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	<title>MEIO AMBIENTE &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>MEIO AMBIENTE &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Guia orienta prefeituras brasileiras na prevenção de impactos do El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Brasileira de Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Associação Brasileira de Municípios (ABM) disponibilizou gratuitamente um guia prático para ajudar prefeituras a prevenir e enfrentar os impactos do El Niño. Estudos indicam alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no final do ano e permanecer ativo até o início de 2027. Mapeamento de áreas de risco, atualização de planos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Associação Brasileira de Municípios (ABM) disponibilizou gratuitamente um guia prático para ajudar prefeituras a prevenir e enfrentar os impactos do El Niño.</em></li>
<li><em>Estudos indicam alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no final do ano e permanecer ativo até o início de 2027.</em></li>
<li><em>Mapeamento de áreas de risco, atualização de planos de contingência, organização de abrigos, equipes de suporte e planejamento de evacuações e serviços essenciais são as principais orientações.</em></li>
<li><em>A ABM reforça que a resposta a crises climáticas exige atuação conjunta de diversos setores municipais (saúde, infraestrutura, assistência social, entre outros).</em></li>
</ul>
<p>A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses.</p>
<p>Segundo a entidade, estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chances de o acontecimento permanecer ativo até o início de 2027.</p>
<p>De acordo com a ABM, os efeitos podem variar de acordo com a região.</p>
<blockquote><p>“Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das chuvas, estiagens, queda no nível dos rios, pressão sobre o abastecimento e aumento do risco de queimadas. No Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade podem ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal”, explica a associação.</p></blockquote>
<p>“No Sudeste, são esperados períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Já o Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos”, complementou.</p>
<h3>Recomendações</h3>
<p>O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para as etapas de prevenção, resposta e recuperação após desastres.</p>
<p>Entre as recomendações estão o mapeamento de áreas de risco, a atualização de planos de contingência, a definição prévia de abrigos e equipes de atendimento e a organização de ações emergenciais, como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais.</p>
<p>A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças. O guia está disponível gratuitamente no portal da ABM.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Na Amazônia, a pastagem concentra 48,8% de toda a área queimada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Mato Grosso e Pará foram os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com mais de 76 milhões de hectares atingidos pelo fogo desde 1985, e lideram também a expansão agropecuária na Amazônia Na Amazônia, a pastagem concentra 48,8% de toda a área queimada: é o único bioma do País onde [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Mato Grosso e Pará foram os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com mais de 76 milhões de hectares atingidos pelo fogo desde 1985, e lideram também a expansão agropecuária na Amazônia</em></li>
<li><em>Na Amazônia, a pastagem concentra 48,8% de toda a área queimada: é o único bioma do País onde o fogo atinge mais áreas de uso humano (52%) do que a vegetação nativa (48%)</em></li>
<li><em>A forte redução de 2025, quando a Amazônia teve a menor marca em 41 anos, combina queda do desmatamento, mais fiscalização e uma mudança de comportamento dos produtores, que passaram a usar o fogo com mais cautela após a crise de 2024</em></li>
<li><em>Como a maior parte do fogo tem origem humana, especialistas apontam o produtor rural como peça central do controle das queimadas, sobretudo diante de um novo El Niño, que deve elevar o risco em 2026 e 2027</em></li>
</ul>
<p><em>Por André Garcia</em></p>
<p>Mato Grosso e Pará foram os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com mais de 76 milhões de hectares (ha) atingidos pelo fogo desde 1985. Juntos, eles também lideram a expansão agropecuária na Amazônia, onde a pastagem alavanca a destruição, concentrando 48,8% de toda a área queimada do bioma.</p>
<p>Os dados, divulgados nesta semana pelo MapBiomas, mostram que, apesar da forte redução em 2025, a região é a única onde as chamas atingem mais áreas de uso humano do que a vegetação nativa: 52% das queimadas ocorrem em pasto, lavoura e outras áreas abertas para produção, contra 48% em mata preservada.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maior parte da área queimada em áreas antrópicas está em pastagem, isso principalmente na Amazônia&#8221;, explicou Vera Laísa Arruda, pesquisadora do IPAM e da equipe MapBiomas Fogo. &#8220;Tem o uso do fogo historicamente para renovação de pastagens, relacionado com esse tipo de manejo.&#8221;</p></blockquote>
<p>Nesse cenário, especialistas chamam a atenção para o modo como cada bioma reage ao fogo. O Cerrado, por exemplo, evoluiu convivendo com queimadas e se recupera delas. A floresta, não. Quando o fogo usado no manejo do pasto escapa, ele causa degradação, deixando a mata cada vez mais aberta e seca.</p>
<blockquote><p>&#8220;Intervalos curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação e aumentam o risco de novos incêndios, mais intensos e degradantes. Esse processo pode comprometer progressivamente a regeneração e tornar a floresta cada vez mais vulnerável ao fogo&#8221;, explica Luiz Felipe Martenexen, pesquisador da equipe MapBiomas Fogo e do IPAM.</p></blockquote>
<h3><strong>Mapa da destruição</strong></h3>
<p>Mato Grosso, Pará e Maranhão respondem por quase metade (47%) da área atingida no país entre 1985 e 2025. No topo do ranking, Mato Grosso concentra 45,1 milhões de ha acumulados, resultado tanto do fogo em vegetação nativa quanto em áreas agropecuárias distribuídas por seus três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal.</p>
