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	<title>Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Pará Terra Boa</title>
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		<title>Mestre Beto une tradição familiar e bioeconomia do miriti no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 17:33:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[artesanato]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/mestre_Beto_miriti-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Mestre Beto (José Roberto Ferreira), de Abaetetuba (PA), mantém há 42 anos uma tradição de quase 90 anos de sua família na produção de artesanato em miriti, tendo aprendido o ofício com o pai e herdado o pioneirismo também da mãe, Maria Raimunda, a primeira mulher a fazer os brinquedos na região. Historicamente, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/mestre_Beto_miriti-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Mestre Beto (José Roberto Ferreira), de Abaetetuba (PA), mantém há 42 anos uma tradição de quase 90 anos de sua família na produção de artesanato em miriti, tendo aprendido o ofício com o pai e herdado o pioneirismo também da mãe, Maria Raimunda, a primeira mulher a fazer os brinquedos na região.</em></li>
<li><em>Historicamente, a produção era sazonal e focada nos meses que antecediam o Círio de Nazaré em Belém (iniciando por volta de agosto), mas hoje a atividade de Mestre Beto se estende por todo o ano entre produção, comercialização e aulas de artesanato.</em></li>
<li><em> O miriti (ou buriti) é uma palmeira amazônica cujo talo leve é transformado em brinquedos e peças decorativas. O manejo preserva a árvore — que é apenas podada, sem ser derrubada —, gerando renda e valorizando a matéria-prima local a ponto de cada pedacinho ser considerado uma joia.</em></li>
<li><em>O artesão defende políticas públicas de apoio ao manejo e plantio do miriti em áreas ribeirinhas e destaca a importância de aproximar as crianças da arte por meio de iniciativas locais e do Festival do Miriti para garantir que o conhecimento atravesse gerações.</em></li>
</ul>
<p>Antes de se tornar brinquedo e peça de decoração, a exemplo de uma canoa ou até um pássaro, o miriti passa pelas mãos de quem aprendeu a transformar uma palmeira da Amazônia em arte, cultura e renda. Em Abaetetuba, no interior do Pará, esse conhecimento atravessa gerações da família de José Roberto Ferreira, o Mestre Beto. Hoje, ele mantém uma tradição de décadas que aprendeu ainda menino e se tornou seu modo de vida.</p>
<p>Mas a história de Beto com o miriti também se funde com outra tradição paraense: o Círio de Nazaré. Durante muito tempo, era a proximidade da festa religiosa que marcava o início da produção dos brinquedos. O trabalho começava por volta de agosto e seguia até o momento de levar as peças a Belém, onde encontravam uma multidão de romeiros, visitantes e compradores em meio às celebrações.</p>
<p>Em sua trajetória, a bioeconomia amazônica ganha contornos concretos: está na matéria-prima retirada da floresta, no conhecimento transmitido entre gerações e na renda que permanece ligada ao território. Para ele, o valor do miriti ilustra exatamente essa linha do tempo e não pode ser separado da própria história familiar.</p>
<blockquote><p>“Minha família está perto de completar 90 anos nessa atividade, uma das pioneiras a trabalhar com o miriti. Aos 11 anos, herdei essa arte. Via meu pai trabalhando e, na época, a gente não trabalhava diariamente, era só para o Círio de Nazaré, porque o brinquedo de miriti não tinha visibilidade em outro momento. Com 11 anos, comecei a fazer meus primeiros brinquedos. Estou nessa atividade há 42 anos, indo direto para o Círio de Nazaré”, relembrou o artesão.</p></blockquote>
<p>Quarenta e dois Círios depois, o calendário de Mestre Beto já não se limita aos meses que antecedem a festa. O miriti deixou de ser uma atividade sazonal para ocupar praticamente todos os seus dias. Além de produzir e comercializar as peças, Beto é professor de artesanato. Mesmo quando não está em sua banca, leva consigo o material para seguir trabalhando.</p>
<figure id="attachment_44021" aria-describedby="caption-attachment-44021" style="width: 607px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-44021" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti-300x200.jpeg" alt="" width="607" height="404" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti-300x200.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti-1024x683.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti-768x512.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti-450x300.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/miriti.jpeg 1152w" sizes="(max-width: 607px) 100vw, 607px" /><figcaption id="caption-attachment-44021" class="wp-caption-text">Artesanato de miriti produzido pela família de Mestre Beto. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Através do meu pai, fui pegando um amor tão grande por essa arte. Quando ele faleceu, fiquei ainda mais dedicado ao miriti para levar o nome dele e da minha mãe adiante. Minha mãe, Maria Raimunda, foi a primeira mulher aqui em Abaetetuba a fazer brinquedo de miriti”, contou.</p></blockquote>
<h3>Quando a floresta também gera renda</h3>
<p>O miriti, ou buriti, é uma palmeira presente na paisagem amazônica e aproveitada de distintas formas pelas populações locais. No artesanato, o material leve retirado de seus talos é moldado, cortado e pintado até se transformar em brinquedos e peças decorativas que retratam animais, embarcações, cenas e elementos do cotidiano amazônico.</p>
<p>Mestre Beto viu o valor da matéria-prima mudar ao longo do tempo. Ele lembra que, antes da expansão do artesanato, parte do miriti resultante de outras atividades era descartada nos rios. À medida que mais artesãos passaram a utilizá-lo, aquilo que tinha pouco valor ganhou mercado e passou também a representar uma fonte de renda para quem fornece a matéria-prima. Nas mãos de Beto, até os pedaços menores encontram destino.</p>
<blockquote><p>“A gente trata o miriti como ouro. Qualquer pedacinho de miriti se transforma numa joia, numa biojoia. E o miriti é muito saudável porque, além de não derrubar a palmeira, ela é podada. Se tem dez braços, eles tiram quatro e deixam seis. Então, não se derruba a árvore, ela vai crescendo muito mais rápido e saudável”, disse.</p></blockquote>
<h3>Uma cultura viva</h3>
<p>Pensar no futuro do artesanato significa, para Mestre Beto, pensar também na permanência da palmeira. O artesão defende políticas públicas que incentivem a manutenção e o plantio do miriti em áreas ribeirinhas, garantindo matéria-prima para uma atividade que atravessa gerações.</p>
<blockquote><p>“Para mim, os governos devem dar apoio para o manejo, não acabar”, comenta.</p></blockquote>
