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	<title>Altamira &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Altamira &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Chocolat Xingu encerra edição com público superior a 100 mil pessoas e R$ 25 milhões em negócios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:09:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/chocolaT_xingu-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Chocolat Xingu encerrou a edição com mais de 100 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 25 milhões em negócios fechados. O chef Leo Vilela criou uma estrutura de mais de 100 quilos de chocolate puro inspirada na Copa do Mundo, retratando um cacaueiro abraçando a Taça Fifa. O público pôde visitar uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/chocolaT_xingu-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>
<p data-path-to-node="1,0,0">O Chocolat Xingu encerrou a edição com mais de 100 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 25 milhões em negócios fechados.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0">O chef Leo Vilela criou uma estrutura de mais de 100 quilos de chocolate puro inspirada na Copa do Mundo, retratando um cacaueiro abraçando a Taça Fifa.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0">O público pôde visitar uma mini fábrica de chocolate e um espaço sensorial que reproduzia um sistema agroflorestal.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0">Larissa Ribeiro (Marabá): Ganhou o ouro na categoria principal (Chocolate Intenso) e Antônio Sena (Abaetetuba):<span style="font-size: 14px;"> Levou três prêmios (Chocolate ao Leite, Chocolate Inovação e Produto Derivado). </span><span style="font-size: 14px;">Produtores de Altamira, Medicilândia e Vitória do Xingu também foram premiados.</span></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0">Foram entregues três Licenças Ambientais Rurais (LAR) e o selo de marca registrada no INPI para os &#8220;Bombons Curuaia&#8221;, chocolate do produtor indígena Nilson Curuaia.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,5,0">Marcas locais lançaram produtos criativos, como a linha de premiados da cooperativa Coopatrans (Medicilândia) e os chocolates misturados com frutas nativas (cupuaçu, uxi e piqui) da marca Doralícias (Altamira).</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau de Altamira – Chocolat Xingu encerrou sua edição deste ano com resultados expressivos para a economia e para a cadeia produtiva do cacau paraense. O evento recebeu mais de 100 mil visitantes e gerou cerca de R$ 25 milhões em negócios fechados, consolidando-se como uma das principais vitrines do setor no Estado.</p>
<p>Com programação diversificada, o festival atraiu visitantes de diversos municípios do Pará e de outros estados, reunindo produtores, empreendedores, especialistas e consumidores em torno da valorização do cacau e do chocolate amazônico.</p>
<p>O evento foi financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) e realizado por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e a Prefeitura Municipal de Altamira, com organização da MVU Empreendimentos, criadora da marca Chocolat Festival.</p>
<h3>Copa de chocolate</h3>
<p>Entre as atrações mais aguardadas do último dia esteve a conclusão e a exibição da escultura produzida integralmente em chocolate pelo chef Leo Vilela. Inspirada na Copa do Mundo, a obra retratou um cacaueiro envolvendo a Taça Fifa, utilizando mais de 100 quilos de chocolate puro.</p>
<blockquote><p>“A taça é dourada e o pé de cacau a abraça ao redor. Usamos mais de 100 quilos de chocolate puro na estrutura”, explicou o chef.</p></blockquote>
<figure id="attachment_43194" aria-describedby="caption-attachment-43194" style="width: 704px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-43194" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/copa_chocolate-300x225.webp" alt="" width="704" height="528" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/copa_chocolate-300x225.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/copa_chocolate-768x576.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/copa_chocolate-150x113.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/copa_chocolate-450x338.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/copa_chocolate.webp 860w" sizes="(max-width: 704px) 100vw, 704px" /><figcaption id="caption-attachment-43194" class="wp-caption-text">A escultura este ano fez homenagem à Copa do Mundi. Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap</figcaption></figure>
<p>Outra atração que despertou o interesse dos visitantes foi a experiência sensorial criada pelos organizadores em um espaço que reproduziu um sistema agroflorestal. O público também pôde conhecer uma mini fábrica de chocolate instalada no evento, acompanhando parte do processo de produção.</p>
<h3 data-path-to-node="0">Os premiados de 2026</h3>
<p data-path-to-node="0">No penúltimo dia do Festival aconteceu a premiação dos vencedores do Concurso de Melhor Chocolate Paraense e de Produtos Derivados de Cacau. Os grandes destaques desta edição foram os municípios de Marabá e Abaetetuba.</p>
<p data-path-to-node="0">O produtor Antônio Sena, da marca Cacau Yeshua (Abaetetuba), conquistou três prêmios nas categorias Chocolate ao Leite, Chocolate Inovação e Produto Derivado, enquanto a chef Larissa Ribeiro, da Aorô Chocolate (Marabá), levou o ouro na categoria Chocolate Intenso, a principal da competição.</p>
<figure id="attachment_43195" aria-describedby="caption-attachment-43195" style="width: 711px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-43195" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-300x225.webp" alt="" width="711" height="534" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-300x225.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-1024x768.webp 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-768x576.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-150x113.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-450x338.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu-1200x900.webp 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/premiados_chocolat_xingu.webp 1400w" sizes="(max-width: 711px) 100vw, 711px" /><figcaption id="caption-attachment-43195" class="wp-caption-text">Todos os premiados deste ano do concurso. Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap</figcaption></figure>
<p data-path-to-node="1">Organizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o concurso tradicional também premiou produtores de Altamira, Medicilândia e Vitória do Xingu, evidenciando a força e a diversidade da produção cacaueira no estado.</p>
<h3>Marca registrada para chocolate indígena</h3>
