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	<title>ANPC &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Setor produtivo do cacau faz manifestação para alertar sobre riscos de importação de amêndoas africanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 17:45:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) realizou uma manifestação na segunda-feira, 27, na região portuária de Ilhéus (BA) para alertas as autoridades sobre os riscos fitossanitários gerados com a importação de amêndoas de cacau, em especial da Costa do Marfim. A instituição tem lutado contra a Instrução Normativa Nº 125 (IN125), publicada pelo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) realizou uma manifestação na segunda-feira, 27, na região portuária de Ilhéus (BA) para alertas as autoridades sobre os riscos fitossanitários gerados com a importação de amêndoas de cacau, em especial da Costa do Marfim.</p>
<p>A instituição tem lutado contra a Instrução Normativa Nº 125 (IN125), publicada pelo governo passado, que permitiu a entrada do cacau africano no Brasil. Essa instrução normativa permite a entrada de cacau sem a utilização da substância Brometo de Metila, única comprovadamente eficaz, no combate a pragas quarentenárias como Phytophthora megakarya e Striga spp, doenças presentes em território africano.</p>
<p>Os produtores afirmam também que os dados da indústria moedora, que alega insuficiência nacional em produção de cacau, para justificar a compra de amêndoas africanas, são questionáveis. Números do IBGE referentes a 2021 revelam que a produção nacional foi de 302.157 mil toneladas de cacau, enquanto a indústria apresentou capacidade para moer 275 mil toneladas, mas só moeu de 220 mil a 230 mil.</p>
<blockquote><p>“Nossa luta não é apenas comercial, como alguns têm dito. A produção africana utiliza mão-de-obra infantil e existem registros de trabalho análogo à escravidão nas lavouras. Isso é inadmissível. Comprar deles é compactuar com essa situação. Vergonhoso!”, desabafa Vanuza Lima Barroso, , presidente da ANPC.</p></blockquote>
<p>Quando se fala em sustentabilidade ambiental nos dias de hoje, não se pode esquecer que ela abrange três pilares: social, ambiental e econômico. Por isso, a ANPC tem deixando claro que a renda próspera do produtor é fundamental para se alcançar os objetivos de produção sustentável.</p>
<p>“É muito bonito falarmos de sustentabilidade, mas sem o aspecto econômico, com um produtor remunerado de forma próspera, tudo se torna apenas palavras bonitas. A realidade é que as indústrias estão utilizando do drowback (a não incidência de impostos no cacau importado da África) para pagar mais barato pelo produto. Não podemos aceitar isso. O Brasil é autossuficiente na produção cacaueira, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Não há motivos de autorizar essa farra da importação como está ocorrendo”, disse a presidente da ANPC, que finalizou afirmando que a entidade tem agendas importantes nos próximos dias.</p>
<p>Muitos produtores da Bahia e também do estado do Pará aderiram à manifestação.</p>
<blockquote><p>“Estamos felizes com o resultado da manifestação. Nosso objetivo foi o de chamar atenção das autoridades dos graves riscos que estamos correndo caso essa IN125 não seja revogada”, explicou Vanuza</p></blockquote>
<h3>Outro lado</h3>
<p>A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirma que a&#8221; importação das amêndoas africanas se faz necessária &#8220;pois o Brasil não é autossuficiente na produção de cacau&#8221;.  Em relação aos riscos fitossanitário, de acordo com a entidade, &#8220;o Ministério da Agricultura (Mapa) já emitiu Nota Técnica informando que o risco é muito baixo para as pragas Striga spp (planta daninha) e Phytophthora megakarya (fungo) e, portanto, não justifica a regulamentação. Assegura também que até o momento não houve registro de interceptação dessas pragas nas importações da Costa do Marfim&#8221;.</p>
<p>A AIPC, porém, não respondeu questões relacionadas ao uso o trabalho infantil e análogo à escravidão na produção de cacau da Costa do Marfim, como denuncia a ANPC.</p>
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