<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Amazônia 2030 &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/amazonia-2030/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 17:25:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>Amazônia 2030 &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Fórum em Belém cobra ações práticas e traz a voz da floresta para o centro do debate climático</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/forum-em-belem-cobra-acoes-praticas-e-traz-a-voz-da-floresta-para-o-centro-do-debate-climatico/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/forum-em-belem-cobra-acoes-praticas-e-traz-a-voz-da-floresta-para-o-centro-do-debate-climatico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 17:25:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultores]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[II Semana do Clima da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43333</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/II_Semama_do_Clima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Belém abriu a II Semana do Clima da Amazônia com a missão de transformar as promessas da COP30 em projetos reais para as comunidades da floresta. O evento agora faz parte do calendário oficial de Belém, tornando o Pará o quinto estado do país a ter uma semana fixa dedicada ao clima. Com o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/II_Semama_do_Clima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Belém abriu a II Semana do Clima da Amazônia com a missão de transformar as promessas da COP30 em projetos reais para as comunidades da floresta.</em></li>
<li><em>O evento agora faz parte do calendário oficial de Belém, tornando o Pará o quinto estado do país a ter uma semana fixa dedicada ao clima.</em></li>
<li><em>Com o dobro do tamanho da edição anterior, o fórum contou com a participação de agricultores que enfrentam os efeitos do calor e da seca em suas lavouras.</em></li>
<li><em>Um estudo recente aponta que o Brasil tem potencial para aumentar sua cobertura florestal em 8 milhões de hectares até 2035, se investir em conservação e regularizar terras públicas.</em></li>
<li><em>Especialistas e lideranças indicam que a era dos discursos acabou; agora, o foco global está em monitorar metas e financiar a sociobioeconomia.</em></li>
</ul>
<p>Diante do enorme desafio de fazer com que as promessas da COP30 saiam do papel e cheguem ao chão da floresta, começou nesta segunda-feira, 29, em Belém, a II Semana do Clima da Amazônia. O encontro, que vai até 4 de julho, é o principal fórum da região criado para garantir que os acordos assinados diante da ONU virem ações de verdade.</p>
<p>Na abertura, a secretária municipal de Meio Ambiente, Juliana Nobre, confirmou que a programação agora faz parte do calendário anual da cidade.</p>
<p>Com isso, o Pará entra para o grupo de estados com uma Semana do Clima fixa — como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.</p>
<p>O evento dobrou de tamanho em 2026, reunindo uma rede de 30 instituições e mais de 70 atividades organizadas pela própria sociedade civil.</p>
<h3>A voz da floresta contra a crise do clima</h3>
<p>Muito além da diplomacia, o diferencial do encontro foi dar o microfone a quem vive a crise climática na pele. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), um dos organizadores, trouxe quase 100 agricultores e líderes comunitários para o centro do debate.</p>
<p>Para essas pessoas, o clima já mudou a renda da família. Marluce Coelho, de 32 anos, liderança do Quilombo Maria Valentina, no oeste paraense, contou como a seca e o El Niño de 2024 castigaram a produção de mandioca, a base do sustento local.</p>
<blockquote><p>“A seca já deixou o nosso solo muito mais enfraquecido e, consequentemente, ano passado vivemos uma temperatura muito elevada. Isso fez com que, no local de onde tiramos o derivado da mandioca, a gente visse um cozimento da própria raiz ainda debaixo da terra. Eu, que trabalho diretamente com o extensionamento rural, percebi isso na pele: a nossa produção está diminuindo drasticamente e hoje o agricultor precisa de muito mais esforço de trabalho para conseguir uma produção menor. Antes, a regra era outra”, alertou a liderança quilombola.</p></blockquote>
<p>Marluce, que atua na Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), defende que esses fóruns são estratégicos para que todos possam compreender a importância de cada indivíduo na engrenagem.</p>
<h3>A receita para virar o jogo</h3>
<p>O evento também trouxe caminhos desenhados pela ciência. A jornalista Sônia Bridi lembrou que o planeta pode aquecer 2,6 °C até o fim do século se o mundo não acelerar o passo.</p>
<p>Beto Veríssimo, coordenador do projeto Amazônia 2030, defende que “o Brasil terá que errar muito para não conseguir cumprir suas metas”. Um estudo recente do projeto mostra que o País pode aumentar sua cobertura florestal em 8 milhões de hectares em dez anos, desde que regularize 50,9 milhões de hectares de terras públicas e mude a lógica do financiamento.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ninguém quer investir na Amazônia se houver confusão entre, de um lado, a ilegalidade e o desmatamento, e, do outro, a floresta. Isso tem que ser resolvido politicamente&#8221;, explica Beto.</p></blockquote>
<p>A aposta deve ser na economia verde, como aponta Joanna Martins, da rede Uma Concertação pela Amazônia.</p>
<blockquote><p>“A gente tem soluções, mas muitas vezes não são implementadas porque a gente não acredita nelas. Sem medo, podemos mostrar para o mundo que as soluções existem e estão aqui na Amazônia&#8221;.</p></blockquote>
<h3>Cobrança e pé no acelerador</h3>
<p>A mensagem final é de que as reuniões de negociadores ficaram no passado. André Guimarães, diretor-executivo do Ipam, explicou que a geopolítica do clima mudou de patamar.</p>
<blockquote><p>“A COP30 deslocou o debate para outro lugar. O debate saiu do grupo de negociadores e foi para os investidores, para as populações tradicionais, para os povos indígenas e para a sociedade em geral. Agora, a gente precisa manter essa energia e fazer com que ela resulte em implementação”, afirmou, lembrando que “não existe como estabilizar o clima do planeta se a gente não resolver a equação amazônica”.</p></blockquote>
<p>Esse plano de voo é monitorado pela Agenda de Ação da COP30. Mauro O’de Almeida, coordenador dessa agenda, detalhou que as conferências agora cobram resultados reais ao longo do ano.</p>
<blockquote><p>“A presidência brasileira da COP30 colocou a implementação no centro da estratégia política. Em vez de compreender a conferência como um evento isolado de negociação, passou a enxergá-la como o início de um ciclo permanente de execução. Belém deixa de ser um lugar onde foram negociadas decisões e passa a ser lembrada como o momento em que a COP30 marcou o início da organização de uma verdadeira arquitetura de implementação da governança climática internacional”, enfatizou Mauro.</p></blockquote>
