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	<title>adaptação &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>adaptação &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Conferência de Bonn tem avanços em relação à proteção das florestas, mas muitos impasses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 15:35:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/rios_floresta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Conferência de Bonn sobre Mudanças Climáticas (SB64), na Alemanha, chegou ao fim com um saldo agridoce nesta quinta-feira, 18. Se por um lado o legado ambiental da COP30 ganhou força, por outro, as velhas barreiras políticas voltaram a assombrar as negociações globais. Aqui está o resumo de tudo o que rolou e o que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/rios_floresta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Conferência de Bonn sobre Mudanças Climáticas (SB64)<strong>, </strong>na Alemanha, chegou ao fim com um saldo agridoce nesta quinta-feira, 18. Se por um lado o legado ambiental da COP30 ganhou força, por outro, as velhas barreiras políticas voltaram a assombrar as negociações globais.</p>
<p>Aqui está o resumo de tudo o que rolou e o que você precisa saber:</p>
<h3>O grande ganho: proteger as florestas até 2030</h3>
<p>O principal destaque da conferência foi o amadurecimento do mapa do caminho global para frear o desmatamento e a degradação florestal até o fim da década,  consolidando o avanço de um dos principais legados políticos deixados pela presidência brasileira da COP30. Durante duas semanas de debates intensos, a comunidade internacional refinou as diretrizes que serão apresentadas antes da COP31.</p>
<p>Os pilares que ganharam força em Bonn foram:</p>
<ul>
<li><strong>Ações na terra</strong>: Conservação de áreas prioritárias e restauração de ecossistemas.</li>
<li><strong>Olho no dado</strong>: Fortalecimento do monitoramento e da transparência.</li>
<li><strong>Justiça e economia</strong>: Ampliação do financiamento climático e reconhecimento dos povos indígenas e comunidades tradicionais como guardiões da floresta.</li>
</ul>
<h3>Combustíveis fósseis</h3>
<p>A transição para longe do petróleo, gás e carvão, iniciativa também lançada na COP30, em Belém, corre em paralelo com a agenda das florestas. Os dois processos são vistos como agendas complementares. Enquanto o <em>roadmap</em> florestal busca acelerar ações para combater o desmatamento e a degradação dos ecossistemas, o documento sobre fósseis procura identificar caminhos para reduzir a dependência global de fontes de energia poluentes.</p>
<p>A expectativa é que o tema também ganhe novos desdobramentos durante a Semana do Clima de Londres, quando Colômbia e Países Baixos deverão apresentar um relatório elaborado a partir das discussões realizadas na Conferência de Santa Marta sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis.</p>
<h3>O balde de água fria</h3>
<p>Nem tudo foram flores. As negociações oficiais travaram feio em temas cruciais como mitigação (redução de emissões) e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vimos alguns desvios, atrasos e tensões geopolíticas&#8230; É uma receita para a paralisia justamente quando precisamos avançar em ritmo acelerado&#8221;, afirmou Simon Stiell, secretário-executivo da ONU para o Clima, criticando o &#8220;jogo de empurra&#8221; entre os países.</p></blockquote>
<p>O Observatório do Clima (OC) classificou o resultado como decepcionante e avaliou que a conferência foi marcada por incertezas políticas e dificuldades para avançar em temas fundamentais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Bonn naufragou. Os próprios negociadores, à noite, pareciam incrédulos diante da amplidão da falta de consenso entre eles mesmos em itens de agenda tão diversos quanto a meta global de adaptação, o programa de trabalho de mitigação e as sinergias entre as convenções do Rio&#8221;, diz o texto do observatório.</p></blockquote>
<p>A organização destacou que houve resistências dos negociadores inclusive para preservar compromissos previamente acordados e para adiar a publicação de documentos importantes sobre a crise climática.</p>
<blockquote><p>&#8220;Um desdobramento particularmente surreal foi a investida de alguns países em desenvolvimento contra a fundação do regime climático, a ciência. Puxados por China e Índia, membros do G77, o bloco das nações do Sul Global, vêm trabalhando para adiar a publicação do AR7, o próximo relatório do IPCC (o painel do clima da ONU)&#8221;, diz outro trecho do OC.</p></blockquote>
<p>Já a analista de políticas climáticas da Laclima, Marina Guião destacou os impasses em torno do financiamento público internacional.</p>
<blockquote><p>“Houve um impasse se o tema terá um item de agenda e uma decisão na COP31 ou se seguirá apenas como um diálogo. Para preservar o mandato de Belém, o presidente da COP30 enviou uma carta ao secretário-executivo da UNFCCC reiterando a necessidade desse espaço estruturado”, disse.</p></blockquote>
<h3>Próxima Parada: COP31 na Turquia</h3>
<p>Com a liderança dividida entre Austrália e Turquia, a próxima grande conferência (que acontece em novembro) terá foco total na implementação de promessas antigas.</p>
<p>A principal novidade anunciada foi a meta voluntária de elevar para 35% a participação da eletricidade na demanda global de energia (hoje esse número está em apenas 20%).</p>
<p><em>Fonte: Ipam e Agência Brasil</em></p>
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		<title>Desastres climáticos fazem Brasil perder R$ 110 bilhões do PIB por ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 13:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chuva_Para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Chuvas e secas extremas causam desastres, matam gente e provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao PIB brasileiro — e a conta está crescendo. Em contraste, o gasto climático representa apenas 1% do orçamento total das despesas primárias e dos gastos tributários federais no período de 2019 a 2024. Estas são [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chuva_Para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Chuvas e secas extremas causam desastres, matam gente e provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao PIB brasileiro — e a conta está crescendo. Em contraste, o gasto climático representa apenas 1% do orçamento total das despesas primárias e dos gastos tributários federais no período de 2019 a 2024.</p>