<p>Durante a edição 2026 do Festival Internacional de Chocolat Xingu 2026,  foram entregues três Licenças Ambientais Rurais (LAR) para agricultores familiares atendidos pela Emater, e também o certificado de marca registrada no Instituto Nacional de Produção Industrial (INPI), à produção de chocolate do agricultor indígena, Nilson Curuaia.</p>
<p>Nilson Curuaia afirmou que o momento é significativo e um avanço para representatividade dos povos indígenas dentro do mercado internacional de chocolate.</p>
<p>“Eu procurei a Emater no início deste ano e eles abraçaram o meu sonho. O nome da minha empresa de chocolate leva o nome da minha etnia: Curuaia. E, para mim, é uma honra levar esse nome na minha marca de ‘Bombons Curuaia’ para o mundo inteiro”, disse.</p>
<h3 data-path-to-node="0">Lançamento de marcas</h3>
<p data-path-to-node="0">O Chocolat Xingu mantém a tradição de ser um palco de inovação, com diversas marcas locais lançando produtos que surpreendem o público pelo sabor e criatividade.</p>
<p data-path-to-node="0">Entre os destaques desta edição, a cooperativa Coopatrans, de Medicilândia, apresentou a linha Varietais Transamazônica da Cacaway, composta por quatro chocolates produzidos a partir de amêndoas premiadas nacional e internacionalmente, como a variedade &#8220;Ponta Verde&#8221;, condecorada em Amsterdã.</p>
<p data-path-to-node="1">Outro grande polo de novidades no evento é o estande da marca Doralícias, de Altamira, que apostou na mistura do cacau com frutos típicos da região amazônica.</p>
<p data-path-to-node="1">A empresa lançou opções como chocolate ao leite com cupuaçu, biscoitos artesanais e a &#8220;Tô chocada&#8221; — uma cocada cremosa com chocolate 70% envolta em folha de cacau desidratada —, além de trufas recheadas com sabores exóticos como uxi, piqui e a fruta local gulosa. As iniciativas reforçam o potencial e a qualidade das amêndoas de origem da Transamazônica.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Festival Chocolat Xingu celebra o cacau da Amazônia em Altamira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:29:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/chocolat_xingu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A 5ª edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau de Altamira (Chocolat Xingu), acontece de 11 a 14 de junho, com abertura oficial nesta quinta às 19h, no Centro de Eventos Vilmar Soares, em Altamira (PA). São esperados mais de 100 mil visitantes. O foco do evento é  a valorização do cacau de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/chocolat_xingu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><ul>
<li>
<p data-path-to-node="1,0,0">A 5ª edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau de Altamira (Chocolat Xingu), acontece de 11 a 14 de junho, com abertura oficial nesta quinta às 19h, no Centro de Eventos Vilmar Soares, em Altamira (PA).</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0">São esperados mais de 100 mil visitantes.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0">O foco do evento é  a valorização do cacau de origem da Amazônia e apoio a mais de 400 produtores locais por meio do Funcacau.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,5,0">Mais de 100 estandes, escultura de chocolate em tamanho real, Fórum do Cacau, Cozinha Show, Cozinha Kids, concursos e experiências sensoriais, são algumas das atrações</p>
</li>
</ul>
<p>Altamira recebe,  entre os dias 11 e 14 deste mês, a quinta edição consecutiva do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau (Chocolat Xingu). O evento, que espera atrair mais de 100 mil visitantes, acontece no Centro de Eventos Vilmar Soares e tem sua abertura oficial programada para as 19h de quinta-feira.</p>
<p>Realizado em parceria entre a Prefeitura de Altamira e o Governo do Estado do Pará — por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) —, o festival tem como objetivo principal valorizar o cacau de origem produzido na região amazônica.</p>
<h3><strong>Apoio à cadeia produtiva</strong></h3>
<p>O festival é financiado pelo Funcacau (Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará), órgão coordenado pela Sedap. O fundo viabiliza a participação de mais de 400 produtores locais, cumprindo o papel de estimular e desenvolver a cadeia produtiva do cacau paraense. A organização geral do evento fica por conta da MVU Eventos, criadora da marca Chocolat Festival.</p>
<h3>Destaques da programação</h3>
<p>Durante os quatro dias de feira, o público poderá conferir de perto a versatilidade do cacau em diversas atividades:</p>
<ul>
<li>Feira de Negócios: Mais de 100 estandes com exposição e venda de chocolates e derivados, além de espaço para instituições públicas do setor.</li>
<li>Atividades Interativas: Espaço Cozinha Show, Cozinha Kids, concurso para eleger o melhor chocolate e experiências sensoriais.</li>
<li>Arte em Chocolate: Um atelier exclusivo onde será confeccionada uma escultura em tamanho real feita inteiramente de chocolate.</li>
<li>Conhecimento: Realização do Fórum do Cacau para debater a qualificação e o futuro da cacauicultura.</li>
</ul>
<p>Serviço: Na quinta-feira (11), o evento começa às 19h. De sexta a domingo, o acesso ao público é liberado a partir das 14h. A programação completa está disponível no site oficial da <a href="https://www.sedap.pa.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Sedap</a></p>
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			</item>
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		<title>Chocolate indígena Kunhã Arã fortalece cultura e autonomia financeira no Médio Xingu</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/chocolate-indigena-kunha-ara-fortalece-cultura-e-autonomia-financeira-no-medio-xingu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 16:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate artesanal paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate indígena]]></category>
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		<category><![CDATA[Kunhã Arã]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260522-WA0117-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Indígenas da etnia Juruna, no Médio Xingu, lançaram em Belém o chocolate artesanal Kunhã Arã. Produzido pela Associação Indígena Tubyá, em Altamira, o produto é o primeiro da região a ter todas as etapas da produção realizadas dentro da própria comunidade, desde o cultivo do cacau até a embalagem final das barras. Irasilda Juruna, líder [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260522-WA0117-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Indígenas da etnia Juruna, no Médio Xingu, lançaram em Belém o chocolate artesanal Kunhã Arã. Produzido pela Associação Indígena Tubyá, em Altamira, o produto é o primeiro da região a ter todas as etapas da produção realizadas dentro da própria comunidade, desde o cultivo do cacau até a embalagem final das barras.</p>