<p>Como resumiu Lucimar Souza, diretora do IPAM, a II Semana do Clima nasce como um “legado vivo da COP30”, feito para garantir que os compromissos virem realidade no dia a dia de quem cuida da Amazônia.</p>
<p><em>Fonte: Amazônia Vox e Ipam</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/forum-em-belem-cobra-acoes-praticas-e-traz-a-voz-da-floresta-para-o-centro-do-debate-climatico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a conservação florestal coloca o Brasil no centro da agenda climática global</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:11:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[florestas tropicais]]></category>
		<category><![CDATA[manejo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41090</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil reúne as condições mais favoráveis do planeta para liderar a agenda climática global por meio da conservação, restauração florestal e silvicultura. Essa é a principal conclusão do estudo O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global, que apresenta dados consolidados sobre o papel estratégico das florestas brasileiras no enfrentamento da crise climática. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil reúne as condições mais favoráveis do planeta para liderar a agenda climática global por meio da conservação, restauração florestal e silvicultura. Essa é a principal conclusão do estudo<a href="https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2026/02/O-protagonismo-das-florestas-brasileiras-na-agenda-climatica-global.pdf" target="_blank" rel="noopener"> O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global,</a> que apresenta dados consolidados sobre o papel estratégico das florestas brasileiras no enfrentamento da crise climática. As informações são do projeto Amazônia 2030.</p>
<p>Segundo o documento, as florestas estão entre as soluções climáticas mais escaláveis e custo-efetivas disponíveis atualmente, sendo responsáveis por absorver cerca de um terço das emissões globais anuais de gases de efeito estufa provenientes da atividade humana. Sem florestas conservadas, manejadas e restauradas, o cumprimento das metas do Acordo de Paris torna-se inviável.</p>
<p>O Brasil ocupa posição central nesse cenário. Isso porque toda a diversidade de cobertura florestal existente no Brasil define o conceito de contínuo florestal, que inclui as florestas nativas conservadas, as atividades de restauração florestal com espécies nativas e também a atividade da silvicultura de espécies nativas e exóticas, voltadas para diversos fins industriais.</p>
<p>Atualmente, são cerca de 500 milhões de hectares de florestas nativas, o equivalente a quase 60% do território nacional.  E isso inclui não apenas a Amazônia, mas também outras formações florestais nos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal e até mesmo nos</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas florestas armazenam vastos estoques de carbono, regulam chuvas e ciclos hídricos, e abrigam uma das maiores biodiversidades do planeta. Além disso, as florestas, principalmente a Amazônica, prestam um serviço ambiental fundamental para a economia brasileira por meio da regularização dos regimes de chuva&#8221;, diz o relatório</p></blockquote>
<h3>Dois cenários para 2035</h3>
<p>O estudo projeta dois cenários para 2035. No cenário base, mantidos níveis médios de desmatamento, o país registraria perda aproximada de 1% no estoque de carbono das formações florestais.</p>
<p>No cenário potencial, com desmatamento ilegal próximo de zero até 2030, expansão da restauração e crescimento da silvicultura, o Brasil poderia gerar um ganho líquido de aproximadamente 1% no estoque de carbono, revertendo a curva histórica de perda florestal.</p>
<p>Esse avanço seria possível sem competir com a produção de alimentos. O levantamento indica que há extensas áreas desmatadas subutilizadas aptas a atender a expansão agropecuária e, simultaneamente, permitir a restauração florestal e o plantio comercial de árvores.</p>
<h3>Código Florestal e instrumentos de mercado</h3>
<p>O país já dispõe de arcabouço legal robusto para proteção das florestas, com destaque para o Código Florestal, que assegura Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais em propriedades rurais. Estima-se que 215 milhões de hectares estejam conservados ou reflorestados em imóveis rurais voltados à produção de alimentos.</p>
<p>O estudo também aponta mecanismos financeiros promissores para escalar a conservação, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, TFFF, e o REDD+ Jurisdicional. Ao lado desses instrumentos, políticas de comando e controle combinadas com ordenamento territorial já demonstraram eficácia histórica, como ocorreu entre 2004 e 2012, quando o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 80%.</p>
<h3>Restauração e silvicultura em expansão</h3>
<p>A restauração florestal com espécies nativas desponta como nova fronteira econômica, atraindo capital privado e podendo alcançar milhões de hectares até 2035.</p>
<p>Já a silvicultura de espécies exóticas, considerada a mais competitiva do mundo, deve expandir sua área plantada de 4 milhões para até 6,2 milhões de hectares na próxima década, sobretudo em áreas anteriormente degradadas.</p>
<p>Além da captura de carbono, as florestas brasileiras exercem papel crucial na regulação do regime de chuvas, na segurança hídrica, na produção agrícola e na conservação da biodiversidade.</p>
<p>Para os autores, consolidar o protagonismo brasileiro exige combinar proteção efetiva contra o desmatamento ilegal, ampliação da restauração, fortalecimento da bioeconomia e criação de mecanismos financeiros capazes de transformar o capital natural em ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Produção de açaí cresce 68%, mas exige coordenação para virar referência global sustentável</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/producao-de-acai-cresce-68-mas-exige-coordenacao-para-virar-referencia-global-sustentavel/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/producao-de-acai-cresce-68-mas-exige-coordenacao-para-virar-referencia-global-sustentavel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 12:18:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=39962</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/acai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo do projeto Amazônia 2030 analisa o crescimento, os gargalos e o futuro do setor de beneficiamento e exportação do açaí na região amazônica. O relatório, intitulado “Mesas Executivas de Exportação: O Panorama do Açaí”, aponta que o fruto símbolo da bioeconomia amazônica vive um momento decisivo, combinando expansão acelerada, valorização internacional e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/acai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo do projeto Amazônia 2030 analisa o crescimento, os gargalos e o futuro do setor de beneficiamento e exportação do açaí na região amazônica. O relatório, intitulado “Mesas Executivas de Exportação: O Panorama do Açaí”, aponta que o fruto símbolo da bioeconomia amazônica vive um momento decisivo, combinando expansão acelerada, valorização internacional e riscos crescentes que exigem coordenação entre produtores, governo e sociedade civil.</p>
