, a distribuição desigual de terras é um fenômeno bastante conhecido no Brasil desde muito tempo atrás. Dados disponíveis indicam que o índice de Gini, por exemplo, era de 0,83 em 1940 e de 0,85 em 2017, indicando que a estrutura fundiária do País não sofreu grandes alterações ao longo do tempo [quanto mais próximo de 1 mais desigual a situação]. Essa estrutura desigual corrobora para a geografia da produção agrícola que, de certa forma, se torna concentrada e especializada”, afirma Chamma.</p></blockquote>
<h3>Renda</h3>
<p>A renda de 82% desses estabelecimentos, o que representa 600 mil famílias, é de menos de dois salários mínimos mensais. O envelhecimento da população no campo, a ida de jovens para grandes centros e o custo tecnológico para a manutenção da atividade são outros fatores que contribuem para essa realidade.</p>
<blockquote>
<blockquote><p>“Seria preciso repensar a agricultura no Brasil para termos avanços nos próximos 30, 40 anos que objetivem a produção de alimentos e a melhoria no meio rural, com efeitos positivos do ponto de vista econômico e social”, conclui Guidotti.</p></blockquote>
</blockquote>
<p>“Essa configuração do rural brasileiro, que acaba pressionando pequenos agricultores a expandirem suas áreas e tecnificarem seus cultivos para que a produção seja rentável requer a construção de novas políticas públicas voltadas a essa população rural. O incentivo da inserção de jovens no campo e a valorização da agricultura em pequena escala, por exemplo”, completa Chamma.</p>
<blockquote><p>&#8220;A questão alimentar está no centro de alguns dos principais desafios do nosso tempo, com impactos profundos na saúde, nas mudanças climáticas e no modelo de desenvolvimento do Brasil. A pesquisa realizada nos permite compreender as transformações na produção de alimentos nas últimas décadas e nos ajuda a formular intervenções que contribuam para a construção de um sistema alimentar mais justo, saudável e sustentável&#8221;, complementa André Degenszajn, diretor-presidente do Instituto Ibirapitanga.</p></blockquote>
<p>Veja o estudo completo <a href="https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/producao_de_alimentos_no_brasil_geografia_cronologia_e_evolucao.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>, por regiões.</p>
<p><i>Fontes: Imaflora e LUNA, Francisco Vidal; KLEIN, Herbert S. Transformações da agricultura brasileira desde 1950. História Econômica &amp; História de Empresas, v. 22, n. 2, 2019.</i></p>
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