<p>Quatro municípios mato-grossenses estão entre os 15 que mais queimaram no período: Cáceres (1,50 milhão de ha), Paranatinga (1,49 milhão), Cocalinho (1,16 milhão) e Tangará da Serra (1,00 milhão).</p>
<p>O Pará é o segundo colocado, com 31,6 milhões de ha acumulados, e o estado com mais cidades no ranking nacional: cinco no total. São Félix do Xingu encabeça a lista, com 3,12 milhões de ha, o segundo município que mais queimou no Brasil, seguido por Altamira (1,55 milhão), Cumaru do Norte (1,38 milhão), Novo Progresso (1,17 milhão) e Santana do Araguaia (1,01 milhão).</p>
<h3><strong>Produtor é aliado</strong></h3>
<p>A redução observada em 2025 foi expressiva: a Amazônia queimou 3,1 milhões de hectares, a menor marca em 41 anos. Para os pesquisadores, o resultado combina a queda do desmatamento, o reforço no combate ao fogo e a maior pressão sobre os estados após a crise de 2024.</p>
<p>Para Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo, a queda de 2025 também tem um componente de comportamento. Depois de 2024, quando incêndios fugiram do controle e atingiram fazendas e comunidades, muitos produtores passaram a usar o fogo com mais cautela.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Amazônia teve um processo que incluiu chuvas esparsas, melhoria na governança e talvez produtores mais conscientes, ou com medo, controlando melhor o fogo&#8221;, disse durante a apresentação dos dados. &#8220;Muitos incêndios atingiram comunidades, fazendas onde as pessoas não queriam que o fogo extrapolasse&#8221;, completou.</p></blockquote>
<h3><strong>Alerta para os próximos anos</strong></h3>
<p>Apesar dos avanços, o histórico aponta para o esgotamento da Amazônia. As chamas têm voltado cada vez mais rápido: 31,6% da área já queimada arde de novo em até dois anos, o menor intervalo entre todos os biomas. Como a floresta regula as chuvas em boa parte do país, os números também se traduzem em risco de prejuízo para quem produz.</p>
<p>Além disso, o calendário meteorológico preocupa. Os anos de El Niño concentram as maiores áreas queimadas do país, e o pior costuma vir depois: o impacto tende a ser mais forte no ano seguinte ao início do fenômeno. Com um novo El Niño em curso, a atenção se volta para o fim de 2026 e, sobretudo, para 2027.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente tem a capacidade de controlar a fonte de ignição, seja por iniciativas governamentais, federais e estaduais, mas também pelo próprio uso consciente do fogo pelo produtor rural&#8221;, destacou Ane. &#8220;A gente tem o poder de ligar o isqueiro. Então também temos a possibilidade de reduzir ou controlar o uso do fogo no país&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<h3>Saiba mais:</h3>
<p><strong>Área antrópica:</strong> é o termo que o MapBiomas usa para as áreas transformadas pela ação humana, em oposição à vegetação nativa. Inclui pastagens, lavouras, plantações de árvores (como eucalipto), áreas urbanas e locais de mineração, entre outros usos. Na prática, é tudo aquilo que deixou de ser paisagem natural para dar lugar à produção ou à ocupação. No caso do fogo, a divisão entre área antrópica e vegetação nativa ajuda a mostrar se as queimadas de uma região estão mais ligadas à atividade produtiva ou a ecossistemas naturais.</p>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero no 1º semestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:26:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O primeiro semestre de 2026 registrou a menor área de floresta derrubada nos últimos oito anos na Amazônia, com queda de 10% em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2022 Mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero no 1º semestre (588 territórios intactos, sendo 330 terras indígenas e 258 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div>
<p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O primeiro semestre de 2026 registrou a menor área de floresta derrubada nos últimos oito anos na Amazônia, com queda de 10% em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2022</em></li>
<li><em>Mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero no 1º semestre (588 territórios intactos, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação).</em></li>
<li><em>Apenas 8% da derrubada total da Amazônia ocorreu em áreas protegidas (97,37 km²). A APA Triunfo do Xingu (PA) foi o principal destaque negativo, respondendo por metade do desmatamento nessas áreas.</em></li>
<li><em>A 5ª unidade mais desmatada no semestre foi a Flona do Jamanxim (PA), mostrando que o projeto de lei aprovado no Senado que reduz a área da unidade de conservação é de interesse de pequeno grupo que invadiu ilegalmente o local. </em></li>
<li><em> No acumulado de 11 meses (agosto/2025 a junho/2026), o desmatamento caiu 28% e a degradação ambiental (por queimadas e extração de madeira) despencou 93%.</em></li>
<li><em>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram em volume de área desmatada, mas apresentaram queda. Por outro lado, Roraima (+25%) e Maranhão (+20%) foram os únicos estados a registrar aumento no desmatamento.</em></li>
</ul>
<p>Com a menor área de floresta derrubada no primeiro semestre dos últimos oito anos, a Amazônia teve mais de 80% das áreas protegidas com desmatamento zero entre janeiro e junho deste ano. <span style="font-size: 14px;">Isso corresponde a 588 territórios sem devastação, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. </span></p>
</div>
<div><span style="font-size: 14px;">As análises são do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a Amazônia por imagens de satélite desde 2008.</span></div>
<div>Além disso, apenas uma terra indígena e sete unidades de conservação tiveram desmatamento maior que 1 km² no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, as áreas protegidas registraram 97,37 km² de derrubada, apenas 8% do registrado em toda a Amazônia. Foram 9,38 km² em terras indígenas e 87,99 km² em unidades de conservação.</div>
