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	<title>agroecologia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>agroecologia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Bioeconomia em áreas degradadas cria produção sustentável no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG_20191210_085419031_HDR-1024x768-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau. Nesse sistema agroflorestal, próximo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG_20191210_085419031_HDR-1024x768-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau.</p>
<p>Nesse sistema agroflorestal, próximo à Floresta Nacional dos Carajás, diferentes culturas coexistem. O plantio de bananeiras, por exemplo, é usado para criar um ambiente favorável, com bastante sombra, para o crescimento do cacau e das espécies florestais.</p>
<p>Apoiada pela Vale desde 2020 e, mais recentemente, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, a Belterra é um exemplo de empresa que começou como startup e que tem se dedicado a recuperar áreas degradadas com sistemas agroflorestais (SAFs).</p>
<p>Além de movimentar a economia da região, esse projeto ajuda a promover a restauração florestal, conectando pequenos e médios produtores ao mercado de créditos de carbono.</p>
<h3>Produção sustentável</h3>
<p>Só na região amazônica há atualmente 789 startups que produzem um impacto positivo sobre a floresta, segundo a plataforma Jornada Amazônia. Mas elas não são as únicas. Outras cadeias produtivas ligadas à floresta, à agroecologia, à bioeconomia e à agricultura familiar também estão impulsionando a economia e a geração de renda na região amazônica, especialmente no Pará.</p>
<p>A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por exemplo, tem desenvolvido mais de 40 projetos relacionados à bioeconomia na região amazônica.</p>
<p>Entre eles, há projetos relacionados ao guaraná, ao cacau e à castanha. Há também projetos voltados à produção de grãos e até de carne, com balanços favoráveis de carbono, ou seja, com baixa emissão de gases de efeito estufa.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px;">&#8220;São projetos que estão em plena execução e com diferentes abordagens. Um desses exemplos é o melhoramento genético do açaí, uma cultura que tem uma importância enorme para a população amazônica”, disse Alexandre Hoffmann, engenheiro agrônomo, pesquisador e gerente-adjunto de portfólios e programas de PD&amp;I da Embrapa.</span></p></blockquote>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, Hoffmann destacou que é possível manter a biodiversidade das florestas e, ao mesmo tempo, gerar produções agrícolas sustentáveis na região.</p>
<blockquote><p>“A biodiversidade da Amazônia tem um potencial que não foi ainda explorado em sua totalidade. Mas isso não significa derrubar a floresta. Muito pelo contrário: significa manter a floresta em pé e utilizá-la de forma sustentável, não só a floresta em si, como também os recursos que lá estão”, disse ele.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A manutenção da floresta em pé é uma questão de sobrevivência não só da região amazônica. Isso diz respeito também às questões de balanço hídrico, às reações às mudanças climáticas. E isso tudo envolve ciência, tecnologia e identificação de produtos que podem ser extraídos e utilizados pela biodiversidade”, ressaltou o pesquisador.</p>
<h3>Assentamento Palmares II</h3>
<p>Além das agroflorestas, há diversos outros projetos sustentáveis na região amazônica que buscam preservar a biodiversidade, ao mesmo tempo em que geram renda e segurança alimentar. Muitos desses projetos são tocados por agricultores familiares e comunidades tradicionais.</p>
<p>Em um antigo assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto (MST), chamado de Palmares II, localizado na cidade de Parauapebas, por exemplo, produtores rurais estão iniciando o plantio de mandioca.</p>
<p>Também apoiados pela Vale, cerca de 33 produtores e produtoras da Associação dos Produtores da Vila Palmares Sul (Aprovipar) decidiram unir forças no plantio da mandioca para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia.</p>
<p>Há cerca de dois anos, eles se aliaram à Cooperativa dos Produtores de Alimentos de Parauapebas (Coopa) para dar um destino à sua produção. O primeiro passo já foi dado, com a inauguração da Casa de Farinha da Palmares II, onde a mandioca produzida pela agricultura familiar vai ser descascada, lavada, prensada, escaldada e torrada para se transformar em diversos tipos de farinha.</p>
<p>O vice-presidente da associação, Roberto de Almeida Menezes, destacou que não adianta produzir se não for possível beneficiar ou escoar a produção.</p>
<blockquote><p>“Só arrancar e vender a mandioca é muito difícil. É preciso beneficiar. Hoje, Parauapebas não produz nem 2% dos derivados de mandioca que consome. Vem tudo de fora. Então, nós não temos medo de colocar nosso produto no mercado”, acrescentou.</p></blockquote>
<p>Para aumentar essa produção, os produtores chamaram um especialista para fazer um processo de análise e de correção do solo, além da adubação adequada.</p>
<blockquote><p>“Nosso plantio foi iniciado no final de 2024. A mandioca precisa de 18 meses para estar pronta. Então, ainda teremos mais uns meses para a colheita”, disse o vice-presidente.</p></blockquote>
<p>Para produzir essa mandioca, as famílias assentadas vêm trabalhando na consolidação da agroecologia, um modelo de produção que vai além da agricultura tradicional, promovendo práticas sustentáveis e sem o uso de agrotóxicos.</p>
<p>Segundo o próprio MST, a agroecologia é até mesmo uma alternativa para o enfrentamento das mudanças climáticas, já que procura utilizar técnicas e manejos mais naturais e que não promovem a degradação ambiental.</p>
<p>A diretora de soluções baseadas na natureza da Vale, Patricia Daros, ressaltou que o MST é um dos maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil. Ela afirma que a empresa olha para o território em que atua e vê oportunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos uma grande empresa, temos o nosso negócio que é produzir minério de ferro, cobre e níquel, mas a gente está dentro de um território. E não podemos negligenciar isso. O mercado de restauração florestal hoje no Brasil está pujante. Sistemas agroflorestais são fáceis? Não. Mas se você olhar para uma Belterra que não existia cinco anos atrás e hoje é uma das maiores empresas de restauração florestal no Brasil, estes são negócios que estão dando certo”, destacou.</p></blockquote>
<h3>Bioeconomia</h3>
<p>Tanto a Belterra Agroflorestas quanto o projeto de produção e de beneficiamento da mandioca por meio de projetos que envolvem a agricultura familiar e a agroecologia materializam uma das grandes tendências da atividade agropecuária para as próximas décadas: o avanço da chamada bioeconomia.</p>
