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	<title>algodão &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Cultivo de árvores nativas gera retorno ao investimento de até 28,4% ao ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Dec 2021 17:26:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/paricá-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Análise recente de 40 projetos de plantio de árvores nativas brasileiras, em quatro dos seis biomas brasileiros, apontou retorno de investimento médio de 15,8%, alcançando até 28,4%. Juntos, eles ocupam mais de 12 mil hectares em oito Estados. O Pará contribuiu com 5 dos 40 casos pesquisados. Além da melhora nas contas, o estudo constatou [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/paricá-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div>
<p>Análise recente de 40 projetos de plantio de árvores nativas brasileiras, em quatro dos seis biomas brasileiros, apontou retorno de investimento médio de 15,8%, alcançando até 28,4%. Juntos, eles ocupam mais de 12 mil hectares em oito Estados. O Pará contribuiu com 5 dos 40 casos pesquisados.</p>
<p>Além da melhora nas contas, o estudo constatou também que modelos produtivos com espécies nativas podem retirar de 6,7 a 12,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente da atmosfera por hectare ao ano. Eles também reduzem a erosão do solo, melhorando a qualidade da água que chega aos rios e reservatórios.</p>
<p>Liderado pelo Força-Tarefa Silvicultura de Espécies Nativas da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, com apoio e coordenação do WRI Brasil, o estudo divulgado nesta quarta-feira, 1/12, avaliou os 40 casos implementados ou apoiados por 30 diferentes agentes econômicos &#8211; desde agricultores familiares a parcerias com finalidade experimental, bem como empresas rurais.</p>
<p>A análise se concentrou em três diferentes modelos que possibilitam o cultivo de árvores nativas brasileiras: a silvicultura de espécies nativas, os sistemas agroflorestais (SAF) e o sistema integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Ao todo, os 40 casos avaliados cultivam mais de 100 espécies florestais e agrícolas, entre nativas e exóticas.</p>
</div>
<h3>No Pará</h3>
<div>
<p>Uma dessas iniciativas é o cultivo de algodão em SAF, desenvolvida pela reNature em conjunto com a Farfarm e produtores locais do município de Santa Bárbara do Pará. O modelo permite que as famílias optem por adicionar coprodutos em seus sistemas, como mandioca, maracujá e moringa.</p>
<p>Em Novo Repartimento, está outro caso de SAF, desta vez com cacau. A bananeira serve de sombreamento provisório e cobertura do solo para favorecer o crescimento inicial das demais espécies. Junto à mandioca, ela é plantada de 4 a 6 meses antes do plantio das mudas de cacau e das árvores nativas. Além de melhorar significativamente o balanço de carbono das propriedades, a produção de amêndoas, vendidas às grandes processadoras e mercados de chocolate premium, aumenta a renda dos produtores familiares.</p>
<p>Outro caso avaliado pelo estudo é da <a href="https://amatabrasil.com.br/sobre/" target="_blank" rel="noopener">Amata</a>, empresa brasileira que nasceu com o propósito de manter as florestas em pé. Ela é responsável pelo cultivo de 3.991 hectares de paricá, que está entre as espécies florestais nativas mais plantadas no Brasil. Ele tem grande potencial pelo seu rápido crescimento e utilização na indústria de base florestal. A madeira do paricá tem densidade de 0,311 g/cm3 e é usada na indústria de madeira compensada, vendida na forma de compensados de alto valor agregado e de laminados, no Sul do Brasil.</p>
<p>O Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (SAFTA) da CAMTA (Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu) também foi avaliado. A sustentabilidade do SAFTA resulta na permanência de diversas culturas, que geram renda numa determinada área, formando uma cadeia sucessiva de produção em curto, médio e longo prazos. Tem como culturas prioritárias o cacau, o açaí e a andiroba, de onde é extraído um óleo valioso para a indústria de cosméticos.</p>
