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	<title>ABEMEL &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>ABEMEL &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Os desafios da Abemel: O que tem espantado as abelhas no Pará?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ABEMEL]]></category>
		<category><![CDATA[mel composto]]></category>
		<category><![CDATA[Mel indígena]]></category>
		<category><![CDATA[rotulagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/mel-abelhas-768x509-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Como publicamos no último mês, as novas regras para rotulagem nutricional que entraram em vigor em outubro trouxeram consigo a inclusão da frase “ALTO EM AÇÚCAR ADICIONADO” em méis compostos, podendo induzir o consumidor ao erro e até mesmo extinguir toda esta categoria. Para entender mais sobre o mercado de mel brasileiro, o Pará Terra [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/mel-abelhas-768x509-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/entidade-questiona-mudanca-na-rotulagem-nutricional-para-mel-composto/?preview_id=13313&amp;preview_nonce=09adafa8ea&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13316&amp;preview=true">Como publicamos no último mês</a>, as novas regras para rotulagem nutricional que entraram em vigor em outubro trouxeram consigo a inclusão da frase “ALTO EM AÇÚCAR ADICIONADO” em méis compostos, podendo induzir o consumidor ao erro e até mesmo extinguir toda esta categoria.</p>
<p>Para entender mais sobre o mercado de mel brasileiro, o <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com a presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL), Andresa Berretta.</p>
<h3><strong>Consequências da mudança na rotulagem para mel composto</strong></h3>
<p>Andresa explica como a categoria do mel composto foi afetada pela mudança na rotulagem.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A mudança de rotulagem nutricional vai fazer com que os méis compostos tenham a frase &#8220;alto em açúcar adicionado&#8221;, mas o produto não contem açúcar adicionado, ele só contém o próprio açúcar presente no mel que foi naturalmente produzido pelas abelhas. Então, a gente vai estar estimulando que as empresas deixem de utilizar o mel e passem a usar um produto muito mais barato que é o açúcar sintético. E ao usar uma frase equivocada, podemos estar fazendo com que os nossos consumidores de muitos anos pensem que foram enganados a vida toda&#8221;, avalia. </span></p></blockquote>
<h3><strong>Maiores desafios do mercado do mel brasileiro </strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ela, a necessidade de profissionalização do setor é um dos principais desafios do mercado de mel nacional. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Hoje a gente tem uma produção que pode ser maior e só não se exporta mais por falta de matéria-prima. Então, fomentar práticas de manejo adequadas e saudáveis para que não se tenha resíduos é uma medida bem importante para aumentar a quantidade de mel orgânico.&#8221;</span></p></blockquote>
<h3><strong>Cultivo de abelhas sem ferrão</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), a criação de abelhas sem ferrão é uma realidade no estado do Pará, principalmente nas áreas de várzea, e chega a ser 30 vezes maior que a de abelhas com ferrão. Berretta afirma que essa cultura ainda tem um longo caminho pela frente para se desenvolver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A abelha sem ferrão está presente no Brasil inteiro. O desafio que temos hoje é que a produção de mel dessas abelhas é muito pequena, mas já existem comunidades e startups trabalhando na construção da reestruturação dessa cadeia. A meliponicultura é um trabalho que está começando agora e que tem um longo caminho pela frente para chegar nas quantidades que a gente produz hoje de mel de abelha Apis (com ferrão).&#8221;</span></p></blockquote>
