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	<title>PECUÁRIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>PECUÁRIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Plano Clima desafia o agro no Pará a frear emissões até 2030 e modernizar a pecuária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 13:36:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A seção agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) estabelece 16 ações estratégicas para conter as emissões de dióxido de carbono até 2030, focando na produtividade sustentável e na transição justa. O Pará é o epicentro do plano, pois abriga o segundo maior rebanho bovino do País e São Félix do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A seção agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) estabelece 16 ações estratégicas para conter as emissões de dióxido de carbono até 2030, focando na produtividade sustentável e na transição justa.</em></li>
<li><em>O Pará é o epicentro do plano, pois abriga o segundo maior rebanho bovino do País e São Félix do Xingu, município líder nacional em emissões de gases de efeito estufa e que registra a média de 40 cabeças de gado por habitante, segundo o SEEG/Observatório do Clima.</em></li>
<li><em>Ferramentas vigentes (como ABC+ e Planapo) ganham força com as novas diretrizes. No Pará, a expectativa é que o incentivo ajude a expandir o programa de Pagamento por Serviços Ambientais Valoriza TS de 10 para todos os 144 municípios do estado.</em></li>
</ul>
<p>Com a meta clara de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/" target="_blank" rel="noopener">frear as emissões de dióxido de carbono até 2030</a>, a ala agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) colocou 16 ações estratégicas na mesa para desenhar o futuro sustentável do setor. A missão nacional encontra no Pará o seu maior teste de fogo: dono do segundo maior rebanho bovino do Brasil e da cidade que lidera o ranking nacional de emissões de gases de efeito estufa, o estado está no centro de um debate crucial.</p>
<p>O plano tenta reverter um cenário histórico delicado, onde a expansão das pastagens e das lavouras ainda lidera <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-e-o-pais-que-mais-desmata-para-expandir-agropecuaria/" target="_blank" rel="noopener">os índices de desmatamento</a>, transformando a preservação florestal e a eficiência produtiva em prioridades máximas para a sobrevivência do bioma. Nesta <strong>Semana do Meio Ambiente</strong>, essa discussão não poderia faltar.</p>
<p>Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), plataforma do Observatório do Clima, o município paraense de São Félix do Xingu abriga mais gado do que gente, registrando uma média impressionante de 40 cabeças de bovinos por morador. Esse cenário insere a região como um dos territórios mais urgentes e importantes para a aplicação prática das diretrizes que visam o cumprimento das metas ambientais brasileiras.</p>
<p>Para Paulo Camuri, gerente de Ciência do Clima e Inteligência de Dados e Territorial do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), a criação de uma política que costure múltiplos setores representa um avanço institucional importante, embora a integração interna ainda possa ser aperfeiçoada:</p>
<blockquote><p>“Pela primeira vez, o Brasil possui um plano de ação focado em mitigação e adaptação climática para múltiplos setores. Essa integração é um avanço, embora, no que toque ao setor agropecuário, a ambição pudesse ser maior, combinando aumento de produção e redução de emissões”, avalia.</p></blockquote>
<h3>Caminhos para a implementação</h3>
<p>Para engajar os produtores e tirar as 16 propostas do papel, o plano aposta no fortalecimento de políticas setoriais e ferramentas que já estão consolidadas no mercado, como o Plano ABC+, o Planapo, o Programa Florestas Produtivas, a plataforma AgroBrasil+Sustentável e os novos critérios de taxonomia verde.</p>
<p>Contudo, Camuri pondera que o sucesso real da implementação dependerá do fortalecimento de políticas públicas complementares. Entre as principais necessidades, ele destaca a consolidação de sistemas robustos de monitoramento, relato e verificação (MRV), a ampliação de instrumentos financeiros capazes de dar escala às práticas agrícolas de baixa emissão e o desenho de estratégias específicas para cortar as emissões de metano, gargalo central da pecuária.</p>
<p>Pelo lado positivo, o especialista elogia o ineditismo de um caderno inteiramente dedicado à adaptação dos sistemas produtivos, além do cruzamento entre a agricultura familiar e os conceitos de transição justa, modelo que pode acelerar a articulação integrada de ministérios como o da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Agrário:</p>
<blockquote><p>“Ele ainda tem lacunas em aspectos como gestão de riscos, monitoramento de emissões e estratégias de adaptação, resiliência sistêmica e preparo para eventos extremos. Ainda assim, sua publicação tem o mérito de colocar essa importante discussão em pauta”, afirma Camuri.</p></blockquote>
<h3>Do plano federal ao impacto regional</h3>
<p>Uma das grandes incógnitas do projeto ainda reside em como os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o crédito rural atrelado a critérios climáticos alcançarão, na prática, as comunidades tradicionais e os pequenos produtores isolados. A cooperação entre agentes federais, estaduais e a iniciativa privada terá o papel de preencher esses vazios operacionais.</p>
<p>Em nível estadual, o Pará já conta com o projeto piloto Valoriza TS, um programa de PSA que atualmente beneficia 206 famílias distribuídas em 10 municípios. A expectativa é que, sob o impulso político e os novos incentivos financeiros trazidos pelo Plano Clima, o modelo paraense ganhe tração para atingir a universalização, estendendo o benefício de preservação para os 144 municípios do estado.</p>
