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	<title>Agência Nacional de Mineração &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Agência Nacional de Mineração &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Apenas 9,5% dos garimpos de ouro estão dentro da legalidade, aponta plataforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 17:12:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[garimpos ilegais]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Portal da Transparência do Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/0ba5dc42-garimpo-ilegal-de-ouro-no-para-foi-alvo-da-operacao-boi-dourado-por-devastar-regiao-proximas-ao-linhao-xingo-rio-foto-divulgacao-pf-1-960x640-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No Brasil, há 1.943 títulos para mineração de ouro validados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), mas apenas 185 &#8211; ou 9,5% &#8211; estão em conformidade com os critérios legais da atividade. A constatação é de levantamento feito pelo Portal da Transparência do Ouro, plataforma que reúne dados oficiais sobre os garimpos legais do metal. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/0ba5dc42-garimpo-ilegal-de-ouro-no-para-foi-alvo-da-operacao-boi-dourado-por-devastar-regiao-proximas-ao-linhao-xingo-rio-foto-divulgacao-pf-1-960x640-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No Brasil, há 1.943 títulos para mineração de ouro validados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), mas apenas 185 &#8211; ou 9,5% &#8211; estão em conformidade com os critérios legais da atividade. A constatação é de levantamento feito pelo Portal da Transparência do Ouro, plataforma que reúne dados oficiais sobre os garimpos legais do metal.</p>
<p>A ferramenta &#8211; mantida pela organização não governamental WWF-Brasil &#8211; foi instalada para verificar se as lavras de ouro estão associadas a práticas ilícitas ou irregularidades.</p>
<blockquote><p>“A plataforma Transparência do Ouro foi criada para auxiliar os órgãos públicos, do governo federal, em sua maioria, para analisar a conformidade dos processos de produção de ouro a partir de dados cruzados, especialmente da ANM, Ibama e imagens de satélite”, opina o criador da ferramenta, Marcelo Oliveira, da WWF-Brasil.</p></blockquote>
<p>Entre os aspectos analisados figuram a validade da Permissão de Lavra Garimpeira, se a área requisitada permite mineração, se há licenciamento ambiental protocolado, o pagamento tributário obrigatório, a existência de embargos ambientais e o protocolo do Relatório Anual de Lavra (RAL).</p>
<h3>Títulos validados</h3>
<p>Outra informação apresentada pelo levantamento da plataforma é que, do total de títulos validados, 1.202 são para atividades de pequeno porte, operadas por garimpeiros e não por indústrias da mineração.</p>
<p>Além disso, segundo o Portal Transparência do Ouro, dos 1.789 relatórios de lavra (RAL) identificados pela plataforma, foram feitos apenas 371 pagamentos da CFEM (Contribuição Financeira para Exploração Minerária), o imposto que incide sobre a atividade.</p>
<blockquote><p>“Até que ponto esses relatórios de lavra estão sendo usados para emular [simular] uma situação ilegal do garimpo? O baixo percentual de recolhimento de impostos, por sua vez, sugere que o garimpo não é uma atividade lucrativa. Isso corresponde à realidade? Essas inconsistências, que a ferramenta traz à tona, apontam para a necessidade de fortalecimento dos órgãos de fiscalização e controle que, com o portal, passam a contar com cruzamento de dados que permite identificar os casos que exigem investigações mais robustas, facilitando a priorização das demandas”, afirma Oliveira.</p></blockquote>
<p>Por meio de sua assessoria de imprensa, a ANM informou que tem sistemas para acompanhar a situação do ouro, embora eles tenham uma defasagem temporal em relação à comercialização do metal. Entre os mecanismos de controle eletrônico estão os relatórios de CFEM, o Cadastro do Primeiro Adquirente, o Relatório Anual de Lavra (RAL) e o Cadastro Mineiro.</p>
<p>No entanto, de acordo com a ANM, esses instrumentos estão sendo subutilizados em decorrência da falta de recursos e investimentos.</p>
<p>A agência destacou, ainda, acordos de cooperação técnica com estados e municípios para automação da fiscalização e integração de sistemas; com a Casa da Moeda para desenvolver um sistema de acompanhamento do ouro, desde sua produção até o destino final; e com a Polícia Federal, para ações atuação conjunta em ações de inteligência, monitoramento, controle, fiscalização e combate a crimes envolvendo atividades de mineração.</p>
<blockquote><p>“Todavia, no que se refere à organização e funcionamento da ANM, o cenário atual é cada vez mais crítico, e envolve estrutura de cargos bastante limitada, quantitativo de servidores extremamente reduzido, corte orçamentário frequente (de um orçamento que é o menor entre todas as agências reguladoras) e um parque tecnológico aquém das necessidades exigidas”, informa nota da ANM.</p></blockquote>
