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	<title>agroflorestas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>agroflorestas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Cacau e açaí transformam fazenda de Castanhal em celeiro agroflorestal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-17.09.48-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Fazenda Monte Castelo, em Castanhal (PA), transformou mais de 60 anos de pecuária extensiva tradicional num modelo sustentável de Sistemas Agroflorestais (SAFs), liderado pelo ex-dentista Osny Ramos desde 2019.  O sistema consorcia o cultivo de cacau com açaí, pimenta-do-reino e baunilha de Madagascar. Com irrigação suspensa e adubação 70% orgânica (vinda da própria [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-17.09.48-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li>
<p data-path-to-node="0,0,0"><em>A Fazenda Monte Castelo, em Castanhal (PA), transformou mais de 60 anos de pecuária extensiva tradicional num modelo sustentável de Sistemas Agroflorestais (SAFs), liderado pelo ex-dentista Osny Ramos desde 2019.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,1,0"><em> O sistema consorcia o cultivo de cacau com açaí, pimenta-do-reino e baunilha de Madagascar. Com irrigação suspensa e adubação 70% orgânica (vinda da própria pecuária), a fazenda recuperou solos degradados e prevê produção 100% orgânica até 2027.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,2,0"><em>O investimento na fermentação das amêndoas rendeu a medalha de ouro no festival Chocolat Amazônia 2024. O sucesso impulsionou o lançamento da Caupé, uma marca de chocolates tree-to-bar, apresentada no Salon du Chocolat em Paris no fim de 2025.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,3,0"><em>Com uma área de 22 hectares e previsão de colher 35 toneladas de amêndoas, o projeto firmou uma parceria com uma comunidade quilombola vizinha, cedendo 5 mil mudas de cacau e oferecendo treinamento técnico para os moradores</em></p>
</li>
</ul>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p data-path-to-node="4">Unir a recuperação do bioma amazônico ao desejo de estruturar um negócio financeiramente viável foi o ponto de partida para transformar a Fazenda Monte Castelo, em Castanhal (PA). O espaço, que por mais de seis décadas abrigou a criação extensiva de gado, agora serve de palco para um modelo agrícola que prioriza o meio ambiente.A mudança foi liderada pelo ex-dentista Osny Ramos, que após deixar a profissão por problemas de saúde, encontrou no chão da floresta um caminho inovador de recomeço.</p>
<p data-path-to-node="5">A transformação da fazenda, que começou em 2019. O que antes era um espaço dominado pela pecuária tradicional passou a ser redesenhado com base em sistemas agroflorestais, aproximando produção agrícola e recuperação ambiental. A inspiração veio de um técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), que apresentou o potencial do cultivo de cacau como alternativa sustentável para a região.</p>
<p data-path-to-node="6">Para a <strong>Semana do Meio Ambiente</strong>, o <strong>Pará Terra Boa </strong>conversou com o produtor, que relembra que observava a movimentação do mercado e, diante da necessidade de mudar de profissão, só havia uma certeza: o negócio precisava ser sustentável.</p>
<blockquote><p>“O mundo está passando por transformações muito profundas para achar que dá para começar um negócio de qualquer jeito. Embora eu já soubesse que o futuro estava nos negócios sustentáveis, quando ouvi sobre o potencial regenerativo do cacau em Sistemas Agroflorestais (SAFs) pela primeira vez, algo aconteceu. Foi aí que veio o sinal de que este era o caminho certo”, relembra.</p></blockquote>
<p>Após a decisão inicial, Osny passou a compreender melhor as etapas de criação e estruturação de uma SAF e, ao observar a propriedade, viu seu projeto começar a ganhar forma.</p>
<blockquote><p>“Precisávamos escolher as culturas que fariam parte da SAF junto com o cacau e, depois de muita observação, chegamos ao açaí, por ser abundante, totalmente adaptado ao local, fazer parte da paisagem diária e ainda gerar um lucro extra por ser muito valorizado”, diz.</p></blockquote>
<p>Ele aponta ainda que há uma pequena área dedicada à pimenta-do-reino, mas que o cacau e o açaí ocupam os principais espaços. Para o empresário, a experimentação contínua faz parte do fortalecimento do sistema de plantio, ampliando a possibilidade de novos negócios.</p>
<blockquote><p>“É como um quebra-cabeça: se as culturas forem bem alinhadas, geram diversos ciclos de colheita ao longo do ano, gerando uma renda mais estável”, afirma.</p></blockquote>
<h3 data-path-to-node="12"><b data-path-to-node="12" data-index-in-node="0">Recuperação do Solo</b></h3>
<p data-path-to-node="12">Osny cita ainda que essa não é a primeira vez que a pimenta-do-reino é plantada no local. Ele comenta que o sogro, pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chegou a cultivar a especiaria por alguns anos, mas a degradação do solo impediu resultados melhores.</p>
<p data-path-to-node="13">“Tentamos por alguns anos, enquanto iniciávamos as SAFs, mas não deu certo. A história está ressurgindo agora, graças aos resultados iniciais da recuperação do solo. Foi possível reajustar um pouco da pecuária e do plantio da pimenta”, diz.</p>
<p data-path-to-node="14">O modelo adotado na propriedade aposta em irrigação eficiente e manejo cuidadoso do solo. Mangueiras suspensas garantem a distribuição de água, enquanto a adubação orgânica, em grande parte proveniente da própria atividade pecuária, ajuda a manter a fertilidade. Esse ciclo fechado reduz desperdícios e contribui ainda mais para a consolidação do sistema regenerativo.</p>
<p data-path-to-node="15">“O reaproveitamento do material da pecuária é responsável por cerca de 70% da adubação do que plantamos atualmente. Só no cacau, por exemplo, cada pé recebe 60 kg de adubo orgânico por ano. Se tudo der certo, entraremos em 2027 com produção 100% orgânica”, antecipa.</p>
<p><strong>Ponto de virada</strong></p>
<p>Enquanto produzia o equivalente a 1.700 quilos de cacau por hectare, Osny começou a fabricar cacau fermentado sem saber que boa parte dos produtores locais comercializava a amêndoa não fermentada. Ao perceber essa diferença, tomou uma decisão que poderia impulsioná-lo no mercado.</p>
<figure id="attachment_42592" aria-describedby="caption-attachment-42592" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42592" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-42592" class="wp-caption-text">Osny foi um dos vencedores de uma premiação do Chocolat Amazônia 2024 que premiou as melhores amêndoas de cacau do Pará. Foto: Mateus Costa/Sedap</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Mandei uma amostra para um festival estadual de qualidade de amêndoas, em 2024, e ganhei o ouro. Fiquei impressionado, porque era uma aposta muito alta que trouxe um retorno imenso, graças a Deus. Isso chamou tanta atenção que lançamos a Caupé, nossa marca de chocolates ancestrais, já no ano seguinte, no fim de 2025”, conta.</p></blockquote>
