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	<title>Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Pará Terra Boa</title>
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		<title>Plano Clima desafia o agro no Pará a frear emissões até 2030 e modernizar a pecuária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 13:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A seção agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) estabelece 16 ações estratégicas para conter as emissões de dióxido de carbono até 2030, focando na produtividade sustentável e na transição justa. O Pará é o epicentro do plano, pois abriga o segundo maior rebanho bovino do País e São Félix do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A seção agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) estabelece 16 ações estratégicas para conter as emissões de dióxido de carbono até 2030, focando na produtividade sustentável e na transição justa.</em></li>
<li><em>O Pará é o epicentro do plano, pois abriga o segundo maior rebanho bovino do País e São Félix do Xingu, município líder nacional em emissões de gases de efeito estufa e que registra a média de 40 cabeças de gado por habitante, segundo o SEEG/Observatório do Clima.</em></li>
<li><em>Ferramentas vigentes (como ABC+ e Planapo) ganham força com as novas diretrizes. No Pará, a expectativa é que o incentivo ajude a expandir o programa de Pagamento por Serviços Ambientais Valoriza TS de 10 para todos os 144 municípios do estado.</em></li>
</ul>
<p>Com a meta clara de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/" target="_blank" rel="noopener">frear as emissões de dióxido de carbono até 2030</a>, a ala agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) colocou 16 ações estratégicas na mesa para desenhar o futuro sustentável do setor. A missão nacional encontra no Pará o seu maior teste de fogo: dono do segundo maior rebanho bovino do Brasil e da cidade que lidera o ranking nacional de emissões de gases de efeito estufa, o estado está no centro de um debate crucial.</p>
<p>O plano tenta reverter um cenário histórico delicado, onde a expansão das pastagens e das lavouras ainda lidera <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-e-o-pais-que-mais-desmata-para-expandir-agropecuaria/" target="_blank" rel="noopener">os índices de desmatamento</a>, transformando a preservação florestal e a eficiência produtiva em prioridades máximas para a sobrevivência do bioma. Nesta <strong>Semana do Meio Ambiente</strong>, essa discussão não poderia faltar.</p>
<p>Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), plataforma do Observatório do Clima, o município paraense de São Félix do Xingu abriga mais gado do que gente, registrando uma média impressionante de 40 cabeças de bovinos por morador. Esse cenário insere a região como um dos territórios mais urgentes e importantes para a aplicação prática das diretrizes que visam o cumprimento das metas ambientais brasileiras.</p>
<p>Para Paulo Camuri, gerente de Ciência do Clima e Inteligência de Dados e Territorial do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), a criação de uma política que costure múltiplos setores representa um avanço institucional importante, embora a integração interna ainda possa ser aperfeiçoada:</p>
<blockquote><p>“Pela primeira vez, o Brasil possui um plano de ação focado em mitigação e adaptação climática para múltiplos setores. Essa integração é um avanço, embora, no que toque ao setor agropecuário, a ambição pudesse ser maior, combinando aumento de produção e redução de emissões”, avalia.</p></blockquote>
<h3>Caminhos para a implementação</h3>
<p>Para engajar os produtores e tirar as 16 propostas do papel, o plano aposta no fortalecimento de políticas setoriais e ferramentas que já estão consolidadas no mercado, como o Plano ABC+, o Planapo, o Programa Florestas Produtivas, a plataforma AgroBrasil+Sustentável e os novos critérios de taxonomia verde.</p>
<p>Contudo, Camuri pondera que o sucesso real da implementação dependerá do fortalecimento de políticas públicas complementares. Entre as principais necessidades, ele destaca a consolidação de sistemas robustos de monitoramento, relato e verificação (MRV), a ampliação de instrumentos financeiros capazes de dar escala às práticas agrícolas de baixa emissão e o desenho de estratégias específicas para cortar as emissões de metano, gargalo central da pecuária.</p>
<p>Pelo lado positivo, o especialista elogia o ineditismo de um caderno inteiramente dedicado à adaptação dos sistemas produtivos, além do cruzamento entre a agricultura familiar e os conceitos de transição justa, modelo que pode acelerar a articulação integrada de ministérios como o da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Agrário:</p>
<blockquote><p>“Ele ainda tem lacunas em aspectos como gestão de riscos, monitoramento de emissões e estratégias de adaptação, resiliência sistêmica e preparo para eventos extremos. Ainda assim, sua publicação tem o mérito de colocar essa importante discussão em pauta”, afirma Camuri.</p></blockquote>
<h3>Do plano federal ao impacto regional</h3>
<p>Uma das grandes incógnitas do projeto ainda reside em como os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o crédito rural atrelado a critérios climáticos alcançarão, na prática, as comunidades tradicionais e os pequenos produtores isolados. A cooperação entre agentes federais, estaduais e a iniciativa privada terá o papel de preencher esses vazios operacionais.</p>
<p>Em nível estadual, o Pará já conta com o projeto piloto Valoriza TS, um programa de PSA que atualmente beneficia 206 famílias distribuídas em 10 municípios. A expectativa é que, sob o impulso político e os novos incentivos financeiros trazidos pelo Plano Clima, o modelo paraense ganhe tração para atingir a universalização, estendendo o benefício de preservação para os 144 municípios do estado.</p>
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		<title>Amazônia é peça-chave no enfrentamento da crise climática no Brasil, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:16:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/16789_37bd98f5-1907-1d1e-2e97-713251cffb00-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia tem um papel decisivo no clima do Brasil, segundo o Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026, desenvolvido pelo Centro Brasil no Clima (CBC) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). No estudo divulgado recentemente, é apontado que a região vive uma realidade de avanços importantes na criação de políticas públicas, mas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/16789_37bd98f5-1907-1d1e-2e97-713251cffb00-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia tem um papel decisivo no clima do Brasil, segundo o <a href="https://centrobrasilnoclima.org/wp-content/uploads/2026/03/SUMARIO-EXECUTIVO_ANUARIO-2026-1_compressed-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026</a>, desenvolvido pelo Centro Brasil no Clima (CBC) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). No estudo divulgado recentemente, é apontado que a região vive uma realidade de avanços importantes na criação de políticas públicas, mas enfrenta grandes desafios no combate e prevenção de eventos climáticos extremos.</p>
<p>O alinhamento correto entre esses dois tópicos é peça-chave fundamental na resposta do Brasil ao enfrentamento da crise climática.</p>
<p>O ano de 2024 foi como um marco crítico da crise climática nesta década, expondo a face mais severa do aquecimento global no Brasil. Enquanto ondas de calor tomavam conta de regiões inteiras, outras enfrentavam secas históricas e incêndios florestais devastadores.</p>
<p>Diante de uma nação sitiada por emergências, o desafio central emerge: como mitigar as perdas econômicas e proteger populações vulneráveis em meio ao colapso ambiental?&#8221;</p>
<p>A especialista em Política Climática Subnacional e Legislativo do iCS, Carmynie Xavier, comenta que ainda há um intervalo de tempo muito grande entre a formalização institucional de políticas públicas e capacidade operacional prática. Algo semelhante a uma caminhada fora do tom.</p>
