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	<title>Amazônica &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Amazônica &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Rios amazônicos seguem sofrendo com os impactos das mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 13:24:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Seca-no-amazonas-Rafa-Neddermeyer-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na Amazônia, os rios desempenham um papel importante para a preservação da biodiversidade e das práticas socioculturais das populações. Nesse quesito, a região está bem servida, já que conta com alguns dos maiores rios brasileiros em vazão e extensão. Apesar da vantagem, a disponibilidade de recursos hídricos é hoje uma preocupação crescente, sobretudo depois dos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Seca-no-amazonas-Rafa-Neddermeyer-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na Amazônia, os rios desempenham um papel importante para a preservação da biodiversidade e das práticas socioculturais das populações. Nesse quesito, a região está bem servida, já que conta com alguns dos maiores rios brasileiros em vazão e extensão. Apesar da vantagem, a disponibilidade de recursos hídricos é hoje uma preocupação crescente, sobretudo depois dos impactos vividos após a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-e-nao-o-el-nino-foram-a-causa-principal-da-seca-severa-na-amazonia/">seca de 2023</a>.</p>
<p>Na semana em que se celebra o Dia da Água, em 22 de março, o <strong>Pará Terra Boa</strong> lembra que os rios são responsáveis pelo transporte de sedimentos e nutrientes, que ajudam a manter a vida aquática e contribuem para a fertilidade do solo, servem de fonte de água para a fauna e as populações humanas, além de servirem como vias para o transporte na região. Esse conjunto de funções dá uma dimensão dos danos que a estiagem recente causou.</p>
<p>Na Volta Grande do Xingu, no sudoeste paraense, os ribeirinhos notam que o nível do rio ainda está abaixo da média, apesar da chegada das chuvas típicas do inverno amazônico. Segundo os moradores, a menor oferta de água tem a ver tanto com a persistência da seca quanto pelo impacto da usina hidrelétrica de Belo Monte, que diminui em cerca de 10% o volume de água que flui até as comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando a hidrelétrica fecha as comportas e represa a água mais tempo, a parte de baixo do Xingu fica numa situação crítica. A gente vê matança de peixe. Não tem mais como sobreviver da pesca&#8221;, relatou a líder comunitária Maria Francineide Ferreira em entrevista à <a href="https://p.dw.com/p/4dFeM" target="_blank" rel="noopener">Deutsche Welle</a>.</p></blockquote>
<p>Situação semelhante é vivenciada às margens do rio Negro, no Amazonas, onde o nível do curso d’água ainda está abaixo do normal para essa época em que costumava ocorrer boas pescarias.</p>
<blockquote><p>&#8220;O rio ainda está muito baixo aqui no nosso trecho. A gente, que vive desta cadeia, fica na expectativa e não sabe a quantidade de peixe que vai encontrar&#8221;, afirma Janderson Mendonça, da comunidade Santa Helena dos Ingleses, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro.</p></blockquote>
<h3>Desafio para a agricultura</h3>
<p>Já em Rondônia, a falta de chuvas e o ritmo fraco de recuperação do rio Madeira tem criado desafios para o abastecimento, a agricultura e o escoamento da produção dos indígenas Wari’.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não conseguimos sair da aldeia para escoar nossos produtos, que são farinha, banana, feijão. Tudo o que a gente planta, morre. A chuva não veio no tempo certo, está muito seco ainda&#8221;, lamenta Benjamim Oro Nao, da Terra Indígena Pacaás-Novas.</p></blockquote>
<p>A situação do Madeira é uma das mais críticas na região atualmente. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), no ano passado, o rio alcançou a sua marca mínima histórica em 1,1 metro e não se recuperou. No entanto, esse não é um caso isolado. O SGB alerta que o rio Branco, em Roraima, o rio Tapajós, no Pará, e o rio Solimões, no Amazonas, também estão com volume de água abaixo da média para o período.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os períodos de chuva são diferentes em alguns locais. Mas a situação não é normal, é muito atípica. Tem vários pontos de algumas bacias que estão bem abaixo da média, com é o caso do Branco e do Madeira&#8221;, pontua Artur Matos, coordenador do sistema do SGB.</p></blockquote>
