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	<title>adaptação climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>adaptação climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Marajó não tem plano de adaptação climática em nenhum dos 17 municípios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/still1117-00008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) classificou 16 dos 17 municípios do arquipélago paraense nas faixas &#8220;Ruim&#8221; ou &#8220;Péssimo&#8221; em relação à divulgação e gestão de dados sobre adaptação climática. Nenhum dos municípios avaliados possui plano de adaptação climática, apenas dois emitem alertas antecipados de desastres e somente um mantém um conselho [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/still1117-00008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>O Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) classificou 16 dos 17 municípios do arquipélago paraense nas faixas &#8220;Ruim&#8221; ou &#8220;Péssimo&#8221; em relação à divulgação e gestão de dados sobre adaptação climática.</li>
<li>Nenhum dos municípios avaliados possui plano de adaptação climática, apenas dois emitem alertas antecipados de desastres e somente um mantém um conselho sobre mudanças climáticas ativo.</li>
<li>A região pontuou melhor na métrica de governança formal (29,74 pontos) do que na de comunicação com a sociedade (16,91 pontos), evidenciando que as informações de risco não chegam às comunidades vulneráveis.</li>
<li>O monitoramento do Observatório do Marajó registrou uma piora no desempenho da região entre 2025 e 2026, com a nota média caindo de 37 para 29,74 pontos.</li>
<li>A falta de preparação ocorre às vésperas de um forte El Niño previsto para 2026, fenômeno que intensifica problemas já enfrentados pelas comunidades locais, como secas extremas, queimadas, falta d&#8217;água e isolamento.</li>
<li>Para reverter o cenário, o Observatório cobra a publicação de planos de adaptação com metas claras, mapas de risco em linguagem acessível, canais de alerta permanente e o funcionamento efetivo de conselhos ambientais com participação popular.</li>
</ul>
<p>O Arquipélago do Marajó é uma das regiões do Pará mais afetadas pelas mudanças climáticas — com chuvas cada vez mais irregulares, avanço do nível do mar e temperaturas mais altas —, mas os municípios da região ainda falham em mostrar à própria população o que estão fazendo diante desse cenário.</p>
<p>É o que revela o módulo de Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP), que avaliou os 17 municípios marajoaras e colocou a região na faixa &#8220;Ruim&#8221;.</p>
<p>Segundo a Transparência Internacional – Brasil, 16 dos 17 municípios avaliados ficaram entre as faixas Ruim e Péssimo. Nenhum alcançou a faixa Regular, e apenas um chegou à faixa Bom.</p>
<p>A avaliação considera exclusivamente informações públicas disponíveis nos portais das prefeituras e dos órgãos municipais de meio ambiente e defesa civil — ou seja, mede se a informação sobre adaptação climática e gestão de riscos está pública, organizada e acessível, e não a capacidade operacional de resposta a desastres.</p>
<p>O levantamento é dividido em duas frentes, e a diferença entre elas ajuda a entender o problema. Em Transparência e Governança — que avalia a existência de plano de adaptação, órgão de meio ambiente, defesa civil estruturada e mapeamento de áreas de risco —, os municípios do Marajó somaram 29,74 pontos em média. Já em Comunicação e Participação — que mede se a população é informada sobre riscos, se há audiências públicas e conselho ativo —, a média caiu para 16,91 pontos.</p>
<p>Na prática, isso significa que a estrutura formal existe no papel com mais frequência do que a informação chega a quem precisa dela.</p>
<h3>Sem plano de adaptação climática</h3>
<p>Os números individuais reforçam esse quadro: nenhum dos 17 municípios avaliados possui plano de adaptação climática, apenas 2 divulgam alertas antecipados de desastres, e só 1 tem órgão colegiado de Mudanças Climáticas criado e ativo.</p>
<p>Para Ediane Lima, agroecóloga e gestora de projetos do Observatório do Marajó, a ausência dessa estrutura tem consequência direta na vida das pessoas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não ter planos de adaptação coloca em risco toda a população; a informação só cumpre sua função quando chega a quem mora na encosta, na beira do rio, na área que alaga, na comunidade que ficou sem ter por onde se deslocar porque o rio secou — e quando essa pessoa tem onde ser ouvida antes de a decisão ser tomada&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Segundo ela, o Marajó é &#8220;uma das maiores unidades de conservação da costa norte do País&#8221; e, ao mesmo tempo, &#8220;uma das mais ameaçadas hoje pelas mudanças do clima&#8221;, com problemas que se intensificam a cada ano, como seca de rios, queimadas, insegurança hídrica e alimentar e isolamento de comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maioria dos municípios não terem planos não é uma opção, é algo que precisa urgentemente avançar&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>O Observatório do Marajó avalia a transparência climática da região desde 2025, o que permite comparar resultados entre uma edição e outra pela primeira vez — e a comparação não é favorável: a nota média caiu de 37 para 29,74 pontos, uma queda de 7,26 pontos.</p>
<h3>Histórico de secas e o El Niño</h3>
<p>A região carrega um histórico de eventos climáticos que vêm se intensificando. Em 2023, durante uma seca severa que atingiu toda a Amazônia, lideranças da própria equipe do Observatório do Marajó conviveram com problemas respiratórios causados pela fumaça das queimadas, poços artesianos secos ou com pouca água, e calor extremo.</p>
<p>Foi nesse contexto que nasceu o monitoramento cidadão da calamidade climática no Marajó, iniciativa do Observatório que hoje é uma das principais fontes de registro de como as comunidades vivem a crise climática na prática.</p>