<p>Irasilda Juruna, líder do projeto, comenta que a autonomia financeira da comunidade já é um dos grandes sonhos realizados, mas também um legado para todas as 51 famílias da comunidade.</p>
<blockquote><p>“No geral, quanto mais agentes são necessários para beneficiar um produto, menor é o ganho de quem forneceu a matéria-prima. Então ter todas as etapas de produção aqui mesmo ajuda a gente a sonhar com mais oportunidades”, revela.</p></blockquote>
<p>A produção envolve cerca de 19 mil pés de cacau cultivados em Sistemas Agroflorestais (SAFs). Todo o processo, incluindo colheita, fermentação, secagem, torra e fabricação, é conduzido pela própria comunidade, valorizando práticas tradicionais e ingredientes naturais, sem conservantes ou aromatizantes artificiais.</p>
<p>A empreendedora explica que, na fase inicial, oito famílias atuam diretamente na produção do cacau e do chocolate, mas que ela vê oportunidades de impacto muito maiores dentro da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Por enquanto, são oito famílias trabalhando no Kunhã Arã, mas conforme as vendas forem escalando, já temos várias outras pessoas interessadas em trabalhar juntas e ajudar na construção desse sonho”, comenta.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DKiI5e8xwCl/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DKiI5e8xwCl/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por kunhã arã (@kunha_ara)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Lançado em abril durante a última edição do Chocolat Amazônia, em Belém, os produtos chegam ao mercado em três versões: 50%, 70% e 100% cacau. A expectativa inicial é produzir cerca de 50 quilos de chocolate por mês.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DXmrd0ERG8k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DXmrd0ERG8k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por kunhã arã (@kunha_ara)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>“Guerreira da luz, guerreira da vida”</h3>
<p>Irasilda explica o significado do nome da marca enquanto relembra o que o empreendimento significa para os Juruna. Ela explica que seu povo perdeu parte de suas tradições após o contato com não indígenas no século XVIII. De lá para cá, algumas tradições foram preservadas, mas ainda existe muito trabalho a ser feito.</p>
<p>A logomarca traz a figura de uma mulher indígena coroada com um cocar em forma de sol, representando a guardiã da floresta, da partilha e da ancestralidade do cacau, sagrado para o povo Juruna.</p>
<figure id="attachment_42900" aria-describedby="caption-attachment-42900" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42900" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-1024x601.png" alt="" width="814" height="478" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-1024x601.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-300x176.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-768x451.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-150x88.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-450x264.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102.png 1051w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42900" class="wp-caption-text">Identidade visual das embalagens do chocolate Kunhã Arã. Foto: Norte Energia</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Quando vieram com a proposta de valorizar nossa memória ancestral e usar nossa língua e nossos grafismos para criar a marca, a certeza de que estávamos fazendo a coisa certa cresceu ainda mais. O que nós queremos não é só resgatar nossa história, mas deixar marcado na memória de todos que conhecem a Kunhã Arã que estivemos, estamos e permaneceremos aqui, resistindo”, diz.</p></blockquote>
<p>O desenvolvimento do empreendimento contou com apoio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, executado pela Norte Energia.</p>
<p>Entre os investimentos realizados estão a entrega de mais de 11 mil mudas de cacau, assistência técnica, construção de secadores solares e a aquisição de equipamentos fundamentais para a fabricação do chocolate, como o melangê, utilizado no refino do cacau.</p>
<p>Irasilda reforça que acredita no sucesso pleno da marca, lançada em abril, principalmente após ser ‘repaginada’ para atingir públicos ainda maiores e levar a herança juruna em seu DNA.</p>
<blockquote><p>“O (sucesso) que temos hoje na comunidade é inexplicável. Começou com o Chocodjá, antigo nome do chocolate, e logo deu certo, com muita saída. É um projeto voltado para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias. Antes não tínhamos apoio, mas hoje temos parceria em tudo. O que queremos agora é levar nosso produto para outros estados, e até para fora do Brasil” diz.</p></blockquote>
<p>Entre os planos para o futuro está a inserção dos produtos em programas de alimentação escolar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Para a empreendedora, essa chance abre a oportunidade de consolidar a marca como herança do povo Juruna, cumprindo a missão de levar um produto de qualidade à merenda escolar.</p>
<blockquote><p>“Em algumas cidades a criança só faz a refeição completa com a merenda escolar, é importante demais para a gente ajudar a levar uma alimentação saudável de verdade para as crianças. Além disso, isso ajuda a consolidar na cabeça das pessoas nossa marca como uma herança ancestral, um presente dos Juruna de ontem para os Juruna de hoje e amanhã”, declara.</p></blockquote>
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		<title>Pará é a prova que desmate não traz desenvolvimento social, mostra indicador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 14:39:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento social]]></category>
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		<category><![CDATA[Índice do Progresso Social]]></category>
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		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/sao-felix-do-xingu-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará é o estado com os indicadores sociais mais críticos do Brasil — e os dados mostram que isso não é coincidência. Oito dos 20 municípios brasileiros que mais desmataram a Amazônia nos últimos anos são paraenses, e todos eles figuram nas últimas posições do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que avalia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/sao-felix-do-xingu-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará é o estado com os indicadores sociais mais críticos do Brasil — e os dados mostram que isso não é coincidência. Oito dos 20 municípios brasileiros que mais desmataram a Amazônia nos últimos anos são paraenses, e todos eles figuram nas últimas posições do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que avalia os 5.570 municípios do país com base em 57 indicadores sociais e ambientais.</p>
