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	<title>ECONOMIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>ECONOMIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/1057809-ebc_07.12.2016-3002_07.12.16-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A agricultura brasileira atingiu 345,4 milhões de toneladas de grãos em 2025, um crescimento de 18,2% em relação a 2024 (ano afetado pelo El Niño). O valor da produção somou R$ 927,2 bilhões (alta de 18,4%), o maior patamar em moeda corrente desde o surgimento do Plano Real (1994). Pela primeira vez, o Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/1057809-ebc_07.12.2016-3002_07.12.16-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A agricultura brasileira atingiu 345,4 milhões de toneladas de grãos em 2025, um crescimento de 18,2% em relação a 2024 (ano afetado pelo El Niño).</em></li>
<li><em> O valor da produção somou R$ 927,2 bilhões (alta de 18,4%), o maior patamar em moeda corrente desde o surgimento do Plano Real (1994).</em></li>
<li><em>Pela primeira vez, o Brasil superou 100 milhões de hectares colhidos (100,6 milhões), avanço de 4,4% na comparação anual.</em></li>
<li><em>A soja gerou R$ 315,2 bilhões (34% do valor total nacional), com safra de 165,2 milhões de toneladas (+14,4%); a demanda chinesa por conta da disputa comercial com os EUA sustentou os preços.</em></li>
<li><em> O Brasil tornou-se o maior exportador mundial de algodão graças a avanços tecnológicos (+16,4% na safra); já o café subiu 44,7% em valor (R$ 100 bilhões) impulsionado pela alta dos preços internacionais.</em></li>
<li><em>Mato Grosso continuou no topo entre os estados (R$ 165,6 bilhões), e o Centro-Oeste (R$ 288 bilhões) tomou de volta o primeiro lugar do Sudeste em valor de produção.</em></li>
</ul>
<p>Após ter sofrido com condições climáticas desfavoráveis em 2024, a agricultura do Brasil chegou a 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.</p>
<p>O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.</p>
<p>Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O montante de 2025 é o maior, pelo menos, desde quando o Plano Real foi criado, em 1994.</p>
<p>Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<h3>Avanço de área</h3>
<p>O levantamento mostrou também que, pela primeira vez, o Brasil rompeu a marca de 100 milhões de hectares de área colhida. Os 100,6 milhões de 2025 representam avanço de 4,4% na comparação com o ano anterior.</p>
<p>A área equivale a 1 milhão de quilômetros quadrados (km²), maior que todo o estado do Mato Grosso (903,2 mil km²) ou a quase toda a Bolívia (1,10 milhão km²).</p>
<h3>Soja</h3>
<p>Segundo o levantamento, a soja representou mais de um terço (34%) do valor da produção agrícola brasileira (R$ 315,2 bilhões), desempenho que mantém o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo.</p>
<p>A safra de soja cresceu 14,4% em um ano, alcançando 165,2 milhões de toneladas, isto é, 20,8 milhões a mais que 2024.</p>
<p>O IBGE explica que o cenário internacional contribuiu para a manutenção do preço da soja.</p>
<p>“A conjuntura mostra que a guerra tarifária entre Estados Unidos e China fez com que o país asiático aumentasse a procura pelo grão de soja do Brasil, mantendo os preços internos da commodity estáveis ao longo dos últimos meses do ano”.</p>
<p><strong>Veja os dez principais produtos agrícolas por valor da produção em 2025:</strong></p>
<ul>
<li>Soja: R$ 315,2 bilhões</li>
<li>Milho: R$ 122,1 bilhões</li>
<li>Cana-de-açúcar: R$ 108,9 bilhões</li>
<li>Café (em grão): R$ 100 bilhões</li>
<li>Algodão (em caroço): R$ 40,6 bilhões</li>
<li>Laranja: R$ 23,0 bilhões</li>
<li>Arroz (em casca): R$ 19,6 bilhões</li>
<li>Mandioca: R$ 18,9 bilhões</li>
<li>Banana : R$ 16,4 bilhões</li>
<li>Fumo (em folha): R$ 14,4 bilhões</li>
</ul>
<p>O IBGE aponta que avanços tecnológicos na produção ajudaram a produção de algodão a crescer 16,4% em um ano e chegar a 6 milhões de toneladas, permitindo que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial do produto.</p>
<blockquote><p>“Resultado de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva, principalmente no Cerrado brasileiro, tendo como destaque o Mato Grosso”, afirma.</p></blockquote>
<p>“Essa conquista não apenas fortalece a economia, gerando bilhões em divisas e milhares de empregos diretos e indiretos, como também posiciona o país como referência global em práticas agrícolas modernas e competitivas, ampliando sua influência nos mercados têxtil e de commodities [matérias-primas negociadas em preços internacionais], completa.</p>
<p>O levantamento mostra que o valor da produção do café subiu 44,7%, ficando em quase R$ 100 bilhões. A produção atingiu 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%, limitada por fatores climáticos e naturais, como exaurimento das plantas. No entanto, o aumento do valor da produção foi explicado pela “supervalorização do preço da saca no mercado internacional”.</p>
<p>Em 2025, Mato Grosso se manteve como principal celeiro do Brasil em valor da produção, que avançou 37,1% em um ano. Tudo o que foi colhido no estado representa 17,9% do total do país.</p>
<p><strong>Confira os dez estados com maior valor da produção agrícola:</strong></p>
<ul>
<li>Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões</li>
<li>São Paulo: R$ 124 bilhões</li>
<li>Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões</li>
<li>Paraná: R$ 87,7 bilhões</li>
<li>Goiás: R$ 72,7 bilhões</li>
<li>Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões</li>
<li>Bahia: R$ 55,5 bilhões</li>
<li>Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões</li>
<li>Pará: R$ 38,4 bilhões</li>
<li>Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões</li>
</ul>
<h3>Centro-Oeste supera Sudeste</h3>
<p>A análise dos valores da produção revela que, em 2025, o Centro-Oeste voltou a ultrapassar o Sudeste, invertendo a ordem de 2024.</p>
<p>No ano passado, o Centro-Oeste viu o valor crescer 31,8%, atingindo R$ 288 bilhões, impulsionado por soja, milho e algodão.</p>
<p>O Sudeste apresentou R$ 271 bilhões, com destaque para café e cana-de-açúcar.</p>
<p>Até 2017, o Sudeste sempre esteve à frente. De 2018 a 2023, o Centro-Oeste tomou a liderança, perdendo-a novamente em 2024, antes de retomá-la em 2025.</p>
<p><strong>Ranking do valor de produção agrícola por regiões:</strong></p>
<ul>
<li>Centro-Oeste: R$ 288 bilhões</li>
<li>Sudeste: R$ 271 bilhões</li>
<li>Sul: R$ 181,1 bilhões</li>
<li>Nordeste: R$ 113,7 bilhões</li>
<li>Norte: R$ 73,4 bilhões</li>