<p>A seca de 2023 foi puxada pelo El Niño daquele período — fenômeno que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, deve se repetir em 2026 com uma das intensidades mais fortes já registradas desde 2015/2016.</p>
<p>E o levantamento do ITGP mostra que, diante desse cenário, nenhum município do Marajó está preparado para os efeitos já previstos: secas severas, queda no nível dos rios, mais queimadas e isolamento de comunidades.</p>
<h3>Recomendações às prefeituras</h3>
<p>Diante dos resultados, o Observatório do Marajó recomenda que as prefeituras da região adotem uma série de boas práticas:</p>
<ul>
<li>elaborar e publicar planos municipais de adaptação às mudanças climáticas, com metas e prazos definidos;</li>
<li>divulgar o mapeamento de áreas de risco em linguagem acessível para quem mora nelas;</li>
<li>construir planos emergenciais para calamidades;</li>
<li>manter canal permanente de comunicação de risco e alerta;</li>
<li>realizar monitoramento constante junto aos moradores; divulgar com antecedência o calendário de audiências públicas sobre clima;</li>
<li>garantir o funcionamento efetivo do conselho municipal de meio ambiente, com atas e pautas públicas; e publicar em formato aberto os dados sobre gestão de riscos e desastres.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Edital destina R$ 4 milhões à adaptação climática comunitária</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/edital-destina-r-4-milhoes-a-adaptacao-climatica-comunitaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 14:31:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/quilombo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou uma chamada pública para apoiar financeiramente projetos de adaptação às mudanças climáticas criados por comunidades tradicionais e periféricas. A iniciativa é voltada para comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas periféricas e costeiras de sete estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco. Serão disponibilizados R$ 4 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/quilombo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="1,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li data-path-to-node="1,0,0"><em> O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou uma chamada pública para apoiar financeiramente projetos de adaptação às mudanças climáticas criados por comunidades tradicionais e periféricas.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>A iniciativa é voltada para comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas periféricas e costeiras de sete estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>Serão disponibilizados R$ 4 milhões no total para financiar entre 8 e 10 propostas. Cada projeto selecionado receberá de R$ 200 mil a R$ 700 mil, com prazo de execução de até 18 meses. As inscrições vão até o dia 1º de julho.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0"><em> Organizações da sociedade civil e associações comunitárias podem liderar as propostas. Universidades e instituições públicas de pesquisa podem entrar apenas como parceiras técnicas.</em></p>
</li>
</ul>
<p>O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou um edital para apoiar projetos de adaptação às mudanças climáticas desenvolvidos por comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas periféricas e costeiras em sete estados brasileiros.</p>
<p>A chamada pública disponibilizará R$ 4 milhões para financiar entre oito e dez propostas voltadas ao fortalecimento da resiliência climática em territórios vulneráveis. As inscrições estão abertas até 1º de julho. Cada projeto poderá receber entre R$ 200 mil e R$ 700 mil, com prazo de execução de até 18 meses.</p>
<p>A iniciativa contempla comunidades localizadas em Alagoas, na Bahia, no Ceará, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba e em Pernambuco. Segundo o iCS, os estados foram escolhidos por concentrarem populações expostas a altos níveis de risco climático e vulnerabilidade socioeconômica, conforme dados da plataforma Adapta Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</p>
<p>As propostas deverão ser construídas por meio de processos participativos e considerar impactos climáticos já observados nos territórios, como ondas de calor, secas prolongadas, enchentes, alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e incêndios florestais.</p>
<p>O edital também busca iniciativas inovadoras, com potencial de replicação em outras localidades.</p>
<p>A gerente de Engajamento, Agentes de Mudança e Governança Climática do iCS, Tatiana Lobão, destaca a importância de fortalecer respostas locais à crise climática.</p>
<blockquote><p>“A adaptação não acontece apenas em grandes planos ou infraestruturas. Ela acontece também nos territórios, na vida concreta das comunidades que já convivem diariamente com secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos”, disse Tatiana.</p></blockquote>
<p>Poderão concorrer organizações da sociedade civil e associações comunitárias. Universidades e instituições públicas de pesquisa poderão participar apenas como parceiras técnicas, oferecendo suporte científico, metodológico ou de implementação às iniciativas lideradas pelas comunidades.</p>
<p>Além de apoiar ações locais, o edital pretende contribuir para o debate internacional sobre a Meta Global de Adaptação (Global Goal on Adaptation – GGA), compromisso estabelecido no âmbito do Acordo de Paris para medir o avanço da adaptação climática nos países.</p>
<p><em>Fonte; Agência Brasil</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Iniciativa quer usar a natureza como escudo contra a crise climática nas cidades</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/iniciativa-quer-usar-a-natureza-como-escudo-contra-a-crise-climatica-nas-cidades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 17:06:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Semana do Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/ENCHENTE8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Na Semana Nacional do Meio Ambiente, o debate sobre a urgência climática ganha um reforço prático com a parceria entre a OIM (Agência da ONU para as Migrações) e a Fundação Grupo Boticário. A resposta para frear as migrações forçadas pelo clima pode estar na própria conservação ambiental. A estratégia conjunta, nascida na COP30, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/ENCHENTE8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<div class="container">