<div>Áreas protegidas com desmatamento acima de 1 km² entre janeiro e junho de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon:</div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Território</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>UF</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Desmatamento (km²)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA Triunfo do Xingu</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">47,85</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">FLONA de Altamira</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">12,51</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Tapajós</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">4,01</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">RESEX Guariba-Roosevelt</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MT</td>
<td colspan="1" rowspan="1">3,47</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">FLONA do Jamanxim</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">3,45</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (reestudo)</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">2,05</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Lago de Tucuruí</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">1,41</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA das Reentrâncias Maranhenses</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA/MA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">1,32</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div>O destaque negativo foi para a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território, o que corresponde a quase 5 mil campos de futebol. Ou seja, o território perdeu, em média, 25 campos de futebol de floresta por dia.</div>
<div>Além disso, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, que teve grande destaque neste mês após a aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área, foi a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia. O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.</div>
<blockquote>
<div>“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006. As unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, alerta a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.</div>
</blockquote>
<div>Em toda a Amazônia, foram derrubados 1.145 km² de floresta entre janeiro e junho de 2026, 10% a menos do que no mesmo período do ano passado.</div>
<blockquote>
<div>“Porém, quando comparamos historicamente a área desmatada no primeiro semestre, a derrubada de 2026 foi 76% menor do que a de 2022, quando registramos o recorde de desmatamento desde 2008, ano de implantação do nosso sistema de monitoramento. Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirma a coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, Larissa Amorim.</div>
</blockquote>
<div>A redução da derrubada é ainda mais expressiva na análise do chamado “calendário do desmatamento”, que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em 11 meses, de agosto de 2025 a junho de 2026, a região teve 2.258 km² desmatados, 28% a menos que no período anterior.</div>
<div>E 75% a menos do que entre agosto de 2021 e junho de 2022, ano em que a Amazônia teve recorde de devastação no período. Apenas em junho, a queda no desmatamento foi de 5%, passando de 326 km² em 2025 para 309 km² em 2026.</div>
<div>A degradação, dano ambiental causado pela extração de madeira e pelas queimadas, teve queda de 55% em junho, passando de 207 km² em 2025 para 94 km² em 2026. Já no acumulado de janeiro a junho, a redução atingiu 86%. E, no calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a junho de 2026, a degradação caiu 93%.</div>
<h3>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram desmatamento</h3>
<div>Apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).</div>
<blockquote>
<div>“Esses territórios com aumento na derrubada florestal precisam intensificar suas políticas de combate ao desmatamento com urgência, tanto federais quanto estaduais”, alerta a pesquisadora do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Raíssa Ferreira.</div>
<div></div>
</blockquote>
<div>Os outros sete estados tiveram quedas de 67% (Tocantins) a 27% (Mato Grosso).</div>
<div>Já em relação ao tamanho das áreas desmatadas, a liderança nesses 11 meses foi do Pará (684 km²), do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²).</div>
<blockquote>
<div>“Apesar desses três estados terem registrado quedas no desmatamento, eles possuem grandes áreas florestais e precisam fortalecer suas ações de fiscalização e punição para evitar novas derrubadas”, completa a pesquisadora do mesmo programa, Manoela Athaide.</div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Novo instrumento pode auxiliar no combate ao comércio ilegal de madeira da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[isótopos]]></category>
		<category><![CDATA[madeira ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/madeira_isotopos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Pesquisadores da USP estão criando um mapa capaz de identificar a região exata onde uma árvore foi cortada na Amazônia. A ideia é criar mais uma ferramenta no combate ao comércio ilegal de madeira. Isso porque a água e os nutrientes absorvidos pela árvore variam quimicamente conforme a região da floresta e esse registro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/madeira_isotopos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Pesquisadores da USP estão criando um mapa capaz de identificar a região exata onde uma árvore foi cortada na Amazônia. A ideia é criar mais uma ferramenta no combate ao comércio ilegal de madeira.</em></li>
<li><em>Isso porque a água e os nutrientes absorvidos pela árvore variam quimicamente conforme a região da floresta e esse registro fica gravado na madeira.</em></li>
<li><em>Diferente de documentos físicos (como o DOF), a composição química da madeira é inviolável e impossível de ser alterada após o corte.</em></li>
<li><em> O método foi desenvolvido pela equipe de cientistas para ser fornecido e aplicado em parceria com peritos da Polícia Federal nas investigações de campo.</em></li>
<li><em>Para aumentar a exatidão e reduzir margens de erro, os pesquisadores estão analisando múltiplos elementos (oxigênio, carbono, nitrogênio e estrôncio) em mais de 800 árvores coletadas na floresta.</em></li>
</ul>
<p>A extração ilegal de madeira continua sendo um dos principais motores do desmatamento na Amazônia. Hoje, para comprovar se um lote de madeira foi retirado de uma área autorizada, a fiscalização depende de análises visuais do tronco, mapeamento da espécie e conferência de documentos de transporte — papéis que, infelizmente, ainda podem ser fraudados.</p>
