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	<title>América Latina &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>América Latina &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Calor extremo sufoca América Latina, mas falta de dados esconde real dimensão da crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 15:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pelo menos 13 mil pessoas morreram por ano, entre 2012 e 2021, na América Latina por causas ligadas ao calor, mas a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que o número real é bem maior, já que os casos são  subnotificados. A informação faz parte do relatório &#8220;Estado do Clima na América Latina e no Caribe [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pelo menos 13 mil pessoas morreram por ano, entre 2012 e 2021, na América Latina por causas ligadas ao calor, mas a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que o número real é bem maior, já que os casos são  subnotificados.</p>
<p>A informação faz parte do relatório &#8220;Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025&#8221;, lançado nesta segunda-feira, 18, em Brasília. Apresentado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) junto com o Inmet e o Cemaden, o documento mostra que um ano de recordes em quase todos os aspectos climáticos transformou o calor em um fardo invisível para a saúde pública, já que a maioria dos governos da região não publica dados organizados sobre essas mortes.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2025, a região sofreu com calor recorde, seca persistente, ciclones tropicais devastadores, recuo acelerado das geleiras e elevação do nível do mar, com graves consequências para as comunidades, os sistemas alimentares e as economias em toda a região&#8221;, segundo o relatório.</p></blockquote>
<p>Os dados revelam o tamanho desse vaivém agressivo do clima: enquanto chuvas torrenciais e deslizamentos castigaram países como Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Brasil, o furacão Melissa devastou a Jamaica, destruindo mais de 40% do PIB do país.</p>
<p>Na outra ponta, a seca afetou 85% do território do México, ameaçando a água de 90 milhões de pessoas, e o derretimento das geleiras andinas acelerou.</p>
<h3>O exemplo do Brasil</h3>
<p>O Brasil ilustra bem essa mistura de extremos e falta de dados. O Inmet registrou sete ondas de calor ao longo de 2025. Em fevereiro, o Rio de Janeiro bateu os 44°C, forçando escolas a adiarem a volta às aulas e, em dezembro, São Paulo registrou 37,2°C, a maior temperatura em 64 anos de medições.</p>
<p>Apesar do cenário sufocante, as mortes causadas pelo calor permanecem invisíveis nas estatísticas oficiais.</p>
<p>Além do impacto direto na saúde, o clima extremo bagunça os motores econômicos da região, afetando a agricultura, a geração de energia e a infraestrutura das cidades. O relatório aponta ainda que, mesmo com uma queda geral nos incêndios em comparação com 2024, o Brasil continua isolado na liderança das queimadas na América Latina.</p>
<h3>O chamado para a ação</h3>
<p>Com esse cenário difícil pela frente, a saída proposta pela OMM é integrar os alertas meteorológicos diretamente aos sistemas de atendimento da saúde pública. Além disso, é preciso melhorar:</p>
<ul>
<li>A notificação padronizada das doenças e mortes relacionadas ao calor</li>
<li>A integração prática dos alertas meteorológicos precoces com os limites de tolerância da saúde pública</li>
<li>O investimento em infraestruturas de saúde resistentes ao calor</li>
<li>A coordenação entre diferentes setores para gerenciar os riscos do calor extremo</li>
<li>O desenvolvimento de capacidades e de redes de contatos entre especialistas em clima e saúde para colocar projetos conjuntos em prática, como a definição de limites para os sistemas de alerta</li>
</ul>
<p><span style="font-size: 14px;">A secretária-geral da organização, Celeste Saulo, reforçou que o relatório é um chamado urgente para agir.</span></p>
<blockquote><p>&#8220;Ele nos insta a fortalecer as observações, investir em serviços, corrigir as deficiências nos sistemas de alerta precoce e garantir que as informações climáticas cheguem a quem mais precisa.&#8221;</p></blockquote>
<p>A mesma preocupação com a infraestrutura foi destacada pelo diretor do Inmet, Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz, que explicou que &#8220;a instalação de novas estações meteorológicas permitirá maior agilidade na atualização e disponibilização de dados, fortalecendo a capacidade de monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos&#8221;.</p>