</ul>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rota Combu transforma visita à ilha em jornada pela Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/rota-combu-transforma-visita-a-ilha-em-jornada-pela-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 17:46:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Combu]]></category>
		<category><![CDATA[Rota Combu]]></category>
		<category><![CDATA[Sebrae]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Capturar1-1-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Rota Combu amplia as opções de turismo na Ilha do Combu (próxima a Belém), indo além dos tradicionais restaurantes para conectar visitantes a saberes, trilhas, rios, biojoias e hospedagem local. O projeto oferece opções de um, dois ou três dias de duração (Descoberta, Imersão e Combu completo), integrando negócios de alimentação, mobilidade, hospitalidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Capturar1-1-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>A Rota Combu amplia as opções de turismo na Ilha do Combu (próxima a Belém), indo além dos tradicionais restaurantes para conectar visitantes a saberes, trilhas, rios, biojoias e hospedagem local.</li>
<li>O projeto oferece opções de um, dois ou três dias de duração (Descoberta, Imersão e Combu completo), integrando negócios de alimentação, mobilidade, hospitalidade e economia criativa.</li>
<li>Iniciativas como o Quintal Ribeirinho permitem acompanhar o manejo do açaí e subir em açaizeiros, enquanto espaços como o Saudosa Maloca destacam a culinária com frutos regionais e peixes de rio.</li>
<li>:Fruto de cerca de seis meses de trabalho coletivo com pequenos negócios, a iniciativa busca gerar renda, valorizar a cultura ribeirinha e incentivar a conservação da natureza.</li>
</ul>
<p>A poucos minutos de barco de Belém, existe uma Amazônia para ser descoberta, provada e vivida. É o que propõe a Rota Combu, produto turístico estruturado com apoio do Sebrae no Pará para conectar visitantes a empreendedores e negócios da Ilha do Combu.</p>
<p>A proposta é mudar a forma de conhecer o destino. Em vez de apenas atravessar o rio para almoçar, o visitante pode caminhar pela floresta, navegar por rios e igarapés, acompanhar o manejo do açaí, conhecer saberes tradicionais, provar sabores amazônicos, descobrir a produção de cacau e chocolate, experimentar um banho de cheiro, conhecer biojoias e até dormir na ilha.</p>
<p>A Rota reúne negócios das áreas de alimentação, mobilidade, hospitalidade e economia criativa e oferece roteiros de um, dois e três dias, permitindo que cada visitante escolha quanto tempo quer permanecer e quais descobertas deseja fazer.</p>
<p>Para Péricles Carvalho, coordenador estadual de Turismo do Sebrae no Pará, a Rota cria uma nova perspectiva para o destino. “A Rota Combu mostra que o visitante pode ir muito além de uma visita aos restaurantes. A proposta é conectar diferentes negócios, valorizar os saberes de quem vive na ilha e transformar a visita em uma experiência mais completa, gerando permanência, consumo e novas oportunidades para os empreendedores locais”.</p>
<h4>Três caminhos para viver o Combu</h4>
<p><strong>1 dia | Descoberta do Combu</strong></p>
<p>Para quem tem pouco tempo, o roteiro combina os principais atrativos da ilha, com contato com a floresta, cultura ribeirinha, gastronomia, trilhas, rios e igarapés e a vivência do açaí.</p>
<p><strong>2 dias | Imersão na ilha</strong></p>
<p>Mais tempo para desacelerar e ampliar a jornada. A programação pode reunir açaí, cacau e chocolate, andiroba, banho de cheiro, biojoias, gastronomia e contato com a floresta, com possibilidade de hospedagem.</p>
<p><strong>3 dias | Combu completo</strong></p>
<p>Uma permanência maior para conectar diferentes negócios e atividades da Rota, reunindo natureza, cultura, gastronomia, bioeconomia e hospedagem e permitindo uma aproximação ainda maior com o território e seus moradores.</p>
<h3>Quem vive o Combu conta essa história</h3>
<p>No Quintal Ribeirinho, o visitante coloca o pé na floresta e acompanha de perto o universo do açaí. Percorre a trilha, observa o trabalho do peconheiro, pode experimentar subir no açaizeiro e participa do preparo do fruto.</p>
<blockquote><p>“Ele sobe na árvore, tira esse açaí, chama o cliente para tentar. Depois eles vêm para cá, batem o açaí junto com a gente”, conta Analice Mota.</p></blockquote>
<p>No Saldosa Maloca, os ingredientes da floresta ganham novos sabores. Taperebá, cupuaçu, cacau e bacuri aparecem em pratos, bebidas, geleias e licores, ao lado de peixes de rio. Entre os destaques estão o tucunaré assado e a caldeirada de filhote.</p>
<blockquote><p>“O turista pode experimentar um almoço, viver um pouquinho essa vivência de floresta e experimentar os sabores”, destaca Prazeres Quaresma, proprietária do empreendimento.</p></blockquote>
<p>A Rota Combu é resultado de cerca de seis meses de trabalho coletivo, com reuniões, consultorias e pesquisas junto aos pequenos negócios locais. Os empreendedores participaram da construção do produto turístico e das decisões relacionadas ao empreendimento.</p>
<p>A iniciativa busca fortalecer um modelo de turismo que gera renda, valoriza os saberes ribeirinhos, movimenta os pequenos negócios e contribui para a conservação da natureza.</p>
<p>Para conhecer a Rota Combu clique <a href="https://rotacombu.com.br/pt/" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></p>
<p><em>Fonte: Agência Sebrae</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Medida Provisória destina mais R$ 375 milhões para o Pronaf</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/medida-provisoria-destina-mais-r-375-milhoes-para-o-pronaf/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 18:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Safra 2026/2027]]></category>
		<category><![CDATA[Pronaf]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agricultura_familiar3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O governo publicou a Medida Provisória nº 1.390/2026, abrindo um crédito de R$ 375 milhões para operações do Tesouro Nacional voltadas ao financiamento do Pronaf. No Plano Safra 2026/2027, a agricultura familiar conta com uma oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito neste ano, com taxas de juros que variam de 0,5% a 7,5% [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agricultura_familiar3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>O governo publicou a Medida Provisória nº 1.390/2026, abrindo um crédito de R$ 375 milhões para operações do Tesouro Nacional voltadas ao financiamento do Pronaf.</li>