<p>Uma reportagem da <a href="https://agencia.fapesp.br/analise-isotopica-pode-auxiliar-a-policia-no-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira-da-amazonia/58715" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp</a> mostra como pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) estão trabalhando para fechar essa brecha,  ao desenvolverem uma espécie de &#8220;RG químico&#8221; da madeira, imune a falsificações.</p>
<h3>Como isso é possível?</h3>
<p>Toda planta absorve água e nutrientes do solo e do ar da região onde cresce. No entanto, os elementos químicos que formam essa água e esse solo (como o oxigênio e o carbono) não são todos idênticos: eles existem na natureza em variações mais &#8220;leves&#8221; e mais &#8220;pesadas&#8221;, chamadas pela ciência de &#8220;isótopos&#8217;.</p>
<p>A grande sacada da pesquisa da USP é que a proporção desses isótopos varia de acordo com a geografia da Amazônia:</p>
<ul>
<li><strong>O caminho das chuvas</strong>: A umidade do ar vem do Oceano Atlântico (a leste) e avança em direção ao oeste do continente. Conforme chove pelo caminho, a água vai perdendo preferencialmente as suas moléculas de oxigênio mais pesadas.</li>
<li><strong>A marca registrada na árvore:</strong> Ao absorver a água da chuva no solo, a árvore registra essa composição exata em sua madeira. Assim, uma árvore do oeste da Amazônia naturalmente carrega menos oxigênio pesado do que uma árvore do leste.</li>
</ul>
<p>Ao mapear essas variações por toda a floresta (criando o que os cientistas chamam de isoscape ou mapa isotópico), a equipe está construindo um banco de dados geográfico.</p>
<p>Se um caminhão for apreendido com documentos dizendo que a madeira veio de determinado ponto do Pará, a perícia pode analisar o material e checar se a sua &#8220;assinatura química&#8221; realmente bate com a região declarada.</p>
<h3>Para uso nas investigações da PF</h3>
<p>A principal vantagem desse método, liderado pelo professor Luiz Antonio Martinelli, é a segurança. De acordo com ele, é quimicamente impossível alterar os isótopos armazenados na madeira de um tronco já cortado.</p>
<p>Para colocar a inovação em prática, o grupo da USP já possui parcerias com peritos da Polícia Federal (PF). O objetivo é fornecer o modelo desenvolvido na universidade para que os agentes possam empregar a metodologia diretamente nas perícias e investigações de campo.</p>
<h3>Os desafios para aumentar a precisão</h3>
<p>Apesar do avanço, a ferramenta desenvolvida pelos cientistas passa por aperfeiçoamentos antes de ser adotada em larga escala.</p>
<p>Os cientistas descobriram, por exemplo, que u<span style="font-size: 14px;">sar somente o oxigênio permite delimitar a origem, mas a margem de incerteza ainda cobre uma área grande demais. Por isso, a equipe da USP já está adicionando outros elementos ao mapa, como carbono, nitrogênio e estrôncio, além de avaliar a concentração total de certos minerais.</span></p>
<p>Outra dificuldade é que, na faixa conhecida como &#8220;arco do desmatamento&#8221;, a destruição acelerada dificulta a coleta de amostras de árvores nativas para os pesquisadores ampliarem o banco de dados.</p>
<p>Para solucionar essas limitações, o grupo de pesquisa está expandindo o trabalho de campo. Até o momento, os cientistas já coletaram e analisaram amostras de 800 árvores em 63 pontos da Amazônia.</p>
<p>A equipe também estuda a possibilidade de usar novas abordagens químicas para além da medida de isótopos, como a criação de mapas que mostrem a diferença de concentração de determinados elementos químicos na madeira, o chamado <em>elementalscape</em>.</p>
<p>O objetivo é entregar às autoridades uma ferramenta de precisão cirúrgica no combate ao crime ambiental.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Com 115 focos de calor, Pará é o 5º estado no ranking nacional de incêndios florestais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 17:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[focos de calor]]></category>
		<category><![CDATA[fumaça]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Reserva-Extrativista-Resex-Tapajos_fogo2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Pará é um dos 15 estados brasileiros em alerta pela exposição da população à fumaça de incêndios florestais, segundo boletim do Ministério da Saúde. O Brasil registrou 1.153 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho. O estado ficou em 5º lugar nacional, com 115 focos, ficando atrás de Tocantins [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Reserva-Extrativista-Resex-Tapajos_fogo2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Pará é um dos 15 estados brasileiros em alerta pela exposição da população à fumaça de incêndios florestais, segundo boletim do Ministério da Saúde.</em></li>
<li><em>O Brasil registrou 1.153 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho.</em></li>
<li><em>O estado ficou em 5º lugar nacional, com 115 focos, ficando atrás de Tocantins (227), Mato Grosso (181), Bahia (122) e Maranhão (119).</em></li>
<li><em> No ranking dos municípios, a cidade de Altamira (PA) ocupa a 3ª posição no país, com 30 focos de calor. As duas primeiras são Paranatinga (MT), com 57, e Mateiros (TO), com 33.</em></li>
<li><em> O monitoramento ganha importância com a chegada do El Niño, que intensifica a seca e o calor, favorecendo a propagação de queimadas e aumentando riscos de problemas respiratórios devido ao ar seco e à fumaça.</em></li>
<li><em>Os dados fazem parte do programa AdaptaSUS para orientar equipes de saúde e preparar a rede pública no atendimento de impactos causados por eventos climáticos extremos.</em></li>
</ul>
<p>O Pará integra a lista dos 15 estados brasileiros com registro de focos de calor e alerta para a exposição da população à fumaça de incêndios florestais.  Ao todo, o Brasil contabilizou 1.153 focos entre os dias 5 e 11 de julho.</p>
<p>Os dados constam no informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado na terça-feira, 21, pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>Com 115 focos de calor no período, o Pará ficou na quinta posição do ranking nacional.</p>