<h3>Alagamento no Acre</h3>
<p>Em paralelo a isso, o oposto tem sido observado no rio Acre, que transbordou em mais de 17 metros acima do leito, deixando cidades alagadas e milhares de desalojados. A razão para isso seria o fenômeno Oscilação de Madden-Julian, conhecido pela sigla MJO, que é caracterizado pela grande propagação de chuvas, mas que teve seu efeito ampliado com a influência do El Niño sobre as águas do Pacifico.</p>
<p>Na avaliação de especialistas, a ocorrência desses extremos climáticos são mais uma evidência do quanto a Amazônia já está sofrendo os efeitos das mudanças climáticas. O climatologista Carlos Nobre lembra que fenômenos naturais sempre ocorreram, porém ele nota que as ocorrências recentes do El Niño e do MJO foram mais fortes, levando aos casos de secas e inundações severas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Amazônia é um dos locais com redução das chuvas com o aquecimento global. O aumento da estação seca já está acontecendo, são cerca de quatro a cinco semanas mais longas em relação aos últimos 40 anos, e está mais quente. O risco do <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-pode-estar-se-aproximando-do-ponto-de-ruptura-diz-revista-nature/"><em>tipping point</em> (ponto de não retorno)</a> é enorme&#8221;, alerta Carlos Nobre.</p></blockquote>
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		<title>Veja o que se sabe sobre a visita do presidente da França a Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2024 14:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Macron]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/helder-barbalho-e-embaixador-frances-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O  governador do Pará, Helder Barbalho, se reuniu, no sábado, 24,com o embaixador francês, Emmanuel Lenain, para discutir a agenda do presidente da França, Emmanuel Macron, em Belém, durante sua vista ao Brasil entre os dias entre 26 e 28 de março. Na capital paraense, Macron deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/helder-barbalho-e-embaixador-frances-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O  governador do Pará, Helder Barbalho, se reuniu, no sábado, 24,com o embaixador francês, Emmanuel Lenain, para discutir a agenda do presidente da França, Emmanuel Macron, em Belém, durante sua vista ao Brasil entre os dias entre 26 e 28 de março. Na capital paraense, Macron deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Entre os temas a serem discutidos, estão bioeconomia, a proteção da Amazônia e preparativos para a 30ª Conferência do Clima sobre Mudanças Climáticas (COP30),  programada para acontecer de 10 a 21 de novembro de 2025, na capital paraense.</p>
<blockquote><p>&#8220;Recebi o embaixador da França Emmanuel Lenain para definir pontos importantes sobre a estruturação da vinda do presidente francês, Emmanuel Macron, ao Brasil, a convite do presidente Lula, para a assinatura de cooperação em torno da bioeconomia e da Amazônia&#8221;, escreveu o governador em suas redes sociais.</p></blockquote>
<p>Após sua passagem por Belém, Macron visitará Itajaí, Brasília São Paulo</p>
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		<title>Não é só o El Niño; desmatamento já aumentou em 3º a temperatura da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Aug 2023 17:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Desmate6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A temperatura no lado leste da Amazônia, que abrange a parte do sul e sudeste do Pará, está 3,1º mais quente do que era há 40 anos, por causa do desmatamento. “Estou falando da temperatura média entre todas as horas do dia. Imaginem o quanto ela cresceu no meio do dia&#8221;, diz a pesquisadora Luciana [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Desmate6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A temperatura no lado leste da Amazônia, que abrange a parte do sul e sudeste do Pará, está 3,1º mais quente do que era há 40 anos, por causa do desmatamento.</p>