<p>De maneira geral, a bioeconomia é um modelo econômico baseado no uso sustentável dos recursos naturais. Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio tem atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Em uma estimativa conservadora, que desconsidera os efeitos de novas políticas climáticas, a Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi) diz que a bioeconomia poderá movimentar US$ 108 bilhões no país até 2050.</p>
<p>Só no Pará, por exemplo, a bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões por ano, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar, segundo dados do Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará. O documento foi elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia.</p>
<h3>Integração</h3>
<p>Embora já estejam provocando algumas mudanças e até ajudado a movimentar a economia da região amazônica, esses diversos projetos de bioeconomia, no entanto, ainda são incipientes na tarefa de mitigar a crise climática. Para Pedro Abel Vieira, pesquisador da área de estudos estratégicos da Embrapa, os projetos desenvolvidos na Amazônia são atualmente fragmentados e heterogêneos, sem conversarem entre si.</p>
<blockquote><p>“Os projetos são positivos, mas sem foco”, diz ele, que defende uma visão mais holística ou integrada para a Amazônia. “Nós precisamos ocupar, e ocupar no sentido institucional de Estado, da presença do Estado lá. É preciso dar direções e criar institucionalidades [nessa região]”, destacou.</p></blockquote>
<p>Depois dessa presença, ressalta ele, é preciso também dar um direcionamento para esses projetos e garantir previsibilidade.</p>
<blockquote><p>“Nós temos que avançar agora no que a gente chama de bioeconomia ampliada [um processo que combinaria inovação científica com conhecimento tradicional, especialmente para promover a biodiversidade, o desenvolvimento rural e a descarbonização industrial]. E isso só é possível com coordenação”, reforçou Vieira.</p></blockquote>
<h3>Estratégia inclusiva</h3>
<p>Projetos de agroflorestas e agroecologia, que buscam transformar terras degradadas em uma produção sustentável, ocorrem no momento em que as mudanças climáticas apontam que o reflorestamento é uma questão urgente no mundo.</p>
<p>Um estudo publicado pela revista Nature em 2024 apontou que, em 2050, a Amazônia poderá atingir o chamado “ponto de não retorno”, em que a floresta não seria capaz de se sustentar e o bioma começaria a sofrer um processo de savanização.</p>
<p>Isso pode fazer com que plantações em todo o país também sejam impactadas e perdidas, já que a Amazônia é fundamental para a manutenção do regime de chuvas no Brasil.</p>
<p>Por isso, a bioeconomia aparece como uma boa alternativa para o Brasil. No início deste mês, o governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), uma estratégia para tornar a biodiversidade um dos grandes ativos do país.</p>
<p>No lançamento do plano, a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, defendeu que o plano é uma grande estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econômicas, &#8220;gerando um novo ciclo de prosperidade&#8221;.</p>
<blockquote><p>“A Estratégia Nacional de Bioeconomia tem uma formulação muito interessante”, admitiu o pesquisador Roberto Porro, da Embrapa Amazônia Oriental. No entanto, destacou ele à Agência Brasil, é preciso observar se essa estratégia criada pelo governo federal vai garantir também o fortalecimento da sociobiodiversidade e da economia inclusiva, principalmente na região amazônica.</p></blockquote>
<p>“A bioeconomia está sendo abarcada por uma gama muito grande de atividades, de setores e de possibilidades econômicas e isso traz consigo uma série de desafios”, destacou.</p>
<p>“Quando você trabalha com comunidades tradicionais ou com um segmento social que tem sido marginalizado há décadas, então não é adequado você trabalhar com a lógica do mercado pura e simples e com os tempos ou com o cronograma que o mercado demanda”, reforçou.</p>
<p>Para ele, não basta pensar na bioeconomia em uma perspectiva de preservação das florestas se não se garante a justiça social.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não basta você substituir combustível fóssil e não basta você ter uma produção agrícola mais produtiva se você fizer isso às custas de questões sociais e das culturas locais”, afirmou. “Por isso eu espero que se consolidem essas iniciativas voltadas a uma bioeconomia inclusiva, de fato. Uma bioeconomia que possa contribuir e não prejudicar esses grupos”.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>* A repórter viajou a convite da Vale.</p>
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		<title>Rede Bragantina fortalece protagonismo feminino com agroecologia e economia solidária no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 14:52:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede Bragantina de Economia Solidária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Hoje-foi-dia-de-consultoria-com-a-equipe-do-espacode-comercializacao-da-@redebragantinaes-com-a-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Há 18 anos, agricultoras do interior do Pará têm transformado saberes tradicionais em fonte de renda, autonomia e fortalecimento comunitário. Esse movimento ganha forma por meio da Rede Bragantina de Economia Solidária, iniciativa que desde 2008 reúne produtores rurais e incentiva práticas de agroecologia, comercialização coletiva e valorização do trabalho feminino. Criada em 2008, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Hoje-foi-dia-de-consultoria-com-a-equipe-do-espacode-comercializacao-da-@redebragantinaes-com-a-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Há 18 anos, agricultoras do interior do Pará têm transformado saberes tradicionais em fonte de renda, autonomia e fortalecimento comunitário. Esse movimento ganha forma por meio da Rede Bragantina de Economia Solidária, iniciativa que desde 2008 reúne produtores rurais e incentiva práticas de agroecologia, comercialização coletiva e valorização do trabalho feminino.</p>
<p>Criada em 2008, a rede nasceu de um processo de construção coletiva ligado à Escola de Formação para Jovens Agricultores de Comunidades Rurais Amazônicas (ECRAMA), em Belém.</p>
<p>Desde então, o objetivo tem sido fortalecer a economia solidária e ampliar as possibilidades de produção e comercialização para agricultores familiares seja em <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/economia-solidaria-fortalece-o-comercio-de-produtos-da-agricultura-familiar-em-belem/" target="_blank" rel="noopener">feiras itinerantes</a> ou em propostas inovadoras como o <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/restaurante-da-sociobioeconomia-oferece-comida-saudavel-a-preco-justo/" target="_blank" rel="noopener">Restaurante da Sociobio, que levou mais de 120 mil refeições a preço justo para a COP30</a>, virando sensação entre os participantes.</p>