<p>Estas são algumas das mensagens de dois estudos relacionados, produzidos pelo Centro Internacional Celso Furtado (CICEF), com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), destaca Daniel Chiaretti, no Valor. A análise <a href="https://static.poder360.com.br/2026/04/relatorio-impactos-economicos-eventos-extremos-brasil-e-custo-das-mundancas-climaticas.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Impactos Econômicos de Eventos Extremos no Brasil e o Custo das Mudanças Climáticas</a>” mostra o quanto o Brasil perde com desastres ambientais associados à chuva e à seca.</p>
<p>Já o relatório, “Orçamento Climático Nacional”, mostra os impactos da omissão no enfrentamento da crise climática no crescimento econômico, saúde pública, infraestrutura e arrecadação federal.</p>
<p>Os estudos indicam que, se o aumento da temperatura global chegar a 2°C — o limite máximo do Acordo de Paris —, o PIB do País pode perder cerca de R$ 145 bilhões anuais, e as perdas serão maiores nas cidades diretamente atingidas por secas extremas. Já os custos da inação saltariam de R$ 48,1 bilhões para R$ 84,5 bilhões por ano, caso o aquecimento atinja esse patamar.</p>
<p>Municípios que sofreram eventos extremos de seca apresentam, em média, perdas de 2% do PIB e de impostos incidentes sobre produtos. O efeito persiste por cinco anos após o desastre.</p>
<p>Na agropecuária, as perdas de valor adicionado (diferença entre o valor final de vendas e o custo dos insumos) são de mais de 7,5% nos dois primeiros anos e de 5% nos anos posteriores. Setores industriais e de serviços apresentam perdas de 1,5% e 2,5% ao ano, na média, entre o ano do desastre e os cinco anos posteriores.</p>
<p>Em cidades que sofreram eventos de chuvas extremas, a queda do PIB, em média, é de 1% no ano do desastre. A agropecuária, de novo, é o setor que mais perde — 3% ao ano no valor agregado. O número de feridos e doentes aumenta 126%, o de desalojados, 66%, e os danos materiais, 440%.</p>
<p>Quando se trata de adaptação climática, o Brasil continua reativo e não se antecipa, reforçam as pesquisas. Pior: enquanto o País tenta adotar um “orçamento verde” para alinhar o planejamento fiscal às metas do Acordo de Paris, há incoerência entre o planejamento estatal e as políticas climáticas. Afinal, uma parcela importante das renúncias fiscais beneficia atividades desfavoráveis à emergência climática — como os subsídios aos combustíveis fósseis.</p>
<blockquote><p>“Os gastos negativos para o clima são superiores aos positivos. Todo esforço que está sendo feito em clima pode estar sendo anulado pelos incentivos fiscais desfavoráveis”, reforça Camila Freitas, doutora em políticas públicas e integrante do Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (GEMA), da UFRJ, que fez os estudos.</p></blockquote>
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		<title>Impasse sobre desmatamento adia Plano Clima e compromete ações de adaptação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 14:39:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A COP30 terminou e o Brasil não conseguiu aprovar e apresentar o Plano Clima, o documento essencial que detalha como o país pretende cumprir suas metas de redução de gases de efeito estufa. O atraso foi causado por uma disputa interna no governo, principalmente entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A COP30 terminou e o Brasil não conseguiu aprovar e apresentar o Plano Clima, o documento essencial que detalha como o país pretende cumprir suas metas de redução de gases de efeito estufa.</p>
<p>O atraso foi causado por uma disputa interna no governo, principalmente entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sobre quem deve ser responsabilizado pelas emissões de gases geradas pelo desmatamento.</p>
<p>A questão, que gira em torno da metodologia de cálculo das emissões, ameaça o orçamento climático de 2026 e deixa em suspensão medidas cruciais de mitigação e adaptação.</p>
<p>O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta terça-feira (25), que as negociações em torno do Plano Clima vão continuar até que se chegue a um &#8220;bom termo&#8221;. Ele descartou a adoção de medidas &#8220;abruptas&#8221; e &#8220;políticas&#8221; durante a COP, defendendo que a decisão deve ser técnica:</p>
<blockquote><p>&#8220;Gostamos do equilíbrio, de como as coisas se comportaram (&#8230;) Não tinha necessidade de, em algo que é baseado na ciência e no compromisso com o futuro do planeta, tomar uma medida abrupta e política e anunciar dentro da COP. O bom senso prevaleceu. Tem que ser algo estruturado e convincente, que esteja todo mundo unido&#8221;, afirmou Fávaro.</p></blockquote>
<p>A fala do ministro resume o impasse. O setor agropecuário e seus representantes se posicionaram firmemente contra a metodologia inicial do MMA, que atribuía ao setor cerca de 68% das emissões do país. Essa alocação de responsabilidade incluía o desmatamento em áreas agrícolas privadas, assentamentos rurais e territórios quilombolas.</p>
<h3>O que é o Plano Clima</h3>
<p>O Plano Clima se divide em duas partes: mitigação, ou seja, forma de redução das emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global; e adaptação, as estratégia para reduzir os danos da crise climática. Cada uma delas tem setores e cada um deles tem suas metas.</p>
<p>Na mitigação, são sete setores (resíduos, cidades, transportes, indústria, energia, agricultura e pecuária, conservação da natureza) e eles têm que atingir reduções específicas para colaborar com a NDC brasileira — o país tem o objetivo de reduzir entre 59% e 67% as emissões até 2035.</p>
<p>A maior fonte de emissões no Brasil é o desmatamento, o que concentra os esforços de mitigação no objetivo de zerar a perda florestal.</p>
<h3>Primeira versão</h3>
<p>Na primeira versão do plano, o MMA atribuiu as emissões do desmatamento que ocorre dentro de áreas agrícolas privadas, assentamentos rurais e territórios quilombolas ao setor agropecuário. Isso faria com que o setor fosse responsável por 68% das emissões totais do país.</p>
<p>Representantes do agronegócio e o Mapa rejeitaram veementemente essa metodologia, temendo o impacto negativo na imagem do setor. Nelson Ananias Filho, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), expressou a preocupação de que o setor entraria na COP &#8220;como maior emissor de gases de efeito estufa do país e, quem sabe, do mundo. Então, a curto prazo, o impacto na imagem é muito grande”.</p>
<p>Para tentar solucionar o conflito, o MMA chegou a apresentar uma nova versão do plano. As emissões em áreas privadas seriam alocadas em um novo setor específico (&#8220;mudança do uso da terra&#8221;), e as emissões de assentamentos e quilombos seriam transferidas para a categoria de terras públicas. Com essas mudanças, a responsabilidade do agronegócio cairia para cerca de 31%. Mesmo assim não houve diálogo.</p>
