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	<title>2024 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>2024 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Janeiro de 2025 é o mais quente já registrado na história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/quente1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mês de janeiro de 2025 foi o mais quente já registrado em todo o planeta, com uma temperatura média de 13,23°C, conforme dados divulgados pelo observatório europeu Copernicus. Nem o fenômeno La Niña, que normalmente causa um resfriamento das temperaturas, foi suficiente para impedir essa marca histórica. Com registros de temperatura 1,75°C acima do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/quente1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-sourcepos="3:1-3:380">O mês de janeiro de 2025 foi o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-tem-o-maior-numero-de-cidades-que-enfrentaram-calor-extremo-no-pais-em-2024/" target="_blank" rel="noopener">mais quente</a> já registrado em todo o planeta, com uma temperatura média de 13,23°C, conforme dados divulgados pelo observatório europeu Copernicus. Nem o fenômeno La Niña, que normalmente causa um resfriamento das temperaturas, foi suficiente para impedir essa marca histórica.</p>
<p data-sourcepos="7:1-7:260">Com registros de temperatura 1,75°C acima do período pré-industrial (1850-1900), janeiro de 2025 marca o 18º mês consecutivo de recorde de calor.</p>
<p data-sourcepos="7:1-7:260">Vale lembrar que o ano de 2024 já havia sido considerado o ano mais quente da história, ultrapassando todos os recordes anteriores.</p>
<p data-sourcepos="8:1-8:66"><strong>O que significa &#8220;temperatura acima do período pré-industrial&#8221;?</strong></p>
<p data-sourcepos="10:1-10:397">A expressão &#8220;temperatura global acima do período pré-industrial&#8221; é uma forma de comparar a temperatura média atual da Terra com um período de referência (1850-1900), em que a influência humana no clima era mínima.</p>
<p data-sourcepos="10:1-10:397">Se hoje a temperatura é maior é por causa do acúmulo de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, resultante de atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a agricultura intensiva.</p>
<p data-sourcepos="12:1-12:30"><strong>Por que isso é importante?</strong></p>
<p data-sourcepos="14:1-14:81">O aumento da temperatura global tem diversos impactos negativos no planeta, como ondas de calor, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mais-de-130-cidades-passaram-9-meses-em-situacao-de-seca-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">secas,</a> <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/depois-da-seca-cidades-do-oeste-do-para-agora-sofrem-com-chuvas-intensas/" target="_blank" rel="noopener">inundações e tempestades</a> se tornam mais frequentes e intensas. Ele também provoca a absorção de dióxido de carbono (CO2) pelos oceanos, prejudicando a vida marinha, além de do risco de muitas espécies de plantas e animais serem extintas por não conseguirem se adaptar às mudanças do clima.</p>
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		<title>Área queimada no Brasil cresce 79% e Pará lidera ranking em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 18:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/queimadas-amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As queimadas causaram a degradação de mais de 30,8 milhões de hectares no País em todo o ano passado, o maior índice desde 2019 e um aumento de 79% em relação a 2023. Os dados divulgados nesta quarta-feira, 22, fazem parte do balanço realizado pela plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas, que ainda aponta o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/queimadas-amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As queimadas causaram a degradação de mais de 30,8 milhões de hectares no País em todo o ano passado, o maior índice desde 2019 e um aumento de 79% em relação a 2023. Os dados divulgados nesta quarta-feira, 22, fazem parte do balanço realizado pela plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas, que ainda aponta o Pará como o principal alvo das queimadas.</p>
<p>Na Amazônia, o fogo atingiu 17,9 milhões de hectares, o equivalente a 58% do total registrado no País. No total, 7,3 milhões de hectares foram destruídos pelo fogo no território paraense, o que corresponde a 24% do total nacional.</p>
<p>É no Pará que também fica o município com as maiores taxas de queimadas no Brasil. O estudo revela que São Felix do Xingu, no sudeste paraense, acumulou mais de 1,47 milhão de hectares em 2024, um aumento de 381% em relação à média do ano anterior. Em seguida aparece Corumbá (MS), com 841 mil hectares queimados. Juntos, os dois municípios respondem por mais da metade (55%) da área queimada no Brasil no ano passado.</p>