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		<title>Brasil e China fortalecem diálogo por pecuária bovina mais sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:24:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Fazenda-Carioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A pecuária brasileira tornou-se palco de uma conexão histórica com a recepção, pelo Imaflora, de uma delegação estratégica da Tianjin Meat Association (TMA) na semana passada. O objetivo central dessa jornada foi consolidar cadeias bovinas que sejam, acima de tudo, transparentes, rastreáveis e rigorosamente alinhadas a critérios socioambientais. A peça-chave dessa articulação é o &#8220;Beef [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Fazenda-Carioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A pecuária brasileira tornou-se palco de uma conexão histórica com a recepção, pelo Imaflora, de uma delegação estratégica da Tianjin Meat Association (TMA) na semana passada. O objetivo central dessa jornada foi consolidar cadeias bovinas que sejam, acima de tudo, transparentes, rastreáveis e rigorosamente alinhadas a critérios socioambientais.</p>
<p>A peça-chave dessa articulação é o &#8220;Beef on Track&#8221; (BoT), um sistema de certificação internacional lançado em outubro de 2025 que atua como um selo de confiança global.  O BoT garante que a carne consumida esteja livre de desmatamento, trabalho análogo à escravidão e ocupação ilegal de terras públicas, elevando a credibilidade do produto brasileiro.</p>
<p>O impacto dessa parceria já é mensurável: os integrantes da TMA assumiram o compromisso de adquirir 50 mil toneladas de carne certificada pelo sistema em 2026, sinalizando o apetite voraz do mercado chinês por produtos que unam qualidade e origem verificável.</p>
<h3>Expedição por sustentabilidade</h3>
<p>A expedição de oito dias percorreu os contrastes e as potências de São Paulo, Belém e Brasília, mergulhando nos diversos elos da produção nacional.</p>
<p>A agenda teve início em São Paulo, com a apresentação institucional do Imaflora e reuniões com atores estratégicos, como o Ministério Público Federal (MPF), a Agrotools, empresa especializada em soluções digitais para o agronegócio, e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, destacando o papel da governança e da articulação institucional no avanço de cadeias mais responsáveis.</p>
<p>Em São Paulo, a agenda focou na governança, promovendo encontros com o Ministério Público Federal (MPF), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a Agrotools, especialista em soluções digitais para o setor.</p>
<p>No Pará, a comitiva viveu a realidade da produção extensiva na Amazônia durante uma visita à Fazenda Carioca, em Castanhal. Lá, os chineses puderam observar de perto o manejo de pastagens e o melhoramento genético, degustando cortes produzidos no local e reafirmando o interesse por carne &#8220;premium&#8221;.</p>
<p>O intercâmbio cultural também teve espaço em Belém, com uma visita à Ilha do Combu para entender a relação entre território e sustentabilidade, além de passeios pelos pontos turísticos locais que ajudaram a contextualizar o ambiente socioambiental da região.</p>
<p>O encerramento da missão ocorreu em Brasília, onde o diálogo técnico e institucional ganhou força em conversas com a NicePlanet sobre ferramentas de monitoramento em diferentes níveis e com Niels Soendergaard, do Insper Agro Global, que trouxe uma perspectiva acadêmica sobre as complexas relações comerciais entre Brasil e China.</p>
<h3>Convergência de interesses</h3>
<p>A passagem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reforçou o apoio governamental a essa ponte entre nações.</p>
<p>Ao final, o que ficou evidente foi uma convergência de interesses sem precedentes: a crescente demanda chinesa por responsabilidade socioambiental encontra na expertise do Imaflora o caminho ideal.</p>
<p>Essa cooperação não apenas abre portas para mercados exigentes, mas reafirma que o futuro da pecuária bovina brasileira depende de uma produção que saiba aliar, com transparência, qualidade, credibilidade e sustentabilidade.</p>
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		<title>Programa que impulsiona pecuária sustentável no Estado do Pará faz dois anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 17:22:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa Pecuária Sustentável do Pará.]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/pecuaria_regenerativa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará possui o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com 25,6 milhões de cabeças em 2024, o equivalente a 10,7% do total nacional, segundo o IBGE. Nesse cenário, o “Programa Pecuária Sustentável do Pará” surge como uma iniciativa que reúne esforços dos setores público e privado para promover uma produção mais eficiente e transparente. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/pecuaria_regenerativa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará possui o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com 25,6 milhões de cabeças em 2024, o equivalente a 10,7% do total nacional, segundo o IBGE. Nesse cenário, o “Programa Pecuária Sustentável do Pará” surge como uma iniciativa que reúne esforços dos setores público e privado para promover uma produção mais eficiente e transparente.</p>
<p>Nos dias 30 e 31 de março, o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) realizou o seminário “Dois anos do Programa Pecuária Sustentável no Pará: avanços e desafios para a agricultura familiar”. O encontro reuniu diferentes atores da cadeia para disseminar aprendizados e contribuir para a construção de recomendações, visando fortalecer o programa estadual do setor.</p>
<blockquote><p>“Nosso principal objetivo é refletir os avanços e desafios vinculados aos três eixos principais ligados ao programa: rastreabilidade; integridade Socioambiental; e fortalecimento e Agregação de Valor, especialmente na agricultura familiar. Ao longo desses dois anos, realizamos diversos eventos e estudos que serão avaliados para indicar caminhos para que o governo do Estado e demais apoiadores, tanto do poder público, quanto da sociedade civil, possam avançar nesse programa de desenvolvimento que alia produção e conservação”, explica Edivan Carvalho, pesquisador e coordenador do IPAM no Pará.</p></blockquote>