<p>O MMA informou, em nota ao site Infoamazônia, que o tempo para aprimorar as metodologias já foi concluído, mas que: “as tratativas sobre os planos setoriais de mitigação para os setores de agricultura e pecuária, uso da terra e florestas estão em curso, com a perspectiva de conclusão em breve. A governança instituída prevê que o CIM (Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima) aprecie o teor do Plano Clima Mitigação e Adaptação e suas respectivas estratégias e planos setoriais para, somente após isso, estarem aptos à publicação”, explicou.</p>
<blockquote><p>&#8220;&#8221;Não sei [quando será o anúncio]. Acho que se possível o mais rápido possível, ainda esse ano, desde que cheguemos a um bom termo e falta pouco para acontecer&#8221;, disse Fávaro</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Entenda os 29 documentos aprovados na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 14:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/cop30_entrada-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Depois de 13 dias de negociação, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) terminou no sábado (22), em Belém, com uma série de avanços e discussões que prosseguirão pelos próximos meses. A presidência brasileira da COP30 teve como feito a aprovação de 29 documentos, de forma unânime, pelos 195 países que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/cop30_entrada-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Depois de 13 dias de negociação, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) terminou no sábado (22), em Belém, com uma série de avanços e discussões que prosseguirão pelos próximos meses.</p>
<p>A presidência brasileira da COP30 teve como feito a aprovação de 29 documentos, de forma unânime, pelos 195 países que participaram do encontro na capital paraense.</p>
<p>Esse conjunto de textos ficou conhecido como Pacote de Belém e está publicado no site da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), âmbito sob o qual se realizam as edições da COP.</p>
<p>De acordo com a presidência brasileira da conferência, as 29 decisões incluem avanços em temas como transição justa, financiamento da adaptação, comércio, gênero e tecnologia.</p>
<p>Entre as maiores conquistas da COP30, está o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Por outro lado, o Mapa do Caminho para afastamento da economia dependente de combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, não entrou na lista de consensos.</p>
<h3><strong>Veja as principais decisões resultantes da COP30:</strong></h3>
<h3>Fundo Florestas Tropicais para Sempre</h3>
<p>O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, do inglês Tropical Forest Forever Facility) cria uma forma inédita de pagamento para que países mantenham as florestas tropicais em pé.</p>
<p>Países que preservam as florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Ao menos 63 países já endossaram ideia. O fundo já mobilizou, segundo a presidência da COP30, US$ 6,7 bilhões.</p>
<p>O dinheiro não é uma doação. A proposta é que os investidores recuperem os recursos investidos, com remuneração compatível com as taxas médias de mercado, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação florestal e a redução de emissões de carbono.</p>
<p>A ideia é que as florestas sejam vistas como fonte de desenvolvimento social e econômico.</p>
<h3>Financiamento</h3>
<p>Os países incluíram no Pacote de Belém o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação às mudanças climáticas até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento.</p>
<p>O documento Mutirão, classificado pela presidência brasileira da COP30 como um “método contínuo de mobilização que começa antes, atravessa e segue além da COP30”, cita a ampliação do financiamento para os países em desenvolvimento para ação climática, de todas as fontes públicas e privadas, para pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035.</p>
<h3>122 países com NDC</h3>
<p>A COP termina com 122 países tendo apresentado Contribuições Nacionalmente Determinada, conhecidas nas discussões como NDC (sigla em inglês para Nationally Determined Contributions).</p>
<p>NDC são as metas e os compromissos assumidos pelas partes para a redução de emissões de gases do efeito estufa. Os países devem apresentar, a cada cinco anos, uma nova versão de NDC, com as ambições atualizadas em relação ao Acordo Paris.</p>
<p>O Acordo de Paris, lançado na COP21, em 2015, reúne ações globais em resposta à ameaça da mudança climática, como a redução das emissões de gases de efeito estufa.</p>
<h3>Meta Global de Adaptação</h3>
<p>A COP30 recebeu 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. São indicadores que envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência. Todos integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação.</p>
<h3>Atenção às pessoas</h3>
<p>Os documentos aprovados ressaltam que a transição justa deve se atentar às pessoas, tanto como protagonistas de ações quanto em termos de igualdade entre elas, de forma que populações vulnerabilizadas recebem atenção maior no cenário de mudança do clima.</p>
<p>Pela primeira vez, afrodescendentes foram mencionados nos documentos da conferência sobre o clima.</p>
<h3>Gênero</h3>
<p>Os países aprovaram um Plano de Ação de Gênero. A iniciativa amplia o orçamento e o financiamento sensíveis ao gênero e promove a liderança de mulheres indígenas, afrodescendentes e rurais.</p>
<h3>Ambição coletiva</h3>
<p>O documento Mutirão reafirma a determinação em aumentar a ambição coletiva ao longo do tempo. Para isso, há dois mecanismos de implementação:</p>
<ul>
<li>Acelerador Global de Implementação: iniciativa colaborativa e voluntária lançada sob a liderança das presidências da COP30 e COP31 para apoiar os países na implementação de NDC e Planos Nacionais de Adaptação.</li>
<li>Missão Belém para 1,5 °C: plataforma orientada para a ação sob a liderança da COP29-COP31, para promover maior ambição e cooperação internacional em mitigação, adaptação e investimento.</li>
</ul>
<h3>COP da Implementação</h3>
<p>O Brasil tem defendido que uma série de anúncios e iniciativas de impacto já está em curso, fazendo dessa COP a conferência de implementação das medidas. São exemplos:</p>
<ul>
<li>Iniciativa Fini (Fostering Investible National Implementation), medida para tornar mais viáveis os Planos Nacionais de Adaptação. A Fini reúne países, bancos de desenvolvimento, seguradoras e investidores privados e pretende desbloquear US$ 1 trilhão em projetos de adaptação dentro de três anos, com 20% mobilizados pelo setor privado;</li>