<p>Ainda de acordo com a agência, a instituição conta atualmente com 650 servidores efetivos, dos quais 205 estão próximos da aposentadoria. Dos 895 cargos de especialista em recursos minerais e dos 514 cargos técnicos instituídos por lei, só estão ocupados 295 e 36, respectivamente.</p>
<blockquote><p>“Nesse sentido, fica evidente que é preciso que exista um olhar prioritário do governo federal para o estado atual da ANM (incontestavelmente precário) e para a proposição de ações de estruturação e modernização da agência”, acrescenta a nota.</p></blockquote>
<h3>Fortalecimento de controle</h3>
<p>Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que tem atuado para fortalecer os órgãos de controle, como a ANM, e todas as iniciativas neste sentido. “A Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM) acompanhará com atenção o conteúdo que será publicado no portal a partir de seu lançamento”, diz nota.</p>
<p>No início deste mês, o MME havia destacado que, em março deste ano, a ANM protocolou o pedido de abertura de mais 1.072 vagas, sendo 589 para Especialistas em Recursos Minerais; 123 para Analista Administrativo; 225 para Técnico em Atividades de Mineração; e 135 para Técnico Administrativo.</p>
<p>O MME ressaltou que está trabalhando, junto ao Ministério da Gestão, para conseguir a autorização de edital para um novo concurso público para área fim e administrativa.</p>
<p>No fim de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que, entre outras medidas, altera a remuneração das carreiras e do Plano Especial de Cargos da Agência Nacional de Mineração, equiparando o salário dos servidores com as demais agências reguladoras do país.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Exploração de ouro, cobre e manganês transforma Carajás em nova fronteira da mineração ilegal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2023 10:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Canaã dos Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[mina ilegal de cobre]]></category>
		<category><![CDATA[mineração ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Serra dos Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/15951_2775efbc-9379-1a06-31b2-d1dfc3741537-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Serra dos Carajás,  conhecida internacionalmente por abrigar a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, se transformou em um novo epicentro da mineração ilegal no Brasil. Há três anos, a Agência Nacional de Mineração (AMN) identificou a região como uma oportunidade de investimento para futuras áreas disponíveis por meio de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/15951_2775efbc-9379-1a06-31b2-d1dfc3741537-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Serra dos Carajás,  conhecida internacionalmente por abrigar a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, <span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">se transformou em um novo epicentro da mineração ilegal no Brasil. Há três anos, a Agência Nacional de Mineração (AMN) identificou a região como uma oportunidade de investimento para futuras áreas disponíveis por meio de processos minerários caducados, renunciados ou desistidos.</span></p>
<p>O resultado é a invasão dos municípios de Marabá, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas por inúmeros <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/policia-federal-e-ibama-desmobilizam-dois-garimpos-ilegais-em-canaa-dos-carajas/" target="_blank" rel="noopener">mineradores ilegais</a> em busca de ouro, cobre e manganês, segundo <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2023/05/carajas-no-para-vira-nova-fronteira-da-mineracao-ilegal-de-ouro-cobre-e-manganes.ghtml" target="_blank" rel="noopener">O Globo.</a></p>
<p>Somente nos quatro municípios mais afetados pela mineração ilegal, a Vale possui 13 permissões para explorar depósitos de cobre, ouro e manganês. A AMN concedeu à empresa um total de 87 autorizações de pesquisa, principalmente para cobre e ouro, e sete para manganês. Algumas das permissões mais antigas datam do final dos anos 80, mas também existem processos mais recentes, de 2021 e 2022.</p>
<blockquote><p>&#8220;A terra extremamente rica atrai incontáveis grupos criminosos. Temos pontos de mineração ilegal em quintais de casas, lotes arrendados e até mesmo a ação de quadrilhas que, com uso de armas de fogo, expulsam famílias de posseiros e pequenos proprietários. Há ainda os que arrendam suas terras e recebem 20% do valor do mineral extraído, afirma Ezequias Martins, delegado da Polícia Federal em Marabá, responsável por 22 municípios da região, ao jornal.</p></blockquote>
<p>Como já publicamos aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong>, desde 2016, o município de Canaã dos Carajás experimenta um crescimento econômico sem precedentes, atingindo o PIB de R$ 22 bilhões em 2020. Com a abundância, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-canaa-dos-carajas-mineracao-clandestina-avanca-causando-serios-danos-ambientais/" target="_blank" rel="noopener">garimpo clandestino</a> de cobre e ouro tem avançado nas proximidades.</p>