<p>Em Abaetetuba, essa preocupação com a continuidade passa também pelas crianças. Beto cita iniciativas locais que aproximam os estudantes do Festival do Miriti e estimulam o contato com os brinquedos produzidos pelos artesãos da cidade. Para ele, apresentar esse universo às novas gerações é uma maneira de impedir que o conhecimento se perca com o tempo.</p>
<blockquote><p>“O miriti é minha vida. O maior orgulho que eu tenho são meus filhos e a minha atividade. Se eu ficar um dia sem fazer uma peça, parece que o dia não presta. Eu amo esse artesanato, amo esse brinquedo que faço. Sou reconhecido, graças a Deus, pela minha arte, e isso me dá muito orgulho”, concluiu.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Painel indica que El Niño pode ser um dos mais intensos desde 1950</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/painel-indica-que-el-nino-pode-ser-um-dos-mais-intensos-desde-1950/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 16:41:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/parna-serra-do-pardo-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Há 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre outubro e dezembro, podendo ser um dos eventos mais intensos desde 1950. Anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C no final de setembro nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial. Previsão de chuvas acima da média, com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/parna-serra-do-pardo-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Há 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre outubro e dezembro, podendo ser um dos eventos mais intensos desde 1950.</em></li>
<li><em>Anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C no final de setembro nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial.</em></li>
<li><em>Previsão de chuvas acima da média, com risco de cheias na região Sul do Brasil.</em></li>
<li><em>No Centro-Norte, Norte e Nordeste, condições mais secas, temperaturas elevadas e maior risco de incêndios e agravamento da seca.</em></li>
<li><em>A previsão também aponta chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste.</em></li>
<li><em> O calor deve predominar, ficando acima da média em grande parte do território nacional.</em></li>
<li><em>O boletim é fruto de uma parceria entre órgãos federais de monitoramento, meteorologia, defesa civil e pesquisa (Inpe, Inmet, ANA, Cemaden, SGB, Sedec e Censipam).</em></li>
</ul>
<p>O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4, que há 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade “muito forte” no trimestre outubro-novembro-dezembro, entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul. Caso o cenário se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos registrados desde 1950.</p>
<p>De acordo com o documento, o cenário previsto para o próximo trimestre, em razão da intensidade do El Ninõ, é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias. O centro-norte do país deverá apresentar condições mais secas e maior risco de incêndio.</p>
<p>As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional.</p>
<p>A previsão ainda indica chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. No Norte e no Nordeste, o cenário de menor ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas poderá contribuir para o agravamento das condições de seca e para o aumento do risco de incêndios.</p>
<p>O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.</p>
<p>No final de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar superaram 2 °C nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial, segundo dados da agência norte-americana CPC/NOAA.</p>
<p>O boletim é produzido pelo Inpe, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<item>
		<title>Altamira ganha área-modelo da Embrapa para mostrar como restaurar floresta com muvuca</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/altamira-ganha-area-modelo-da-embrapa-para-mostrar-como-restaurar-floresta-com-muvuca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[muvuca]]></category>
		<category><![CDATA[restauração ecológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/restauracao_ecologica2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Uma unidade demonstrativa foi Inaugurada em Altamira (PA), no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, para mostrar na prática a recuperação de áreas degradadas com &#8220;muvuca&#8221; de sementes nativas. O espaço fica aberto o ano todo e tem localização estratégica (próxima à cidade) para facilitar o acesso de interessados e funcionar como uma vitrine [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/restauracao_ecologica2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Uma unidade demonstrativa foi Inaugurada em Altamira (PA), no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, para mostrar na prática a recuperação de áreas degradadas com &#8220;muvuca&#8221; de sementes nativas.</em></li>
<li><em>O espaço fica aberto o ano todo e tem localização estratégica (próxima à cidade) para facilitar o acesso de interessados e funcionar como uma vitrine da técnica na região.</em></li>
<li><em>A área foi implantada em 26 de fevereiro e apresentada durante um dia de campo que reuniu Embrapa, Emater, universidades, estudantes, coletores e parceiros locais.</em></li>
<li><em> A unidade servirá para monitorar indicadores ecológicos, fortalecer a troca entre ciência e prática de campo, e promover a articulação multissetorial para garantir o sucesso de projetos de restauração.</em></li>
<li><em>A iniciativa é fruto de uma parceria entre o ISA (por meio das redes Caminhos da Semente e Redário), Embrapa Amazônia Oriental, Centro Capoeira e UFPA, com apoio financeiro da Fundação Bezos para a Terra.</em></li>
</ul>
<p>Quem quer ver na prática como se recupera uma área degradada com sementes nativas agora tem onde visitar em Altamira, no Pará. Uma unidade demonstrativa de restauração com muvuca de sementes foi instalada no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, no km 23 da BR-230, e fica aberta a visitas durante todo o ano.</p>
<p>Muvuca é uma técnica ancestral indígena de restauração ecológica, que mistura várias sementes (espécies nativas florestais, pioneiras, secundárias, arbustos e plantas de adubação verde como leguminosas) misturadas com areia ou substrato diretamente no solo.</p>