<p>Em São Félix do Xingu, a organização The Nature Conservancy (TNC) tem um projeto de cacau e açaí em SAF na agricultura familiar da região, criando um modelo de reflorestamento econômico e social para a Amazônia brasileira. A área plantada, de 312 hectares, permite a introdução de culturas agrícolas anuais para subsistência familiar e comercialização do excedente. O milho e a mandioca permanecem no sistema até o primeiro ano, e a banana até o sétimo. As espécies madeireiras são plantadas para a colheita de sementes e frutos.</p>
<p>&#8220;Há um enorme potencial para os produtos florestais brasileiros nas cadeias produtivas nacionais e globais. No caso do mercado de madeira tropical, por exemplo, menos de 10% da produção mundial tem origem no Brasil&#8221;, afirma Miguel Calmon, líder da Força-Tarefa Silvicultura de Espécies Nativas da Coalizão Brasil.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil tem mais de 90 milhões de hectares de pastagem com algum nível de degradação. Desse total, mais de 40 milhões encontram-se em estado severo. O que este estudo mostra é que essa imensa fronteira que exige restauração pode ser uma oportunidade rentável de investimento para o produtor&#8221;, destaca Daniel Soares, analista de investimento do WRI Brasil e um dos autores do estudo.</p></blockquote>
</div>
<h3>Os resultados</h3>
<p>A avaliação econômica dos 40 projetos mostrou que as taxas internas de retorno (TIR) dos investimentos variam de 2,5% a 28,4% ao ano, com mediana de 15,8%. Com exceção de dois casos, todos os resultados mostram TIR superior a 9% &#8211; percentual competitivo na comparação com outras atividades agropecuárias.</p>
<p>A rentabilidade para o produtor é também um indicativo de que o Brasil tem uma grande oportunidade de gerar emprego e renda se aumentar e der escala a atividades de silvicultura de espécies nativas na produção de madeira, óleos vegetais, alimentos como castanhas, frutas e diversos outros produtos florestais.</p>
<p>Além da taxa de retorno do investimento, o produtor ainda se beneficia dos serviços ambientais oferecidos pelas espécies nativas, tais como melhora dos recursos hídricos e aumento da resiliência e produtividade de outras atividades que podem ser consorciadas com as árvores. A remoção de carbono da atmosfera, por sua vez, é um benefício para todo o planeta, mas também pode contribuir com o fluxo de caixa do produtor, já que oportunidades no mercado de carbono vêm ganhando impulso mundialmente.</p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>A análise dos 40 casos de produção envolvendo árvores nativas brasileiras foi feita com a Ferramenta de Investimento Verena, do WRI Brasil, com base em um modelo financeiro de fluxo de caixa descontado. As informações para compor os modelos financeiros foram fornecidas pelos executores e parceiros dos casos.</p>
<p>As principais informações para fazer a análise econômica e financeira foram a produtividade esperada para cada espécie, os custos de implementação e manutenção e as despesas administrativas. O custo de oportunidade da terra foi baseado no valor da terra, em reais por hectare, referente ao uso e ao município mais próximos ao caso.</p>
<p>A avaliação um a um dos casos mostrou que o investimento necessário e o retorno variam entre os modelos. A silvicultura de nativas, em geral, requer maior exposição de caixa e um período maior para que o investimento cumpra o retorno esperado. Os SAFs e sistemas ILPF, os quais incluem culturas agrícolas ou pecuária, permitem antecipar a entrada de caixa.</p>
<p>Para a análise de carbono, utilizou-se o GHG Protocol Florestas e Sistemas Agroflorestais. A silvicultura de nativas mostrou potencial para retirar 12,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente da atmosfera por hectare ao ano (tCO2eq/ha/ano). Os sistemas agroflorestais, por sua vez, mostraram potencial de remover 6,7 tCO2eq/ha/ano. O estudo não quantificou a remoção de carbono dos sistemas ILPF.</p>
<p><em>Fonte: Coalizão Brasil e WRI Brasil</em></p>
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