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	<title>Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Pará Terra Boa</title>
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		<title>Estudo defende padrão unificado para rastrear cadeias de soja e carne no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:06:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[carne rastreabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[WRI]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/rastreabilidade_brincagem-bovina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Um estudo do WRI Brasil defende que o Brasil deve deixar de apenas cumprir exigências externas para passar a definir os padrões do comércio mundial de soja e carne bovina livres de desmatamento. Embora o Brasil possua dados e leis robustos, a existência de pelo menos 21 iniciativas com critérios e datas de corte [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/rastreabilidade_brincagem-bovina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Um estudo do WRI Brasil defende que o Brasil deve deixar de apenas cumprir exigências externas para passar a definir os padrões do comércio mundial de soja e carne bovina livres de desmatamento.</em></li>
<li><em> Embora o Brasil possua dados e leis robustos, a existência de pelo menos 21 iniciativas com critérios e datas de corte diferentes eleva os custos e reduz a confiança internacional.</em></li>
<li><em>O estudo propõe um protocolo unificado para garantir segurança no abastecimento. </em></li>
<li><em>A ideia é criar requisitos mínimos de rastreabilidade até o fornecedor indireto, focando na propriedade rural como unidade de controle e no uso de dados oficiais.</em></li>
<li><em>A iniciativa facilitaria o comércio com a China, maior compradora desses dois produtos (responsáveis por cerca de 60% das exportações do agronegócio brasileiro em 2024).</em></li>
<li><em>O estudo ainda destaca 10 diretrizes de conformidade legal, complementado por exigências adicionais para empresas que queiram avançar rumo a cadeias livres de desmatamento.</em></li>
</ul>
<p>Um estudo inédito do WRI Brasil defende que o Brasil tem a oportunidade de deixar de apenas atender a exigências ambientais dos compradores internacionais e passar a ajudar a definir os próprios padrões do comércio global de soja e carne bovina livres de desmatamento.</p>
<p>Para isso, a organização propõe um protocolo unificado de rastreabilidade — hoje fragmentado entre pelo menos 21 iniciativas diferentes no País — que poderia servir de base, inclusive, para o aprofundamento da relação comercial com a China, maior compradora dos dois produtos.</p>
<p>O levantamento, batizado de &#8220;Rastreando a Responsabilidade: Fortalecendo o Monitoramento do Desmatamento nas Cadeias de Suprimento de Soja e Carne Bovina do Brasil&#8221;, analisou 21 iniciativas voltadas a cadeias sustentáveis na Amazônia e no Cerrado — sendo 10 relacionadas à soja e 11 à carne bovina.</p>
<p>A soja e a carne bovina são as principais commodities de exportação do Brasil e responderam por cerca de 60% do valor das exportações do agronegócio brasileiro em 2024.</p>
<h3>Estrutura fragmentada</h3>
<p>Apesar de o Brasil já dispor de uma base considerada robusta de legislação, dados e sistemas de monitoramento — como monitoramento por satélite, o Cadastro Ambiental Rural, plataformas públicas e protocolos setoriais —, o estudo aponta que essa estrutura ainda é fragmentada.</p>
<p>As iniciativas analisadas utilizam critérios diferentes para monitorar desmatamento, adotam datas de corte distintas entre si, têm cobertura limitada sobre fornecedores indiretos — principalmente na pecuária — e recorrem a mecanismos variados de rastreabilidade e verificação.</p>
<p>Para os pesquisadores, essa fragmentação dificulta a comparação entre sistemas, eleva os custos de conformidade para as empresas e reduz a confiança de mercados internacionais na consistência das informações.</p>
<h3>Bons exemplos</h3>
<p>Entre os exemplos citados como positivos pelo estudo estão o Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado para a Amazônia (PMFGA), que verifica a Autorização de Supressão de Vegetação Nativa e organiza critérios de monitoramento de fornecedores; o Protocolo Verde dos Grãos do Pará (PVG), que amplia checagens de conformidade na cadeia estadual da soja e avalia sobreposições com Terras Indígenas e Unidades de Conservação; e as plataformas SeloVerde, em operação no Pará, em Minas Gerais e no Maranhão, que integram dados públicos para avaliações no nível da propriedade rural.</p>
<p>O estudo defende que, mais do que uma agenda ambiental, a transparência na cadeia produtiva é um motor de competitividade e desenvolvimento. Ela mitiga riscos, fortalece a confiança de compradores internacionais e consolida parcerias comerciais duradouras, garantindo um fornecimento seguro e posicionando o agronegócio brasileiro na liderança do mercado global.</p>
<p><span style="color: #161616; font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 1.285em; font-weight: bold;">Dez recomendações</span></p>
<p>Diante das lacunas identificadas, o estudo prevê um conjunto de requisitos mínimos de conformidade legal, complementado por exigências adicionais para empresas que queiram avançar rumo a cadeias livres de desmatamento:</p>
<ol>
<li>Propriedade rural como unidade de monitoramento e bloqueio</li>
<li>Uso de fontes de dados oficiais e validadas cientificamente</li>
<li>Garantia de conformidade legal e ausência de trabalho análogo à escravidão</li>
<li>Mecanismos de transparência e verificação</li>
<li>Ampla cobertura territorial</li>
<li>Alcançar a ausência de desmatamento ilegal em todos os biomas brasileiros a partir de 22 de julho de 2008 (conforme estabelecido pelo Código Florestal brasileiro)</li>
<li>Ausência de desmatamento e conversão em todos os biomas brasileiros, com data a ser definida por protocolo voluntário</li>
<li>Rastreabilidade de fornecedores indiretos nas cadeias de soja e carne bovina</li>
<li>Sistema de bloqueio e mecanismos de remediação e reintegração de fornecedores não conformes</li>
<li>Grupo de supervisão com participação da sociedade civil</li>
</ol>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Natura ultrapassa mil hectares de dendê cultivado em sistema agroflorestal no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 15:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon People]]></category>
		<category><![CDATA[Natura]]></category>