<p>Produzido pelos pesquisadores Salo Coslovsky, Manuele Lima e Amanda Martins, o documento servirá de base para a criação da Mesa Executiva de Beneficiamento do Açaí, iniciativa articulada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA).</p>
<p>Segundo o estudo, o Brasil produziu 1,93 milhão de toneladas de açaí em 2023, um aumento de 68% desde 2015. A produção industrial de polpas cresceu 17 vezes em uma década, refletindo a forte demanda nacional e internacional. As exportações atingiram US$ 140 milhões em 2024, com o produto brasileiro presente em mais de 30 países.</p>
<p>O Pará responde por 80% da produção nacional, concentrada no entorno de Belém e do arquipélago do Marajó, uma liderança que gera vantagens competitivas, mas também expõe o setor a riscos logísticos, trabalhistas e ambientais.</p>
<h3>Oportunidades e riscos para o futuro do açaí</h3>
<p>A análise aponta três oportunidades estratégicas:</p>
<ul>
<li>Aumentar a produtividade agrícola, que hoje é de 7 toneladas por hectare no Pará, podendo chegar a 15 toneladas com manejo tecnificado;</li>
<li>Ampliar a participação nas exportações, que ainda representam apenas 2,5% a 4,5% da produção total;</li>
<li>Fortalecer a coordenação entre produtores, reduzindo custos, melhorando a qualidade e protegendo o setor da concorrência nacional e internacional, especialmente de Colômbia, Peru e Equador, que avançam sobre esse mercado.</li>
</ul>
<p>O estudo também chama atenção para seis desafios estruturais:</p>
<ul>
<li>Condições de trabalho, com denúncias que ameaçam o acesso a mercados premium;</li>
<li>Pressões ambientais, ligadas à “açaização” de grandes áreas;</li>
<li>Lacunas regulatórias, que geram insegurança tributária e sanitária;</li>
<li>Falta de monitoramento de safra, que compromete o planejamento produtivo;</li>
<li>Necessidade de inovação tecnológica, do campo ao beneficiamento;</li>
<li>Acesso da população local, pressionado pela alta dos preços do açaí.</li>
</ul>
<blockquote><p>“O setor construiu, ao longo das últimas décadas, uma posição de liderança baseada em vantagens naturais e conhecimento acumulado. Mas transformar esse sucesso em uma diferenciação sustentável exige ação coletiva”, afirma Salo Coslovsky. “A Mesa Executiva pode coordenar esforços, definir padrões de qualidade e consolidar o açaí como referência global em produto florestal sustentável&#8221;.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/producao-de-acai-cresce-68-mas-exige-coordenacao-para-virar-referencia-global-sustentavel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Combate ao desmatamento reduz a criminalidade na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/combate-ao-desmatamento-reduz-a-criminalidade-na-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/combate-ao-desmatamento-reduz-a-criminalidade-na-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 14:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[criminalidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=39831</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/fiscalizacao33-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Combater o desmatamento não só protege a floresta, como também salva vidas. A conclusão é do novo estudo do projeto Amazônia 2030 &#8211; “Combater o desmatamento reduz a criminalidade na Amazônia“. A pesquisa mostra que o fortalecimento da fiscalização ambiental, especialmente a partir do sistema de monitoramento por satélite DETER, implementado em 2006, reduziu em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/fiscalizacao33-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Combater o desmatamento não só protege a floresta, como também salva vidas. A conclusão é do novo estudo do projeto Amazônia 2030 &#8211; “Combater o desmatamento reduz a criminalidade na Amazônia“. A pesquisa mostra que o fortalecimento da fiscalização ambiental, especialmente a partir do sistema de monitoramento por satélite DETER, implementado em 2006, reduziu em cerca de 15% o número de homicídios na região, o equivalente a 1.477 mortes evitadas por ano.</p>
<p>Os resultados indicam que políticas ambientais eficazes funcionam também como políticas de segurança pública, com impacto direto sobre conflitos fundiários, expansão de mercados ilegais e atuação do crime organizado nas fronteiras do desmatamento.</p>
<p>Enquanto o Brasil reduziu suas taxas de homicídio na última década, a Amazônia seguiu trajetória oposta. De 2006 a 2016, os municípios amazônicos viram a violência explodir: a taxa de homicídios subiu de 33,1 para 52,1 por 100 mil habitantes, aumento de 57,3%, muito acima do restante do país.</p>
<p>O estudo explica que essa violência tem características próprias: ocorre majoritariamente em áreas rurais, próximas a frentes de desmatamento, garimpo ilegal, grilagem e exploração madeireira, territórios onde o estado historicamente exerce pouca presença.</p>
<p>O estudo conduzido pelos pesquisadores Rafael Araújo, Vítor Possebom e Gabriela Sett, identificou um elo direto entre fiscalização ambiental e queda da violência.</p>
<p>Com monitoramento em tempo real e aplicação rápida de multas ambientais, a presença do estado aumenta, elevando custos para atividades ilegais e reduzindo o espaço de atuação de redes criminosas. O estudo mostra que cada multa aplicada reduz, no ano seguinte, 0,73 homicídio por 100 mil habitantes, e que municípios mais fiscalizados apresentam menor probabilidade de registrar violência letal.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essa sobreposição entre atividades ilegais e violência letal cria um ciclo autossustentado: mais desmatamento → mais disputa por terras → mais violência → mais poder para organizações criminosas. Políticas de fiscalização ambiental têm potencial de interromper esse ciclo&#8221;, diz o estudo.</p></blockquote>
<p>Além disso, a pesquisa estima que os benefícios sociais da violência evitada chegam a US$ 2,3 bilhões por ano, enquanto o custo operacional dos órgãos responsáveis pelo DETER gira em torno de US$ 622 milhões. O retorno social é de 3,7 vezes o investimento, sem contar ganhos ambientais, como redução de emissões de carbono e proteção da biodiversidade.</p>