<p data-path-to-node="19">A Caupé foi lançada em pleno Salon du Chocolat, em Paris, sob o conceito de marca “tree-to-bar”, nome dado às empresas que controlam todo o processo de produção do chocolate, desde o plantio e cultivo do cacau até a fabricação da barra final, garantindo rastreabilidade total, sustentabilidade e alta qualidade.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="20">“Foi a realização de um sonho. Fazemos vendas para dentro e fora do estado, além de produzirmos eventos com nosso chocolate. Em breve, espero estar dando um passo além e anunciando mais essa novidade”, diz.</p>
</blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DQkwwVDisXo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DQkwwVDisXo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Caupé (@caupe_cacau)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3><strong>Crescimento conjunto</strong></h3>
<p data-path-to-node="21">Com o aumento da demanda pelo chocolate, o empresário começou a investir em uma pequena agroindústria fora da fazenda para o processamento do cacau, devido às limitações no fornecimento de energia. Ainda em 2025, firmou uma parceria com uma comunidade quilombola vizinha para realizar um teste de plantio adensado de cacau. A aposta agora é aumentar a produtividade por hectare.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="22">“Nós já temos uma parceria de anos, e este passo consolida tudo isso. O presidente do quilombo trabalha na fazenda há décadas, e parte dos nossos funcionários é de lá. Essa união mostra que, quando plantamos o que é bom, frutifica”, afirma.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="23">Ao todo, ele cedeu 5 mil mudas para o plantio em estacas, executado em 1 hectare do quilombo. Além disso, parte da comunidade recebeu treinamento técnico para monitorar a produção.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="24">“Como uma parte deles já trabalha conosco, alguns já conhecem os processos. Agora, outros foram treinados, o que vai gerar uma equipe ainda mais qualificada. Estamos semeando nossos parceiros”, declara.</p>
</blockquote>
<h3><strong>Em expansão</strong></h3>
<p data-path-to-node="25">Osny revelou também que iniciou testes de plantio de baunilha de Madagascar à sombra do cacau. Ele estima que, junto ao açaí e ao cacau, a baunilha pode ajudar a gerar renda de até R$ 200 mil por hectare.</p>
<p data-path-to-node="26">Hoje, a área já convertida para o sistema agroflorestal ocupa 22 hectares e continua em expansão. O plano é ampliar o consórcio de espécies, incluindo árvores de grande porte, como andiroba e castanheira. Fora isso, a aproximação da estrutura da própria floresta deve ajudar a aumentar a produção de amêndoas já neste ano, subindo de 32 para 35 toneladas.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="27">“Estamos construindo um bom caminho para o meio ambiente, para a remuneração justa e para o uso da sustentabilidade como princípio. Se você cuida bem da terra, ela retribui, e isso já vejo ano após ano. A restauração total da área promete um futuro ainda mais promissor para todos nós”, conclui.</p>
</blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultores de Portel investem em viveiros agroflorestais para enfrentar crise climática no Marajó</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/agricultores-de-portel-investem-em-viveiros-agroflorestais-para-enfrentar-crise-climatica-no-marajo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Agroflorestas em Portel]]></category>
		<category><![CDATA[Arquipélago do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Agricultores e Agricultoras da Estada do Acutipereira (AGROESP)]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Portel]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Teia da Sociobiodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Valcinena Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.16.16-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho No município de Portel, no Arquipélago do Marajó, uma comunidade que lida com décadas de impactos ambientais causados pela extração predatória de madeira decidiu reagir a uma realidade cada vez mais difícil. Entre queimadas, desmatamento e uma seca histórica recente, nasceu uma iniciativa que investe nas agroflorestas a esperança para recuperar áreas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.16.16-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>No município de Portel, no Arquipélago do Marajó, uma comunidade que lida com décadas de impactos ambientais causados pela extração predatória de madeira decidiu reagir a uma realidade cada vez mais difícil. Entre queimadas, desmatamento e uma seca histórica recente, nasceu uma iniciativa que investe nas agroflorestas a esperança para recuperar áreas degradadas e garantir o futuro das famílias locais.</p>
<p>A Associação dos Agricultores e Agricultoras da Estrada do Acutipereira (AGROESP) tem pouco mais de um ano de existência formal. Lá existem 20 famílias que dependem diretamente do uso da terra e que sentem a dificuldade imposta pela mudança climática todos os dias.</p>
<p>Valcinena Santos, presidente da associação, explica que a exploração madeireira ilegal é antiga, mas continua afetando a região até hoje.</p>
<blockquote><p>“Desde 2004 tentam parar essa extração nas margens do Rio Acutipereira, mas ela continua. A qualidade do ar fica péssima. Prejudica plantação, prejudica a saúde da gente. Durante a seca de 2024 foi difícil até entender o que fazer, foi um caos completo e muito sofrimento”, relembra.</p></blockquote>
<h3><strong>Plantar para garantir a própria sobrevivência</strong></h3>
<p>Foram as próprias famílias que começaram a pensar em possíveis soluções para enfrentar o problema. Graças a construção coletiva, feita com os conhecimentos técnicos e práticos de cada um, veio a ideia principal: os viveiros agroflorestais, que permitem recuperar a floresta e produzir alimento ao mesmo tempo.</p>
<p>O objetivo é criar espaços para cultivar mudas de árvores e plantas, que serão cultivadas na área da associação. Após a fase inicial frutificar, as novas mudas serão levadas para áreas degradadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Já fizemos testes e deu certo, agora estamos em busca de oportunidades para aumentar ainda mais o projeto. Pra gente, cuidar da floresta é como proteger a própria vida&#8221;, diz.</p></blockquote>