<p>O coordenador do IPS Brasil, Beto Veríssimo, é categórico sobre a ilusão do desenvolvimento gerado pela derrubada da floresta:</p>
<blockquote><p>“Desmatamento não compensa do ponto de vista de qualidade de vida”, disse ao Valor Econômico.</p></blockquote>
<p>O cenário é liderado por São Félix do Xingu, no Pará, município que mais desmatou a Amazônia nos últimos três anos segundo o sistema Prodes, do Inpe. No ranking de qualidade de vida do IPS, a cidade amarga a posição 5.558 — quase no topo das piores do país. Altamira, também em território paraense e segunda colocada em desmatamento, ocupa a posição 5.454. Já Apuí, no Amazonas, terceira no ranking de destruição, ficou no lugar 5.518 do IPS.</p>
<p>Além dos oito paraenses, entre os 20 municípios que mais desmataram a floresta amazônica e que colecionam os piores desempenhos em progresso social, seis ficam no Amazonas, cinco estão em Mato Grosso e um em Rondônia. O melhor deles é a capital rondoniense, Porto Velho, que ainda assim ocupa uma posição baixa (3.718º) e aparece em quinto lugar no desmatamento.</p>
<p>O Pará se destaca negativamente como o estado com os indicadores mais críticos do Brasil. De acordo com Veríssimo, a riqueza gerada não chega à população.</p>
<blockquote><p>“É um Estado que tem mineração industrial, é exportador, tem muita atividade econômica, mas isso não se traduz na qualidade de vida das pessoas”, diz.</p></blockquote>
<p>Com esses índices, o Pará amarga a última posição nacional (27º) no ranking de qualidade de vida, quando o IPS avalia o desempenho médio de todas as unidades da federação. Na mesma ponta oposta da tabela, o estado é acompanhado de perto pelo Maranhão (26º) e pelo Acre (25º).</p>
<p>Em contraste, o topo da lista é ocupado pelo Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina. Fora do eixo dos piores indicadores, o Tocantins lidera o desempenho na região Norte, enquanto a Paraíba se destaca com o melhor resultado do Nordeste.</p>
<h3>Avaliação do bem-estar</h3>
<p>O IPS avalia os resultados na ponta, medindo o bem-estar e não o volume de investimentos ou riqueza.</p>
<blockquote><p>“O que nos interessa é saber se os serviços públicos estão realmente lá”, afirma o coordenador.</p></blockquote>
<p>A metodologia, considerada mais abrangente que o IDH — o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, que analisa apenas renda, educação e saúde — divide os indicadores em três dimensões: necessidades humanas básicas; fundamentos do bem-estar; e oportunidades.</p>
<p>O índice foi desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a iniciativa Amazônia 2030 e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia, com base em metodologia criada em 2013 por pesquisadores de Harvard e do MIT. O Brasil realiza a maior análise regional dessa metodologia no mundo.</p>
<p>Sobre a transição entre os índices, Veríssimo pontua:</p>
<blockquote><p>“O IDH é importante, foi uma inovação. Mas ocorreu uma corrida pela busca de novos índices multidimensionais, corrida que ainda não acabou”.</p></blockquote>
<h3>Abertura de estradas contrata destruição</h3>
<p>O estudo acende um alerta para a mudança na dinâmica da destruição florestal no Amazonas, estado que era um dos mais preservados da região há uma década. Veríssimo contesta os argumentos históricos de preservação baseados apenas na economia da capital amazonense.</p>
<blockquote><p>“O discurso de defesa da Zona Franca era que foi assim que se protegeu a floresta, mas veja agora a quantidade de municípios amazonenses que desmatam”, registra.</p></blockquote>
<p>O pesquisador aponta a infraestrutura de transporte como o estopim para a degradação na região.</p>
<blockquote><p>“E todos, à exceção de Apuí, que é cortada pela Transamazônica, estão na área de influência da BR-319. Essa dinâmica de abertura de estrada na Amazônia é clássica. Toda vez que se abrem estradas na região, contrata-se desmatamento.”</p></blockquote>
<h3>&#8220;Amazônia sofrida&#8221;</h3>
<p>Entre as capitais brasileiras, Curitiba lidera o ranking de progresso social, seguida de Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.</p>
<p>Na análise geral do IPS brasileiro, a constatação é triste: “a Amazônia, do ponto de vista social, de qualidade de vida, é a região mais crítica do Brasil”.</p>
<blockquote><p>“A região da Amazônia Legal é a mais sofrida do Brasil. E quando se olha a situação dos municípios do desmatamento, este cenário é ainda mais crítico. O pano de fundo é que a Amazônia, como um todo, tem um desafio grande de progresso social”, afirma o documento.</p></blockquote>
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		<title>Cidades que mais desmatam têm renda 27% menor que a média nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 17:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/madeira_ilegal1-e1772044064430-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mito de que a derrubada da floresta impulsiona a economia local cai por terra diante dos números. Em Altamira (PA), o município mais extenso do Brasil e líder em desmatamento acumulado entre 2008 e 2022, a realidade é de estagnação: a renda per capita da cidade é de apenas R$ 2.491,17. O dado integra [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/madeira_ilegal1-e1772044064430-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O mito de que a derrubada da floresta impulsiona a economia local cai por terra diante dos números. Em Altamira (PA), o município mais extenso do Brasil e líder em desmatamento acumulado entre 2008 e 2022, a realidade é de estagnação: a renda per capita da cidade é de apenas R$ 2.491,17. O dado integra um levantamento feito pela Folha, que revela que as 50 cidades que mais destroem a vegetação no País têm uma renda 27% inferior à média nacional.</p>
<p>Enquanto o rendimento médio do trabalho no Brasil era de R$ 2.850,64 em 2022, nas cidades campeãs de devastação esse valor cai para R$ 2.092,68. O estudo cruzou dados do sistema Prodes (Inpe) com o censo mais recente do IBGE para mostrar que o rastro da motosserra deixa para trás pobreza e concentração de recursos.</p>
<p>De acordo com o estudo, das 50 cidades no topo do ranking de destruição, 47 apresentam rendimento abaixo da média nacional. Além de Altamira, destaca-se negativamente Lábrea (AM), líder de desmate no Amazonas, com um rendimento de apenas R$ 1.590,46.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apenas três municípios, todos localizados em Mato Grosso, conseguiram superar a média nacional de renda, mas sob forte viés de concentração de terras: Aripuanã (MT): R$ 3.209,40, Nova Bandeirantes (MT): R$ 2.875,32 e Paranatinga (MT): R$ 2.852,79</p>