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		<category><![CDATA[SAF-Dendê]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/SAF_DENDE-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Natura alcançou 1.172 hectares de dendê em Sistemas Agroflorestais (SAFs) no Pará, substituindo a monocultura pelo cultivo consorciado com cacau, andiroba e árvores nativas. Do total, 950 hectares são geridos com a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) e 222 hectares pertencem a um novo polo em Moju (PA), em parceria com a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/SAF_DENDE-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Natura alcançou 1.172 hectares de dendê em Sistemas Agroflorestais (SAFs) no Pará, substituindo a monocultura pelo cultivo consorciado com cacau, andiroba e árvores nativas.</em></li>
<li><em>Do total, 950 hectares são geridos com a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) e 222 hectares pertencem a um novo polo em Moju (PA), em parceria com a organização Amazon People.</em></li>
<li><em>Cerca de 50 famílias participam da implementação, sendo 30 delas na comunidade de Jutaiteua, beneficiando cerca de 300 pessoas com geração de renda e capacitação técnica contínua.</em></li>
<li><em> O óleo extraído dessas áreas é utilizado no blend de óleos da linha de sabonetes da marca, produzidos no Ecoparque de Benevides (PA).</em></li>
<li><em> A empresa planeja atingir 12 mil hectares de SAFs até 2040 (suprindo 100% da sua demanda de óleo de palma) e se consolidar como um negócio 100% regenerativo até 2050.</em></li>
<li><em> Para expandir o modelo, a companhia precisará manter a qualidade do suporte técnico aos produtores, criar mercado para as culturas secundárias e atrair novos parceiros e investimentos.</em></li>
</ul>
<p>A Natura atingiu a marca de 1.172 hectares de dendê cultivados em Sistemas Agroflorestais (SAFs) no Pará, como parte de um projeto que busca substituir o óleo de palma produzido em monocultura por um modelo que consorcia o dendezeiro com cacau, andiroba e espécies nativas da região.</p>
<p>Do total de área implantada, 950 hectares são geridos em parceria com a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) &#8211; colaboração que existe desde 2008 e que ficou conhecida como &#8220;Modelo Tomé-Açu&#8221; de agrofloresta. Os outros 222 hectares formam um polo mais recente, em Jutaiteua, no município de Moju (PA), resultado de uma parceria iniciada com a organização Amazon People. As informações são do site Um Só Planeta.</p>
<p>Segundo a empresa, cerca de 50 famílias produtoras participam das etapas de implementação do projeto na região, selecionadas com base em critérios socioambientais e de aptidão do solo. Apenas na comunidade de Jutaiteua, o novo polo atende diretamente 30 famílias e beneficia cerca de 300 pessoas, de acordo com a Natura.</p>
<p>O óleo de dendê colhido nas duas áreas é destinado à produção do blend de óleos usado na linha de sabonetes da marca, fabricados no Ecoparque de Benevides, no Pará</p>
<p>Com a entrada da Amazon People no projeto, a empresa passa a contar com um modelo adicional de capacitação para a agricultura familiar, que inclui treinamentos antes de cada etapa do cultivo — do plantio à colheita &#8211; e assistência técnica em campo.</p>
<p>Segundo Dea Mendonça, cofundadora da Amazon People, a proposta busca combinar recuperação ambiental com geração de renda para os produtores envolvidos.</p>
<div class="cropped-block">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles" data-block-type="raw" data-block-weight="34" data-block-id="13">
<blockquote class="content-blockquote theme-border-color-primary-before"><p>&#8220;O SAF Dendê é uma oportunidade rara para transformar vidas em escala: aumentar a renda de milhares de famílias, fortalecer comunidades, regenerar áreas produtivas e aumentar a autossuficiência do Brasil em óleo de palma.&#8221;</p></blockquote>
</div>
</div>
<p>A diretora de Sustentabilidade da Natura, Angela Pinhati, afirma que ultrapassar a marca de mil hectares demonstra que é possível aplicar esse tipo de modelo produtivo em maior escala dentro de uma operação corporativa.</p>
<p>A empresa estabeleceu metas de longo prazo para o projeto: alcançar 12 mil hectares de SAFs até 2040 &#8211; volume que, segundo a companhia, seria suficiente para abastecer toda a demanda de óleo de palma da Natura &#8211; e se tornar, até 2050, o que a empresa descreve como um negócio &#8220;100% regenerativo&#8221;.</p>
<p>Entre os desafios apontados pela própria companhia para viabilizar essa expansão estão a manutenção da qualidade da assistência técnica em campo, o desenvolvimento de mercado para culturas secundárias do sistema &#8211; como frutas e essências nativas &#8211; e a atração de novos investimentos e parceiros para o projeto.</p>
<h3>A importância do SAF Dendê</h3>
<p>O SAF Dendê contribui para o aumento contínuo do estoque de carbono no solo. Isso é resultado de práticas do sistema agroflorestal que evitam o fogo no preparo da terra, dispensam o revolvimento do solo e utilizam fertilizantes orgânicos, além de reaproveitar a matéria orgânica proveniente da poda das plantas. Essas ações reduzem as emissões de gases e elevam a fixação de carbono na terra.</p>
<p>Dados do estudo <i data-path-to-node="2,0" data-index-in-node="409">The Economics of Ecosystems and Biodiversity</i> (TEEB) mostram que o modelo gera três vezes mais valor em serviços ecossistêmicos do que a monocultura tradicional, consolidando o SAF Dendê como um importante aliado do clima.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Guia orienta prefeituras brasileiras na prevenção de impactos do El Niño</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/guia-orienta-prefeituras-brasileiras-na-prevencao-de-impactos-do-el-nino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Brasileira de Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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		<category><![CDATA[recomendações]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Associação Brasileira de Municípios (ABM) disponibilizou gratuitamente um guia prático para ajudar prefeituras a prevenir e enfrentar os impactos do El Niño. Estudos indicam alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no final do ano e permanecer ativo até o início de 2027. Mapeamento de áreas de risco, atualização de planos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Associação Brasileira de Municípios (ABM) disponibilizou gratuitamente um guia prático para ajudar prefeituras a prevenir e enfrentar os impactos do El Niño.</em></li>