<blockquote><p>“O País está se organizando, mas os desastres chegam mais rápido do que a capacidade de resposta”.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia é ponto estratégico</strong></h3>
<p>Ao mesmo tempo em que viveu uma crise devido aos incêndios florestais, que aumentaram 68% em 2024, a Amazônia também registrou redução de 32,4% no desmatamento. Na prática, o estudo mostra, proteger a floresta não pode mais ser a única estratégia para combater a crise climática.</p>
<p>O fortalecimento da gestão climática estadual é fundamental para criação de planos para mitigação de danos ambientais e projetos para uma transição climática em diversos setores. Neste sentido, o Pará ganha importância tanto por conta dos avanços já realizados como pela pressão constante que enfrenta devido a extensa dimensão territorial e ajustes em monitoramento.</p>
<p>Por um lado, o estado tem iniciativas relevantes como a criação do Plano Amazônia Agora, que incentiva a bioeconomia, a regularização ambiental e busca zerar as emissões líquidas até 2050. Além disso, o estado faz parte do grupo de estados que possui planos para enfrentar eventos climáticos extremos, como secas e enchentes.</p>
<p>Entretanto, seus principais desafios são a limitação de recursos e estrutura para colocar as políticas em prática, a baixa presença de energia renovável no setor de transportes (entre 16% e 17%), além do fato de que, junto com o Mato Grosso, o estado concentrou 46% de toda a área queimada do Brasil em 2024.</p>
<h3>Pendências e avanços</h3>
<p>Já nas pendências de planejamento, o estado ainda não possui um inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), mas está em estágio avançado em outras medidas importantes como o <a href="https://www.semas.pa.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/Produto_Final_Sumario_Executivo_do_PERH-PA.pdf" target="_blank" rel="noopener">Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH)</a>.</p>
<p>Um avanço que ocorreu entre o período de análise do estudo (que considerada dados de 2024) e o início de 2026, foi a instituição do<a href="https://www.sedap.pa.gov.br/node/623" target="_blank" rel="noopener"> Plano ABC+,</a> que cria metas para a implantação da agricultura de baixo carbono, visando reduzir as emissões de GEE e adaptar dos sistemas produtivos aos desafios das mudanças climáticas.</p>
<p>No setor de transportes, por outro lado, a ampla malha rodoviária (utilizada principalmente por veículos conduzidos com combustíveis fósseis), associados aos grandes trechos com pouca ou nenhuma fiscalização, dificultam a implementação de transportes de baixa emissão e outras tecnologias mais sustentáveis. Exigindo um esforço extra da integração entre poder público, iniciativas socioambientais e setor privado.</p>
<blockquote><p>“Mudar esse padrão exige mais do que ampliar tecnologias limpas: requer coordenação nacional entre infraestrutura, política industrial e planejamento energético”, diz Carmynie.</p></blockquote>
<h3>Mais execução</h3>
<p>Ao todo, o levantamento indica que o principal problema não está apenas em planejar, mas em executar suas soluções de forma igualitária. Os problemas na diferença entre teoria e prática aumentam os riscos de ineficiência na gestão de recursos assim como a dificuldade em alcançar metas nacionais e internacionais, deixando ainda mais explícitas as lacunas socioambientais de cada região.</p>
<p>Logo, a integração mais eficiente de políticas públicas e soluções aplicadas a realidade de cada bioma são a melhor forma de aumentar a capacidade de resposta do Brasil as emergências climáticas. A implementação de soluções eficientes, principalmente diante da extensão territorial da Amazônia, podem ser decisivas em direção a um futuro mais estratégico para o meio ambiente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>China adota selo socioambiental para garantir rastreabilidade da carne do Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/china-adota-selo-socioambiental-para-garantir-rastreabilidade-da-carne-do-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Beef on Track]]></category>
		<category><![CDATA[BoT]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/gado_adepara-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O selo Beef on Track (BoT) estreia em Tianjin — principal porto de entrada da carne brasileira na China —, prometendo repetir a revolução de mercado da década de 2020 e pagar um prêmio extra de até 10% para produtores sustentáveis. Criado pelo Imaflora, o BoT é o primeiro sistema internacional a atestar a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/gado_adepara-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O selo Beef on Track (BoT) estreia em Tianjin — principal porto de entrada da carne brasileira na China —, prometendo repetir a revolução de mercado da década de 2020 e pagar um prêmio extra de até 10% para produtores sustentáveis.</em></li>
<li><em>Criado pelo Imaflora, o BoT é o primeiro sistema internacional a atestar a conformidade socioambiental e o desmatamento zero da pecuária brasileira, unindo grandes importadores asiáticos e auditorias locais.</em></li>
<li><em>A iniciativa visa abocanhar uma fatia ainda maior no país que consome 47% da carne exportada pelo Brasil, alinhando a produção a pasto do país à nova exigência chinesa por sustentabilidade e bem-estar animal.</em></li>
<li><em> O projeto piloto já conta com a assinatura da Tianjin Meat Association (TMA), o apoio de mais oito gigantes da logística e o interesse de grandes distribuidores da província de Henan.</em></li>
</ul>
<p>Porta de entrada para quase metade de toda a carne bovina que o Brasil exporta para a China — mercado que absorve mais de 47% do volume nacional segundo o Beef Report 2026 da Abiec —, a cidade portuária de Tianjin será o palco do projeto piloto de implementação da certificação Beef on Track (BoT), o primeiro selo internacional criado para rastrear, auditar e garantir que a carne consumida do outro lado do mundo seja 100% livre de desmatamento e abusos socioambientais.</p>
<p>A engrenagem dessa transformação começou a girar com a assinatura de uma carta de intenções entre a Tianjin Meat Association (TMA) e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que desenvolveu o selo em outubro do ano passado.</p>
<p>De acordo com Marina Guyot, diretora de Clima e Desmatamento Zero do Imaflora, o plano já conta com o suporte técnico da auditoria chinesa Chinese Quality Mark Certification Group (CQM), que ficará encarregada de vasculhar e chancelar cada elo da cadeia de custódia desses produtos.</p>
<blockquote><p>“Utilizando o desenvolvimento verde e sustentável como ponte, buscamos aprofundar a cooperação entre as indústrias de carne da China e do Brasil. Da logística da cadeia de suprimento refrigerada ao acesso ao mercado, dos padrões de qualidade aos canais comerciais, cada interação reflete nosso compromisso compartilhado de viabilizar a circulação bidirecional de produtos cárneos de alta qualidade”, declarou Xing Yanling, presidente da TMA.</p></blockquote>
<p>Xing fez um apelo a que os dois países trabalhem juntos para alcançar uma carne bovina rastreável, livre de desmatamento, verde e sustentável.</p>
<blockquote><p>“Como importante polo de importação de commodities brasileiras, Tianjin está aproveitando sua posição na cadeia produtiva para promover a cooperação mutuamente benéfica entre os dois países no setor de comércio de proteína animal. Esperamos que essa parceria, que abrange os hemisférios Norte e Sul, produza resultados ainda mais frutíferos à mesa”, disse ela.</p></blockquote>
<p>O pacto verde foi firmado durante a Tianjin International Shipping Industry Expo (4ª Exposição Internacional de Transporte Marítimo). Para ganhar tração e capilaridade no mercado asiático, o acordo foi endossado por outras oito gigantes locais .</p>