<p>Nessas cidades, o avanço da soja foi explosivo. Em Paranatinga, a área plantada quadruplicou, saltando de 63 mil para 260 mil hectares entre 2008 e 2022. Já em Aripuanã e Nova Bandeirantes, onde não havia cultivo do grão em 2008, as áreas chegaram a 4.200 e 3.700 hectares, respectivamente.</p>
<h3>A roda econômica que não gira</h3>
<p>Especialistas explicam que esses números positivos de Mato Grosso não significam bem-estar social. Segundo Jaçanan Milani (UFMT), a riqueza fica concentrada nas mãos de poucos fazendeiros. A cientista Luciana Gatti (Inpe) reforça que a agricultura ultramecanizada emprega pouca gente.</p>
<blockquote><p>&#8220;A roda econômica é pequena, porque a agricultura ultramecanizada é uma atividade que emprega pouca gente e cria uma pressão que leva as pessoas a serem pobres nos municípios&#8221;.</p></blockquote>
<p>Patrícia Pinho, diretora do Ipam e autora do IPCC, alerta que o desmatamento gera um &#8220;boom&#8221; temporário de empregos precários para a retirada da madeira, mas logo é sucedido por doenças e violência, sem gerar renda estável.</p>
<p>Além disso, lembra Gatti, a destruição altera o clima.</p>
<blockquote><p> &#8220;O desmatamento significa redução de chuva e aumento de temperatura, e isso impacta diretamente a produção agrícola. As regiões mais desmatadas vão ter um clima mais modificado, desfavorecendo as populações&#8221;, diz Gatti.</p></blockquote>
<h3>Ilegalidade e sonegação</h3>
<p>A análise da Folha também expõe a face oculta dessa economia. Philip Fearnside (Inpa) aponta que o desmatamento alimenta uma economia clandestina e a lavagem de dinheiro. Dados do Plano Clima do governo federal estimam que 74% do desmatamento em imóveis rurais no Brasil em 2022 foi ilegal.</p>
<p>O índice de ilegalidade chega a 50% no Cerrado e a impressionantes 90% na Amazônia.</p>
<p>O levantamento conclui que a destruição florestal, além de ser um crime ambiental e um prejuízo climático, é um modelo econômico falido para quem vive nos territórios.</p>
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		<title>Pará concentra maior número de cidades em iniciativa federal contra desmatamento</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-concentra-maior-numero-de-cidades-em-inciativa-federal-contra-desmatamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:46:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Programa União com Municípios]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/2868_altamira.arquivo-ag-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com a maior concentração de cidades participantes no Programa União com Municípios (UcM), o Pará é a principal vitrine da estratégia federal que estabeleceu escritórios de governança ambiental em 70 localidades da Amazônia em 2025. O estado abriga exemplos emblemáticos, como Altamira — o maior município em extensão do país —, que viu sua área [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/2868_altamira.arquivo-ag-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com a maior concentração de cidades participantes no Programa União com Municípios (UcM), o Pará é a principal vitrine da estratégia federal que estabeleceu escritórios de governança ambiental em 70 localidades da Amazônia em 2025. O estado abriga exemplos emblemáticos, como Altamira — o maior município em extensão do país —, que viu sua área desmatada despencar de 626 km² em 2022 para cerca de 130 km² em 2025, conforme dados do sistema Prodes/Inpe.</p>
<p>A redução acumulada de 65% no desmatamento nas 70 cidades que aderiram voluntariamente ao programa, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o PNUD, supera a média de 50% registrada em toda a Amazônia Legal no mesmo período (2022-2025). O sucesso da iniciativa baseia-se na instalação de escritórios de governança ambiental equipados para o monitoramento em tempo real.</p>
<blockquote><p>“Contar com um espaço dedicado ao monitoramento e à análise de informações ambientais — equipado com computadores, veículos e outros instrumentos — permite que a equipe identifique áreas com indícios de desmatamento e planeje ações de fiscalização mais estratégicas”, afirmou o prefeito de Altamira, Loredan Mello.</p></blockquote>
<h3>Estrutura e investimento</h3>
<p>Instituído pelo Decreto nº 11.687/2023, o UcM forneceu mais de 1.800 equipamentos e suporte técnico às prefeituras. O projeto conta com orçamento de R$ 61 milhões, financiado pelo Fundo Verde para o Clima (GCF) no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, com execução do Funbio e do Ibam.</p>
<blockquote><p>“As lideranças nos municípios são parte fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável e no controle do desmatamento. Quando o Governo do Brasil, estados e prefeituras trabalham juntos, conseguimos mais efetividade nas políticas, além de criar melhores condições de vida para a população”, reforçou André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento do MMA.</p></blockquote>
<h3>Atuação regional</h3>
<p>A estrutura também foi implementada em outros estados. Em Aripuanã (MT), a prefeita Seluir Peixer Reghin afirmou que a disponibilização de dados de satélite e a capacitação técnica ampliaram a capacidade de resposta do município.</p>
<p>No Acre, o vice-prefeito de Feijó, Juarez Leitão, destacou o uso de drones na identificação de focos de queimadas: “Pela primeira vez temos uma equipe mais estruturada. Hoje tem um computador bom, dois laptops, câmera fotográfica, drone, caminhonete. É uma realidade completamente diferente”, relatou.</p>
<p dir="ltr">No ano passado, o Brasil reduziu a área desmatada na Amazônia pelo terceiro ano consecutivo. Os números tornam-se ainda mais expressivos quando analisados apenas os municípios que participam do União com Municípios.</p>
<p class="callout" dir="ltr">Entre 2022 e 2025, enquanto em toda a Amazônia Legal, com 773 municípios, a diminuição acumulada no desmatamento foi de aproximadamente 50%, a redução ultrapassou os 65% nas 70 cidades que aderiram ao programa.</p>
<p>Além do monitoramento, o programa prevê ações de regularização fundiária e ambiental, com recursos que chegam a R$ 800 milhões integrando o Fundo Amazônia.</p>
<p>Segundo a coordenadora-geral do MMA, Nazaré Soares, o objetivo é aliar a fiscalização a projetos de recuperação de vegetação e pagamento por serviços ambientais.</p>
<blockquote><p>“São caminhos para transformar, efetivamente, a vida de quem vive na Amazônia”, concluiu.</p></blockquote>