<li><em>Estudos indicam alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no final do ano e permanecer ativo até o início de 2027.</em></li>
<li><em>Mapeamento de áreas de risco, atualização de planos de contingência, organização de abrigos, equipes de suporte e planejamento de evacuações e serviços essenciais são as principais orientações.</em></li>
<li><em>A ABM reforça que a resposta a crises climáticas exige atuação conjunta de diversos setores municipais (saúde, infraestrutura, assistência social, entre outros).</em></li>
</ul>
<p>A Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos efeitos do El Niño, fenômeno que pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses.</p>
<p>Segundo a entidade, estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chances de o acontecimento permanecer ativo até o início de 2027.</p>
<p>De acordo com a ABM, os efeitos podem variar de acordo com a região.</p>
<blockquote><p>“Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das chuvas, estiagens, queda no nível dos rios, pressão sobre o abastecimento e aumento do risco de queimadas. No Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade podem ampliar a ocorrência de incêndios, especialmente no Pantanal”, explica a associação.</p></blockquote>
<p>“No Sudeste, são esperados períodos de calor intenso, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Já o Sul apresenta maior risco de temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos”, complementou.</p>
<h3>Recomendações</h3>
<p>O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para as etapas de prevenção, resposta e recuperação após desastres.</p>
<p>Entre as recomendações estão o mapeamento de áreas de risco, a atualização de planos de contingência, a definição prévia de abrigos e equipes de atendimento e a organização de ações emergenciais, como evacuação, acolhimento de famílias e manutenção de serviços essenciais.</p>
<p>A entidade destaca que a resposta a desastres climáticos deve envolver diferentes áreas da administração municipal, como saúde, assistência social, infraestrutura, educação, meio ambiente e finanças. O guia está disponível gratuitamente no portal da ABM.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Theatro da Paz  e Teatro Amazonas são reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cultura/theatro-da-paz-e-teatro-amazonas-sao-reconhecidos-como-patrimonio-mundial-pela-unesco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Mundial da Unesco]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro da Paz]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/Theatro-da-Paz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Theatro da Paz (Belém) e o Teatro Amazonas (Manaus) foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Mundial, sob o nome conjunto de &#8220;Teatros da Amazônia&#8221;. É o primeiro Patrimônio Mundial Cultural da Região Norte do Brasil, englobando também a Praça da República (PA) e o Largo de São Sebastião (AM). Ambos já eram tombados pelo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/Theatro-da-Paz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Theatro da Paz (Belém) e o Teatro Amazonas (Manaus) foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Mundial, sob o nome conjunto de &#8220;Teatros da Amazônia&#8221;.</em></li>
<li><em> É o primeiro Patrimônio Mundial Cultural da Região Norte do Brasil, englobando também a Praça da República (PA) e o Largo de São Sebastião (AM).</em></li>
<li><em> Ambos já eram tombados pelo Iphan desde 1960. O Theatro da Paz foi inaugurado em 1878 e o Teatro Amazonas em 1896, marcando o auge do ciclo da borracha e da Belle Époque.</em></li>
<li><em>Misturam materiais importados da Europa com elementos regionais da Amazônia. Hoje, além de óperas, abrigam manifestações populares como carimbó e boi-bumbá.</em></li>
<li><em>Com essa conquista, o Brasil soma 26 sítios reconhecidos pela Unesco (sendo 16 culturais, 9 naturais e 1 misto).</em></li>
</ul>
<p>O Theatro da Paz, em Belém (PA), e o Teatro Amazonas, em Manaus (AM), foram reconhecidos nesta segunda-feira, 27, como patrimônio cultural do mundo, de acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).</p>
<p>Ao lado de suas respectivas praças — a Praça da República, na capital paraense, e o Largo de São Sebastião, na capital amazonense —, as casas de espetáculo representam o primeiro Patrimônio Mundial Cultural da Região Norte.</p>
<p>Inscritos na lista sob a designação &#8220;Teatros da Amazônia&#8221;, os dois teatros já eram tombados, desde 1960, pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 1960, que formalizou a proposta, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com colaboração das Secretarias de Cultura do Pará e do Amazonas, em conjunto.</p>
<p>A candidatura foi aprovada pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, na Coreia do Sul, e agora os “Teatros da Amazônia”,  figuram ao lado de outros sítios brasileiros já reconhecidos como Patrimônio Mundial Cultural, tal como o Plano Piloto de Brasília, o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, e os centros históricos de Olinda e Salvador.</p>
<p>Com a inscrição dos Teatros da Amazônia, o Brasil passa a contar com 26 sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, dos quais 16 são culturais, nove são naturais e um é sítio misto.</p>
<h3 data-path-to-node="5">Herança do ciclo da borracha e polo cultural</h3>
<p data-path-to-node="6">Inaugurados no século XIX — o Theatro da Paz em 1878 e o Teatro Amazonas em 1896 —, os edifícios surgiram como símbolos do auge econômico da exploração da borracha na Região Norte. Projetados para conectar a Amazônia aos grandes circuitos culturais do mundo, foram pioneiros na atração de companhias de ópera europeias para a América Latina.</p>
<p data-path-to-node="7">Com arquitetura que une artigos importados da Europa a elementos e madeiras regionais, os teatros extrapolaram a proposta inicial da elite da Belle Époque. Ao longo das décadas, tornaram-se palcos plurais para expressões populares como o carimbó e o boi-bumbá, além de impulsionar a formação artística e o turismo local.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Na Amazônia, a pastagem concentra 48,8% de toda a área queimada</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/na-amazonia-a-pastagem-concentra-488-de-toda-a-area-queimada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Mato Grosso e Pará foram os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com mais de 76 milhões de hectares atingidos pelo fogo desde 1985, e lideram também a expansão agropecuária na Amazônia Na Amazônia, a pastagem concentra 48,8% de toda a área queimada: é o único bioma do País onde [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Mato Grosso e Pará foram os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com mais de 76 milhões de hectares atingidos pelo fogo desde 1985, e lideram também a expansão agropecuária na Amazônia</em></li>