<figure id="attachment_41705" aria-describedby="caption-attachment-41705" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-41705" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1.jpeg" alt="" width="720" height="703" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1.jpeg 720w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1-300x293.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1-150x146.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1-450x439.jpeg 450w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-41705" class="wp-caption-text">Famílias da AGROESP durante mutirão para a instalação dos primeiros viveiros. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Nesta semana, a Associação foi anunciada como uma das selecionadas na Teia da Sociobiodiversidade, iniciativa do Fundo Casa Socioambiental com apoio financeiro do Fundo Socioambiental CAIXA. O programa fomenta organizações de base comunitária que promovem soluções enraizadas nos territórios e valorizam a sociobiodiversidade brasileira. Ao todo, a iniciativa destinará cerca de R$ 40 milhões em incentivos para o fortalecimento desses projetos</p>
<p>Para Valcinena, o resultado traz o fôlego necessário para transformar sonhos em realidade. Com a base do projeto comunitário já estruturada, a comunidade planeja uma expansão ambiciosa: formar agentes locais capacitados para difundir técnicas de plantio de mais de 20 espécies nativas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vamos implantar 20 canteiros de agrofloresta e instalar um viveiro de 80 m² com capacidade de produzir 3 mil mudas por ano, também vamos formar agentes na comunidade e buscar apoio especializado para fazer bem feito, para que dure muitos e muitos anos&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Atualmente, a associação já é fornecedora da prefeitura da cidade via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ajudando a abastecer as escolas do município. No entanto, o horizonte ainda apresenta desafios, como o aprimoramento dos sistemas de plantio e a abertura de novos mercados e parcerias estratégicas.</p>
<p>A aposta nos viveiros agroflorestais é o caminho para aumentar a produtividade de forma sustentável, provando que é possível prosperar sem derrubar a floresta. Além do ganho econômico, a recuperação de áreas degradadas promete impactos ambientais diretos, melhorando a qualidade do solo e do ar para a comunidade e seus vizinhos.</p>
<p>Valcinena revela que seu sonho tem um alcance vasto — muito maior do que a fumaça das queimadas que, por tanto tempo, castigou a região. Ela reconhece que a jornada exige paciência e resiliência, mas mantém o foco no legado a longo prazo.</p>
<blockquote><p>“Em 10, 15, 20 anos, a gente imagina ter uma vida saudável, respirando um ar puro, com todos tendo o que comer e vivendo em harmonia na comunidade. Esse sonho de um futuro melhor é o que move a gente e dá forças para continuar”, revela.</p></blockquote>
<h3>Décadas de agressões ambientais</h3>
<p>Maior que o estado do Sergipe em termos territoriais, a chamada &#8216;Floresta Marajoara&#8217; coleciona décadas de agressões ambientais na sua história. Recentemente, quando a melhoria em tecnologias permitiu uma mensuração mais ágil de danos, foi catalogado um processo de desmatamento ilegal acentuado na região. A região inclusive chegou a liderar o número de queimadas no Pará durante o período mais seco do ano entre 2022 e 2024, com mais de mil focos registrados.</p>
<p>O ano de 2024 foi especialmente difícil para as comunidades amazônicas. Segundo uma análise do InfoAmazonia, com base em dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, quase 60% dos municípios da região registraram algum grau de seca de 1º janeiro até 31 de dezembro, aumentando a vulnerabilidade física e social de áreas distantes dos centros urbanos.</p>
<p>A combinação de calor intenso, pouca chuva e ação humana tem acelerado o problema e causado um impacto direto na vida das comunidades rurais: as plantações duram menos tempo, o solo perde força e o ar fica pesado por causa da fumaça. Muitas famílias também convivem com o medo de invasões e com a perda de áreas onde vivem há gerações.</p>
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		<title>Sicarf ABC+: A ferramenta que dá nome e rosto à produção sustentável da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 14:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[boas práticas agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Sicarf ABC+ Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/plantio-de-cacau-em-sistema-agroflorestal-safs-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Produzir mais sem avançar sobre a floresta, garantindo lucro e acesso ao crédito, é o novo horizonte para os agricultores familiares paraenses, com o Sicarf ABC+ Pará, uma plataforma que promete desburocratizar a vida no campo e posicionar o estado na vanguarda da agricultura de baixo carbono. Lançada no final de 2025, a ferramenta, uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/plantio-de-cacau-em-sistema-agroflorestal-safs-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Produzir mais sem avançar sobre a floresta, garantindo lucro e acesso ao crédito, é o novo horizonte para os agricultores familiares paraenses, com o Sicarf ABC+ Pará, uma plataforma que promete desburocratizar a vida no campo e posicionar o estado na vanguarda da agricultura de baixo carbono.</p>
<p>Lançada no final de 2025, a ferramenta, uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), funciona como um &#8220;RG digital&#8221; da produção sustentável.</p>
<p>Ao integrar dados ambientais, fundiários e técnicos, ela permite que o produtor registre suas boas práticas de forma simplificada. O resultado é um ganho imediato em rastreabilidade e confiança, facilitando a obtenção de certificações exigidas por bancos para a liberação de crédito e por grandes compradores que buscam produtos com garantia de origem.</p>
<p>Giovanni Queiroz, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, explica que o recurso permitirá um desenvolvimento concreto do setor rumo às exigências globais, gerando negociações mais ágeis e transparentes.</p>
<blockquote><p>“A ferramenta facilita a implantação e o reconhecimento de áreas produtivas sob o princípio agroflorestal, dando mais segurança aos pequenos agricultores. Com a ampliação do uso teremos condições de comercializar recursos seguindo critérios internacionais de origem e transparência”, diz.</p></blockquote>
<p>O Sicarf ABC+ Pará funciona como um aliado do produtor que já investe, ou possui interesse, em investir em práticas como sistemas agroflorestais, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e manejo mais eficiente da produção.</p>
<figure id="attachment_40704" aria-describedby="caption-attachment-40704" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-40704" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737-1024x786.png" alt="" width="814" height="625" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737-1024x786.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737-300x230.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737-768x589.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737-150x115.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737-450x345.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-04-155737.png 1062w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40704" class="wp-caption-text">Plataforma Sicarf ABC+ Pará conta com a exibição de indicadores com metas nacionais e locais</figcaption></figure>