<p>A situação é ainda mais crítica porque São Félix do Xingu não é um caso isolado, já que o bioma amazônico foi o mais atingido pelo fogo. Segundo a pesquisa, foram 17,9 milhões de hectares destruídos na região ao longo de 2024. Para se ter noção da gravidade, essa extensão é maior do que toda a área queimada no País em 2023 e corresponde a mais da metade (58%) de todas as queimadas no ano passado.</p>
<blockquote><p>“O ano de 2024 destacou-se como um período atípico e alarmante do fogo no Brasil, com um aumento expressivo na área queimada em quase todos os biomas, afetando especialmente as áreas florestais, que normalmente não são tão atingidas. Os impactos dessa devastação expõem a urgência de ações coordenadas e engajamento em todos os níveis para conter uma crise ambiental exacerbada por condições climáticas extremas, mas desencadeada pela ação humana como foi a do ano passado”, recomenda Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.</p></blockquote>
<h3>Relação direta com a seca</h3>
<p>O avanço do fogo tem relação direta com os efeitos das secas recentes aliadas ao fenômeno El Niño, que entre 2023 e 2024 provocou uma queda no volume de chuvas na região. Mas além disso, os especialistas destacam que há outros fatores acelerando esse processo e agravando a crise, aumentando o risco em áreas florestais, por exemplo, que historicamente tiveram menos índices de queimadas em comparação às pastagens.</p>
<blockquote><p>“Esse recorde na Amazônia foi impulsionado por um regime de chuvas abaixo da média histórica, agravando as condições ambientais. Um dado preocupante é que a classe de formação florestal foi a mais atingida, superando pela primeira vez as áreas de pastagens, que tradicionalmente eram as mais afetadas. Essa mudança no padrão de queimadas é alarmante, pois as áreas de floresta atingidas pelo fogo tornam-se mais suscetíveis a novos incêndios. Vale destacar que o fogo na Amazônia não é um fenômeno natural e não faz parte de sua dinâmica ecológica, sendo um elemento introduzido por ações humanas”, alerta Felipe Martenexen, da equipe do MapBiomas Fogo.</p></blockquote>
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		<title>Cientistas alertam para aumento de eventos extremos provocados pelo aquecimento global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jan 2025 11:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-Santarem-Prefeitura-de-Santarem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2024 foi o mais quente da história, conforme o monitoramento do observatório Copernicus. Mas antes disso, 2023 também já tinha sido apontado como o ano mais quente, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O que essa sucessão de anos mais quentes revelam é que o mundo já passa por um processo de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-Santarem-Prefeitura-de-Santarem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/2024-sera-o-mais-quente-da-historia-afirma-observatorio-europeu/">2024 foi o mais quente da história</a>, conforme o monitoramento do observatório Copernicus. Mas antes disso, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/2023-e-o-ano-mais-quente-da-historia-confirma-relatorio-da-onu/">2023 também já tinha sido apontado como o ano mais quente</a>, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O que essa sucessão de anos mais quentes revelam é que o mundo já passa por um processo de aquecimento que eleva os riscos de eventos extremos, com sérias consequências para o fornecimento de água potável.</p>
<p>O relatório <a href="https://www.globalwater.online/globalwater/report/" target="_blank" rel="noopener"><em>Global Water Monitor Report</em></a>, elaborado por uma equipe internacional de pesquisadores que analisaram dados de milhares de estações terrestres e satélites sobre o clima e a água, reforça as evidências de que secas e cheias estão cada vez mais frequentes por influência das alterações no clima.</p>
<p>De acordo com o estudo, somente em 2024, os totais mensais de precipitação recorde foram alcançados com 27% mais frequência do que no início deste século. Seguindo a mesma tendência, os recordes de baixa também foram 38% mais frequentes no ano passado. Como consequência desses eventos extremos, foram registradas mais de 8,7 mil mortes, 40 milhões de pessoas desalojadas e perdas econômicas estimadas em mais de R$ 3,35 trilhões.</p>
<p>São números que representam a dura realidade enfrentada por pessoas de várias partes do mundo. No Brasil, por exemplo, as cheias afetaram os moradores do sul do país, enquanto na Amazônia os rios baixaram a níveis recordes pelo segundo ano consecutivo e o clima seco ajudou a disseminar o fogo sobre a floresta.</p>