<p>Durante entrevista ao Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a agrônoma e coordenadora da rede, Nazaré Ghirardi, explica que a iniciativa surgiu para enfrentar uma realidade comum nas comunidades rurais: o isolamento social e as poucas oportunidades de articulação entre produtores.</p>
<blockquote><p>“A Rede Bragantina surgiu de um processo de construção coletiva que buscava justamente aproximar as pessoas do campo, criar espaços de troca de experiências e fortalecer homens e mulheres que muitas vezes se sentiam isolados em suas comunidades”, afirma.</p></blockquote>
<p>Ao longo dos anos, um dos focos principais da rede passou a ser o incentivo ao protagonismo feminino. Historicamente, na agricultura familiar, as atividades de comercialização e negociação eram conduzidas majoritariamente por homens, enquanto grande parte do trabalho realizado pelas mulheres permanecia invisível.</p>
<p>Diante desse cenário, a rede passou a estimular que as próprias agricultoras assumissem a venda de seus produtos em feiras e espaços coletivos. Entre os itens comercializados estão alimentos, artesanatos e derivados da produção local, como colorau, raízes, frutas e plantas medicinais.</p>
<p>Nazaré conta que esses produtos sempre fizeram parte da base alimentar e econômica das famílias, mas não eram reconhecidos como fonte de renda.</p>
<blockquote><p>“Com o apoio da rede, as mulheres passaram a agregar valor à própria mão de obra, organizar a produção e participar diretamente da comercialização, fortalecendo sua autonomia econômica”, destaca.</p></blockquote>
<h3>Conhecimentos tradicionais</h3>
<p>Mais do que ampliar a renda, a proposta da Rede Bragantina também valoriza os conhecimentos tradicionais acumulados pelas mulheres ao longo da vida. Fitoterápicos, garrafadas e pomadas produzidos nas comunidades carregam saberes transmitidos entre gerações e ligados à relação histórica dessas agricultoras com a terra.</p>
<blockquote><p>“Cada produto não é apenas uma mercadoria. Ele traz consigo saberes tradicionais construídos pela experiência, pela vivência comunitária e pela relação dessas mulheres com o território”, explica a coordenadora.</p></blockquote>
<p>Os efeitos dessa mobilização têm sido percebidos tanto na dimensão econômica quanto na social. Nazaré relata que uma das mudanças mais visíveis é o aumento da autonomia das mulheres nas comunidades.</p>
<blockquote><p>“Hoje muitas delas se sentem mais seguras para participar de reuniões, feiras e até conceder entrevistas. Antes, isso gerava muita insegurança”, conta.</p></blockquote>
<h3>A voz das mulheres</h3>
<p>Esse processo também ajudou a romper silêncios historicamente impostos às mulheres no meio rural. Gradualmente, elas passaram a expressar opiniões e participar de decisões coletivas com mais confiança.</p>
<p>Nas comunidades quilombolas que produzem fitoterápicos, por exemplo, a participação em feiras com o apoio da rede ampliou a visibilidade do trabalho feminino e gerou recursos para melhorar a infraestrutura das produções.</p>
<p>Além disso, cursos de plantas medicinais e assessorias técnicas contribuíram para organizar pequenas farmácias comunitárias, fortalecendo tanto a geração de renda quanto o atendimento às necessidades locais. Nazaré reforça que o impacto da rede no dia a dia vai muito além da economia.</p>
<blockquote><p>“Trata-se de um processo educativo e transformador que promove autoestima, liderança e reconhecimento social, valorizando os saberes tradicionais e consolidando o protagonismo feminino nas comunidades rurais”, afirma.</p></blockquote>
<p>Ao falar diretamente com outras mulheres que desejam atuar na defesa do meio ambiente e na economia solidária, a coordenadora reforça a importância da organização coletiva.</p>
<blockquote><p>“Busquem se organizar e encontrar espaços de acolhimento que dialoguem com suas necessidades e afetos. É importante olhar para fora e apoiar mulheres que ainda estão isoladas. A educação é a base para o crescimento e para o fortalecimento da presença feminina”, conclui.</p></blockquote>
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		<title>Breves recebe mutirão de reflorestamento após avanço de queimadas no Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 12:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-03-04-131214-e1772640964469-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta semana, uma comunidade da zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, recebe o mutirão de reflorestamento coordenado pelo Observatório do Marajó, que vai levar mais de 2,5 mil mudas para recuperação de áreas degradadas na região. Em 2024, Breves viveu mais de 20 dias consecutivos sob fumaça provocada por incêndios florestais. O cenário [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-03-04-131214-e1772640964469-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nesta semana, uma comunidade da zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, recebe o mutirão de reflorestamento coordenado pelo Observatório do Marajó, que vai levar mais de 2,5 mil mudas para recuperação de áreas degradadas na região.</p>
<figure id="attachment_41201" aria-describedby="caption-attachment-41201" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-41201" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1024x768.jpg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1200x900.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066.jpg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-41201" class="wp-caption-text">Comunidade N.Sra do Carmo, atendida pelo mutirão em Breves. Foto: Observatório do Marajó</figcaption></figure>
<p>Em 2024, Breves viveu mais de 20 dias consecutivos sob fumaça provocada por incêndios florestais. O cenário é reflexo de um ciclo de desmatamento e queimadas crescentes que têm pressionado a região.</p>
<p>A ação circular começou no último final de semana em Portel, onde a parceria com comunidades levou oficinas, plantio, mapeamento e desenho de mapas de SAFs ao longo de três dias. O que levou a iniciativa até lá foram os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostraram que Portel registrou 4.565 focos de queimadas entre 2023 e 2025, o maior número da área citada.</p>
