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	<title>agricultura no pará &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Mães da terra: mulheres transformam o campo com sustentabilidade e força coletiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:23:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-16.41.28-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Antes do amanhecer, elas já dividiram o tempo entre o cuidado com os filhos, o café no fogão e o manejo da roça. Neste Dia das Mães, o olhar se volta para as mulheres que personificam a multifuncionalidade no campo: aquelas que administram propriedades, lideram cooperativas e movimentam a economia, provando que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-16.41.28-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Antes do amanhecer, elas já dividiram o tempo entre o cuidado com os filhos, o café no fogão e o manejo da roça. Neste Dia das Mães, o olhar se volta para as mulheres que personificam a multifuncionalidade no campo: aquelas que administram propriedades, lideram cooperativas e movimentam a economia, provando que sustentabilidade e produção caminham juntas.</p>
<p>Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, as mulheres dirigem ou codirigem cerca de 1,7 milhão de propriedades rurais no Brasil. No Pará, essa força é nítida em mais de 57 mil estabelecimentos gerenciados por elas — o equivalente a 20% do total do estado. São, em sua maioria, produtoras acima dos 45 anos que atuam na agricultura familiar, quintais agroflorestais e pecuária, conciliando a geração de renda com a missão de garantir a segurança alimentar de suas famílias.</p>
<p>Com tantas responsabilidades acumuladas entre a maternidade e a gestão da terra, o que essas mulheres gostariam de compartilhar?</p>
<p>Neste Dia das Mães, o <strong>Pará Terra Boa</strong> ouviu quem faz do cuidado a sua maior ferramenta de produtividade.</p>
<h3><strong>“Administrar uma família é um grande trabalho de gestão”</strong></h3>
<p>Há 12 anos, a produtora rural Maria Gorete Ribeiro trocou a vida urbana e o trabalho como secretária pela rotina no campo. Hoje, à frente de uma propriedade de 78 hectares em Novo Repartimento, ela se tornou referência em manejo sustentável e regularização ambiental na pecuária paraense.</p>
<figure id="attachment_42529" aria-describedby="caption-attachment-42529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42529" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/04082025-Z09_1957-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-42529" class="wp-caption-text">Maria Gorete em sua propriedade em Novo Repartimento. Foto: André Dib/TNC</figcaption></figure>
<p>Graças ao trabalho diário e a busca por políticas públicas, ela foi a primeira produtora do município a identificar todo o rebanho e realizar venda direta ao frigorífico.</p>
<blockquote><p>“Quando está tudo dentro das regras, fica mais fácil ter novas oportunidades e ganhar mais entrada no mercado e em projetos de incentivo. Isso é fundamental para mais pessoas engajem na produção sustentável”, diz.</p></blockquote>
<p>Mas o caminho não foi simples. Além dos desafios técnicos, Gorete precisou enfrentar o preconceito por ser mulher em um setor historicamente masculino.</p>
<blockquote><p>“Por muito tempo os caras não queriam me respeitar por ser mãe, mulher, proprietária. Tive que mostrar resultados muito acima da média para conquistar respeito, o que é péssimo. A única parte boa disso é que quando você prova que dá para produzir de forma sustentável e ter vantagens práticas, você vira referência”, conta.</p></blockquote>
<p>Hoje, ela é frequentemente convidada para conversar com outras produtoras sobre regularização ambiental, sustentabilidade e gestão rural. E é justamente na experiência de mãe e chefe de família que ela diz encontrar força para administrar o negócio.</p>
<blockquote><p>“Existe um julgamento que nem sempre é dito na cara (por ser mulher e mãe). Algumas pessoas olham como se tua capacidade fosse menor por administrar a família e ao mesmo tempo cuidar da terra, do gado e do dinheiro. Administrar uma família envolve tantos detalhes que jamais pensariam isso se soubessem o grande trabalho de gestão que é manter uma família de pé&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Para Gorete, as políticas públicas voltadas ao campo fazem diferença concreta na vida dessas famílias chefiadas pelas mães, avós e tias.</p>
<blockquote><p>“Quando aquela mãe vê que existem políticas públicas suficientes para dar apoio ao trabalho dela, tipo um Pronaf Mulher, é quase a mesma coisa do que ter alguém para ajudar com os filhos numa emergência. O apoio do governo é fundamental e ajuda a salvar vidas”, frisa.</p></blockquote>
<h3><strong>“Sonhar junto vai mudar o futuro da nossa comunidade”</strong></h3>
<p>Na Terra Quilombola Moju-Miri, o trabalho coletivo é parte da sobrevivência e da construção do futuro.</p>
<p>Michele Cardoso é uma das criadoras da Kakau Rivier, marca de chocolates e derivados do cacau desenvolvida por sete famílias da comunidade. Filha e neta de agricultores, ela cresceu vendo o trabalho na roça como parte da identidade familiar, mas percebeu cedo que seria preciso inovar para garantir renda e permanência das novas gerações no território.</p>
<blockquote><p>“Viver é cada vez mais caro, embora a gente tenha uma boa disposição do básico para alimentação, só ela não basta para que nossos filhos também tenham uma vida digna”, explica.</p></blockquote>
<p>Na comunidade, as decisões e os desafios são compartilhados, o que também reflete na produção agrícola e na adoção de práticas sustentáveis como Sistemas Agroflorestais, onde mesclam plantios de cacau com cupuaçu, banana e outras culturas.</p>
<blockquote><p>“Uma parte muito importante do nosso conhecimento da roça vem do que nossos pais, tios e avós aprenderam ao longo da vida. Agora que podemos estudar mais e entender melhor os programas de incentivo, entramos numa nova fase de juntar o que sabemos desde sempre com o que a ciência avançou&#8221;, cita.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Michele acredita que a chegada de escolas, universidades e políticas voltadas ao campo vem mudando a relação dos jovens com a vida rural.</p>