<p>Eventos extremos de diferentes portes também impactaram populações na África, Europa, Ásia e outros continentes, variando entre enchentes devastadoras e secas severas. A explicação por trás disso está na dinâmica do ar mais quente, que acelera as secas e, quando chove, retém mais umidade e faz com que chova mais forte e por mais tempo.</p>
<p>Segundo os cientistas, a tendência é que os próximos anos continuem sendo os mais quentes, já que a temperatura do planeta está mais de 1ºC acima dos padrões do início da revolução industrial. Eles ressaltam que o ideal seria ter agido contra as mudanças climáticas há 40 anos, mas que ainda é possível adotar medidas para que os cenários futuros não sejam mais desastrosos.</p>
<p>Entre as recomendações dos especialistas estão a redução imediata das emissões dos gases do efeito estufa e investimentos em adaptação para enfrentar eventos extremos. Defesas mais fortes contra enchentes, desenvolvimento de sistemas de produção de alimentos e de abastecimento de água mais resistentes a secas e melhores sistemas de alerta precoce são as principais necessidades deste novo contexto.</p>
<blockquote><p>“A verdadeira questão não é se devemos fazer algo a respeito — é a rapidez com que ainda podemos fazê-lo”, diz o relatório assinado por pesquisadores da Austrália, Arábia Saudita, Holanda, Áustria, Alemanha, Dinamarca e China. Confira o artigo neste <a href="https://theconversation.com/aquecimento-global-leva-ciclo-da-agua-a-novos-extremos-mostra-relatorio-246860" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p></blockquote>
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		<title>Pará teve desmatamento em queda e queimadas em alta em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jan 2025 11:51:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As queimadas foram as principais ameaças à conservação da floresta amazônica do Pará no ano passado. É o que revelam os números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe): o estado saltou de 41.715 focos registrados em 2023 para 56.070 em 2024. O aumento é de 34% nas queimadas, que se alastraram ao ritmo de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">As queimadas foram as principais ameaças à conservação da floresta amazônica do Pará no ano passado. É o que revelam os números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe): o estado saltou de 41.715 focos registrados em 2023 para 56.070 em 2024. O aumento é de 34% nas queimadas, que se alastraram ao ritmo de um novo foco a cada nove minutos.</p>
<p>O total de queimadas no Pará equivale a 20,1% das ocorrências no país e coloca o estado como líder da degradação da terra por meio do uso do fogo. Apesar disso, o aumento das queimadas no Pará ficou abaixo da média nacional,</span><span style="font-weight: 400;"> que teve um aumento de 46,5% nos casos, fechando o ano com 278,3 mil focos. O número só é inferior aos 319.383 casos registrados em 2010.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nota ao jornal <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/noticia/2025/01/07/uma-queimada-a-cada-nove-minutos-sede-da-cop30-para-e-lider-nacional-em-focos-de-calor-com-alta-de-34percent-em-2024.ghtml" target="_blank" rel="noopener">O Globo</a>, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) explicou que a floresta está mais inflamável devido aos fenômenos das mudanças climáticas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os anos de 2023 e 2024 estão entre os mais quentes desde o período pré-revolução industrial, com temperaturas elevadas e chuvas reduzidas, condições que ampliam a vulnerabilidade ambiental e favorecem a ocorrência de queimadas”, explica a Semas.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do desmatamento, porém, a tendência é oposta: no último ano o Pará conseguiu reduzir as taxas de desmatamento em 28,4%, superando os 21% de queda registrados em 2023. Com isso, o estado teve a menor área de floresta perdida dos últimos dez anos. Apesar desse bom resultado, o Pará  permanece como líder no desmatamento do bioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para diminuir esses índices, o governo estadual afirma que atua de forma coordenada com a União no combate aos crimes ambientais na região, já que apenas 30% do território paraense está sob jurisdição estadual, enquanto 70% pertencem à esfera federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista ao Globo, o governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que sediar a COP30 é uma oportunidade de transformação e que o estado deve aproveitar o momento para promover uma agenda de política econômica que valorize a floresta e o uso sustentável do solo, bem como a preservação ambiental e o cuidado com a população.</span></p>