<li>No Plano Safra 2026/2027, a agricultura familiar conta com uma oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito neste ano, com taxas de juros que variam de 0,5% a 7,5% ao ano.</li>
<li>O Ministério da Agricultura definiu em julho as regras para a equalização de juros pagos pelo Tesouro às instituições financeiras, abrangendo o período do ano agrícola de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027</li>
<li>O programa reúne diversas frentes de incentivo ao setor, incluindo linhas de crédito rural, seguro agrícola, assistência técnica, extensão rural e compras públicas.</li>
</ul>
<p>O governo publicou Medida Provisória (MPV 1.390/2026) que abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões. O valor será destinado diretamente às operações sob responsabilidade do Tesouro Nacional para financiar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira, 9.</p>
<p>Ainda em julho o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou norma estabelecendo os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.</p>
<p>Neste ano, o Plano Safra para agricultura familiar foi anunciado com a oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos com juros que variam de 0,5% a 7,5% ao ano.</p>
<p>Os financiamentos rurais atendidos pelo programa são concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. O plano reúne linhas de crédito rural, seguro agrícola, assistência técnica e extensão rural (Ater), compras públicas e outros instrumentos destinados ao atendimento da agricultura familiar.</p>
<p><em>Fonte: Agência Senado</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Frigoríficos podem impulsionar rastreabilidade a 30% do rebanho do Pará até 2030</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/frigorificos-podem-impulsionar-rastreabilidade-a-30-do-rebanho-do-para-ate-2030/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:06:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bois_brincos-e1757530242680-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A identificação individual de bovinos no Pará pode passar de 0,2% do rebanho, em 2025, para 30,2% até 2030, o equivalente a cerca de 7,5 milhões de animais. A projeção depende de os frigoríficos aptos do estado levarem a rastreabilidade aos seus fornecedores com incentivos e assistência técnica em campo. No projeto-piloto que embasa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bois_brincos-e1757530242680-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>A identificação individual de bovinos no Pará pode passar de 0,2% do rebanho, em 2025, para 30,2% até 2030, o equivalente a cerca de 7,5 milhões de animais.</li>
<li>A projeção depende de os frigoríficos aptos do estado levarem a rastreabilidade aos seus fornecedores com incentivos e assistência técnica em campo.</li>
<li>No projeto-piloto que embasa a estimativa, 59 fornecedores receberam apoio para identificar individualmente cerca de 26 mil cabeças de gado.</li>
<li>O estudo calcula que um frigorífico de médio porte gaste cerca de R$ 1,7 milhão em 12 meses para atender até 120 produtores, sendo 86% do valor destinado a incentivos ao produtor, principalmente os kits de identificação.</li>
<li>Na frente de requalificação comercial, 73 dos 96 produtores visitados no assentamento Tuerê, em Novo Repartimento (PA), recusaram inicialmente a proposta, segundo levantamento da Fundação Solidaridad.</li>
</ul>
<p>A identificação individual de bovinos no Pará pode saltar de 0,2% do rebanho, em 2025, para 30,2% até 2030, alcançando cerca de 7,5 milhões de animais. Para isso, os frigoríficos precisam levar a rastreabilidade aos seus fornecedores com incentivos e apoio técnico.</p>
<p>A projeção foi apresentada nesta terça-feira, 1º, no lançamento de relatório do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que reúne estratégias de rastreabilidade individual e de requalificação comercial para a cadeia bovina no Brasil em dois projetos-piloto realizados no Pará.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Pará foi escolhido para sediar os pilotos por reunir condições institucionais e territoriais relevantes, com iniciativas locais tanto de rastreabilidade quanto de regularização e reinserção comercial.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado também concentra o segundo maior rebanho bovino do País e reúne desafios presentes em outras áreas da Amazônia, como a coexistência de propriedades rurais, assentamentos, Terras Indígenas, Unidades de Conservação, com diferentes formas de ocupação e uso da terra, segundo o Imaflora</span></p>
<p>No caso da rastreabilidade individual, a estratégia foi testada em projeto-piloto da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT), no qual 59 fornecedores de frigoríficos receberam apoio para implementar a identificação individual de aproximadamente 26 mil cabeças de gado.</p>
<blockquote><p>“A experiência do projeto-piloto mostra que é possível dar escala e replicabilidade às ações e traz aprendizados importantes para fortalecer a sustentabilidade da pecuária&#8221;, afirmou Natália Grossi, coordenadora do Programa de Cadeias Agropecuárias da AdT, durante o lançamento do estudo.</p></blockquote>
<p>Para o frigorífico, o trabalho consiste em usar equipes que já mantêm contato com o pecuarista, como originação e ESG, e colocar técnicos em campo para acompanhar a brincagem. O estudo estima que uma empresa de médio porte gaste cerca de R$ 1,7 milhão em 12 meses para atender até 120 produtores.</p>
<p>Desse valor, 86% vão para incentivos ao produtor, principalmente os kits de identificação, doados a quem adere.</p>
<p>O projeto-piloto integra o Programa Pecuária Sustentável do Pará e foi desenvolvido em parceria entre o Imaflora e a AdT, com financiamento do Bezos Earth Fund, pelo programa Future of Food, e da União Europeia, pelo programa AL-INVEST Verde.</p>
<h3>Apoio ao produtor</h3>
<p>As experiências indicam que a ampliação da identificação individual dos animais depende de uma combinação de medidas. Entre elas estão incentivos econômicos, financiamento compartilhado, assistência técnica contínua, apoio documental e acompanhamento nas propriedades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nosso desafio foi apresentar caminhos para que a política de identificação animal avance sem perder de vista a regularização ambiental, a inclusão produtiva e a permanência de pequenos produtores no mercado formal”, avaliou Bruno Vello, coordenador de políticas públicas do Imaflora.</p></blockquote>
<h3>Passivo ambiental dificulta adesão de famílias</h3>
