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	<title>Agenda climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Agenda climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Com participação de 67 países, Pré-COP começa com apelo para um consenso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 13:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/projecao_pre-cop-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O caminho para a COP30 em Belém, no Pará, começou oficialmente em Brasília com a Pré-COP &#8211; um encontro preparatório que reuniu representantes de 67 nações. Em uma agenda marcada por tensões globais, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumiu a abertura na ausência do presidente Lula, que estava em viagem à Itália. O embaixador André Corrêa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/projecao_pre-cop-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O caminho para a COP30 em Belém, no Pará, começou oficialmente em Brasília com a Pré-COP &#8211; um encontro preparatório que reuniu representantes de 67 nações. Em uma agenda marcada por tensões globais, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumiu a abertura na ausência do presidente Lula, que estava em viagem à Itália.</p>
<p>O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, revelou a principal meta da reunião: forjar um consenso prévio para evitar &#8220;bloqueios&#8221; durante as negociações cruciais em Belém. No entanto, o cenário diplomático já mostra falhas, com a ausência dos Estados Unidos e o notório silêncio da União Europeia sobre sua meta climática, o que leva o Sul Global a liderar os diálogos, conforme apontado por analistas.</p>
<p>Na tribuna, Alckmin reforçou o compromisso do Brasil em alcançar o &#8220;desmatamento ilegal zero até 2030&#8221;, mencionando a queda de quase 50% no desmatamento e as políticas brasileiras para a indústria e energia verde.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com essa estratégia, o Brasil reafirma sua vocação como potência em bioenergia e inovação climática. Enquanto o mundo ainda debate caminhos,  nós já temos resultados concretos, legislação moderna e governança integrada&#8221;.</p></blockquote>
<p>A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cobrou o financiamento de programas ambientais dos países desenvolvidos.</p>
<p>“Os recursos destinados à proteção [da natureza] estão muito aquém do necessário. Estima-se a necessidade de US$ 282 bilhões por ano, mas hoje contamos com apenas um quarto desse valor. Para preencher essa lacuna, precisamos mobilizar um menu de ações concretas de financiamento para a natureza. (…) Não se trata de doação, mas de investimento”, afirmou Marina Silva.</p>
<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a urgente reforma dos bancos multilaterais para destravar o financiamento climático global. Haddad, que chefia o Círculo de Ministros das Finanças da COP30, colocou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como uma &#8220;proposta-chave&#8221;.</p>
<p>Para o ministro, a articulação deste fundo com o mercado internacional de crédito de carbono é a fórmula para transformar os ambiciosos objetivos de Belém em &#8220;resultados concretos&#8221; para o financiamento de US$ 1,3 trilhão em jogo.</p>
<h3>A voz das ruas</h3>
<p>Se a diplomacia se concentrou nas salas, a sociedade civil garantiu que suas demandas ecoassem pela capital.</p>
<p>O Ministério da Justiça foi palco de uma marcha de cerca de 200 indígenas, que levaram um documento gigante e uma caneta inflável de cinco metros, pressionando o Presidente Lula a finalizar a demarcação das Terras Indígenas antes da COP30.</p>
<p>Simultaneamente, organizações dominaram o cenário urbano com outdoors e cartazes perto do aeroporto de Brasília, cobrando o fim dos combustíveis fósseis e buscando incluir o tema na pauta dos negociadores.</p>
<p>Em uma poderosa demonstração de urgência, crianças e adolescentes do Brasil enviaram 1.300 mensagens aos participantes, relatando os impactos climáticos em suas vidas. A ação <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/pre-cop30-em-brasilia-faz-campanha-por-mais-financiamento-para-adaptacao/" target="_blank" rel="noopener">Do Presente ao Futuro com Adaptação Climática</a> também projetou um apelo em oito cidades — de Brasília a Alter do Chão (PA) — exigindo que os países tripliquem o financiamento para adaptação, para evitar um colapso financeiro pós-2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Turismo sustentável pode atrair investimentos e aumento da competitividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 14:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Combi]]></category>