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		<title>2024 será o mais quente da história, afirma observatório europeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 16:59:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[agosto mais quente]]></category>
		<category><![CDATA[Copernicus]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O observatório Copernicus confirmou o que já se previa: 2024 será o ano mais quente já registrado na história. As temperaturas escaldantes de novembro consolidaram essa tendência, que vinha sendo observada desde o início do segundo semestre. De acordo com o boletim divulgado pelo serviço europeu.  o último mês foi o segundo novembro mais quente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O observatório Copernicus confirmou o que já se previa: 2024 será o ano mais quente já registrado na história. As temperaturas escaldantes de novembro consolidaram essa tendência, que vinha sendo observada desde o início do segundo semestre.</p>
<p>De acordo com o boletim divulgado pelo serviço europeu.  o último mês foi o segundo novembro mais quente da história, atrás apenas do de 2023. A temperatura média do ar mundial foi de 14,1°C, temperatura 0,73°C acima da média mensal para o mesmo período entre 1991 e 2020.</p>
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<p>Com isso, novembro de 2024 foi o 16º mês, em um período de 17 meses, em que a temperatura média global da superfície do ar superou 1,5°C de diferença em relação aos níveis pré-industriais.</p>
<p>De acordo com especialistas, esse valor limite para evitar as piores consequências do aquecimento global e é também a meta preferencial pactuada no Acordo de Paris, de 2015.</p>
<p>Os efeitos desse aquecimento já pode ser sentido, principalmente no Norte do País, que enfrenta a sua segunda seca severa consecutiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
</article>
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<div></div>
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		<title>Após observatório europeu, OMM também indica 2024 como o ano mais quente da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 18:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
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		<category><![CDATA[temperatura da Terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Organização Meteorológica Mundial (OMM)  anunciou que 2024 está a caminho de se tornar o ano mais quente já registrado. A temperatura média global deve ultrapassar 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o limite estabelecido no Acordo de Paris para evitar os piores impactos das mudanças climáticas. O relatório da OMM, divulgado na abertura da COP29 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Organização Meteorológica Mundial (OMM)  anunciou que 2024 está a caminho de se tornar o ano mais quente já registrado. A temperatura média global deve ultrapassar 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o limite estabelecido no Acordo de Paris para evitar os piores impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>O relatório da OMM, divulgado na abertura da COP29 indica que a intensificação de eventos extremos como ondas de calor, secas, incêndios florestais e inundações é a nova realidade do planeta. &#8220;Estamos torrando&#8221;, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, em nota.</p>
<p>O  <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/copernicus-confirma-2024-como-ano-mais-quente-ja-registrado-na-historia/" target="_blank" rel="noopener">observatório climático europeu Copernicus,</a> na semana passada, também  anunciou 2024 como ano mais quente.</p>
<h3>Acordo de Paris</h3>
<p>Apesar da média de 1,54°C registrada nos primeiros nove meses deste ano, de acordo com a OMM, ainda não se considera que a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris tenha fracassado, destaca a Folha. Para que se considere que o aquecimento se estabilizou neste nível, deve-se analisar uma média de 20 anos. E a temperatura média das últimas duas décadas está em 1,3°C.</p>
<p>A média de 1,5°C  pode não ter sido oficialmente ultrapassada, mas a tendência é preocupante. Um novo estudo, publicado na revista Nature Geoscience, sugere que o mundo pode estar mais próximo do limite do que se pensava anteriormente. Ao utilizar uma nova linha de base para calcular o aumento da temperatura global, os cientistas estimam que o planeta já teria ultrapassado 1,49°C acima dos níveis pré-industriais.</p>