<p>Enquanto a extração de ouro é concentrada no leito e nas margens dos rios, a de cobre envolve a abertura de galerias em profundidades de 40 a 120 metros, o que representa um grande risco para o setor elétrico.</p>
<p>De 2022 para cá, a Polícia Federal (PF) realizou quatro operações na região, sendo uma em Marabá, duas em Canaã do Carajás e uma em <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pf-combate-garimpo-ilegal-em-curionopolis-onde-passa-maior-linha-de-transmissao-de-energia-do-mundo/"><span style="font-weight: 400;">Curionópolis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesta última, ocorreu o sequestro de R$ 161 milhões e o bloqueio de R$ 200 milhões referentes ao valor de avaliação de uma fazenda. No local, passa a Linha de Transmissão Xingu-Rio, responsável por levar energia ao Sudeste do país.</span></p>
<h3>&#8220;Guias de utilização&#8221;</h3>
<p>De acordo com o procurador Igor Lima Goettenauer de Oliveira, do Ministério Público do Pará, o tráfico intenso de cobre e manganês ilegais na região tem se beneficiado das &#8220;guias de utilização&#8221; concedidas pela ANM durante a fase de autorização de pesquisas minerais. Antes de obter a concessão para a extração, é permitido vender uma pequena quantidade do material extraído para &#8220;custear&#8221; parte da pesquisa.</p>
<blockquote><p>‘’É fácil saber onde estão os minérios. As comunidades sabem onde eles estão e muitos trabalhadores aceitam ser explorados e até defendem a mineração por falta de opção. O que mais tem aqui são fazendas de criação de boi e soja, que empregam poucas pessoas. Nessa realidade, a mineração ilegal paga até melhor do que os demais empregadores’’, explicou o procurador.</p></blockquote>
<p>Como a exploração do solo é uma competência da União, é responsabilidade do governo federal criar estruturas de fiscalização e monitoramento. Na região de Carajás, segundo o procurador, até mesmo áreas que pertencem à Vale e que são reservas para exploração futura estão sendo invadidas.</p>
<p>Ele afirma que as operações policiais são difíceis de serem planejadas, já que a rede de empresários, comerciantes e trabalhadores que atua nos diversos pontos ilegais de exploração possui até mesmo &#8220;olheiros&#8221; que observam a movimentação das viaturas oficiais.</p>
<p>Em nota, a Vale informou que tem reforçado o monitoramento de suas áreas e denuncia à ANM lavras ilegais em títulos minerários da companhia, além de colaborar com as autoridades fornecendo dados requisitados para apuração de atividades clandestinas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A prática, além de configurar crime, impõe drásticos impactos ao meio ambiente, aos cofres públicos, à segurança e à atração de investimentos e implantação de novos empreendimentos&#8221;, diz a Vale.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Em Canaã dos Carajás,  mineração clandestina avança, causando sérios danos ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 20:08:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Barcarena]]></category>
		<category><![CDATA[Canaã dos Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo clandestino de cobre e ouro]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Ourilândia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/up_ag_16572_835162b2-f315-e894-bb66-0a45ab3f2ff3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Desde 2016, o município de Canaã dos Carajás experimenta um crescimento econômico sem precedentes, atingindo o PIB de R$ 22 bilhões em 2020, mais do que todo estado de Roraima, segundo informações do Valor Econômico. Com a abundância, o garimpo clandestino de cobre e ouro tem avançado nas proximidades. O cobre e o ouro clandestinos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/up_ag_16572_835162b2-f315-e894-bb66-0a45ab3f2ff3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Desde 2016, o município de Canaã dos Carajás experimenta um crescimento econômico sem precedentes, atingindo o PIB de R$ 22 bilhões em 2020, mais do que todo estado de Roraima, segundo informações do <a href="https://valor.globo.com/brasil/noticia/2023/03/13/garimpo-ilegal-avanca-sobre-a-terra-prometida.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Valor Econômico</a>. Com a abundância, o garimpo clandestino de cobre e ouro tem avançado nas proximidades.</p>
<p>O cobre e o ouro clandestinos são vendidos a estrangeiros, que o escoam pelos terminais portuários de Barcarena, onde a Agência Nacional de Mineração (ANM) concentra ações de repressão.</p>
<p>É lá que a Agência Nacional de Mineração (ANM) concentra ações de repressão. A Polícia Federal (PF) também tem realizado operações, e diz que a extração ilegal de minério acarreta “seríssimos danos ambientais, como a contaminação de solos e rios”.</p>