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		<title>Projeto de R$ 18,45 milhões vai pagar famílias da Terra do Meio pela proteção da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 16:17:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)]]></category>
		<category><![CDATA[Terra do Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Territorio-e-pertencimento_-Rede-Terra-do-Meio-atua-em-uma-area-de-10-milhoes-de-hectares-de-area-protegida-Fellipe-Abreu_ISA-maio-2025-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Após o anúncio da expansão do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Pará, feito durante a COP30, a Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) divulgou nesta semana a construção de uma proposta personalizada para beneficiar 500 famílias indígenas e ribeirinhas da Terra do Meio, no sudoeste do Estado. A proposta central é adaptar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Territorio-e-pertencimento_-Rede-Terra-do-Meio-atua-em-uma-area-de-10-milhoes-de-hectares-de-area-protegida-Fellipe-Abreu_ISA-maio-2025-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Após o <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/para-anuncia-ampliacao-da-politica-de-pagamento-por-servicos-ambientais-na-cop30/" target="_blank" rel="noopener">anúncio da expansão do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Pará</a>, feito durante a COP30, a Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) divulgou nesta semana a construção de uma proposta personalizada para beneficiar 500 famílias indígenas e ribeirinhas da Terra do Meio, no sudoeste do Estado.</p>
<p>A proposta central é adaptar o PSA à realidade de quem vive na região, que abriga Terras Indígenas (TIs) e Reservas Extrativistas (Resex) onde vivem indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares.</p>
<p>Especialistas e governo federal estiveram reunidos em Belém nesta semana para estruturar o novo projeto piloto da região. A iniciativa conta com R$ 18,45 milhões em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), focados em tirar o planejamento do papel e iniciar as operações técnicas</p>
<p>Durante a oficina, foi debatida a importância de criar um modelo que, além de realizar o pagamento, fortaleça a governança local, as atividades produtivas sustentáveis e, principalmente, a autonomia das comunidades.</p>
<p>Desta forma, foi definido que o PSA da Terra do Meio será um projeto personalizado, levando em conta os aspectos técnicos e organizacionais junto às demandas de quem vive no território para facilitar a implantação do PSA em outras TIs e Resexs pelo Pará.</p>
<p>Para a diretora de Bioeconomia da Semas, Mariana Oliveira, o projeto piloto será uma etapa importante para testar soluções adaptadas à realidade local e seus territórios.</p>
<blockquote><p>“A partir de um piloto, o Estado busca testar e estruturar um modelo baseado em evidências e na realidade do território. Esse é um caminho que integra uma estratégia estadual mais ampla de PSA e que também contribui para fortalecer e tornar a bioeconomia ainda mais potente.”</p></blockquote>
<p>As próximas etapas do cronograma, que ainda não foi divulgado, mas é formulado com base em diretrizes nacionais, preveem consultas às lideranças da região para mapear seus principais interesses e necessidades durante a implantação do PSA.</p>
<p><strong>O que a ampliação do PSA anunciada na COP30 prevê:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Mais participação</strong>: O programa saltará de 10 para 48 municípios nas atividades ligadas ao Programa de Atuação Integrada para Territórios Sustentáveis.</li>
<li><strong>Aumento de subvenção</strong>: Os valores de pagamento por hectare foram significativamente reajustados, podendo chegar a quase R$ 3 mil.</li>
<li><strong>Ampliação de área</strong>: O limite de áreas que podem ser beneficiadas foi estendido para 8 hectares.<br />
Novas modalidades: Foram criadas duas novas categorias de PSA – <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-lanca-manual-para-requalificar-pecuaristas-embargados-por-desmatamento/" target="_blank" rel="noopener">requalificação rural</a> e boas práticas na pecuária.</li>
</ul>
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		<title>Altamira ganha Núcleo de Atendimento ao Produtor para impulsionar a pecuária sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 18:50:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Núcleo de Atendimento ao Produtor]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/agropecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo do Pará entregou à população de Altamira, na semana passada, o espaço físico do Núcleo de Atendimento aos Produtores e Criadores (NAP). A escolha do município é estratégica, já que a região detém o quarto maior rebanho bovino do estado.  O principal objetivo da iniciativa é reduzir a distância entre os serviços técnicos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/agropecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo do Pará entregou à população de Altamira, na semana passada, o espaço físico do Núcleo de Atendimento aos Produtores e Criadores (NAP). A escolha do município é estratégica, já que a região detém o quarto maior rebanho bovino do estado.  O principal objetivo da iniciativa é reduzir a distância entre os serviços técnicos estaduais e os pequenos produtores, garantindo orientação especializada, auxílio na regularização e o fomento a métodos de produção mais sustentáveis.</p>
<p>Instalada na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o NAP, a partir de agora, serve como o ponto de referência central para que produtores e criadores obtenham informações, suporte técnico e acompanhamento em áreas essenciais, como a regularização ambiental, a requalificação comercial e o sistema de identificação e rastreabilidade do rebanho, pilares que sustentam o Programa Pecuária Sustentável do Pará.</p>
<p>A coordenadora de Conformidade de Cadeias Produtivas da Semas, Tamires Mendes, destacou que o núcleo simboliza um avanço real na integração entre as políticas públicas e o homem do campo.</p>
<blockquote><p>“Estamos aqui hoje para a inauguração de um espaço onde oferecemos orientação e capacitação técnica para os produtores que o buscarem. Nosso foco é garantir que os pequenos produtores tenham acesso aos serviços do Programa Pecuária Sustentável para que possam trabalhar com regularidade e também avançar na sua produção”.</p></blockquote>
<p>Além disso, o funcionamento do NAP está integrado ao trabalho realizado no território pela Rede de Governança da Transamazônica e Xingu (RGTX).</p>
<p>Essa rede, composta por 28 instituições dos setores público, privado e do terceiro setor, desempenha um papel estratégico na coordenação de ações voltadas ao desenvolvimento regional.</p>