<p>Salomeia é uma das agricultoras que participaram da ação. Liderança do grupo Sementes do PA, ela comenta que participar do projeto dá continuidade ao propósito do grupo, que é expandir os plantios nas comunidades e usá-los para recuperar áreas degradadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente sabe que é possível (usar o plantio para regeneração de áreas), mas não tínhamos condições de fazer em uma escala maior. Agora, com o mutirão, o que era desejo já é algo possível, real&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Ao todo, a mobilização que reúne 50 membros de comunidades ribeirinhas e quilombolas realiza o plantio de mudas de espécies nativas como açaí, cacau, pracaxi e acapu em sistemas agroflorestais. A ideia principal é garantir renda para as famílias que vivem ali, fortalecendo a economia comunitária, valorizando a floresta em pé e garantindo segurança alimentar.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DVRanaiCIHW/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DVRanaiCIHW/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Observatório do Marajó (@obsdomarajo)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Na comunidade N.Sra do Carmo, principal beneficiada pelo mutirão em Breves, o agricultor Benedito Pantoja revela que sempre sonhou em plantar café, mas nunca conseguiu pelo preço e dificuldade no acesso às mudas. Agora, o sonho é realizado pelo mutirão, que plantou as tão sonhadas mudas de café para Benedito.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu tô realizando um sonho porque sempre quis plantar café, mas nunca deu pelo preço ou pela dificuldade de trazer a muda pra cá. Agora a muda tá aqui sendo plantada e daqui a três ou quatro anos vamos ter esse alimento tão importante na mesa. É um presente finalmente ter minha mudinha, que vai trazer outras oportunidades&#8221;, celebra.</p></blockquote>
<figure id="attachment_41202" aria-describedby="caption-attachment-41202" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-41202" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1024x768.jpg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1200x900.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065.jpg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-41202" class="wp-caption-text">Plantio de mudas na comunidade N.Sra do Carmo, em Breves. Foto: Observatório do Marajó</figcaption></figure>
<p>Ediane Lima, gestora de projetos do Observatório do Marajó, explica que as atividades, planejadas desde 2025, incluem formações em agroecologia, construção de planos de ação comunitária e mapeamento das áreas onde os sistemas agroflorestais serão implantados. Antes do plantio, as comunidades participam de oficinas, intercâmbio de saberes e desenho coletivo dos mapas das áreas produtivas.</p>
<p>Ela explica ainda que a proposta vai além de recompor a vegetação, já que o modelo agroflorestal permite que a produção de alimentos comece já no primeiro ano.</p>
<blockquote><p>“ (As SAFs) Fortalecem a coletividade, geram conhecimentos e contribuem para que as famílias colham alimentos seguros e construam novas fontes de renda”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Já a diretora executiva da organização, Valma Teles, reforça que o plantio representa uma estratégia de futuro para cada município atendido.</p>
<blockquote><p>“Plantamos hoje e promovemos práticas sustentáveis para um futuro melhor. As comunidades estão fazendo na prática o que foi prometido em grandes conferências climáticas. Estamos plantando o presente para garantir um futuro mais próspero.”</p></blockquote>
<p>Além dos mutirões de reflorestamento, o Observatório do Marajó já formou cinco brigadas comunitárias de combate a incêndios florestais desde 2020, fortalecendo a capacidade de resposta das comunidades.</p>
<p>Para eles, a grande expressão das queimadas no Marajó destaca a vulnerabilidade da região, assim como a necessidade de ações urgentes para evitar novos focos e recuperar áreas degradadas.</p>
<p>Após a passagem por Breves e Portel, os mutirões chegarão a Melgaço e Oeiras do Pará nas próximas semanas. Nesses municípios, a grande meta é continuar a corrente para transformar áreas queimadas em novas florestas produtivas, dando novas possibilidades de sustento em parceria com a natureza.</p>
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		<title>Disputa por mercado europeu deve acelerar transição para agroecologia no Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/disputa-por-mercado-europeu-deve-acelerar-transicao-para-agroecologia-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2026 15:13:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Mercosul-UE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/agricultura_familiar22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Acordo Mercosul-União Europeia, assinado no sábado, 17/1, tem potencial para proporcionar o desenvolvimento da agricultura familiar em diversos aspectos. Na avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a perspectiva de expansão dos negócios deve otimizar a composição dos credenciados com o Certificado de Agricultor Familiar (CAF), que já conta com 3,8 milhões de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/agricultura_familiar22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Acordo Mercosul-União Europeia, assinado no sábado, 17/1, tem potencial para proporcionar o desenvolvimento da agricultura familiar em diversos aspectos. Na avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a perspectiva de expansão dos negócios deve otimizar a composição dos credenciados com o Certificado de Agricultor Familiar (CAF), que já conta com 3,8 milhões de inscritos, e estimular o desenvolvimento da agroecologia.</p>
<p>Isso porque, explica o ministro, o interesse no mercado europeu vai estimular o aprimoramento técnico dos trabalhadores, associações e cooperativas. Tanto para melhorar a produtividade quanto para qualificar o manejo e as condições sanitárias, da semeadura à colheita. O mercado europeu, observa Teixeira, já funciona com uma série de exigências.</p>
<p>Isso pode acelerar a transição para a agroecologia, para os bioinsumos e para a saída dos agrotóxicos. &#8220;Então, eu não tenho nenhum receio quanto à capacidade da agricultura de disputar e fornecer para os europeus&#8221;, afirma o ministro do MDA.</p>
<p>No quesito capacitação, o ministério já trabalha com a perspectiva da &#8220;recriação&#8221; de um programa nacional de assistência técnica e extensão rural.</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso está no horizonte, nós precisamos avançar para isso, para que o agricultor tenha toda a assistência técnica, para ele ter qualidade sanitária e qualidade no manejo dos seus produtos e na sua produção&#8221;.</p></blockquote>
<p>Para o ministro, a produção agrícola familiar do Brasil tem tudo para &#8220;ganhar muito&#8221; com o Acordo Mercosul-União Europeia.</p>
<blockquote><p>&#8220;Veja, quem predomina na produção de café no Brasil são os agricultores familiares no Brasil inteiro. Eles, inclusive, poderão vender o café que tiver já processado, sem taxas, para a União Europeia&#8221;, exemplifica.</p></blockquote>