<p data-path-to-node="17">O acompanhamento ganha relevância diante da chegada do El Niño, fenômeno que altera a temperatura e o volume de chuvas no Brasil. Dependendo da região, ele intensifica períodos de seca e eleva as temperaturas, criando condições favoráveis ao surgimento e à proliferação de incêndios florestais.</p>
<p data-path-to-node="18">Além disso, a queda na umidade relativa do ar agrava o impacto da fumaça, aumentando os riscos de problemas respiratórios para a população.</p>
<h3>Ranking de estados com mais queimadas</h3>
<p>No período de 5 a 11 de julho, o país contabilizou 1.153 focos de calor. O Pará aparece na quinta posição do ranking nacional, com 115 registros, atrás de:</p>
<ul>
<li>Tocantins: 227 focos</li>
<li>Mato Grosso: 181 focos</li>
<li>Bahia: 122 focos</li>
<li>Maranhão: 119 focos</li>
<li>Pará: 115 focos</li>
</ul>
<h3>Cidades mais afetadas</h3>
<p>No recorte por municípios, a cidade paraense de Altamira destaca-se em terceiro lugar nacional, acumulando 30 focos de calor. A lista das localidades com maior incidência reúne:</p>
<ul>
<li>Paranatinga (MT): 57 focos</li>
<li>Mateiros (TO): 33 focos</li>
<li>Altamira (PA): 30 focos</li>
<li>Lagoa da Confusão (TO): 28 focos</li>
<li>Guadalupe (PI): 23 focos</li>
<li>Goiatins (TO): 20 focos</li>
<li>Ações de orientação ao SUS</li>
</ul>
<p>A publicação do Ministério da Saúde reúne e cruza dados sobre qualidade do ar, focos de calor e total de moradores potencialmente expostos à fumaça, com o objetivo de acompanhar os impactos das queimadas na saúde pública.</p>
<p>O boletim integra o AdaptaSUS — Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas —, servindo como ferramenta para orientar as ações das equipes de vigilância do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de eventos climáticos extremos.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Amazônia se recupera após 20 anos de secas e fogo, mas perde espécies originais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 14:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[PNAS]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[regeneração]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[ventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/amazonia_sudeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Após 20 anos de impactos (fogo, secas e ventos), a Amazônia consegue recuperar sua estrutura e funções básicas assim que as queimadas param, mas a recuperação é desigual, segundo estudo publicado na revista PNAS, que acompanhou a recuperação da vegetação na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, em Mato Grosso. O [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/amazonia_sudeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Após 20 anos de impactos (fogo, secas e ventos), a Amazônia consegue recuperar sua estrutura e funções básicas assim que as queimadas param, mas a recuperação é desigual, segundo estudo publicado na revista PNAS, que acompanhou a recuperação da vegetação na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, em Mato Grosso.</em></li>
<li><em>O interior da mata se regenera rapidamente, mas as bordas levam muito mais de 14 anos para se recuperar.</em></li>
<li><em>Árvores nativas especializadas diminuem, dando lugar a espécies generalistas de crescimento rápido e mais resistentes.</em></li>
<li><em> A floresta volta a funcionar (ajudando nos fluxos de água e carbono), mas fica mais simplificada e homogênea do que antes.</em></li>
<li><em>A área não se transformou em savana/Cerrado e conseguiu expulsar capins invasores assim que a copa das árvores fechou novamente.</em></li>
<li><em> Florestas em regeneração são frágeis. Se novos incêndios ou secas severas acontecerem com frequência, a recuperação pode ser perdida.</em></li>
</ul>
<p>Mesmo após duas décadas sofrendo com queimadas, secas extremas e tempestades, a Floresta Amazônica demonstra uma resiliência impressionante e consegue se recuperar assim que as perturbações param. No entanto, a mata que surge não é a mesma: espécies nativas especializadas dão lugar a árvores generalistas, resultando em uma floresta funcional, mas menos diversa.</p>
<p>A conclusão é de <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2532833123" target="_blank" rel="noopener">um estudo de longo prazo (2004–2024) publicado na revista PNAS</a>, que acompanhou a recuperação da vegetação na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, em Mato Grosso.</p>
<h3>O que mudou na dinâmica florestal?</h3>
<p>Após anos de observação, a questão crucial do estudo era: essas florestas degradadas no sudeste da Amazônia podem transitar para um estado alternativo, aberto e estável, após a recuperação?. Aqui estão os resultados:</p>
<ul>
<li>Com o fim das queimadas, a capacidade de reação do ecossistema varia conforme a localização. O coração da mata (interior) reestabelece rapidamente sua cobertura e serviços ecossistêmicos fundamentais, como a regulação dos fluxos de carbono e água. Em contrapartida, as bordas expostas levam bem mais do que 14 anos para apresentar sinais consistentes de recuperação.</li>
<li>A floresta regenerada não retorna exatamente ao seu estado original. Espécies especializadas da Amazônia continuam em declínio devido à eliminação das plantas mais vulneráveis.</li>
<li>Com o desaparecimento das plantas nativas mais sensíveis, o espaço foi tomado por espécies generalistas de estratégia aquisitiva — ou seja, árvores de crescimento rápido e alta capacidade de adaptação. Esse &#8220;processo de generalização&#8221; acabou padronizando a composição da comunidade arbórea.</li>
<li>A abertura do dossel provocada pelo fogo abriu caminho para a entrada de capim nas bordas. No entanto, o estudo provou que, sem a continuidade das queimadas, a própria floresta fecha suas copas novamente, privando as gramíneas de luz e eliminando-as gradualmente.</li>
<li>Os dados descartaram a tese de que a degradação contínua converteria a área em uma vegetação aberta do tipo Cerrado. A estrutura florestal se mantém, desde que haja pausa nas agressões ambientais.</li>
</ul>
<h3>Ponto de atenção</h3>