<p>Nas últimas duas décadas, a atividade pecuária apresentou crescimento contínuo no Pará, com expansão de 148% entre 2000 e 2024. Parte dessa produção está vinculada à agricultura familiar, que concentra cerca de 31,4% do rebanho bovino paraense. Os agricultores familiares do estado lideram a produção de leite no Estado, com estabelecimentos majoritariamente de até 200 hectares, responsáveis por aproximadamente 75% das vacas ordenhadas.</p>
<p>Para Ângela de Jesus, diretora executiva do IDESA (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social da Amazônia) o programa ajuda a multiplicar informações sobre pecuária e sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>“É fundamental que possamos chegar às nossas bases da agricultura familiar para que caminhem lado a lado, a partir da qualificação e na rastreabilidade. Esse momento converge com todas as lideranças que estão engajadas nessas ações de práticas sustentáveis na nossa pecuária”.</p></blockquote>
<p>O projeto completou dois anos de implementação no final de 2025. Nesse período, foram construídos acordos e aprimoradas estratégias voltadas aos principais desafios e oportunidades para a consolidação de uma pecuária sustentável no estado.</p>
<blockquote><p>“Hoje é um momento de definição dos próximos passos no projeto da pecuária sustentável no Pará, e aqui vamos discutir com a agricultura familiar o que faremos nesses próximos dois anos. Já tivemos muitas conquistas que promoverão a pecuária do nosso Estado”, conta Bárbara Lopes, médica veterinária da ADEPARÁ (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará).</p></blockquote>
<h3>Planejando os próximos passos até 2027</h3>
<p>Para os próximos dois anos, a iniciativa pretende avançar na consolidação das estratégias desenvolvidas, ampliando a adesão de produtores e fortalecendo os mecanismos de monitoramento, rastreabilidade e valorização da produção sustentável.</p>
<blockquote><p>“Antes, tudo era muito voltado ao produtor rural, e o agricultor familiar ficava à margem, sem se identificar nesse lugar. Com o acompanhamento, passamos a entender melhor essa realidade e a oferecer apoio. Hoje, o programa é importante porque ajuda o agricultor a se reconhecer como produtor, a entender sua atividade e a acessar esse espaço, mesmo diante das dificuldades e da burocracia da legislação ambiental”, conta Rafaela Bitencourt, agricultora familiar no município de Curuçá.</p></blockquote>
<p>Durante o seminário, o público teve como objetivo definir estratégias de ação, identificar gargalos e propor soluções para as iniciativas previstas até 2027. Ao todo, 93 participantes estiveram envolvidos no processo, contribuindo ativamente na validação ou contestação de cada proposta apresentada.</p>
<p>Cada grupo ficou responsável por debater um eixo específico do programa, aprofundando discussões sobre os principais desafios enfrentados em suas respectivas áreas. A partir desse exercício coletivo, foram elaboradas soluções alinhadas à realidade dos territórios. Por votação, os participantes expressaram seu nível de concordância com as propostas construídas, fortalecendo um processo participativo, transparente e orientado para a construção de estratégias mais eficazes e aderentes às demandas locais.</p>
<p>A atividade é uma realização do IPAM, SEAF (Secretaria de Estado da Agricultura Familiar), SEMAS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade), ADEPARÁ (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará), FETAGRI (Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras familiares do Estado do Pará), e SEAF (Secretaria de Estado da Agricultura Familiar); em parceria com a FETRAF-PARÁ (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), e apoio do ICS (Instituto Clima e Sociedade), da TNC (The Nature Conservancy) e do NICFI (Iniciativa Internacional para o Clima e as Florestas da Noruega).</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Cheque Pecuária chega a três municípios e soma mais de 200 famílias beneficiadas; veja como participar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 16:15:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/15381_fdd61b6e-9106-e5e7-55d3-1db9561cc8cd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na última semana, pequenos produtores rurais de Canaã dos Carajás receberam os cheques da primeira parcela do Cheque Pecuária. Até o momento, o Governo paraense já entregou 220 benefícios para beneficiários do sudeste e sul do estado. Lançado no final de 2025, o programa oferece até R$ 20 mil em apoio financeiro direto para que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/15381_fdd61b6e-9106-e5e7-55d3-1db9561cc8cd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na última semana, pequenos produtores rurais de Canaã dos Carajás receberam os cheques da primeira parcela do Cheque Pecuária. Até o momento, o Governo paraense já entregou 220 benefícios para beneficiários do sudeste e sul do estado. Lançado no final de 2025, o programa oferece até R$ 20 mil em apoio financeiro direto para que os trabalhadores invistam em produtividade e práticas sustentáveis em suas propriedades.</p>
<p>Nesta primeira fase, os produtores recebem um pagamento no valor de R$ 8 mil, já o restante do valor será repassado conforme o avanço no programa. Até o momento, o investimento já soma R$ 1,7 milhão, que devem ser aplicados em insumos, equipamentos, recuperação de pastagens e melhoria da infraestrutura dessas propriedades. Até o momento, os beneficiários que receberam a primeira parcela estão nos municípios de Redenção, Xinguara e Canaã dos Carajás.</p>
<p>O produtor rural Manuel Matias comentou que pretende usar o valor para melhorar a estrutura da sua propriedade, onde realiza a engorda de novilhas: “A minha prioridade é secar a minha terra, reforçar o curral e melhorar algumas coisas que a gente precisa”.</p>
<p>Já o agricultor Mateus Rocha antecipa que essa primeira parcela será utilizada na melhora da lavoura e do pasto. Além da criação do gado, ele também atua com culturas como cacau, milho e mandioca.</p>