<p>A ofensiva diplomática e ambiental do Imaflora também avançou rumo ao interior do país, alcançando a província de Henan. Em encontros com grandes distribuidores, como o Dahe Holding Group, os técnicos brasileiros apresentaram o selo para investidores locais interessados em transformar a sustentabilidade em um ativo de diferenciação comercial.</p>
<h3>Prêmio de 10% e o &#8220;boi China&#8221;</h3>
<p>O Brasil tem hoje um estoque de 2,1 milhões de toneladas de carne prontas para exportação que já cumprem à risca as exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Carne Legal na Amazônia Legal, concentradas principalmente em Mato Grosso e no Pará.</p>
<p>Parceira histórica do projeto, a TMA quer converter essa disponibilidade em contratos de compra, mantendo a meta de importar 50 mil toneladas de carne certificada ainda em 2026. A grande novidade, contudo, está no bolso: a associação chinesa estuda pagar um prêmio financeiro de até 10% de adicional no preço para os pecuaristas que atingirem os critérios mais rigorosos do BoT.</p>
<p>A qualidade a que os chineses se referem diz respeito à conservação dos recursos naturais, ao equilíbrio climático (o país quer neutralidade de carbono até 2060) e ao bem-estar e qualidade com a qual os animais são criados – no Brasil, a maior parte do rebanho é criada a pasto, o que, na perspectiva chinesa, impacta positivamente a vida dos animais.</p>
<p>Esse bônus financeiro tem um objetivo claro: repetir o fenômeno que ficou conhecido no campo como &#8220;boi China&#8221; no início da década de 2020. Naquela época, a exigência dos frigoríficos por animais rastreados e abatidos precocemente (com menos de 30 meses) desencadeou uma modernização tão intensa nas fazendas brasileiras que o ganho de eficiência poupou a atmosfera de receber 5,80 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (CO²) apenas em 2022.</p>
<h3>O novo paladar de Pequim</h3>
<p>A força da TMA para guiar essa transição não é desprezível. Fundada em 1992, a associação costura as estratégias de criadores, indústrias, transportadoras e varejistas em parceria com o governo de Pequim e a província de Hebei, tendo como norte a segurança alimentar. E, na visão atual do mercado chinês, o conceito de &#8220;carne de qualidade&#8221; mudou radicalmente.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando o assunto é qualidade da carne, o conceito chinês vai muito além do produto consumido. A busca não se restringe a características como maciez, marmoreio ou sabor. Ela abrange também critérios de sustentabilidade”, explica Louise Nakagawa, coordenadora da certificação BoT no Imaflora.</p></blockquote>
<p>O país estipulou uma meta agressiva de alcançar a neutralidade de carbono até 2060 e, por isso, passou a exigir critérios ecológicos rigorosos. Saber que o boi brasileiro é criado majoritariamente solto no pasto — o que eleva os índices de bem-estar animal — somado à garantia de cumprimento do Código Florestal confere à proteína nacional o status de um produto ético e verde.</p>
<p>Ao unir a tradição da pastagem com o monitoramento tecnológico do BoT, o Brasil se posiciona para liderar o mercado de alta gastronomia sustentável na Ásia, inspirando a regularização ambiental de propriedades em outros biomas além da Amazônia.</p>
<p>O evento de lançamento na ACSP foi chancelado pelo presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto (também líder da FACESP e da CACB), que aproveitou o encontro para celebrar a assinatura de um acordo de cooperação mútua entre o Conselho do Agronegócio da ACSP e a Sociedade Rural Brasileira (SRB) focado no fortalecimento institucional do setor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fundo destina R$ 3,6 milhões para fortalecer a proteção de territórios tradicionais na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fundo-destina-r-36-milhoes-para-fortalecer-a-protecao-de-territorios-tradicionais-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Casa]]></category>
		<category><![CDATA[quilombos]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/quilombolas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Fundo Casa Socioambiental lançou o edital “Territórios Vivos da Amazônia: Apoio a Soluções Comunitárias”, que vai destinar R$ 3,6 milhões para apoiar até 60 projetos liderados por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na Amazônia Legal. Cada iniciativa poderá receber aportes de até R$ 60 mil. O recurso será distribuído em quatro frentes [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/quilombolas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> O Fundo Casa Socioambiental lançou o edital “Territórios Vivos da Amazônia: Apoio a Soluções Comunitárias”, que vai destinar R$ 3,6 milhões para apoiar até 60 projetos liderados por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na Amazônia Legal. Cada iniciativa poderá receber aportes de até R$ 60 mil.</em></li>
<li><em>O recurso será distribuído em quatro frentes de atuação: fortalecimento institucional, governança e proteção territorial, defesa de direitos e segurança dos territórios (incluindo brigadas de incêndio, monitoramento e ações jurídicas).</em></li>
</ul>
<p>Defender a floresta amazônica exige enfrentar desafios geográficos e sociais severos: navegar por horas entre comunidades isoladas, monitorar ameaças sem estrutura, lidar com o avanço do garimpo, da mineração, de incêndios e do agronegócio — frequentemente sem acesso básico a internet, transporte ou financiamento.</p>
<p>Apesar de estarem na linha de frente e garantirem as menores taxas de desmatamento e maior integridade ecológica do planeta (conforme dados do IPCC), os povos indígenas, quilombolas e comunidades locais recebem menos de 2% de todo o financiamento climático global.</p>
<p>Para combater esse descompasso e apoiar quem de fato protege o bioma, o Fundo Casa Socioambiental lançou a chamada pública “Territórios Vivos da Amazônia: Apoio a Soluções Comunitárias”. A iniciativa disponibilizará um total de R$ 3,6 milhões para financiar até 60 propostas de organizações de base na Amazônia Legal, oferecendo aportes individuais de até R$ 60 mil.</p>
<p>Segundo Beatriz Roseiro, gestora de programas do Fundo Casa, democratizar o acesso a esses recursos é um passo obrigatório para melhorar a governança local e dar ferramentas para que as próprias comunidades respondam às pressões que sofrem diariamente. O edital aceitará propostas divididas em quatro eixos principais:</p>
<ul>
<li>Fortalecimento institucional de organizações comunitárias;</li>
<li>Governança e proteção do território;</li>
<li>Reconhecimento e defesa de direitos territoriais;</li>
<li>Proteção e segurança (incluindo formação de brigadas de incêndio, comunicação comunitária, monitoramento, cartografia, ações jurídicas e incidência política).</li>
</ul>
<h3>Como participar</h3>
<p>As organizações interessadas em submeter propostas para a chamada &#8220;Territórios Vivos da Amazônia&#8221; têm até o dia 16 de junho de 2026, às 18h (horário de Brasília) para realizar a inscrição.</p>
<p>O edital completo com todas as regras, cronograma de seleção e os documentos obrigatórios necessários para a participação estão disponíveis para consulta no site oficial do Fundo Casa Socioambiental.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Pasto degradado vira floresta produtiva nas mãos de mulheres em São Félix do Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:56:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta]]></category>