<li>A Fundação Gates prometeu US$ 1,4 bilhão para apoiar pequenos agricultores;</li>
<li>Plano de Ação de Saúde de Belém, endossado por mais de 30 países e 50 organizações, elevou a saúde como prioridade climática. Recebeu US$ 300 milhões do Fundo de Financiadores do Clima e Saúde (Climate and Health Funders Coalition), uma rede de organizações filantrópicas. Os recursos são destinados a fortalecer sistemas de saúde, hospitais, vigilância e prevenção de doenças resilientes ao clima, especialmente nos países emergentes;</li>
<li>Dez países anunciaram apoio ao Acelerador Raiz, iniciativa para restaurar terras agrícolas degradadas e mobilizar capital privado.</li>
</ul>
<h3>Mapa do Caminho</h3>
<p>Prioridade do governo brasileiro, inclusive tendo sido objeto de discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias, o Mapa do Caminho, um roteiro para o afastamento dos combustíveis fósseis – emissores de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global – ficou de fora dos documentos.</p>
<p>Na COP, questões precisam ser aprovadas por unanimidade, mas o Mapa do Caminho teve apoio de 80 a 85 países.</p>
<p>De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e do presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, o Mapa do Caminho não foi descartado. Pelo contrário, fará parte dos próximos meses de discussão entre os países.</p>
<p>O Brasil segue na presidência da COP até novembro de 2026.</p>
<blockquote><p>“O Mapa do Caminho já não é mais uma proposta apresentada pelo Brasil, pelo presidente Lula, mas por dezenas de países e por milhares e milhares de pessoas em todo mundo, chancelada pela comunidade científica”, disse Marina.</p></blockquote>
<p>A ministra disse acreditar que cada país deverá ter o seu próprio Mapa do Caminho, assim como acontece com as NDC.</p>
<blockquote><p>“Um país rico, eu imagino que todos já têm seus mapas do caminho, já têm suas trajetórias muito bem planejadas. Agora países em desenvolvimento, países pobres, dependentes inclusive de petróleo em suas economias, não têm essas trajetórias. É por isso que é muito importante o esforço que será feito”.</p></blockquote>
<p>Ela ressalta que o Brasil recebeu de mais de 80 países para tratar do tema, além de ser assunto com respaldo “muito grande na opinião pública, da sociedade civil e da comunidade científica&#8221;.</p>
<p>Além do afastamento dos combustíveis fósseis, lembrou Marina, haverá outro mapa referente ao fim do desmatamento.</p>
<p>O embaixador Corrêa do Lago admitiu que imaginava ser difícil ter consenso sobre o Mapa do Caminho na COP30. <span style="font-size: 14px;">“Há uma resistência sobre o tema e havia uma outra possibilidade, que era a de transformar isso em uma agenda importante da COP”, relativiza ele, prometendo estudos pelos próximos 11 meses e meio da presidência brasileira na COP.</span></p>
<blockquote><p>“Vamos juntar a maior inteligência possível sobre energia fóssil”, disse.</p></blockquote>
<p><em>Foto: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Belém entrega uma COP como nunca houve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 21:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[encerramento]]></category>
		<category><![CDATA[fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54923691139_11075ed194_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Quem esteve em Belém entre os dias 10 e 22 de novembro, durante a realização da 30ª Conferência do Clima da ONU, pode ver o deslumbramento dos visitantes com as belezas e o acolhimento caloroso do paraense. Dentro do Parque da Cidade, também fizemos bonito: a COP30 entregou mais e melhores resultados que as últimas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54923691139_11075ed194_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Quem esteve em Belém entre os dias 10 e 22 de novembro, durante a realização da 30ª Conferência do Clima da ONU, pode ver o deslumbramento dos visitantes com as belezas e o acolhimento caloroso do paraense. Dentro do Parque da Cidade, também fizemos bonito: a COP30 entregou mais e melhores resultados que as últimas conferências climáticas.</p>
<p>A pavulagem está liberada e podemos provar porque. Saíram os tão esperados mapas do caminho para acabar com o desmatamento até 2030 e para o afastamento dos combustíveis fósseis.</p>
<p>Os petroestados bateram o pé e recusaram a inclusão nos textos oficiais? Pois bem: a Colômbia propôs uma conferência alternativa e a presidência brasileira endossou. Para arrematar, o presidente Lula, que está na África do Sul no encontro do G20, falou para as 20 maiores economias do mundo: “É do G20 que um novo modelo de economia deve emergir. O grupo é um ator chave na elaboração de um mapa do caminho para afastar o mundo dos combustíveis fósseis. A COP30 mostrou que o mundo precisa enfrentar esse debate. A semente dessa proposta foi plantada — e irá frutificar, mais cedo ou mais tarde”.</p>
<p>Nunca antes na história das COPs os fósseis foram abordados com tanta intensidade como em Belém. Não custa lembrar que a queima deles é a principal causa do aquecimento global. Apesar disso, eles só foram abordados diretamente na COP28, dois anos atrás. Agora, demos o pontapé inicial para resolver o problema. Ponto para nós.</p>
<p>A COP30 também foi a primeira a reconhecer os direitos dos povos indígenas e afrodescendentes em seus textos oficiais. Foi, de fato, “COP da Adaptação”, apresentando um pacote de decisões sem precedentes – a começar pela adoção de indicadores que permitirão medir a eficiência da ação climática não apenas em toneladas de carbono evitadas, mas em vidas protegidas e infraestrutura capaz de resistir ao que está por vir.</p>
<p>Quer mais? A presidência mobilizou 117 planos para acelerar soluções em larga escala, envolvendo setores em todo o Brasil e no mundo, mostrando que sozinhas as negociações da ONU não vão resolver o problema.</p>
<p>Mobilizou as pessoas: depois de três conferências seguidas em regimes fechados, Belém foi um show de democracia e inclusão, com as mais diversas manifestações pelos variados temas ligados ao enfrentamento da crise climática.</p>
<p>As imagens da Marcha pelo Clima, assim como a foto do presidente da COP segurando uma criança indígena no colo, entraram para história de Belém, do Pará e do Brasil.</p>
<p>Tivemos também o lançamento do TFFF (sigla em inglês para Mecanismo Florestas Tropicais para Sempre), reconhecido internacionalmente com uma das mais inovadoras soluções para a conservação de nossas florestas.</p>