<blockquote><p>&#8220;(O pagamento inicial) chegou numa boa hora, porque estamos iniciando o plantio de cacau. Vamos precisar de adubo, insumos e cuidar da lavoura. Também vamos recuperar os pastos e melhorar a cerca. Eu estava preocupado com os custos da roça, e esse apoio traz mais tranquilidade para continuar&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Como funciona o programa?</h3>
<p>Cada produtor poderá acessar até R$ 20 mil, com uso restrito a duas frentes consideradas estratégicas para a redução do desmatamento: a requalificação comercial, que envolve a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente após 2008, e a adoção de boas práticas produtivas capazes de elevar a eficiência da atividade sem abertura de novas áreas.</p>
<p>Propriedades que tenham sobreposição com áreas protegidas ou registros de trabalho análogo à escravidão não podem participar do programa. O objetivo principal é criar distinção entre <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-lanca-manual-para-requalificar-pecuaristas-embargados-por-desmatamento/" target="_blank" rel="noopener">produtores que estão em busca de regularização</a> e aqueles que devem ser alvo de ações de fiscalização, comando e controle.</p>
<p>O programa é da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Secretaria da Agricultura Familiar (Seaf). Para tirar dúvidas e iniciar a adesão ao programa, basta procurar a gerência regional mais próxima, que pode ser consultada no <a href="https://www.adepara.pa.gov.br/node/199" target="_blank" rel="noopener">site da Adepará</a>.</p>
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		<title>Cheque Pecuária já soma 193 famílias beneficiadas; veja como participar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 16:55:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[produção rural sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Cheque Pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo do Pará entregou, nesta quarta-feira, 25, 120 novos benefícios do programa Cheque Pecuária em Redenção, no sul do estado. A iniciativa, que já soma 193 famílias atendidas desde o fim de 2025, oferece até R$ 20 mil em apoio financeiro direto para que produtores rurais invistam em produtividade e práticas sustentáveis em suas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo do Pará entregou, nesta quarta-feira, 25, 120 novos benefícios do programa Cheque Pecuária em Redenção, no sul do estado. A iniciativa, que já soma 193 famílias atendidas desde o fim de 2025, oferece até R$ 20 mil em apoio financeiro direto para que produtores rurais invistam em produtividade e práticas sustentáveis em suas propriedades.</p>
<p>Nesta primeira fase, os produtores recebem R$ 8 mil referentes ao primeiro pagamento.  O investimento de  R$ 1,5 milhão é direcionado para a aplicação em insumos, equipamentos, recuperação de pastagens e melhoria da infraestrutura dessas propriedades.</p>
<p>Para o produtor rural Leonardo Cardino, do município de Xinguara, o incentivo é fundamental para ajudar na  permanência das famílias no campo, fortalecendo a economia local.</p>
<blockquote><p>“A gente conversa com os companheiros e vê que é muito interessante para nós que somos pequenos produtores, que já moram lá há tanto tempo e luta dentro da propriedade. Isso (o incentivo) dá força para continuar produzindo”, comenta.</p></blockquote>
<h3>Como funciona o programa?</h3>
<p>Cada produtor poderá acessar até R$ 20 mil, com uso restrito a duas frentes consideradas estratégicas para a redução do desmatamento: a requalificação comercial, que envolve a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente após 2008, e a adoção de boas práticas produtivas capazes de elevar a eficiência da atividade sem abertura de novas áreas.</p>
<p>Propriedades que tenham sobreposição com áreas protegidas ou registros de trabalho análogo à escravidão não podem participar do programa. O objetivo principal é criar distinção entre <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-lanca-manual-para-requalificar-pecuaristas-embargados-por-desmatamento/" target="_blank" rel="noopener">produtores que estão em busca de regularização</a> e aqueles que devem ser alvo de ações de fiscalização, comando e controle.</p>
<p>O programa é da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Secretaria da Agricultura Familiar (Seaf). Para tirar dúvidas e iniciar a adesão ao programa, basta procurar a gerência regional mais próxima, que pode ser consultada no <a href="https://www.adepara.pa.gov.br/node/199" target="_blank" rel="noopener">site da Adepará</a>.</p>
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		<title>Apenas 13 das 38 plantas frigoríficas do Pará controlam fornecedores diretos, aponta Radar Verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 13:59:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[frigoríficos]]></category>
		<category><![CDATA[Radar Verde]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/gado-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre as 38 plantas frigoríficas ativas no Pará, apenas 13 demonstram controle sobre as fazendas fornecedoras diretas, e nenhuma apresenta controle comprovado sobre fornecedores indiretos, segundo avaliação do Radar Verde. O resultado evidencia limites nos mecanismos atualmente adotados para controlar a origem do gado na cadeia pecuária. Esse cenário se insere em um contexto territorial [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/gado-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre as 38 plantas frigoríficas ativas no Pará, apenas 13 demonstram controle sobre as fazendas fornecedoras diretas, e nenhuma apresenta controle comprovado sobre fornecedores indiretos, segundo avaliação do Radar Verde. O resultado evidencia limites nos mecanismos atualmente adotados para controlar a origem do gado na cadeia pecuária.</p>
<p>Esse cenário se insere em um contexto territorial de alto risco socioambiental. Com mais de 25,5 milhões de cabeças de gado, o Pará possui o segundo maior rebanho da Amazônia Legal, respondendo por cerca de 24% do total regional. A produção está fortemente concentrada no sudeste e sudoeste do estado.</p>