		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/1773168311-image-e1773334196442-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Em São Félix do Xingu (PA), município com o maior rebanho bovino do País e histórico de desmatamento, um grupo de 43 agricultoras da AMPPF está recuperando áreas degradadas de pastagem por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Criada há 14 anos, a associação expandiu sua capacidade de produção de polpas de frutas de 20 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/1773168311-image-e1773334196442-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="0,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li data-path-to-node="0,0,0"><em>Em São Félix do Xingu (PA), município com o maior rebanho bovino do País e histórico de desmatamento, um grupo de 43 agricultoras da AMPPF está recuperando áreas degradadas de pastagem por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs).</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="0,1,0"><em>Criada há 14 anos, a associação expandiu sua capacidade de produção de polpas de frutas de 20 para 50 toneladas anuais após receber apoio técnico do programa Florestas de Valor, do Imaflora, com suporte da Petrobras.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,2,0"><em>Sob a marca ‘Delícia do Quintal’, as produtoras conquistaram contratos via PNAE e PAA, movimentando R$ 375 mil em um único ano. A produção atende mais de 18 mil alunos da rede pública e garante autonomia financeira às mulheres.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,3,0"><em>O mercado estável gerado pelas compras públicas permite que as famílias planejem a produção de forma integrada, dispensando a necessidade de abrir novas áreas de plantio e substituindo o capim por floresta viva.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="3">São Félix do Xingu possui o maior rebanho bovino do Brasil, registrando uma média de 40 cabeças de gado por morador. Como consequência direta da pecuária extensiva, a região é historicamente associada a altos índices de desmatamento. Entretanto, um grupo de agricultoras locais está provando que manter a floresta em pé também pode gerar renda e grandes oportunidades de desenvolvimento sustentável. É o trabalho delas que destacamos nesta <strong>Semana do Meio Ambiente.</strong></p>
<p data-path-to-node="4">A iniciativa ganha força por meio da Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta (AMPPF), que conta com 43 produtoras. Elas apostam nos Sistemas Agroflorestais (SAFs) para recuperar áreas degradadas e fortalecer a agricultura familiar. Essa técnica agrícola combina árvores nativas, frutíferas e cultivos alimentares, como verduras e legumes, exatamente onde antes só havia capim.</p>
<p data-path-to-node="5">Maria Josefa Neves, presidente da associação, conta que, por muito tempo, o trabalho feito por ela e outras agricultoras não recebia tanta importância. A estruturação da associação, criada há 14 anos, inverteu esse cenário e trouxe novas opções para todas. Ela relembra as dificuldades do início:</p>
<blockquote data-path-to-node="6">
<p data-path-to-node="6,0">“Existe o costume de classificar todo o cuidado da propriedade como trabalho doméstico, principalmente quando é feito por uma mulher. Esse trabalho é muito digno e merece todo reconhecimento, mas a gente via que falavam de propósito pra tirar a credibilidade do nosso esforço diário”, relembra.</p>
</blockquote>
<h4 data-path-to-node="7">Parcerias que geram valor</h4>
<p data-path-to-node="8">O projeto começou como uma associação para facilitar a venda de polpas de frutas abundantes nos quintais das famílias, como acerola, goiaba, cajá, caju e abacaxi. Com o passar do tempo, a organização foi ganhando novos contornos. Quatro anos após o início de suas atividades, veio a oportunidade de uma parceria em suporte técnico através do programa Florestas de Valor, promovido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), com apoio da Petrobras.</p>
<p data-path-to-node="9">Ao longo desses anos, esse apoio técnico permitiu a construção de uma nova usina de produção de polpa de fruta, fazendo com que a capacidade de produção das agricultoras saltasse de 20 para 50 toneladas anuais. Essa expansão estrutural gerou contratos anuais com a Secretaria Municipal de Educação, integrando as produtoras ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), trazendo mudanças concretas na renda pessoal de cada agricultora.</p>
<p data-path-to-node="10">Celma de Oliveira, coordenadora do programa Florestas de Valor no município, conta que a iniciativa funciona como uma ponte técnica e institucional indispensável para a associação.</p>
<blockquote data-path-to-node="11">
<p data-path-to-node="11,0">“O programa garante que a associação tenha segurança jurídica e técnica para gerir recursos públicos com transparência. O PNAE e o PAA também funcionam como ferramentas de conservação ambiental, ao criarem mercado para a agricultura familiar sustentável”, afirma.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="12">Para Celma, os contratos ajudam a trazer estabilidade e perspectivas de futuro para as associadas. Ao ter sua demanda estabilizada, elas conseguem planejar a produção de forma mais integrada, dispensando a abertura de novas áreas de plantio e reduzindo sensivelmente a pressão sobre a floresta.</p>
<h4 data-path-to-node="13">Da subsistência à autonomia financeira</h4>
<p data-path-to-node="14">Josefa relembra que a organização das agricultoras veio justamente com a ideia de vender polpas de frutas e beneficiar a matéria-prima dos quintais. Com os anos e a ampliação técnica, o projeto expandiu e virou a marca ‘Delícia do Quintal’. Hoje, essas frutas são beneficiadas em uma agroindústria própria da associação, equipada com usina de processamento e câmaras frias. Atualmente, a Delícia do Quintal contribui na alimentação escolar de mais de 18 mil alunos da rede pública do município. Josefa celebra as conquistas:</p>
<blockquote data-path-to-node="15">
<p data-path-to-node="15,0">“É uma grande conquista pra gente e para o meio ambiente. Se antes muitas de nós precisavam pedir dinheiro para comprar algo em casa, agora temos condições de comprar uma moto, ajudar os filhos a participar de coisas da escola em outra cidade, passear um pouco mais e testar novos plantios”, celebra.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="16">Com o fornecimento ao PNAE, a iniciativa movimentou cerca de R$ 375 mil em um único ano, ampliando a renda das famílias e fortalecendo a economia local de São Félix do Xingu.</p>
<blockquote data-path-to-node="17">
<p data-path-to-node="17,0">“Pra quem não tinha nada, hoje pode dizer que temos tudo. O contrato foi crescendo conforme a gente crescia. Um dos nossos primeiros acordos foi de R$ 230 mil e todos os anos aumenta mais um pouco, um incentivo e tanto”, resume Josefa.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="18">Além da conquista de renda própria e da autonomia financeira das mulheres, a transformação mudou profundamente o cenário visual e ecológico das propriedades, já que as áreas antes ocupadas por pastagens passaram a abrigar sistemas produtivos mais diversos.</p>
<blockquote data-path-to-node="19">
<p data-path-to-node="19,0">“Hoje a gente olha pela janela e não vê mais o amarelado do capim, moramos no meio da floresta”, destaca.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Cacau e açaí transformam fazenda de Castanhal em celeiro agroflorestal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau em Safs]]></category>
		<category><![CDATA[Caupé Chocolates]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Osny Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-17.09.48-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Fazenda Monte Castelo, em Castanhal (PA), transformou mais de 60 anos de pecuária extensiva tradicional num modelo sustentável de Sistemas Agroflorestais (SAFs), liderado pelo ex-dentista Osny Ramos desde 2019.  O sistema consorcia o cultivo de cacau com açaí, pimenta-do-reino e baunilha de Madagascar. Com irrigação suspensa e adubação 70% orgânica (vinda da própria [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-11-at-17.09.48-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li>