<figure id="attachment_44010" aria-describedby="caption-attachment-44010" style="width: 671px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-44010" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca-300x105.jpg" alt="" width="671" height="235" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca-300x105.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca-1024x357.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca-768x268.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca-150x52.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca-450x157.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/muvuca.jpg 1200w" sizes="(max-width: 671px) 100vw, 671px" /><figcaption id="caption-attachment-44010" class="wp-caption-text">Convidados participaram da implantação da unidade demonstrativa  para saber como o método pode ser adaptado a diferentes formas de semeadura. Foto: Miguel Gama/ISA e Matheus Rezende/ISA</figcaption></figure>
<p>A área foi implantada em 26 de fevereiro, e os resultados já aparecem. Entre os visitantes estavam participantes do I Encontro de Coletores da Amazônia, que viram de perto os primeiros resultados da semeadura feita com sementes coletadas pela muvuca de Sementes da Terra do Meio.</p>
<p>O técnico em restauração ecológica do Instituto Socioambiental (ISA) Miguel Gama explica que a ideia é criar uma vitrine das técnicas de restauração na região. O campo da Embrapa foi escolhido de propósito: fica mais perto da cidade, o que facilita o acesso de quem ainda não conhece o trabalho.</p>
<p>Segundo ele, muitos participantes nunca tinham tido contato direto com a muvuca, uma técnica ainda nova por aqui. O dia de campo serviu para sair da teoria e mostrar como ela é feita.</p>
<h3>Como foi o dia de campo</h3>
<p>A semeadura aconteceu durante o dia de campo &#8220;Restauração ecológica com semeadura direta e muvuca de sementes&#8221;. Os convidados acompanharam a implantação da unidade e viram como o método pode ser adaptado a diferentes formas de semear.</p>
<p>Entre eles estavam Emater, Embrapa, universidades, estudantes, coletores de sementes, empresas e outros parceiros locais. Eles também conheceram o trabalho de três iniciativas apoiadas pelo ISA na região: Caminhos da Semente, Redário e Rede de Sementes Terra do Meio.</p>
<p>Espaço também servirá para pesquisa. Matheus Rezende, também técnico em restauração ecológica do ISA, afirma que a unidade será usada para acompanhar indicadores ecológicos em futuros dias de campo.</p>
<blockquote><p>“Discutimos diversas questões e dúvidas importantes sobre toda a cadeia da restauração com sementes, tornando a experiência ainda mais rica. Momentos como esses fortalecem a troca entre conhecimento científico, prática no campo e articulação multissetorial, essenciais para compreendermos tecnicamente a restauração ecológica com sementes, ampliando a restauração com qualidade e garantindo o sucesso dos projetos em diferentes ecossistemas”, disse Rezenda.</p></blockquote>
<p>O dia de campo foi promovido pelo ISA, por meio das iniciativas Caminhos da Semente e Redário, em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, o Centro Capoeira e a UFPA, com apoio financeiro da Fundação Bezos para a Terra.</p>
<p><em>Com informações do Instituto Socioambiental</em></p>
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		<item>
		<title>Parceria entre Brasil e França inaugura Escola Imersiva em Sociobioeconomia no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 13:43:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cadeias produtivas]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[UFPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para03-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Pesquisadores e estudantes do Brasil e da França participaram de uma imersão de 12 dias no Pará como parte da primeira atividade da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica. A instituição foi criada através de um acordo assinado em 2024 entre os governos brasileiro (durante a visita do presidente Emmanuel Macron) e francês, sendo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para03-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Pesquisadores e estudantes do Brasil e da França participaram de uma imersão de 12 dias no Pará como parte da primeira atividade da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica.</em></li>
<li><em> A instituição foi criada através de um acordo assinado em 2024 entre os governos brasileiro (durante a visita do presidente Emmanuel Macron) e francês, sendo viabilizada pelo programa Amabio de investimentos em bioeconomia.</em></li>
<li><em>Idealizada pela UFPA (Universidade Federal do Pará) e pela UPEC (Université Paris Est Créteil), em parceria com a UFOPA e apoio da Expertise France e da Université de Guyane.</em></li>
<li><em>Um grupo de 16 estudantes participou de palestras, rodas de conversa e visitas a cadeias produtivas (açaí, cacau e borracha) em Belém, além de comunidades extrativistas e de turismo comunitário no Pará.</em></li>
<li><em>Os estudantes estão trabalhando em grupos mistos para desenvolver soluções para problemas observados em campo, que serão apresentadas em janeiro de 2027. Alunos da UPEC receberão créditos acadêmicos, enquanto estudantes da Guiana Francesa produzirão artigos e diários de bordo.</em></li>
<li><em>Devido ao sucesso da primeira edição, os organizadores já planejam uma segunda edição para o próximo ano na Guiana Francesa, com a intenção de alternar as sedes da escola nos próximos anos entre os dois países.</em></li>
</ul>
<p>Pesquisadores e estudantes de universidades brasileiras e francesas participaram de uma imersão de 12 dias no Pará para conhecer experiências de sociobioeconomia e aprofundar o debate sobre modelos de desenvolvimento sustentável na Amazônia.</p>
<p>Esta foi a primeira atividade da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia Amazônica, criada a partir da cooperação científica entre o Brasil e a França. A instituição foi viabilizada por meio do programa de investimentos em bioeconomia na Amazônia, Amabio. Fruto de um acordo bilateral firmado durante a visita do presidente da França, Emmanuel Macron, ao Brasil, em 2024.</p>
<blockquote><p>“A França e o Brasil têm uma parceria estratégica na qual a biodiversidade, a luta contra as mudanças do clima e o desenvolvimento sustentável são prioridades primárias”, afirma Brice Fodda, ministro conselheiro da Embaixada da França no Brasil.</p></blockquote>
<p>A iniciativa é um programa de formação por temporada voltado aos estudantes mestrandos ou doutorandos, idealizada pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela Université Paris Est Créteil (UPEC), em parceria com a Universidade Federal Oeste do Pará (UFOPA) e com o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e da Université de Guyane.</p>
<p>Segundo a especialista técnica internacional em cooperação universitária e científica na Amazônia, Nadège Mezie, da agência de cooperação Expertise France, a ideia é permitir aos estudantes compreender a sociobioeconomia como um modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia e conhecer as iniciativas alinhadas a esse modelo.</p>