<p>E continua, mencionando a reação brasileira ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a centenas de produtos brasileiros. &#8220;O Brasil tem procurado diversificar os seus mercados. Abriu-se um mercado desse tamanho, um mercado consumidor rico, que poderá comprar vários produtos da agricultura familiar. Além do café, itens como frutas e açaí também ganham destaque&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;O açaí está bombando no mundo inteiro, mas nós temos a manga, a uva, o melão. Então, os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas. E vão ganhar muito abrindo todo o mercado para a agricultura familiar brasileira, porque eu acho que com esse acordo vai bombar. Vai ajudar a aumentar a força da agricultura familiar no Brasil.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Investimento é vital para a agroecologia no Brasil resistir à crise do clima</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/investimento-e-vital-para-a-agroecologia-no-brasil-resistir-a-crise-do-clima/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 15:25:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Articulação Nacional de Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/agroecologia2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A agroecologia, reconhecida como uma ferramenta fundamental para enfrentar a crise climática global, está sendo afetada pelo aumento da temperatura média do planeta. Essa é a principal conclusão do mapeamento realizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que analisou 503 iniciativas agroecológicas em 307 municípios. O estudo ressalta o papel de liderança de pessoas negras, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/agroecologia2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A agroecologia, reconhecida como uma ferramenta fundamental para enfrentar a crise climática global, está sendo afetada pelo aumento da temperatura média do planeta. Essa é a principal conclusão do mapeamento realizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que analisou 503 iniciativas agroecológicas em 307 municípios.</p>
<p>O estudo ressalta o papel de liderança de pessoas negras, que estão à frente de 36,4% dos projetos. Contudo, essa resiliência é confrontada pela barreira institucional: das 503 iniciativas mapeadas, apenas 187 afirmaram acessar políticas públicas.</p>
<blockquote><p> “O mapeamento mostra que essas diversas experiências de enfrentamento às mudanças climáticas podem ser minadas se não receberem o devido apoio do Estado e amplo reconhecimento social de como elas estão produzindo soluções a partir de seus territórios&#8221;, disse a <em>Um Só Planeta</em>.</p></blockquote>
<p>O mapeamento “Agroecologia, Território e Justiça Climática”, realizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), além dos graves impactos causados por secas mais extensas, quebra do calendário de chuvas e temperaturas mais altas, revela as soluções práticas implementadas por mais de 20 mil pessoas.</p>
<p>A pesquisa foi realizada entre abril e junho deste ano, com mais de 20 mil pessoas, em 307 municípios, e envolveu agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses, educadores e estudantes.</p>
<p><strong>Ameaças e impactos das mudanças climáticas</strong></p>
<ul>
<li>As mudanças climáticas levaram à diminuição da produção em 56,3% das experiências e à perda de alimentos em 48,1%.</li>
<li>Para 66%, os impactos das mudanças no clima passaram a ser percebidas nos últimos 10 anos.</li>
<li>73,4% perceberam o aumento da temperatura e 70,8% identificaram a alteração do calendário das chuvas.</li>
<li>Entre os principais impactos das mudanças climáticas registrados, estão o desaparecimento de espécies e variedades vegetais nativas (36,2%), espécies animais nativas (30,4%) e espécies e variedades vegetais agrícolas (19,7%), destacando-se ainda a percepção do aumento de doenças nas criações animais em 12,3% das experiências.</li>
<li>No que se refere à saúde humana, 34,4% das experiências perceberam o aumento de enfermidades associadas às mudanças climáticas, como doenças cardíacas, diminuição da imunidade e adoecimento mental.</li>
<li>A piora da qualidade do ar foi notada em 42,9% das experiências, sobretudo, em grandes centros urbanos e áreas de mineração.</li>
<li>326 iniciativas (64,8%) identificaram quais sujeitos intensificam as mudanças climáticas nos territórios, e o agronegócio foi citado por 221 experiências.</li>
</ul>
<p><strong>Características e soluções apresentadas pelas experiências mapeadas</strong></p>
<ul>
<li>35% das experiências mapeadas são voltadas para produção, beneficiamento, acesso a alimentos e mercados, refletindo o papel da agroecologia na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional e na ampliação do acesso ao alimento saudável.</li>
<li>Outros principais focos das experiências foram a conservação da agrobiodiversidade e a convivência com os territórios (31,4%) – que incluem salvaguarda de sementes e raças animais, práticas de regeneração ecológica, como manejo do solo, salvaguarda de espécies e Sistemas Agroflorestais (SAFs).</li>
<li>As feiras foram apontadas como a principal forma de comercialização da produção agroecológica (14,5%).<br />
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foram as principais políticas públicas federais acessadas, mas somente 37,2% das experiências acessaram políticas públicas.</li>
<li>A construção de conhecimento foi foco de 14,7% das experiências.</li>
<li>O mapeamento identificou que há, pelo menos, 28 grupos envolvidos nas experiências, sendo que mais de 35% das iniciativas são gestionadas por mulheres. Pessoas negras são responsáveis por mais de 36% das iniciativas, e povos indígenas por quase 4%.</li>
<li>As mulheres negras apareceram como responsáveis por 95 experiências, ou seja, cerca de 19%.<br />
214 (42,5%) experiências cadastradas atuam com agricultura urbana; as mulheres negras são protagonistas de 49 delas</li>
<li><span style="font-size: 14px;">A salvaguarda de sementes (37,18%) e a salvaguarda de raças crioulas de animais (9,15%) foram mencionadas como práticas que contribuem no enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas.</span></li>
<li>Na gestão da água, destacaram-se as práticas de manejo (42%), tratamentos ecológicos de esgoto doméstico – biofossas, fossa ecológica, círculo de bananeira etc. (26,2%), fossa bananeira (23,9%), cisternas e captação de água de chuva (22,3%) e barraginhas ou caixas de contenção de enxurradas/caixas secas (9,3%).</li>
<li>Quase 50% das experiências perceberam que a organização de grupos e comunidades é uma prática que contribui para o enfrentamento das mudanças climáticas.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Governo garante mais R$ 200 milhões em crédito para a agricultura familiar</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/governo-garante-mais-r-200-milhoes-em-credito-para-a-agricultura-familiar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 18:50:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperativas]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/mulheres-agricultura-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançou na quinta-feira, 8, o novo edital do programa “Da Terra à Mesa Brasil”. A iniciativa é voltada para organizações da sociedade civil e vai apoiar propostas que promovam a transição agroecológica, com ênfase na produção de alimentos saudáveis pela agricultura familiar. No total, são R$ [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/mulheres-agricultura-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançou na quinta-feira, 8, o novo edital do programa “Da Terra à Mesa Brasil”. A iniciativa é voltada para organizações da sociedade civil e vai apoiar propostas que promovam a transição agroecológica, com ênfase na produção de alimentos saudáveis pela agricultura familiar.</p>