<p>Podia ter sido melhor? Podia. O principal ponto de frustração é a ausência de um plano de mitigação com &#8220;músculo&#8221;. Embora o documento reconheça que precisamos reduzir as emissões globais em até 60% até 2035 para limitar o aquecimento a 1,5 °C, ele não impõe a eliminação do petróleo, gás e carvão, focando apenas no alinhamento de estratégias nacionais. As novas metas de redução apresentadas pelos países não são suficientes.</p>
<p>Para os cientistas presentes na COP30, a omissão foi vista como um risco existencial. De acordo com eles não é possível evitar um aumento da temperatura global sem acabarmos com a dependência de combustíveis fósseis até 2040, ou no mais tardar até 2045.</p>
<p>Mas vamos lembrar o cenário mais amplo em que esta conferência aconteceu. Em um ano de guerras comerciais e fortes tensões internacionais, em que os países olham com desconfiança um para o outro. Apesar disso, graças à habilidade do diplomata André Côrrea do Lago e de Ana Toni, o espírito de cooperação na COP foi tão forte que, mesmo as ressalvas feitas na plenária final que levaram a uma interrupção, foram superadas após um breve intervalo.</p>
<p>Para quem achou que Belém não entregaria uma boa conferência, a COP30 foi o resultado mais contundente e concreto. Apesar de todas as dificuldades logísticas, apesar do fogo e das chuvas, o mundo se rendeu às belezas amazônicas. Que as boas energias da floresta acompanhem todos os negociadores para que, nas próximas negociações, eles consigam fazer o mundo avançar mais e mais rápido em direção à nossa segurança e de nossos filhos.</p>
<p>Belém colocou o sarrafo das próximas COPs lá em cima. Que venha a COP31!</p>
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		<title>Nono dia da COP30 teve apelo por aprovação de indicadores de adaptação, doação e alfinetada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 23:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[demarcação de terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[doação]]></category>
		<category><![CDATA[Fòssil do Dia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54932251233_61b04582a8_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O novo dia da COP30 ficou marcado pela divulgação do primeiro rascunho da decisão final da COP30 e a formação de um bloco de países ricos e em desenvolvimento, a favor de um prazo para o abandono dos combustíveis fósseis. Bem no clima do discurso da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54932251233_61b04582a8_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O novo dia da COP30 ficou marcado pela divulgação do<a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/brasil-apresenta-rascunho-inicial-da-decisao-final-da-cop30/" target="_blank" rel="noopener"> primeiro rascunho da decisão final da COP30</a> e <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/paises-formam-bloco-em-apoio-ao-mapa-do-caminho-para-eliminacao-dos-fosseis-na-cop30/" target="_blank" rel="noopener">a formação de um bloco de países ricos e em desenvolvimento, </a>a favor de um prazo para o abandono dos combustíveis fósseis.</p>
<p>Bem no clima do discurso da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que clamou na abertura do segmento de alto nível de ministros, pela aprovação, em Belém, dos indicadores globais de adaptação. Estes indicadores são as regras e métricas cruciais para orientar os países a prepararem cidades e áreas naturais contra os impactos climáticos.</p>
<p>Marina Silva declarou que &#8220;a adaptação precisa estar no centro da resposta global&#8221;, dependendo de instrumentos concretos para medir progresso e reduzir vulnerabilidades. A ministra ressaltou a urgência da ciência para que as metas nacionais (NDCs) sejam implementadas rapidamente e reforçou a declaração do presidente Lula sobre a construção de &#8220;mapas do caminho&#8221; – roteiros planejados para reverter o desmatamento e superar gradativamente a dependência de combustíveis fósseis.</p>
<h3>Doação e alfinetada</h3>
<p>Também neste terça-feira (18), na COP30, o governo da Alemanha anunciou a doação de 15 milhões de euros (cerca de R$ 92,4 milhões) para o novo fundo brasileiro voltado ao desenvolvimento de comunidades indígenas e à proteção territorial. O anúncio foi feito pelo ministro da Embaixada da Alemanha no Brasil, Wolfgang Bindseil, que se posicionou como um dos primeiros doadores do mecanismo. Em seu discurso, Bindseil aproveitou para elogiar a capital paraense, em uma aparente alfinetada ao premiê alemão, Friedrich Merz, que havia criticado publicamente a estadia na conferência na última semana.</p>
<h3>Demarcação de terras</h3>
<p>O governo federal confirmou a demarcação de quatro terras indígenas na COP30. Os decretos de homologação, que representam a fase final do processo, foram publicados no Diário Oficial nesta terça-feira. As terras reconhecidas são: Kaxuyana-Tunayana (localizada no Pará e no Amazonas), Uirapuru (Mato Grosso), Estação Parecis (Mato Grosso) e Manoki (Mato Grosso). Houve ainda a assinatura de 10 portarias declaratórias pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a aprovação de seis Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação (RCID) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).</p>
<h3>E o Fóssil do Dia vai para&#8230;</h3>
<p>O Canadá foi o &#8220;vencedor&#8221;, desta terça-feira (18), do prêmio irônico Fóssil do Dia na COP30, concedido pela rede de ONGs CAN (Climate Action Network-International), por estar &#8220;desaparecido em ação&#8221; e minar o multilateralismo na conferência. Segundo a CAN, o primeiro-ministro Mark Carney desmantelou sistematicamente uma década de progresso climático, priorizando uma nova agenda de &#8220;grandes projetos&#8221;, incluindo a expansão de GNL (gás natural liquefeito), o que configura um caso de &#8220;Transição Injusta&#8221;. A União Europeia (UE) também recebeu uma menção honrosa sarcástica, por seus esforços &#8220;incansáveis&#8221; em evitar negociar uma nova meta clara de financiamento público e previsível para a adaptação do Sul Global.</p>
<p><strong>E MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/paises-formam-bloco-em-apoio-ao-mapa-do-caminho-para-eliminacao-dos-fosseis-na-cop30/" target="_top">Países formam bloco em apoio ao mapa do caminho para eliminação dos fósseis na COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/brasil-apresenta-rascunho-inicial-da-decisao-final-da-cop30/" target="_top">Brasil apresenta rascunho inicial da decisão final da COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/na-cop30-ecovila-iande-no-para-mostra-na-pratica-como-enfrentar-a-crise-climatica/" target="_top">Na COP30, Ecovila Iandê, no Pará, mostra na prática como enfrentar a crise climática</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/na-cop30-mpf-anuncia-regra-para-rastrear-fornecedores-indiretos-no-programa-carne-legal/" target="_top">Na COP30, MPF anuncia regra para rastrear fornecedores indiretos no programa Carne Legal</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/na-cop30-setor-de-seguro-prega-adocao-de-tecnicas-agricolas-sustentaveis/" target="_top">Na COP30, Setor de Seguro prega adoção de técnicas agrícolas sustentáveis</a></strong></p>