<div id="model-response-message-contentr_9cb31563317f34a1" class="markdown markdown-main-panel enable-updated-hr-color" dir="ltr" aria-live="polite" aria-busy="false">
<ul data-path-to-node="5">
<li>
<p data-path-to-node="5,0,0"><em>Na Semana Nacional do Meio Ambiente, o debate sobre a urgência climática ganha um reforço prático com a parceria entre a OIM (Agência da ONU para as Migrações) e a Fundação Grupo Boticário.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,1,0"><em>A resposta para frear as migrações forçadas pelo clima pode estar na própria conservação ambiental. A estratégia conjunta, nascida na COP30, quer blindar os municípios contra desastres usando Soluções Baseadas na Natureza (SBN).</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,2,0"><em>Nos últimos 25 anos, o Brasil registrou mais de 10 milhões de deslocamentos internos por extremos do clima, como as cheias no RS e a seca na Amazônia — um impacto humanitário que também ameaça a economia global.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,3,0"><em>Como 66% dos municípios brasileiros têm baixa capacidade de resposta a crises, a aliança lançou uma Nota Técnica e a plataforma digital gratuita Natureza ON (com MapBiomas e Google Cloud) para ajudar prefeitos a diagnosticar riscos e planejar infraestruturas verdes.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="8">O relógio corre contra as cidades brasileiras, mas a resposta para frear as migrações forçadas pelo clima pode estar na própria terra. No marco das ações da Semana Nacional do Meio Ambiente, uma cooperação inédita divulgada pelo portal <a href="https://oeco.org.br/salada-verde/iniciativa-apoia-municipios-na-adaptacao-climatica-para-evitar-deslocamentos-forcados/" target="_blank" rel="noopener"><i data-path-to-node="8" data-index-in-node="240">O Eco</i> </a>mostra que o futuro depende de investimentos na própria natureza.</p>
<p data-path-to-node="8">Fruto de articulações iniciadas na COP30, em Belém (PA), a Agência da ONU para as Migrações (OIM) e a Fundação Grupo Boticário lançaram uma estratégia conjunta para blindar os municípios contra os extremos do clima, transformando florestas, rios e áreas verdes em barreiras de proteção social.</p>
</div>
</div>
<p>A estratégia central é a Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE), modelo que utiliza os recursos da própria biodiversidade local como barreiras e defesas para proteger cidades e comunidades humanas contra os impactos severos do clima.</p>
<p>A urgência do projeto se apoia em um histórico alarmante: nas últimas duas décadas e meia, o Brasil contabilizou mais de 10 milhões de deslocamentos internos provocados por desastres ambientais.</p>
<p>Eventos catastróficos recentes, como as cheias que devastaram o Rio Grande do Sul e a estiagem extrema que castigou a Amazônia, evidenciam a gravidade do cenário nacional.</p>
<p>Além da tragédia humanitária, o problema acende um alerta financeiro, já que o Relatório de Riscos Globais classifica os deslocamentos forçados como uma das dez maiores ameaças à economia mundial no curto prazo.</p>
<h3>Apoio técnico para prefeituras vulneráveis</h3>
<p>Dados da plataforma AdaptaBrasil revelam um gargalo estrutural no País: cerca de 66% dos municípios brasileiros apresentam capacidade baixa ou muito baixa para responder a eventos climáticos extremos.</p>
<p>Pensando em suprir essa falta de recursos das prefeituras, a aliança entre a OIM e a Fundação Grupo Boticário lançou uma Nota Técnica detalhada, estruturada para traduzir dados científicos complexos em metas e recomendações práticas de planejamento urbano.</p>
<p>Para além do documento técnico, a iniciativa oferece suporte prático e digital aos gestores públicos através da plataforma Natureza ON. Desenvolvida em conjunto com o MapBiomas e a Google Cloud, a ferramenta digital cruza gratuitamente dados de relevo e ocupação das cidades para diagnosticar áreas de risco e sugerir a melhor intervenção natural para cada território.</p>
<p>A capacitação técnica também ganhou espaço por meio do curso online e gratuito &#8220;Adaptação baseada em Ecossistemas em Instrumentos de Política Pública Municipal&#8221;, hospedado e disponível na plataforma da Escola Virtual de Governo (EV.G/ENAP).</p>
<p>Totalmente integrada às diretrizes do Plano Clima Adaptação do Governo Federal, a parceria reforça uma premissa essencial: aplicar recursos na conservação das infraestruturas naturais do Brasil não é apenas uma bandeira ecológica, mas uma decisão estratégica de proteção social e econômica para o futuro das cidades.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Produtor que não se adaptar ao clima será visto como cliente de &#8216;maior risco&#8217; pelo sistema financeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 16:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O produtor rural que não priorizar estratégias de adaptação às mudanças climáticas passará a ser percebido como um cliente de maior risco pelo sistema financeiro. A avaliação é de Fabiana Alves, presidente do Rabobank no Brasil, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio, na semana passada. “O clima é um ativo essencial, produtivo, sem [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O produtor rural que não priorizar estratégias de adaptação às mudanças climáticas passará a ser percebido como um cliente de maior risco pelo sistema financeiro. A avaliação é de Fabiana Alves, presidente do Rabobank no Brasil, durante o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio, na semana passada.</p>
<blockquote><p>“O clima é um ativo essencial, produtivo, sem o qual não há produtividade, não há estabilidade nem retorno econômico. Ao mesmo tempo, ele não está no controle do produtor, está mais volátil a cada dia e é um ativo para o qual a gente não tem seguro”, destacou a executiva.</p></blockquote>