<p>De 2022 para cá, a Polícia Federal (PF) realizou quatro operações na região, sendo uma em Marabá, duas em Canaã do Carajás e uma em <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pf-combate-garimpo-ilegal-em-curionopolis-onde-passa-maior-linha-de-transmissao-de-energia-do-mundo/" target="_blank" rel="noopener">Curionópolis</a>. Nesta última, ocorreu o sequestro de R$ 161 milhões e o bloqueio de R$ 200 milhões referentes ao valor de avaliação de uma fazenda. No local, passa a Linha de Transmissão Xingu-Rio, responsável por levar energia ao Sudeste do país.</p>
<p>Os danos ambientais estão estimados em R$ 20 bilhões, valor mensurado a partir da vastidão da área de extração ilegal, desmatamento, escavações, gravíssima contaminação do solo, assoreamento e contaminação do Rio Sereno, um afluente do Rio Tocantins responsável pelo abastecimento de várias cidades e que passa próximo à propriedade, com mercúrio e outras substâncias.</p>
<p>Em agosto, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/policia-federal-desmobiliza-garimpo-que-polui-rios-em-parauapebas/" target="_blank" rel="noopener">outra ação</a> que trouxe risco de blecaute a regiões inteiras do país foi desmobilizada pela PF em Parauapebas, como publicamos aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong>. Abaixo de uma das torres de transmissão de energia elétrica foi cavado um túnel de extração de cobre, mas a obra foi abandonada pouco tempo antes da chegada dos policiais.</p>
<p>O SAAEP (Serviço Autônomo de Águas e Esgoto de Parauapebas), que realiza análise constante da qualidade da água que abastece a cidade, detectou a contaminação de afluentes do rio Parauapebas e informou ao ICMBio e à Câmara Municipal de Parauapebas por meio de ofício. Descobriu-se que a contaminação vinha, em sua maioria, da atividade de garimpagem no município vizinho, Canaã dos Carajás.</p>
<p>Ao Valor Econômico, o pesquisador da região vinculado à Unifesspa, Daniel Nogueira, diz que há uma aparente “vista grossa” por parte das autoridades e, também da Vale, para evitar o desgaste do enfrentamento.</p>
<blockquote><p>“A pessoa consegue ter acesso de carro a muitos desses garimpos. São pessoas com poder econômico que conseguem desembolsar R$ 4 milhões ou R$ 5 milhões em equipamentos”, afirma Nogueira.</p></blockquote>
<p>As operações da Vale em Canaã dos Carajás ocupam uma área de 414 km quadrados. A companhia diz que as lavras ilegais atrapalham a implantação de novos empreendimentos na região e que presta as informações que dispõe à ANM.</p>
<p>Em outros municípios como Itaituba e Jacareacanga, quase toda a produção de ouro é ilegal, de acordo com o <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/em-itaituba-e-jacareacanga-no-para-quase-toda-a-producao-de-ouro-e-ilegal/" target="_blank" rel="noopener">WWF-Brasil</a>. Detentores de mais de 35% da área garimpada no Brasil, os índices de ilegalidade na produção de ouro nacional chegam a 90% e 98%, respectivamente.</p>
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		<title>Servidores da Agência Nacional de Mineração são afastados por suspeita de favorecer empresa</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/servidores-da-agencia-nacional-de-mineracao-sao-afastados-por-suspeita-de-favorecer-empresa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 17:11:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento Nacional de Produção Mineral no Estado do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[mineração ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[operação Grand Canyon II]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/8f5fe2c0-be31-4607-bfed-2bd1a0fd8ab9-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta terça, 28, a Polícia Federal deflagrou a Operação Grand Canyon II, para cumprir nove mandados de busca e apreensão contra três servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM), uma mineradora e seus dois sócios. Os alvos são no Pará, Goiás e Distrito Federal (DF). Os três servidores foram afastados de suas funções, em decorrência [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/8f5fe2c0-be31-4607-bfed-2bd1a0fd8ab9-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nesta terça, 28, a <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/pf-desmonta-esquema-de-contrabando-de-ouro-clandestino-da-amazonia-para-o-exterior/" target="_blank" rel="noopener">Polícia Federal deflagrou</a> a Operação Grand Canyon II, para cumprir nove mandados de busca e apreensão contra três servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM), uma mineradora e seus dois sócios. Os alvos são no Pará, Goiás e Distrito Federal (DF).</p>
<p>Os três servidores foram afastados de suas funções, em decorrência da possível prática dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e advocacia administrativa. Segundo a PF, um deles atuou como advogado da mineradora até meados do ano passado.</p>
<p>A investigação começou a partir de uma notícia-crime ajuizada por uma mineradora que se sentiu prejudicada pela atuação da autarquia em favor da concorrente. No decorrer das apurações, a PF constatou que a empresa investigada poderia ser de fachada.</p>