<p>De acordo com a avaliação, as unidades frigoríficas analisadas operam em zonas potenciais de compra que abrangem extensas áreas sob risco de desmatamento, o que amplia a complexidade do controle da cadeia. A ausência de monitoramento das fazendas fornecedoras indiretas, envolvidas nas etapas de cria, recria e engorda, limita a capacidade das empresas frigoríficas de prevenir a entrada de gado associado ao desmatamento na cadeia formal.</p>
<p>A análise considera as 38 plantas frigoríficas ativas, com inspeção estadual (SIE) e federal (SIF), distribuídas em 27 municípios paraenses. Para cada unidade, o Radar Verde avaliou as zonas potenciais de compra de gado, cruzando essas informações com dados oficiais de desmatamento histórico, alertas recentes, áreas embargadas, áreas legalmente protegidas e projeções de risco futuro.</p>
<p>Zonas potenciais de compra de gado das empresas frigoríficas no Pará e sua relação com o grau de compromisso contra o desmatamento e a exposição ao risco de desmatamento. Fonte: Radar Verde (2025).</p>
<h3> Limites dos atuais compromissos</h3>
<p>A avaliação também abrange empresas frigoríficas signatárias do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal. No conjunto analisado pelo Radar Verde, 61% das empresas frigoríficas são signatárias do TAC, enquanto 39% não aderiram ao acordo.</p>
<p>Embora o TAC represente um instrumento relevante de governança da cadeia da carne, os resultados indicam que a adesão formal não assegura, por si só, um controle efetivo da origem do gado, uma vez que o acordo não exige de forma sistemática o monitoramento dos fornecedores indiretos.</p>
<p>Diante desse quadro, o Radar Verde destaca a importância de políticas públicas estruturantes, como o Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), criado no âmbito do Programa de Pecuária Sustentável do Pará.</p>
<p>A rastreabilidade individual do rebanho é apontada como um instrumento-chave para ampliar a transparência, reduzir lacunas de informação e fortalecer a capacidade de fiscalização da cadeia produtiva.</p>
<p>Apesar dos avanços iniciais, o adiamento do cronograma do programa para 2030 pode comprometer a previsibilidade regulatória e a efetividade dessa política no curto e médio prazo, especialmente diante das crescentes exigências de mercados nacionais e internacionais por cadeias livres de desmatamento.</p>
<h3>Transparência e avaliação independente</h3>
<p>Os resultados reforçam que a redução consistente do desmatamento associado à pecuária no Pará depende da combinação entre controle territorial, transparência empresarial e políticas públicas robustas.</p>
<p>Avaliações independentes como o Radar Verde contribuem para identificar assimetrias de desempenho, diferenciar compromissos formais de práticas efetivas e oferecer subsídios técnicos para decisões de gestores públicos, empresas, investidores e da sociedade civil.</p>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>Produtores rurais de Xinguara recebem treinamento de manejo com foco no Cheque Pecuária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 17:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cheque pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[pequenos produtores rurais]]></category>
		<category><![CDATA[Xinguara]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/20260214185527-GC00074713-F00289159-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Mais de 60 produtores e agricultores familiares participaram de um treinamento em manejo de pastagens nesta semana em Xinguara, no sudeste paraense. O foco da capacitação foi tirar dúvidas sobre o Programa Cheque Pecuária, que pretende beneficiar pequenos produtores e agricultores familiares com até R$ 20 mil em incentivos para estimular a recuperação de pastagens [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/20260214185527-GC00074713-F00289159-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Mais de 60 produtores e agricultores familiares participaram de um treinamento em manejo de pastagens nesta semana em Xinguara, no sudeste paraense. O foco da capacitação foi tirar dúvidas sobre o <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/cheque-pecuaria-aposta-em-pequenos-produtores-para-fortalecer-producao-sustentavel/" target="_blank" rel="noopener">Programa Cheque Pecuária</a>, que pretende beneficiar pequenos produtores e agricultores familiares com até R$ 20 mil em incentivos para estimular a recuperação de pastagens e promover um aumento de produção com boas práticas ambientais.</p>
<p>O encontro realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) tirou dúvidas sobre as etapas para acessar o recurso, assim como deu orientações sobre como melhorar a qualidade do pasto, dividir corretamente as áreas, aumentar a capacidade de suporte da propriedade e planejar a produção sem precisar abrir novas áreas.</p>
<p>Para a diretora de Mudanças Climáticas da Semas, Indara Aguilar,  a proposta é estimular o aumento da produtividade utilizando melhor a área já existente e, consequentemente, reduzir a pressão por desmatamento.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo é que o produtor produza melhor usando a área que já possui, com mais renda e mais segurança ambiental. O treinamento mostra, na prática, como o investimento do Cheque Pecuária pode gerar produtividade, recuperação do solo e redução da pressão por desmatamento”</p></blockquote>
<p>Com mais de 475 mil cabeças de gado, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), Xinguara é um ponto estratégico na produção rural paraense, que possui o segundo maior rebanho bovino do país.</p>
<p>A implantação das iniciativas sustentáveis focadas nos pequenos produtores pretende facilitar a adoção de políticas de baixo impacto ambiental como parte da busca de uma pecuária mais sustentável no Brasil.</p>
<h3>Até 70 mil produtores beneficiados e regularizados</h3>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/cheque-pecuaria-aposta-em-pequenos-produtores-para-fortalecer-producao-sustentavel/" target="_blank" rel="noopener">Lançado no fim de 2025 pelo Governo do Estado do Pará</a>, o Cheque Pecuária pretende atender mais de 70 mil pequenos produtores e agricultores familiares. Cada participante poderá acessar até R$ 20 mil, que deve ser investido na recuperação de pastagens e na adoção de práticas mais sustentáveis.</p>