<p>Como caminho para o futuro, a organização cobra a execução do Plano de Ação em Saúde de Belém, aprovado na COP30, para adaptar os hospitais e postos de saúde à nova realidade climática e proteger as populações mais vulneráveis.</p>
<p><em>Com informações da AFP e do Inmet</em></p>
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		<title>Mortes causadas pelo calor podem dobrar nos próximos 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 16:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/calor44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O cumprimento integral do Acordo de Paris, em que países se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global a bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, poderia evitar que o planeta enfrente 57 dias de calor intenso por ano.  A informação, que faz parte de um estudo organizado pelo Climate Center e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/calor44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O cumprimento integral do Acordo de Paris, em que países se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global a bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, poderia evitar que o planeta enfrente 57 dias de calor intenso por ano.  A informação, que faz parte de um estudo organizado pelo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/10/acordo-de-paris-pode-evitar-57-dias-de-calor-intenso-por-ano-mostra-estudo.shtml" target="_blank" rel="noopener">Climate Center e pelo World Weather Attribution (WWA)</a> publicado nesta quinta-feira (16), reforça a urgência das políticas climáticas diante de um cenário preocupante na América Latina, onde o calor extremo já é responsável por cerca de 1 em cada 100 mortes atualmente.</p>
<p>Uma análise de cenários feita por outro estudo, realizado por uma rede de pesquisadores em 326 cidades de nove países latino-americanos &#8211; Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru -, aponta que esse índice de mortalidade por calor pode mais que dobrar nos próximos 20 anos.</p>
<p>Considerando um ritmo normal de envelhecimento populacional e um cenário de aquecimento global moderado (entre 1ºC e 3ºC de aumento para o período de 2045 a 2054), as mortes atribuídas ao calor, hoje estimadas em 0,87% do total, podem chegar a 2,06% no pior cenário.</p>
<blockquote><p>“As pessoas idosas e as mais pobres são as que mais sofrem. Quem vive em áreas periféricas, em moradias precárias e sem acesso a ar-condicionado ou a espaços verdes terá mais dificuldade para enfrentar ondas de calor cada vez mais intensas. As mortes são apenas a ponta do iceberg”, explica Nelson Gouveia, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), um dos autores do estudo à Agência Brasil.</p></blockquote>
<p>O especialista alerta que o calor extremo eleva o risco de infartos, insuficiência cardíaca e outras complicações, principalmente em pessoas com doenças crônicas.</p>
<p>No Brasil, o estudo utilizou dados do SIM (DataSUS) e do Censo Demográfico (IBGE). A conclusão é que, assim como nos demais países analisados, as mortes causadas por temperaturas extremas &#8211; tanto calor quanto frio &#8211; devem aumentar consideravelmente, em grande parte devido ao crescimento da população acima de 65 anos na década de 2045-2054, faixa etária mais afetada.</p>
<p>Pesquisadores apontam que é possível reduzir mortes por calor extremo com políticas de adaptação climática. As medidas-chave incluem: planos de ação para calor intenso, sistemas de alerta precoce acessíveis, expansão de áreas verdes urbanas (para reduzir ilhas de calor) e protocolos de saúde pública que priorizem o atendimento de idosos e pessoas com doenças crônicas.</p>
<p>O estudo faz parte do projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina (Salurbal-Clima) e está disponível na revista eletrônica Environment International. O Salurbal reúne pesquisadores de instituições de nove países latino-americanos e dos Estados Unidos com o objetivo de buscar evidências sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde da região.</p>
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		<title>Apenas 5% dos povos negros da América Latina têm direito à terra reconhecido, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 15:39:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[CO28]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/negro-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No último dia 5 de dezembro, durante a Convenção nas Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), realizada em Dubai, Emirados Árabes, líderes afrodescendentes do Brasil, Colômbia e Honduras apresentaram resultados do estudo “Territorialidade dos Povos Afrodescendentes da América Latina e do Caribe em Hotspots de Biodiversidade”. Esse estudo mostrou que apenas 5% dos povos negros dessas regiões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/negro-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No último dia 5 de dezembro, durante a Convenção nas Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), realizada em Dubai, Emirados Árabes, líderes afrodescendentes do Brasil, Colômbia e Honduras apresentaram resultados do estudo “Territorialidade dos Povos Afrodescendentes da América Latina e do Caribe em <em>Hotspots</em> de Biodiversidade”.</p>