<blockquote><p>“Estou falando da temperatura média entre todas as horas do dia. Imaginem o quanto ela cresceu no meio do dia&#8221;, diz a pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).</p></blockquote>
<p>Gatti é a principal autora do artigo, recém-publicado, que revela que a<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/emissoes-de-carbono-na-amazonia-mais-que-dobraram-em-2019-e-2020/" target="_blank" rel="noopener"> média das emissões de gás carbônico (CO²) pela Amazônia aumentou 122% em 2019 e 2020</a>, em comparação com a média de 2010 a 2018<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/emissoes-de-carbono-na-amazonia-mais-que-dobraram-em-2019-e-2020/" target="_blank" rel="noopener">.</a></p>
<p>Isso significa que, nos anos 2019 e 2020, a capacidade da floresta amazônica de absorver todo o carbono lançado na atmosfera da região estava enfraquecendo. E a causa disso <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-por-empresario-na-amazonia-emitiu-32-mi-de-toneladas-de-co2/" target="_blank" rel="noopener">é a chamada ação do homem, que destrói a vegetação</a><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/emissoes-de-carbono-na-amazonia-mais-que-dobraram-em-2019-e-2020/" target="_blank" rel="noopener"> ou com incêndios </a>e queimadas, ou cortando árvores para vender a madeira.</p>
<p>No entorno de Santarém, no Pará, e de Alta Floresta, em Mato Grosso, onde os números de desmate são sempre altíssimos, já, em 2019, havia mais emissão do que  absorção de carbono, diz o estudo. No ano seguinte, o fenômeno já atingia a região de Tefé, no Amazonas, e Rio Branco, no Acre, ambas no oeste amazônico.</p>
<p>Foi na região paraense que a Polícia Federal prendeu recentemente o empresário Bruno Heller, apontado pelos investigadores como<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/r-116-milhoes-sera-o-custo-para-recuperar-os-2-710-hectares-de-floresta-desmatados-por-empresario/" target="_blank" rel="noopener"> o ‘maior devastador’ da Amazônia já identificado</a>, que destruiu2.710 hectares de floresta.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">“A floresta não está compensando o estrago humano”, afirma a cientista à </span><a style="font-size: 14px;" href="https://sumauma.com/luciana-gatti-a-amazonia-nao-esta-mais-compensando-o-estrago-humano/" target="_blank" rel="noopener">Sumaúma.</a></p></blockquote>
<p>Isso porque as plantas da floresta estocam carbono na fotossíntese, processo pelo qual se alimentam. Elas absorvem o gás carbônico e o armazenam em suas folhas, troncos e raízes. Quando elas são arrancadas, queimadas ou morrem, esse carbono volta para a atmosfera.</p>
<p>Luciana Gatti defende a decretação de estado de emergência na região lesta da Amazônia para implementar planos de restauração florestal e de desmatamento zero.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cúpula da Amazônia: declaração final precisa incluir a bioeconomia, dizem especialistas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/cupula-da-amazonia-declaracao-final-precisa-incluir-a-bioeconomia-dizem-especialistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2023 12:05:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula da Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" />Não é possível pensar  em um novo modelo de desenvolvimento para a região amazônica sem colocar a bioeconomia no centro do debate.  Este é desafio, segundo quase 300 líderes e especialistas de mais de 100 organizações dos nove países da Pan Amazônia, dos chefes de Estado que estarão reunidos nos dias 8 e 9 de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" /><p>Não é possível pensar  em um novo modelo de desenvolvimento para a região amazônica sem colocar a bioeconomia no centro do debate.  Este é desafio, segundo quase 300 líderes e especialistas de mais de 100 organizações dos nove países da Pan Amazônia, dos chefes de Estado que estarão reunidos nos dias 8 e 9 de agosto, em Belém, para a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/candidata-a-sediar-a-cop30-belem-recebe-em-agosto-a-cupula-da-amazonia/">Cúpula da Amazônia.</a></p>