<h3>Cruzamento de dados</h3>
<p>Ao cadastrar as ações na plataforma, o sistema cruza automaticamente as informações com bases públicas de dados ambientais e fundiários como MapBiomas, Prodes, ICMBio, Incra, Ibama e Funai, gerando uma análise confiável sobre o uso do solo e a situação ambiental da propriedade.</p>
<p>O coordenador do ABC+PA da Sedap, Tiago Catuxo detalha que o agricultor é personagem central do Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+ Pará), então a facilidade no acesso para cadastro e atualização de informações era algo fundamental.</p>
<blockquote><p>“Esse cadastro pode ser feito pelo produtor, técnico e também por empresas tanto pelo computador ou pelo celular porque temos o aplicativo oficial. Como sabemos que o acesso à internet pode ser difícil em algumas áreas, as categorias do site e do aplicativo podem ser atualizadas mesmo sem internet”, explica Tiago.</p></blockquote>
<p>Após o cruzamento de informações, o produtor que estiver em conformidade com as diretrizes recebe um certificado digital de sustentabilidade. O documento promete atuar como um ‘passaporte’ para o crédito verde e obtenção de selos ambientais e mercados que pagam mais por produtos com origem comprovadamente sustentável.</p>
<blockquote><p>&#8220;O produtor cobra o poder público para ter segurança jurídica e para ter menos burocracia. Esse movimento é muito importante para que eles tenham acesso ao que precisam sem esperar demais e sem correr o risco de perder oportunidades futuras”, diz Giovanni.</p></blockquote>
<p>Para o produtor, o ganho é duplo: mais eficiência na produção e mais valorização do que é produzido. Já para o estado e para o País, a plataforma fortalece dados atualizados da agricultura de baixo carbono e sua capacidade de reduzir impactos ambientais sem comprometer a produtividade.</p>
<blockquote><p>“É transparência para o mercado, produtor e poder público. Esses esforços em integração são para acelerar a dinamização desses dados e dar segurança ao produtor de que essas formas de manejo serão reconhecidas pelo mercado; para o estado de que ele está de acordo com as metas nacionais e para o país, de que ele está nos parâmetros globais porque o futuro pede sustentabilidade no campo. Se hoje ela é um diferencial, mais à frente será algo obrigatório”, declara Tiago.</p></blockquote>
<p>A plataforma Sicarf ABC+ Pará pode ser acessada pelo site oficial, o <a href="https://sicarf.sedap.pa.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">sicarf.sedap.pa.gov.br</a> e pelo aplicativo gratuito, disponível para <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.sedap.sicarf.abc.pa" target="_blank" rel="noopener">dispositivos Android</a>.</p>
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		<title>Compensar poluição de combustíveis fósseis apenas com reflorestamento é impossível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 18:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/reflorestamento3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Muitas empresas de combustíveis fósseis gostam de falar que ajudam o meio ambiente plantando árvores para absorver o carbono que elas emitem. Mas um novo estudo joga um balde de água fria nessa ideia. Especialistas alertam que, em muitos casos, a compensação não ocorre no local da emissão dos gases e, mais importante, não implica [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/reflorestamento3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Muitas empresas de combustíveis fósseis gostam de falar que ajudam o meio ambiente plantando árvores para absorver o carbono que elas emitem. Mas um novo estudo joga um balde de água fria nessa ideia. Especialistas alertam que, em muitos casos, a compensação não ocorre no local da emissão dos gases e, mais importante, não implica em uma redução real da poluição.</p>
<p>E pior, para compensar as emissões das 200 maiores empresas de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_blank" rel="noopener">combustíveis fósseis</a> do mundo, seria necessário reflorestar uma área equivalente a cinco vezes o tamanho da Floresta Amazônica brasileira, ou 24 milhões de quilômetros quadrados</p>
<p>Ou seja, depender apenas da compensação sem a redução efetiva das emissões não resolve a crise climática. O reflorestamento seria um complemento, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-defendem-royalties-verdes-para-evitar-exploracao-de-petroleo-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">não a solução principal,</a> afirma o estudo.</p>
<p>Por isso, cientistas alertam, é urgente diminuir de verdade as emissões de gases poluentes, principalmente porque o aquecimento global e os eventos extremos (como enchentes e secas severas) estão cada vez piores.</p>
<h3>Parar de poluir sai mais barato</h3>
<p>A pesquisa fez um cálculo interessante sobre o &#8220;valor ambiental&#8221; das empresas. Eles estimaram quanto uma empresa valeria se tivesse que pagar para compensar toda a poluição que vai gerar no futuro. Usando o preço médio de compensação na Europa em 2022 (cerca de US$ 83 por tonelada de CO₂), o resultado foi chocante: 95% dessas empresas teriam um valor negativo no mercado.</p>
<p>Em outras palavras, o estudo sugere que, financeiramente, seria mais vantajoso para essas empresas parar de extrair e produzir combustíveis fósseis do que continuar poluindo e tentar &#8220;limpar a sujeira&#8221; depois.</p>
<p>O trabalho foi liderado por Alain Naef, especialista em economia verde da ESSEC Business School, na França. A equipe usou dados de 200 empresas para estimar suas futuras emissões e, a partir daí, calcular quantas árvores seriam necessárias para &#8220;compensar&#8221; todo esse impacto.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sob-criticas-anp-leiloa-19-pontos-de-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/" target="_top">Sob críticas, ANP leiloa 19 pontos de exploração de petróleo na Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-defendem-royalties-verdes-para-evitar-exploracao-de-petroleo-na-amazonia/" target="_top">Pesquisadores defendem royalties verdes para evitar exploração de petróleo na Amazônia</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_top">Exploração de petróleo na Foz do Amazonas ameaça natureza e comunidades locais</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Parcerira entre Semas e Embrapa quer impulsionar bioeconomia no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 14:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[bioecoomia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[SEMAS]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/agroflroesta_acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em um passo importante para fortalecer a bioeconomia na Amazônia, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) se reuniu, na semana passada, com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O encontro teve como foco consolidar parcerias que buscam unir inovação, ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável do estado. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/agroflroesta_acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em um passo importante para fortalecer a <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/riquezas-da-biodiversidade-conheca-5-exemplos-da-pratica-da-bioeconomia-no-para/" target="_blank" rel="noopener">bioeconomia</a> na Amazônia, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) se reuniu, na semana passada, com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O encontro teve como foco consolidar parcerias que buscam unir inovação, ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável do estado.</p>