<p>Os pesquisadores destacam que a resiliência demonstrada tem um limite claro: florestas em fase inicial de recuperação são extremamente frágeis. A ocorrência sequencial de novos incêndios, secas prolongadas ou vendavais pode romper essa capacidade de regeneração, reforçando a urgência de políticas de combate ao fogo para a preservação do bioma.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Agro Brasil+Sustentável estuda ampliar acesso de compradores à plataforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 16:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agro Brasil+Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/sustentavel-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Está sendo avaliado um mecanismo na plataforma Agro Brasil + Sustentável (AB+S) para permitir que tradings, compradores e exportadores consultem diretamente relatórios ambientais de fazendas. Hoje, o uso do sistema é restrito e feito via Gov.br associado ao CPF do produtor (já incluindo áreas arrendadas via cruzamento com a Receita Federal). A mudança permitirá [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/sustentavel-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Está sendo avaliado um mecanismo na plataforma Agro Brasil + Sustentável (AB+S) para permitir que tradings, compradores e exportadores consultem diretamente relatórios ambientais de fazendas.</em></li>
<li><em> Hoje, o uso do sistema é restrito e feito via Gov.br associado ao CPF do produtor (já incluindo áreas arrendadas via cruzamento com a Receita Federal).</em></li>
<li><em>A mudança permitirá que o próprio proprietário rural libere a visualização e checagem de suas áreas para terceiros interessados.</em></li>
<li><em>A medida visa simplificar e agilizar o fluxo de informações socioambientais ao longo de toda a cadeia de suprimentos agrícola.</em></li>
</ul>
<p data-path-to-node="3">O Ministério da Agricultura está analisando a implementação de um sistema que possibilite a tradings, compradores e demais agentes credenciados o acesso direto aos laudos gerados pela plataforma Agro Brasil + Sustentável (AB+S). O sistema foi criado com o objetivo de atestar a regularidade ambiental das fazendas no País.</p>
<p data-path-to-node="4">A novidade foi apresentada pela coordenadora-geral de sustentabilidade e regulação da secretaria de comércio e relações internacionais da pasta, Adriane Cruvinel, durante um seminário virtual realizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável nesta segunda-feira, 20. As ingomrações são da Agência Estado</p>
<p data-path-to-node="4">Hoje em dia, a entrada no sistema ocorre via Gov.br e fica restrita ao CPF do titular da propriedade. A plataforma também abrange terrenos arrendados ao cruzar dados com a Receita Federal.</p>
<p data-path-to-node="5">De acordo com a coordenadora, a gestão pública busca uma alternativa em que o próprio agricultor libere a visualização das informações por partes interessadas, a exemplo de companhias importadoras e exportadoras.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="6">“Está sendo verificada a possibilidade de, desde que autorizado pelo proprietário, disponibilizar para terceiros fazer essa consulta e verificar a área específica para emitir os diferentes relatórios”, afirmou.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="7">Ela ressaltou que a medida promete agilizar a circulação de dados entre os elos do setor produtivo. “Esse é um processo que está sendo verificado e seria uma melhoria para facilitar o processo”, afirmou.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Amazônia tem a menor área queimada em 41 anos, após incêndios recordes em 2024</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-tem-a-menor-area-queimada-em-41-anos-apos-incendios-recordes-em-2024/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/incendios3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Amazônia teve em 2025 a menor área queimada em 41 anos, com 3,1 milhões de hectares, um ano após o pico da série histórica, que foi de 15,8 milhões em 2024.  Em todo o Brasil, o fogo queimou 12,7 milhões de hectares no Brasil em 2025, uma redução de 58% em relação a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/incendios3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Amazônia teve em 2025 a menor área queimada em 41 anos, com 3,1 milhões de hectares, um ano após o pico da série histórica, que foi de 15,8 milhões em 2024. </em></li>
<li>Em todo o Brasil, o fogo queimou 12,7 milhões de hectares no Brasil em 2025, uma redução de 58% em relação a 2024 e 31% abaixo da média histórica</li>
<li><em>Mesmo com a queda no bioma, o Pará segue como o segundo estado que mais queimou no Brasil no acumulado de quatro décadas, com 31,6 milhões de hectares </em></li>
<li><em>O estado concentra cinco das 15 cidades que mais queimaram no País, e São Félix do Xingu é o segundo município mais atingido, atrás apenas de Corumbá (MS) </em></li>
<li><em>Na Amazônia, mais da metade do fogo ocorre em áreas de uso humano, sobretudo pastagens, num padrão ligado ao uso da terra e diferente do resto do País</em></li>
</ul>
<p>A Amazônia teve em 2025 a menor área queimada em 41 anos. O bioma teve 3,1 milhões de hectares (ha) destruídos pelo fogo ao longo do ano, cerca de um quinto do registrado em 2024, quando havia atingido o pico da série histórica, com 15,8 milhões de ha.</p>
<p>Os dados são da segunda edição do Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas, divulgada nesta terça-feira, 21, e mostram que a queda na Amazônia puxou a retração do fogo em todo o Brasil, que com o recuo de 31%, voltou a um patamar historicamente mais baixo. A queda no País foi maior ainda maior se comparada a 2024: com 12,7 milhões de hectares no Brasil em 2025, a redução foi de 58% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Foi a menor área queimada no País desde 2019. A redução, porém, não foi homogênea: enquanto a Amazônia despencou, o Cerrado seguiu como o bioma mais afetado, concentrando 69% de tudo o que queimou no Brasil em 2025.</p>
<h3>São Félix do Xingu lidera no estado</h3>
<p>No ranking da destruição, Pará ocupa a segunda colocação entre os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com 31,6 milhões de ha acumulado., atrás apenas de Mato Grosso, onde as chamas destruíram 45,1 milhões de hectares (ha).</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos 41 anos, quase metade de toda a área queimada do País se concentra em três estados (Mato Grosso, Pará e Maranhão) e 11% está concentrada em 15 municípios. </span></p>