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		<category><![CDATA[imersão na floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Sebrae]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/Ilha-do-Combu-Credito-Ascom-Ideflor-bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Diferentes setores do turismo se unem para criar roteiros alinhados à agenda climática, em Belém, no Pará, com a união de experiências de imersão na floresta, gastronomia regional e a valorização de sistemas produtivos sustentáveis. A ideia das iniciativas é de aproveitar as oportunidades trazidas pelo turismo sustentável, como a atração de investimentos e aumento [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/Ilha-do-Combu-Credito-Ascom-Ideflor-bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Diferentes setores do <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-recebe-r-390-milhoes-para-investimentos-em-infraestrutura-e-turismo/" target="_blank" rel="noopener">turismo</a> se unem para criar roteiros alinhados à agenda climática, em Belém, no Pará, com a união de <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/roteiros-turisticos-buscam-explorar-encantos-pouco-conhecidos-do-oeste-do-para/" target="_blank" rel="noopener">experiências de imersão na floresta,</a> <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/rota-turistica-valoriza-cadeia-produtiva-do-cacau-e-do-chocolate-na-regiao-da-transamazonica-e-xingu/" target="_blank" rel="noopener">gastronomia regional</a> e a valorização de sistemas produtivos sustentáveis. A ideia das iniciativas é de aproveitar as oportunidades trazidas pelo <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/estrategia-de-impacto-socioambiental-impulsiona-turismo-na-regiao-do-rio-xingu/" target="_blank" rel="noopener">turismo sustentável,</a> como a atração de investimentos e aumento da competitividade, e também de superar os desafios de articulação entre os atores que participam das duas agendas.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1607683&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1607683&amp;o=node" /></p>
<p>O empreendedor do setor de hospedagem, Parys Fonseca, criou um modelo de negócio que une a experiência de imersão na floresta Amazônica à hospedagem sustentável. A partir de uma consulta ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Pará, ele conheceu uma estrutura modular reciclável, que além de causar menos impacto ambiental por um custo menor, ainda mantém a temperatura do ambiente estável, sem necessidade de refrigeração artificial.</p>
<blockquote><p>“O processo de instalação foi muito rápido, em duas semanas eu já estava alugando para hospedagem. E eu achei ele mais interessante, porque a obra foi mais simples, o módulo se adequa ao ambiente e também é termoacustico”, diz.</p></blockquote>
<figure id="attachment_30164" aria-describedby="caption-attachment-30164" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-30164" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel-300x179.webp" alt="" width="615" height="367" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel-300x179.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel-1024x613.webp 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel-768x459.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel-150x90.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel-450x269.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/hospedagem_sustetnavel.webp 1170w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><figcaption id="caption-attachment-30164" class="wp-caption-text">O empreendedor Parys Fonseca criou um modelo de negócio que une a experiência de imersão na floresta Amazônica à hospedagem sustentável na Ilha do Murucutu. Foto: Parys Fonseca</figcaption></figure>
<p>Localizado na Ilha do Murucutu, uma das 42 que integram o território da capital paraense, o empreendimento de Parys consegue oferecer aos visitantes não apenas uma oportunidade de dormir imerso na floresta amazônica, como experiências gastronômicas com produtos regionais e originários de cadeia produtiva sustentável existente na região.</p>
<blockquote><p>“O próximo passo é também criar uma rota para que os turistas conheçam a cadeia produtiva do palmito do açaí, assim como já existe a do cacau na<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/turismo-de-base-comunitaria-aposta-na-valorizacao-das-tradicoes-paraenses/" target="_blank" rel="noopener"> Ilha do Combu.</a> E o Sebrae tá me dando esse apoio de treinamento, gestão e tem sido fundamental para os moradores, os ribeirinhos e os empreendedores da região”, diz.</p></blockquote>
<h3>COP30 antecipou alinhamento</h3>
<p>De acordo com o diretor- superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, a escolha de Belém como sede para a <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/cop30-e-oportunidade-de-ouro-para-expansao-do-turismo-no-para/" target="_blank" rel="noopener">30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30)</a> em 2025 antecipou o alinhamento das agendas na região.</p>