<p>Para os autores, os resultados deixam claro que políticas ambientais eficazes devem ser tratadas também como políticas de segurança pública. Eles recomendam integrar ações de conservação e de combate ao crime, especialmente em territórios críticos onde desmatamento, mercados ilegais e violência avançam juntos.</p>
<p>Isso inclui fortalecer operações coordenadas entre órgãos ambientais, forças policiais e estruturas locais de governança, priorizando regiões com maior incidência de conflitos e pressão de atividades ilegais.</p>
<p>O estudo destaca ainda a necessidade de reforçar a capacidade operacional do Ibama, ICMBio e órgãos estaduais, ampliando equipes, tecnologia e presença territorial. Investir em fiscalização ambiental, mostram os autores, é investir em estabilidade institucional, redução de homicídios e desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Políticas de monitoramento, comando e controle têm potencial para interromper ciclos de violência rural e consolidar a presença do estado em áreas historicamente vulneráveis.</p>
<p>A análise confirma uma mensagem central: proteger a floresta é também proteger vidas. Em uma região marcada por fragilidade institucional e redes ilegais, o monitoramento e a ação do estado têm capacidade comprovada de reduzir homicídios, conter mercados ilícitos e promover desenvolvimento sustentável.</p>
<blockquote><p>&#8220;A experiência com o DETER evidencia que proteger a floresta e proteger vidas são objetivos complementares, não concorrentes. Em um território historicamente marcado por fragilidade institucional e mercados ilegais, a presença ativa do estado, por meio da fiscalização ambiental, tem efeitos amplos e profundos: reduz homicídios, desarticula redes criminosas e reforça o controle institucional sobre áreas estratégicas&#8217;, aponta o estudo.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/combate-ao-desmatamento-reduz-a-criminalidade-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agropecuária acumula perdas de mais de R$ 250 milhões com secas e incêndios</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/agropecuaria-acumula-perdas-de-mais-de-r-250-milhoes-com-secas-e-incendios/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/agropecuaria-acumula-perdas-de-mais-de-r-250-milhoes-com-secas-e-incendios/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 17:31:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Climate Policy Initiative]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[rios voadores]]></category>
		<category><![CDATA[secas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=37716</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/incendio-parque-nacionall_mcamgo_abr_16092024-3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Floresta Amazônica, responsável por irrigar com seus &#8220;rios voadores&#8221; as maiores lavouras e pastagens do Brasil, está em colapso. O resultado é um prejuízo acumulado de mais de R$ 250 bilhões para a agropecuária do país nos últimos anos, provocado pela combinação letal de falta de chuvas, incêndios florestais e o impacto do desmatamento, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/incendio-parque-nacionall_mcamgo_abr_16092024-3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Floresta Amazônica, responsável por irrigar com seus &#8220;rios voadores&#8221; as maiores lavouras e pastagens do Brasil, está em colapso. O resultado é um prejuízo acumulado de mais de R$ 250 bilhões para a agropecuária do país nos últimos anos, provocado pela combinação letal de falta de chuvas, incêndios florestais e o impacto do desmatamento, que desregula o clima.</p>
<p>É o que revela um novo estudo do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) e do projeto Amazônia 2030, divulgado nesta sexta-feira (10).</p>
<p>O montante acumulado de perdas devido à seca entre 2013 e 2022 foi de cerca de R$ 186 bilhões na produção agrícola e de R$ 64 bilhões na pecuária, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) citados no estudo. Os pesquisadores alertam que novos episódios de seca, entre 2023 a 2024, indicam que os prejuízos podem ser muito maiores.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao regular os regimes de chuva em todo o país, a Floresta Amazônica constitui um ativo estratégico para a produtividade nacional. A escassez de água já afeta a geração de eletricidade, a agropecuária, o transporte hidroviário, o abastecimento urbano e até a resiliência a incêndios, com prejuízos que somam bilhões de reais&#8221;, diz o relatório.</p></blockquote>
<h3>Incêndios e o El Niño</h3>
<p>Os incêndios de 2024 representaram uma perda de R$ 14,7 bilhões, sendo R$ 8 bilhões na pecuária e pastagens, e R$ 2,7 bilhões em áreas de cana-de-açúcar.</p>
<p>No ano passado, o fogo queimou mais de 30,8 milhões de hectares no país, um crescimento de 79% no comparativo anual, afetando cerca de 18,9 milhões de pessoas. Esse aumento expressivo foi associado à ocorrência do fenômeno climático El Niño.</p>
<p>A Amazônia foi o bioma mais afetado pelos incêndios, impulsionado pelas chuvas abaixo do nível histórico.</p>
<h3>O impacto nos rios voadores</h3>
<p>O estudo ressalta a vulnerabilidade da agricultura brasileira. Com base em dados de 2022, apenas 13% da área agrícola do país contava com irrigação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com isso, a agricultura brasileira se torna vulnerável a alterações nos regimes de chuva. De fato, perdas significativas têm sido observadas em razão da ocorrência de secas&#8221;, pontua o relatório.</p></blockquote>
<p>A falta de chuva está diretamente ligada ao desmatamento e aos rios voadores. Em seu ciclo natural, a floresta amazônica transporta umidade por correntes de vento que caem em forma de chuva em outras regiões do continente. A água da chuva que cai na floresta é, em parte, devolvida à atmosfera pela evapotranspiração, carregando umidade que é redistribuída.</p>
<p>No entanto, a perda de vegetação causada pelo desmatamento faz com que a floresta perca a capacidade de recarregar a atmosfera, reduzindo o volume de chuvas ao longo do caminho dos ventos.</p>
<p>Esses danos aos rios voadores comprometem a capacidade da vegetação de resistir ao fogo. A análise alerta para a interseção abrangente entre a trajetória dos rios voadores e as principais regiões da agropecuária brasileira.</p>
<p>Neste contexto, os pesquisadores enfatizam que a redução do volume de chuvas, associada à baixa cobertura de irrigação, contribui para as perdas registradas pelo agro durante os períodos de estiagem.</p>
<p>Políticas públicas</p>
<p>O relatório é enfático ao dizer que o Brasil já demonstrou ter capacidade de proteger a floresta ao desenvolver um arcabouço eficaz de combate ao desmatamento. Políticas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), a priorização de municípios para ações de prevenção, monitoramento e controle, e a concessão de créditos condicionados à regularização ambiental reduziram substancialmente a destruição do bioma.</p>