<p>Esse estudo mostrou que apenas 5% dos povos negros dessas regiões têm reconhecimento legal de seus direitos coletivos à terra e ao território. Esses povos estão presentes em 205 milhões de hectares, englobando 16 países da região. Além disso, dados demonstram que as comunidades de povos negros da América Latina contribuem para a preservação do meio ambiente em seus territórios.</p>
<p>Essa foi a primeira análise regional a documentar a presença territorial dos povos afrodescendentes e sua importância para a América Latina e o Caribe em termos de desenvolvimento, mitigação e adaptação às mudanças climáticas e conservação.</p>
<p>O evento foi encerrado na terça-feira, 12. O objetivo era convocar os Estados e os parceiros da região da América Latina e Caribe a promover e implementar reformas para o reconhecimento e a titulação dos territórios dos povos afrodescendentes, como forma de garantir um caminho eficaz para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>A discussão foi organizada pela Rights and Resources Initiative (RRI) e contou com a presença de Susana Muhamad, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia; Omaira Bolaños, da RRI; Jose Luis Rengifo, do Proceso de Comunidades Negras (PCN); Katia Penha, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) do Brasil; Gregoria Jimenez, da Organização para o Desenvolvimento das Comunidades Étnicas (Odeco), de Honduras; e Clemencia Carabali, da Associação de Mulheres Afrodescendentes do Norte do Cauca (Asom).</p>
<p>A diretora do Programa para a América Latina da RRI, Omaira Bolaños conversou com a <strong>Agência Brasil</strong>:</p>
<p><strong>Como o estudo “Territorialidade da Biodiversidade dos Povos Afrodescendentes na América Latina e no Caribe”, apresentado na COP 28, em Dubai, pode contribuir para reduzir os efeitos das mudanças climáticas?</strong></p>
<p><strong>Omaira Bolaños</strong>: É importante destacar que esse é o primeiro estudo a documentar a presença territorial dos povos afrodescendentes e sua importância para a América Latina e o Caribe em termos de desenvolvimento, mitigação e adaptação às mudanças climáticas e conservação. Trata-se de um esforço conjunto entre a RRI, a PCN, a Conaq, o Observatório de Territórios Étnicos e Camponeses (Otec) e outras 20 organizações de base que o acompanham.</p>
<p>A análise revela que há 205 milhões de hectares em 16 países da região com a presença territorial de povos afrodescendentes. Entretanto, apenas 5% têm reconhecimento legal de seus direitos coletivos à terra e ao território. Essa análise também mostra que há mais de 1.271 áreas protegidas dentro ou adjacentes aos territórios dos povos afrodescendentes, 77% das quais têm transformação natural reduzida, o que demonstra a enorme contribuição dessas comunidades na proteção de áreas de alto valor ecossistêmico.</p>
<p>O Brasil é um país significativo diante dos dados acima, pois 67% dessas áreas estão localizadas em municípios certificados com a presença de comunidades quilombolas sem titulação coletiva.</p>
<p><strong>Que papel as comunidades tradicionais podem desempenhar na mitigação das mudanças climáticas?</strong></p>
<p><strong>Omaira Bolaños</strong>: As comunidades são as protagonistas dessa ação. As conclusões do estudo identificam a situação de modo que, a partir desse ponto de partida, há muito trabalho a ser feito para o reconhecimento e a proteção dos direitos das populações quilombolas dentro dos regimes legais de direitos de propriedade coletiva. O meio ambiente é preservado quando os territórios quilombolas são protegidos. A gestão territorial quilombola é conservacionista por excelência.</p>
<p><strong style="font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Embora a população afrodescendente na América Latina e Caribe represente cerca de 30% da população total da região, os direitos das comunidades tradicionais ainda não são reconhecidos por muitos países. O que deve ser feito para reverter essa situação?</strong></p>