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		<title>Brasil lança primeiro plano de adaptação climática para saúde na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 19:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/padilha-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil lançou, nesta quinta-feira (13), o Plano de Ação em Saúde de Belém para a adaptação do setor da saúde às mudanças do clima &#8211; o primeiro documento internacional de adaptação climática dedicado à saúde. O texto propõe ações para os países lidarem com os efeitos já sentidos da mudança do clima, que põe [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/padilha-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil lançou, nesta quinta-feira (13), o Plano de Ação em Saúde de Belém para a adaptação do setor da saúde às mudanças do clima &#8211; o primeiro documento internacional de adaptação climática dedicado à saúde. O texto propõe ações para os países lidarem com os efeitos já sentidos da mudança do clima, que põe em risco, principalmente, as populações mais vulneráveis.</p>
<p>Para a presidência da COP30, o plano coloca o Brasil à frente da discussão sobre saúde e mudança do clima.</p>
<blockquote><p>“Sim, no Brasil temos o Sistema Único de Saúde (SUS), e trazer o SUS para o coração da COP traz o tema de saúde como prioridade. Já temos 80 países e parceiros internacionais fazendo parte deste Plano de Ação, e isso é fundamental para trazer novos passos”, disse Ana Toni, CEO da COP30.</p></blockquote>
<p>O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu ao país a missão de fazer da COP30 a conferência da implementação e da verdade.</p>
<blockquote><p>“A resposta do Brasil é clara: é tempo de passar da reflexão para a ação conjunta. Diante de um clima já alterado, não nos resta alternativa senão governos e políticas públicas para nos adaptarmos e enfrentarmos a mudança do clima&#8221;, afirmou Padilha.</p></blockquote>
<p>O Plano de Ação em Saúde de Belém é composto por três linhas de ação interligadas por conceitos transversais de equidade em saúde, justiça climática e governança participativa. São elas: vigilância e monitoramento; políticas, estratégias e fortalecimento de capacidades baseados em evidências; e inovação, produção e saúde digital. A operação será coordenada em colaboração com a Aliança para Ação Transformadora em Clima e Saúde (ATACH), sob supervisão da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<blockquote><p>“A adaptação deve ser tratada com a mesma seriedade e compromisso político que a mitigação. Para muitos países, adaptar-se é uma questão de sobrevivência imediata”, esclareceu o ministro, sobre o plano que prevê ações concretas para lidar com eventos extremos, como chuvas, enchentes e secas.</p></blockquote>
<h3>Adaptação é urgente</h3>
<p>O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, reforçou que a “crise do clima é uma crise da saúde” e que impacta diretamente os sistemas de saúde dos países. Por isso, ele relembrou que a adaptação climática para saúde já está prevista no Acordo de Paris e necessita de implementação.</p>
<blockquote><p>“Durante décadas, a OMS tem pedido para adaptar os sistemas e acirrar a resiliência para a crise climática. E o Plano de Ação do governo brasileiro é a forma de avançar nisso”, comentou Tedros, em vídeo enviado para a reunião ministerial de saúde da COP30.</p></blockquote>
<p>Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), reiterou que os impactos no sistema de saúde já são percebidos atualmente.</p>
<blockquote><p>“Não estamos mais falando de feitos possíveis. Infelizmente, o aquecimento global é uma realidade e está cada vez mais acelerado. As comunidades mais vulneráveis, certamente, aguentam os maiores fardos”, lamentou.</p></blockquote>
<p>Barbosa, então, apontou dados alarmantes: o calor aumentou 20% desde os anos 1990 e 550 mil pessoas morrem por ano por conta do calor extremo.</p>
<blockquote><p>“O Plano de Ação de Belém é um grande passo. É um guia. Assim, conseguimos atuar em situações de tornado, ciclone e outros eventos do tipo. Precisamos também elucidar e fortalecer o treinamento de profissionais de saúde”, acrescentou.</p></blockquote>
<p>“O Plano de Saúde de Belém nos dá agora uma base. Precisamos, a partir daí, de um trabalho coordenado, organizado e bem financiado para colocar essas políticas em prática”, resumiu Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).</p>
<h3>Investimento</h3>
<p>Com a necessidade de investimento para implementar o Plano de Ação, a Coalizão de Financiadores de Clima e Saúde anunciou o investimento inicial de US$ 300 milhões para o compromisso internacional. A rede reúne mais de 35 organizações filantrópicas de diversos países.</p>
<p>O foco imediato dos recursos será acelerar soluções, inovações, políticas e pesquisas relacionadas ao calor extremo, poluição do ar e doenças infecciosas sensíveis ao clima. Os recursos também fortalecerão a integração de dados críticos de clima e saúde para apoiar sistemas de saúde resilientes, capazes de proteger vidas e meios de subsistência.</p>
<p>A Coalizão é composta por financiadores institucionais e individuais que atuam em níveis internacional, nacional e regional, com o objetivo de melhorar a saúde e salvar vidas. Entre os financiadores estão: Bloomberg Philanthropies, Children’s Investment Fund Foundation, Gates Foundation, IKEA Foundation, Quadrature Climate Foundation, The Rockefeller Foundation, Philanthropy Asia Alliance (Temasek Trust) e Wellcome</p>
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		<title>COP30 inicia em Belém com foco em financiamento, adaptação e transição energética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 11:26:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço Global]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[transição justa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/Belem1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Começa nesta segunda-feira (10), em Belém do Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) , transformando a capital paraense, no centro das discussões globais sobre o clima. Até o dia 21, o evento reúne chefes de Estado, líderes globais, negociadores e mais de 50 mil participantes em torno da pauta climática, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/Belem1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Começa nesta segunda-feira (10), em Belém do Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) , transformando a capital paraense, no centro das discussões globais sobre o clima. Até o dia 21, o evento reúne chefes de Estado, líderes globais, negociadores e mais de 50 mil participantes em torno da pauta climática, com o desafio de acelerar a ação global diante da urgência da crise.</p>