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		<title>Copernicus confirma 2024 como ano mais quente já registrado na história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 14:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Copernicus]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[quente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/quente-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2024 é o mais quente registrado na história recente do planeta. Quem garante antecipadamente é Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia, após analisar a temperatura global em outubro e confirmar a tendência de aquecimento acelerado da Terra, superando todos os recordes anteriores. O Copernicus destaca em boletim divulgado nesta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/quente-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de 2024 é o mais quente registrado na história recente do planeta. Quem garante antecipadamente é Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia, após analisar a temperatura global em outubro e confirmar a tendência de aquecimento acelerado da Terra, superando todos os recordes anteriores.</p>
<p>O Copernicus destaca em boletim divulgado nesta quita-feira, 7,  que a anomalia de temperatura em 2024, ou seja, a diferença em relação à média histórica, é tão significativa que ela teria que cair a zero nos próximos meses para que o ano não fosse o mais quente já registrado. Essa conclusão se baseia em dados precisos coletados por diversos satélites e estações meteorológicas ao redor do mundo.</p>
<p>Além disso, 2024 também entra para a história por ser o período em que, pela primeira vez, o planeta estará 1,5°C acima do registrado entre 1850-1900, que antecedeu o aparecimento da atividade industrial.</p>
<figure id="attachment_31482" aria-describedby="caption-attachment-31482" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-31482" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/grafico_copernicus-300x247.avif" alt="" width="498" height="410" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/grafico_copernicus-300x247.avif 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/grafico_copernicus-768x633.avif 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/grafico_copernicus-150x124.avif 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/grafico_copernicus-450x371.avif 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/grafico_copernicus.avif 888w" sizes="(max-width: 498px) 100vw, 498px" /><figcaption id="caption-attachment-31482" class="wp-caption-text">Gráfico do Copernicus mostra 2024 como primeiro ano a romper a linha de +1,5°C. Fonte: Copernicus</figcaption></figure>
<p>O Copernicus ainda prevê que a temperatura poderá continuar aumentando até 2030, agravando eventos climáticos extremos como secas severas e incêndios, como a que a região Norte está vivendo neste momento, inundações, como a do Rio Grande do Sul em maio, entre outros fenômenos.</p>
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		<title>Amazônia perde umidade e está mais vulnerável a incêndios, diz Marina Silva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 18:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/rios-voadores-amazonia-real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia está perdendo umidade e ficando mais suscetível a incêndios naturais. Essa é uma das razões para a escalada do número de queimadas na região em 2024, segundo explicou a ministra do do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, em audiência realizada nesta quarta-feira, 4, no Senado Federal. Caso a crise [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/rios-voadores-amazonia-real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia está perdendo umidade e ficando mais suscetível a incêndios naturais. Essa é uma das razões para a escalada do número de queimadas na região em 2024, segundo explicou a ministra do do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, em audiência realizada nesta quarta-feira, 4, no Senado Federal. Caso a crise climática persista, a previsão é que o bioma se torne ainda mais inflamável no futuro.</p>
<blockquote><p>“Estamos num processo severo de mudança do clima, a floresta entrando num processo de perda de umidade e se tornando vulnerável a incêndio. Seja por ignição humana ou até no futuro, se isso permanecer, por fenômenos naturais, em função da incidência de raios. É uma química altamente deletéria, inimaginável&#8221;, alertou a ministra.</p></blockquote>
<p>O cenário descrito representaria uma alteração profunda no perfil da floresta, que tem uma característica tropical úmida. As ocorrências de incêndios naturais são mais comuns em matas secas, como o Cerrado, onde a vegetação típica de savana queima com mais facilidade depois da queda de raios, por exemplo.</p>