<p>No Pará, os pequenos produtores são responsáveis por cerca de 3,1 milhões de cabeças de gado, equivalente a 13,7% do rebanho estadual. Em geral, eles atuam nas etapas iniciais da cadeia, como cria e recria de bezerros, que depois seguem para propriedades maiores. Por isso, problemas ou avanços nessa fase impactam toda a produção.</p>
<p>O programa prevê duas linhas principais de aplicação do recurso: a requalificação de áreas, incluindo recuperação de áreas desmatadas ilegalmente após 2008, e a adoção de boas práticas que aumentem a eficiência da produção sem expansão da área aberta.</p>
<p>Propriedades com sobreposição em áreas protegidas ou com registros de trabalho análogo à escravidão ficam de fora.</p>
<p>A execução será coordenada pela Semas, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o Banco do Estado do Pará (Banpará) e a Secretaria da Agricultura Familiar (Seaf).</p>
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		<title>Pesquisa aposta na mandioca como alternativa econômica para alimentação animal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 17:42:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A mandioca é a base de um projeto que foca no desenvolvimento de produtos para a alimentação animal a partir da raiz e seus derivados. A pesquisa, financiada com recursos do Governo do Estado, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), aproveita o status de &#8216;alimento do século 21&#8217;, dado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A mandioca é a base de um projeto que foca no desenvolvimento de produtos para a alimentação animal a partir da raiz e seus derivados. A pesquisa, financiada com recursos do Governo do Estado, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), aproveita o status de &#8216;alimento do século 21&#8217;, dado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para investir em pesquisa e desenvolvimento de alimentos que possam ser uma alternativa econômica ao milho e à soja, amplamente utilizados na alimentação de bovinos e ovinos.</p>
<p>Embora a economia seja um fator significativo para a pesquisa, outro fator reforçado é a possibilidade de usar a mandioca como impulsionador para o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia e práticas mais sustentáveis no pasto.</p>
<p>Os seis experimentos explorados na pesquisa são trabalhados da seguinte forma: quatro deles se concentram na análise dos processos de conservação dos alimentos (ensilagem e desidratação), verificando a qualidade fermentativa e a composição química; e os outros dois experimentos avaliam os produtos gerados em ovinos, analisando variáveis como consumo, digestibilidade e desempenho dos animais.</p>
<p>Além do potencial nutritivo desses alimentos, os experimentos também avaliam os impactos produtivos e econômicos da sua utilização em propriedades rurais. Além disso, é observado seu impacto na redução do impacto ambiental causado pelo descarte inadequado dos resíduos da mandioca, gerando emprego e renda no setor rural. Ao todo, os principais alimentos obtidos foram:</p>
<ul>
<li><strong>Silagem de casca de mandioca</strong> &#8211; Produzida por meio da ensilagem processo de conservação por fermentação. Este alimento funciona como alternativa ao milho na dieta dos animais, sem perda de desempenho, fornecendo energia e reduzindo custos na pecuária.</li>
<li><strong style="font-size: 14px;">Silagem de casca de mandioca com torta de dendê &#8211; </strong>Atuando como aditivo, a torta de dendê absorve a umidade da casca e melhora a conservação da silagem, reduzindo a deterioração do alimento. Este alimento já está no mercado consumidor.</li>
<li><strong style="font-size: 14px;">Farelo de folha e casca da mandioca desidratados &#8211;</strong> Feito por desidratação solar, que garante boa conservação, eles funcionam como fonte de proteína na alimentação animal, gerando fonte de energia.</li>
<li><strong style="font-size: 14px;">Casca de mandioca enriquecida com proteína &#8211;</strong> Aumenta o teor proteico da alimentação por meio da inclusão de ureia e do crescimento de leveduras, aumentando o valor nutricional.</li>
</ul>
<p>Para Thiago Carvalho, professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e autor da pesquisa, o projeto possui amplos impactos econômicos, sociais e ambientais, trazendo vantagens em diversos agentes de sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;O desenvolvimento deste projeto de pesquisa é de grande relevância devido aos seus amplos impactos econômicos, sociais e ambientais. Ele visa promover o desenvolvimento socioeconômico e a diversificação de renda para pequenos produtores de mandioca e farinheiras, agregando valor aos derivados da cultura”, diz o autor.</p></blockquote>
<h3>Parcerias e aplicabilidade</h3>
<p>Este projeto já possui parceiros práticos, que trabalham de forma coordenada e articulada para gerar conexões entre a pesquisa científica, as comunidades locais e o setor produtivo. Um deles é a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que desenvolve e testa as tecnologias relacionadas ao aproveitamento dos derivados da mandioca na alimentação animal.</p>
<p>Outra parceria importante é o Museu da Mandioca da Amazônia, localizado na comunidade Espírito Santo do Itá, em Santa Izabel do Pará. O local atua como espaço de integração com produtores e comunidades, valorizando a cultura da mandioca e auxiliando na aplicação prática dos resultados da pesquisa.</p>
<p>Já a parceria com o mercado acontece por meio da empresa <a href="https://www.instagram.com/bonnagro/" target="_blank" rel="noopener">Bonnagro</a>, que atua na fabricação de rações e comercializa produtos como a silagem de casca de mandioca com torta de dendê, levando a inovação do ambiente acadêmico para o mercado.</p>
<p>Para o pesquisador, o projeto transforma conhecimento científico em soluções práticas, gera benefícios econômicos e sociais, reduz impactos ambientais e fortalece a cadeia produtiva da mandioca na Amazônia.</p>