<blockquote><p>“O evento destacou a importância da Amazônia e incentivou discussões sobre práticas sustentáveis e adaptação às mudanças climáticas. Isso gerou uma maior conscientização entre empresários e gestores públicos sobre a necessidade de integrar a sustentabilidade nas atividades turísticas, promovendo um modelo de turismo mais responsável e alinhado com as metas climáticas globais.”</p></blockquote>
<p>A articulação entre esses diferentes atores do<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-tem-expansao-do-turismo-e-da-rede-hoteleira-afirma-fapespa/" target="_blank" rel="noopener"> turismo</a> e da sustentabilidade e uma agenda climática clara para o setor foram desafios apontados em um diagnóstico elaborado pela Câmara Temática de Sustentabilidade e Ações Climáticas do Conselho Nacional de Turismo (CNT), na construção do Plano de Adaptação Climática para o Turismo. Por outro lado, o turismo sustentável também traz oportunidades apontadas no documento, como oportunidade de parcerias atraídas pela lógica ganha-ganha e a possibilidade de agregar valor aos destinos.</p>
<p>O diagnóstico foi uma das ferramentas que subsidiou o Plano Nacional de Turismo para o quadriênio 2024-2027, publicado nesta terça-feira (13), no <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-12.136-de-9-de-agosto-de-2024-577609987" target="_blank" rel="noopener"><em>Diário Oficial da União</em></a>.</p>
<p>Além de estabelecer as diretrizes para as ações que visam tornar o Brasil, “o país que mais recebe turistas na América do Sul até 2027”, também traz os princípios que orientam suas ações, como cooperação, inserção produtiva das pessoas, regionalização, transformação digital e sustentabilidade.</p>
<p>De acordo com o Ministério do Turismo, esses princípios estarão presentes em todos os 20 programas previstos no plano e que foram apresentados durante a <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-08/governo-quer-atrair-81-milhoes-de-turistas-internacionais-ate-2027" target="_blank" rel="noopener">8ª edição do Salão do Turismo: Conheça o Brasil</a>, no Rio de Janeiro.</p>
<h3>Metas</h3>
<p>A expectativa é fazer com que a política pública no Brasil possa aumentar de 312 para 400 o número de municípios turísticos no país e também incrementar os postos de trabalho do setor, o número de viagens entre os brasileiros e também o turismo de estrangeiros no país, além de aumentar de US$ 6,6 para US$ 8,1 bilhões, ao ano, a receita gerada pelos visitantes internacionais no Brasil.</p>
<p>“Todo esse trabalho será fundamental para posicionar o Brasil entre as principais lideranças na promoção de um turismo sustentável, de baixo impacto ambiental e com responsabilidade social&#8221;, declarou o ministro do Turismo, Celso Sabino.</p>
<p class="alt-font font-italic my-2 small text-info"><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>A 500 dias da COP30, Belém se prepara para deixar um legado que vá além do evento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 17:41:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/500-dias-COP-Carlos-Tavares-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Belém já vive a contagem regressiva para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Nesta sexta-feira, 28, o relógio instalado ao lado da sede do Governo do Pará anuncia que faltam exatamente 500 dias para o evento, que será realizado entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/500-dias-COP-Carlos-Tavares-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Belém já vive a contagem regressiva para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Nesta sexta-feira, 28, o relógio instalado ao lado da sede do Governo do Pará anuncia que faltam exatamente 500 dias para o evento, que será realizado entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. A expectativa é grande para as decisões que serão tomadas aqui e vão repercutir no mundo todo.</p>
<p>Enquanto isso, a cidade e o estado dão andamento às  <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/governo-do-para-anuncia-conjunto-de-obras-de-infraestrutura-e-mobilidade-para-a-cop30/">obras planejadas que devem dar uma nova cara para a cidade</a> e gerar transformações que vão além do evento. Levantamento do <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/06/28/500-dias-para-a-cop-na-amazonia-como-estao-as-obras-que-somam-mais-de-r-4-bilhoes-em-belem.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1</a> Pará aponta que há 13 obras sendo executadas, sendo sete da administração estadual e seis da prefeitura, que somam mais de R$ 4 bilhões em investimentos.</p>
<p>Entre os projetos estão a criação de marque lineares na <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/belem-tera-doca-revitalizada-e-com-arborizacao-para-a-cop30/">Nova Doca</a> e na Avenida Tamandaré, a construção do Porto Futuro II, onde funcionará um novo empreendimento hoteleiro e o Museu das Amazônias, e do Parque da Cidade, que ocupará uma área de 500 hectares, onde deve ser concentrada a programação da COP30. Após a conferência, o espaço será mais um dedicado ao turismo, à gastronomia, ao lazer e à economia criativa. De acordo com a reportagem, esta é a obra mais cara do evento, com orçamento de R$ 980 milhões.</p>