<p>O estudo afirma que, entre 2004 e 2014, a taxa de desmatamento foi reduzida em aproximadamente cinco vezes. Contudo, essa trajetória foi interrompida: entre 2014 e 2021, o desmatamento mais do que duplicou. Após 2021, as taxas voltaram a cair pela metade (46%).</p>
<p>Para os pesquisadores, a adoção de políticas de combate ao desmatamento não pode ficar submetida a ciclos políticos; deve ser um esforço contínuo para a proteção da floresta.</p>
<blockquote><p>&#8220;O desmatamento da Amazônia, além de acarretar profundos impactos ambientais, climáticos e de perda de biodiversidade, é uma ameaça à economia brasileira. A proteção da Floresta Amazônica precisa ser estrategicamente encarada como prioridade nacional&#8221;, diz o texto.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/agropecuaria-acumula-perdas-de-mais-de-r-250-milhoes-com-secas-e-incendios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Restauração florestal: Veja o potencial econômico e ambiental no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-veja-o-potencial-economico-e-ambiental-no-para/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-veja-o-potencial-economico-e-ambiental-no-para/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2023 12:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Bragantina]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[sudeste paraense]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=13361</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Acará-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia pode salvar a própria Amazônia. Isso é o que aponta o estudo sobre a restauração de áreas prioritárias da floresta, desenvolvido pelos pesquisadores Bernardo Strassburg, Paulo Branco e Álvaro Iribarrem. A pesquisa mostra que, se apenas 10% da área degradada da Amazônia fosse restaurada de forma otimizada, uma receita de até R$ 132 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Acará-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia pode salvar a própria Amazônia. Isso é o que aponta o estudo sobre a restauração de áreas prioritárias da floresta, desenvolvido pelos pesquisadores Bernardo Strassburg, Paulo Branco e Álvaro Iribarrem. A pesquisa mostra que, se apenas 10% da área degradada da Amazônia fosse restaurada de forma otimizada, uma receita de até R$ 132 bilhões poderia ser gerada, abrindo novas possibilidades de financiamentos com essa receita.</p>
<p>Isso ocorreria porque, com a restauração priorizada destes 10%, equivalente a aproximadamente 5,7 milhões de hectares, cerca de 2,6 bilhões de toneladas de Co2 seriam retirados da atmosfera.</p>
<blockquote><p>“Se você comercializa esse potencial crédito de carbono vindo dessas áreas, por exemplo, você tem um cenário que é bom para muita coisa ao mesmo tempo. Ou seja: você gera receita a partir de carbono obtido com a restauração”, afirma Strassburg, que é diretor executivo do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). Ele ainda argumenta que é possível usufruir desse dinheiro em benefício da própria floresta.</p>
<p>“A gente sabe que mais ou menos metade desse valor seria destinado aos fazendeiros por custo de restauração, para os locais e para quem faz essa restauração. Mas ainda sobra 50%, são R$ 66 bilhões. Esse valor poderia ser usado para investir em política pública, para financiar programas de desenvolvimento sustentável, para buscar caminhos mais sustentáveis para o desenvolvimento da própria Amazônia”, defende o pesquisador.</p></blockquote>
<p>A recuperação de áreas desmatadas e degradadas é uma prioridade para a superação de desafios globais, como a mitigação das mudanças do clima. No Brasil, a meta estabelecida através do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg, 2017) é de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa em todos os biomas brasileiros até 2030. Se considerarmos que a Amazônia Legal brasileira ocupa quase 60% do território nacional (IBGE, 2019), a recuperação florestal da região deve ser vista como uma questão, sobretudo, estratégica, tendo em vista as elevadas taxas de desmatamento e o alto potencial de regeneração natural do bioma.</p>
<p>Os resultados do estudo, entretanto, mostram que a restauração isolada, sem o planejamento de áreas prioritárias, pode ser uma escolha nada inteligente.</p>
<blockquote><p>“Um estudo anterior ao nosso mostra que se restaurar 10% da Amazônia sem priorização, sem planejamento, o processo é muito menos eficiente. O custo é até 10 vezes mais efetivo se você seguir a priorização”, ressalta Strassburg.</p></blockquote>
<p>Ele ainda aponta que, se os gestores escolherem apenas pelo fator de custo, ou seja, por onde seria mais barato restaurar, ao invés de ir para fatores como clima ou biodiversidade, o resultado dessa restauração pode ser oito vezes menor.</p>
<p>“Então, com o mesmo trabalho, ao invés de retirar 2,6 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera, como se fôssemos pelas áreas prioritárias, conseguiríamos apenas 330 milhões de toneladas. Estamos falando da mesma área, ainda restaurando os 10% do que foi perdido, a mesma dimensão de esforço, mas em locais diferentes por conta da prioridade”, destaca o diretor do IIS.</p>
<h3>Onde estão as áreas prioritárias?</h3>
<div class="elementor-element elementor-element-67fc3d2 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="67fc3d2" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<p>Como resultado, a pesquisa conclui que há áreas prioritárias por toda a Amazônia. Algumas são mais importantes para a conservação da biodiversidade, clima, impacto social e, em alguns casos, são importantes para todos esses fatores juntos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os resultados mostram que a restauração em regiões próximas a calha e foz do rio Amazonas, <strong>Bragantina</strong>, no Pará, e Colíder, no Mato Grosso são de altíssima importância para a conservação da biodiversidade, enquanto que o <strong>sudeste paraense</strong>, nordeste mato-grossense e região de Ji-Paraná em Rondônia têm alto potencial para sequestro de carbono”, destaca Strassburg, acrescentando que “tais regiões também seriam prioritárias para impactos socioeconômicos”.</p></blockquote>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-46dce90 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="46dce90" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<p>Os mapas elaborados pela pesquisa também apontam por onde começar a implementação da recuperação, levando em conta os diferentes cenários descritos. É possível perceber, a partir da delimitação por estados, que há regiões de alta prioridade em toda a Amazônia.</p>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-42cd02d elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="42cd02d" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<p>“É interessante notar que todos os estados Amazônicos possuem regiões de altíssima prioridade para estes três critérios, reforçando a mensagem de que todos podem contribuir e se beneficiar de um programa de restauração em larga escala em áreas prioritárias”.</p>