<p>A escolha de Belém, no coração da Amazônia, é altamente simbólica. O Brasil, como país anfitrião, cumpre a promessa de levar os líderes mundiais para vivenciarem o bioma, dando voz direta aos povos indígenas e comunidades tradicionais que são guardiões da floresta.</p>
<h3>O que está em jogo</h3>
<p>O evento tem grandes desafios na mesa de negociação, com o objetivo de restaurar a credibilidade do Acordo de Paris, que completa dez anos na COP30 e visa combater as mudanças climáticas e limitar o aquecimento global.</p>
<p>Depois de debaterem na Cúpula dos Líderes, na semana passada, em Belém, financiamento climático, fim dos combustíveis fósseis e proteção das florestas tropicais, agora, as atenções se voltam para as mesas de negociação, onde esses compromissos terão de sair do discurso e se transformar em planos concretos, com metas, prazos e recursos definidos.</p>
<p>Um desse copromissos é fortalecer as metas nacionais de redução de emissões de cada país e avançar na regulação do mercado global de carbono.</p>
<p>Para os negociadores, a COP30 será guiada por três temas cruciais: adaptação climática, transição justa e a implementação do Balanço Global (GST) do Acordo de Paris.</p>
<ol start="1">
<li><b>Adaptação:</b> Refere-se à preparação de cidades e territórios para enfrentarem eventos extremos, como inundações ou tornados. A meta na COP30 é ambiciosa: estabelecer indicadores claros para o Objetivo Geral de Adaptação Climática, criando uma métrica global para avaliar o progresso dos países em se protegerem da crise.</li>
<li><b>Transição Justa:</b> Este tema deve ser institucionalizado na estrutura da conferência, ganhando um programa de trabalho oficial. O foco é garantir que as pessoas mais impactadas pela mudança para economias de baixo carbono – como trabalhadores de setores poluidores – tenham diretrizes e condições para se requalificar e atuar em novas áreas econômicas, unindo ação climática e justiça social.</li>
<li><b>Balanço Global (GST):</b> Prioridade herdada da COP28, o GST é uma avaliação periódica de progresso em relação às metas do Acordo de Paris. Sua implementação na COP30 deve consolidar as recomendações feitas em Dubai para que os países possam superar os desafios da mudança do clima e do aquecimento global.</li>
</ol>
<h3>O caminho do dinheiro</h3>
<p>Por trás dos painéis de debate e dos compromissos técnicos, reside a verdadeira arma que pode determinar o sucesso ou o fracasso da COP30: o financiamento climático. Sem a injeção de capital necessária, a prometida guinada global para uma economia de baixo carbono se torna apenas uma miragem.</p>
<p>Para desfazer o nó e dar concretude à solução, as Presidências da COP29 e COP30 apresentaram o &#8220;Mapa do Caminho de Baku a Belém&#8221;. Este plano estratégico serve como um manual para tentar mobilizar a impressionante cifra de US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático, uma tentativa de materializar o recurso que falta e virar a página da desconfiança.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A adaptação climática é &#8216;o próximo passo da evolução humana&#8217;, diz presidente da COP30 em carta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 14:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[carta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/andre_correa_do_lago2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A exatos 18 dias da COP30, o presidente da Conferência do Clima em Belém,  o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, divulgou, nesta quinta-feira (23), sua oitava carta à comunidade internacional, desta vez focada no tema da adaptação climática. O diplomata defende que, na &#8220;era das consequências&#8221;, a adaptação &#8220;deixou de ser uma escolha que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/andre_correa_do_lago2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A exatos 18 dias da COP30, o presidente da Conferência do Clima em Belém,  o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, divulgou, nesta quinta-feira (23), sua oitava carta à comunidade internacional, desta vez focada no tema da adaptação climática. O diplomata defende que, na &#8220;era das consequências&#8221;, a adaptação &#8220;deixou de ser uma escolha que sucede a mitigação; ela é a primeira parte de nossa sobrevivência&#8221;.</p>
<p>Durante coletiva de imprensa, Corrêa do Lago afirmou que espera que a carta seja recebida com a força que a adaptação merece.</p>
<p>Para a diretora executiva da COP30, Ana Toni, priorizar discussões em torno da adaptação, mostra que ela é muito mais que um tema de negociação. &#8220;É direcionamento, uma bússola moral e econômica&#8221;, afirmou.</p>
<p>O texto convida a refletir sobre a adaptação sob &#8220;novas lentes: como o próximo passo da evolução humana&#8221;. Para o embaixador, a denominada &#8216;COP da Adaptação&#8217; será crucial para avançar em três frentes: &#8220;fortalecer o multilateralismo&#8221;, &#8220;aproximar o regime climático da vida cotidiana das pessoas&#8221; e &#8220;acelerar a implementação climática&#8221;.</p>
<p>Corrêa do Lago enfatiza que a adaptação é um imperativo moral e econômico, rebatendo a lógica que ele classifica como um &#8220;precedente perigoso na evolução humana&#8221;:</p>
<blockquote><p>&#8220;Em minha primeira carta, mencionei que estamos ingressando em uma era perigosa, na qual os ricos – tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento – se isolam atrás de muros resilientes ao clima, enquanto os pobres permanecem expostos. Um futuro assim deve ser rejeitado de imediato.&#8221;</p></blockquote>
<p>O diplomata aponta o custo da inação, citando dados do Índice Global de Pobreza Multidimensional, de 2025, que revelam que 887 milhões de pessoas em pobreza extrema já enfrentam &#8220;ao menos um grande risco climático&#8221;. Ele usa o termo &#8220;necropolítica&#8221; para denunciar a lógica que decide quais vidas são protegidas, lembrando que &#8220;a inação não representa uma falha técnica, mas sim uma escolha política sobre quem vive e quem morre&#8221;.</p>