<p>Em um ambiente menos úmido, a quantidade de queimadas deve ser ainda maior do que as registradas até agora. De acordo com o MMA, 27% das áreas atingidas (cerca de 900 mil hectares) estão ligadas à atividade agropecuária; 41% (1,4 milhão de hectares) estão em áreas de vegetação não florestal, como pastagens e capoeiras; e 32% (1 milhão de hectares) em áreas de vegetação florestal. Historicamente, as florestas afetadas representavam, em média, de 15% a 18% do total de incêndios.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu diria que o esforço que está sendo feito nesse momento é de tentar &#8216;empatar o jogo&#8217;, com essas condições totalmente desfavoráveis&#8221;, afirmou Marina Silva, citando as medidas tomadas pelo Governo Federal, que está atuando na região com 1.468 brigadistas.</p></blockquote>
<h3>Pará tem maior número de queimadas no País</h3>
<p>Apesar disso, o fogo não dá trégua. Nas primeiras 48 horas de setembro de 2024, o Pará foi o estado que apresentou<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/quatro-municipios-paraenses-lideram-o-ranking-das-queimadas-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"> o maior número de queimadas no Brasil,</a> tendo registrado 2800 focos ativos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este índice é quase seis vezes maior que o listado nos dias 1 e 2 de setembro do ano passado, quando 479 focos foram detectados.</p>
<p>Somado a isso, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) acompanha as condições críticas da seca, que já é considerada <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-enfrenta-a-pior-seca-de-sua-historia-recente-informa-o-cemaden/" target="_blank" rel="noopener">a pior enfrentada pela região nos últimos 45 anos.</a></p>
<p>Durante a sessão, Marina Silva fez um apelo para que os parlamentares direcionem recursos para a pasta e para que o Congresso Nacional crie um marco regulatório de emergência climática, que permitiria que os gastos nessas situações fossem excluídos da meta fiscal do governo.</p>
<blockquote><p>“Nós estamos vivendo sob um novo normal que vai exigir do poder público capacidade de dar resposta que nem sabemos como vão se desdobrar daqui para a frente”, destacou.</p></blockquote>
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		<title>Em situação de emergência, Pará passa de 3 mil focos de queimadas para 10 mil em um mês</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-situacao-de-emergencia-para-ganha-7-mil-focos-de-queimadas-em-apenas-um-mes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 20:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[focos de incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[proibição do uso do fogo]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/queimadas-CBMPA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz O número de queimadas disparou entre julho e agosto no Pará. Em julho, foram registrados 3.265 focos de calor, já neste mês o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica 10.217 focos contabilizados até 28 de agosto, um aumento de 212% em relação ao período anterior. Esse é o maior [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/queimadas-CBMPA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>O número de queimadas disparou entre julho e agosto no Pará. Em julho, foram registrados 3.265 focos de calor, já neste mês o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica 10.217 focos contabilizados até 28 de agosto, um aumento de 212% em relação ao período anterior. Esse é o maior número de ocorrências no estado desde outubro de 2023, quando a Amazônia passava por um dos momentos mais críticos da seca.</p>
<p>Os dados servem de alerta para um possível agravamento da situação, já que a região ainda passa pelo período de verão amazônico em que o clima seco e a falta de chuvas facilitam ainda mais a propagação do fogo. Somente na última segunda-feira, 26, a quantidade de incêndios atingiu o nível mais alto com 1.019. Na mesma data do ano passado, o Inpe detectou 206, cerca de 79% a menos.</p>
<p>Em todo o ano, o índice de queimadas acumuladas no Pará chega a 15.386, ficando atrás apenas do Mato Grosso que tem um total de 21.942 focos registrados. Os municípios de Novo Progresso, São Félix do Xingu, Itaituba e Altamira aparecem ainda na lista das dez cidades com mais queimadas de todo o país.</p>