<p>De acordo com a corporação, a mineradora beneficiada indevidamente pelos servidores não está sediada nos endereços cadastrados, não tem frotas próprias nem possui vínculos empregatícios registrados.</p>
<p>O nome da operação, Grand Canyon II, faz referência à maneira como ocorreram os crimes sob investigação, que são semelhantes ao que ocorreu na Operação Grand Canyon, deflagrada pela PF em 2015.</p>
<p>Naquela operação, a corporação verificou a atuação ilegal de servidores do então Departamento Nacional de Produção Mineral no Estado do Pará (DNPM/PA) em processos minerários, que atendiam interesses particulares de empresas mineradores em troca do recebimento de vantagem indevida.</p>
<p>Cerca de 40 policiais federais foram mobilizados para cumprir as medidas cautelares expedidas pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará, nos estados do Pará, Goiás e no DF.</p>
<p><em>Fonte: Polícia Federal no Pará</em></p>
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		<title>PF combate garimpo ilegal em Curionópolis, onde passa maior linha de transmissão de energia do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 18:53:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Mineração]]></category>
		<category><![CDATA[Boi Dourado]]></category>
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		<category><![CDATA[extração ilegal de ouro]]></category>
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		<category><![CDATA[poluição do rio Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[usina Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu-Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/0ba5dc42-garimpo-ilegal-de-ouro-no-para-foi-alvo-da-operacao-boi-dourado-por-devastar-regiao-proximas-ao-linhao-xingo-rio-foto-divulgacao-pf-1-960x640-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 8, uma operação, batizada de Boi Dourado, para combater a extração ilegal de ouro e crimes ambientais conexos em uma fazenda entre os municípios paraenses de Marabá e Curionópolis. No local, passa a Linha de Transmissão Xingu-Rio, responsável por levar energia ao Sudeste do país. Os danos ambientais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/0ba5dc42-garimpo-ilegal-de-ouro-no-para-foi-alvo-da-operacao-boi-dourado-por-devastar-regiao-proximas-ao-linhao-xingo-rio-foto-divulgacao-pf-1-960x640-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 8, uma operação, batizada de Boi Dourado, para combater a extração ilegal de ouro e crimes ambientais conexos em uma fazenda entre os municípios paraenses de Marabá e Curionópolis. No local, passa a Linha de Transmissão Xingu-Rio, responsável por levar energia ao Sudeste do país.</p>
<p>Os danos ambientais estão estimados em R$ 20 bilhões, valor mensurado a partir da vastidão da área de extração ilegal, desmatamento, escavações, gravíssima contaminação do solo, assoreamento e contaminação do Rio Sereno, um afluente do Rio Tocantins responsável pelo abastecimento de várias cidades e que passa próximo à propriedade, com mercúrio e outras substâncias.</p>
<h3>Proprietário está preso</h3>
<p>Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva do proprietário da fazenda, que não teve o nome divulgado, e nove mandados de busca e apreensão em Curionópolis, Marabá e em Goiânia. Também está em cumprimento a decisão judicial de sequestro de bens e valores em R$ 161 milhões e a inalienabilidade da fazenda, avaliada em R$ 200 milhões.</p>
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<blockquote><p>&#8220;O proprietário da fazenda, alvo de mandado de prisão nesta data, é um grande empresário pecuarista, que não tem permissão de lavra garimpeira ou concessão de lavra, emitida pela Agência Nacional de Mineração (AMN) e que também não dispõe das licenças ambientais”, informou a PF.</p></blockquote>
<p>De acordo com a apuração, movimentações financeiras do suspeito apontam a existência de intermediários na venda do ouro extraído ilegalmente. A investigação indica ainda que o empresário buscou apagar evidências de crimes ambientais. Para a PF, a liberdade do empresário coloca em risco a obtenção de provas e a persecução penal.</p>
<h3>Denúncias anônimas</h3>
<p>A apuração começou a partir de denúncia de moradores das proximidades da fazenda e informação da empresa Xingu-Rio. Durante a fiscalização das 4.448 torres de energia, a empresa percebeu que a extração de ouro se aproximava da linha de transmissão.</p>
<p>A polícia disse ainda que perícia realizada durante a operação deve dar estimativa mais precisa sobre o dano ambiental. O valor leva em consideração o gasto necessário para se recompor o meio ambiente.</p>
<p>Em setembro de 2022, a PF já havia cumprido mandado de busca e apreensão na fazenda e inutilizado três pás carregadeiras.</p>
<p>Os envolvidos devem responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes ambientais, de usurpação de bens da união, e associação criminosa.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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