<p><a href="https://amazonia2030.org.br/o-projeto/" target="_blank" rel="noopener"><em>Fonte: Amazônia 2030</em></a></p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-veja-o-potencial-economico-e-ambiental-no-para/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estudo traça caminhos para uma urbanização sustentável das cidades amazônicas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/estudo-traca-caminhos-para-uma-urbanizacao-sustentavel-das-cidades-amazonicas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/estudo-traca-caminhos-para-uma-urbanizacao-sustentavel-das-cidades-amazonicas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 13:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[urbanização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=22075</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/maraba-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia está cada vez mais urbana. Atualmente, as cidades abrigam 76% de toda a população da região. No entanto, apesar desse crescimento, as cidades amazônicas enfrentam desafios significativos em termos de qualidade de vida em comparação com as áreas urbanas do restante do Brasil. Questões como a escassez de saneamento básico, problemas de mobilidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/maraba-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia está cada vez mais urbana. Atualmente, as cidades abrigam 76% de toda a população da região. No entanto, apesar desse crescimento, as cidades amazônicas enfrentam desafios significativos em termos de qualidade de vida em comparação com as áreas urbanas do restante do Brasil.</p>
<p>Questões como a escassez de saneamento básico, problemas de mobilidade urbana e a baixa cobertura de arborização urbana têm afetado as comunidades urbanas da região.</p>
<p>De acordo com o estudo <a href="https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Cidades-Amazonicas-um-chamado-a-acao.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Cidades Amazônicas: um chamado à ação”</a>, realizado pelo projeto Amazônia 2030, a urbanização mais recente da região, que ocorreu ao longo das rodovias, resultou em uma distribuição irregular das cidades pelo território, com poucas cidades de médio porte e uma profusão de cidades menores.</p>
<p>A falta de uso adequado de instrumentos de planejamento, diz a pesquisa, também contribuiu para o crescimento desordenado das cidades amazônicas.</p>
<h3>Os caminhos sustentáveis</h3>
<p>Por isso, o desenvolvimento da Amazônia depende, em grande medida, da melhoria das condições de vida nas cidades, onde a grande maioria da população está concentrada.</p>
<p>E, assim como a melhoria da educação, do transporte público, da infraestrutura de internet de banda larga e da segurança pública são fatores essenciais para atrair e reter capital humano nas cidades, não se pode perder de vista os princípios bioclimáticos, especialmente diante das crescentes mudanças climáticas.</p>
<p>O estudo sugere que arborização urbana e a preservação das áreas de floresta remanescentes devem ser priorizadas em uma região caracterizada por seu clima quente e úmido. A hidrografia amazônica, muitas vezes negligenciada no planejamento urbano, também oferece oportunidades valiosas para o transporte, paisagismo e funções ecológicas nas zonas ribeirinhas das cidades.</p>
<h3>Bienal do Urbanismo</h3>
<p>A busca por uma urbanização mais sustentável na região, de acordo com a pesquisa, está sendo impulsionada por um movimento crescente em prol do aprimoramento das cidades amazônicas. Esse movimento se manifesta por meio de iniciativas culturais, exposições, fóruns e congressos regionais, nacionais e internacionais sobre urbanismo.</p>
<p>Dentre as ações sugeridas, destaca-se a proposta de realizar a “Bienal do Urbanismo para a Amazônia”. Essa iniciativa contribuiria para identificar e ampliar as boas práticas já realizadas por profissionais e instituições, tanto dentro quanto fora da Amazônia. Além disso, permitiria o intercâmbio com cidades de outros países amazônicos. A “Bienal do Urbanismo para a Amazônia” poderia ser realizada de forma alternada em diferentes cidades da região.</p>
<p><em>Fonte: Amazônia 2030</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/estudo-traca-caminhos-para-uma-urbanizacao-sustentavel-das-cidades-amazonicas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Metade do desmatamento dos últimos 2 anos na Amazônia ocorreu em terra pública</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/metade-do-desmatamento-dos-ultimos-2-anos-na-amazonia-ocorreu-em-terra-publica/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/metade-do-desmatamento-dos-ultimos-2-anos-na-amazonia-ocorreu-em-terra-publica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Feb 2022 15:03:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=8048</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/greenpeace-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Historicamente, o desmatamento na Amazônia brasileira representa uma fonte significativa de emissões de gases do efeito estufa, além da enorme perda de biodiversidade, sendo essa uma preocupação global. Mais de 60% das florestas na Amazônia estão localizadas em terras públicas, mas o Brasil há anos tem sido leniente com a apropriação desse patrimônio, que hoje [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/greenpeace-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="elementor-element elementor-element-bc77949 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="bc77949" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<p>Historicamente, o desmatamento na Amazônia brasileira representa uma fonte significativa de emissões de gases do efeito estufa, além da enorme perda de biodiversidade, sendo essa uma preocupação global. Mais de 60% das florestas na Amazônia estão localizadas em terras públicas, mas o Brasil há anos tem sido leniente com a apropriação desse patrimônio, que hoje é alvo de organizações criminosas, grileiros, responsáveis por grande parte do desmatamento na maior floresta tropical do planeta.</p>
<p>Um novo estudo do projeto Amazônia 2030 confirma a gravidade da situação: metade do desmatamento que ocorreu nos últimos dois anos, se deu em terra pública, conforme publicada no site do <a href="https://amazonia2030.org.br/destinacao-de-florestas-publicas-um-meio-de-combate-a-grilagem-e-ao-desmatamento-ilegal-na-amazonia/?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=16022022-ClimaInfo-Newsletter" target="_blank" rel="noopener">portal</a> na terça-feira, 15/02.</p>