<p>A outra frente do relatório mostra que ampliar a rastreabilidade também exige enfrentar as dificuldades de produtores que estão fora ou sob restrições no mercado formal devido a pendências ambientais.</p>
<p>Das 96 propriedades visitadas no assentamento Tuerê, em Novo Repartimento (PA), 73 produtores inicialmente recusaram a proposta de requalificação comercial, 17 ficaram indecisos e seis aderiram. Após a oferta do Bônus Desbloqueia Já e do atendimento presencial do Núcleo de Atendimento ao Produtor (NAP), outras sete famílias aderiram à iniciativa.</p>
<p>O levantamento, feito pela Fundação Solidaridad, relaciona a resistência principalmente ao tamanho do passivo ambiental, que chegava, em média, a 29,2 hectares, equivalente a cerca de 44% da área média das propriedades. Para essas famílias, destinar quase metade da área à recomposição da vegetação significa perda imediata de espaço para produzir e, com ela, de renda.</p>
<p>&#8220;Quando quase metade da propriedade está em área de passivo, o modelo tradicional de requalificação encontra seu limite. A resistência que mapeamos mostra que, para trazer esses pecuaristas à legalidade, precisamos adequar as exigências à realidade da Amazônia e oferecer caminhos produtivos de transição&#8221;, explicou Paulo Lima, gerente de programas da Fundação Solidaridad.</p>
<p>Incentivos financeiros e alternativas para elevar a produtividade nas áreas já abertas podem facilitar a transição. Além disso, a combinação do bônus e da assistência técnica voltada à intensificação sustentável da pecuária e à implantação de sistemas agroflorestais com cacau ajuda a reduzir a percepção de risco entre as famílias.</p>
<p>Uma análise de escalabilidade apontou São Félix do Xingu, Marabá e Novo Repartimento como territórios prioritários para a expansão da estratégia de requalificação comercial.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Edital seleciona pequenos negócios da bioeconomia para feira em Londres e Xangai</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/bioeconomia33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Sebrae e Embratur abriram edital para selecionar até 50 produtos de pequenos negócios da bioeconomia para expor em feiras internacionais. Os selecionados participarão do Visit Brasil Trade Mission na WTM em Londres (novembro) e em um evento em Xangai (dezembro). Prioridade para a Amazônia Legal, abrangendo setores de cosméticos, alimentos, bebidas e fármacos. Inscrições [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/bioeconomia33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Sebrae e Embratur abriram edital para selecionar até 50 produtos de pequenos negócios da bioeconomia para expor em feiras internacionais.</em></li>
<li><em>Os selecionados participarão do Visit Brasil Trade Mission na WTM em Londres (novembro) e em um evento em Xangai (dezembro).</em></li>
<li><em>Prioridade para a Amazônia Legal, abrangendo setores de cosméticos, alimentos, bebidas e fármacos.</em></li>
<li><em> Inscrições abertas até 4 de setembro, com resultado previsto para o fim do mês.</em></li>
</ul>
<p data-path-to-node="1">O Sebrae e a Embratur abriram edital para selecionar até 50 produtos de pequenos negócios da bioeconomia brasileira. Os escolhidos serão expostos no <i data-path-to-node="1" data-index-in-node="166">Visit Brasil Trade Mission</i>, realizado durante a <i data-path-to-node="1" data-index-in-node="214">World Travel Market</i> (WTM) de Londres, em novembro, e em outro evento previsto para dezembro, em Xangai. A prioridade na seleção será para empreendimentos da Amazônia Legal.</p>
<p data-path-to-node="2">As inscrições ficam abertas até 4 de setembro, e a lista final dos selecionados deve sair no fim do mesmo mês. A avaliação vai considerar a maturidade exportadora de cada candidato, abrangendo itens como cosméticos, alimentos, bebidas e fármacos.</p>
<p data-path-to-node="3">Além da vitrine em duas das maiores feiras de turismo e negócios do mundo, as empresas aprovadas terão acesso a treinamentos preparatórios para o mercado externo e poderão apresentar seus cases de sucesso.</p>
<p data-path-to-node="4">O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca que a iniciativa é fundamental para conectar a sustentabilidade e a biodiversidade brasileiras a compradores globais exigentes. Atualmente, os pequenos negócios já respondem por cerca de 40% do total de empresas exportadoras no Brasil.</p>
<p data-path-to-node="4"> As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas <a href="https://forms.gle/GjfspcQzwDiw2qwQ6" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Cacau na Amazônia cresce sobre pastagens sem desmatar a floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 12:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/CACAU_AGROFLORESTA3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Mapeamento da Embrapa revela que os 121 mil hectares de cacau no Pará e em Rondônia cresceram quase em sua totalidade sobre pastagens e áreas já alteradas, sem avançar sobre a mata nativa. O Pará lidera a produção com 116.436 hectares (alta de 33% em dois anos), concentrados principalmente na região da Transamazônica e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/CACAU_AGROFLORESTA3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>Mapeamento da Embrapa revela que os 121 mil hectares de cacau no Pará e em Rondônia cresceram quase em sua totalidade sobre pastagens e áreas já alteradas, sem avançar sobre a mata nativa.</li>
<li>O Pará lidera a produção com 116.436 hectares (alta de 33% em dois anos), concentrados principalmente na região da Transamazônica e em Tomé-Açu, com forte base na agricultura familiar.</li>
<li>Do crescimento recente no estado, 63% ocorreu a pleno sol e 37% em sistemas agroflorestais, sinalizando a necessidade de mais incentivos públicos para o cultivo consorciado.</li>
<li>ORondônia  teve seu primeiro mapeamento completo, somando 5.340 hectares, com perfil predominantemente agroflorestal (62%) e forte presença de pequenos produtores.</li>
<li>O cruzamento com dados do Inpe indica que 96% da área no Pará e 98% em Rondônia foram desmatadas antes de 2020, o que ajuda exportadores a comprovar a origem sustentável exigida pela União Europeia.</li>
<li>Além de gerar renda para a agricultura familiar, o cacau ajuda a recuperar solos degradados e a devolver produtividade a pastos abandonados na Amazônia.</li>
</ul>
<p>Um novo mapeamento mostra que o cacau cresceu na Amazônia sem avançar sobre a floresta nativa. O levantamento, feito pela Embrapa em parceria com outras instituições, identificou 121 mil hectares plantados com cacau no Pará e em Rondônia — e a quase totalidade dessa área está sobre pastagens e terrenos já alterados no passado, não sobre mata derrubada recentemente.</p>