<p>As intervenções pensadas para a COP incluem ainda investimentos em saneamento urbano, com expansão da rede de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto; obras de macrodrenagem em bacias da área periférica, como o Tucunduba; e melhoria de vias e serviços de mobilidade.</p>
<figure id="attachment_29463" aria-describedby="caption-attachment-29463" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-29463 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/obras-parque-da-cidade-Augusto-Miranda-Agencia-Para.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/obras-parque-da-cidade-Augusto-Miranda-Agencia-Para.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/obras-parque-da-cidade-Augusto-Miranda-Agencia-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/obras-parque-da-cidade-Augusto-Miranda-Agencia-Para-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/obras-parque-da-cidade-Augusto-Miranda-Agencia-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/obras-parque-da-cidade-Augusto-Miranda-Agencia-Para-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-29463" class="wp-caption-text">Parque da Cidade é um dos espaços que receberá a programação da COP30. Foto: Augusto Miranda / Agência Pará</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Estamos requalificando a cidade, melhorando a vida de 2,3 milhões de pessoas que vivem e trabalham na região metropolitana. Essas pessoas poderão ter uma cidade que passou por profundas transformações, resultado do investimento de 4 bilhões de reais em infraestrutura, mobilidade, desenvolvimento urbano, conectividade e turismo. São ações que irão gerar emprego, renda e trazer desenvolvimento para todo o estado do Pará”, afirmou à <a href="https://agenciapara.com.br/noticia/57490/contagem-regressiva-para-cop-30-faltam-500-dias-para-conferencia-climatica-da-onu" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a> o governador Helder Barbalho.</p></blockquote>
<h3>Bioeconomia</h3>
<p>Além de melhorias em infraestrutura, o estado também aposta nos resultados de uma política pensada para conciliar a proteção da floresta com o desenvolvimento socioeconômico e as necessidades das populações locais. Os resultados que apontam <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-registra-queda-de-29-nos-alertas-de-desmate-em-maio-e-lidera-reducao-na-amazonia/">queda no desmatamento no estado</a> são avanços nesse sentido, porém o Pará busca atuar também como um indutor do desenvolvimento.</p>
<blockquote><p>“É importante que a gente não invista apenas em controle e fiscalização, porque se você não der uma alternativa para fazer uma transição do uso do solo nós sempre estaremos agindo apenas como um estado policial, fiscalizatório. Precisamos criar um ambiente propício ao desenvolvimento sustentável para todas as pessoas que moram ali. A floresta viva precisa valer mais do que a floresta morta”, defende o governador.</p></blockquote>
<p>Para isso, o estado elaborou <span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">um Plano de Bioeconomia, que fomenta iniciativas socioambientais, como o trabalho de cooperativas e atividades econômicas de baixa emissão de carbono. O fortalecimento desse setor deve ser decisivo para que o Pará alcance a meta de zerar suas emissões até 2035 e dê um exemplo para o mundo de como crescer economicamente com respeito à natureza, aos povos tradicionais e à biodiversidade.</span></p>
<blockquote><p>“Belém está a 500 dias de se tornar a capital mundial do debate climático, mas para nós a COP já começou. Todas as tomadas de decisões que nós estamos fazendo a partir da oportunidade de ser sede da COP são para deixar um legado para a Amazônia, para os povos da floresta e para Belém, como cidade-sede do evento”, ressalta Helder Barbalho.</p></blockquote>
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		<title>Em Belém, ministro irlandês manifesta apoio à COP30 e a financiamento ambiental</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cop30/em-belem-ministro-irlandes-manifesta-apoio-a-cop30-e-a-financiamento-ambiental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 20:12:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda climática]]></category>
