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	<title>Alcoa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Alcoa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>MPF cobra suspensão imediata da dragagem no Rio Amazonas em Juruti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:20:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Alcoa]]></category>
		<category><![CDATA[danos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/dragagem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O MPF determinou que a Semas anule a licença e a Alcoa suspenda imediatamente a dragagem no Rio Amazonas, em Juruti (PA). O órgão estadual liberou a remoção de até 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos usando licenças simplificadas, dispensando de forma ilegal estudos profundos de impacto ambiental (EIA/Rima). A Alcoa admitiu que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/dragagem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O MPF determinou que a Semas anule a licença e a Alcoa suspenda imediatamente a dragagem no Rio Amazonas, em Juruti (PA).</em></li>
<li><em>O órgão estadual liberou a remoção de até 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos usando licenças simplificadas, dispensando de forma ilegal estudos profundos de impacto ambiental (EIA/Rima).</em></li>
<li><em>A Alcoa admitiu que a grande quantidade de sedimentos removidos atendeu a uma estratégia comercial e de logística da empresa, e não a uma necessidade real de navegação no rio.</em></li>
<li><em>: A dragagem utilizou a técnica de overflow (descarte de água suja de volta ao rio), espalhando poluentes justamente durante a piracema e a época de reprodução das tartarugas.</em></li>
<li><em> A atividade provocou o entupimento de lagos e igarapés, contaminação da água, parasitas nos peixes e destruição de plantações ribeirinhas por um resíduo chamado &#8220;esmeril&#8221;, prejudicando gravemente a pesca artesanal.</em></li>
<li><em>A Alcoa e a Semas ignoraram recomendações feitas pelo MPF em abril e ações na Justiça estadual. A empresa antecipou deliberadamente o início de uma nova fase da dragagem para 10 de julho de 2026.</em></li>
<li><em> Caso descumpram o prazo de 24 horas, o secretário de Meio Ambiente do Pará e os diretores da Alcoa responderão pessoalmente nas esferas civil e criminal por improbidade administrativa e crime ambiental.</em></li>
<li><em>Para que qualquer atividade seja retomada, a Semas terá de exigir estudos de impacto completos (incluindo o Climático), e a Alcoa foi alertada de que terá de provar que não causou os danos apontados em caso de indenizações.</em></li>
</ul>
<p>O Ministério Público Federal (MPF) enviou uma advertência urgente à Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Semas) e à mineradora Alcoa, exigindo a interrupção imediata da dragagem no Rio Amazonas, na altura de Juruti (PA). A Semas e a empresa têm o prazo de 24 horas para anular a licença e paralisar as máquinas.</p>
<p>A decisão foi tomada após o MPF identificar graves falhas no licenciamento e severos prejuízos ambientais e sociais às comunidades locais. Segundo as investigações, a Semas usou licenças simplificadas — inadequadas para o tamanho da obra — para liberar a atividade, dispensando ilegalmente a apresentação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).</p>
<h3>Os impactos da dragagem</h3>
<p>Apenas para o ano de 2025, a licença autorizou a retirada de até 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo do rio. A Alcoa admitiu ao MPF que o tamanho da dragagem atendeu a interesses comerciais e de logística, e não a uma real necessidade de desobstruir o canal de navegação.</p>
<p>Além disso, a empresa utilizou uma técnica chamada &#8220;overflow&#8221; (que descarta o excesso de água suja de volta ao rio), aumentando a sujeira e espalhando poluentes na água. Essa operação ocorreu justamente durante a piracema e o período de reprodução das tartarugas da região.</p>
<p>Os moradores das comunidades afetadas relatam os seguintes problemas:</p>
<ul>
<li>Entupimento de lagos e igarapés (assoreamento);</li>
<li>Poluição da água e surgimento de parasitas nos peixes;</li>
<li>Destruição de plantações de subsistência na beira do rio, devido ao acúmulo de um sedimento conhecido como &#8220;esmeril&#8221;;</li>
<li>Queda imediata na renda de quem vive da pesca artesanal.</li>
</ul>
<h3>Histórico de descumprimento</h3>
<p>Esta não é a primeira tentativa de barrar a obra. Em abril de 2026, o MPF já havia recomendado a anulação das licenças, mas a Semas manteve a autorização. Ignorando as negociações em andamento e ações judiciais do Ministério Público Estadual (MPPA), a Alcoa decidiu antecipar o início de uma nova dragagem para o dia 10 de julho de 2026.</p>
<p>No novo documento, o MPF deixa claro para o secretário estadual de Meio Ambiente, Raul Protázio Romão, e para a diretoria da Alcoa que insistir na operação sabendo das irregularidades configura intenção de cometer o ato (dolo). Se as atividades não pararem em 24 horas, os envolvidos responderão pessoalmente nas esferas civil e criminal por improbidade administrativa e crime ambiental.</p>
<h3>Novas regras</h3>
<p>Para que o projeto possa ser avaliado novamente, o MPF determinou que:</p>
<ul>
<li>A Semas exija estudos ambientais complexos e completos, incluindo um Estudo de Impacto Climático (EIC);</li>