<figure id="attachment_30399" aria-describedby="caption-attachment-30399" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-30399 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/ranking-queimadas-jan-ago-2024.png" alt="" width="556" height="503" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/ranking-queimadas-jan-ago-2024.png 556w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/ranking-queimadas-jan-ago-2024-300x271.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/ranking-queimadas-jan-ago-2024-150x136.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/ranking-queimadas-jan-ago-2024-450x407.png 450w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-30399" class="wp-caption-text">Pará é o segundo estado com mais queimadas em 2024. Gráfico: Inpe</figcaption></figure>
<h3>Decreto de situação de emergência</h3>
<p>Com o avanço do problema, o governo estadual assinou o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-do-para-decreta-situacao-de-emergencia-e-proibe-queimadas-em-todo-o-estado/">decreto de situação de emergência</a>, que prevê, entre outras medidas, a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de propriedades rurais.</p>
<blockquote><p>“Os dados do mês de julho apontam para 3.300 focos de queimadas, o que significa um aumento de 50% comparado com o mesmo período de 2023. Esta é uma marca histórica, o que exige que tenhamos essa medida dura, porém necessária para evitar os impactos ambientais nas áreas de queimadas e a repercussão nos nossos rios, que podem vir a sofrer com secas severas, atingindo as comunidades ribeirinhas e a população do estado do Pará&#8221;, declarou o governador Helder Barbalho em vídeo publicado nas redes sociais.</p></blockquote>
<p>Além disso, o governo deve reforçar as ações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que já estão mobilizados para combater os focos de queimadas, além de elaborar um plano estratégico para estimular outras práticas de manejo do solo sem uso do fogo.</p>
<p>Já o Governo Federal autorizou a contratação de brigadas temporárias para atuar em 19 estados, incluindo o Pará, e no Distrito Federal. De acordo com o decreto, as equipes do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) serão destacadas para as regiões de São Geraldo do Araguaia, Pau D&#8217;Arco, Novo Progresso, Mojú, Altamira, Oriximiná, Itaituba e Monte Alegre.</p>
<p>Porém, novas medidas devem ser adotadas, já que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo reforce as ações de combate às queimadas na Amazônia e no Pantanal em, no máximo, 15 dias.</p>
<p>A decisão cita os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Justiça e Segurança Pública e da Defesa para que empreguem “todo contingente tecnicamente cabível” nos trabalhos, além de que orienta que sejam solicitados créditos extraordinários para custear as ações necessárias ou, ainda, a edição de uma medida provisória sobre a questão.</p>
<p>“Não se ignoram os atuais esforços empreendidos por agentes públicos, contudo é fora de dúvida que é urgente intensificá-los, com a força máxima disponível, à vista da estatura constitucional do Pantanal e da Amazônia”, ressalta o ministro.</p>
<p>Segundo a <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2024-08/dino-manda-governo-ampliar-combate-ao-fogo-na-amazonia-e-no-pantanal" target="_blank" rel="noopener">Agência Brasil</a>, o cumprimento da nova determinação deve ser avaliado no próximo 10 de setembro, em audiência de conciliação já marcada para discutir o tema no STF.</p>
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		<title>Seca avança em 69% dos municípios da Amazônia Legal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 19:57:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
		<category><![CDATA[estiagem]]></category>
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		<category><![CDATA[Oriximiná]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-Santarem-Prefeitura-de-Santarem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />De janeiro a junho de 2024, 531 cidades da Amazônia Legal foram afetadas por algum grau de seca. O dado corresponde a 69% do total de municípios da região e já supera o levantamento para o mesmo período do ano passado, quando 474 localidades estavam nessa situação. Os dados são do InfoAmazônia com base no [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-Santarem-Prefeitura-de-Santarem-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">De janeiro a junho de 2024, 531 cidades da Amazônia Legal foram afetadas por algum grau de seca. O dado corresponde a 69% do total de municípios da região e já supera o levantamento para o mesmo período do ano passado, quando 474 localidades estavam nessa situação. Os dados são </span><a href="https://infoamazonia.org/2024/08/09/seca-atinge-69-dos-municipios-da-amazonia-em-2024/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">do InfoAmazônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> com base no Índice Integrado de Seca (IIS), sistema do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</span></p>