<p>O dado é importante porque o cacau é uma cultura de exportação diretamente afetada pelas novas regras ambientais internacionais, e o mapeamento oferece justamente a prova de que os produtores precisam para comprovar essa origem.</p>
<p><span style="font-size: 14px;">O Pará é hoje o grande protagonista da cacauicultura amazônica. O estado tem 116.436 hectares plantados, espalhados por 61 municípios — um salto de 33% em relação a 2022, quando a área era de 87.309 hectares.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px;"> Na prática, foram quase 30 mil hectares novos em apenas dois anos.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-43763 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/mapa_cacau-300x234.jpg" alt="" width="679" height="530" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/mapa_cacau-300x234.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/mapa_cacau-768x598.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/mapa_cacau-150x117.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/mapa_cacau-450x351.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/mapa_cacau.jpg 900w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" /></p>
<p>Os municípios que mais produzem cacau no Pará são Medicilândia (35.203 hectares), Uruará (17.024 hectares), Brasil Novo (10.162 hectares), Altamira (7.301 hectares) e Tomé-Açu (6.981 hectares) — os quatro primeiros na região da Transamazônica, e Tomé-Açu conhecido por ser referência em sistemas agroflorestais.</p>
<p>O estudo mostra que a produção paraense tem forte presença da agricultura familiar: foram mapeadas 31.843 áreas de cultivo, e quase 85% delas têm até 5 hectares.</p>
<p>Um ponto de atenção do documento é que a área que cresceu entre 2022 e 2024, 63% foi plantada em monocultivo a pleno sol, e 37% em sistemas agroflorestais — que misturam o cacau com árvores e outras culturas.</p>
<p>Para os pesquisadores, isso mostra que o produtor tem respondido mais ao retorno econômico imediato do plantio a pleno sol, e reforça a necessidade de mais incentivo público para quem opta pelo modelo agroflorestal, que traz mais diversificação e benefícios ambientais.</p>
<h3>Rondônia tem primeiro mapeamento</h3>
<p>Rondônia ganhou, pela primeira vez, um mapeamento completo da própria cacauicultura, que serve agora como ponto de partida para acompanhar a evolução da cultura no estado. A área plantada soma 5.340 hectares em 51 municípios, e o perfil de cultivo é diferente do paraense: 62% da área está em sistemas agroflorestais, e 38% em plantio a pleno sol.</p>
<p>Assim como no Pará, a produção rondoniense é pulverizada entre pequenos produtores: são 38.108 áreas mapeadas, com 75% delas até 5 hectares. Os municípios com maior área plantada são Jaru, Porto Velho, Theobroma, Ouro Preto do Oeste e Mirante da Serra.</p>
<h3>Ausência de desmatamento</h3>
<p>A pesquisa cruzou os dados do cacau com os do TerraClass e do Prodes — os sistemas de monitoramento de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado: 96% da área de cacau no Pará e 98% em Rondônia estão em locais que já haviam sido desmatados antes de 2020.</p>
<p>Esse número tem peso direto no mercado internacional. A União Europeia proíbe, desde o novo regulamento antidesmatamento (EUDR), a importação de commodities produzidas em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.</p>
<p>Segundo o mapeamento, apenas 3,9% da área de cacau no Pará e 2% em Rondônia foram implantados em áreas desmatadas depois dessa data — um índice baixo, que ajuda exportadores a comprovar a origem sustentável da produção.</p>
<p>O estudo também identificou 11.444 hectares no Pará e quase 149 hectares em Rondônia de cacau plantado sob a sombra direta de floresta nativa, um sistema que preserva a cobertura florestal enquanto gera renda.</p>
<p>Para o pesquisador Adriano Venturieri, da Embrapa Amazônia Oriental e coordenador do estudo, o cacau tem papel estratégico na região: além de gerar renda para famílias rurais, recupera solos degradados e devolve produtividade a áreas que antes eram pasto abandonado.</p>
<blockquote><p> “Esse trabalho é instrumento de rastreabilidade indispensável para atender tanto às exigências da legislação brasileira quanto ao rigor do mercado internacional”, diz.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, o desafio agora não é apenas plantar mais cacau, mas garantir que essa expansão continue acontecendo com qualidade ambiental e capacidade de competir no mercado internacional.</p>
<p>Vitor Stella, do CocoaAction Brasil, reforça que conhecer onde e como o cacau está se expandindo ajuda a direcionar políticas públicas, investimentos e assistência técnica para onde são mais necessários — com o objetivo de aumentar a renda do produtor sem repetir o padrão de desmatamento de outras cadeias produtivas na Amazônia.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando sabemos para onde a cultura está avançando, em quais sistemas produtivos e sob quais condições, conseguimos identificar gargalos, orientar melhor as políticas públicas e direcionar investimentos e assistência técnica para onde eles são mais necessários”, afirma.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Casal paraense transforma solo exaurido em viveiro de 12 mil mudas com agrofloresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:18:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/Diandson-Santiago-e-Daiane-Feitosa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O casal Diandson Santiago e Daiane Feitosa transformou uma antiga fazenda de gado com solo exaurido, de cinco hectares, no Sítio Fé na Vida, em São Félix do Xingu (PA). Há cinco anos, a família apostou em um Sistema Agroflorestal (SAF) integrando cacau, açaí, banana e cajá, o que também permitiu iniciar a recuperação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/Diandson-Santiago-e-Daiane-Feitosa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O casal Diandson Santiago e Daiane Feitosa transformou uma antiga fazenda de gado com solo exaurido, de cinco hectares, no Sítio Fé na Vida, em São Félix do Xingu (PA).</em></li>
<li><em> Há cinco anos, a família apostou em um Sistema Agroflorestal (SAF) integrando cacau, açaí, banana e cajá, o que também permitiu iniciar a recuperação de nascentes locais.</em></li>
<li><em>Com a assistência técnica do Programa Florestas (Imaflora), a propriedade expandiu seu viveiro e hoje tem capacidade de produzir entre 10 mil e 12 mil mudas por ciclo, incluindo espécies frutíferas e florestais nativas (como cupuaçu, ipê-roxo, jatobá e castanha-do-pará).</em></li>