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		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/ministro-Irlanda-em-Belem-Credito-Marcio-Santos-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ministro do Meio Ambiente, Clima, Comunicações e Transporte da Irlanda, Eamon Ryan, e da embaixadora da Irlanda no Brasil, Fiona Flood, estiveram em Belém, na quarta-feira, 13, onde se reuniram com o governador do Pará, Helder Barbalho, e o prefeito da cdade, Edmilson Rodrigues, para tratar sobre a COP30, entre outros temas. De acordo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/ministro-Irlanda-em-Belem-Credito-Marcio-Santos-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ministro do Meio Ambiente, Clima, Comunicações e Transporte da Irlanda, Eamon Ryan, e da embaixadora da Irlanda no Brasil, Fiona Flood, estiveram em Belém, na quarta-feira, 13, onde se reuniram com o governador do Pará, Helder Barbalho, e o prefeito da cdade, Edmilson Rodrigues, para tratar sobre a COP30, entre outros temas.</p>
<p>De acordo com o ministro irlandês, o propósito era conhecer mais da realidade local e da Amazônia e, assim, fortalecer as alianças em torno dos debates sobre as mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“O que acontecerá em Belém terá o mesmo impacto e a mesma importância da ECO 92, que foi realizada no Rio de Janeiro”, projetou Eamon Ryan em entrevista à <a href="https://agenciabelem.com.br/Noticia/240499/ministro-do-meio-ambiente-da-irlanda-visita-belem-e-declara-apoio-do-pais-a-realizacao-da-cop-30-na-cidade" target="_blank" rel="noopener">Agência Belém</a>, destacando a relevância da realização da Conferência do Clima na capital paraense.</p></blockquote>
<p>No encontro com o governador do estado, foram apresentados os resultados obtidos pelo Pará no combate ao desmatamento e outras violações ambientais. Helder Barbalho frisou que além de ações repressivas, é preciso que haja um fomento a novas estratégias de desenvolvimento baseadas na economia verde e na bioeconomia, o que demanda o aporte de recursos internacionais.</p>
<p>Eamon Ryan demonstrou apoio à ideia e prometeu que a Irlanda reforçará esse debate no contexto europeu.</p>
<blockquote><p>“Vejo o país como uma oportunidade de interligar a Europa com a agenda climática. Temos interesse em auxiliar com financiamentos, inclusive, na área privada para preservar o meio ambiente”, declarou o ministro à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/52260/governo-do-para-e-irlanda-ressaltam-urgencia-da-questao-ambiental-e-climatica" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a>.</p></blockquote>
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		<title>COP27: Perdas e danos climáticos precisam incluir combate à desigualdade social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2022 22:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda climática]]></category>
		<category><![CDATA[COP27]]></category>
		<category><![CDATA[danos]]></category>
		<category><![CDATA[Egito]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[perdas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Cmunidades-tradicionais-foto-de-Peter-Caton-768x576-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Não dá para falar de combate a mudanças climáticas, como alterações extremas do clima, seja por meio de seca ou inundações, sem falar das desigualdades sociais. A 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas discutiu na sexta, 11/11, no Egito, o tema “Perdas e Danos, Gênero e Impactos territoriais” sobre o avanço das negociações [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Cmunidades-tradicionais-foto-de-Peter-Caton-768x576-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Não dá para falar de combate a mudanças climáticas, como alterações extremas do clima, seja por meio de seca ou inundações, sem falar das desigualdades sociais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas discutiu na sexta, 11/11, no Egito, o </span><span style="font-weight: 400;">tema “Perdas e Danos, Gênero e Impactos territoriais” sobre o avanço das negociações em relação aos mecanismos de compensação financeira, na implementação de políticas que eliminem as desigualdades sobre as populações e monitorem os efeitos adversos das mudanças climáticas. Estiveram presentes a deputada federal Marina Silva (Rede-SP) </span><span style="font-weight: 400;">e Célia Pinto, coordenadora da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Célia, os extremos climáticos só podem ser debatidos a partir do combate da desigualdade social. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Não podemos discutir as questões climáticas sem discutir o desenvolvimento econômico e a desigualdade social no nosso país.. Nós estamos exatamente na vulnerabilidade. O nosso povo está saindo do nosso território porque o nosso território não está protegido, vindo para áreas urbanas e vivendo em condições desumanas. Somos nós que estamos nas encostas e nas palafitas. A maioria da população que está nessas periferias saiu do campo. Então nós não somos afetados só no nosso território. Nós também estamos sendo afetados nos grandes centros urbanos porque somos obrigados a fazer essa migração.&#8221;</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Marajoara, a vice-<span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, </span>Edel Moraes, disse que as perdas e ganhos começam na linguagem, já que a expressão crise climática parece distante para as comunidades da sua região, a palavra usada é quentura.