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	<title>Água Fria de Cima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Com investimento de R$ 600 mil, Pará avança na certificação quilombola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:49:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/Quilombo-Agua_Fria_de_cima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Já são 15 comunidades quilombolas reconhecidas pela  Fundação Cultural Palmares em Santarém. A comunidade Água Fria de Cima, situada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, recebeu oficialmente o certificado de remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares. A entrega da certificação ocorreu em Belém, durante o lançamento da etapa paraense do programa federal [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/Quilombo-Agua_Fria_de_cima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Já são 15 comunidades quilombolas reconhecidas pela  Fundação Cultural Palmares em Santarém. A comunidade Água Fria de Cima, situada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, recebeu oficialmente o certificado de remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.</p>
<p>A entrega da certificação ocorreu em Belém, durante o lançamento da etapa paraense do programa federal Acelera Certificação, que visa desburocratizar e expandir o reconhecimento desses territórios, segundo o site Tapajós de Fato.</p>
<p>O reconhecimento de Água Fria de Cima é fruto de uma mobilização que se estendia por anos. Mirianne Coelho, presidenta da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), ressaltou a importância do marco para os moradores do PAE Lago Grande.</p>
<p>“Nós da FOQS fomos lá, conversamos com a comunidade, ouvimos as histórias e é uma comunidade que merecia o reconhecimento. Agora ela se torna a 15ª certificada em Santarém”, afirmou Mirianne.</p>
<p>Mais do que um título, a certificação é a chave para o acesso a políticas públicas específicas e para a defesa dos direitos territoriais.</p>
<h3>O programa Acelera Certificação</h3>
<p>A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional da Fundação Cultural Palmares para reduzir o abismo entre o número de comunidades existentes e as formalmente registradas. No Pará, o programa conta com um investimento de R$ 600 mil.</p>
<p>A execução técnica está a cargo da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em parceria com movimentos sociais como a Malungu e o Instituto Filhos do Quilombo. Com o programa, mais de 30 bolsistas quilombolas foram capacitados para atuar diretamente nas comunidades, realizando levantamento documental e mobilização.</p>
<p>O repasse de recursos foi viabilizado via Termos de Execução Descentralizada entre a Fundação Palmares, o Ministério da Justiça e o Ministério da Cultura.</p>
<p>O estado possui atualmente cerca de 340 comunidades certificadas. No entanto, o potencial de crescimento é vasto: estimativas do IBGE e de movimentos sociais indicam que o número real pode ultrapassar 600 comunidades.</p>
<p>A meta do Acelera Certificação é impulsionar o reconhecimento formal de pelo menos mais 90 territórios em solo paraense nos próximos anos, fortalecendo a governança local e a regularização fundiária</p>
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