<p>A adaptação é igualmente vital para as economias. O texto afirma que desastres climáticos já custam à África &#8220;entre 2% e 5% do PIB a cada ano&#8221;. Por outro lado, o Banco Mundial estima que medidas robustas de adaptação podem gerar &#8220;até quatro vezes o seu custo em benefícios econômicos&#8221;, o que exige que o financiamento seja visto &#8220;não apenas como assistência&#8221;.</p>
<h3>Falha crônica no financiamento</h3>
<p>Apesar do reconhecimento, o presidente da COP30 critica o desequilíbrio no financiamento climático:</p>
<blockquote><p>&#8220;Apesar de compromissos sucessivos, o financiamento para adaptação ainda representa menos de um terço do total do financiamento climático, muito aquém das necessidades.&#8221;</p></blockquote>
<p>Ele defende que o financiamento precisa ir &#8220;além de dobrar, podendo até triplicar, para atender às necessidades urgentes&#8221;, com subsídios e empréstimos concessionais, especialmente para os PEIDs (Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento) e LDCs (Países Menos Desenvolvidos). O texto também estimula abordagens inovadoras, como &#8220;títulos de resiliência soberanos e subnacionais&#8221; e &#8220;trocas de dívida por resiliência&#8221; para atrair o setor privado.</p>
<h3>O papel da COP30</h3>
<p>A COP30 deve ser um ponto de virada, aproveitando o momento em que, segundo relatório recente do secretariado da UNFCCC, os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) estão &#8220;em plena execução&#8221;, com 67 países em desenvolvimento já tendo submetido seus planos.</p>
<p>As prioridades de Belém incluem:</p>
<ul>
<li>Concluir a avaliação do progresso dos NAPs e definir os próximos passos.</li>
<li>Avançar no Mapa do Caminho de Baku para Adaptação (BAR).</li>
<li>Esclarecer como &#8220;coletivamente fechar a lacuna de financiamento para adaptação&#8221;.</li>
<li>Operacionalizar o Objetivo Global de Adaptação (GGA) com indicadores concretos.</li>
</ul>
<p>O presidente da COP30 encerra o texto reforçando que ministros da Fazenda e bancos de desenvolvimento devem tratar a adaptação como &#8220;um instrumento central de política, não como caridade&#8221;. A conferência, que acontece no &#8220;epicentro da crise climática&#8221;, deve transformar a &#8220;vulnerabilidade em solidariedade, cooperação em resiliência e adaptação em evolução&#8221;.</p>
<h3>Outros temas</h3>
<p>Durante a coletiva, Correa do Lago afirmou que o países em desenvolvimento terão aporte para financiar a hospedagem durante a COP30, em Belém.</p>
<p>A verba será usada para custear &#8220;três quartos para cada um dos países que estão na lista daqueles em menor desenvolvimento relativo (LDCs), para as pequenas nações ilhas (SIDSs) e para o conjunto de países africanos&#8221;, disse o diplomata. De acordo com ele,  este novo apoio se junta a do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) que já havia oferecido ajuda a delegados latino-americanos e do Caribe.</p>
<blockquote><p>“Eu acho que isso vai ser uma coisa determinante para ter uma taxa de presença na COP próxima a de todos os membros da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC)&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
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		<title>Pré-COP30 em Brasília faz campanha por mais financiamento para adaptação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 19:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climátco]]></category>
		<category><![CDATA[Pré-COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/cop306-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Pré-COP em Brasília vai promover com uma ação nacional, simultânea em oito cidades do Brasil, fazendo um apelo direto aos países signatários do Acordo de Paris: “Tripliquem o financiamento da adaptação”. A iniciativa, batizada de &#8220;Do Presente ao Futuro com Adaptação Climática&#8221;, vai projetar frases de impacto na noite desta segunda-feira (13) — primeiro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/cop306-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Pré-COP em Brasília vai promover com uma ação nacional, simultânea em oito cidades do Brasil, fazendo um apelo direto aos países signatários do Acordo de Paris: “Tripliquem o financiamento da adaptação”.</p>
<p>A iniciativa, batizada de &#8220;Do Presente ao Futuro com Adaptação Climática&#8221;, vai projetar frases de impacto na noite desta segunda-feira (13) — primeiro dia da Pré-COP —, em  Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Alter do Chão/Santarém (PA) e Patos (PB).</p>
<p>O objetivo é destacar a urgência de agir frente a um clima que já mudou, com mensagens como:</p>
<ul>
<li>“Líderes mundiais, a adaptação climática não pode esperar.”</li>
<li>“A adaptação é vida, para todos os povos e todas as espécies.”</li>
<li>“Adaptação é ação: cidades-esponja, agricultura resiliente, sistemas de alerta precoce.”</li>
</ul>
<p>A ação é liderada pelo Instituto Talanoa e busca mover o foco dos negociadores para a dimensão humana e política da adaptação.</p>
<blockquote><p>“Queremos inspirar uma reflexão que vá além da urgência do momento e alcance a forma como planejamos o futuro das cidades, dos territórios e das pessoas. Essa é uma agenda de sobrevivência”, afirma Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa.</p></blockquote>
<p>A intervenção visa dar visibilidade a um documento crucial, a ser entregue à presidência da COP30, durante a Pré-COP. A carta, assinada pelo Instituto Talanoa e outras organizações brasileiras e latino-americanas, pede que os países tripliquem o volume de recursos destinados à adaptação até 2030, garantindo um mínimo de US$ 86 bilhões anuais.</p>
<p>O objetivo é evitar um &#8220;abismo financeiro&#8221; que pode se abrir a partir de 2026, quando expiram os compromissos de financiamento firmados no Pacto Climático de Glasgow.</p>
<h3>Projeções</h3>
<p>Em Brasília, a projeção acontece no Museu Nacional da República, e em Alter do Chão será na praça central da cidade. As frases dialogam com animações inspiradas nas gravuras do artista Evandro Carlos Jardim, conhecidas por retratar o movimento da natureza.</p>
<p>A concepção artística é de Gisela Motta e Mariana Lacerda.</p>
<blockquote><p>“Temos uma imagem do Pico do Jaraguá, hoje uma terra indígena em plena metrópole de São Paulo, e nela vemos este relevo por onde se escorre água. À luz do presente, o que esta imagem pode sugerir? Isto é muito intenso e talvez indique como a adaptação é sinônimo de sobrevivência”, explica Mariana Lacerda.</p></blockquote>
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