<blockquote><p>“Também dar aos alunos uma contextualização maior, mostrar essa presença dos povos indígenas, das populações tradicionais, a complexidade do mosaico de unidades de conservação”, explica Nadège.</p></blockquote>
<figure id="attachment_44006" aria-describedby="caption-attachment-44006" style="width: 687px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-44006" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02-300x179.webp" alt="" width="687" height="410" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02-300x179.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02-1024x613.webp 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02-768x459.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02-150x90.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02-450x269.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/10/sociobioeconomia_no_para02.webp 1170w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /><figcaption id="caption-attachment-44006" class="wp-caption-text">16 estudantes participaram de palestras, painéis e rodas de conversa em sala de aula e visitas às cadeias produtivas. Foto: Daniele Neves/Embaixada da França no Brasil</figcaption></figure>
<h3>Imersão</h3>
<p>Ao longo da atividade, o grupo de 16 estudantes participou de uma programação hibrida com palestras, painéis e rodas de conversa em sala de aula e visitas às cadeias produtivas do açaí, cacau e borracha, em Belém, e de visitas às comunidades extrativistas dos rios Arapiuns, Maguari e Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós, e ao programa de turismo comunitário do povo Munduruku, na Aldeia de Ipaupixuna.</p>
<p>Segundo o professor associado da Université Paris-Est Créteil (UPEC), Felipe Koch, a recepção nas comunidades foi um destaque da experiência, considerando que a sociobioeconomia que faz sentido para a Amazônia é parte dos povos e comunidades que mantêm a floresta em pé.</p>
<blockquote><p>“A escola os tratou como parceiros de formação, detentores de saberes que a universidade precisa aprender a reconhecer”, afirma.</p></blockquote>
<p>A experiência impressionou a estudante de doutorado da Guiana Francesa, Vitória Tailamé, que tem como objeto de estudo a sustentabilidade na construção civil, mas desconhecia o conceito de sociobioeconomia.</p>
<blockquote><p>“A palavra sociobioeconomia traduz melhor os três pilares de um futuro desejável. Uma economia que respeita as pessoas e a natureza e seu tempo”, diz.</p></blockquote>
<h3>Resultados</h3>
<p>A vivência entre os integrantes da academia e os povos tradicionais da Amazônia resultará em diferentes produtos que convergem para o aperfeiçoamento das inovações e iniciativas de sociobioeconomia.</p>
<p>Felipe Koch explica que os estudantes da universidade de Paris receberão créditos acadêmicos conforme a pertinência das soluções construídas coletivamente com as comunidades.</p>
<blockquote><p>“Os grupos mistos, que reúnem estudantes das quatro universidades — entre eles sete mestrandos e dois doutorandos da UPEC —, trabalham agora à distância nos projetos de resposta aos problemas formulados em campo e vão apresentá-los aos parceiros em janeiro de 2027”, explica.</p></blockquote>
<p>Para os estudantes da Guiana Francesa a experiência resultará na produção de artigos e de um diário de bordo.</p>
<blockquote><p>“O principal é o que aprenderam no Brasil e levarão à Guiana Francesa, onde a sociobioeconomia é menos desenvolvida”, afirma Nadège.</p></blockquote>
<p>Os estudantes brasileiros da UFPA e da UFOPA necessariamente já atuam em projetos de extensão ou têm o tema como objeto de suas teses de mestrado ou doutorado.</p>
<p>A primeira atividade da escola foi avaliada em um balanço realizado ao final da programação, no qual estudantes e especialistas puderam apresentar as suas impressões.</p>
<p>Vivência faz parte de acordo entre os governos brasileiro e francês- Daniele Neves/Embaixada da França no Brasil<br />
Vitória Tailamé destacou o quanto foi transformador sentir na pele o impacto do respeito à floresta em aulas a céu aberto, fora dos muros.</p>
<blockquote><p>“Acho que vão faltar palavras para expressar o quanto isso nos tocou e nos sensibilizou. Tenho certeza que nos próximos dias e meses ainda vamos estar digerindo o que vivemos e vamos querer compartilhar o que aprendemos”, diz.</p></blockquote>
<p>Os bons resultados relatados pelo grupo resultaram em uma decisão de desdobramento das atividades da escola para os próximos anos, afirma Nadège.</p>
<blockquote><p>“Como foi um sucesso e os alunos ficaram literalmente encantados tanto da experiência dessa vivência, mas também dessa aprendizagem, estamos já pensando em uma segunda edição ano que vem e esperamos realizar na Guiana Francesa”.</p></blockquote>
<p>A continuidade das atividades ocorrerá de forma alternada nos dois países, com foco especial na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“A diplomacia franco-brasileira é tão forte que podemos fazer uma edição em um país, outra edição em outro, mantendo uma diplomacia bem equilibrada entre ambos os países. E sim, queremos manter essa dinâmica muito positiva nos próximos anos”, conclui o ministro Brice Fodda.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Unidades de Conservação terão R$ 442 milhões para infraestrutura e preservação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 16:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[CCAF]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/unidades-de-conservacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) aprovou R$ 442 milhões para Unidades de Conservação (UCs), elevando o total destinado a áreas protegidas para R$ 1,92 bilhão. Os recursos contemplam UCs federais, estaduais e municipais espalhadas por 19 estados, fortalecendo a implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Os valores são provenientes [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/unidades-de-conservacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) aprovou R$ 442 milhões para Unidades de Conservação (UCs), elevando o total destinado a áreas protegidas para R$ 1,92 bilhão.</em></li>
<li><em>Os recursos contemplam UCs federais, estaduais e municipais espalhadas por 19 estados, fortalecendo a implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).</em></li>
<li><em>Os valores são provenientes de obrigações de compensação ambiental de dez processos de licenciamento conduzidos pelo Ibama em setores como mineração, energia, rodovias e petróleo.</em></li>
<li><em>Geridos pela Caixa Econômica Federal por meio do Fundo de Compensação Ambiental (FCA), os recursos serão aplicados em infraestrutura, regularização fundiária, fiscalização, pesquisa e recuperação de áreas degradadas.</em></li>