<p>Segundo o trabalho, a taxa de desmatamento não apenas cresceu, mas o perfil de destruição também mudou.</p>
<blockquote><p>“Se no passado, as derrubadas ilegais ocorriam preferencialmente nos limites de imóveis rurais, estas agora se concentram, majoritariamente, em terras públicas”, afirma Paulo Moutinho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) que conduziu o trabalho.</p></blockquote>
<p>Em 2019, por exemplo, mais de 50% de todo desmatamento esteve concentrado em florestas públicas, atingindo unidades de conservação, terras indígenas e, em especial, nas chamadas “florestas públicas não destinadas”, áreas que cobrem atualmente cerca de 56.5 milhões de hectares, mais de duas vezes o tamanho do estado de São Paulo.</p>
<p>Entre 2019 e 2021, quase 30% do desmatamento anual ocorreu em áreas de floresta pública não destinada.</p>
<p>“Este avanço do desmate em terras públicas tem sido resultado direto da explosão da grilagem na região. É urgente, portanto, que a grilagem em larga escala, que atinge as florestas em terras públicas, seja interrompida imediatamente”, ressalta Paulo Moutinho. “O governo precisa destinar essas áreas como medida para baixar rapidamente as taxas de desmatamento na região”, completa.</p>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-2945b0e elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="2945b0e" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<h3><b>Cadastro ambiental rural ainda é gargalo </b></h3>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-5c9353a elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="5c9353a" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<p>O Cadastro Ambiental Rural (CAR) representa uma ferramenta importante para a regularização ambiental dos imóveis rurais no País e é uma conquista da sociedade brasileira, pois permite a identificação tanto daqueles detentores de terras regulares, como os irregulares. No entanto, a validação destes CARs continua sendo um gargalo, pois sua ausência acaba ajudando no processo do seu uso pelos invasores de terra pública.</p>
<p>O estudo do IPAM também mostrou que mais da metade do desmatamento até 2020 em áreas de floresta pública não destinada ocorreu em áreas registradas no CAR — cerca de 16 milhões de hectares, dos 56.5 milhões existentes.</p>
<p>Pelo menos 45% desses registros têm mais do que 15 módulos fiscais, o que é um forte indicativo de que eles estão relacionados à grilagem de terras.</p>
<blockquote><p>“É urgente que os Estados cancelem ou inativem esses CARs declarados sobre terra pública, o que é algo, em boa medida, simples do ponto de vista normativo”, sugere Paulo Moutinho.</p></blockquote>
<p>O relatório também mostra que 75% das terras públicas griladas e desmatadas são convertidas a pastagens e estas permanecem vários anos como pasto.</p>
<p>“O grileiro, contudo, não produz carne, mas usa o gado como zelador do grilo. Algo que também prejudica o pecuarista sério”, observa Paulo Moutinho. O problema se agrava porque pelo menos 20% das terras públicas griladas são abandonadas depois de desmatadas e griladas.</p>
<p>“A maior parte está em regeneração florestal, mas sem chance de recuperar a floresta que existia anteriormente, pois são florestas secundárias que pegam fogo quase que anualmente”, lamenta.</p>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-5c3b28b elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="5c3b28b" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix"><em>Fonte: Portal Amazônia 2030</em></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/metade-do-desmatamento-dos-ultimos-2-anos-na-amazonia-ocorreu-em-terra-publica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Benevides recebe fábrica de polpa de açaí com produção de 6 mil toneladas por safra</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/benevides-recebe-fabrica-de-polpa-de-acai-com-producao-de-6-mil-toneladas-por-safra/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/benevides-recebe-fabrica-de-polpa-de-acai-com-producao-de-6-mil-toneladas-por-safra/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Nov 2021 20:18:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[Benevides]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia de frio]]></category>
		<category><![CDATA[fábrica]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Zeppone]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=6206</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/fabrica-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Grupo Empresarial Zeppone inaugurou, nesta quarta-feira, 17/11, uma nova unidade industrial no município de Benevides, na Região Metropolitana de Belém. Com sede na cidade de Japurá (PR), o grupo é dono de empresas voltadas para o ramo de comercialização de alimentos e produção de polpas de frutas brasileiras, entre elas o açaí. Em Benevides, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/fabrica-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Grupo Empresarial Zeppone inaugurou, nesta quarta-feira, 17/11, uma nova unidade industrial no município de Benevides, na Região Metropolitana de Belém. Com sede na cidade de Japurá (PR), o grupo é dono de empresas voltadas para o ramo de comercialização de alimentos e produção de polpas de frutas brasileiras, entre elas o açaí.</p>
<p>Em Benevides, a fábrica vai ocupar uma área de mais de 20 hectares, com expectativa de produção superior a 6 mil toneladas de açaí, por safra, e geração baixa de empregos diretos, aproximadamente, 50, e 200 indiretos na primeira etapa da implantação.</p>
<p>Com foco na verticalização da produção de açaí e na exportação do produto para outras regiões do Brasil e exterior, o empreendimento recebeu o apoio do governo do Estado para viabilizar os investimentos para o projeto e garantia de crédito.</p>
<h3>Desafios</h3>
<p>Segundo pesquisa da <a href="https://amazonia2030.org.br/o-projeto/" target="_blank" rel="noopener">Amazônia 2030</a>, o mercado global de açaí hoje é estimado em US$ 720 milhões (em 2019) e a sua comercialização tem crescido a uma taxa média de 12,6% ao ano. A previsão é que esse mercado alcance US$ 2,1 bilhões até 2025.</p>
<p>No levantamento, os entrevistados identificaram desafios críticos para o desenvolvimento do mercado, tais como a adoção de tecnologias que permitam evitar a dependência do açaí da cadeia do frio, ou seja, o conjunto de técnicas e arranjos logísticos que acompanham os produtos refrigerados, da produção ao consumo. Isso porque do açaí é possível produzir vários outros produtos, como purê, pó, óleo, scrub de açaí, usando o caroço, para a linha de cosmético. O caroço, aliás, tem sido pesquisado e testado em vários campos da economia, como construção civil e energia.</p>