<p>Encabeçando a lista está São Félix do Xingu, com 3,12 milhões de ha, o segundo município que mais queimou no Brasil, atrás apenas de Corumbá (MS). Completam a lista paraense Altamira (1,55 milhão de ha), Cumaru do Norte (1,38 milhão), Novo Progresso (1,17 milhão) e Santana do Araguaia (1,01 milhão).</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Mais do que mostrar o quanto o Brasil queimou em um determinado ano, a série histórica do Mapbiomas Fogo permite entender como o regime de fogo está mudando ao longo do tempo. Saber onde o fogo é recorrente, com que frequência ele retorna, qual é sua severidade potencial e quais áreas estão queimando mais ou menos é essencial para definir prioridades, orientar ações preventivas e implementar, de forma mais eficiente, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.” destaca Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.</span></p></blockquote>
<h3>Papel da agropecuária</h3>
<p>De acordo com o MapBiomas, na Amazônia, mais da metade da área queimada ocorre em áreas de uso humano, sobretudo pastagens. É um comportamento diferente do restante do País, onde o fogo predomina em vegetação nativa: no total nacional, 71,5% do que queimou entre 1985 e 2025 foi em áreas naturais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando a gente olha o que foi queimado, grande parte não foram incêndios florestais. Foram principalmente áreas agrícolas, áreas de pastagem, que fazem parte do sistema produtivo da região&#8221;, explicou Ane Alencar.</p></blockquote>
<p>Entre os usos ligados à produção, a pastagem é a classe que mais queima no País, respondendo por 23,1% de toda a área atingida.</p>
<h3>Floresta pode não se recuperar</h3>
<p>A queda de 2025 não apaga o histórico da floresta, fragilizada por décadas de desmatamento e queimadas. Segundo o relatório, na Amazônia 31,6% da área já queimada volta a pegar fogo em até dois anos, o intervalo de retorno mais curto entre todos os biomas do País.</p>
<blockquote><p> “Na Amazônia, onde a vegetação não é adaptada ao fogo, intervalos tão curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação da floresta e aumentam o risco de novos incêndios, mais intensos e degradantes”, diz Luiz Felipe Martenexen, pesquisador da equipe MapBiomas Fogo e do IPAM.</p></blockquote>
<p>Na prática, cada passagem do fogo deixa a floresta mais aberta e mais seca, o que facilita a entrada da próxima queimada. Sem tempo para se recuperar, a mata vai perdendo a capacidade de se regenerar.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na Amazônia, os estudos demonstram que o retorno do fogo deveria acontecer, dependendo do tipo de vegetação, num intervalo de 200 a 1.000 anos. Isso significa que a floresta vai precisar de um tempo para se recuperar depois desse distúrbio. Assim como o cerrado precisa, em média, de 6 a 12 anos entre fogos” ressalta Ane.</p></blockquote>
<p>E o impacto vai além da região: a degradação da floresta compromete a umidade que a Amazônia envia para outras partes do País, afetando o regime de chuvas que sustenta lavouras no Centro-Sul.</p>
<h3>Alerta em ano de El Niño</h3>
<p>A série histórica ajuda a entender por que a queda de 2025 preocupa mesmo sendo boa notícia. Segundo os pesquisadores, os anos de El Niño concentram as maiores áreas queimadas, e o pior costuma vir depois. Diante das previsões para este ano, Ane reforça a necessidade de preparação para os próximos ciclos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nos anos de El Niño, quando o fenômeno começa, normalmente a área queimada já é maior. Mas é o ano seguinte que tem o maior impacto&#8221;, explicou Alencar. Ela reforça que o alerta vale desde já: &#8220;A gente tem que se preparar mesmo para este ano, porque a inflamabilidade da paisagem é um dos elementos importantes para que o fogo aconteça e se propague.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Operação desarticula garimpo ilegal de ouro em área de proteção ambiental no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 18:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Canaã dos Carajás]]></category>
		<category><![CDATA[cobre]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Parauapebas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/garimpo_ilegal_Paraupebas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Operação Federal Extractio II atuou no combate ao garimpo ilegal de ouro e cobre nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, no Pará. A ação foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com ICMBio, Ibama, Força Nacional e Polícia Militar. Na APA do Igarapé Gelado, emRio Azul (Parauapebas), foram destruídos 42 acampamentos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/garimpo_ilegal_Paraupebas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Operação Federal Extractio II atuou no combate ao garimpo ilegal de ouro e cobre nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, no Pará.</em></li>
<li><em>A ação foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com ICMBio, Ibama, Força Nacional e Polícia Militar.</em></li>
<li><em>Na APA do Igarapé Gelado, emRio Azul (Parauapebas), foram destruídos 42 acampamentos clandestinos, 20 motores, 4 escavadeiras, combustíveis e armas. Uma escavadeira, um caminhão-prancha e outros itens foram apreendidos.</em></li>
<li><em>Em Canaã dos Carajás, as equipes desativaram 8 poços de extração de cobre, britadores, acampamentos, madeira de castanheira e combustível, além da apreensão/inutilização de escavadeiras.</em></li>
<li><em>Foram recolhidos transformadores trifásicos e diversos maquinários da extração clandestina, seguindo os protocolos de segurança ambiental.</em></li>
</ul>
<p>Entre os dias 14 e 17 deste mês, a Polícia Federal integrou uma força-tarefa voltada à fiscalização e ao enfrentamento do garimpo ilegal de cobre e ouro nos municípios de Parauapebas (na região do Rio Azul) e Canaã dos Carajás.</p>
<p>De acordo com a PF no Pará, a chamada Operação Federal Extractio II buscou neutralizar a exploração mineral clandestina e desmantelar a infraestrutura usada na retirada ilícita desses minérios. O trabalho conjunto contou também com o apoio do Ibama, do ICMBio, da Força Nacional e da Polícia Militar.</p>
<p>Na Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, situada na região do Rio Azul e perto da Vila Sansão, as equipes destruíram 42 acampamentos irregulares, 20 motores estacionários, 4 escavadeiras hidráulicas, cerca de 2 mil litros de óleo diesel, 100 litros de gasolina, 10 armas brancas, 1 arma de fogo, 3 motos e aproximadamente 200 gramas de maconha. Paralelamente, foram apreendidos uma escavadeira, um caminhão-prancha, uma motocicleta e três munições.</p>