<p>Já Marcel Botelho, presidente da Fapespa, reforça o papel do incentivo público em consolidar estratégias inovadores que contribuem para a geração de renda e a proteção ao meio ambiente.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Pará é um dos principais produtores de mandioca do país, e tem um potencial incrível para duplicar e até mesmo triplicar a sua produção. Pesquisas como essa tornam possível essa aplicação da produção por trazer novos mercados para a mandioca, agregando tecnologia, agregando valor e tornando mais rentável essa cadeia produtiva. Estamos falando de uma evolução científica que trará benefícios para todos os produtores paraenses não só na produção da mandioca, mas também para aqueles que trabalham com a produção animal de forma intensiva&#8221;.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Adesão à rastreabilidade individual ainda é desafio em parte dos municípios paraenses</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/adesao-a-rastreabilidade-individual-ainda-e-desafio-em-parte-dos-municipios-paraenses/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 14:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Guia de Trânsito Animal]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de Rastreabilidade Bovídea do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/20849_5267ca07-81c7-7914-81ba-a078af67b6e9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho A partir de 1º de janeiro de 2026, apenas bovinos e bubalinos identificados com brincos (de forma eletrônica e visual) e com a regularização da Guia de Trânsito Animal (GTA) em dia poderão circular no Pará. O ‘fim de ciclo’ faz parte do cronograma do Sistema de Rastreabilidade Bovídea do Pará (SRBIPA), [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/20849_5267ca07-81c7-7914-81ba-a078af67b6e9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>A partir de 1º de janeiro de 2026, apenas bovinos e bubalinos identificados com brincos (de forma eletrônica e visual) e com a regularização da Guia de Trânsito Animal (GTA) em dia poderão circular no Pará. O ‘fim de ciclo’ faz parte do cronograma do <a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/" target="_blank" rel="noopener">Sistema de Rastreabilidade Bovídea do Pará (SRBIPA),</a> que pretende ter o gado do estado completamente rastreado até 2027.</p>
<p>Em 2025, o SRBIPA, parte do Programa Pecuária Sustentável do Pará, já fez<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-realiza-primeira-exportacao-de-carne-bovina-com-rastreabilidade-individual/" target="_blank" rel="noopener"> sua primeira exportação de carne rastreada</a> e<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/carne-rastreada-do-para-chega-a-segunda-rede-de-varejo-em-belem/"> duas entregas ao varejo,</a> mas planeja assumir a liderança nacional em carne limpa a partir de 2027. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Sistema Faepa), há mais de 500 mil produtores rurais no estado, que também abriga o segundo maior rebanho do país, com 26 milhões de cabeças de gado.</p>
<p>Com tantas novidades ao mesmo tempo, como o setor avalia as mudanças em curso e a ‘&#8221;contagem regressiva&#8221; para sua entrada em vigor?</p>
<p>Guilherme Minssen, zootecnista e diretor da Faepa, diz que, embora o SRBIPA seja um passo importante para todo o estado, a realidade da adesão esbarra nas dificuldades que os produtores rurais dos 144 municípios paraenses enfrentam no dia a dia.</p>
<blockquote><p>“Onde a atividade pecuária é mais forte, os produtores estão naturalmente mais engajados, diferente das regiões onde eles enfrentam mais dificuldades, principalmente de logística. Para esses vai existir muitas dúvidas, desconfianças e até uma rejeição de cara”, explica.</p></blockquote>
<p>Minssen afirma que existe uma dificuldade ‘estrutural’ no atendimento de órgãos do setor, principalmente aqueles voltados à extensão rural, a algumas regiões do estado, como o Arquipélago do Marajó e em partes do oeste e centro-oeste paraenses.</p>
<blockquote><p>“Alguns produtores não conseguem fazer o básico pela falta de logística, infraestrutura. Em momentos como esse, tudo vira um grande obstáculo, porque o produtor só ouve falar em mais e mais regras, aí ele pensa que vai ser mais difícil ainda sobreviver. Ainda ouvimos aquela pergunta básica: o que eu vou ganhar com isso?”, declara.</p></blockquote>
<h3>Expectativa x Realidade</h3>
<p>Na lista de problemas estruturais, Minssen aponta gargalos em logística, assistência rural e fiscalização nos municípios. Segundo ele, esses problemas atrapalham o andamento de projetos públicos, privados e minam a confiança do produtor.</p>
<p>Ao detalhar os exemplos citados, ele destaca o gargalo fundiário por limitar os investimentos que chegam aos produtores, já que as resoluções necessárias dependem das esferas municipais, estadual e federal.</p>
<blockquote><p>“Temos um problema grave com insegurança jurídica, principalmente na regularização fundiária. Não há um dado fechado, mas se fala nos corredores que 20% a 30% da área paraense ainda precisa ser demarcada, o que é muita coisa”, conta.</p></blockquote>
<p>Para ele, esses entraves comprometem o cumprimento dos prazos propostos, que podem sofrer atrasos e comprometer a adesão em algumas regiões do estado.</p>
<blockquote><p>“Se na mesma região temos pessoas com realidades diferentes, que dirá dentro do estado como um todo. Nós queremos que o programa avance, mas precisamos ser realistas e vencer esses obstáculos”, diz.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/carne-rastreada-do-para-chega-a-segunda-rede-de-varejo-em-belem/" target="_top">Carne rastreada do Pará chega à segunda rede de varejo em Belém</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/virada-de-chave-como-a-rastreabilidade-vira-vantagem-competitiva-no-para/" target="_top">‘Virada de chave’: como a rastreabilidade vira vantagem competitiva no Pará</a></strong></p>