<li><em>Na Amazônia, a pastagem concentra 48,8% de toda a área queimada: é o único bioma do País onde o fogo atinge mais áreas de uso humano (52%) do que a vegetação nativa (48%)</em></li>
<li><em>A forte redução de 2025, quando a Amazônia teve a menor marca em 41 anos, combina queda do desmatamento, mais fiscalização e uma mudança de comportamento dos produtores, que passaram a usar o fogo com mais cautela após a crise de 2024</em></li>
<li><em>Como a maior parte do fogo tem origem humana, especialistas apontam o produtor rural como peça central do controle das queimadas, sobretudo diante de um novo El Niño, que deve elevar o risco em 2026 e 2027</em></li>
</ul>
<p><em>Por André Garcia</em></p>
<p>Mato Grosso e Pará foram os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com mais de 76 milhões de hectares (ha) atingidos pelo fogo desde 1985. Juntos, eles também lideram a expansão agropecuária na Amazônia, onde a pastagem alavanca a destruição, concentrando 48,8% de toda a área queimada do bioma.</p>
<p>Os dados, divulgados nesta semana pelo MapBiomas, mostram que, apesar da forte redução em 2025, a região é a única onde as chamas atingem mais áreas de uso humano do que a vegetação nativa: 52% das queimadas ocorrem em pasto, lavoura e outras áreas abertas para produção, contra 48% em mata preservada.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maior parte da área queimada em áreas antrópicas está em pastagem, isso principalmente na Amazônia&#8221;, explicou Vera Laísa Arruda, pesquisadora do IPAM e da equipe MapBiomas Fogo. &#8220;Tem o uso do fogo historicamente para renovação de pastagens, relacionado com esse tipo de manejo.&#8221;</p></blockquote>
<p>Nesse cenário, especialistas chamam a atenção para o modo como cada bioma reage ao fogo. O Cerrado, por exemplo, evoluiu convivendo com queimadas e se recupera delas. A floresta, não. Quando o fogo usado no manejo do pasto escapa, ele causa degradação, deixando a mata cada vez mais aberta e seca.</p>
<blockquote><p>&#8220;Intervalos curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação e aumentam o risco de novos incêndios, mais intensos e degradantes. Esse processo pode comprometer progressivamente a regeneração e tornar a floresta cada vez mais vulnerável ao fogo&#8221;, explica Luiz Felipe Martenexen, pesquisador da equipe MapBiomas Fogo e do IPAM.</p></blockquote>
<h3><strong>Mapa da destruição</strong></h3>
<p>Mato Grosso, Pará e Maranhão respondem por quase metade (47%) da área atingida no país entre 1985 e 2025. No topo do ranking, Mato Grosso concentra 45,1 milhões de ha acumulados, resultado tanto do fogo em vegetação nativa quanto em áreas agropecuárias distribuídas por seus três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal.</p>
<p>Quatro municípios mato-grossenses estão entre os 15 que mais queimaram no período: Cáceres (1,50 milhão de ha), Paranatinga (1,49 milhão), Cocalinho (1,16 milhão) e Tangará da Serra (1,00 milhão).</p>
<p>O Pará é o segundo colocado, com 31,6 milhões de ha acumulados, e o estado com mais cidades no ranking nacional: cinco no total. São Félix do Xingu encabeça a lista, com 3,12 milhões de ha, o segundo município que mais queimou no Brasil, seguido por Altamira (1,55 milhão), Cumaru do Norte (1,38 milhão), Novo Progresso (1,17 milhão) e Santana do Araguaia (1,01 milhão).</p>
<h3><strong>Produtor é aliado</strong></h3>
<p>A redução observada em 2025 foi expressiva: a Amazônia queimou 3,1 milhões de hectares, a menor marca em 41 anos. Para os pesquisadores, o resultado combina a queda do desmatamento, o reforço no combate ao fogo e a maior pressão sobre os estados após a crise de 2024.</p>
<p>Para Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo, a queda de 2025 também tem um componente de comportamento. Depois de 2024, quando incêndios fugiram do controle e atingiram fazendas e comunidades, muitos produtores passaram a usar o fogo com mais cautela.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Amazônia teve um processo que incluiu chuvas esparsas, melhoria na governança e talvez produtores mais conscientes, ou com medo, controlando melhor o fogo&#8221;, disse durante a apresentação dos dados. &#8220;Muitos incêndios atingiram comunidades, fazendas onde as pessoas não queriam que o fogo extrapolasse&#8221;, completou.</p></blockquote>
<h3><strong>Alerta para os próximos anos</strong></h3>
<p>Apesar dos avanços, o histórico aponta para o esgotamento da Amazônia. As chamas têm voltado cada vez mais rápido: 31,6% da área já queimada arde de novo em até dois anos, o menor intervalo entre todos os biomas. Como a floresta regula as chuvas em boa parte do país, os números também se traduzem em risco de prejuízo para quem produz.</p>
<p>Além disso, o calendário meteorológico preocupa. Os anos de El Niño concentram as maiores áreas queimadas do país, e o pior costuma vir depois: o impacto tende a ser mais forte no ano seguinte ao início do fenômeno. Com um novo El Niño em curso, a atenção se volta para o fim de 2026 e, sobretudo, para 2027.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente tem a capacidade de controlar a fonte de ignição, seja por iniciativas governamentais, federais e estaduais, mas também pelo próprio uso consciente do fogo pelo produtor rural&#8221;, destacou Ane. &#8220;A gente tem o poder de ligar o isqueiro. Então também temos a possibilidade de reduzir ou controlar o uso do fogo no país&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<h3>Saiba mais:</h3>