<p>Para Mario Oppata, diretor da CAMTA de Tomé Açu, a mais antiga e mais estruturada cooperativa da Amazônia, o boom do açaí no Japão foi em 2015 e agora inicia o da Europa e de outros países asiáticos. Ele questiona &#8220;até quando que vamos ficar vendendo polpa? A gente agora está partindo para sorbet, pois o mercado de São Paulo está absorvendo uma grande quantidade&#8221;, disse o produtor na pesquisa da Amazônia 2030.</p>
<p>A preocupação é de que os investimentos na chamada cadeia do frio de açaí encolham recursos aos extrativistas, que hoje enfrentam o problema da invisibilidade. Não se sabe com exatidão quantos são, onde produzem e quanto produzem.</p>
<p>Entrevistados da pesquisa afirmam que a produção de açaí extrativo seria 4 a 5 vezes superior ao apontado nas estatísticas. Se isso for verdadeiro, o produto extrativista ainda seria responsável pela maior parcela do mercado, ao contrário do que apontam as estatísticas oficiais, levando o total da produção de açaí a aumentar mais de um terço em relação ao que é atualmente considerado.</p>
<p><em>Fonte: própria; Igor Fonseca da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), e Amazônia 2030</em></p>
<p><em><strong>LEIA MAIS:</strong></em><br />
<em><strong>Tudo sobre açaí <a href="https://www.paraterraboa.com/?s=a%C3%A7a%C3%AD" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/benevides-recebe-fabrica-de-polpa-de-acai-com-producao-de-6-mil-toneladas-por-safra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Postos de trabalho na pecuária têm queda de 16% na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/postos-de-trabalho-na-pecuaria-tem-queda-de-16-na-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/postos-de-trabalho-na-pecuaria-tem-queda-de-16-na-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 15:56:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=4895</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/desemprego-pecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste país com quase 15 milhões de desempregados, o campo da nossa terra boa não escapa das desoladoras estatísticas de trabalho. De acordo com o relatório “Dinamismo Recente do Emprego na Amazônia Legal — Agropecuária”, a agropecuária na Amazônia perdeu cerca de 322 mil postos de trabalho, uma queda de 16%, entre 2012 e 2019. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/desemprego-pecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste país com quase 15 milhões de desempregados, o campo da nossa terra boa não escapa das desoladoras estatísticas de trabalho. De acordo com o relatório “Dinamismo Recente do Emprego na Amazônia Legal — Agropecuária”, a agropecuária na Amazônia perdeu cerca de 322 mil postos de trabalho, uma queda de 16%, entre 2012 e 2019. Os agricultores não qualificados foram as maiores vítimas, especialmente os do Pará e Mato Grosso.</p>
<p>Nos sete anos examinados pela equipe do Projeto Amazônia 2030, enquanto os postos de trabalho na agropecuária minguavam, a área ocupada pela atividade cresceu: um aumento de 8,4%, de acordo com dados do MapBiomas. No mesmo período, a região registrou recordes de desmatamento: nos anos analisados, a área desmatada aumentou significativamente de 4.571 km2 para 10.129 km2.</p>
<p>Hoje, no entanto, o setor está entre os que mais ocupam pessoas na Amazônia: 1,7 milhão de trabalhadores, ou 15,9% das pessoas ocupadas. Mas faz uma curva descendente que precisa ser acompanhada com atenção.</p>
<p>A maioria dos ocupados, 81%, por exemplo, é de trabalhadores informais. Além disso, os salários são baixos. Em 2019, o trabalhador da agropecuária recebeu, em média, R$ 829 mensais. Menos da metade da média para a Amazônia Legal, de R$ 1.692.</p>
<p>Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD contínua), o documento é o primeiro de uma série, ainda em preparação, destinada a examinar como se comportaram os empregos e os salários na Amazônia — quais ocupações empregaram mais, e quais mais demitiram — durante o período analisado. A pesquisa é liderada pelo economista Gustavo Gonzaga, da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio).</p>
<p>Abaixo os principais resultados do estudo:</p>
<div class="elementor-element elementor-element-417dab5 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="417dab5" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<ul>
<li>Caiu o número de agricultores não qualificados ocupados na região. Agricultores não qualificados são aqueles cujas atividades não exigem qualificações específicas. Essa foi a categoria que mais perdeu postos de trabalho: uma perda de 59%. Sua diminuição é reflexo da crescente mecanização das lavouras.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-ded47e1 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="ded47e1" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<ul>
<li>Agricultores qualificados também perderam espaço: uma queda de 6,7% no número de trabalhadores ocupados.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-324ed32 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="324ed32" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<ul>
<li>O número de extrativistas florestais em atividade seguiu trajetória semelhante: decréscimo de 28%.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-f4e3e54 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="f4e3e54" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<ul>
<li>O contraste fica à cargo da pecuária. Aumentou o número de pessoas ocupadas pela atividade: um acréscimo de 2%. Tímido, comparado à queda geral no número de pessoas ocupadas.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<div class="elementor-element elementor-element-77bf633 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="77bf633" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="elementor-text-editor elementor-clearfix">
<ul>
<li>Para entender a dinâmica da ocupação da agropecuária na região, é importante olhar para dois Estados em especial: Mato Grosso e Pará. Juntos, eles reúnem 48% do número total de pessoas ocupadas na Amazônia Legal. Têm realidades muito díspares: em 2019, no Mato Grosso, o rendimento médio do trabalhador da agropecuária era de R$ 1.790, 142% maior do que o rendimento médio no Pará (R$ 739), o que provavelmente reflete um grau de mecanização e de qualificação da mão-de-obra superior neste setor no Mato Grosso.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
<p><em>Fonte: Projeto Amazônia 2030</em></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/acai-rende-duas-vezes-mais-por-hectare-que-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>LEIA TAMBÉM: Açaí rende duas vezes mais por hectare que pecuária de corte</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/postos-de-trabalho-na-pecuaria-tem-queda-de-16-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-07-31 09:46:05 by W3 Total Cache
-->