<p>De acordo com ela, diante da crescente instabilidade climática, as instituições passaram a incorporar dados georreferenciados, histórico de produtividade e variabilidade climática na análise de crédito, com o objetivo de avaliar a exposição das propriedades a eventos extremos.</p>
<blockquote><p>“Os bancos estão intensificando o monitoramento das áreas financiadas com uso de geodata e dados climáticos. Hoje já é possível sobrepor regime de chuva, histórico de perdas e variabilidade hídrica para estimar risco de quebra de safra.”</p></blockquote>
<h3><strong>Ativo econômico</strong></h3>
<p>Nesse cenário, o clima deixa de ser apenas uma variável externa e passa a ser um fator econômico determinante para a atividade. No Brasil, esse fator está diretamente ligado ao regime de chuvas, que sustenta a produção e viabiliza a segunda safra em diversas regiões.</p>
<blockquote><p>“O primeiro incentivo à segurança climática é o próprio Código Florestal. O primeiro desincentivo é o desmatamento desenfreado”, disse Fabiana ao reforçar que essa dinâmica depende de uma estabilidade ecossistêmica associada à preservação.</p></blockquote>
<h3><strong>Análise baseada em dados climáticos</strong></h3>
<p>Ao incorporar essa nova variável de risco, o crédito rural passa a ser estruturado com maior nível de rastreabilidade, conectando o financiamento ao uso do solo e à exposição climática das áreas produtivas.</p>
<p>No Brasil, a Resolução 5.267 do Banco Central criou bases para essa integração, enquanto exigências de transparência sobre risco climático avançam em outros mercados, especialmente na Europa.</p>
<p>Na prática, a capacidade de adaptação do produtor vai influenciar cada vez mais as operações. Estratégias como manejo do solo, retenção de água, diversificação produtiva e preservação ambiental tendem a reduzir a percepção de risco e melhorar o acesso ao crédito.</p>
<blockquote><p>“Faz mais sentido abrir mais área ou garantir a resiliência climática da área que você já tem? Não é pela sustentabilidade ambiental, é pela sustentabilidade econômica do ativo”, disse a executiva.</p></blockquote>
<h3><strong>Seguro rural ainda é gargalo</strong></h3>
<p>Fabiana também chamou a atenção para a fragilidade do seguro rural no Brasil. A baixa cobertura e capacidade limitada de absorver perdas aumentam o risco do sistema e afetam as condições de financiamento. “É o seguro que vai garantir a fluidez do crédito em qualquer momento drástico, seja ele climático ou não”, acrescentou ela.</p>
<h3><strong>Compliance ambiental</strong></h3>
<p>A mudança também amplia a exigência de compliance ambiental pelos bancos, que precisam verificar se o produtor cumpre a legislação antes de liberar o recurso. Diante da falta de dados públicos confiáveis e integrados, as instituições têm criado estruturas próprias de verificação, o que encarece as operações.</p>
<blockquote><p>“Os bancos estão tendo que fazer além do seu papel, por risco reputacional e pela falta de dados públicos confiáveis”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Um dos principais entraves, segundo ela, é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que ainda não está totalmente analisado e validado. “Sem o CAR, a gente não consegue garantir o compliance ambiental nem usar adequadamente os instrumentos de incentivo à segurança climática”, concluiu.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
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		<title>Povos da floresta apresentam plano de adaptação climática na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 17:34:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[povos da floresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/relatorio_cop30-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um grupo de cientistas, gestores públicos e representantes de organizações da floresta apresentou, na COP30, o relatório “Climate Adaptation of the Amazon Forest: a focus on guardians of the rainforest” (Adaptação Climática da Floresta Amazônica: foco nos guardiões da floresta”, em tradução para o português), primeiro documento público do Conselho de Adaptação da Conferência de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/relatorio_cop30-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um grupo de cientistas, gestores públicos e representantes de organizações da floresta apresentou, na COP30, o relatório “Climate Adaptation of the Amazon Forest: a focus on guardians of the rainforest” (Adaptação Climática da Floresta Amazônica: foco nos guardiões da floresta”, em tradução para o português), primeiro documento público do Conselho de Adaptação da Conferência de Belém voltado à realidade dos povos da Amazônia.</p>
<p>O estudo, elaborado por cientistas e gestores, incluindo Virgílio Viana (FAS), José Marengo (Cemaden), Vanessa Grazziotin (OTCA) e Natalie Unterstell (Instituto Talanoa), reúne dados científicos e propostas concretas para fortalecer a resiliência climática regional.</p>
<p>O documento é resultado de um processo participativo que ouviu 628 comunidades e consolidou 60 planos locais de adaptação em cinco estados amazônicos. As comunidades identificaram cinco prioridades urgentes para resistir às mudanças climáticas, como a perda de previsibilidade de chuvas e as secas extremas: segurança hídrica e saneamento; produção resiliente e bioeconomia; infraestrutura e logística sustentável; proteção e monitoramento territorial; e educação, cultura e conhecimento climático.</p>
<blockquote><p>“A adaptação climática da Amazônia exige governança regional e financiamento em escala. Precisamos de soluções integradas, que fortaleçam quem vive na floresta e garantam que os recursos cheguem às comunidades. A Amazônia é vital para o equilíbrio climático do planeta, e investir aqui é investir no futuro global”, afirmou Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).</p></blockquote>
<p>Estélio Munduruku, da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, destacou que o plano nasceu do desejo coletivo de fortalecer a juventude e unir os povos em defesa comum.</p>