<p data-path-to-node="0,0,0"><em>A Fazenda Monte Castelo, em Castanhal (PA), transformou mais de 60 anos de pecuária extensiva tradicional num modelo sustentável de Sistemas Agroflorestais (SAFs), liderado pelo ex-dentista Osny Ramos desde 2019.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,1,0"><em> O sistema consorcia o cultivo de cacau com açaí, pimenta-do-reino e baunilha de Madagascar. Com irrigação suspensa e adubação 70% orgânica (vinda da própria pecuária), a fazenda recuperou solos degradados e prevê produção 100% orgânica até 2027.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,2,0"><em>O investimento na fermentação das amêndoas rendeu a medalha de ouro no festival Chocolat Amazônia 2024. O sucesso impulsionou o lançamento da Caupé, uma marca de chocolates tree-to-bar, apresentada no Salon du Chocolat em Paris no fim de 2025.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,3,0"><em>Com uma área de 22 hectares e previsão de colher 35 toneladas de amêndoas, o projeto firmou uma parceria com uma comunidade quilombola vizinha, cedendo 5 mil mudas de cacau e oferecendo treinamento técnico para os moradores</em></p>
</li>
</ul>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p data-path-to-node="4">Unir a recuperação do bioma amazônico ao desejo de estruturar um negócio financeiramente viável foi o ponto de partida para transformar a Fazenda Monte Castelo, em Castanhal (PA). O espaço, que por mais de seis décadas abrigou a criação extensiva de gado, agora serve de palco para um modelo agrícola que prioriza o meio ambiente.A mudança foi liderada pelo ex-dentista Osny Ramos, que após deixar a profissão por problemas de saúde, encontrou no chão da floresta um caminho inovador de recomeço.</p>
<p data-path-to-node="5">A transformação da fazenda, que começou em 2019. O que antes era um espaço dominado pela pecuária tradicional passou a ser redesenhado com base em sistemas agroflorestais, aproximando produção agrícola e recuperação ambiental. A inspiração veio de um técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), que apresentou o potencial do cultivo de cacau como alternativa sustentável para a região.</p>
<p data-path-to-node="6">Para a <strong>Semana do Meio Ambiente</strong>, o <strong>Pará Terra Boa </strong>conversou com o produtor, que relembra que observava a movimentação do mercado e, diante da necessidade de mudar de profissão, só havia uma certeza: o negócio precisava ser sustentável.</p>
<blockquote><p>“O mundo está passando por transformações muito profundas para achar que dá para começar um negócio de qualquer jeito. Embora eu já soubesse que o futuro estava nos negócios sustentáveis, quando ouvi sobre o potencial regenerativo do cacau em Sistemas Agroflorestais (SAFs) pela primeira vez, algo aconteceu. Foi aí que veio o sinal de que este era o caminho certo”, relembra.</p></blockquote>
<p>Após a decisão inicial, Osny passou a compreender melhor as etapas de criação e estruturação de uma SAF e, ao observar a propriedade, viu seu projeto começar a ganhar forma.</p>
<blockquote><p>“Precisávamos escolher as culturas que fariam parte da SAF junto com o cacau e, depois de muita observação, chegamos ao açaí, por ser abundante, totalmente adaptado ao local, fazer parte da paisagem diária e ainda gerar um lucro extra por ser muito valorizado”, diz.</p></blockquote>
<p>Ele aponta ainda que há uma pequena área dedicada à pimenta-do-reino, mas que o cacau e o açaí ocupam os principais espaços. Para o empresário, a experimentação contínua faz parte do fortalecimento do sistema de plantio, ampliando a possibilidade de novos negócios.</p>
<blockquote><p>“É como um quebra-cabeça: se as culturas forem bem alinhadas, geram diversos ciclos de colheita ao longo do ano, gerando uma renda mais estável”, afirma.</p></blockquote>
<h3 data-path-to-node="12"><b data-path-to-node="12" data-index-in-node="0">Recuperação do Solo</b></h3>
<p data-path-to-node="12">Osny cita ainda que essa não é a primeira vez que a pimenta-do-reino é plantada no local. Ele comenta que o sogro, pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chegou a cultivar a especiaria por alguns anos, mas a degradação do solo impediu resultados melhores.</p>
<p data-path-to-node="13">“Tentamos por alguns anos, enquanto iniciávamos as SAFs, mas não deu certo. A história está ressurgindo agora, graças aos resultados iniciais da recuperação do solo. Foi possível reajustar um pouco da pecuária e do plantio da pimenta”, diz.</p>
<p data-path-to-node="14">O modelo adotado na propriedade aposta em irrigação eficiente e manejo cuidadoso do solo. Mangueiras suspensas garantem a distribuição de água, enquanto a adubação orgânica, em grande parte proveniente da própria atividade pecuária, ajuda a manter a fertilidade. Esse ciclo fechado reduz desperdícios e contribui ainda mais para a consolidação do sistema regenerativo.</p>
<p data-path-to-node="15">“O reaproveitamento do material da pecuária é responsável por cerca de 70% da adubação do que plantamos atualmente. Só no cacau, por exemplo, cada pé recebe 60 kg de adubo orgânico por ano. Se tudo der certo, entraremos em 2027 com produção 100% orgânica”, antecipa.</p>
<p><strong>Ponto de virada</strong></p>
<p>Enquanto produzia o equivalente a 1.700 quilos de cacau por hectare, Osny começou a fabricar cacau fermentado sem saber que boa parte dos produtores locais comercializava a amêndoa não fermentada. Ao perceber essa diferença, tomou uma decisão que poderia impulsioná-lo no mercado.</p>
<figure id="attachment_42592" aria-describedby="caption-attachment-42592" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42592" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/up_ag_60045_d0f994df-6359-3cea-4d0f-041eec2abce0-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-42592" class="wp-caption-text">Osny foi um dos vencedores de uma premiação do Chocolat Amazônia 2024 que premiou as melhores amêndoas de cacau do Pará. Foto: Mateus Costa/Sedap</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Mandei uma amostra para um festival estadual de qualidade de amêndoas, em 2024, e ganhei o ouro. Fiquei impressionado, porque era uma aposta muito alta que trouxe um retorno imenso, graças a Deus. Isso chamou tanta atenção que lançamos a Caupé, nossa marca de chocolates ancestrais, já no ano seguinte, no fim de 2025”, conta.</p></blockquote>
<p data-path-to-node="19">A Caupé foi lançada em pleno Salon du Chocolat, em Paris, sob o conceito de marca “tree-to-bar”, nome dado às empresas que controlam todo o processo de produção do chocolate, desde o plantio e cultivo do cacau até a fabricação da barra final, garantindo rastreabilidade total, sustentabilidade e alta qualidade.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="20">“Foi a realização de um sonho. Fazemos vendas para dentro e fora do estado, além de produzirmos eventos com nosso chocolate. Em breve, espero estar dando um passo além e anunciando mais essa novidade”, diz.</p>
</blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DQkwwVDisXo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DQkwwVDisXo/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Caupé (@caupe_cacau)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3><strong>Crescimento conjunto</strong></h3>
<p data-path-to-node="21">Com o aumento da demanda pelo chocolate, o empresário começou a investir em uma pequena agroindústria fora da fazenda para o processamento do cacau, devido às limitações no fornecimento de energia. Ainda em 2025, firmou uma parceria com uma comunidade quilombola vizinha para realizar um teste de plantio adensado de cacau. A aposta agora é aumentar a produtividade por hectare.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="22">“Nós já temos uma parceria de anos, e este passo consolida tudo isso. O presidente do quilombo trabalha na fazenda há décadas, e parte dos nossos funcionários é de lá. Essa união mostra que, quando plantamos o que é bom, frutifica”, afirma.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="23">Ao todo, ele cedeu 5 mil mudas para o plantio em estacas, executado em 1 hectare do quilombo. Além disso, parte da comunidade recebeu treinamento técnico para monitorar a produção.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="24">“Como uma parte deles já trabalha conosco, alguns já conhecem os processos. Agora, outros foram treinados, o que vai gerar uma equipe ainda mais qualificada. Estamos semeando nossos parceiros”, declara.</p>