<blockquote><p>“A floresta amazônica está perigosamente perto de seu ponto de colapso. Em algumas regiões, ela já se degradou. Ainda estamos em tempo de impedir a imensa perda de biodiversidade que isso acarretaria e promover as economias lideradas pelas comunidades, que são os atores principais de sua conservação. A próxima década será crucial para a sobrevivência – ou não – da floresta e do modo de vida e cultura de seus povos”, alerta Rachel Biderman, vice-presidente sênior para as Américas da Conservation International.</p></blockquote>
<p>A bioeconomia é um conceito que se baseia no uso sustentável e na valorização dos recursos biológicos do bioma, incluindo suas riquezas naturais, biodiversidade e conhecimentos tradicionais das comunidades locais. Esse modelo econômico busca promover atividades produtivas e inovadoras que estejam em harmonia com a preservação do meio ambiente e com a inclusão social das populações locais.</p>
<p>No final de junho, a Conferência de Bioeconomia da Panamazônia reuniu, em Belém, especialistas, formuladores de políticas e partes interessadas da região amazônica para discutir práticas bioeconômicas sustentáveis e inclusivas.</p>
<p>Durante a conferência, um grupo de mais de 300 especialistas chegaram a um roteiro com nove eixos de ação, subdivididos em 31 recomendações, que foram entregues aos ministros presentes no encontro preparatório da Cúpula da Amazônia, realizado em junho, Letícia, na Colômbia.</p>
<p>A expectativa agora é que a bioeconomia faça parte das metas estabelecidas pelo documento da Cúpula de Belém e venha a ser fortalecida com investimentos concretos dos nove países do bioma, onde vivem mais de 47 milhões de pessoas.</p>
<p>Confira os nove eixos propostos:</p>
<ol>
<li><strong>Estabelecer um compromisso conjunto para conservar a floresta amazônica</strong>: a declaração insta os governos participantes a se unirem e se comprometerem a conservar pelo menos 80% da floresta amazônica, reconhecendo sua importância para a estabilidade climática global e suas contribuições vitais para o bem-estar das comunidades locais.</li>
<li><strong>Promover a bioeconomia como forma de proteger a Amazônia</strong>: evidências recentes destacam o potencial da economia como uma ferramenta poderosa para salvar a Amazônia e, ao mesmo tempo, fortalecer os meios de subsistência locais. A conferência pede a priorização de práticas bioeconômicas sustentáveis como a pedra angular dos esforços de conservação ambiental.</li>
<li><strong>Combater atividades ilícitas e aplicação do Estado de Direito</strong>: para garantir a viabilidade da bioeconomia, a conferência enfatiza a necessidade de os governos intensificarem os esforços para erradicar todas as atividades ilícitas na Amazônia. Fortalecer a repressão aos crimes contra a natureza e defender o estado de direito são passos cruciais para alcançar esse objetivo.</li>
<li><strong>Proteger as terras dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais</strong>: preservar a rica biodiversidade da Amazônia e as áreas ricas em carbono depende da proteção e respeito às terras dos povos indígenas e comunidades tradicionais. A salvaguarda destes territórios é essencial para o património ecológico único da região.</li>
<li><strong>Mudar as finanças públicas para incentivar uma bioeconomia próspera:</strong> os participantes da conferência pedem aos governos que redirecionem as finanças públicas para longe dos subsídios nocivos e priorizem incentivos que promovam cadeias de valor de bioeconomia prósperas e equitativas. Essa transformação é vista como essencial para o crescimento sustentável do setor bioeconômico.</li>
<li><strong>Reduzir requisitos legais desnecessários para as cadeias de suprimento da bioeconomia local</strong>: para facilitar o crescimento das cadeias de suprimento da bioeconomia local, a conferência pede que os governos adaptem e reduzam os requisitos legais desnecessários. Isso criará um ambiente favorável à inovação e ao empreendedorismo na região.</li>
<li><strong>Tornar obrigatórias a transparência e a rastreabilidade de commodities para garantir que sejam livres de desmatamento:</strong> para combater o desmatamento, a conferência defende a implementação de medidas de transparência e rastreabilidade na produção e comércio de commodities. Isso ajudará a identificar e mitigar práticas que contribuem para a destruição da Amazônia.</li>