<p>Durante a reunião, a Embrapa, por meio de Fábio Barbieri, chefe adjunto de pesquisa da Embrapa Amazônia Oriental, apresentou as principais iniciativas da instituição. Destaque para a criação do Espaço de Sociobioeconomia e a modernização da Unidade de Produção Animal (UPA) Álvaro Adolpho, que será transformada em um Centro de Referência Tecnológica.</p>
<p>A ideia é promover uma produção rural que seja sustentável, com baixa emissão de carbono, e que integre sistemas agroflorestais (onde árvores e lavouras são cultivadas juntas) com cadeias produtivas importantes para a região, como açaí, cacau, mandioca e feijão-caupi.</p>
<p>A Semas reforçou seu compromisso em fortalecer o Plano de Bioeconomia (PlanBio) e o Parque de Bioeconomia, buscando aplicar ciência e tecnologia nas ações apoiadas pela secretaria.</p>
<h3>Turismo sustentável e COP30 em pauta</h3>
<p>Um dos pontos altos da discussão foi a articulação de ações conjuntas para o turismo sustentável, uma das metas do PlanBio. Essa iniciativa é vista como um legado crucial para o Pará, especialmente com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá este ano em Belém.</p>
<p>A agenda da reunião também incluiu uma visita prática à fazenda da Unidade de Produção Animal Álvaro Adolpho. O objetivo foi mostrar de perto as tecnologias e métodos usados na produção animal sustentável, alinhados às melhores práticas da agropecuária e aos princípios da bioeconomia. Essa ação faz parte do projeto Realiza Pará, que busca aproximar os participantes das inovações e processos produtivos desenvolvidos na unidade.</p>
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		<title>Três gerações de agricultores e o sonho de uma agrofloresta produtiva</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/tres-geracoes-de-agricultores-e-o-sonho-de-uma-agrofloresta-produtiva/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 20:13:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Suzuki]]></category>
		<category><![CDATA[dendê]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[transição rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-35-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Aliando tradição, aprendizado e inovação, a produção diversa e sustentável da família Suzuki, no município de Tomé-Açu, dá o exemplo de como garantir o fortalecimento da agricultura sem abrir mão da importância da floresta. Na área de cerca de 400 hectares, três gerações convivem, aprendem e repassam conhecimentos uns aos outros para manter de pé [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-35-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Aliando tradição, aprendizado e inovação, a produção diversa e sustentável da família Suzuki, no município de Tomé-Açu, dá o exemplo de como garantir o fortalecimento da agricultura sem abrir mão da importância da floresta. Na área de cerca de 400 hectares, três gerações convivem, aprendem e repassam conhecimentos uns aos outros para manter de pé um modelo de desenvolvimento com benefícios econômicos, ambientais e sociais para a Amazônia.</p>
<p>Esse modelo é baseado nos sistemas agroflorestais (SAF) em que são cultivados dendê, pimenta, cacau, açaí, ipê, andiroba e outras espécies nativas, além da criação de abelhas sem ferrão que ajudam na polinização das plantas e na produção de mel. O resultado é uma produção variada, com diferentes opções de geração de renda a curto, médio e longo prazos e que ajuda a proteger a biodiversidade da região.</p>
<p>Outra vantagem é que o SAF-Dendê, sistema em que a extração do óleo da palma é a principal atividade, se mostra mais rentável. A produtividade pode chegar a 180 kg de cachos de fruto por planta contra 139 kg do monocultivo. Além disso, em média, o teor de óleo chega a 24,7%, enquanto que a literatura científica aponta que o rendimento de óleo dos cachos varia de 18% a 22%.</p>
<p>A missão de tocar o negócio familiar no futuro será da engenheira florestal Patrícia Mie Suzuki, de 27 anos, que trabalha ao lado do pai e do avô, Ernesto e Koji Suzuki. Ela viu de perto o processo de introdução e consolidação dos SAFs nas últimas duas décadas e comprova os impactos positivos que o sistema trouxe.</p>
<blockquote><p>“A gente consegue observar essa camada mais superficial (do solo), a camada que tem mais matéria orgânica. Essa superfície é extremamente importante para o desenvolvimento das plantas. Quando iniciou o sistema, foi feita a análise do solo e a camada superficial era de apenas 5 cm, só que agora já aumentou para 34 cm. É um sistema que está transformando esse solo de uma forma muito positiva”, comentou a engenheira.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34007" aria-describedby="caption-attachment-34007" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34007 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34007" class="wp-caption-text">SAFs são alternativa para produzir alimentos com sustentabilidade. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A organização do SAF-Dendê também é uma forma de amenizar o calor extremo em períodos secos e proteger o solo para que mantenha a matéria orgânica e os nutrientes necessários para o crescimento das plantas. Outro ponto positivo é que as agroflorestas também favorecem a biodiversidade, atraindo pássaros, polinizadores e outros animais tornando o sistema um corredor ecológico.</p>
<p>Patricia Suzuki participa da <a href="https://www.instagram.com/maosdatransicao/" target="_blank" rel="noopener">campanha Mãos da Transição</a> que visa inspirar os jovens agricultores com menos de 30 anos a adotar práticas sustentáveis na produção de alimentos. Pensando em promover estratégias que melhorem o solo, aumentam a produtividade, agreguem valor e tornem o campo mais resiliente às mudanças do clima, o projeto divulga ações com SAF, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens, plantio direto, entre outras.</p>