<li><em>O CCAF — composto por representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ibama e ICMBio — é o responsável por definir a distribuição e acompanhar a execução dos valores.</em></li>
</ul>
<p><em>O</em> Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) aprovou R$ 442 milhões para Unidades de Conservação (UCs) em 19 estados. Com a decisão, o total de recursos da compensação ambiental federal destinado às áreas protegidas desde 2023 chega a R$ 1,92 bilhão.</p>
<p>O comitê é composto pela Secretaria-Executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelas presidências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).</p>
<p>Os recursos aprovados pelo CCAF contemplam UCs federais, estaduais e municipais em Rondônia, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As decisões contribuem para a implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).</p>
<p>Os valores destinados correspondem à compensação ambiental definida em dez processos de licenciamento conduzidos pelo Ibama nos setores de transmissão de energia, mineração, rodovias e exploração de petróleo.</p>
<p>A compensação ambiental está prevista no artigo 36 da Lei nº 9.985, de 2000. A norma determina que empreendimentos de significativo impacto ambiental, identificados com base em Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), apoiem a implantação e a manutenção de Unidades de Conservação.</p>
<p>O valor da compensação é definido pelo órgão ambiental licenciador, de acordo com o grau de impacto do empreendimento. Na esfera federal, cabe ao CCAF deliberar sobre a distribuição dos recursos entre as unidades beneficiadas e sua aplicação.</p>
<p>Para o secretário-executivo adjunto do MMA, Guilherme Checco, que presidiu a reunião do CCAF, os recursos são fundamentais para a preservação ambiental e qualidade de vida das pessoas.</p>
<blockquote><p>“Os recursos destinados às Unidades de Conservação têm como finalidade auxiliar a implementação destas áreas protegidas, com investimentos em infraestrutura, regularização fundiária, pesquisa e outras iniciativas. Hoje, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) é composto por 1.487 UCs federais, 1.175 estaduais e 935 municipais”, afirma o secretário.</p></blockquote>
<h3>Aplicação dos recursos</h3>
<p>De acordo com as orientações do CCAF, a Caixa Econômica Federal, instituição financeira gestora e administradora do Fundo de Compensação Ambiental (FCA), realiza os investimentos. Os recursos ampliam a capacidade de gestão e proteção das áreas protegidas e apoiam ações de conservação da biodiversidade.</p>
<p>Os R$ 442 milhões aprovados poderão financiar melhorias de infraestrutura, regularização fundiária, aquisição de equipamentos, fiscalização, recuperação de áreas degradadas, monitoramento ambiental e elaboração de estudos técnicos.</p>
<p>Os investimentos contribuem para estruturar as Unidades de Conservação e fortalecer, no longo prazo, as políticas públicas de proteção da biodiversidade.</p>
<h3>Comitê de Compensação Ambiental Federal</h3>
<p>Instituído pela Portaria Conjunta MMA/Ibama/ICMBio nº 225/2011, o CCAF define a distribuição e a finalidade dos recursos da compensação ambiental federal e acompanha sua execução pelos órgãos gestores das Unidades de Conservação.</p>
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		<title>FAO alerta para urgência de investimentos na restauração florestal mundial</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fao-alerta-para-urgencia-de-investimentos-na-restauracao-florestal-mundial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:28:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[FAO]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[restauração]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo 2026&#8221; aponta que a falta de investimento e compromisso político torna inviável o cumprimento de metas climáticas, de biodiversidade e de segurança alimentar. O documento destaca 18 estudos globais, incluindo a restauração biocêntrica dos indígenas Xukuru na Caatinga (PE) e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica (com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo 2026&#8221; aponta que a falta de investimento e compromisso político torna inviável o cumprimento de metas climáticas, de biodiversidade e de segurança alimentar.</em></li>
<li><em>O documento destaca 18 estudos globais, incluindo a restauração biocêntrica dos indígenas Xukuru na Caatinga (PE) e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica (com meta de restaurar 1 milhão de hectares até 2030).</em></li>
<li><em>No mundo, as florestas cobrem 32% da Terra e abrigam 80% da biodiversidade terrestre, mas perderam 489 milhões de hectares entre 1990 e 2025, além de terem 460 milhões de hectares degradados.</em></li>
<li><em>O Brasil avança com a Lei 12.651 (Código Florestal) e o Decreto 8.972/2017, que estabelece a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 por meio da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.</em></li>
<li><em>O órgão propõe quatro caminhos: fortalecer direitos das comunidades, atuar em escala de paisagem, mobilizar financiamentos e garantir leis coerentes.</em></li>
<li><em>Segundo o relatório, restaurar mais de 1 bilhão de hectares degradados pode gerar US$ 1,8 trilhão por ano em benefícios, com um retorno social estimado de oito para um.</em></li>
</ul>
<p>Sem investimento e compromisso político, o cumprimento de metas globais de segurança alimentar, biodiversidade, clima e desenvolvimento sustentável na restauração de florestas torna-se inviáONUvel. O alerta consta no relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo&#8221; de 2026, lançado nesta semana pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</p>
<p>O documento traz 18 estudos de caso globais, destacando duas iniciativas de destaque no Brasil: a restauração biocêntrica conduzida pelo povo indígena Xukuru na Caatinga (PE), focada em áreas sagradas e no uso de conhecimento tradicional com barreiras físicas para retenção de água e regeneração do solo, e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica, que une Brasil, Argentina e Paraguai na meta de restaurar 1 milhão de hectares até 2030 e 15 milhões até 2050 por meio de paisagens multifuncionais e monitoramento via satélite.</p>
<h3>Panorama global e metas brasileiras</h3>
<p>No âmbito nacional, o relatório destaca os avanços na legislação brasileira. A Lei 12.651 obriga a recuperar a vegetação nativa em áreas de preservação permanente e em reservas legais, e o Decreto 8.972, de 2017, colocou essas obrigações em prática ao criar a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa. A meta da política é restaurar 12 milhões de hectares até 2030.</p>
<p>Globalmente, as florestas cobrem 4,14 bilhões de hectares, cerca de 32% da superfície terrestre. Guardam 714 bilhões de toneladas de carbono e abrigam até 80% da biodiversidade terrestre. Quase um terço da população mundial depende delas para se alimentar e viver.</p>