<li>A Alcoa guarde todos os registros técnicos sobre a operação. A mineradora foi alertada de que terá o &#8220;ônus da prova&#8221; — ou seja, caberá a ela provar que não causou os danos apontados, sob pena de pagar indenizações pesadas por danos materiais e morais coletivos.</li>
</ul>
<p>Se as ordens não forem cumpridas no prazo, o MPF entrará imediatamente com ações na Justiça.</p>
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		<title>Família em Juruti gera renda e empregos após substituir fogo por sistema agroflorestal e restauração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 15:19:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Alcoa]]></category>
		<category><![CDATA[Baixo Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[bauxita]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Família Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Juruti]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[minério]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/Juruti_FamiliaSoares_WRIBrasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho A vida da família Soares mudou após abolir o fogo de sua propriedade em Juruti (PA), na divisa com o Amazonas, em 2019, para produção de mandioca. De lá para cá, os rendimentos aumentaram, o solo ficou mais fértil e o quintal encheu de frutas, hortaliças e diferentes tipos de madeira, em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/Juruti_FamiliaSoares_WRIBrasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>A vida da família Soares mudou após abolir o fogo de sua propriedade em Juruti (PA), na divisa com o Amazonas, em 2019, para produção de mandioca. De lá para cá, os rendimentos aumentaram, o solo ficou mais fértil e o quintal encheu de frutas, hortaliças e diferentes tipos de madeira, em plena terra conhecida pela exploração da bauxita pela Alcoa. É o que contou Marliane Chargas Soares, uma das filhas, ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, na terça-feira, 19/7.</p>
<p>Essa transformação foi possível após apoio técnico do Programa de Florestas da <a href="https://wribrasil.org.br/sobre" target="_blank" rel="noopener">WRI Brasil</a> (World Resources Institute). Além de parar com o fogo, a família passou a cultivar não só a mandioca, mas várias outras espécies no conhecido Sistema Agroflorestal (SAF), que é uma forma de uso e ocupação do solo em que árvores são plantadas ou manejadas em associação com culturas agrícolas ou forrageiras. Por lá, já tem cumaru, cedro, pau-rosa e andiroba para reflorestar, além de frutas, hortaliças, temperos, castanhas, geleias e doces.</p>
<p>Marliane deseja reflorestar todas as áreas degradadas da propriedade da família e expandir esse trabalho aos vizinhos, já que de cada 4 hectares desmatados no Brasil, 1 está no Pará, conforme você pode ler <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/de-cada-4-hectares-desmatados-no-brasil-1-esta-no-para/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<blockquote><p>“Quero que mais pessoas possam abraçar a causa de trabalhar com sistemas agroflorestais, é muito proveitoso e você não ajuda só sua família, mas todo o ecossistema. É um jeito de contribuir fazendo sua parte. Hoje podemos observar que com os SAFs você não trabalha apenas com uma cultura e sim com diversas culturas em um mesmo local para agregar valor”, disse ela, destacando a importância do conhecimento adquirido pela família com os técnicos da WRI.</p></blockquote>
<h3>Rendimentos</h3>
<p>As vendas pelo WhatsApp da família Soares não param. Marliane conta que há muito trabalho diariamente. A família toda cuida de tudo, da roça à administração do negócio rural. De vez em quando, inclusive, é preciso até contratar mão de obra terceirizada para dar uma força.</p>
<p>Etapas como da coleta de sementes, produção de mudas, plantio, assistência técnica, manutenção e monitoramento da área restaurada estão entre atividades que geram empregos diretos e indiretos e renda.</p>
<p><a href="https://wribrasil.org.br/noticias/restauracao-ja-criou-milhares-de-empregos-no-brasil-e-tem-potencial-para-criar-milhoes" target="_blank" rel="noopener">Estudos</a> apontam que a restauração florestal no Brasil gera 0,42 emprego por hectare restaurado, o que equivale a um emprego criado a cada dois campos de futebol restaurados ou 42 empregos a cada 100 hectares restaurados.</p>
<h3>Reviravolta</h3>
<p>Muitas propriedades pelo Brasil afora usam o fogo na preparação das áreas, a chamada coivara, técnica milenar de plantio. Depois de aberta uma área de floresta com a queimada e derrubada de árvores, muitas nativas e valiosas no mercado, vem o preparo para produzir.</p>
<p>No caso da família Soares, o uso do fogo era para preparar terreno para plantar mandioca por um período de dois ou três anos. Só que o fogo deixa o solo pobre de nutrientes, o que resulta em uma produção menor. Sem falar que muitas vezes o fogo se alastra por outras áreas de floresta. Uma área da propriedade de Juruti que antes produzia apenas mandioca por dois anos, agora terá a produção diversificada por 30 anos, sem uso do fogo.</p>
<p><iframe title="Um projeto de vida amazônico - Juruti/PA  (Websérie As Caras da Restauração - Episódio 1)" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/20z9yB59yig?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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