<blockquote><p>“É algo apaixonante porque é algo em que a gente está aliando o alimentar, o trazer a comida à mesa das pessoas, com a natureza que é o essencial porque nos fornece todos os serviços ambientais”, ressalta</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/DuoxSVRs8xM?si=mnPoHq1eq8tOA8Fx" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Para conhecer essa e outras soluções que mostram que é possível dar continuidade aos negócios familiares e inovar com tecnologias e práticas que respondem aos desafios do século 21, confira outras histórias e ideias no <a href="https://maosdatransicao.org/" target="_blank" rel="noopener">site do projeto Mãos da Transição</a>.</p>
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		<title>Sistemas agroflorestais ajudam a diversificar a produção de alimentos em Paragominas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 16:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Áreas degradadas, cada vez menos produtivas e com retorno financeiro em queda devido aos altos custos com agrotóxicos e outros produtos químicos. Essa era a realidade de comunidades rurais do município de Paragominas, onde a monocultura de mandioca era vista como uma forma de obter mais ganhos, mas acabou trazendo mais prejuízos para os agricultores. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Áreas degradadas, cada vez menos produtivas e com retorno financeiro em queda devido aos altos custos com agrotóxicos e outros produtos químicos. Essa era a realidade de comunidades rurais do município de Paragominas, onde a monocultura de mandioca era vista como uma forma de obter mais ganhos, mas acabou trazendo mais prejuízos para os agricultores.</p>
<blockquote><p>“Os nossos principais problemas sempre foram a falta de apoio e também a maneira que a agricultura vinha se desenhando, que era através do monocultivo com uso de defensivos agrícolas. Acabava que a gente gastava muito, produzia pouco e o ganho não era garantido e ainda tinha uma perda muito grande”, conta a produtora rural Jaqueline Silva.</p></blockquote>
<p>A alternativa encontrada foi implementar sistemas agroflorestais (SAFs) para incentivar não só a recuperação florestal, mas também ampliar a variedade de alimentos cultivados, gerando novas oportunidades de comercialização. A estratégia deu resultados e ganhou ainda mais impacto quando chegou o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) por meio do projeto Restauração Florestal por Agricultores Familiares na Amazônia Oriental (Refloramaz).</p>
<blockquote><p>“A gente estava iniciando um trabalho com agrofloresta e o Refloramaz surgiu multiplicando esse conhecimento. As vantagens são enormes porque a gente viu os primeiros plantios de 2021 poderem ser coletados em poucos meses. Primeiro veio o milho, depois tiramos o jerimum e assim sucessivamente. Não tivemos mais perdas, pelo contrário foram só ganhos”, afirma Jaqueline, que é uma das beneficiadas .</p></blockquote>
<p>O Refloramaz é realizado em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD) e a União Europeia. O objetivo é estimular soluções sustentáveis em diferentes regiões do estado. No caso de Paragominas, o foco é em processos de recuperação florestal. Porém, a estratégia mostra que traz também benefícios para a economia das comunidades do campo.</p>
<p>No sítio de Jaqueline Silva, por exemplo, hoje, além de mandioca, tem também milho, cacau, açaí, jerimum e outros que servem tanto para subsistência quanto para comercialização.</p>
<blockquote><p>“A agrofloresta nos proporcionou alegria, esperança, prosperidade, diversidade e muita união”, afirma a agricultora.</p></blockquote>
<p>No total, sete famílias são atendidas pela experiência no município. Segundo o Sebrae, os resultados apontam para um aumento da produção do campo, ampliação de oportunidades de trabalho para os jovens e o fortalecimento da organização social.</p>
<blockquote><p>“O nosso principal resultado é contribuindo com projetos de mitigação das mudanças climáticas e restauração de áreas degradadas. Já são 50 hectares restaurados em sistema de agricultura sem fogo, 19 hectares em sistemas de SAF Cacau e 350 hectares com pecuária”, ressalta Renata Silva, gerente de sustentabilidade do Sebrae no Pará.</p></blockquote>
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		<title>Ex-desmatador encontra na agrofloresta um caminho para a produção sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 19:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[inovaflora]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />“Antes, eu derrubava matas e plantava capim porque, aqui na minha região, o que predomina ainda é o gado. Hoje, o meio ambiente está secando cada dia mais, o pessoal desmatando, sem ter conhecimento de que cacau e açaí, além de serem plantas produtivas e que dão dinheiro para o sustento da família, contribuem para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>“Antes, eu derrubava matas e plantava capim porque, aqui na minha região, o que predomina ainda é o gado. Hoje, o meio ambiente está secando cada dia mais, o pessoal desmatando, sem ter conhecimento de que cacau e açaí, além de serem plantas produtivas e que dão dinheiro para o sustento da família, contribuem para o meio ambiente”. O relato do agricultor Antônio Maurício Batista, de Itupiranga, no sudeste do estado, mostra a mudança de mentalidade de produtores, que veem ser possível conciliar uma produção grande e diversa sem destruir a floresta.</p>
<p>Batista faz parte do grupo de produtores rurais atendidos pelo projeto Inovaflora, desenvolvido pela Embrapa para promover restauração florestal por meio do plantio de espécies nativas em sistemas agroflorestais (SAFs) ou agroflorestas.</p>
<p>Nesse modelo as culturas agrícolas de alimentos convivem com árvores maiores e a proteção da floresta. Um exemplo são os SAFs de cacau, onde a planta é cultivada com espécies como a mandioca ou a banana que crescem e geram renda mais rápido e ainda criam sombras que favorecem o desenvolvimento do cacaueiro.</p>
<blockquote><p>“Em um olhar rápido, [o SAF] propõe-se a, entre aspas, imitar a floresta. Mas, ao imitar a floresta, ele permite diversidade. Nós podemos ter diferentes espécies compondo esse sistema, como açaí, cacau, uma espécie florestal, espécies alimentares que vão ofertar diversidade de renda. Reconhecidamente, também são sistemas que recuperam áreas degradadas”, explicou o engenheiro agrônomo e chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos.</p></blockquote>
<figure id="attachment_32757" aria-describedby="caption-attachment-32757" style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32757 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa.png" alt="" width="900" height="506" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa.png 900w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa-300x169.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa-768x432.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa-150x84.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa-450x253.png 450w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-32757" class="wp-caption-text">SAFs permitem a produção aliada à proteção da floresta. Foto: Divulgação Embrapa</figcaption></figure>