<h3>Mudanças climáticas e abelhas do Pará</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a presidente da ABEMEL, o desmatamento e as queimadas estão entre os principais fatores que têm espantado as abelhas do Pará.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;No Pará, particularmente, a gente tem visto pelos dados que há uma mudança muito grande naquele ecossistema. Então, toda vez que a gente vai desmatando e diminuindo a presença dessas árvores, que vai tendo queimadas, aquele ecossistema vai sendo mudado como um todo. E a mudança climática acaba acontecendo também com frequência. Isso tudo vai mudando o hábitat dessas abelhas&#8221;, finaliza.</span></p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/entidade-questiona-mudanca-na-rotulagem-nutricional-para-mel-composto/?preview_id=13313&amp;preview_nonce=09adafa8ea&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13316&amp;preview=true"><strong>Entidade questiona mudança na rotulagem nutricional para mel composto</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/avanco-de-projeto-de-mel-na-resex-tapajos-arapiuns-mantem-produtores-na-floresta/?preview_id=10054&amp;preview_nonce=e0ce84f6e3&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=10056&amp;preview=true">Avanço de projeto de mel na Resex Tapajós-Arapiuns mantém produtores na floresta</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/regulamentacao-valoriza-mel-de-abelhas-nativas-no-para/?preview_id=6927&amp;preview_nonce=8dc7137581&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=6928&amp;preview=true">Mel de abelhas sem ferrão do Pará conquista regulamentação</a></strong></p>
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		<title>Entidade questiona mudança na rotulagem nutricional para mel composto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 20:39:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[ABEMEL]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[mel composto]]></category>
		<category><![CDATA[rotulagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/mel-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Após seis anos de muita discussão, as novas regras para rotulagem nutricional entraram em vigor em outubro deste ano diante de muitas polêmicas. Uma delas é relacionada à nova definição trazida pela RDC nº 429/20 sobre “Açúcares Adicionados”, que corresponde a todos os monossacarídeos e dissacarídeos adicionados durante o processamento do alimento, incluindo as frações [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/mel-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Após seis anos de muita discussão, as novas regras para rotulagem nutricional entraram em vigor em outubro deste ano diante de muitas polêmicas.</p>
<p>Uma delas é relacionada à nova definição trazida pela RDC nº 429/20 sobre “Açúcares Adicionados”, que corresponde a todos os monossacarídeos e dissacarídeos adicionados durante o processamento do alimento, incluindo as frações de monossacarídeos e dissacarídeos vindos da adição de outras fontes, como dextrose, açúcar invertido, xaropes, maltodextrina e outros carboidratos hidrolisados.</p>
<p>O mel, por exemplo, que possui açúcares naturais, foi excluído da nova regulamentação. Porém, a Anvisa não excluiu das novas normas o chamado “mel composto”, o que pode induzir o consumidor ao erro e até mesmo extinguir toda esta categoria, levantando uma grande controvérsia.</p>
<p>Estes produtos são méis de abelhas com adição de extratos naturais &#8211; sem adição de açúcares -, como extratos de própolis, agrião, eucalipto, gengibre, romã, dentre outros, isolados ou combinado entre si. Sua composição costuma ser de aproximadamente 95% de mel e 5% de extratos. Porém, a Anvisa entende que quando o mel for adicionado a alimentos, os açúcares fornecidos, deverão ser contabilizados como açúcares totais e açúcares adicionados. No caso dos méis compostos, também será obrigatório a inclusão da informação “alto em açúcar adicionado”.</p>
<p>Para a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL), esta interpretação é equivocada.</p>
<p>“O mel não é um produto adicionado para incorporar sabor doce. O mel, nesse caso, é o produto em si, que apenas recebe um aromatizante. A única fonte de açúcar no composto é o mel, nenhum outro açúcar é adicionado à composição”, afirmou Fabricia Soriani, farmacêutica e membro da diretoria da ABEMEL.</p>
<p>O setor acredita que a inclusão da frase “ALTO EM AÇÚCAR ADICIONADO” em méis compostos levará os consumidores a concluírem, com base em uma informação incorreta, que “foi adicionado açúcar” aos produtos da categoria.</p>