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Fizemos uma pesquisa com mulheres do arquipélago do Marajó que são extrativistas e a principal mudança observada ao longo do tempo nas comunidades é o aumento da temperatura. Isso tem impacto em diversos sentidos. Desde a organização familiar, a produção, o plantio, a pesca e os fatores relacionados ao bem-estar social e econômico. Porque elas dependem de todo esse ambiente saudável para produzir, comercializar e ter o seu amparo econômico, que de forma distributiva pelo estado, essa região se encontra abaixo da linha da pobreza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, quem garante toda a sustentabilidade é esse território e todos esses seres que convivem nesses espaços. Então, os principais impactados são as mulheres e as crianças. Essas comunidades mais vulnerabilizadas também são as que mais sofrem com o racismo energético porque as energias construídas para gerar economia passam por cima dessas casas, dessas famílias e nem sempre elas têm acesso.&#8221;</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Esperançosa, Marina Silva celebrou a priorização da</span><span style="font-weight: 400;"> agenda climática esperada para os próximos quatro anos no Brasil.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente vai ter um momento de novos ares no Brasil com compromisso com transitar para o desmatamento zero e tolerância zero com qualquer forma de ilegalidade. A agenda climática no mais alto nível de prioridade, como a destinação de 57 milhões de hectares de área com floresta apenas para unidade de conservação e terras indígenas que está naquele documento que apresentei para o presidente Lula. E também a questão da matriz energética de que a contratação de energia para o Sistema Nacional de Energia do Brasil já deverá contemplar as metas de redução de CO2 do setor. Isso é algo inteiramente inovador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso dos recursos do Plano Safra que é da ordem de mais de R$ 300 bilhões como base para transição de uma agricultura de baixo carbono também é algo inteiramente promissor, algo que antes era uma política só do Ministério do Meio Ambiente e eu sempre insisti que a política ambiental é transversal. Quando o presidente Lula disse que a questão climática e a proteção das florestas e dos povos indígenas estariam no mais alto nível de prioridade isso é muito importante porque imaginar que nós vamos enfrentar um problema dessa magnitude apenas com política setorial nunca foi o nosso entendimento da área ambiental. Então, eu posso dizer que estou aqui com muita esperança.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Toya Manchineri, representante da COIAB (Coordenação das Organizações indígenas da Amazônia Brasileira), e Ricardo Baitelo, coordenador de projetos do IEMA (Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), refletiram sobre a inacessibilidade da energia na Amazônia. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Se tu ganha R$ 1.200de salário mínimo e gasta R$ 450 só em energia, aí foi 36% do seu salário. E aí como é que tu sobrevive com um salário desse, com uma energia cara, né? Principalmente na Amazônia, que tem muita água e que a energia deveria ser muito barata&#8221;. questionou Toya.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Sobre perdas e danos não tem como mensurar e nem reverter as perdas. A gente tem o costume de monetizar para tentar facilitar a percepção, mas a gente deveria valorizar de outras formas. Falando da questão de energia, como ela é um direito pela universalização, o mínimo que pode ser feito é que todos os isolados remotos tenham acesso digno a energia, não acesso ainda mais caro e mais impactante, isso tem que ser revisto”, finalizou Ricardo.</span></p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cop27-agricultura-de-baixo-carbono-deve-ser-regra-no-brasil-nao-promessa/?preview_id=13055&amp;preview_nonce=1b0dd04a7a&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13058&amp;preview=true">COP27: Agricultura </a><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cop27-agricultura-de-baixo-carbono-deve-ser-regra-no-brasil-nao-promessa/?preview_id=13055&amp;preview_nonce=1b0dd04a7a&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13058&amp;preview=true">de baixo carbono deve ser &#8216;regra&#8217; no Brasil, não promessa</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cop27-financiamento-climatico-deve-incluir-pessoas-nao-somente-florestas/?preview_id=13100&amp;preview_nonce=407159224e&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13121&amp;preview=true">COP27: Financiamento climático deve incluir pessoas, não somente florestas</a></strong></p>
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