<blockquote><p>“Esse plano foi construído em coletivo entre nós, indígenas do Amazonas, pensando nas necessidades dos jovens das comunidades e das zonas urbanas. A escola, que propusemos, nasce desse desejo de formação, de oportunidade, de fortalecer nossa juventude. A apresentação foi um marco histórico, porque uniu vários povos em uma defesa comum”, destacou.</p></blockquote>
<p>A análise estima que o custo para implementar os planos de adaptação nas comunidades brasileiras da Amazônia é de R$ 21,7 bilhões (cerca de US$ 4 bilhões), podendo dobrar, se consideradas todas as comunidades da região. O relatório recomenda, assim, a ampliação de mecanismos de financiamento como o Fundo Amazônia e parcerias com organismos multilaterais.</p>
<p>Por fim, o documento propõe uma nova narrativa. De acordo com Vanessa Grazziotin, a adaptação é uma questão de sobrevivência e justiça, e a comunicação deve transformar a crise em uma narrativa de ação e soluções amazônicas. A publicação completa está disponível no <a href="https://fas-amazonas.org/" target="_blank" rel="noopener">site da FAS</a>.</p>
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		<title>Reunião em Bonn termina com avanços em 2 dos 3 temas prioritários da agenda para COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 14:29:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[Bonn]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[GGA]]></category>
		<category><![CDATA[meta global de adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Bonn-UN-Climate-meetings-Lara-Murillo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As recentes negociações na Conferência do Clima de Bonn (Alemanha) mostraram um avanço misto na preparação para a COP30, em Belém. A reunião do corpo subsidiário do Acordo de Paris conseguiu adiantar textos para dois dos três temas prioritários, mas esbarrou na difícil questão da meta global de adaptação às mudanças climáticas, que continua sem consenso. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Bonn-UN-Climate-meetings-Lara-Murillo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As recentes negociações na Conferência do Clima de Bonn (Alemanha) mostraram um avanço misto na preparação para a COP30, em Belém. A reunião do corpo subsidiário do Acordo de Paris conseguiu adiantar textos para dois dos três temas prioritários, mas esbarrou na difícil questão da meta global de adaptação às mudanças climáticas, que continua sem consenso.</p>
<p>Este ponto só foi incluído no texto final após intensas discussões que se estenderam até a madrugada do último dia da reunião, terminada na quita-fera, 26. O impasse central reside na falta de acordo sobre o financiamento dos países ricos para bancar os objetivos de adaptação das nações mais pobres.</p>
<p>As negociações climáticas mais uma vez viram um forte embate entre países ricos e nações em desenvolvimento. A principal discórdia girou em torno de dois pontos cruciais: quem vai pagar a conta do financiamento climático e como escolher os indicadores para medir o progresso das políticas de adaptação às mudanças do clima. Sem garantias financeiras, os países em desenvolvimento se mostram reticentes em firmar compromissos ambiciosos.</p>
<p>Ainda assim o governo brasileiro comemorou os avanços.</p>
<blockquote><p>“Houve acordo praticamente sobre todos os temas em Bonn — objetivo global de adaptação, transição justa e diálogo sobre o balanço global, entre muitos outros”, comemorou a embaixadora Liliam Chagas.</p></blockquote>
<p>Na avaliação da delegação brasileira, o saldo é positivo, já que entre 49 itens na agenda de deliberação não houve acordo em apenas dois (a Meta Global de Adaptação e o financiamento climático). Para a CEO da COP30, Ana Toni, apesar do ambiente de conflito da geopolítica global, o que se observou em Bonn foi uma reação de força da cooperação entre os países.</p>
<p>Para Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima, as vitórias nesse processo nunca são nítidas. &#8220;Esse é um dos problemas para avaliar resultados de negociação de clima&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;De forma geral, considerando o contexto internacional muito ruim em que estamos vivendo, podemos dizer que o Brasil foi, sim, aprovado no seu primeiro teste na presidência da COP30&#8221;, disse à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/06/brasil-passa-no-primeiro-teste-da-presidencia-da-cop30-mas-tem-impasses-a-frente.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha</a>.</p></blockquote>
<h3>Balanço global e transição justa</h3>
<p>Outro tema em debate foi o balanço global, que avalia o progresso das promessas de corte de emissões de gases de efeito estufa. Embora a delegação brasileira tenha reivindicado sucesso nesse ponto, observadores internacionais veem a situação com preocupação. Os compromissos atuais ainda estão longe de conter o aquecimento global dentro das metas de 1,5°C a 2°C estabelecidas no Acordo de Paris. Isso indica que, apesar do diálogo, a ambição para reduzir as emissões ainda precisa ser significativamente elevada.</p>
<p>Já o terceiro item em pauta obteve um êxito mais consensual: o texto sobre a &#8220;transição justa&#8221; do sistema energético e de produção econômica mundial. O objetivo dessa seção é delinear como essa transformação para uma economia descarbonizada pode ocorrer, protegendo setores sensíveis da economia e as partes mais vulneráveis da sociedade ao longo do processo.</p>
<p>Apesar disso, as questões pendentes mostram que ainda há muita tensão entre os negociadores dos países.</p>
<p>Com a meta de adaptação ainda em aberto e a necessidade de mais ambição no corte de emissões, as discussões de Bonn deixam claro que os negociadores terão grandes desafios pela frente até a COP30, em Belém, onde o financiamento climático continua sendo o principal obstáculo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Durante as duas semanas em Bonn, a adaptação dominou a agenda das negociações, mas os avanços foram insuficientes. A GGA teve algum progresso técnico, mas segue distante de responder com a urgência, o contexto e a justiça que a realidade exige. Outros temas, como os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e o financiamento, permanecem estagnados&#8221;, avaliou a força-tarefa Adaptação como Prioridade Rumo à COP30, que integra várias organizações não governamentais da América Latina.</p></blockquote>