</blockquote>
<h3><strong>Em expansão</strong></h3>
<p data-path-to-node="25">Osny revelou também que iniciou testes de plantio de baunilha de Madagascar à sombra do cacau. Ele estima que, junto ao açaí e ao cacau, a baunilha pode ajudar a gerar renda de até R$ 200 mil por hectare.</p>
<p data-path-to-node="26">Hoje, a área já convertida para o sistema agroflorestal ocupa 22 hectares e continua em expansão. O plano é ampliar o consórcio de espécies, incluindo árvores de grande porte, como andiroba e castanheira. Fora isso, a aproximação da estrutura da própria floresta deve ajudar a aumentar a produção de amêndoas já neste ano, subindo de 32 para 35 toneladas.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="27">“Estamos construindo um bom caminho para o meio ambiente, para a remuneração justa e para o uso da sustentabilidade como princípio. Se você cuida bem da terra, ela retribui, e isso já vejo ano após ano. A restauração total da área promete um futuro ainda mais promissor para todos nós”, conclui.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Iniciativa quer usar a natureza como escudo contra a crise climática nas cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 17:06:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptabrasil]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Grupo Boticário]]></category>
		<category><![CDATA[OIM]]></category>
		<category><![CDATA[Semana do Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/ENCHENTE8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Na Semana Nacional do Meio Ambiente, o debate sobre a urgência climática ganha um reforço prático com a parceria entre a OIM (Agência da ONU para as Migrações) e a Fundação Grupo Boticário. A resposta para frear as migrações forçadas pelo clima pode estar na própria conservação ambiental. A estratégia conjunta, nascida na COP30, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/ENCHENTE8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<div class="container">
<div id="model-response-message-contentr_9cb31563317f34a1" class="markdown markdown-main-panel enable-updated-hr-color" dir="ltr" aria-live="polite" aria-busy="false">
<ul data-path-to-node="5">
<li>
<p data-path-to-node="5,0,0"><em>Na Semana Nacional do Meio Ambiente, o debate sobre a urgência climática ganha um reforço prático com a parceria entre a OIM (Agência da ONU para as Migrações) e a Fundação Grupo Boticário.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,1,0"><em>A resposta para frear as migrações forçadas pelo clima pode estar na própria conservação ambiental. A estratégia conjunta, nascida na COP30, quer blindar os municípios contra desastres usando Soluções Baseadas na Natureza (SBN).</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,2,0"><em>Nos últimos 25 anos, o Brasil registrou mais de 10 milhões de deslocamentos internos por extremos do clima, como as cheias no RS e a seca na Amazônia — um impacto humanitário que também ameaça a economia global.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="5,3,0"><em>Como 66% dos municípios brasileiros têm baixa capacidade de resposta a crises, a aliança lançou uma Nota Técnica e a plataforma digital gratuita Natureza ON (com MapBiomas e Google Cloud) para ajudar prefeitos a diagnosticar riscos e planejar infraestruturas verdes.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="8">O relógio corre contra as cidades brasileiras, mas a resposta para frear as migrações forçadas pelo clima pode estar na própria terra. No marco das ações da Semana Nacional do Meio Ambiente, uma cooperação inédita divulgada pelo portal <a href="https://oeco.org.br/salada-verde/iniciativa-apoia-municipios-na-adaptacao-climatica-para-evitar-deslocamentos-forcados/" target="_blank" rel="noopener"><i data-path-to-node="8" data-index-in-node="240">O Eco</i> </a>mostra que o futuro depende de investimentos na própria natureza.</p>
<p data-path-to-node="8">Fruto de articulações iniciadas na COP30, em Belém (PA), a Agência da ONU para as Migrações (OIM) e a Fundação Grupo Boticário lançaram uma estratégia conjunta para blindar os municípios contra os extremos do clima, transformando florestas, rios e áreas verdes em barreiras de proteção social.</p>
</div>
</div>
<p>A estratégia central é a Adaptação Baseada em Ecossistemas (AbE), modelo que utiliza os recursos da própria biodiversidade local como barreiras e defesas para proteger cidades e comunidades humanas contra os impactos severos do clima.</p>
<p>A urgência do projeto se apoia em um histórico alarmante: nas últimas duas décadas e meia, o Brasil contabilizou mais de 10 milhões de deslocamentos internos provocados por desastres ambientais.</p>
<p>Eventos catastróficos recentes, como as cheias que devastaram o Rio Grande do Sul e a estiagem extrema que castigou a Amazônia, evidenciam a gravidade do cenário nacional.</p>
<p>Além da tragédia humanitária, o problema acende um alerta financeiro, já que o Relatório de Riscos Globais classifica os deslocamentos forçados como uma das dez maiores ameaças à economia mundial no curto prazo.</p>
<h3>Apoio técnico para prefeituras vulneráveis</h3>
<p>Dados da plataforma AdaptaBrasil revelam um gargalo estrutural no País: cerca de 66% dos municípios brasileiros apresentam capacidade baixa ou muito baixa para responder a eventos climáticos extremos.</p>
<p>Pensando em suprir essa falta de recursos das prefeituras, a aliança entre a OIM e a Fundação Grupo Boticário lançou uma Nota Técnica detalhada, estruturada para traduzir dados científicos complexos em metas e recomendações práticas de planejamento urbano.</p>
<p>Para além do documento técnico, a iniciativa oferece suporte prático e digital aos gestores públicos através da plataforma Natureza ON. Desenvolvida em conjunto com o MapBiomas e a Google Cloud, a ferramenta digital cruza gratuitamente dados de relevo e ocupação das cidades para diagnosticar áreas de risco e sugerir a melhor intervenção natural para cada território.</p>
<p>A capacitação técnica também ganhou espaço por meio do curso online e gratuito &#8220;Adaptação baseada em Ecossistemas em Instrumentos de Política Pública Municipal&#8221;, hospedado e disponível na plataforma da Escola Virtual de Governo (EV.G/ENAP).</p>
<p>Totalmente integrada às diretrizes do Plano Clima Adaptação do Governo Federal, a parceria reforça uma premissa essencial: aplicar recursos na conservação das infraestruturas naturais do Brasil não é apenas uma bandeira ecológica, mas uma decisão estratégica de proteção social e econômica para o futuro das cidades.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>STF dá prazo de 90 dias para plano de desocupação de terra indígena no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 14:53:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crimes ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[desocupação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Cachoeira Seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/Terra-Indigena-TI-Cachoeira-Seca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou que o governo federal apresente em até 90 dias um plano para retirar invasores e ocupantes da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará.  Embora o território tenha sido oficializado em 2016, a retirada dos invasores nunca foi concluída. Nos últimos dez anos, a área [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/Terra-Indigena-TI-Cachoeira-Seca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em> O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou que o governo federal apresente em até 90 dias um plano para retirar invasores e ocupantes da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará.</em></li>
<li><em> Embora o território tenha sido oficializado em 2016, a retirada dos invasores nunca foi concluída. Nos últimos dez anos, a área sofreu com novos focos de garimpo, extração ilegal de madeira, criação de gado e a abertura de quase 600 quilômetros de estradas clandestinas.</em></li>