<p>Além disso, quem adquire o produto regularmente também poderá se sentir lesado, caso entenda que consumia sem saber um açúcar não derivado diretamente do mel. Outra preocupação é que a população pare de adquirir estes alimentos daqui para frente, e, como consequência, sejam retirados do mercado de vez. A estimativa é que 22 milhões de consumidores e 101 mil produtores no país, em média, sejam afetados com isso.</p>
<p>Durante a consulta pública sobre a nova regulamentação, a ABEMEL participou ativamente das reuniões e encaminhou suas considerações a respeito deste e de outros itens de conflito, porém, a questão dos compostos permanece sem retorno.</p>
<blockquote><p>“As legislações já entraram em vigor, e o setor está preocupado. A ABEMEL se reuniu com o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) para trazer a discussão e pedir ajuda dos técnicos do Ministério da Agricultura para sanar essa questão junto à Gerência-Geral de Alimentos da Anvisa (GGALI). Também abrimos processo SEI com a apresentação dos conceitos e pontos técnicos de suporte para eliminar os compostos apícolas dessa utilização de lupa frontal. Não houve retorno até o momento,” afirma Andresa Berretta, presidente da ABEMEL.</p></blockquote>
<h3><strong>Sobre o mel</strong></h3>
<p>É um produto natural obtido pelas abelhas a partir da transformação do néctar das flores em mel. É constituído natural e predominantemente por glicose e frutose, além de conter outros açúcares proveniente de néctar, enzimas, micronutrientes como vitaminas e minerais, óleos essenciais e alguns compostos ativos das flores como os fenólicos e flavonóides, entre outros. O mel é um produto nobre e, apesar de ser uma fonte energética, é rico em composição e sabores, que vão muito além de uma mistura de açúcares.</p>
<h3><strong>Principais mudanças</strong></h3>
<p>Para a rotulagem nutricional frontal que deve constar no painel da frente da embalagem, foi desenvolvido um design de lupa para identificar o alto teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo deverá ser aplicado na parte superior da face dianteira da embalagem.</p>
<p>A tabela também passa a ter apenas letras pretas e fundo branco, além disso, será obrigatória a declaração de açúcares totais e adicionados, do valor energético e de nutrientes por 100 g ou 100 ml, para ajudar na comparação de produtos, e o número de porções por embalagem.  A tabela deverá estar localizada, em geral, próxima à lista de ingredientes e em superfície contínua, não sendo aceita divisão. A exceção só se aplica aos produtos em embalagens pequenas (área de rotulagem inferior a 100 cm²), em que a tabela poderá ser apresentada em áreas encobertas, desde que acessíveis.</p>
<h3><strong>Prazos para adequação</strong></h3>
<p>Os produtos que já estiverem no mercado na data de entrada da norma em vigor (09/10/22) terão o prazo de adequação de 12 meses. Por sua vez, aqueles que forem destinados exclusivamente ao processamento industrial ou aos serviços de alimentação deverão estar adequados na data de ingresso do regulamento em vigor, para garantir que os fabricantes de alimentos e bebidas tenham acesso às informações nutricionais das matérias-primas e ingredientes alimentares utilizados em seus produtos.</p>
<p>Os alimentos fabricados por empresas de pequeno porte, como agricultores familiares e microempreendedores, terão prazo de adequação maior: 24 meses após a entrada em vigor. Por fim, os produtos fabricados até o término do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim do prazo de validade.</p>
<h3><strong>Sobre a ABEMEL </strong></h3>
<p>A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL) representa 80% dos exportadores de mel do Brasil. A entidade tem como objetivo dar suporte às empresas do setor, defendendo os interesses comuns no mercado interno e externo. Possui como missão promover a internacionalização competitiva dos produtos das abelhas e o desenvolvimento do mercado interno de forma equilibrada, justa e imparcial, propiciando aos associados o suporte estratégico para a realização de negócios e a conquista de posições sólidas nos mercados.</p>
<p>Em 2023, a ABEMEL completará 20 anos de atuação no setor, sendo hoje já considerada a maior entidade representativa das empresas beneficiadoras e exportadoras de produtos das abelhas, sendo uma grande referência nacional e internacional, deste segmento.</p>
<p><em>Fonte: ABEMEL</em></p>
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