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	<title>águas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Diálogos Amazônicos: Povos tradicionais denunciam impacto das mudanças climáticas sobre as águas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Aug 2023 12:07:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/rio23-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Entrecortada por rios, igarapés e uma das maiores reservas subterrâneas de água na Terra, a Amazônia tem nos recursos hídricos um dos seus principais patrimônios. A dinâmica do bioma e os modos de vida de muitas populações da região têm influência direta das águas e, por isso, os Diálogos Amazônicos abriram um [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/rio23-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrecortada por rios, igarapés e uma das maiores reservas subterrâneas de água na Terra, a Amazônia tem nos recursos hídricos um dos seus principais patrimônios. A dinâmica do bioma e os modos de vida de muitas populações da região têm influência direta das águas e, por isso, os Diálogos Amazônicos abriram um espaço para discutir a gestão desse recurso. A programação ocorreu neste sábado, 5, e contou com a participação de representantes de diferentes movimentos sociais e de órgãos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tônica do debate perpassou pela crítica aos impactos do modelo de desenvolvimento dominante e a importância das águas em uma perspectiva ecossistêmica. Fany Kuiru, líder indígena do povo Uitoto, da Colômbia, e primeira mulher a assumir a Coordenadoria de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), lembrou que os povos originários entendem a água a partir de uma cosmovisão que abrange, por exemplo, suas dimensões cultural e religiosa.</span></p>
<figure id="attachment_22686" aria-describedby="caption-attachment-22686" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-22686" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-300x164.jpg" alt="" width="426" height="233" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-300x164.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-1024x560.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-768x420.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-1536x840.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-2048x1119.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-150x82.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-450x246.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/da-AGUA-1200x656.jpg 1200w" sizes="(max-width: 426px) 100vw, 426px" /><figcaption id="caption-attachment-22686" class="wp-caption-text">Atividade debateu o uso das águas na região. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nós perdemos quando começamos a olhar os recursos de maneira fragmentada”, disse Fany, que ressaltou que a pressão das mudanças climáticas sobre as águas já é uma realidade. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O ponto de não retorno não está no futuro, está no presente. Nossos rios já estão envenenados. É uma lástima. E quem sofre é quem vive nas margens dos rios”, alertou.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo sentido, a quilombola Paula de Menezes Baia, do território do Umarizal, no município de Baião, também denunciou as inúmeras pressões e impactos que os povos e comunidades tradicionais têm sofrido, sobretudo em decorrência da implantação de grandes empreendimentos, que afetaram a alimentação, a pesca e o transporte dessas populações. Apenas no território do Umarizal moram cerca de 700 famílias.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando nós sofremos esses impactos, nós perdemos história, memória e identidade”, afirmou Paula. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ela, que é formada em Direito e pesquisa sobre a titulação dos territórios quilombolas, a existência de espaços participativos como os Diálogos Amazônicos é necessária para que as políticas públicas levem em consideração a realidade vivenciada pelos povos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente não trabalha com um modelo de gestão porque a água não segue um modelo. Ela tem uma gestão natural e por si só ela tem o ciclo dela. O que fazemos é preservar o que a gente ainda tem. E quando vemos que estamos ameaçados, usamos o conhecimento científico e acadêmico para combater isso”, pontuou Paula Baia.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, Tatiana Shor, chefe da Unidade Amazônia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), defendeu que a gestão das águas precisa ser analisada em toda sua complexidade, envolvendo o entendimento sobre os rios, os igarapés e as chuvas, assim como sobre a questão geopolítica do tema e a importância do acesso a um recurso de qualidade para consumo. “Precisamos pensar ao nível das microescalas e em todas as suas especificidades”, resumiu.</span></p>
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