<p><strong>Área antrópica:</strong> é o termo que o MapBiomas usa para as áreas transformadas pela ação humana, em oposição à vegetação nativa. Inclui pastagens, lavouras, plantações de árvores (como eucalipto), áreas urbanas e locais de mineração, entre outros usos. Na prática, é tudo aquilo que deixou de ser paisagem natural para dar lugar à produção ou à ocupação. No caso do fogo, a divisão entre área antrópica e vegetação nativa ajuda a mostrar se as queimadas de uma região estão mais ligadas à atividade produtiva ou a ecossistemas naturais.</p>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero no 1º semestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:26:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O primeiro semestre de 2026 registrou a menor área de floresta derrubada nos últimos oito anos na Amazônia, com queda de 10% em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2022 Mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero no 1º semestre (588 territórios intactos, sendo 330 terras indígenas e 258 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div>
<p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O primeiro semestre de 2026 registrou a menor área de floresta derrubada nos últimos oito anos na Amazônia, com queda de 10% em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2022</em></li>
<li><em>Mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero no 1º semestre (588 territórios intactos, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação).</em></li>
<li><em>Apenas 8% da derrubada total da Amazônia ocorreu em áreas protegidas (97,37 km²). A APA Triunfo do Xingu (PA) foi o principal destaque negativo, respondendo por metade do desmatamento nessas áreas.</em></li>
<li><em>A 5ª unidade mais desmatada no semestre foi a Flona do Jamanxim (PA), mostrando que o projeto de lei aprovado no Senado que reduz a área da unidade de conservação é de interesse de pequeno grupo que invadiu ilegalmente o local. </em></li>
<li><em> No acumulado de 11 meses (agosto/2025 a junho/2026), o desmatamento caiu 28% e a degradação ambiental (por queimadas e extração de madeira) despencou 93%.</em></li>
<li><em>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram em volume de área desmatada, mas apresentaram queda. Por outro lado, Roraima (+25%) e Maranhão (+20%) foram os únicos estados a registrar aumento no desmatamento.</em></li>
</ul>
<p>Com a menor área de floresta derrubada no primeiro semestre dos últimos oito anos, a Amazônia teve mais de 80% das áreas protegidas com desmatamento zero entre janeiro e junho deste ano. <span style="font-size: 14px;">Isso corresponde a 588 territórios sem devastação, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. </span></p>
</div>
<div><span style="font-size: 14px;">As análises são do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a Amazônia por imagens de satélite desde 2008.</span></div>
<div>Além disso, apenas uma terra indígena e sete unidades de conservação tiveram desmatamento maior que 1 km² no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, as áreas protegidas registraram 97,37 km² de derrubada, apenas 8% do registrado em toda a Amazônia. Foram 9,38 km² em terras indígenas e 87,99 km² em unidades de conservação.</div>
<div>Áreas protegidas com desmatamento acima de 1 km² entre janeiro e junho de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon:</div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Território</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>UF</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Desmatamento (km²)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA Triunfo do Xingu</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">47,85</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">FLONA de Altamira</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">12,51</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Tapajós</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">4,01</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">RESEX Guariba-Roosevelt</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MT</td>
<td colspan="1" rowspan="1">3,47</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">FLONA do Jamanxim</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">3,45</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (reestudo)</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">2,05</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Lago de Tucuruí</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">1,41</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA das Reentrâncias Maranhenses</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA/MA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">1,32</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div>O destaque negativo foi para a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território, o que corresponde a quase 5 mil campos de futebol. Ou seja, o território perdeu, em média, 25 campos de futebol de floresta por dia.</div>
<div>Além disso, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, que teve grande destaque neste mês após a aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área, foi a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia. O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.</div>
<blockquote>
<div>“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006. As unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, alerta a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.</div>
</blockquote>
<div>Em toda a Amazônia, foram derrubados 1.145 km² de floresta entre janeiro e junho de 2026, 10% a menos do que no mesmo período do ano passado.</div>
<blockquote>
<div>“Porém, quando comparamos historicamente a área desmatada no primeiro semestre, a derrubada de 2026 foi 76% menor do que a de 2022, quando registramos o recorde de desmatamento desde 2008, ano de implantação do nosso sistema de monitoramento. Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirma a coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, Larissa Amorim.</div>
</blockquote>
<div>A redução da derrubada é ainda mais expressiva na análise do chamado “calendário do desmatamento”, que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em 11 meses, de agosto de 2025 a junho de 2026, a região teve 2.258 km² desmatados, 28% a menos que no período anterior.</div>
<div>E 75% a menos do que entre agosto de 2021 e junho de 2022, ano em que a Amazônia teve recorde de devastação no período. Apenas em junho, a queda no desmatamento foi de 5%, passando de 326 km² em 2025 para 309 km² em 2026.</div>
<div>A degradação, dano ambiental causado pela extração de madeira e pelas queimadas, teve queda de 55% em junho, passando de 207 km² em 2025 para 94 km² em 2026. Já no acumulado de janeiro a junho, a redução atingiu 86%. E, no calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a junho de 2026, a degradação caiu 93%.</div>
<h3>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram desmatamento</h3>