<p><strong>Omaira Bolaños</strong>: Um evento dessa magnitude, que reúne líderes regionais para apresentar os resultados do estudo sobre a presença territorial dos povos afrodescendentes e sua importância para a América Latina e o Caribe em termos de desenvolvimento, mitigação e adaptação às mudanças climáticas e conservação, já é um passo importante para envolver diferentes governos na necessidade de implementar políticas que reconheçam os direitos de posse territorial dos povos afrodescendentes e sua importância na agenda global e nas metas de mitigação das mudanças climáticas e conservação da biodiversidade.</p>
<p>As florestas tropicais representam cerca de 87 milhões de hectares nos territórios mapeados dos povos afrodescendentes, muitos dos quais estão localizados em áreas consideradas de biodiversidade. O que pode ser feito para garantir que esses territórios sejam reconhecidos como de grande valor para a preservação do planeta? E que políticas públicas os governos deveriam introduzir para proteger e garantir os direitos das pessoas de ascendência africana, como os quilombolas?</p>
<p><strong>Omaira Bolaños</strong>: O Brasil é um país significativo diante dos dados acima, pois 67% dessas áreas estão localizadas em municípios certificados com a presença de comunidades quilombolas sem titulação coletiva. Apenas 1.093.645,1 hectares foram legalmente reconhecidos às comunidades quilombolas no Brasil. Ainda há pedidos de reconhecimento de 2.387.859,7 hectares de terras de comunidades quilombolas pendentes. O Brasil é um dos poucos países com um arcabouço legal robusto e uma estrutura institucional com capacidade para avançar na implementação de políticas de direitos de posse de terra para comunidades quilombolas em nível nacional e subnacional.</p>
<p>Vários estudos demonstram que, quando as comunidades têm direitos legais de posse sobre suas terras, sua capacidade de evitar o desmatamento e proteger a biodiversidade aumenta. Garantir os direitos à terra e aos recursos das comunidades quilombolas é uma das maneiras mais eficazes de avançar em direção às metas do Brasil em relação à mitigação das mudanças climáticas e à proteção da biodiversidade. O estudo mostra o papel significativo que as terras das comunidades afrodescendentes em toda a América Latina têm na proteção dos inestimáveis recursos florestais da Terra.</p>
<p>Esperamos que essa abordagem possa amplificar as vozes da população local e envolver proativamente governos, instituições multilaterais e atores do setor privado na adoção de reformas institucionais e de mercado para apoiar os direitos de posse das comunidades quilombolas, de modo que elas continuem desenvolvendo estratégias que apoiem a sustentabilidade da floresta e protejam a biodiversidade”.</p>
<p><strong>Em 11 países, os direitos à terra desses povos foram reconhecidos, mas em outros isso ainda não aconteceu. O que as organizações não governamentais (ONGs) da América Latina e do Caribe ligadas à causa dos afrodescendentes propõem para remediar essa situação?</strong></p>
<p><strong>Omaira Bolaños</strong>: Acreditamos que a saída para a crise pode ser identificada pelas comunidades e territórios que sofrem esses impactos. Eles são os protagonistas dessa ação. Uma maneira é conhecer melhor os territórios, inclusive os que estão ao nosso redor. A coalizão para a produção do estudo em 16 países da região com a presença territorial de povos afrodescendentes, um esforço conjunto entre a RRI, o PCN, a Conaq, o Observatório de Territórios Étnicos e Camponeses (Otec) e outras 20 organizações de base que o acompanham, abre caminho para que sejam criadas soluções nas comunidades e nos territórios para problemas complexos.</p>
<p>A coalizão de organizações afrodescendentes e aliados que trabalham juntos nessa estratégia regional baseia-se em um roteiro que define duas grandes ações inter-relacionadas: o mapeamento de seus territórios e o ‘status’ legal do reconhecimento dos direitos de posse sobre esses territórios. Essas duas ações têm o objetivo de informar a cada um dos governos e às comunidades doadoras internacionais e bilaterais onde novas políticas precisam ser criadas ou implementadas e o nível de apoio &#8211; nacional ou subnacional &#8211; para garantir o avanço dos direitos à terra das comunidades afrodescendentes e quilombolas.<br />
Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>Altamira recebe o maior evento de cacau e chocolate da América Latina pelo segundo ano consecutivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2023 14:34:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamir]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/chocolat_xingu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pelo segundo ano consecutivo, o município de Altamira receberá o maior evento de cacau e chocolate da América Latina. O Festival Internacional do Chocolate e Cacau- Chocolat Xingu &#8211; será realizado no Centro de Eventos do município, desta quinta-feira, 15, até domingo, 18. A expectativa dos organizadores é de um  público, no mínimo, 50% acima [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/chocolat_xingu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="container">