<p>Entre 1990 e 2025, porém, o desmatamento eliminou cerca de 489 milhões de hectares, e mais de 460 milhões estão degradados. Todo ano, em torno de 127 milhões de hectares de floresta são atingidos por incêndios, além dos danos causados por insetos, doenças e eventos climáticos extremos. O relatório diz que ficar parado custa muito mais do que restaurar.</p>
<p>Governos de 91 países e regiões se comprometeram a destinar mais de 190 milhões de hectares à restauração de florestas. O relatório avalia, porém, que o progresso é insuficiente.</p>
<blockquote><p>&#8220;O relatório deixa claro que a restauração de florestas e paisagens é mais do que uma prioridade ambiental — é um investimento estratégico em sistemas agroalimentares resilientes e no desenvolvimento rural. A restauração tardia ou mal planejada aumentará os custos a longo prazo, agravará as desigualdades e poderá condenar as paisagens a trajetórias insustentáveis&#8221;, declara Qu Dongyu, diretor-geral da FAO, na apresentação do documento</p></blockquote>
<h3>O que a FAO propõe</h3>
<p>Com base em experiências de vários países, incluindo o Brasil, o documento aponta quatro caminhos:</p>
<ul>
<li>fortalecer as pessoas e os seus direitos;</li>
<li>restaurar em escala de paisagem;</li>
<li>mobilizar financiamento e modelos de negócio que sustentem a restauração;</li>
<li>e criar políticas, instituições e leis coerentes entre si.</li>
</ul>
<p>Segundo a FAO, restaurar mais de 1 bilhão de hectares degradados poderia gerar US$ 1,8 trilhão por ano em benefícios. O relatório também calcula que investir US$ 2,6 trilhões ao longo de 15 anos para conter a degradação do solo e a seca daria um retorno social de oito para um.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Seguro rural: novas regras ampliam cobertura e proteção ao produtor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 14:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agropeucuáriaagrícola]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Ma]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[seguro rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/producao-_agricola-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Lei n.° 15.526, publicada em 30 de setembro, consolida o seguro rural como política agrícola, atualizando normas de contratação, regulação e indenização. O texto estabelece a conclusão da regulação sem vistoria presencial em até 15 dias após o aviso, e o pagamento de indenizações em até 30 dias após a entrega dos documentos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/producao-_agricola-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Lei n.° 15.526, publicada em 30 de setembro, consolida o seguro rural como política agrícola, atualizando normas de contratação, regulação e indenização.</em></li>
<li><em>O texto estabelece a conclusão da regulação sem vistoria presencial em até 15 dias após o aviso, e o pagamento de indenizações em até 30 dias após a entrega dos documentos ou vistoria.</em></li>
<li><em>A lei autoriza bancos a exigirem a cessão de direitos da apólice como garantia e prevê que indenizações sejam destinadas preferencialmente ao agente financeiro.</em></li>
<li><em>Garante condições mais favoráveis, prioridade de financiamento e preferência na renegociação de dívidas para operações protegidas por seguro.</em></li>
<li><em> Torna obrigatórias as despesas da União com a subvenção ao prêmio do seguro rural, condicionada ao fornecimento de dados agropecuários pelos produtores.</em></li>
<li><em>Prevê a criação de bancos de dados públicos na internet sobre operações de seguro rural e a publicação de um manual com regras de subvenção.</em></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O setor agrícola brasileiro tem a partir desta quarta-feira, 30/9, novas regras que ampliam a proteção de produtores rurais e fortalecem mecanismos de cobertura de risco.</p>
<p>A Lei n.° 15.526 consolida o seguro rural como instrumento da política agrícola e atualiza normas para a contratação, regulação e pagamento de indenizações.</p>
<p>O texto está publicado na edição desta quarta-feira (30) do Diário Oficial da União.</p>
<h3>Indenizações</h3>
<p>A nova legislação determina que os contratos de seguro rural informemde forma clara os documentos exigidos para a análise dos sinistros e prevê prazos para conclusão dos processos.</p>
<ul>
<li>regulação de sinistros sem necessidade de vistoria presencial: até 15 dias após o aviso do produtor;</li>
<li>pagamento de indenizações: até 30 dias após a entrega dos documentos exigidos ou realização da vistoria técnica.</li>
</ul>
<h3>Crédito</h3>
<p>Outra novidade é a integração do seguro rural ao conjunto de garantias das operações de crédito rural.</p>
<p>A legislação autoriza instituições financeiras a exigir cláusulas que permitam a cessão dos direitos da apólice como garantia da operação. As indenizações também poderão ser destinadas prioritariamente ao agente financeiro em caso de sinistro.</p>
<p>O governo federal deverá ainda estabelecer condições para estimular a contratação do seguro rural pelos produtores.</p>
<h3>Acesso</h3>
<p>A lei amplia os incentivos para operações de crédito rural protegidas por seguro rural. Entre os benefícios previstos estão condições mais favoráveis de financiamento, prioridade na obtenção de crédito e acesso preferencial à prorrogação ou renegociação de dívidas rurais.</p>
<p>O texto também torna obrigatórias as despesas da União destinadas à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, observados os limites previstos no Orçamento Federal.</p>
<p>Além disso, produtores que desejarem acessar a subvenção federal deverão fornecer informações sobre suas atividades agropecuárias, em formato que será definido pelo Poder Executivo.</p>
<h3>Transparência</h3>
<p>A nova legislação pretende ainda aumentar a transparência no setor, de acordo com as seguintes medidas:</p>
<ol>
<li>criação de bancos de dados públicos na internet com informações sobre operações de seguro rural;</li>
<li>disponibilização de manual com regras da subvenção ao prêmio do seguro rural.</li>
</ol>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Pará atinge R$ 38,38 bi na agricultura e lidera produção nacional de cinco culturas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_30626_3b76b722-709b-0890-02f3-eaf5c941ade9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A produção agrícola do Pará (lavouras temporárias e permanentes) alcançou R$ 38,38 bilhões em 2025, com alta nominal de 6,7% sobre o ano anterior, mantendo o estado como a principal economia agrícola do Norte e o 9º no ranking nacional. O Pará é o maior produtor nacional de dendê, açaí , cupuaçu, mandioca e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_30626_3b76b722-709b-0890-02f3-eaf5c941ade9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A produção agrícola do Pará (lavouras temporárias e permanentes) alcançou R$ 38,38 bilhões em 2025, com alta nominal de 6,7% sobre o ano anterior, mantendo o estado como a principal economia agrícola do Norte e o 9º no ranking nacional.</em></li>