<p>Já no município de Canaã dos Carajás, as forças de segurança inutilizaram oito poços de extração do minério de cobre, três acampamentos, dois britadores, cerca de três metros cúbicos de madeira da espécie castanheira, uma escavadeira hidráulica e por volta de mil litros de combustível diesel. Uma segunda escavadeira foi apreendida sob o regime de fiel depositário.</p>
<p>Ao longo de toda a fiscalização, os agentes também apreenderam dois transformadores trifásicos e diversos aparelhos empregados na mineração irregular. Todas as ações de destruição dos materiais e das instalações clandestinas foram executadas em conformidade com as normas e protocolos de segurança ambiental.</p>
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		<title>Alerta na Amazônia: ameaça de super El Niño preocupa comunidades no oeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:44:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Inmet]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[Tapajós]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet. A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais. No território Kumaruara (10 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet.</em></li>
<li><em>A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais.</em></li>
<li><em>No território Kumaruara (10 aldeias e ~1,2 mil famílias), os efeitos das secas de 2023 e 2024 ainda persistem, afetando o abastecimento de água e secando igarapés.</em></li>
<li><em>O fenômeno ocorre pelo aquecimento atípico do Oceano Pacífico e enfraquecimento dos ventos alísios, alterando a circulação atmosférica e inibindo chuvas na Amazônia e no Nordeste.</em></li>
<li><em>: A frequência de super El Niños tem aumentado nas últimas décadas devido ao aquecimento global.</em></li>
<li><em>Lideranças locais destacam o monitoramento territorial, o combate ao desmatamento e a preservação dos rios e florestas como indispensáveis para garantir a água e a vida na região.</em></li>
</ul>
<p>A potencial chegada de um novo super El Niño na segunda metade deste ano vem gerando grande apreensão entre moradores ribeirinhos no oeste do Pará. Com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontando 90% de probabilidade para a ocorrência do fenômeno e chuvas abaixo da média para o Norte do país, o temor é de que a estiagem repita ou até supere os danos vivenciados recentemente, como a queda no nível dos rios, a falta de água potável, o isolamento das comunidades e a alta nas queimadas.</p>
<p>De acordo com reportagem do g1, a apreensão já é rotina no território indígena Kumaruara, situado às margens do rio Tapajós. Aderindo à gestão de dez aldeias que abrigam cerca de 1,2 mil famílias, a coordenadora Zenilda Kumaruara ressalta que os impactos das secas severas de 2023 e 2024 ainda persistem.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2023 e 2024, a situação complicou ainda mais. Até agora ainda não conseguimos resolver o problema da água. Recebemos água potável de outra comunidade e, quando chega o período de verão, esse abastecimento não acontece da mesma forma que no inverno&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>Além dos gargalos no abastecimento transportado, a diminuição no volume dos rios e igarapés regionais preocupa a liderança indígena. Para ela, a manutenção da floresta em pé é a principal ferramenta de sobrevivência das comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente procura plantar e fazer o monitoramento territorial para que a nossa floresta não seja destruída, porque sabemos que a água da Amazônia depende das árvores. Se houver desmatamento, essa água vai faltar. Os igarapés têm secado, e eles são fonte de água potável para as comunidades&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<h3>O que dizem os técnicos</h3>
<p>Os alertas emitidos pelos moradores encontram amparo direto em análises científicas. O boletim climático do Inmet confirma a tendência de instalação do El Niño no Oceano Pacífico durante o segundo semestre, o que deve inibir o regime de chuvas em grande parte da Bacia Amazônica.</p>
<p>De acordo com o professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Lucas Vaz Peres, o fenômeno decorre do aquecimento atípico da superfície do Pacífico, o que altera a circulação atmosférica global.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um fenômeno acoplado entre oceano e atmosfera. O oceano acaba se aquecendo mais do que o normal em função da diminuição dos ventos alísios. Isso modifica a circulação atmosférica, conhecida como circulação de Walker, fazendo com que o ramo descendente fique sobre a Amazônia e reduza significativamente as chuvas na nossa região&#8221;, explica o pesquisador.</p></blockquote>
<p>O pesquisador destaca ainda que, embora eventos extremos não sejam novos, a frequência dos episódios de super El Niño cresceu nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O que se espera é uma redução das chuvas tanto na Amazônia quanto no Nordeste brasileiro. Isso diminui as precipitações nas cabeceiras dos rios, reduz o nível dos cursos d&#8217;água, dificulta o acesso das populações ribeirinhas aos serviços básicos e ainda aumenta o risco de incêndios florestais&#8221;, alerta.</p></blockquote>
<p>Preservação como resposta</p>
<p>Diante das adversidades, os povos tradicionais veem na conservação ambiental seu principal escudo contra o clima extremo. Zenilda Kumaruara reforça que proteger rios e vegetação nativa é fundamental para assegurar a subsistência das próximas gerações.</p>
<blockquote><p>&#8220;As pessoas precisam entender que preservar os rios e as florestas é preservar a própria vida. Muitos desses problemas são causados pelo próprio ser humano, que ainda não tem consciência da importância de cuidar do meio ambiente&#8221;, conclui.</p></blockquote>
<p>Caso a previsão do super El Niño se concretize, o oeste paraense poderá vivenciar um quadro tão ou mais crítico que os anteriores, afetando de forma direta o suprimento de água, o tráfego hidroviário, o cultivo agrícola e a segurança dos moradores da região.</p>
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