<p>No total, são R$ 100 milhões para o apoio aos projetos. A expectativa é atender ao menos 10 mil famílias agricultoras, priorizando a participação de mulheres (mínimo de 50%), jovens rurais (mínimo de 20%) e povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>As propostas devem ser elaboradas dentro de três eixos: estruturação produtiva, com fomento a sementes crioulas, bioinsumos, sistemas agroflorestais, produção animal, máquinas e manejo sustentável de solo e água; assessoria técnica, com apoio à transição agroecológica com acompanhamento qualificado; e formação e capacitação.</p>
<p>De acordo com o MDA, o edital possui mecanismos para promover a equidade entre as regiões. Para os estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o teto por projeto é de R$ 2 milhões. Já na Região Norte, o limite é de R$ 3 milhões. <a href="https://www.gov.br/mda/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/Editais-de-chamamento-publico/2025/edital-de-chamamento-publico-no-01-2025-saf-mda-da-terra-a-mesa/edital-de-chamamento-publico-no-01-2025-saf-mda-da-terra-a-mesa?_authenticator=50802f8e8fad247141005d48fa85b999d1cfbd63" target="_blank" rel="noopener">Confira o edital neste link</a>. O prazo para inscrição de propostas é até 23 de junho de 2025.</p>
<blockquote><p>“Esse programa vai ao encontro das reivindicações dos movimentos sociais brasileiros que queriam uma maior flexibilização do Pronaf, uma flexibilização do Desenrola Rural – hoje, já são 64 mil agricultores que acessaram o Desenrola, que queriam o aumento do microcrédito. Tudo isso foi feito, mas, mesmo assim, uma parte desses agricultores não acessam o crédito bancário. É por isso que nós estamos lançando esse programa: para o pequeno agricultor que não acessa o crédito bancário&#8221;, afirmou Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.</p></blockquote>
<p>Além dos R$ 100 milhões para o “Da Terra à Mesa Brasil”, a pasta também assinou convênios com o BNDES e a Fundação Banco do Brasil. O acordo garante outros R$ 100 milhões para disponibilizar crédito para as cooperativas de agricultura.</p>
<p>Ao <a href="https://globorural.globo.com/politica/noticia/2025/05/governo-anuncia-r-200-milhoes-em-novas-linhas-para-agricultura-familiar.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural</a>, o ministro afirmou que o governo trabalha para entregar um Plano Safra com valores no mesmo patamar dos anos anteriores. Nos últimos dois anos, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) teve um crédito que variou de R$ 63 bilhões a R$ 76 bilhões</p>
<blockquote><p>&#8220;Nossa esperança é que baixe os juros para aumentar o valor dos recursos do Plano Safra&#8221;, disse.</p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Agroecologia ajuda mulheres do campo a resistirem à degradação da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 12:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amabela]]></category>
		<category><![CDATA[Baixo Tapajós]]></category>
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		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/sistemas_agroflorestais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Produzir sem agredir a floresta é o sonho de muitos agricultores que vivem na Amazônia, mas no oeste do Pará esse é um desejo cada vez mais difícil devido ao avanço do agronegócio que ameaça também os pequenos produtores rurais. No município de Mojuí dos Campos, a agricultora Selma Ferreira, de 55 anos, já viu [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/sistemas_agroflorestais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Produzir sem agredir a floresta é o sonho de muitos agricultores que vivem na Amazônia, mas no oeste do Pará esse é um desejo cada vez mais difícil devido ao avanço do agronegócio que ameaça também os pequenos produtores rurais. No município de Mojuí dos Campos, a agricultora Selma Ferreira, de 55 anos, já viu suas plantações virarem cinzas por causa do fogo gerado nas grandes propriedades.</p>
<p>Em meio aos conflitos territoriais com fazendeiros e aos riscos de insegurança alimentar por causa da destruição dos cultivos tradicionais, Selma e outras cerca de 100 mulheres criaram a Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Belterra (Amabela), que atua para enfrentar problemas como o desmatamento, a grilagem e as queimadas promovendo práticas mais sustentáveis em toda a região do Baixo Tapajós.</p>
<p>Uma das principais alternativas são os sistemas agroflorestais ou agroecologia, em que a produção de alimentos ocorre em áreas com diversidade de espécies e conservação da floresta em pé, bem diferente das práticas comuns nos cultivos de soja e milho, onde além da destruição da floresta predomina o uso de agrotóxicos e outras substâncias nocivas à saúde humana e ao meio ambiente. É nesse sistema que elas produzem o cupuaçu e o cupulate que inspirou os produtos do <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/em-formato-de-barra-receita-tradicional-de-cupulate-ganha-grife-e-conquista-novos-paladares/">chocolatier César de Mendes</a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente trabalhou muito nesse contexto de queimadas, de derrubadas [de árvores], para poder fazer nossas roças. Era nossa sobrevivência. Mas com a chegada da agroecologia, a gente viu que dava de trabalhar diferente&#8221;, disse a agricultora à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2024/12/mulheres-buscam-agricultura-mais-sustentavel-em-meio-a-degradacao-da-amazonia.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de São Paulo</a>.</p></blockquote>
<p>Apesar das vantagens do sistema, as integrantes da Amabala dizem que enfrentaram desafios. De um lado, nas próprias casas, quando os maridos rejeitaram a princípio a ideia de evitar a utilização de fogo na abertura de áreas para plantio. De outro lado, está o desafio permanente de lidar com os grandes fazendeiros e seu modo de produção.</p>
<p>A agricultora Ironildes Santos relata que, por exemplo, em razão dessa diferença já acabou sendo vítima de queimaduras no rosto, tórax e braços por causa de queimadas que tinham começado em propriedades vizinhas maiores.</p>
<p>Além disso, elas contam que sofrem pressão e perseguições por chamar o serviço do Prevfogo para enfrentar as queimadas na região. Mas, para elas, o pior é ver as mudanças na comunidade com a migração dos jovens para cidades maiores em busca de melhores oportunidades de trabalho, já que a degradação também prejudica a atividade econômica tradicional.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando queima a floresta, quando não tem animal, quando não tem como viver aqui, os filhos vão embora para trabalhar, mandar dinheiro e ajudar os pais, mas a saudade fica, né? Eu digo que a pior coisa não é ficar sem água, sem luz ou sem estrada. O pior é não ter os filhos perto&#8221;, lamenta Ironildes Santos.</p></blockquote>