<li><em> O Pará é o maior produtor nacional de dendê, açaí , cupuaçu, mandioca e cacau, fortalecendo a bioeconomia e a segurança alimentar na Amazônia.</em></li>
<li><em>O estado é o segundo maior produtor nacional de abacaxi em quantidade e o primeiro em valor de produção; já o complexo de grãos (soja, milho, arroz e feijão) somou 7,22 milhões de toneladas e gerou R$ 11,53 bilhões.</em></li>
<li><em> O levantamento aponta municípios líderes em cada cultura, como Igarapé-Miri (açaí), Medicilândia (cacau), Tomé-Açu (cupuaçu), Acará (mandioca), Tailândia (dendê), Floresta do Araguaia (abacaxi) e Paragominas (soja).</em></li>
</ul>
<p>A agricultura do Pará alcançou um marco expressivo em 2025, movimentando R$ 38,38 bilhões no valor da produção de lavouras temporárias e permanentes. O dado, divulgado pelo IBGE e analisado pelo Observatório do Agro Paraense, representa um crescimento nominal de 6,7% em relação ao ano anterior, consolidando o estado na 9ª colocação nacional e mantendo sua posição como a principal economia agrícola da Região Norte.</p>
<p>Para o presidente do Sistema Faepa/Senar, Carlos Xavier, dispor de dados regionalizados é fundamental para direcionar políticas públicas, estratégias de mercado e investimentos, evitando que a análise exclusiva dos números estaduais oculte as particularidades de cada município.</p>
<p>O levantamento detalha a força de sete cadeias prioritárias para a identidade produtiva e econômica do estado.</p>
<p>O Pará é o maior produtor nacional de dendê (97,2% do total do País), açaí (92,9% — o equivalente a quase 93 quilos de cada 100 produzidos no Brasil), cupuaçu (84,0%), mandioca e cacau. Estas culturas sustentam pilares cruciais para a segurança alimentar, a bioeconomia e a agregação de valor na Amazônia</p>
<p>O estado ocupa o 2º lugar nacional em quantidade produzida de abacaxi e a liderança isolada em valor de produção para a cultura.</p>
<p>Em relação aos grãos, o agregado de soja, milho, arroz e feijão atingiu 7,22 milhões de toneladas e gerou R$ 11,53 bilhões, sendo a cadeia de maior expressão financeira na tabela analisada, impulsionada principalmente pela soja e pelo milho.</p>
<h3>Polos produtivos regionais</h3>
<p>A nota técnica mapeou os municípios que lideram cada uma das cadeias no território paraense, evidenciando a alta especialização produtiva do estado:</p>
<ul>
<li>Açaí: Igarapé-Miri</li>
<li>Cacau: Medicilândia</li>
<li>Cupuaçu: Tomé-Açu</li>
<li>Mandioca: Acará</li>
<li>Dendê: Tailândia</li>
<li>Abacaxi: Floresta do Araguaia</li>
<li>Grãos: Paragominas lidera na soja; Santana do Araguaia, no milho; Cachoeira do Arari, no arroz; e Capitão Poço, no feijão.</li>
</ul>
<h3>Inteligência territorial</h3>
<p>As informações sistematizadas pelo Observatório do Agro Paraense passarão a integrar novos produtos de inteligência territorial do sistema. A iniciativa visa cruzar indicadores como volume, valor, produtividade, área colhida e concentração municipal para fortalecer a atuação dos Núcleos Regionais do Sistema FAEPA e apoiar o setor produtivo com dados qualificados.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fogo avança no oeste do Pará, e dois municípios decretam emergência</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fogo-avanca-no-oeste-do-para-e-dois-municipios-decretam-emergencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[altas temperaturas]]></category>
		<category><![CDATA[baixa umidade do ar]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[Monte Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Rurópolis]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/fogo2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Os municípios paraenses de Monte Alegre e Rurópolis decretaram situação de emergência em setembro de 2026 devido ao avanço dos incêndios florestais, impulsionados por estiagem prolongada, baixa umidade e altas temperaturas. Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 estabeleceu o Nível II de emergência, proibindo o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/fogo2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Os municípios paraenses de Monte Alegre e Rurópolis decretaram situação de emergência em setembro de 2026 devido ao avanço dos incêndios florestais, impulsionados por estiagem prolongada, baixa umidade e altas temperaturas.</em></li>
<li><em>Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 estabeleceu o Nível II de emergência, proibindo o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo e fogueiras, além de suspender autorizações de queima controlada e mobilizar força-tarefa multidisciplinar.</em></li>
<li><em>Na cidade, o fogo destruiu vegetação nativa, lavouras, pastagens e benfeitorias, gerando fumaça densa que elevou os atendimentos médicos por problemas respiratórios.</em></li>
<li><em>Em Rurópolis, o Decreto nº 163 oficializou a emergência após meses de monitoramento de focos desde julho, destacando riscos ao abastecimento de água e à saúde de grupos vulneráveis (crianças, idosos e trabalhadores ao ar livre).</em></li>
<li><em> Rurópolis autorizou a contratação emergencial de serviços por até 180 dias, convocação de voluntários e campanhas de apoio, em um cenário monitorado de perto pelos sistemas de alerta do INPE.</em></li>
</ul>
<p>A combinação de estiagem prolongada, baixa umidade e altas temperaturas levou os municípios de Monte Alegre e Rurópolis, no Pará, a decretarem situação de emergência. As prefeituras apontam que a intensidade das chamas e a fumaça generalizada superaram a capacidade de resposta das administrações locais, exigindo medidas urgentes para conter os danos ambientais, econômicos e à saúde pública, de acordo com o g1.</p>
<p>Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 estabeleceu o Nível II de emergência para abranger tanto áreas protegidas (como parques e reservas) quanto zonas urbanas e rurais afetadas.</p>
<p>Na cidade, o fogo atingiu vegetação nativa, lavouras, pastagens, cercas e benfeitorias, além de causar perdas à fauna e prejuízos graves à qualidade do ar devido à fumaça, resultando no aumento de atendimentos médicos por problemas respiratórios.</p>
<p>Com o decreto, fica terminantemente proibido o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo e restos vegetais, além do uso de balões e fogueiras. Eventuais autorizações de queima controlada foram suspensas.</p>
