<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/adaptacao-climatica-do-indice-de-transparencia-e-governanca-publica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 14:03:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Marajó não tem plano de adaptação climática em nenhum dos 17 municípios</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/marajo-nao-tem-plano-de-adaptacao-climatica-em-nenhum-dos-17-municipios/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/marajo-nao-tem-plano-de-adaptacao-climatica-em-nenhum-dos-17-municipios/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Arquipélago de Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[ITGP)]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43794</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/still1117-00008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) classificou 16 dos 17 municípios do arquipélago paraense nas faixas &#8220;Ruim&#8221; ou &#8220;Péssimo&#8221; em relação à divulgação e gestão de dados sobre adaptação climática. Nenhum dos municípios avaliados possui plano de adaptação climática, apenas dois emitem alertas antecipados de desastres e somente um mantém um conselho [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/still1117-00008-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>O Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) classificou 16 dos 17 municípios do arquipélago paraense nas faixas &#8220;Ruim&#8221; ou &#8220;Péssimo&#8221; em relação à divulgação e gestão de dados sobre adaptação climática.</li>
<li>Nenhum dos municípios avaliados possui plano de adaptação climática, apenas dois emitem alertas antecipados de desastres e somente um mantém um conselho sobre mudanças climáticas ativo.</li>
<li>A região pontuou melhor na métrica de governança formal (29,74 pontos) do que na de comunicação com a sociedade (16,91 pontos), evidenciando que as informações de risco não chegam às comunidades vulneráveis.</li>
<li>O monitoramento do Observatório do Marajó registrou uma piora no desempenho da região entre 2025 e 2026, com a nota média caindo de 37 para 29,74 pontos.</li>
<li>A falta de preparação ocorre às vésperas de um forte El Niño previsto para 2026, fenômeno que intensifica problemas já enfrentados pelas comunidades locais, como secas extremas, queimadas, falta d&#8217;água e isolamento.</li>
<li>Para reverter o cenário, o Observatório cobra a publicação de planos de adaptação com metas claras, mapas de risco em linguagem acessível, canais de alerta permanente e o funcionamento efetivo de conselhos ambientais com participação popular.</li>
</ul>
<p>O Arquipélago do Marajó é uma das regiões do Pará mais afetadas pelas mudanças climáticas — com chuvas cada vez mais irregulares, avanço do nível do mar e temperaturas mais altas —, mas os municípios da região ainda falham em mostrar à própria população o que estão fazendo diante desse cenário.</p>
<p>É o que revela o módulo de Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP), que avaliou os 17 municípios marajoaras e colocou a região na faixa &#8220;Ruim&#8221;.</p>
<p>Segundo a Transparência Internacional – Brasil, 16 dos 17 municípios avaliados ficaram entre as faixas Ruim e Péssimo. Nenhum alcançou a faixa Regular, e apenas um chegou à faixa Bom.</p>
<p>A avaliação considera exclusivamente informações públicas disponíveis nos portais das prefeituras e dos órgãos municipais de meio ambiente e defesa civil — ou seja, mede se a informação sobre adaptação climática e gestão de riscos está pública, organizada e acessível, e não a capacidade operacional de resposta a desastres.</p>
<p>O levantamento é dividido em duas frentes, e a diferença entre elas ajuda a entender o problema. Em Transparência e Governança — que avalia a existência de plano de adaptação, órgão de meio ambiente, defesa civil estruturada e mapeamento de áreas de risco —, os municípios do Marajó somaram 29,74 pontos em média. Já em Comunicação e Participação — que mede se a população é informada sobre riscos, se há audiências públicas e conselho ativo —, a média caiu para 16,91 pontos.</p>
<p>Na prática, isso significa que a estrutura formal existe no papel com mais frequência do que a informação chega a quem precisa dela.</p>
<h3>Sem plano de adaptação climática</h3>
<p>Os números individuais reforçam esse quadro: nenhum dos 17 municípios avaliados possui plano de adaptação climática, apenas 2 divulgam alertas antecipados de desastres, e só 1 tem órgão colegiado de Mudanças Climáticas criado e ativo.</p>
<p>Para Ediane Lima, agroecóloga e gestora de projetos do Observatório do Marajó, a ausência dessa estrutura tem consequência direta na vida das pessoas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não ter planos de adaptação coloca em risco toda a população; a informação só cumpre sua função quando chega a quem mora na encosta, na beira do rio, na área que alaga, na comunidade que ficou sem ter por onde se deslocar porque o rio secou — e quando essa pessoa tem onde ser ouvida antes de a decisão ser tomada&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Segundo ela, o Marajó é &#8220;uma das maiores unidades de conservação da costa norte do País&#8221; e, ao mesmo tempo, &#8220;uma das mais ameaçadas hoje pelas mudanças do clima&#8221;, com problemas que se intensificam a cada ano, como seca de rios, queimadas, insegurança hídrica e alimentar e isolamento de comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maioria dos municípios não terem planos não é uma opção, é algo que precisa urgentemente avançar&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>O Observatório do Marajó avalia a transparência climática da região desde 2025, o que permite comparar resultados entre uma edição e outra pela primeira vez — e a comparação não é favorável: a nota média caiu de 37 para 29,74 pontos, uma queda de 7,26 pontos.</p>
<h3>Histórico de secas e o El Niño</h3>
<p>A região carrega um histórico de eventos climáticos que vêm se intensificando. Em 2023, durante uma seca severa que atingiu toda a Amazônia, lideranças da própria equipe do Observatório do Marajó conviveram com problemas respiratórios causados pela fumaça das queimadas, poços artesianos secos ou com pouca água, e calor extremo.</p>
<p>Foi nesse contexto que nasceu o monitoramento cidadão da calamidade climática no Marajó, iniciativa do Observatório que hoje é uma das principais fontes de registro de como as comunidades vivem a crise climática na prática.</p>
<p>A seca de 2023 foi puxada pelo El Niño daquele período — fenômeno que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, deve se repetir em 2026 com uma das intensidades mais fortes já registradas desde 2015/2016.</p>
<p>E o levantamento do ITGP mostra que, diante desse cenário, nenhum município do Marajó está preparado para os efeitos já previstos: secas severas, queda no nível dos rios, mais queimadas e isolamento de comunidades.</p>
<h3>Recomendações às prefeituras</h3>
<p>Diante dos resultados, o Observatório do Marajó recomenda que as prefeituras da região adotem uma série de boas práticas:</p>
<ul>
<li>elaborar e publicar planos municipais de adaptação às mudanças climáticas, com metas e prazos definidos;</li>
<li>divulgar o mapeamento de áreas de risco em linguagem acessível para quem mora nelas;</li>
<li>construir planos emergenciais para calamidades;</li>
<li>manter canal permanente de comunicação de risco e alerta;</li>
<li>realizar monitoramento constante junto aos moradores; divulgar com antecedência o calendário de audiências públicas sobre clima;</li>
<li>garantir o funcionamento efetivo do conselho municipal de meio ambiente, com atas e pautas públicas; e publicar em formato aberto os dados sobre gestão de riscos e desastres.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/marajo-nao-tem-plano-de-adaptacao-climatica-em-nenhum-dos-17-municipios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-10-18 20:03:28 by W3 Total Cache
-->