<div>Apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).</div>
<blockquote>
<div>“Esses territórios com aumento na derrubada florestal precisam intensificar suas políticas de combate ao desmatamento com urgência, tanto federais quanto estaduais”, alerta a pesquisadora do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Raíssa Ferreira.</div>
<div></div>
</blockquote>
<div>Os outros sete estados tiveram quedas de 67% (Tocantins) a 27% (Mato Grosso).</div>
<div>Já em relação ao tamanho das áreas desmatadas, a liderança nesses 11 meses foi do Pará (684 km²), do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²).</div>
<blockquote>
<div>“Apesar desses três estados terem registrado quedas no desmatamento, eles possuem grandes áreas florestais e precisam fortalecer suas ações de fiscalização e punição para evitar novas derrubadas”, completa a pesquisadora do mesmo programa, Manoela Athaide.</div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Theatro da Paz, em Belém, pode se tornar Patrimônio Mundial da Unesco</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cultura/theatro-da-paz-em-belem-pode-se-tornar-patrimonio-mundial-da-unesco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:04:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Mundial da Unesco]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Theatro da Paz]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/theatro-da-paz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Theatro da Paz (Belém) concorre ao título de Patrimônio Mundial da Unesco junto com o Teatro Amazonas (Manaus), na proposta &#8220;Teatros da Amazônia&#8221;. A candidatura será avaliada entre 24 e 27 de julho durante o evento do Comitê do Patrimônio Mundial, na Coreia do Sul. Inaugurado em 1878, no auge do Ciclo da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/theatro-da-paz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Theatro da Paz (Belém) concorre ao título de Patrimônio Mundial da Unesco junto com o Teatro Amazonas (Manaus), na proposta &#8220;Teatros da Amazônia&#8221;.</em></li>
<li><em> A candidatura será avaliada entre 24 e 27 de julho durante o evento do Comitê do Patrimônio Mundial, na Coreia do Sul.</em></li>
<li><em> Inaugurado em 1878, no auge do Ciclo da Borracha, foi a primeira grande casa de espetáculos da Amazônia.</em></li>
<li><em>Foi batizado como &#8220;da Paz&#8221; em celebração ao fim da Guerra do Paraguai.</em></li>
<li><em> Projetado em estilo neoclássico inspirado nas casas de ópera europeias, já recebeu artistas renomados como o maestro Carlos Gomes e a bailarina Ana Pavlova.</em></li>
<li><em>É o maior teatro da Região Norte, tombado pelo IPHAN, reconhecido como patrimônio do Pará e sede de festivais e da Orquestra Sinfônica local.</em></li>
</ul>
<p>O Theatro da Paz, um dos maiores símbolos históricos, arquitetônicos e culturais do Pará, pode se tornar em breve Patrimônio Mundial da Unesco, O espaço histórico integra oficialmente a candidatura brasileira ao título, em uma proposta conjunta com o Teatro Amazonas, de Manaus, batizada de &#8220;Teatros da Amazônia&#8221;.</p>
<p>A avaliação ocorre durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul. O evento, que vai até 29 de julho, analisa 30 novas propostas globais. A apreciação da candidatura brasileira está agendada para ocorrer entre os dias 24 e 27 de julho.</p>
<p>O anúncio internacional reforça o valor do espaço, que já havia sido declarado Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Estado do Pará, consolidando sua relevância histórica, artística e simbólica para a região.</p>
<h3>Símbolo da Belle Époque na Amazônia</h3>
<p>Inaugurado em 15 de fevereiro de 1878, o Theatro da Paz é um dos monumentos mais emblemáticos do Brasil e a primeira grande casa de espetáculos construída na Amazônia. Localizado na Praça da República, no centro de Belém, o edifício nasceu no auge do Ciclo da Borracha, período de intensa efervescência econômica que transformou a capital paraense em uma das cidades mais modernas e luxuosas do país.</p>
<p>A ideia de erguer um teatro-monumento surgiu para suprir a demanda da elite local, que desejava assistir a companhias de ópera e peças europeias sem precisar sair da região.</p>
<p>Projetado pelo engenheiro militar José Tibúrcio de Magalhães em estilo neoclássico, o teatro foi fortemente inspirado na arquitetura dos grandes palácios de ópera europeus, adaptando-se com maestria à realidade amazônica</p>
<p>O nome &#8220;da Paz&#8221; foi uma homenagem direta ao término da Guerra do Paraguai (1864–1870). Originalmente, propôs-se o nome Theatro Nossa Senhora da Paz, mas a menção à santa foi descartada pela Igreja para desvincular o caráter profano dos espetáculos à imagem religiosa.</p>
<p>Grandes personalidades das artes mundiais já pisaram em seu palco, como o maestro brasileiro Carlos Gomes (com a famosa ópera O Guarani) e a lendária bailarina russa Ana Pavlova.<br />
Tombado como Patrimônio Histórico pelo IPHAN em 1963 e reconhecido como Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Estado do Pará, o Theatro da Paz permanece como o maior teatro da Região Norte e um dos mais importantes do Brasil.<br />
Além de abrigar festivais de ópera de prestígio internacional e apresentações da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, o monumento integra projetos para o reconhecimento de sua relevância histórica em escala global.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Decreto adia exigência de CNPJ para produtores rurais e autônomos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/decreto-adia-exigencia-de-cnpj-para-produtores-rurais-e-autonomos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:27:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CNPJ]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[produtor rural]]></category>
		<category><![CDATA[Receita Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/fazendeiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O governo adiou para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de ter CNPJ e emitir nota fiscal eletrônica para quem paga a CBS (nova tributação). A exigência do CNPJ valerá apenas para produtores rurais pessoas físicas com receita anual acima de R$ 3,6 milhões. As regras para quem fatura menos ainda serão detalhadas. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/fazendeiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O governo adiou para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de ter CNPJ e emitir nota fiscal eletrônica para quem paga a CBS (nova tributação).</em></li>