<blockquote><p>“Por muito tempo existia aquela ideia nos meninos e nas meninas de que precisava ir para a cidade grande para fazer a vida. Aos poucos isso está mudando. Nem todo mundo é mais obrigado a abandonar a terra pra virar gente&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Para ela, iniciativas sustentáveis têm impacto muito além da produção: possuem o poder de unir famílias, alinhar propósitos e reinventar o próprio futuro, consolidando um sonho coletivo de décadas. Entretanto, a manutenção desses direitos pode ser preservada (e ampliada) por um instrumento importante: o investimento em políticas públicas.</p>
<figure id="attachment_42530" aria-describedby="caption-attachment-42530" style="width: 802px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-42530" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram.jpg" alt="" width="802" height="931" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram.jpg 802w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-258x300.jpg 258w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-768x892.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-150x174.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260508_104216_Instagram-450x522.jpg 450w" sizes="(max-width: 802px) 100vw, 802px" /><figcaption id="caption-attachment-42530" class="wp-caption-text">Representantes da comunidade de Moju-Miri em evento sobre cacau. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Projetos e leis que ajudam a cuidar do campo não geram bem só para a natureza, mas para as famílias, para a autoestima e para as comunidades que fazem a economia girar. Um sonho sonhado junto dos nossos pode mudar uma vida inteira”, comenta.</p></blockquote>
<h3>Jornada dupla de força e resiliência</h3>
<p>A história da agricultora e empreendedora Ginelda Lima, de Tomé-Açu, carrega marcas profundas de uma história bem conhecida na Amazônia: infância ribeirinha, maternidade precoce e pobreza. Entretanto, uma história que parecia ter um roteiro pronto foi transformada graças ao trabalho coletivo e a resiliência.</p>
<p>Filha de indígenas e caboclos, ela narra que chegou a Tomé-Açu ainda criança, depois que a mãe se separou do pai e precisou criar sozinha nove filhos. Sem nunca ter frequentado escola até os 12 anos, ela cresceu vendo a mãe sustentar a família produzindo farinha.</p>
<blockquote><p>“Eu não me tornei agricultora, eu nasci agricultora&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Embora tivesse o sonho de ter uma casa de farinha, a vida seguiu por caminhos difíceis. Ginelda casou aos 14 anos, foi mãe ainda adolescente e anos depois, acabou abandonada pelo marido. Desempregada e com as filhas cursando faculdade em Belém, ela encontrou na mandioca uma forma de sobreviver.</p>
<blockquote><p>“Eu vendia mandioca ralada cedo nas padarias para sustentar minhas filhas. Era a única forma de conseguir dinheiro para ajudar elas”, relembra.</p></blockquote>
<p>Foi nesse período que o turismo de base comunitária trouxe visitantes canadenses que mudariam sua vida. Encantados com sua história e com o trabalho coletivo desenvolvido no sítio, eles decidiram financiar a construção da tão sonhada Casa de Farinha Quebec, que leva no nome a lembrança deste encontro.</p>
<p>Hoje, o empreendimento possui certificações nacionais, vende para outros outros países, abastece programas de merenda escolar e reúne dezenas de famílias fornecedoras.</p>
<blockquote><p>“Meus filhos foram criados com a agricultura e isso é motivo de muito orgulho. O trabalho na terra é tão ancestral quanto a própria maternidade”, celebra.</p></blockquote>
<p>Ao longo do tempo, a produção também passou a incorporar sistemas agroflorestais, com plantio de mandioca integrado a espécies como açaí, cacau, cupuaçu, castanha-do-pará, cumaru e seringueira. Atualmente, a casa de farinha compra dos pequenos agricultores, processa e vende, gerando renda contínua para todos.</p>
<p>Entretanto, ela afirma que uma das maiores conquistas foi gerar oportunidades para outras mulheres, especialmente mães solo, que as vezes se enxergam sem saída no momento do abandono.</p>
<blockquote><p>“A casa de farinha ajudou muito as mulheres solteiras, mães que não tinham condições. Hoje existe planejamento da roça, assistência técnica, parceria com prefeitura, sementes. Elas plantam e me vendem de volta. Todas sustentando suas famílias e sonhos com dignidade&#8221;, detalha.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42533" aria-describedby="caption-attachment-42533" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42533" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1024x576.jpg" alt="" width="814" height="458" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1024x576.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-768x432.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1536x864.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321-1200x675.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260507-WA0321.jpg 1599w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42533" class="wp-caption-text">Ginelda (em destaque) recebendo grupos de instituições na Casa de Farinha promovendo formação em práticas sustentáveis. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Ao olhar para trás, ela resume a trajetória com a frase que sua avó gostava de dizer: “Sonho que se sonha só é só um sonho. Mas sonho que se sonha junto se torna realidade&#8221;. Em seguida, dá um recado para mães, avós e mulheres.</p>
<blockquote><p>&#8220;Busquem informação, seja de turismo comunitário, SAFs, negócios sustentáveis, pagamento por serviços ambientais, bioeconomia. Nada é tão nosso quanto ter nosso sustento e dos nossos filhos garantido. Tem um monte de políticas públicas aí que dizem que vai nos beneficiar e outras tantas que já foram criadas nos últimos anos, vão atras delas. Uma conversa com líder comunitário ou alguém de um escritório rural pode trazer a transformação que tua vida precisa&#8221;, diz.</p></blockquote>
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