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<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/" target="_top">Pará lança plano para rastrear todo o rebanho do Estado individualmente até 2026</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-entrega-primeiro-lote-de-carne-bovina-com-rastreabilidade-individual-ao-mercado/" target="_top">Pará entrega primeiro lote de carne bovina com rastreabilidade individual ao mercado</a></strong></p>
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		<title>Segurança e transparência favorecem o avanço da rastreabilidade bovina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 12:10:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20251110125150-GC00072311-F00272672-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O avanço de um pacto entre o setor produtivo e o meio ambiente. Essa é uma das definições possíveis para parte das políticas de meio ambiente no Pará que estão sendo anunciadas e implementadas ao longo de pouco mais de uma década. Um dos capítulos mais recentes nessa história é o SRBIPA [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20251110125150-GC00072311-F00272672-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O avanço de um pacto entre o setor produtivo e o meio ambiente. Essa é uma das definições possíveis para parte das políticas de meio ambiente no Pará que estão sendo anunciadas e implementadas ao longo de pouco mais de uma década. Um dos capítulos mais recentes nessa história é o SRBIPA (Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará), que em 2025 realizou seu primeiro abate, exportação e entrega ao mercado.</p>
<p>Justiniano Netto, diretor jurídico da Unigrãos e ex-titular do Programa Municípios Verdes no Pará, diz que a atual fase desses programas, especialmente o de rastreabilidade é um marco importante por garantir algo muito aguardado pelos produtores rurais: segurança jurídica.</p>
<blockquote><p>“Durante muitos anos, algumas políticas eram baseadas apenas na adesão voluntária. Então, o produtor se engajava, atingia os critérios necessários e começava a execução. Mas sem atingir o público necessário, depois de algum tempo, os projetos eram encerrados e o produtor era apenas informado ao fim do projeto e, como consequência, acabava perdendo a confiança no setor público por conta dos prejuízos que acabava arcando sozinho. A principal mudança do que é feito agora é a garantia jurídica de não sair no prejuízo. A produção responsável é desejada por muitos, mas quando você sobrevive do pasto também precisa de garantias”, disse.</p></blockquote>
<p>Em meados de 2010, Justiniano teve contribuição para algo histórico para o estado do Pará, a saída de Paragominas da lista de desmatamento. Dois anos antes, o município havia entrado para a lista dos maiores desmatadores da Amazônia. Como a mudança foi possível? Por meio da parceria do poder público com a sociedade local para assinar um pacto a favor do desmatamento zero e uma campanha de incentivo de adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que viabiliza o licenciamento dos produtores e facilita o monitoramento e a regularização ambiental.</p>
<figure id="attachment_39514" aria-describedby="caption-attachment-39514" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-39514" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-1024x576.jpg" alt="" width="814" height="458" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-1024x576.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-768x432.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-1536x864.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-2048x1152.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/tarde39-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39514" class="wp-caption-text">Justiniano Netto em painel sobre regularização ambiental. Foto: André Correa/Imaflora</figcaption></figure>
<p>Para o ex-secretário, a rastreabilidade tem ganhado espaço como uma ferramenta essencial para fortalecer a sustentabilidade da pecuária na Amazônia, por meio da segurança jurídica, transparência e reforço do compromisso das empresas com cadeias produtivas mais responsáveis. Desta forma, a presença de agentes transformadores em todas as frentes do projeto cria uma roupagem mais robusta junto ao poder público, setor ambiental, produtivo, comercial e aos consumidores.</p>
<blockquote><p>“A pecuária paraense está de parabéns, pois está engajada com as etapas produtivas há bastante tempo e em constante evolução. Os que possuem alguma ressalva são poucos e serão facilmente engajados com o sucesso da iniciativa. Ter agentes de todas as frentes envolvidos desde o início exclui gargalos e ajuda na adesão, mas principalmente, na confiança e orgulho em fazer parte”, afirmou.</p></blockquote>
<h3><strong>Regularização é a chave</strong></h3>
<p>Entretanto, Justiniano aponta que um entrave no caminho é a regularização ambiental, que, segundo ele, segue sendo um processo lento e custoso para os produtores rurais, mesmo com todos os avanços do poder público estadual.</p>
<blockquote><p>“Precisamos de agilidade, sem abrir mão da segurança e transparência”, explicou.</p></blockquote>
<p>Para ele, a solução passa pela modernização dos fluxos administrativos e pelo uso intensivo de tecnologia.</p>
<blockquote><p>“Um modelo ideal seria semelhante aos programas fiscais de renegociação de dívidas: o produtor declararia o passivo ambiental, assinaria o compromisso e, instantaneamente, receberia a certidão de regularidade”, ressaltou, frisando que: “A grande maioria vai cumprir, e já está cumprindo”.</p></blockquote>
<h3><strong>Como não ficar de fora</strong></h3>
<p>A preocupação de parte do setor cresce diante das novas regras do crédito rural, que passam a considerar dados do PRODES (Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite), utilizado para monitorar o desmatamento na Amazônia. Produtores que registrarem áreas com desmatamento ilegal, após julho de 2008, precisarão se regularizar rapidamente, já que, a partir de 2026, a restrição ao crédito passa a vigorar.</p>
<blockquote><p>“O primeiro passo é cuidar bem da área para evitar o PRODES, que pode ser gerado por desmatamento ou incêndios florestais. Se ocorrer, a alternativa é buscar regularização imediata”, destacou.</p></blockquote>
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