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		<title>Regulamentação dos bioinsumos deve impulsionar agricultura sustentável e familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 18:17:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[bioinsumos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/agricultura_familiar_652-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A aprovação  no Senado do projeto de lei que regulamenta a produção, comercialização e o uso de bioinsumos nas propriedades rurais  abre caminho para a substituição de produtos que fazem mal ao meio ambiente e à saúde e traz normas que beneficiam a agricultura familiar, o cooperativismo e outras formas associativas. Isso porque a proposta, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/agricultura_familiar_652-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A aprovação  no Senado do projeto de lei que regulamenta a produção, comercialização e o uso de bioinsumos nas propriedades rurais  abre caminho para a substituição de produtos que fazem mal ao meio ambiente e à saúde e traz normas que beneficiam a agricultura familiar, o cooperativismo e outras formas associativas.</p>
<p>Isso porque a proposta, que agora vai à sanção presidencial, definirá tratamento diferenciado às unidades de produção de bioinsumo da agricultura familiar, de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais que utilizem comunidades de microrganismos, conhecimentos e práticas tradicionais, preservando suas metodologias.</p>
<p>Segundo o Projeto de Lei 658/21, as normas se aplicam a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, o orgânico e o de base agroecológica. Situações já existentes serão amparadas pela nova lei, como a autorização para produção em unidades para consumo próprio, independentemente do volume, desde que não haja comercialização.</p>
<p>Assim, a unidade de produção não precisará de registro, mas estará sujeita a cadastro simplificado, dispensável a critério da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). De imediato, o texto já dispensa de cadastro a unidade de produção da agricultura familiar.</p>
<p>Essa produção própria poderá se dar inclusive por meio de associação de produtores ou cooperativas, produção integrada, consórcio rural, condomínio agrário ou formas similares. Vale destacar que a produção deverá seguir instruções de boas práticas a serem fixadas em regulamento.</p>
<p>Esse regulamento deverá prever ainda a necessidade ou não de acompanhamento de responsável técnico habilitado pela produção para uso próprio. Para todos os usuários, será proibida a importação de bioinsumos para uso próprio.</p>
<h3><strong>Incentivos</strong></h3>
<p>Para incentivar o setor, o texto prevê que os poderes públicos (federal, estaduais e municipais) poderão usar mecanismos fiscais e tributários, com prioridade para microempresas, cooperativas agrícolas e agricultores familiares. A medida considera que alguns destes insumos diminuem o uso de fertilizantes, na maior parte importados.</p>
<p>Por meio do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) poderão ser adotadas taxas de juros diferenciadas para produtores rurais e suas cooperativas que utilizarem bioinsumos nos sistemas de produção.</p>
<p>Em relação às práticas corretas de uso, o texto prevê o apoio, por meio de agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), inclusive com a descentralização de recursos, por meio de convênios, para fazer chegar ao trabalho desses agentes junto a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como na novela, vassoura-de-bruxa é controlada no Pará com práticas agroecológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 15:15:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Emater]]></category>
		<category><![CDATA[praga]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[vassoura-de-bruxa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/cacau-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A cacauicultura é atualmente um dos segmentos mais fortes da produção rural paraense. Com um mercado em valorização, investimentos no aumento da produtividade, mas também na prevenção de pragas são constantes. Além da preocupação com os casos de monilíase na Amazônia, o setor se mantém alerta para os cuidados com outra doença: [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/cacau-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A cacauicultura é atualmente um dos segmentos mais fortes da produção rural paraense. Com um mercado em valorização, investimentos no aumento da produtividade, mas também na prevenção de pragas são constantes. Além da <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cultivos-agroflorestais-de-cacau-ajudam-para-a-se-manter-livre-da-moniliase/">preocupação com os casos de monilíase na Amazônia</a>, o setor se mantém alerta para os cuidados com outra doença: a chamada vassoura-de-bruxa, que é tratada no enredo da novela <em>Renascer.</em></p>
<p>A trama relembra o impacto da praga que provocou a destruição de plantações inteiras de cacaueiros no interior da Bahia nos anos 1990. A alternativa encontrada pelo protagonista José Inocêncio – interpretado por Humberto Carrão, na primeira fase, e Marcos Palmeira, na seguda &#8211; são as práticas agroecológicas. Mas será que essa estratégia tem fundamento? O <strong>Pará Terra Boa</strong> foi atrás da resposta.</p>
<p>De acordo com o engenheiro agrônomo e especialista em Fisiologia Vegetal, Júlio Albuquerque, a vassoura-de-bruxa é caracterizada pelo ataque de esporos do fungo <em>Moniliophtera perniciosa</em> à almofada floral das plantas. Essa infecção causa danos à floração e aos frutos e ainda deixa as folhas com aspecto seco semelhante a uma vassoura de palha.</p>
<blockquote><p>“O melhor método de controle é manter a lavoura sempre bem limpa e com boas práticas de podas de limpeza e controle da vassoura no início do aparecimento da mesma nas almofadas florais.  O uso de podas auxilia na entrada de luminosidade e ventilação entre as plantas, diminuindo a umidade o que ajudará no controle”, explica.</p></blockquote>
<p>Uma das vantagens é que esse tipo de técnicas de manejo pode ser facilmente adotado por agricultores familiares. Também são práticas que estão dentro do escopo da agroecologia que visa promover sistemas agrícolas de base ecológica com valorização da biodiversidade e a produção de alimentos voltada à segurança alimentar e nutricional.</p>
