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	<title>acordos de pesca &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Seca, poluição e sobrepesca podem estar por trás da falta de camarão no oeste do Pará e Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 17:09:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/camarao-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Ingrediente importante de diversas receitas da culinária do Pará, como o vatapá, o tacacá e o arroz paraense, o camarão está mais difícil de ser encontrado e capturado pelos extrativistas e pescadores. Isso porque pesquisas apontam que a espécie camarão-da-amazônia (Macrobrachium amazonicum) está mais escassa nas regiões do oeste paraense e no arquipélago do Marajó. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/camarao-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Ingrediente importante de diversas receitas da culinária do Pará, como o vatapá, o tacacá e o arroz paraense, o camarão está mais difícil de ser encontrado e capturado pelos extrativistas e pescadores. Isso porque pesquisas apontam que a espécie camarão-da-amazônia (M<em>acrobrachium amazonicum)</em> está mais escassa nas regiões do oeste paraense e no arquipélago do Marajó.</p>
<p>Quem acompanha a atividade é a professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e especialista em aquicultura, Cristiana Ramalho, que diz que o problema se intensificou no ano passado, atingindo diferentes localidades da região. A crise chama atenção pois pode afetar diretamente as cerca de 17 mil famílias que têm nessa atividade a sua principal fonte de renda.</p>
<blockquote><p>“Em 2023, essa situação ficou mais grave em alguns municípios, como Afuá, no Pará; e Macapá, no Amapá. Depois, a gente percebeu que essa crise começou a avançar em outros municípios, principalmente da Ilha do Marajó”, comentou a pesquisadora em entrevista à <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/meio-ambiente/audio/2024-08/camarao-desaparece-do-oeste-do-para-e-marajo" target="_blank" rel="noopener"> Rádio Cultura do Pará</a>.</p></blockquote>
<p>O problema é ainda mais crítico porque há evidências científicas que mostram que a população de crustáceos vem caindo também no Alasca e nos estuários da Europa. Na Inglaterra, por exemplo, onde a professora realizou seu pós-doutorado no ano passado, as comunidades pesqueiras relataram dificuldades para capturar as espécies típicas daquela região.</p>
<p>A questão motivou os grupos de pesquisas dos dois países a formar uma rede para investigar os motivos do sumiço do camarão. Uma das hipóteses é relacionada ao impacto da sobrepesca, que estaria prejudicando a reprodução dos animais, mas outros aspectos também são estudados, entre eles o impacto da seca severa.</p>
<blockquote><p>“Há relatos de salinização em algumas regiões da foz do Rio Amazonas. Nós resgatamos um artigo científico recente que mostra que nós tivemos no ano de 2023 a maior seca de todos os tempos na Amazônia e um dos impactos foi o nível mais baixo do rio. Esse conjunto de fatores e mais as questões de  poluição e a sobrepesca também poderiam estar impactando na crise do camarão-da-amazônia”, explicou a professora.</p></blockquote>
<h3>Uso sustentável dos recursos</h3>
<p>O conhecimento sobre as causas da crise pode ajudar na elaboração de estratégias eficientes para enfrentar a escassez e apoiar práticas sustentáveis. Nesse sentido, o Pará já vem atuando por meio da construção de acordos coletivos de pesca discutidos com as comunidades envolvidas na atividade. Atualmente, já são nove acordos firmados com as populações pesqueiras.</p>
<p>Segundo o governo, o<span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">s acordos de pesca são instrumentos criados pelo estado para garantir o uso sustentável dos recursos naturais nas comunidades pesqueiras. Eles são regulados pelo decreto 1.686, de 29 de junho de 2021, e exercem importantes funções ambientais, sociais e econômicas. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Em outras palavras, esse decreto é uma política pública que visa garantir a sustentabilidade ambiental, a segurança alimentar e o equilíbrio entre diferentes usos dos recursos naturais por comunidades amazônicas. A pesca é a maior bioeconomia do estado do Pará”, afirmou Rodolpho Zahluth Bastos, secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, à </span><a style="font-size: 14px;" href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/58597/construcao-coletiva-dos-acordos-de-pesca-no-para-e-referencia-em-conferencia-no-amapa" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a></p></blockquote>
<p>A importância desse instrumento hoje é cada vez mais reconhecida pelos próprios produtores, que buscam os órgãos do governo para desenvolver a captura do camarão de forma sustentável. As medidas incluem normas sobre número de pescadores por área, equipamentos utilizados,  procedimentos de solturas de camarão ovado e estabelecimento de um período de defeso.</p>
<blockquote><p>“O acordo do camarão está ocorrendo em várias comunidades pesqueiras da região do Marajó e um bom exemplo é o acordo estabelecido em Oeiras do Pará e Curralinho, em que os próprios pescadores perceberam que aquele camarão da região estava acabando e decidiram procurar a Semas para ver que tipo de ação poderia ser realizada nesses locais para amenizar esse problema&#8221;, xplica Maurício Williams, técnico em gestão ambiental da Semas.</p></blockquote>
<p>De acordo com Williams, a partir daí, as comunidades passaram a receber periodicamente a visita das equipes da Semas durante um ano para a efetivação dos acordos, contando com a participação das comunidades no processo de construção das medidas,</p>
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