<li><em> O local passou de uma estrutura precária coberta de palha para um viveiro totalmente estruturado com irrigação automatizada, reduzindo o tempo de rega diária de horas para apenas 10 minutos.</em></li>
<li><em>O casal planeja criar um banco de sementes e introduzir novas espécies. A iniciativa serve de modelo para o desenvolvimento sustentável na Amazônia, unindo conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e geração de renda para a agricultura familiar.</em></li>
</ul>
<p>​No município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, uma família de agricultores transformou um sonho em realidade: converter uma antiga área degradada em uma propriedade com capacidade para produzir até 12 mil mudas de árvores florestais e frutíferas.</p>
<p>Denominada Sítio Fé na Vida, a propriedade funcionava como uma fazenda de gado marcada pelo desgaste do solo, até que a implementação de um Sistema Agroflorestal (SAF) começou a redesenhar a paisagem local.</p>
<p>​A história de sucesso do Sítio Fé na Vida nasceu da determinação do casal Diandson Santiago e Daiane Feitosa. Há cinco anos, eles decidiram mudar os rumos da propriedade de cinco hectares, recebida como doação do pai de Diandson, para apostar na agricultura de baixo impacto ambiental.</p>
<blockquote><p>​“A gente buscou trabalhar o SAF integrado com cacau, açaí, banana e cajá. Com isso, conseguimos iniciar também a recuperação das nascentes”, conta Daiane, com um sorriso de satisfação.</p></blockquote>
<p>Localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável com mais de 1,6 milhão de hectares, o Sítio Fé na Vida produz hoje mudas de cacau, cupuaçu, açaí, ipê-roxo, jatobá, cumaru, castanha-do-brasil, além de outras essências, além de diversas outras essências florestais.</p>
<p>​A trajetória, no entanto, exigiu resiliência.</p>
<blockquote><p>“Quando começamos, não tínhamos estrutura nenhuma. Produzíamos nossas mudas e os vizinhos vinham procurar, mas não tínhamos volume para vender. Começamos com uma estrutura pequena coberta de palha e era um grande sacrifício para regar”, recorda Dianderson, orgulhoso do caminho percorrido ao lado da esposa.</p></blockquote>
<h3>​Assistência técnica e restauração ambiental no Pará</h3>
<p>​A virada de chave veio com a assistência técnica do Programa Florestas, do Imaflora. A assistência permitiu aos agricultores escreverem um novo capítulo. Primeiro, veio a implementação do SAF Cacau, focada na recuperação e proteção do solo, na diversificação da produção, na segurança alimentar e na geração de renda.</p>
<blockquote><p>​“Conseguimos perceber de perto a forte vocação deles para a produção de mudas e, a partir dessa realidade, concluímos a ampliação do viveiro, fortalecendo a produção de espécies florestais e frutíferas. Hoje, o espaço tem capacidade média para produzir de 10 a 12 mil mudas por ciclo, ampliando as oportunidades e valorizando um trabalho que já faz parte da vida e da dedicação desse casal.”, explica Jefferson Campos, analista técnico do Imaflora.</p></blockquote>
<figure id="attachment_43735" aria-describedby="caption-attachment-43735" style="width: 673px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-43735" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/agrofloresta_irrigacao-automatizada-300x200.png" alt="" width="673" height="448" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/agrofloresta_irrigacao-automatizada-300x200.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/agrofloresta_irrigacao-automatizada-150x100.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/agrofloresta_irrigacao-automatizada-450x301.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/agrofloresta_irrigacao-automatizada.png 849w" sizes="(max-width: 673px) 100vw, 673px" /><figcaption id="caption-attachment-43735" class="wp-caption-text">Com a irrigação automatizada, as mudas receberem a quantidade de água necessária para seu desenvolvimento. Foto: Imaflora</figcaption></figure>
<h3>Tecnologia, futuro e mercado sustentável</h3>
<p>De um solo exaurido a uma propriedade diversificada e rentável, o casal prova que o desenvolvimento sustentável na Amazônia é possível.</p>
<p>Com a irrigação automatizada, as mudas receberem a quantidade de água necessária para seu desenvolvimento.</p>
<blockquote><p>“Hoje o viveiro está todo estruturado e conta com irrigação automatizada. Em apenas 10 minutos fazemos a rega de todas as mudas, processo que antes levava horas. Para o futuro, nossa proposta é introduzir novas espécies para criar um banco de sementes. O Imaflora tem sido fundamental, nos apoiando desde as técnicas de plantio, seleção de sementes até a comercialização das mudas”, finaliza Diandson.</p></blockquote>
<p>A experiência do Sítio Fé na Vida mostra que recuperar áreas degradadas também pode significar criar oportunidades para quem vive e produz na Amazônia.</p>
<p>Ao transformar a produção de mudas em fonte de renda, Diandson e Daiane contribuem para ampliar a oferta de espécies nativas e frutíferas, fortalecer a agricultura familiar e estimular a recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>Iniciativas como essa ajudam a construir uma relação mais equilibrada entre produção e conservação, gerando benefícios que ultrapassam os limites da propriedade: cada muda produzida pode representar uma nova árvore no território, mais biodiversidade, proteção do solo e das nascentes e melhores condições de vida para as famílias que dependem da floresta.</p>
<p>É um exemplo de que investir nas pessoas e na natureza pode ser, ao mesmo tempo, uma estratégia de desenvolvimento para a Amazônia e um caminho para construir um futuro mais sustentável.</p>
<p><em>Fonte: Imaflora</em></p>
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		<item>
		<title>Falhas na rastreabilidade da Amazônia cobram preço do produtor regular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/rastreabilidade_brincagem-bovina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: A falta de verificação de origem nas cadeias de gado, madeira e ouro prejudica produtores regulares e impede o combate ao desmatamento e à ilegalidade na Amazônia Legal. Na Pecuária, a Guia de Trânsito Animal (GTA) não exige o número do CAR nem dados de transparência, impedindo o controle dos fornecedores indiretos pelos frigoríficos. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/rastreabilidade_brincagem-bovina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>A falta de verificação de origem nas cadeias de gado, madeira e ouro prejudica produtores regulares e impede o combate ao desmatamento e à ilegalidade na Amazônia Legal.</em></li>