<li><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);"><strong>Estabelecer uma plataforma de financiamento da bioeconomia Pan-Amazônica:</strong> os especialistas propõem a criação de uma Plataforma Ad-hoc de Financiamento da Bioeconomia Pan-Amazônica que priorize investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Essa plataforma impulsionará a pesquisa, o desenvolvimento e a implementação de iniciativas bioeconômicas sustentáveis.</span></li>
<li><strong>Investir em infraestrutura sustentável e revitalizar rios</strong>: ao investir em infraestrutura sustentável, a conferência visa transformar as cidades da Amazônia em polos de inovação para a bioeconomia. Além disso, a restauração dos rios contribuirá para o equilíbrio ecológico e apoiará o desenvolvimento sustentável.</li>
</ol>
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		<title>El Niño pode causar uma &#8216;hecatombe ambiental&#8217; na Amazônia, alertam especialistas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/el-nino-pode-causar-uma-hecatombe-ambiental-na-amazonia-alertam-especialistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 12:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/seca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />De acordo com a bióloga brasileira Erika Berenguer, pesquisadora das universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, o El Niño pode desencadear uma “hecatombe ambiental” na Amazônia este ano ou no início do próximo. O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento incomum do Oceano Pacífico, deve ser especialmente intenso e pode provocar mudanças significativas em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/seca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>De acordo com a bióloga brasileira Erika Berenguer, pesquisadora das universidades de Oxford e Lancaster, no Reino Unido, o El Niño pode desencadear uma “hecatombe ambiental” na Amazônia este ano ou no início do próximo.</p>
<p>O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento incomum do Oceano Pacífico, deve ser especialmente intenso e pode provocar mudanças significativas em todo o mundo, como explica a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx05w4kee92o" target="_blank" rel="noopener">BBBC News Brasil</a> .</p>
<p>Um dos principais receios, apontam os especialistas, é a seca extrema causada pelo El Niño, o que pode culminar em grandes problemas em meio à devastação da Amazônia nos últimos anos, período em que o bioma enfrentou altos índices de desmatamento e incêndios</p>
<blockquote><p>“Isso (o desmatamento) só começou a cair principalmente a partir de abril deste ano. Se esse El Niño for realmente forte, o que há grande probabilidade, é uma grande preocupação porque vai aumentar o número de incêndios e destruir ainda mais a floresta, acelerando o processo de degradação”, diz Carlos Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).</p></blockquote>
<p>Os especialistas afirmam que o cenário pode ser ainda pior do que o registrado durante o último El Niño, ocorrido no segundo semestre de 2015 e início de 2016, quando na Amazônia ocorreram redução nas chuvas e uma seca intensa em uma floresta normalmente úmida, criando condições favoráveis para a propagação de incêndios causados por humanos.</p>
<p>Berenguer descreve sua experiência na Amazônia durante o El Niño de 2015 como traumática, testemunhando milhares de áreas de floresta em chamas, o que gerou uma sensação de impotência.</p>
<blockquote><p>Tenho muito medo porque se acontecer algo semelhante agora, após tanto desmatamento, o El Niño pode causar uma verdadeira hecatombe ambiental&#8221;, acrescenta a bióloga.</p></blockquote>
<p>Os pesquisadores destacam algumas medidas-chave para mitigar os impactos do El Niño, como a intensificação da fiscalização do fogo na região, especialmente em áreas consideradas menos úmidas.  Além disso, é essencial fornecer alertas à população sobre os riscos de incêndios durante o período de seca.</p>
<p>Erika Berenguer avalia que ainda há tempo para enfrentar o problema e minimizar os impactos do fenômeno climático.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente ainda tem cerca de dois meses para se preparar e lidar com essa crise climática. Não está tudo perdido, mas o relógio está fazendo tic-tac”, afirma a bióloga.</p></blockquote>
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