<li><em> O avanço das invasões gerou uma crise de saúde mental entre o povo Arara, que é um grupo indígena de recente contato com a sociedade e possui alta vulnerabilidade.</em></li>
<li><em>O projeto do governo precisará detalhar datas, responsáveis pelas ações, indenizações para quem ocupou a terra de boa-fé e uma estratégia de proteção à saúde e à cultura dos Arara.</em></li>
</ul>
<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu um prazo de 90 dias para que o governo federal apresente um plano detalhado para retirar invasores e ocupantes ilegais da Terra Indígena Cachoeira Seca, localizada no Pará.</p>
<p>A decisão atende a um pedido da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Defensoria Pública da União (DPU).</p>
<p>O território, que possui mais de 733 mil hectares, abriga comunidades isoladas e de recente contato com a sociedade. Além da desocupação, Fachin ordenou a criação de um comitê especial de governança para acompanhar de perto a saúde, a proteção do território e a regularização dos limites da reserva.E</p>
<h3><strong>Explosão de crimes ambientais</strong></h3>
<p>Ao analisar a situação da reserva, o ministro destacou que já se passaram cerca de dez anos desde que a Terra Indígena Cachoeira Seca foi homologada (reconhecida oficialmente pelo governo), em 2016, sem que a desocupação total e o pagamento de indenizações aos ocupantes de boa-fé tivessem sido concluídos.</p>
<p>Nesse período, o cenário na região piorou drasticamente. Entidades especializadas relatam uma explosão de novas invasões, avanço do desmatamento, loteamentos ilegais, entrada de gado e atividades de garimpo e extração de madeira. Desde 2018, os invasores abriram 586 quilômetros de estradas clandestinas dentro do território. Todo esse impacto gerou um estado de emergência de saúde mental para o Povo Arara.</p>
<blockquote><p>“Para um povo de recente contato, a demora administrativa não é neutra”, alertou o ministro Edson Fachin. “Cada adiamento é um prolongamento da invasão, o que aprofunda o sofrimento coletivo e amplifica os riscos à vida, à saúde e à reprodução física e cultural do grupo.”</p></blockquote>
<h3>Como deverá ser o plano de desocupação</h3>
<p>A estratégia do governo federal terá que trazer um calendário claro e dividido por etapas, apontando quais órgãos públicos serão responsáveis por cada ação. O plano deve cobrir três pontos principais:</p>
<ul>
<li><strong>Prazos:</strong> Datas específicas para a retirada de invasores e grileiros.</li>
<li><strong>Indenizações</strong>: Pagamento dos moradores identificados pela Funai que ocupavam a área de boa-fé antes da demarcação.</li>
<li><strong>Proteção à saúde:</strong> Cuidados médicos e de segurança para o Povo Arara, considerando a baixa imunidade biológica e a vulnerabilidade social desse grupo, além de garantir o isolamento das comunidades que optaram por não ter contato com a sociedade.</li>
</ul>
<h3>Parque ambiental em Rondônia</h3>
<p>Na mesma decisão, o ministro cobrou agilidade do governo federal em outro processo. A União tem 15 dias para apresentar o cronograma atualizado de criação do Parque Nacional Tanaru, uma área de 8 mil hectares em Rondônia, na fronteira com a Bolívia.</p>
<p>A reserva foi autorizada pelo STF em setembro de 2025 para preservar a memória e a história do povo Tanaru. Fachin criticou o fato de que o decreto oficial de criação do parque deveria ter sido publicado em abril de 2026, mas o governo federal ainda não emitiu o documento.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Estados Unidos propõem taxa de 25% ao agro por desmatamento</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/estados-unidos-propoem-taxa-de-25-ao-agro-por-desmatamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 14:09:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[taxas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/soja-p-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O governo dos Estados Unidos propôs aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O motivo são acusações de que o Brasil pratica concorrência desleal ao falhar no combate ao desmatamento ilegal e ao criar barreiras contra redes sociais e serviços de pagamento dos EUA (como o Pix). Para os EUA , o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/soja-p-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="2"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li>
<p data-path-to-node="2,0,0"><em>O governo dos Estados Unidos propôs aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O motivo são acusações de que o Brasil pratica concorrência desleal ao falhar no combate ao desmatamento ilegal e ao criar barreiras contra redes sociais e serviços de pagamento dos EUA (como o Pix).</em></p>
</li>
</ul>
<ul data-path-to-node="3">
<li>
<p data-path-to-node="3,1,0"><em>Para os EUA , o desmatamento ilegal na Amazônia barateia os custos da carne, soja e milho do Brasil.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em>Podem ser taxados etanol, veículos, máquinas, medicamentos e commodities agrícolas ligadas a áreas de desmatamento.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Ficariam livres da taxa carne e grãos de áreas regulares (fora da mira do desmatamento), além de fertilizantes, suco de laranja, celulose, aeronaves, aço e alumínio.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,4,0"><em>A medida não é definitiva e passará por consultas públicas até 15 de julho de 2026.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,4,0"><em> Analistas apontam erros técnicos no relatório americano e alertam que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade (retaliação) se não houver acordo em 30 dias.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="4"><b data-path-to-node="4" data-index-in-node="0">Falta de rigor no combate ao desmatamento ilegal, </b>barreiras contra empresas americanas de tecnologia e favoritismo no mercado de pagamentos eletrônicos<b data-path-to-node="4" data-index-in-node="0">.</b> Essas são as principais acusações do Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma ampla investigação sobre as relações comerciais com o Brasil e propôs uma tarifa adicional de 25% sobre uma lista de produtos nacionais. A decisão que colocou o mercado de exportação brasileiro em alerta foi publicada nesta segunda-feira (1º).</p>
<p data-path-to-node="5">A medida utiliza como base a Seção 301 da Lei de Comércio americana de 1974, um mecanismo jurídico que os EUA acionam para “responder a práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias de governos estrangeiros que oneram ou restringem o comércio dos EUA”.</p>
<p data-path-to-node="6">Essa investigação havia começado em julho de 2025 por ordem direta do presidente Donald Trump. Durante quase um ano, o governo americano vasculhou políticas brasileiras ligadas ao mercado digital, serviços de pagamento (como o Pix), acordos tarifários com outros países, combate à corrupção, patentes, acesso ao mercado de etanol e, principalmente, a fiscalização ambiental na Amazônia.</p>
<h3 data-path-to-node="10">Conclusões e acusações dos EUA</h3>
<p data-path-to-node="11">Após analisar cerca de 30 depoimentos e quase 300 comentários de empresas e entidades, o órgão comercial americano concluiu que o Brasil adota barreiras que prejudicam os negócios dos EUA. Os pontos críticos levantados foram:</p>
<ul data-path-to-node="12">
<li>