<li><em>Na Pecuária, a Guia de Trânsito Animal (GTA) não exige o número do CAR nem dados de transparência, impedindo o controle dos fornecedores indiretos pelos frigoríficos.</em></li>
<li><em>Na cadeia da madeira, um terço da extração ocorre sem autorização; a falta de integração entre o Sinaflor (federal) e o Sisflora (Mato Grosso e Pará) favorece o &#8220;esquentamento&#8221; de madeira ilegal.</em></li>
<li><em>Na cadeia do ouro, a primeira venda do metal depende da autodeclaração do vendedor e o refino apaga a origem geográfica do produto.</em></li>
<li><em>Leis internacionais, como a norma anti-desmatamento da União Europeia (EUDR), exigem rastreabilidade completa para manter os mercados abertos às exportações.</em></li>
<li><em>As propostas principais incluem integração de sistemas e inclusão do CAR nas GTAs e documentos de origem; verificação de procedência concentrada nos pontos de compra (frigoríficos, serrarias e refinarias); e exigência de regras claras pelo Conama para bloquear fornecedores irregulares.</em></li>
</ul>
<p>A falta de verificação da origem é a falha comum nas três principais cadeias produtivas da Amazônia Legal: gado, madeira e ouro. O diagnóstico faz parte de nota técnica divulgada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e acende um alerta para toda a região, já que a falta de controle coloca o produtor regular na mesma prateleira de quem opera fora da lei.</p>
<p>O material destaca a situação de Mato Grosso e do Pará. Além da falta de transparência nos dados das Guias de Trânsito Animal (GTA), os dois são os únicos estados que mantêm sistemas próprios de controle da madeira fora da base federal.</p>
<blockquote><p>&#8220;O problema não é a falta de tecnologia. Em muitos casos, os dados já existem, mas permanecem dispersos, inacessíveis ou sem integração. Isso impede que informações capazes de identificar desmatamento, grilagem e outras ilegalidades sejam utilizadas de forma eficiente para proteger a Amazônia e dar segurança jurídica às atividades econômicas&#8221;, explicou Alexandre Gaio, coordenador do projeto Abrampa pelo Clima.</p></blockquote>
<h3><strong>Frigoríficos não controlam fornecedores indiretos</strong></h3>
<p>A nota acompanha o lançamento do livro &#8220;Gado, madeira e ouro na Amazônia Legal&#8221;, que detalha a situação de cada cadeia. Na pecuária, a GTA registra a origem informada pelo vendedor, mas não traz o número do Cadastro Ambiental Rural (CAR), impedindo o cruzamento automático com alertas de desmatamento, embargos e dados fundiários.</p>
<p>Os dados também não são públicos: avaliação da Transparência Internacional, da Abraji e do ICV apontou que a GTA zerou em critérios de abertura. O ponto mais frágil é o fornecedor indireto.</p>
<p>Dos 151 frigoríficos avaliados pelo Radar Verde em 2025, 12 tiveram boa pontuação no controle do fornecedor direto e nenhum comprovou controle sobre os indiretos.</p>
<h3><strong>Sistemas de MT e Pará </strong></h3>
<p>Na madeira, um terço da exploração na Amazônia entre agosto de 2023 e julho de 2024 ocorreu sem autorização, segundo o Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex).</p>
<p>Parte desse volume entra no mercado formal pelo chamado &#8220;esquentamento&#8221;: como o inventário do plano de manejo é elaborado pelo próprio interessado, volumes superestimados podem gerar créditos usados para dar origem legal à madeira extraída de áreas não autorizadas.</p>
<p>O controle também é limitado pela falta de acesso e integração dos sistemas. O Sinaflor, base federal que reúne as autorizações de extração e circulação de madeira, e o DOF+, que registra o transporte e o armazenamento, têm consulta restrita ao empreendedor e ao responsável técnico. Mato Grosso e Pará mantêm o Sisflora, cuja integração à base federal enfrenta atrasos e inconsistências.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ficou evidente, com o estudo, que o maior desafio da rastreabilidade é capturar os ilícitos ocultos, isto é, aqueles que ocorrem sob as copas das árvores ou em terras públicas, especialmente naquelas cobertas por florestas públicas não destinadas&#8221;, ressalta Paulo Moutinho, cientista sênior do Ipam e revisor técnico do livro.</p></blockquote>
<h3><strong>Refino apaga a origem do ouro</strong></h3>
<p>No ouro, a falha está na primeira venda. A nota fiscal registra a permissão de lavra indicada pelo vendedor, sem comprovação de que o metal tenha sido extraído naquele local. Depois do refino, perde-se a possibilidade de identificar sua origem geográfica.</p>
<p>Até 2025, a lei presumia a boa-fé das distribuidoras e as dispensava de verificar a procedência. O STF derrubou a regra em março daquele ano.</p>
<p>Depois disso, o volume declarado caiu de 43.983 kg para 12.274 kg no Pará e de 39.767 kg para 27.650 kg em Mato Grosso, segundo o WWF-Brasil. A redução não significa necessariamente queda da extração, já que há indícios de migração para canais ilícitos.</p>
<h3><strong>Cobrança do mercado externo</strong></h3>
<p>Livro e nota tratam a rastreabilidade como condição de acesso a mercado, e não apenas como exigência ambiental. O regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento, o EUDR, exige que exportadores comprovem que carne, soja, madeira, café, cacau, óleo de palma e borracha não vieram de área desmatada depois de 2020.</p>
<p>A principal recomendação é que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabeleça procedimentos de verificação para as três cadeias, definindo documentos, elos que precisam ser rastreados e requisitos ambientais para autorizações, transporte e comercialização.</p>
<p>O documento propõe concentrar a exigência nos pontos de agregação, ou seja, frigoríficos, serrarias, distribuidoras e refinarias, onde produtos de diferentes origens são reunidos. Assim, a verificação ficaria principalmente com quem compra em escala.</p>
<p><strong>Entre as demais recomendações estão:</strong></p>
<ul>
<li>Gado: incluir o CAR na GTA e condicionar a emissão da guia à regularidade ambiental da propriedade;</li>
<li>Madeira: integrar os sistemas estaduais ao Sinaflor, incluir o CAR nos documentos de origem e cruzar os dados com imagens de satélite;</li>
<li>Ouro: exigir que a primeira venda seja feita pelo próprio titular da permissão de lavra e impor verificação de origem a distribuidoras e refinarias;</li>
<li>Para as três: estabelecer penalidades, restrições à comercialização e bloqueio de fornecedores em caso de irregularidades.</li>