<p>Esse método adaptado à realidade amazônica pode alavancar ainda mais uma economia que já é expressiva. Um estudo do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia (OCBio) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que a receita gerada na região Norte pela produção de soja, milho e algodão foi de R$ 19,8 bilhões, enquanto que os produtos da agricultura familiar movimentaram R$ 24,4 bilhões.</p>
<p>Os ganhos são econômicos, mas também ambientais e mostram que as agroflorestas oferecem uma resposta à crise climática. As pesquisas da Embrapa reforçam que além da recuperação florestal, os SAFs contribuem para a conservação da biodiversidade, a melhoria do solo e a redução das emissões de gases do efeito estufa.</p>
<p>Aliado a isso, os SAFs trazem junto também uma mudança de visão sobre a relação com a natureza e provoca mudanças de comportamento. Maurício, por exemplo, viu a sua área degradada ser recuperada e uma nascente importante para a região ficar mais protegida em apenas quatro anos.</p>
<blockquote><p>“O gado ficava pisoteando essa nascente e ela veio quase a secar. Fui incentivado pela Embrapa a isolar essa área e plantar as espécies nativas. Hoje, quatro anos depois, a mata fechou de novo por cima e ela voltou a produzir água. Minha produção aumentou, estou muito satisfeito. Abracei essa causa [do meio ambiente]”, destaca.</p></blockquote>
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		<title>Agentes agroflorestais indígenas têm formação para plantio sem queima no Alto Rio Guamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 16:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ideflor-Bio]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Alto Rio Guamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agrofloresta_AltoRioGuama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Agentes agroflorestais indígenas do Alto Rio Guamá, no Pará, receberam, na segunda-feira, 2, certificados do curso &#8220;Agroecologia em Terras Indígenas: preparo de área de plantio”. Nele, eles aprenderam algo fundamental, principalmente, em temporadas de seca como a que o Brasil vive hoje: preparar o solo sem utilizar a queima, técnica sustentável que evita a emissão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agrofloresta_AltoRioGuama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Agentes agroflorestais indígenas do Alto Rio Guamá, no Pará, receberam, na segunda-feira, 2, certificados do curso &#8220;Agroecologia em Terras Indígenas: preparo de área de plantio”. Nele, eles aprenderam algo fundamental, principalmente, em temporadas de seca como a que o Brasil vive hoje: preparar o solo sem utilizar a queima, técnica sustentável que evita a emissão de gases de efeito estufa e promove a preservação da matéria orgânica do solo.</p>
<p>O curso faz parte do Projeto Apoio à Gestão e Restauração Florestal da Terra Indígena Alto Rio Guamá, financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Fundeflor) com o objetivo de capacitar 120 agentes agroflorestais indígenas, distribuídos em dois polos de aldeias: Santa Luzia do Pará e Paragominas.</p>
<p>Promovida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), em parceria com a ONG Aldeia Cabana e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (Cirad) do governo francês, a ação ocorreu nas aldeias Cajueiro, Tekohaw e Canindé, no município de Paragominas.</p>
<p>Nas seis aldeias beneficiadas pelo projeto, cada grupo de 20 agentes será responsável por implementar um hectare de agrofloresta, contribuindo para a restauração ecológica e para a cadeia produtiva de mudas e sementes florestais no Pará.</p>
<blockquote><p>“Estamos ensinando os indígenas a plantarem sem queimar. Neste momento de emergência ambiental, o aprendizado da instalação da agrofloresta sem queima é fundamental para o desenvolvimento sustentável”, afirmou a técnica do Ideflor-Bio e coordenadora da ação, Cláudia Kawhage.</p></blockquote>
<p>Entre os benefícios das agroflorestas destacam-se a redução da emissão de gases de efeito estufa e o sequestro de carbono. Ao evitar a queima, a emissão de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxidos de nitrogênio (NOₓ) é significativamente reduzida. Além disso, as árvores e plantas presentes nesses sistemas capturam CO₂ da atmosfera, armazenando carbono em sua biomassa e no solo, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.</p>
<p>Outro benefício é a melhora da qualidade do solo, que, sem a queima, preserva sua matéria orgânica. Isso resulta em maior fertilidade e capacidade de retenção de água, além de promover a biodiversidade do solo. A cobertura vegetal constante das agroflorestas também ajuda a reduzir a erosão, protegendo o solo contra a degradação e evitando a liberação de carbono estocado no solo para a atmosfera.</p>
<h3>Resistência a mudanças climáticas</h3>
<p>A biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas são fortalecidas pelas agroflorestas, que promovem a variedade de plantas, insetos e outros animais, criando ambientes mais equilibrados e resistentes às mudanças climáticas. Esses sistemas também ajudam a regular o microclima, controlando a temperatura local e a umidade, o que beneficia o crescimento das culturas e reduz a necessidade de irrigação.</p>
<p>Durante o curso, os indígenas também discutiram sobre a soberania e segurança alimentar em suas aldeias, com foco na conservação da agrobiodiversidade e na manutenção da cultura alimentar ancestral. O consumo crescente de alimentos industrializados, transgênicos e com agrotóxicos foi apontado como uma ameaça à saúde nas aldeias, reforçando a importância de preservar os modos tradicionais de cultivo e alimentação.</p>
<p>O Ideflor-Bio atua na Terra Indígena Alto Rio Guamá, uma das regiões biogeográficas mais ameaçadas de perda de biodiversidade na Amazônia. Embora 33% do território já tenha sido desmatado, a área ainda abriga o último grande e contínuo de floresta primária do nordeste paraense, servindo de refúgio para várias espécies ameaçadas de extinção.</p>