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		<title>Um em cada quatro municípios paraenses tem risco elevado para desastres naturais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 19:26:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[inundações]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/Almeirim-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará tem 34 municípios, o equivalente a quase ¼ do total de 144 cidades, com alto risco para desastres naturais, segundo dados da plataforma AdaptaBrasil, elaborada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).  Nesta conta entram municípios com possíveis impactos relacionados à seca e à chuva, como inundações, enxurradas e alagamentos ou deslizamentos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/Almeirim-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará tem 34 municípios, o equivalente a quase ¼ do total de 144 cidades, com alto risco para desastres naturais, segundo dados da plataforma AdaptaBrasil, elaborada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).  Nesta conta entram municípios com possíveis impactos relacionados à seca e à chuva, como inundações, enxurradas e alagamentos ou deslizamentos de terra.</p>
<p>Para cada tipo de impacto, a ferramenta classifica os locais em cinco índices: muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto. As localidades com os piores resultados somam 34. São elas: Almeirim, Altamira, Senador José Porfírio, Água Azul do Norte, Parauapebas, Faro, Alenquer, Monte Alegre, Prainha, Porto de Moz, Gurupá, Melgaço, Portel, Breves, Afuá, Chaves, Curralinho, Ponta de Pedras, Muaná, São Sebastião da Boa Vista, Limoeiro do Ajuru, Igarapé Miri, Cametá, Mocajuba, Tailândia, Acará, Vigia, Tucuruí, Marabá, Nova Ipixuna, Itaituba, Aveiro, Óbidos e Ananindeua.</p>
<p>Entre os municípios, alguns apresentam vulnerabilidade para mais de um tipo de impacto, como é o caso de Almeirim, na região da Calha Norte, que tem risco alto para seca e muito alto para inundações, enxurradas e alagamentos. Ainda de acordo com o AdaptaBrasil, outros 56 municípios estão classificados com risco alto para seca ou desastres hidrogeológicos. Considerando os dois índices mais elevados chega a 90 o número de municípios impactados por desastres no estado.</p>
<figure id="attachment_34980" aria-describedby="caption-attachment-34980" style="width: 727px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34980 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-13-154956.png" alt="" width="727" height="441" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-13-154956.png 727w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-13-154956-300x182.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-13-154956-150x91.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-13-154956-450x273.png 450w" sizes="(max-width: 727px) 100vw, 727px" /><figcaption id="caption-attachment-34980" class="wp-caption-text">Risco de inundações está distribuído em todas as regiões do Pará. Mapa: AdaptaBrasil</figcaption></figure>
<p>No Brasi, são 2,6 mil cidades com risco alto ou muito alto para desastres naturais.</p>
<p>Os dados alertam para a necessidade de ações de adaptação às mudanças climáticas, que podem aumentar ainda mais os impactos sentidos nessas regiões. Para isso, especialistas chamam a atenção para a importância de avaliar e planejar medidas para evitar os danos de eventos extremos, como secas, incêndios e enchentes.</p>
<blockquote><p>&#8220;A adaptação é todo o processo de ajuste dos sistemas humanos e naturais para enfrentar as mudanças climáticas, reduzindo as vulnerabilidades e exposições de forma planejada e antecipada para que, sobretudo as populações que mais são impactadas, não sofram&#8221;, explicou o pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) Pedro Ivo Camarinha à <a href="https://www.dw.com/pt-br/brasil-tem-26-mil-munic%C3%ADpios-em-risco-de-desastres-naturais/a-72855494" target="_blank" rel="noopener">DW Brasil</a>.</p></blockquote>
<p>O investimento em adaptação climática também precisa entrar na agenda de governos locais e nacionais. Na COP30, que será realizada em Belém em novembro, um tema central da discussão envolve o financiamento climático que busca recursos para que os países em desenvolvimento possam prevenir e mitigar os impactos dos desastres. Mas além disso, é necessário que a adaptação seja incorporada às políticas públicas do país.</p>
<blockquote><p>&#8220;É preciso existir uma gestão climática forte. Ou seja, uma gestão que olhe para os problemas históricos, os problemas intrínsecos daquela cidade, mas sempre colocando o que nós chamamos de lente climática – o olhar para como o clima pode acentuar muito dos problemas que essa cidade possui&#8221;, afirmou Pedro Camarinha.</p></blockquote>
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		<title>Um dólar investido em adaptação climática pode render US$ 10, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 21:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[WRI]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/18344_57d1a9ef-61fa-f7c2-b19e-4032288ae62e-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Cada um dólar investido em adaptação climática é capaz de gerar outros US$10 em benefícios ao longo de dez anos, revela estudo do World Resources Institute (WRI), que analisou ações em 12 países em um universo de US$ 133 bilhões em investimentos. A ação reuniu finanças de 320 iniciativas, que juntas resultaram em um potencial [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/18344_57d1a9ef-61fa-f7c2-b19e-4032288ae62e-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Cada um dólar investido em adaptação climática é capaz de gerar outros US$10 em benefícios ao longo de dez anos, revela estudo do World Resources Institute (WRI), que analisou ações em 12 países em um universo de US$ 133 bilhões em investimentos.</p>