<p>Impulsionada pelo El Niño, a região passou pela seca mais intensa dos últimos anos em 2023. A esperança era que o quadro melhorasse durante a estação chuvosa no primeiro semestre, porém o que se notou foi o aumento do número de cidades classificadas com seca fraca, moderada e severa.</p>
<p>No primeiro semestre de 2023 foram 309 municípios identificados com seca fraca, 126 com seca moderada e 39 com seca severa.. Já neste ano, além do número maior, o grau de intensidade também é mais elevado. Nos primeiros meses de 2024 foram 170 municípios com seca fraca, 300 com seca moderada e <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/la-nina-fraco-deve-prolongar-seca-que-ja-atinge-29-municipios-paraenses/">61 enfrentando seca severa, um aumento de 56%</a>.</p>
<p>Até então, as áreas mais afetadas estão nos estados do Amazonas, com 19 cidades; Mato Grosso, com 14, e Rondônia, com 10. No Pará, são três municípios com seca severa (São Félix do Xingu, Vitória do Xingu e Tucumã).</p>
<figure id="attachment_30131" aria-describedby="caption-attachment-30131" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-30131 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia.png" alt="" width="588" height="468" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia.png 588w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia-300x239.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia-150x119.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/seca-2024-janeiro-a-julho-infoamazonia-450x358.png 450w" sizes="(max-width: 588px) 100vw, 588px" /><figcaption id="caption-attachment-30131" class="wp-caption-text">Seca já afeta 531 municípios da Amazônia Legal em 2024. Gráfico: InfoAmazônia</figcaption></figure>
<h3>Falta de chuva</h3>
<p>De acordo com o Cemaden, o problema é reflexo do baixo volume de chuvas registrado durante o inverno amazônico, prejudicado pelo El Niño que provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e dificulta a formação de nuvens na região. Aliado a isso, as águas do Atlântico Norte também estão mais quentes, impedindo o surgimento de chuvas nas porções sul e centro-oeste do bioma.</p>
<blockquote><p>“Isso perdurou ao longo do ano [2023] e chegou ao seu máximo em novembro e dezembro, que foram dois meses muito secos na Amazônia. Agora, mesmo sem El Niño, de uns dois meses para cá [junho e julho de 2024] a situação da seca está bem extensiva em quase todo o bioma, com chuvas predominando abaixo do normal”, analisou a pesquisadora Ana Paula Cunha, do Cemaden.</p></blockquote>
<p>As previsões indicam que a situação persista em setembro, elevando o alerta e o temor das comunidades locais. Quilombolas dos municípios de Óbidos e Oriximiná, no oeste paraense, por exemplo, que já se mobilizam para pressionar o poder público em busca de planos de emergência e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<h3>Carta às autoridades</h3>
<p>Um coletivo com doze associações assina uma carta solicitando às prefeituras da região planos de contingência, suprimento de equipamentos para armazenamento de água, distribuição de alimentos e capacitação de agentes comunitários de saúde.</p>
<blockquote><p>“Ainda não estamos no limite de seca, mas nós já estamos sentindo porque cada dia que passa a água baixa mais. A nossa iniciativa com a carta foi prever a situação que nós vivemos no ano passado, que foi muito difícil. Neste ano, pelo nível da água, a gente vê que a seca vai ser ainda maior”, comentou Redinaldo Alves, líder da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Óbidos (ARQMOB).</p></blockquote>
<p>A demanda comunitária é uma necessidade cada vez mais urgente, avalia Ana Paula Cunha. O Governo Federal já trabalha na elaboração do Plano Clima, que deve ser lançado até 2025 e incluir medidas de mitigação e adaptação para todo o país. No entanto, a pesquisadora ressalta que as especificidades locais também precisam ser observadas e, por isso, governos estaduais e municipais precisam atuar na mesma linha.</p>
<blockquote><p>“A gente precisa cobrar planos de adaptação a desastres de eventos extremos, tanto seca quanto de inundação, no Brasil inteiro. O que precisa fazer é que o plano seja aplicado em todas as esferas de governo. É a prefeitura que está lá na ponta, a defesa civil da prefeitura que vai tomar conta de fato da gestão de riscos e desastres. Então tem que ser algo transversal e que seja aplicado principalmente na esfera local”, defende Ana Paula.</p></blockquote>
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