<li><em>A exigência do CNPJ valerá apenas para produtores rurais pessoas físicas com receita anual acima de R$ 3,6 milhões. As regras para quem fatura menos ainda serão detalhadas.</em></li>
<li><em> A regra de ter CNPJ vale para quem ganha mais de R$ 40,5 mil por ano.</em></li>
<li><em>Quem fatura até R$ 40,5 mil por ano não precisa de CNPJ nem paga a CBS/IBS.</em></li>
<li><em> A Receita Federal usará esse tempo extra para criar um sistema de cadastro mais simples e digital (estilo MEI), com previsão de lançamento para novembro de 2026.</em></li>
</ul>
<p>Os produtores rurais pessoas físicas, autônomos e prestadores de serviços ganharam mais tempo para se adaptarem às exigências da reforma tributária. O Decreto nº 13.075, publicado nesta semana, oficializou o adiamento da obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e da emissão de documentos fiscais eletrônicos.</p>
<p>A medida altera o Decreto nº 12.955/2026, regulador da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Inicialmente prevista para julho deste ano, a exigência agora entrará em vigor apenas em 1º de janeiro de 2027.</p>
<h3>O que muda para o produtor rural?</h3>
<p>A nova regra foca no perfil de faturamento do campo para definir quem precisará do CNPJ:</p>
<ul>
<li>A obrigatoriedade de ter CNPJ valerá especificamente para produtores rurais pessoas físicas com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões.</li>
<li>A regulamentação para quem fatura abaixo de R$ 3,6 milhões ao ano ainda será detalhada pelo governo federal.</li>
</ul>
<p>Até 31 de dezembro de 2026, continuam valendo os atuais mecanismos de identificação fiscal (como a inscrição estadual ou CPF) já utilizados nas operações do setor agropecuário.</p>
<h3>Por que o prazo foi estendido?</h3>
<p>A prorrogação foi anunciada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS) para permitir o desenvolvimento de um sistema simplificado de cadastro. O objetivo é criar um processo 100% digital e integrado à emissão de notas fiscais, semelhante ao modelo adotado pelo Microempreendedor Individual (MEI).</p>
<p>Para garantir que o setor produtivo se adapte sem sobressaltos, o governo prevê:</p>
<ul>
<li><strong>Lançamento do novo sistema</strong>: Previsto para novembro de 2026;</li>
<li><strong>Ambiente de testes (sandbox</strong>): Para que contadores, produtores e empresas de software testem as ferramentas antes da obrigatoriedade;</li>
<li><strong>Manuais e orientações</strong>: Publicação de guias práticos operacionais.</li>
</ul>
<h3>Quem é (e quem não é) obrigado em 2027</h3>
<p>A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de nota eletrônica atinge pessoas físicas com atividade econômica habitual sujeita à CBS e ao IBS:</p>
<ul>
<li><strong>Produtores rurais</strong>: Apenas com faturamento superior a R$ 3,6 milhões/ano;</li>
<li><strong>Autônomos e prestadores de serviços</strong>: Com receita anual superior a R$ 40,5 mil;</li>
<li><strong>Nanoempreendedores (isenção)</strong>: Quem fatura até R$ 40,5 mil por ano fica dispensado de CNPJ e do recolhimento de CBS/IBS.</li>
<li><strong>Trabalhadores CLT, aposentados e investidores</strong>: Não são afetados pelas novas regras.</li>
</ul>
<h4>Cronograma de adequação</h4>
<ul>
<li><strong>21 de julho de 2026</strong>: Publicação do Decreto nº 13.075;</li>
<li><strong>Novembro de 2026</strong>: Lançamento da plataforma e do sistema simplificado de CNPJ;</li>
<li><strong>31 de dezembro de 2026</strong>: Fim do período de transição dos documentos atuais;</li>
<li><strong>1º de janeiro de 2027:</strong> Início da obrigatoriedade do CNPJ e da emissão de documentos fiscais eletrônicos para os enquadrados.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Novo instrumento pode auxiliar no combate ao comércio ilegal de madeira da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/novo-instrumento-pode-auxiliar-no-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira-da-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[isótopos]]></category>
		<category><![CDATA[madeira ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/madeira_isotopos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Pesquisadores da USP estão criando um mapa capaz de identificar a região exata onde uma árvore foi cortada na Amazônia. A ideia é criar mais uma ferramenta no combate ao comércio ilegal de madeira. Isso porque a água e os nutrientes absorvidos pela árvore variam quimicamente conforme a região da floresta e esse registro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/madeira_isotopos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Pesquisadores da USP estão criando um mapa capaz de identificar a região exata onde uma árvore foi cortada na Amazônia. A ideia é criar mais uma ferramenta no combate ao comércio ilegal de madeira.</em></li>
<li><em>Isso porque a água e os nutrientes absorvidos pela árvore variam quimicamente conforme a região da floresta e esse registro fica gravado na madeira.</em></li>
<li><em>Diferente de documentos físicos (como o DOF), a composição química da madeira é inviolável e impossível de ser alterada após o corte.</em></li>
<li><em> O método foi desenvolvido pela equipe de cientistas para ser fornecido e aplicado em parceria com peritos da Polícia Federal nas investigações de campo.</em></li>
<li><em>Para aumentar a exatidão e reduzir margens de erro, os pesquisadores estão analisando múltiplos elementos (oxigênio, carbono, nitrogênio e estrôncio) em mais de 800 árvores coletadas na floresta.</em></li>
</ul>
<p>A extração ilegal de madeira continua sendo um dos principais motores do desmatamento na Amazônia. Hoje, para comprovar se um lote de madeira foi retirado de uma área autorizada, a fiscalização depende de análises visuais do tronco, mapeamento da espécie e conferência de documentos de transporte — papéis que, infelizmente, ainda podem ser fraudados.</p>
<p>Uma reportagem da <a href="https://agencia.fapesp.br/analise-isotopica-pode-auxiliar-a-policia-no-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira-da-amazonia/58715" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp</a> mostra como pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) estão trabalhando para fechar essa brecha,  ao desenvolverem uma espécie de &#8220;RG químico&#8221; da madeira, imune a falsificações.</p>
<h3>Como isso é possível?</h3>