<p data-path-to-node="12,0,0"><b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="0">Pressão sobre empresas de tecnologia:</b> O relatório aponta que tribunais brasileiros emitiram “ordens secretas” para que redes sociais americanas apagassem conteúdos políticos e suspendessem contas de usuários que vivem nos EUA. O texto reclama de multas pesadas, bloqueio de contas bancárias dessas plataformas e restrições a sistemas de pagamentos concorrentes no Brasil.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,1,0"><b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="0">Vantagem ambiental desleal:</b> Os EUA acusam o Brasil de falhar historicamente no combate ao desmatamento ilegal. Segundo a ótica americana, essa falta de rigor cria uma vantagem competitiva desleal para os produtos brasileiros no mercado internacional.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,2,0"><b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="0">Burocracia com patentes e pirataria:</b> O documento critica a demora das autoridades brasileiras para aprovar patentes (especialmente do setor biofarmacêutico), a falta de combate contínuo à pirataria e medidas insuficientes contra o suborno.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,3,0"><b data-path-to-node="12,3,0" data-index-in-node="0">Disputa do Etanol:</b> O relatório afirma que o Brasil quebrou um acordo de equilíbrio tarifário para o etanol em 2017 e, desde então, não dá o mesmo tratamento (reciprocidade) ao biocombustível importado dos EUA.</p>
</li>
</ul>
<h3 data-path-to-node="13">O impacto no bolso</h3>
<p data-path-to-node="14">De acordo com o ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil Welber Barral, os produtos brasileiros foram divididos em três grupos para o mercado americano.</p>
<p data-path-to-node="15">A sobretaxa de 25% deve atingir o etanol, o setor automotivo, máquinas, medicamentos e, principalmente, <b data-path-to-node="15" data-index-in-node="104">produtos agrícolas e de madeira relacionados ao desmatamento</b>. Na visão dos americanos, a produção de carne bovina, soja e milho vinda de áreas com problemas de fiscalização ambiental concorre de forma desleal com os produtores dos EUA.</p>
<p data-path-to-node="16">Por outro lado, o governo americano publicou uma lista de exceções importantes. Ficam livres da taxação de 25%:</p>
<ul data-path-to-node="17">
<li>
<p data-path-to-node="17,0,0">Fertilizantes e insumos industriais essenciais para as fábricas americanas;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="17,1,0">Alimentos em geral e suco de laranja;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="17,2,0">Celulose;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="17,3,0">Aeronaves e peças de aviação;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="17,4,0">Aço e alumínio (que continuam protegidos por outra regra de segurança nacional, a Seção 232).</p>
</li>
</ul>
<h3 data-path-to-node="18">O que o produtor deve fazer?</h3>
<p data-path-to-node="19">A taxação ainda não entrou em vigor. Ela funciona como uma proposta do governo dos Estados Unidos e passará pelos ritos administrativos exigidos por lei nos EUA. O prazo final para a tomada de uma decisão definitiva é 15 de julho de 2026.</p>
<p data-path-to-node="20">Antes disso, o órgão norte-americano abrirá um período de consulta pública e fará uma audiência no dia 6 de julho para ouvir o mercado. O embaixador Jamieson Greer afirmou que aguarda “com expectativa a continuação do diálogo com o governo brasileiro, antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a tomada de medidas corretivas”.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Contra o fogo e a seca: País cria força-tarefa semanal para monitorar o El Niño</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/contra-o-fogo-e-a-seca-pais-cria-forca-tarefa-semanal-para-monitorar-o-el-nino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:58:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resuno Órgãos federais e centros de pesquisa passam a se reunir toda semana (antes era a cada 45 dias) para monitorar o El Niño e coordenar ações preventivas no país. Enquanto no Sul, o risco principal é o aumento de chuvas severas e enchentes na primavera, no Norte e Nordeste, traze seca, calor e pressão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resuno</em></p>
<ul>
<li><em> Órgãos federais e centros de pesquisa passam a se reunir toda semana (antes era a cada 45 dias) para monitorar o El Niño e coordenar ações preventivas no país.</em></li>
<li><em>Enquanto no Sul, o risco principal é o aumento de chuvas severas e enchentes na primavera, no Norte e Nordeste, traze seca, calor e pressão sobre os reservatórios e a agricultura..</em></li>
<li><em>O Ministério do Meio Ambiente mobilizou um recorde de 4.630 profissionais (entre brigadistas federais, servidores do Ibama e ICMBio) para atuar na prevenção e combate a incêndios florestais.</em></li>
<li><em>Serão R$ 555 milhões do Fundo Amazônia para equipar e capacitar os Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia Legal, Cerrado e Pantanal.</em></li>
<li><em>Especialistas alertam que o El Niño potencializa o clima extremo, mas o tamanho do estrago e dos desastres depende diretamente do nível de preparação das cidades.</em></li>
</ul>
<p>O governo federal e instituições de pesquisa científica decidiram intensificar o monitoramento do clima no País. Os encontros técnicos para avaliar o comportamento do El Niño, que antes ocorriam a cada 45 dias, agora serão semanais. A mudança visa agilizar o planejamento e antecipar respostas a eventos climáticos extremos em parceria com estados, municípios e a sociedade civil.</p>
<p>A força-tarefa reúne o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a UFRJ. Além disso, o governo reativou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, que engloba 13 ministérios e nove autarquias para gerenciar crises.</p>
<h3>Os impactos</h3>
<p>Segundo o Cemaden, o El Niño já está configurado no Oceano Pacífico, mas seus reflexos no território brasileiro aparecerão de forma gradual e com características diferentes em cada região.</p>
<p>O impacto na região Norte, como no Nordeste, deve ser sentido mais tarde, durante o verão e o outono de 2027. Nestas áreas, a tendência é inversa ao Sul: haverá forte redução das chuvas e alta nas temperaturas, o que pode provocar secas prolongadas, prejudicar a agricultura e baixar o nível dos reservatórios de água.</p>
<p>Especialistas ressaltam que o fenômeno, por si só, não causa desastres isolados.</p>
<blockquote><p>&#8220;O El Niño gera os extremos de chuvas. O desastre é a combinação desse volume de água com a falta de preparação das cidades&#8221;, explica José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os cientistas monitoram o nível de aquecimento do Pacífico durante a primavera para determinar se o evento será moderado, forte ou se atingirá a categoria de &#8220;Super El Niño&#8221; (quando as águas ficam 2°C acima da média por vários meses).</p></blockquote>
<h3>Reforço no combate a incêndios</h3>
<p>Uma das principais preocupações do planejamento é o controle de queimadas florestais desencadeadas pelo tempo seco. Para 2026, o Ministério do Meio Ambiente ampliou o efetivo de combate: serão 4.630 profissionais em campo, sendo mais de 4,4 mil brigadistas contratados temporariamente e 220 servidores do Ibama e do ICMBio. O número supera o contingente de 2025.</p>
<p>A estrutura jurídica também foi antecipada com a publicação de uma portaria de emergência ambiental por risco de incêndios em áreas vulneráveis. A medida agiliza contratações emergenciais e ações preventivas antes do período mais crítico de seca. Todas as ações seguem as diretrizes da recém-criada Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), que obriga a cooperação entre governo federal, estados, proprietários rurais e cientistas.</p>
<h3>Investimentos estruturais</h3>
<p>Apesar do alerta ligado para os próximos meses, os dados mais recentes trazem um cenário de melhora no curto prazo. Levantamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa/UFRJ) mostra que a área total queimada no Brasil em 2025 caiu 39% na comparação com a média dos sete anos anteriores. A redução de focos de incêndio foi de 91% no Pantanal, 75% na Amazônia, 58% na Mata Atlântica e 45% no Pampa.</p>
<p>Para consolidar essa queda e preparar as frentes de defesa contra o El Niño, o governo federal destinou R$ 555 milhões provenientes do Fundo Amazônia. O recurso está sendo aplicado na compra de equipamentos pesados e no treinamento de equipes dos Corpos de Bombeiros militares nos estados que compõem a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal.</p>
<p><em>Fonte: g1</em></p>
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