<p>A Defesa Civil coordena uma força-tarefa conjunta com as secretarias de Meio Ambiente, Saúde, Obras e Assistência Social. O decreto também autoriza a convocação de brigadas voluntárias e a contratação direta de serviços e insumos para o combate ao fogo.</p>
<h3>Cenário de alerta em Rurópolis</h3>
<p>No município de Rurópolis, o Decreto nº 163 (de 21 de setembro) oficializou a emergência em áreas urbanas e rurais após meses de monitoramento de focos que avançam desde julho, impulsionados pela queda nos níveis dos rios e pela escassez de chuvas.</p>
<p>Além dos danos em pastagens e margens de estradas, a prefeitura alerta para o risco de comprometimento das reservas hídricas e do abastecimento de água, somado aos riscos à saúde de grupos vulneráveis (como crianças, idosos e trabalhadores expostos ao ar livre).</p>
<p>Entre as medidas adotadas:, estão a disponibilização de recursos e forças municipais, com aval para convocar voluntários, realizar campanhas de arrecadação de apoio e executar contratações emergenciais por um prazo de até 180 dias.</p>
<p>O cenário em ambos os municípios reflete o período crítico monitorado diariamente pelos sistemas de alerta de risco de incêndio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na região.</p>
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		<item>
		<title>Amazônia teve segundo menor desmatamento de janeiro a agosto em oito anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 13:28:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[degradação]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/floresta-para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Amazônia Legal registrou 2.053 km² de desmatamento entre janeiro e agosto de 2026, representando a segunda menor área para o período nos últimos oito anos, ficando 74% abaixo do pico registrado em 2022. No mês de agosto de 2026, foram desmatados 463 km². Embora o número seja 19% superior ao de 2025, ainda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/floresta-para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Amazônia Legal registrou 2.053 km² de desmatamento entre janeiro e agosto de 2026, representando a segunda menor área para o período nos últimos oito anos, ficando 74% abaixo do pico registrado em 2022.</em></li>
<li><em>No mês de agosto de 2026, foram desmatados 463 km². Embora o número seja 19% superior ao de 2025, ainda constitui a segunda menor marca para o mês desde 2018.</em></li>
<li><em>Pará, Mato Grosso e Amazonas concentram 83% de toda a área derrubada na região nos primeiros oito meses do ano.</em></li>
<li><em>Mais da metade das terras indígenas da Amazônia (63% ou 246 territórios) registraram desmatamento zero de janeiro a agosto, respondendo por apenas 1,6% de toda a devastação da região.</em></li>
<li><em>A área atingida por degradação (danos por fogo e extração madeireira) despencou 72% entre janeiro e agosto de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, caindo de 2.744 km² para 779 km², com Mato Grosso e Pará liderando os registros em agosto.</em></li>
</ul>
<p>A Amazônia Legal registrou a segunda menor área desmatada entre janeiro e agosto em oito anos, desde 2018. Conforme dados do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a região por imagens de satélite desde 2008, foram derrubados 2.053 km² de floresta nos oito primeiros meses de 2026.</p>
<p>Apesar de ser 2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, essa área foi 74% menor do que a desmatada em 2022, quando foram destruídos 7.943 km² de floresta, a maior área desde 2008. A menor área devastada da série histórica ocorreu em 2012, quando a Amazônia registrou 714 km² de floresta derrubada.</p>
<blockquote><p>“Olhar a série histórica é muito importante para entendermos que o Brasil já conseguiu reduzir significativamente a derrubada da floresta amazônica, mas ainda precisa de mais esforços para atingir a meta de desmatamento zero até 2030”, afirma Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>Apenas em agosto, foram desmatados 463 km² na região. Essa área foi 19% maior do que a registrada em 2025, mas também a segunda menor dos últimos oito anos, desde 2018. A menor área derrubada da série histórica de agosto ocorreu em 2008, quando foram destruídos 102 km², e a maior foi registrada em 2021, quando foram devastados 1.606 km².</p>
<p>Entre os estados, os que mais desmataram entre janeiro e agosto foram Pará, Mato Grosso e Amazonas. Juntos, eles somam 83% da derrubada registrada na região.</p>
<h3>Terras Indígenas registram apenas 1,6% do desmatamento</h3>
<p>A meta brasileira de chegar ao desmatamento zero em 2030 pode ser atingida primeiramente nas terras indígenas da Amazônia, onde mais da metade dos territórios não registrou áreas de floresta derrubadas nos primeiros oito meses deste ano, de janeiro a agosto.</p>
<p>Conforme dados do instituto de pesquisa Imazon, 246 terras indígenas tiveram desmatamento zero no período (63%), seguidas de 138 com derrubadas menores que 1 km² (35%) e apenas sete com desmatamento acima de 1 km² (2%).</p>
<p>No total, as terras indígenas registraram 32,25 km² de desmatamento de janeiro a agosto, o que corresponde a apenas 1,6% do registrado em toda a Amazônia. A segunda categoria territorial com menor devastação foi a de unidades de conservação. Nesses oito meses, as UCs registraram 192,8 km² de desmatamento, apenas 9% do registrado na região.</p>
<p>Número que poderia ter sido menor caso a derrubada fosse contida na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que registrou 75,19 km² de floresta destruída, o que representa quase 40% de toda a área desmatada nas 333 UCs da Amazônia. Entre as unidades de conservação, apenas 22 tiveram derrubada superior a 1 km² (7%), 93 inferior a 1 km² (28%) e 218 desmatamento zero (65%).</p>
<h3>Degradação cai 72% entre janeiro e agosto</h3>
<p>Diferente do desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, a degradação florestal, dano causado pelo fogo e pela extração madeireira, teve uma queda de 72% na Amazônia nos primeiros oito meses deste ano. A área degradada passou de 2.744 km² entre janeiro e agosto de 2025 para 779 km² entre janeiro e agosto de 2026.</p>
<p>Apenas em agosto, a degradação passou de 559 km² em 2025 para 436 km² em 2026, uma queda de 22%. Os estados que mais degradaram em agosto foram Mato Grosso (47%) e Pará (32%).</p>
<blockquote><p>“Os números da série histórica de degradação têm variado mais do que os do desmatamento, que normalmente apresenta tendências de queda ou de alta ao longo de alguns anos. Na degradação, picos de queimadas podem aumentar significativamente a área atingida em alguns anos, o que demonstra o quanto tem sido desafiador combater o fogo na Amazônia”, explica Manoela Athaíde, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
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