<p>“Este é um dia ímpar para o nosso território. A Rede de Governança nasce justamente para escalar ações em benefício da região, e acreditamos que o NAP será um ponto estratégico fundamental para o desenvolvimento local”, afirmou a coordenadora da RGTX, Márcia Bueno.</p>
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		<title>Cacau transforma região do Xingu e pauta bioeconomia na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 12:52:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[cacauway]]></category>
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		<category><![CDATA[Medicilândia]]></category>
		<category><![CDATA[Transamazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu Paraense]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20250619102401-GC00068131-F00245412-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O sabor e o aroma do cacau produzido na Transamazônica, região do Pará que abrange os municípios de Altamira, Medicilândia e outras 10 localidades, traz consigo a história de uma região que transformou dificuldades em décadas passadas em referência nacional de bioeconomia e sustentabilidade. Em um painel, realizado durante a COP30 sobre [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20250619102401-GC00068131-F00245412-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O sabor e o aroma do cacau produzido na Transamazônica, região do Pará que abrange os municípios de Altamira, Medicilândia e outras 10 localidades, traz consigo a história de uma região que transformou dificuldades em décadas passadas em referência nacional de bioeconomia e sustentabilidade.</p>
<p>Em um painel, realizado durante a COP30 sobre economia da floresta, lideranças locais, produtores e gestores públicos apresentaram experiências que mostram como o cacau se tornou um vetor de desenvolvimento e conservação ambiental às margens do rio Xingu.</p>
<p>O secretário municipal de Meio Ambiente de Altamira, Rafael Silva, destacou a importância da verticalização da cadeia produtiva do cacau como instrumento de geração de emprego e renda aliado à recuperação ambiental.</p>
<blockquote><p>“A proposta é valorizar o produtor e fortalecer a agricultura familiar, evitando atravessadores (gerando mais renda às famílias) e garantindo certificação e rastreabilidade”, explicou.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, o projeto ‘Refloresta Altamira’ nasceu na Secretaria Municipal de Meio Ambiente com foco em reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. A meta é produzir e distribuir meio milhão de mudas por ano, entre 2024 e 2028, com apoio de sete viveiros municipais e um comitê intersetorial para monitoramento participativo.</p>
<blockquote><p>“Manter a floresta em pé por meio da inclusão social e da governança ambiental é o eixo central”, afirmou o secretário.</p></blockquote>
<p>A iniciativa inclui também a criação da ‘Choco Fábrica’, empreendimento municipal planejado de acordo com todas as normas da Anvisa e que pretende consolidar Altamira como um polo de chocolate de origem.</p>
<blockquote><p>“Trazer a Choco Fábrica é valorizar a cultura cacaueira e reconhecer o papel, principalmente, das mulheres, que lideram essa produção. O projeto gera justiça social e climática em prática”, disse Oliveira.</p></blockquote>
<h3>Serviços ambientais valorizam quem atua junto à floresta</h3>
<p>A economista Catarina Sanches, representante do projeto Floresta+ Amazônia, destacou a importância dos pagamentos por serviços ambientais (PSA) como ferramenta de valorização da conservação.</p>
<p>Executado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em parceria com o PNUD e financiado pelo Fundo Verde para o Clima, o programa recompensa financeiramente agricultores familiares que mantêm suas áreas preservadas e regularizadas.</p>
<blockquote><p>“É justo que quem conserva a floresta receba por isso. Para quem cresceu ouvindo que deveria derrubar a floresta para lucrar, essa é a única forma de mudar a mentalidade, comprovando que a floresta de pé pode ser ainda mais lucrativa”, afirmou.</p></blockquote>
<p>O Floresta+ é executado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semas) e já beneficiou mais de 800 agricultores, com pagamentos que somam mais de R$ 9 milhões desde 2022. A iniciativa é baseada no avanço da regularização ambiental e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pelos municípios.</p>
<p>Catarina diz que o PSA atua como incentivo direto à regularização e à redução do desmatamento.</p>
<blockquote><p>“Muitos agricultores vão em busca do recurso financeiro, mas acabam descobrindo o valor da conservação. A floresta produtiva é também uma floresta rentável”, destacou.</p></blockquote>
<h3>Da rejeição ao reconhecimento mundial</h3>
<p>A história da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (COOPATRANS), de Medicilândia, foi abordada como um caso de sucesso e contada por por seu presidente, Tarcízio Venturim, que resgatou o passado de dificuldades até o nascimento da primeira fábrica de chocolate da Amazônia, a Cacauway.</p>
<blockquote><p>“Durante muito tempo, o nosso cacau era vendido como refugo para a Bahia, considerado sem qualidade. Hoje, ele está entre os melhores do mundo”, contou.</p></blockquote>
<p>A cooperativa, formada em 2010 por 40 cooperados e 120 famílias, hoje cultiva mais de 600 hectares e produz 1,2 tonelada de chocolate por mês, abastecendo oito lojas no Pará e pontos de venda em outras capitais.</p>
<blockquote><p>“O cacau transformou a Transamazônica. Passamos de uma lavoura desacreditada para uma cadeia reconhecida internacionalmente”, disse Tarcízio.</p></blockquote>
<p>Entre os mais de 100 produtos da cooperativa, estão chocolates feitos em parceria com cinco comunidades indígenas, incluindo uma linha produzida com cacau oriundo de áreas de floresta sem desmatamento. Ele também enfatiza o uso de sistemas agroflorestais (SAFs) como estratégia, garantindo resistência climática e produtividade, com lavouras que chegam a render até 4 kg de cacau por planta.</p>
<blockquote><p>“A gente não vende só chocolate: vendemos história, floresta e sustentabilidade”, resume.</p></blockquote>
<p>Ele celebra também o legado que o estado, atualmente com cerca de 140 marcas de chocolate artesanal, está criando em torno do cacau, destacando os diversos prêmios nacionais e internacionais recebidos pelos chocolates paraenses.</p>
<h3>O que ainda é desafio?</h3>
<p>Para Tarcízio, um entrave importante é o acesso ao crédito. Ele pontua que parte dos bancos ainda temem financiar lavouras enxertadas, mas garante que segue enfrentando esses desafios, assim como outros dilemas históricos, como a distância dos grandes centros urbanos do Brasil.</p>