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<article class="col-12 col-xxl-8 col-xl-9 col-lg-11 pt-4 pb-4">
<div class="txt_noticia">
<p>Pelo segundo ano consecutivo, o município de Altamira receberá o maior evento de cacau e chocolate da América Latina. O Festival Internacional do Chocolate e Cacau- Chocolat Xingu &#8211; será realizado no Centro de Eventos do município, desta quinta-feira, 15, até domingo, 18. A expectativa dos organizadores é de um  público, no mínimo, 50% acima do registrado na primeira edição, que foi de 40 mil pessoas nos quatro dias de programação.</p>
<p>O festival em Altamira, a exemplo do que já ocorre em Belém, entrou no calendário oficial de eventos do governo estadual, atendendo à solicitação dos produtores da região da Transamazônica, a maior produtora de cacau do Pará. Aproximadamente, de acordo com os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 85% da produção estimada de cacau sai da região sudoeste do Pará, onde se concentram os municípios de Altamira e Medicilândia.</p>
<blockquote><p>“Esse festival vem com o objetivo de divulgar e promover o cacau da região; além de capacitar, fazer a integração dos produtores locais com chocolatiers, palestrantes internacionais e rodadas de negócios. É muito importante para a cultura cacaueira não só da região, mas do Estado como um todo &#8220;, observou a engenheira agrônoma da Sedap, Dulcimar Melo, que integra a equipe do Procacau da secretaria e está na coordenação do festival pelo Governo do Estado.</p></blockquote>
<p>Dulcimar Melo explicou que os preparativos para a programação estão na fase final. “Está quase tudo pronto para essa segunda edição do Chocolat Xingu, que está sendo construída de uma forma que agregue o que Altamira tem para mostrar ao mundo; serão apresentadas diversas marcas de chocolates e demais produtos oriundos do cacau, como os bombons e  licor produzidos no Xingu”, ressaltou Dulcimar Melo.</p>
<h3><strong>Participantes </strong></h3>
<p>O Chocolat Xingu terá a participação de diversos especialistas no segmento e chefs renomados tanto do Brasil quanto de outros países. Entre os convidados internacionais que participarão da programação, conforme anunciou a representante da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), está o secretário geral da Confederação Francesa de Chocolate, Christophe Bertrand, que proferirá palestra a respeito do fascínio que o chocolate e o cacau despertam nos europeus.</p>
<p>O continente africano também estará representado na programação. No dia 16, pela parte da tarde, no Fórum do Cacau, será realizada a palestra sobre o ecossistema do cacau em São Tomé e Príncipe pelo diretor executivo da Cooperativa de Exportação de Cacau de Qualidade (CECAQ 11), Adalberto Ferreira.</p>
<p>A programação consta ainda de  palestras técnicas, cursos de chocolate, concurso de melhor chocolate da Transamazônica, cozinha kids, chocoday que é uma programação voltada exclusivamente para os amantes de chocolate, visitas a propriedades com  jornalistas nacionais e internacionais que conhecerão como o cacau é produzido e quais as  empresas de chocolate da região.</p>
<blockquote><p>“Ano passado tivemos um público de 40 mil pessoas; esse ano estamos com a expectativa de um aumento  de público de pelo menos 50%, visto que em 2022 foi o inicio, acreditamos, também, no aumento de comercialização dos vários produtos  que serão ofertados na feira,  desde artesanato do nosso povo indígena , muitas marcas de chocolates , licor , bombons  produzidos na Transamazônica e Xingu, entre outros”, estimou Dulcimar Melo.</p></blockquote>
<p>O Festival Internacional do Cacau e do Chocolate é uma realização do Governo do Estado, por meio da Sedap, em parceria com a Prefeitura Municipal de Altamira. O evento recebe o aporte de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau). A organização é da MVU Promoções e Eventos, que é a idealizadora do Festival Chocolate, iniciado em 2009, no estado da Bahia.</p>
<p>A programação completa pode ser conferida no link:<a href="https://xingu.chocolatfestival.com" target="_blank" rel="noopener"> https://xingu.chocolatfestival.com</a></p>
<p><em>Fonte: Agência Pará</em></p>
<p>LEIA MAIS:</p>
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<p><a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/chocolates-produzidos-no-para-chamam-atencao-do-mundo/" target="_top" rel="noopener">Chocolates produzidos no Pará chamam atenção do mundo</a></p>
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