<p>A ação reuniu finanças de 320 iniciativas, que juntas resultaram em um potencial de retorno superior a US$ 1,4 trilhão no período.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, foram considerados apenas investimentos voltados à redução ou gestão de riscos climáticos físicos, como agricultura resiliente ao clima, expansão dos serviços de saúde e proteção contra inundações urbanas. Nas análises, 50% dos retornos ocorreram mesmo sem que houvesse alguma ocorrência, aponta o relatório.</p>
<p>Os investimentos avaliados apresentam benefícios significativos e diversos para os três tipos de dividendos analisados: perdas evitadas; benefícios econômicos induzidos, como empregos e produtividade; e benefícios socioambientais.</p>
<blockquote><p>“Um dos achados mais marcantes é que os projetos de adaptação não dependem de desastres para gerar valor. Eles produzem benefícios todos os dias: mais empregos, mais saúde e economias locais mais fortes”, destaca o pesquisador sênior do WRI, Carter Brandon.</p></blockquote>
<p>Segundo a pesquisa, o investimento em adaptação tem esse efeito por apresentar valor constante e ser capaz ainda de promover o desenvolvimento de forma sustentável. Por exemplo, ao proteger uma zona costeira, o local usufrui de serviços ecossistêmicos, como habitat saudável para pescados e mariscos, e ainda mantém uma área beneficiada pelo lazer. “Uma boa adaptação é também um bom desenvolvimento”, destaca o relatório.</p>
<h3>Efeito estufa</h3>
<p>Sinergia entre adaptação e mitigação também foi observada nas iniciativas analisadas, das quais quase metade gerou redução de gases de efeito estufa. Segundo os pesquisadores, isso amplia o acesso a financiamento climático e mercado de carbono.</p>
<p>A análise aponta ainda que os retornos financeiros médios desses investimentos são de 27%, mas em alguns setores, como saúde, podem ultrapassar 78%. Apenas 8% das avaliações econômicas desses investimentos estimaram o valor monetário dos dividendos.</p>
<p>Esse índice, segundo o estudo, indica uma necessidade de melhoria no método de avaliação realizado por bancos multilaterais de desenvolvimento e outras instituições de financiamento, como fundos e governos.</p>
<blockquote><p>“A melhoria da imagem dos diversos retornos dos investimentos em adaptação poderia motivar os investidores e reduzir o déficit de financiamento da adaptação”, sinaliza o relatório.</p></blockquote>
<p>O campeão de alto nível da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), Dan Ioschpe, destaca a importância da pesquisa para alavancar investimentos entre setores não governamentais. A COP30 será realizada este ano em Belém.</p>
<h3>Pesquisa</h3>
<p>Um estudo da Climate Policy Initiative apontou, em 2024, que 90% das iniciativas de adaptação existentes em todo mundo têm origem em recursos públicos.</p>
<p>Ioschpe lembra, ainda, que 2025 é um ano importante para incluir a resiliência nas prioridades nacionais e destravar todo o potencial de investimento no setor. “Essas evidências fornecem aos atores não estatais exatamente o que precisam no caminho para a COP30: um argumento econômico claro para dar escala na adaptação”, opinou.</p>
<p>Além de quantificar benefícios e apontar os valores reais de retorno dos investimentos de adaptação, o estudo da WRI criou também uma base de dados a partir do dividendo triplo da resiliência (TDR, na sigla em inglês), modelo disponibilizado para melhoria dos métodos de avaliação dos investimentos em adaptação.</p>
<blockquote><p>&#8220;É hora de os líderes reconhecerem que a adaptação climática não é apenas uma rede de segurança, mas uma plataforma para o desenvolvimento.&#8221;, conclui Sam Mugume Koojo, co-presidente da Coalizão de Ministros das Finanças para Ação Climática, de Uganda<em>.</em></p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Presidência da COP30 faz chamado para cumprimento do Acordo de Paris e pelo fim dos combustíveis fósseis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 13:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Embaixador-Andre-Correa-do-Lago-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Acelerar a implementação do Acordo de Paris nos países e estimular ações que contribuam com o combate às mudanças climáticas é um dos objetivos ressaltados na nova carta que o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, divulgou nesta sexta-feira, 23. O documento traz mensagens direcionadas aos delegados e negociadores das COPs, que se [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Embaixador-Andre-Correa-do-Lago-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Acelerar a implementação do Acordo de Paris nos países e estimular ações que contribuam com o combate às mudanças climáticas é um dos objetivos ressaltados na nova carta que o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, divulgou nesta sexta-feira, 23. O documento traz mensagens direcionadas aos delegados e negociadores das COPs, que se reúnem de 16 a 26 de junho em Bonn, na Alemanha, nos primeiros encontros de preparação para a cúpula do clima.</p>
<p>A carta reconhece os desafios enfrentados nas últimas conferências com falta de avanço em acordos importantes. Para mudar isso, Corrêa do Lago faz um apelo para que as Partes se mobilizem para reforçar o multilateralismo, busquem soluções que se conectem com o dia a dia das pessoas e mantenham o compromisso com o Acordo de Paris, que neste ano completa 10 anos.</p>
<blockquote><p>“A gente, como presidência brasileira, está convocando o mundo inteiro para se juntar num mutirão a favor do combate à mudança do clima. Os primeiros que têm que participar disso são os negociadores, que é quem tem na mão o poder para aprovação de documentos”, destacou o embaixador em coletiva à imprensa.</p></blockquote>