<p>Toda planta absorve água e nutrientes do solo e do ar da região onde cresce. No entanto, os elementos químicos que formam essa água e esse solo (como o oxigênio e o carbono) não são todos idênticos: eles existem na natureza em variações mais &#8220;leves&#8221; e mais &#8220;pesadas&#8221;, chamadas pela ciência de &#8220;isótopos&#8217;.</p>
<p>A grande sacada da pesquisa da USP é que a proporção desses isótopos varia de acordo com a geografia da Amazônia:</p>
<ul>
<li><strong>O caminho das chuvas</strong>: A umidade do ar vem do Oceano Atlântico (a leste) e avança em direção ao oeste do continente. Conforme chove pelo caminho, a água vai perdendo preferencialmente as suas moléculas de oxigênio mais pesadas.</li>
<li><strong>A marca registrada na árvore:</strong> Ao absorver a água da chuva no solo, a árvore registra essa composição exata em sua madeira. Assim, uma árvore do oeste da Amazônia naturalmente carrega menos oxigênio pesado do que uma árvore do leste.</li>
</ul>
<p>Ao mapear essas variações por toda a floresta (criando o que os cientistas chamam de isoscape ou mapa isotópico), a equipe está construindo um banco de dados geográfico.</p>
<p>Se um caminhão for apreendido com documentos dizendo que a madeira veio de determinado ponto do Pará, a perícia pode analisar o material e checar se a sua &#8220;assinatura química&#8221; realmente bate com a região declarada.</p>
<h3>Para uso nas investigações da PF</h3>
<p>A principal vantagem desse método, liderado pelo professor Luiz Antonio Martinelli, é a segurança. De acordo com ele, é quimicamente impossível alterar os isótopos armazenados na madeira de um tronco já cortado.</p>
<p>Para colocar a inovação em prática, o grupo da USP já possui parcerias com peritos da Polícia Federal (PF). O objetivo é fornecer o modelo desenvolvido na universidade para que os agentes possam empregar a metodologia diretamente nas perícias e investigações de campo.</p>
<h3>Os desafios para aumentar a precisão</h3>
<p>Apesar do avanço, a ferramenta desenvolvida pelos cientistas passa por aperfeiçoamentos antes de ser adotada em larga escala.</p>
<p>Os cientistas descobriram, por exemplo, que u<span style="font-size: 14px;">sar somente o oxigênio permite delimitar a origem, mas a margem de incerteza ainda cobre uma área grande demais. Por isso, a equipe da USP já está adicionando outros elementos ao mapa, como carbono, nitrogênio e estrôncio, além de avaliar a concentração total de certos minerais.</span></p>
<p>Outra dificuldade é que, na faixa conhecida como &#8220;arco do desmatamento&#8221;, a destruição acelerada dificulta a coleta de amostras de árvores nativas para os pesquisadores ampliarem o banco de dados.</p>
<p>Para solucionar essas limitações, o grupo de pesquisa está expandindo o trabalho de campo. Até o momento, os cientistas já coletaram e analisaram amostras de 800 árvores em 63 pontos da Amazônia.</p>
<p>A equipe também estuda a possibilidade de usar novas abordagens químicas para além da medida de isótopos, como a criação de mapas que mostrem a diferença de concentração de determinados elementos químicos na madeira, o chamado <em>elementalscape</em>.</p>
<p>O objetivo é entregar às autoridades uma ferramenta de precisão cirúrgica no combate ao crime ambiental.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp</em></p>
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		<title>Orgulho da nossa terra, Jambu é a única erva brasileira em ranking global gastronômico</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cultura/orgulho-da-nossa-terra-jambu-e-a-unica-erva-brasileira-em-ranking-global-gastronomico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 18:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[erva]]></category>
		<category><![CDATA[jambu]]></category>
		<category><![CDATA[Tasteatlas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/Captura-de-Tela-2021-05-11-as-16.27.47-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O jambu, erva nativa da Amazônia, foi o único representante do Brasil a entrar na lista global do guia gastronômico TasteAtlas. Com nota 3,0, a planta ficou na 68ª posição em uma seleção que avaliou mais de 120 ervas e especiarias do mundo. O topo do ranking do TasteAtlas foi ocupado pelo manjericão genovês, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/Captura-de-Tela-2021-05-11-as-16.27.47-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O jambu, erva nativa da Amazônia, foi o único representante do Brasil a entrar na lista global do guia gastronômico TasteAtlas.</em></li>
<li><em> Com nota 3,0, a planta ficou na 68ª posição em uma seleção que avaliou mais de 120 ervas e especiarias do mundo.</em></li>
<li><em> O topo do ranking do TasteAtlas foi ocupado pelo manjericão genovês, da Itália (nota 4,6), seguido por ervas de países como Chile, Espanha e Hungria.</em></li>
</ul>
<p>Se tem uma coisa que o paraense conhece bem é a sensação inconfundível de dar aquela mastigada no jambu e sentir a língua tremer. Mas agora, esse nosso tesouro da Amazônia, um dos maiores símbolos da culinária do Pará. ganhou o mundo e foi oficialmente reconhecido lá fora.</p>
<p>O jambu foi o único representante do Brasil a entrar no prestigiado ranking global do site TasteAtlas, que elegeu as melhores ervas e especiarias do planeta. Com uma nota 3,0, a nossa erva garantiu a 68ª posição em uma lista competitiva com mais de 120 temperos de todos os cantos da Terra.</p>
<p>Prestigiado guia global, o TasteAtlas é considerado a enciclopédia da gastronomia.</p>
<p>O topo do ranking ficou com o tradicional manjericão genovês, da Itália (que tirou nota 4,6), seguido por ervas de países como Chile, Espanha e Hungria.</p>
<p>Além do Jambu, o açaí foi eleito uma das 100 melhores frutas do mundo no ranking global do Taste Atlas, alcançando a 40ª posição com nota 4,1.</p>
<p>Pode até ser que os gringos ainda estejam se acostumando com esse tremor único que só o jambu proporciona na tacacá, no pato no tucupi ou na cachaça, mas para nós o recado é claro: a riqueza da nossa culinária paraense continua conquistando espaço e marcando presença no mapa gastronômico internacional.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/marca-paraense-investe-no-jambu-e-consolida-empreendedorismo-de-base-comunitaria/" target="_top">Marca paraense investe no jambu e consolida empreendedorismo de base comunitária</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/tecnologia/jambu-pode-ajudar-a-combater-inflamacoes-no-corpo-diz-estudo/" target="_top">Jambu pode ajudar a combater inflamações no corpo, diz estudo</a></strong></p>
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