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		<title>Agroflorestas têm enorme potencial no combate às mudanças climáticas, diz estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-tem-enorme-potencial-no-combate-as-mudancas-climaticas-diz-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 12:06:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[SARFs]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" />Eventos climáticos extremos estão acontecendo com uma intensidade e frequência cada vez maiores e mostram que reduzir as emissões de carbono e preservar os ecossistemas são necessidades urgentes. Em meio à pressa mundial de combater o aquecimento global, um artigo publicado na revista científica Nature Climate Change destaca o potencial inexplorado das agroflorestas como uma solução climática [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" /><p>Eventos climáticos extremos estão acontecendo com uma intensidade e frequência cada vez maiores e mostram que reduzir as emissões de carbono e preservar os ecossistemas são necessidades urgentes. Em meio à pressa mundial de combater o aquecimento global, um <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-023-01810-5" target="_blank" rel="noopener">artigo publicado na revista científica Nature Climate Change</a> destaca o potencial inexplorado das agroflorestas como uma solução climática natural na luta por um futuro sustentável.</p>
<p>De acordo com cientistas, as<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-podem-ser-uma-saida-para-a-recuperacao-de-areas-desmatadas-no-para/" target="_blank" rel="noopener"> agroflorestas,</a> podem ser a maior contribuição individual que o setor agrícola pode oferecer ao combate às mudanças climáticas e, em escala global, seria comparável a estratégias mais utilizadas, como o reflorestamento.</p>
<p>Também chamadas de agrossilvicultura, definidas pela inclusão deliberada de árvores em paisagens agrícolas, as agroflorestas  têm um potencial significativo de mitigação climática, mas também <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-pode-dobrar-producao-de-alimentos-com-agricultura-agroflorestal-diz-estudo/" target="_blank" rel="noopener">podem melhorar o rendimento das safras</a> e diversificar a renda dos agricultores; melhorar a sustentabilidade e a resiliência climática dos sistemas de produção alimentar; criar habitats para a biodiversidade; e proteger as pessoas e o gado do calor extremo e de outros eventos climáticos, além de outros benefícios.</p>
<figure id="attachment_25095" aria-describedby="caption-attachment-25095" style="width: 644px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-25095" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/monocultura-agrofloresta-floresta-1024x462-1-300x135.webp" alt="" width="644" height="290" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/monocultura-agrofloresta-floresta-1024x462-1-300x135.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/monocultura-agrofloresta-floresta-1024x462-1-768x347.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/monocultura-agrofloresta-floresta-1024x462-1-150x68.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/monocultura-agrofloresta-floresta-1024x462-1-450x203.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/monocultura-agrofloresta-floresta-1024x462-1.webp 1024w" sizes="(max-width: 644px) 100vw, 644px" /><figcaption id="caption-attachment-25095" class="wp-caption-text">Produção de dendê e outras culturas em sistema agroflorestal, em contraste com a monocultura. Foto: Natura/ Divulgação</figcaption></figure>
<p>Em regiões onde a agricultura é um dos principais fatores de desmatamento, como o Brasil, a<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cupuacu-5-0-com-boa-produtividade-e-resistencia-a-vassoura-de-bruxa-e-apresentado-a-produtores/" target="_blank" rel="noopener">s práticas agroflorestais podem ajudar a melhorar os meios de subsistência dos agricultores</a>, o que, por sua vez, contribui para redução ou até mesmo a reversão da perda de floresta.</p>
<p>Por exemplo, na parte leste da Amazônia brasileira,<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/em-castanhal-agricultores-familiares-da-agrovila-do-itaqui-viram-referencia-de-sucesso-no-municipio/" target="_blank" rel="noopener"> os sistemas agroflorestais vêm sendo implantados</a> em pastagens degradadas subutilizadas de pequenas propriedades rurais.</p>
<p>Nesse sentido, a coautora e diretora de Ciências da <a href="https://www.tnc.org.br/" target="_blank" rel="noopener">TNC no Brasil</a>, Edenise Garcia explica que o sistema agroflorestal, enquanto alternativa econômica sustentável que gera empregos, constitui um mecanismo eficaz para interromper este ciclo.</p>
<blockquote><p>“O ciclo de expansão das pastagens muitas vezes começa com o desmatamento em pequena escala, seguido pelo uso do fogo para limpar a área e plantar pastagens, e finalmente, alguns anos depois, culmina com a degradação e abandono da terra”.</p></blockquote>
<h3>Potencial subaproveitado</h3>
<p>Apesar do seu potencial como solução climática natural de baixo custo e imediatamente disponível, os sistemas agroflorestais orientados ao clima estão atualmente subaproveitados. Isto deve-se em grande parte à ambiguidade ligada às ações agroflorestais que proporcionariam a mitigação do carbono, juntamente à incerteza quanto ao seu potencial total de sequestro e à dificuldade em acompanhar o progresso das práticas agroflorestais.</p>
<p>Segundo os autores apesar do enorme potencial das <a href="https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/sistemas-agroflorestais-um-caminho-para-a-regeneracao-da-terra/" target="_blank" rel="noopener">agroflorestas</a>, é necessário pesquisar mais sobre a melhor forma de implementar esta solução climática natural em sistemas agrícolas em todo o mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O autor principal do estudo e ecologista computacional da TNC, Drew Terasaki Hart destaca que há conhecimento e espaço para aumentar o número de árvores em lavouras do mundo inteiro<em>.</em></p>
<blockquote><p>“A ciência pode ajudar a identificar os locais onde o desenvolvimento agroflorestal tem maior potencial de mitigar as mudanças climáticas e, ao mesmo, apoiar a produção agrícola e proporcionar vários outros benefícios, incluindo habitats para as espécies silvestres”.</p></blockquote>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/agricultora-usa-sistema-agroflorestal-para-produzir-uma-das-melhores-amendoas-de-cacau-do-pais/" target="_blank" rel="noopener">As agroflorestas possuem diferentes formas</a>, incluindo uma variedade de práticas agrícolas indígenas, tradicionais e modernas – desde os antigos agricultores romanos entrelaçando suas lavouras com oliveiras, até as comunidades da Bacia Amazônica que combinam o manejo florestal com a produção em pequena escala de culturas tropicais rentáveis, <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/familias-plantam-cacau-sustentavel-como-estrategia-de-reflorestamento-e-geracao-de-renda-em-tucurui/" target="_blank" rel="noopener">como cacau</a> e café.</p>
<p>Segundo a autora e cientista sênior de restauração florestal da TNC, Susan Cook-Patton, essa diversidade gera benefícios e desafios.</p>
<blockquote><p>“Embora este amplo leque de opções signifique que os agricultores possam encontrar mais facilmente um sistema agroflorestal que funcione para eles, também desafia a capacidade dos cientistas de determinar quanta mitigação climática o sistema irá oferecer”.</p></blockquote>
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