<p>Já o secretário Rafael Oliveira vê alternativas na forma da coletividade e alinhamento de propósitos.  “Precisamos de produtores, governos e empresas privadas falando a mesma língua, com responsabilidade e governança socioambiental”.</p>
<p>Catarina Sanches acredita que, além desses aspectos, um fator importante também atravessa o campo dos desafios: a resistência técnica. Para ela, o licenciamento ambiental precisa ser visto como um aliado, não vilão.</p>
<blockquote><p>“A regularização ambiental precisa ser vista como valor agregado ao produto, não como burocracia. O cacau amazônico já é sinônimo de floresta e precisa ser reconhecido como tal”, afirmou.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Sede da COP30, Pará lidera investimentos sociais na Amazônia Legal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 17:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[CEBDS]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/campaxx-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará, estado que se prepara para sediar a COP30,  em novembro, desponta como líder nos investimentos sociais na Amazônia Legal. Um novo mapeamento realizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – principal voz do setor privado em soluções de descarbonização – revela que o estado atraiu 59% dos recursos alocados em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/campaxx-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará, estado que se prepara para sediar a COP30,  em novembro, desponta como líder nos investimentos sociais na Amazônia Legal. Um novo mapeamento realizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – principal voz do setor privado em soluções de descarbonização – revela que o estado atraiu 59% dos recursos alocados em 67 projetos de impacto positivo em 2023.</p>
<p>O levantamento, que analisou 113 projetos socioambientais executados por 19 empresas em 98 municípios da Amazônia Legal, mostrou 78% das iniciativas estão em apenas três estados: Pará (67 projetos, ou 46,5%), Amazonas (28 projetos, ou 19,4%) e Mato Grosso (17 projetos, ou 11,8%).</p>
<p>No Pará, o destaque vai para Altamira, que sedia o maior número de projetos (31), conduzidos por duas empresas. Já a capital, Belém, brilha pela diversidade, com oito projetos de seis empresas diferentes.</p>
<h3>Foco em comunidades, lacunas no clima</h3>
<p>A maior parte dos investimentos (56%) foca no fortalecimento de comunidades locais (21,5%), seguido por educação e capacitação (13%), proteção de direitos humanos (10,8%) e desenvolvimento econômico e negócios (10,8%).</p>
<p>Contudo, o estudo aponta lacunas importantes em áreas importantes. Temas como mitigação das mudanças climáticas (4,9%), cultura e economia criativa (4,5%) e saúde e bem-estar (1,8%) têm menor incidência. Categorias como cidades sustentáveis, esporte e lazer, e infraestrutura aparecem com apenas 0,4% dos registros cada. Essa baixa frequência sinaliza potenciais oportunidades de ampliação para futuras estratégias de investimento social, especialmente em pautas climáticas, de saúde pública e inovação urbana.</p>
<p>Exemplos de projetos por temática:</p>
<ul>
<li><strong>Educação e Juventude:</strong> Iniciativas como &#8220;Escola de Mediação&#8221; (Petrobras) e &#8220;Juventude &amp; Sustentabilidade&#8221; (Norte Energia), além do &#8220;Festival Psica&#8221; (Mercado Livre), são exemplos de como as empresas investem no futuro da região. Há grande potencial para sinergias em redes de apoio à juventude, formação cidadã e fortalecimento da produção cultural amazônica.</li>
<li><strong>Desenvolvimento Comunitário e Bioeconomia</strong>: Projetos como &#8220;JA – Negócios Sustentáveis&#8221; (Bradesco) e &#8220;Curuá&#8221; (Mercado Livre) promovem a bioeconomia. A Norte Energia, com &#8220;Belo Monte Empreende&#8221;, &#8220;Semear Saberes&#8221; e o &#8220;Plano de Atividades Produtivas Indígenas&#8221;, fortalece a geração de renda baseada em saberes tradicionais. Aqui, o fortalecimento conjunto de cadeias produtivas regionais é uma sinergia evidente.</li>
<li><strong>Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais</strong>: Projetos como &#8220;Plano Básico Ambiental Indígena&#8221; e &#8220;Sorriso Indígena&#8221; (Norte Energia e Odontoprev), e a parceria da Zurich com o &#8220;Projeto Origens Brasil&#8221;, visam proteger territórios, valorizar culturas e promover a rastreabilidade produtiva. Parcerias interempresariais podem aprofundar esses impactos.</li>
<li><strong>Meio Ambiente e Conservação</strong>: A Caixa Econômica Federal contribui com &#8220;Restauração do Corredor de Biodiversidade&#8221;, a Norte Energia com o &#8220;Programa de Educação Ambiental de Belo Monte&#8221;, e a Petrobras com &#8220;Mangues da Amazônia&#8221; e &#8220;Florestas de Valor&#8221;, focando na conservação de biomas e recuperação ambiental.</li>
</ul>
<h3>Potencial de cooperação e alinhamento com ODS</h3>
<p>O estudo do CEBDS mostra que os 113 projetos de empresas na Amazônia Legal muitas vezes, atuam nas mesmas regiões ou com os mesmos temas (como educação, meio ambiente etc.).</p>
<p>Isso é uma boa notícia porque significa que há um enorme potencial para essas empresas trabalharem juntas. Em vez de cada uma fazer seu próprio projeto, elas podem unir forças, compartilhando recursos e conhecimentos.  Isso torna o uso do dinheiro e dos esforços muito mais eficiente e permite que elas alcancem mais pessoas e lugares – é o que chamamos de &#8220;ampliação do alcance social&#8221;.</p>
<p>A pesquisa também revela que a maioria desses projetos (66%) é voluntária, ou seja, as empresas não são obrigadas a fazê-los. Isso cria uma grande oportunidade para que elas colaborem ainda mais entre si e com outros parceiros, como o governo local, universidades e ONGs. Essa cooperação é ainda mais importante em lugares onde o governo não consegue chegar com todas as suas políticas públicas.</p>
<p>Quando muitas empresas e organizações trabalham com públicos-alvo parecidos (por exemplo, jovens, comunidades indígenas, mulheres), fica mais fácil criar projetos em conjunto. Elas podem ter &#8220;agendas comuns&#8221; – objetivos que interessam a todos – e assim, as ações se tornam mais eficazes. A colaboração com prefeituras, escolas e associações comunitárias é chave para que esses projetos tenham o máximo de impacto.</p>
<p>Os projetos mapeados na Amazônia também estão fortemente ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, segundo o Cebeds. Os ODS são como um &#8220;plano de ação&#8221; global com 17 metas para tornar o mundo um lugar melhor até 2030, abordando desde a pobreza até o clima.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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