<figure id="attachment_27536" aria-describedby="caption-attachment-27536" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-27536" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/jose-inocencio-renascer-1024x576.jpg-300x169.webp" alt="" width="557" height="314" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/jose-inocencio-renascer-1024x576.jpg-300x169.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/jose-inocencio-renascer-1024x576.jpg-768x432.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/jose-inocencio-renascer-1024x576.jpg-150x84.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/jose-inocencio-renascer-1024x576.jpg-450x253.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/jose-inocencio-renascer-1024x576.jpg.webp 1024w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-27536" class="wp-caption-text">José Inocêncio (Humberto Carrão) combate a vassoura-de-bruxa com práticas ecológicas no novela da Globo</figcaption></figure>
<p>Por isso, Júlio Albuquerque destaca que as práticas agroecológicas pensadas por José Inocêncio dão uma contribuição efetiva para o combate à vassoura-de-bruxa. Aliás, essa abordagem foi crucial para conter a disseminação de casos da praga no estado do Pará nos anos 2000.</p>
<blockquote><p>“A vassoura-de-bruxa consegue ser controlada com práticas agroecológicas. Foi assim que nós orientamos os produtores de cacau em Medicilândia, na época de 2007 até 2010, quando então conseguimos acompanhar e auxiliar na certificação de algumas propriedades que receberam o Certificado de Produção Orgânica. Com isso, conseguimos acessar alguns nichos de mercado e obter melhores preços”, afirma o agrônomo que também é supervisor regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-Pará) na região da Transamazônica e Xingu.</p></blockquote>
<h3>Melhoramento Genético</h3>
<p>Outro aliado do combate à doença é o melhoramento genético desenvolvido com a seleção e cruzamento de variedades mais resistentes e produtivas. Nesse campo, o principal avanço foi conquistado com a obtenção de <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cupuacu-5-0-com-boa-produtividade-e-resistencia-a-vassoura-de-bruxa-e-apresentado-a-produtores/">cultivares de cupuaçu 5.0,</a> que também pode ser afetado pela vassoura-de-bruxa. Porém, Júlio Albuquerque acredita que os investimentos em genética vegetal devem ajudar no desenvolvimento futuro de cultivares de cacau.</p>
<blockquote><p>“No Pará, o controle da vassoura de bruxa é realizado preventivamente com as podas e também aplicação de caldas biológicas, com uso de urina de vacas em lactação, cinzas e outras técnicas”, reforça o supervisor da Emater.</p></blockquote>
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		<title>Cultivos agroflorestais de cacau ajudam Pará a se manter livre da monilíase</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Feb 2024 13:56:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/cacau5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Matéria-prima para a produção do chocolate, o cacau é um fruto típico da região amazônica que conquistou o mundo. Mas essa produção tem sido rondada pela ameaça da monilíase, que foi detectada em localidades dos estados do Acre e do Amazonas, o que aumentou o sinal alerta no estado do Pará, que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/cacau5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Matéria-prima para a produção do chocolate, o cacau é um fruto típico da região amazônica que conquistou o mundo. Mas essa produção tem sido rondada pela ameaça da monilíase, que foi detectada em localidades dos estados do Acre e do Amazonas, o que aumentou o sinal alerta no estado do Pará, que <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-lidera-producao-de-cacau-com-mais-de-150-mil-toneladas-colhidas-em-2023/">lidera a produção nacional de cacau com mais de 150 mil toneladas</a>.</p>
<p>A monilíase é uma doença causada por um fungo que ataca os frutos de plantas do gênero Theobroma, incluindo o cacaueiro e o cupuaçuzeiro. Em sua fase infectante, a praga é caracterizada pela presença de uma espécie de pó branco na parte superior dos frutos. Esse sintoma faz com que eles se soltem mais facilmente das árvores e contribui para a disseminação do fungo causador pelo vento ou por materiais como roupas, sementes e embalagens.</p>
<p>Para evitar que a infestação atinja as lavouras paraenses, uma série de ações vem sendo reforçadas desde o registro dos primeiros casos nos anos de 2021 e 2022. Aliado a isso, o fato de que os cacauicultores paraenses mantém cultivos baseados em sistemas agroflorestais (SAFs) ou agroflorestas, como ocorre em Tomé-Açu e na região da Transamazônica, é um diferencial que também ajuda a manter a sanidade da lavoura.</p>
<blockquote><p>“O cultivo em SAFs são referências porque nesse modelo de sistema de cultivo se promove um equilíbrio do meio ambiente, com diminuição da ocorrência de pragas e doenças dentro do plantio. É um modelo que diminui a incidência de pragas e contribui com o clima”, explica a engenheira agrônoma e diretora de defesa e inspeção vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Lucionila Pimentel.</p></blockquote>
<p>Um dos aspectos positivos dos sistemas agroflorestais é associação de culturas agrícolas variadas com a vegetação nativa, o que ajuda a fornecer sombra e a reter água e nutrientes no solo, por exemplo. Já as práticas agroecológicas podem gerar outros benefícios, como a eliminação do uso de agrotóxicos e outros agentes químicos bastante utilizados em propriedades onde predomina a monocultura.</p>
<blockquote><p>“Em sistemas de cultivo a pleno sol, há uma rotina de aplicação de produtos agrotóxicos, então a utilização desses produtos é muito maior, o que vai na contramão da sustentabilidade”, diz a engenheira agrônoma ressaltando que o Pará não tem nenhum registro de monilíase.</p></blockquote>
<p><strong>Combate à monilíase no Pará</strong></p>
<p>O êxito do estado na contenção da praga também está associado às diversas ações de caráter preventivo desenvolvidas nas áreas de fiscalização, biossegurança e educação fitossanitária. Somente em 2023 foram mais mil propriedades vistoriadas em todo o estado, bem como inspeções portos e rodovias, principalmente nas áreas de fronteira. Além disso, palestras, rodadas de conversa e capacitações são realizadas junto a agricultores e cooperativas de todas as regiões produtoras de cacau.</p>
<p>Uma das medidas divulgadas nesses encontros é relacionada à importância da poda adequada para que as árvores fiquem com altura entre 2,20 e 2,50m. De acordo com Lucionila Pimentel, o rebaixamento contribui para o arejamento dos vegetais e permite que os produtores possam detectar com mais rapidez os sinais de surgimento de esporos e outros sintomas da praga.</p>
<blockquote><p>“Somos o maior produtor de cacau do Brasil. Temos uma cadeia produtiva que envolve cerca de 32 mil agricultores, em sua maioria familiares e que trabalham buscando um equilíbrio ambiental. A entrada de uma praga quarentenária causaria impacto econômicos, sociais e ambientais muito grande, por isso, estamos realizando essas ações continuadamente”, frisa a diretora da Adepará.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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