<p>Entre os pontos em destaque, o documento enfatiza que o Balanço Global (GST, na sigla em inglês) feito na COP28, em Dubai, não avançou na COP29, em Baku, e aponta as principais medidas que devem ser adotadas pelos países para conter o aquecimento do planeta em até 1,5ºC. Isso inclui a reversão do desmatamento e da degradação florestal até 2030, triplicar a capacidade global de energia renovável e promover a transição para a eliminação do uso de combustíveis fósseis.</p>
<blockquote><p>“Ao levantar o tema de que nós vamos falar do GST, nós vamos falar da transição para o fim dos fósseis. Esse é assunto absolutamente chave do balanço geral e, portanto, vai ser tratado em Bonn”, disse o presidente da COP30, ressaltando o desejo de que a conferência de Belém seja uma COP de implementação dos acordos.</p></blockquote>
<p>Além disso, a mensagem aborda a importância de que todos países planos nacionais de adaptação antes da COP30, a necessidade de engajar povos indígenas e comunidades locais nos processos de discussão e o papel fundamental dos negociadores para a produção de resultados que conectem a agenda climática com a realidade cotidiana das pessoas em todas as áreas.</p>
<blockquote><p>“Respondendo à urgência climática, a COP30 pode ser esse ponto de inflexão – o momento em que superamos o status quo e avançamos com coragem rumo a um futuro definido por resultados, solidariedade e propósito comum. Juntos”, diz um trecho da carta da presidência.</p></blockquote>
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		<title>COP29: Brasil vai cobrar compromisso dos países desenvolvidos com financiamento climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 13:52:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cop29-divulgacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A menos de um mês para a 29ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP29), que será realizada em Baku, no Azerbaijão, há incertezas sobre a definição de um acordo em torno do financiamento climático, considerado o tema central do evento. Por outro lado, as expectativas são positivas quanto aos mecanismos de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cop29-divulgacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Por Fabrício Queiroz</p>
<p>A menos de um mês para a 29ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP29), que será realizada em Baku, no Azerbaijão, há incertezas sobre a definição de um acordo em torno do financiamento climático, considerado o tema central do evento. Por outro lado, as expectativas são positivas quanto aos mecanismos de cooperação internacional no mercado de carbono.</p>
<p>As perspectivas sobre os pontos centrais que estarão em pauta na COP29 e qual será a posição brasileira nesses debates foram abordadas em uma coletiva à imprensa na quinta-feira, 17, em Brasília que contou com a participação da secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Toni, e do secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador André Corrêa do Lago.</p>
<p>A dupla representou o Brasil na Pré-COP e avalia que os grandes gargalos da negociação estão em uma série de questões que envolvem o repasse de recursos dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento para fomentar estratégias de combate à crise climática. Quando assinado o Acordo de Paris, as maiores potências se comprometeram a destinar US$ 100 bilhões anuais entre 2021 e 2025 para projetos nas nações mais pobres, no entanto analistas internacionais indicam que os valores não estão sendo atingidos.</p>
<p>Com o plano prestes a encerrar, a meta deve ser revista em Baku, porém há um conflito que opõe os dois grupos. De um lado, os países desenvolvidos querem aumentar o número de doadores, incluindo a obrigatoriedade de participação de países em desenvolvimento que já atuam no financiamento climático de forma voluntária. Do outro, o G77 + China, que é a coalizão das nações em desenvolvimento, rejeitam esse tipo de obrigação, já que o acordo anterior ainda não foi cumprido.</p>
<blockquote><p>“Se os países envolvidos tivessem cumprido com essas obrigações, eles poderiam até argumentar que para aumentar isso você poderia discutir com outros países. Essa é uma discussão que eu considero razoavelmente inútil, porque o Grupo dos 77 + China está absolutamente fechado com relação à possibilidade de a solução para essa discussão ser o aumento do número de países doadores”, declarou o embaixador.</p></blockquote>
<p>Em outro aspecto, os negociadores destacam que houve avanços na implementação do artigo 6 do Acordo de Paris que prevê os mercados de carbono. Segundo Ana Toni, há entendimentos sobre as metodologias da valoração das áreas conhecidas como sumidouros de carbono, faltando acordos em questões como a transparência de relatórios, tipos de dados e de autorizações que devem ser dadas para as transações entre países.</p>
<p>Para a secretaria, um acordo nesses dois temas é crucial para o bom andamento da agenda climática, que deve pautar outros desafios na COP30, em Belém, no próximo ano.</p>
<blockquote><p>“(Os acordos) precisam acontecer na COP29, até porque se não acontecer vai para a COP30. Então, para o sucesso da nossa própria COP, a gente quer muito que isso seja resolvido na COP29. E também porque eu vejo o tema de financiamento como pilar de confiança no Acordo de Paris”, afirmou Ana Toni.</p></blockquote>
<p>Durante a coletiva também foram abordados pontos sobre os políticas de adaptação e mitigação às mudanças do clima. No caso específico da adaptação, há uma previsão de que os indicadores das metas globais sejam apresentados no Azerbaijão e se chegue a um consenso na COP de Belém. Até lá, a posição brasileira deve ser fortalecida a partir do Plano Clima, que está em processo de elaboração no atual governo.</p>
<blockquote><p>“Aqui no Brasil, estamos debatendo o Plano Clima e olhando para as metas setoriais. Então a gente vê que tem um casamento do debate global sobre adaptação com o nacional. Tendo adiantado o nacional, a gente está muito mais bem preparado para influenciar o debate internacional”, disse a secretária que ressaltou ainda que o Brasil vai atuar para que os países definam metas de redução de emissões para evitar o aquecimento do planeta acima de 1,5º.</p></blockquote>
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