</ul>
<p>O livro e a nota técnica estão disponíveis gratuitamente e podem ser conferidos clicando <a href="https://ipam.org.br/diagnostico-inedito-mapeia-cadeias-do-gado-da-madeira-e-do-ouro/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<h3>Saiba mais</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr"><strong>O que é Guia de Trânsito Animal?</strong> A GTA é o documento que acompanha cada deslocamento de gado entre propriedades ou até o frigorífico. Deve ser emitida a cada transação e registra origem, destino, finalidade do transporte e condições sanitárias do lote. É o principal instrumento de rastreio por lote existente no Brasil. A guia foi criada com finalidade sanitária, para controlar a circulação de doenças no rebanho, e fica sob responsabilidade das agências estaduais de defesa agropecuária, não dos órgãos ambientais</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Mais soja, menos alimento: o retrato do campo nas metrópoles amazônicas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/mais-soja-menos-comida-no-prato-o-retrato-do-campo-nas-metropoles-amazonicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[alimento]]></category>
		<category><![CDATA[ceasas]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/SOJA_EMBRAPA-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Nas metrópoles da Amazônia Legal, a área de soja cresceu 71% (ocupando 62% do solo agrícola em 2024), enquanto a de mandioca caiu 28% (restando apenas 3%). Análise faz parte do estudo &#8220;Muita soja e pouca mandioca: a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal”, publicado pelo Instituto Escolhas. No Pará metropolitano, metade dos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/SOJA_EMBRAPA-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Nas metrópoles da Amazônia Legal, a área de soja cresceu 71% (ocupando 62% do solo agrícola em 2024), enquanto a de mandioca caiu 28% (restando apenas 3%). </em></li>
<li><em>Análise faz parte do estudo &#8220;Muita soja e pouca mandioca: a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal”, publicado pelo Instituto Escolhas.</em></li>
<li><em> No Pará metropolitano, metade dos produtores rurais saiu de cena (-49%), mas a área agrícola cresceu 32%, concentrando mais terras em menos propriedades.</em></li>
<li><em> Outros alimentos tradicionais também perderam espaço, como a melancia (-51%), banana (-11%) e arroz (-1%).</em></li>
<li><em> 72% da soja produzida na Amazônia Legal em 2024 foi para fora do Brasil.</em></li>
<li><em>Apenas 1,4% das frutas e hortaliças nas Ceasas brasileiras vêm da Amazônia; em Belém, 80% dos alimentos do entreposto chegam de outros estados.</em></li>
<li><em>Sugere que prefeituras aloquem recursos e entrem no SISAN, que estados modernizem Ceasas e que o Governo Federal trate o abastecimento como prioridade urbana.</em></li>
</ul>
<p>A dinâmica agrícola nas áreas metropolitanas da Amazônia Legal mudou: a produção voltada para a exportação avança a passos largos, enquanto o cultivo de alimentos tradicionais da dieta regional perde espaço. A constatação faz parte do relatório “Muita soja e pouca mandioca: a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal”, publicado pelo Instituto Escolhas.</p>
<p>O trabalho analisou a produção agrícola e a infraestrutura alimentar nas 15 regiões metropolitanas da Amazônia Legal — incluindo os polos paraenses de Belém e Santarém —, onde vivem mais de 12 milhões de pessoas.</p>
<blockquote><p>“Nosso estudo mostra que essas regiões estão reduzindo a produção de alimentos tradicionalmente destinados ao consumo da população local e aumentando a produção de soja, voltada majoritariamente à exportação”, afirma Juliana Luiz, diretora de Pesquisa do Instituto Escolhas.</p></blockquote>
<h3>Concentração de terras no Pará</h3>
<p>Os dados mostram um movimento claro de concentração de terras no Pará. Entre 2017 e 2022, a quantidade de sítios, fazendas e estabelecimentos rurais nas regiões metropolitanas paraenses caiu 49% — ou seja, praticamente metade dos produtores saiu de cena, afetando principalmente a agricultura familiar.</p>
<p>Por outro lado, o total de terras ocupadas pela agropecuária aumentou 11% no mesmo período. Até 2024, a área agrícola nessas regiões metropolitanas do Pará saltou para 424 mil hectares (um crescimento de 32% em relação a 2017). Na prática, menos pessoas estão controlando áreas cada vez maiores de terra.</p>
<p>Esse mesmo cenário se repetiu no restante da Amazônia Legal metropolitana, onde o número de propriedades rurais caiu 26% (de 142 mil para 105 mil) enquanto a área total subiu 8% (de 11,1 milhões para 12 milhões de hectares).</p>
<h3>O avanço da soja versus o encolhimento da mandioca</h3>
<p>A expansão da soja nas áreas metropolitanas da Amazônia foi bem mais rápida do que a média do País. Entre 2017 e 2024, a área plantada com o grão cresceu 71% nessas metrópoles, contra 45% no restante da Amazônia Legal e 36% no Brasil.</p>
<p>A comparação entre as culturas mostra o tamanho da mudança no uso do solo:</p>
<ul>
<li><strong>Soja</strong>: Saltou de 966,4 mil hectares (55% das lavouras) em 2017 para 1,65 milhão de hectares em 2024 (62% de toda a área plantada).</li>
<li><strong>Mandioca:</strong> Encolheu de 98,6 mil hectares (6% da área) em 2017 para pouco mais de 71 mil hectares em 2024 (apenas 3% do total), o que representa uma queda de 28%.</li>
</ul>
<p>Se em 2017 a área de soja já era 10 vezes maior que a de mandioca, em 2024 ela passou a ser 23 vezes maior.</p>
<h3>O impacto na diversidade do prato</h3>
<p>Embora a área agrícola total tenha crescido 53% nas metrópoles da Amazônia, esse crescimento ficou concentrado em poucas culturas. Enquanto soja (+71%), milho (+73%) e feijão (+49%) ganharam espaço, alimentos fundamentais para a mesa do paraense encolheram: Melancia (-51%), Mandioca (-28%), Banana (-11%) e arroz (-1%).</p>
<p>A presença da soja nos municípios metropolitanos também aumentou: em 2017, o grão era cultivado em 46% das cidades analisadas; em 2024, já estava em 57%. A mandioca ainda é a cultura mais espalhada pelo território (presente em 96% dos municípios em 2017), seguida por milho (91%), banana (89%), arroz (76%), melancia (66%) e feijão (64%).</p>
<h3>Produção vai para fora</h3>
<p>Grande parte do que é colhido na região não abastece as feiras e mercados locais. Em 2024, o Brasil exportou 68% da sua safra de soja. Na Amazônia Legal, a fatia enviada ao exterior foi ainda maior: dos 52 milhões de toneladas produzidos, 38 milhões (72%) foram para o mercado internacional.</p>
<p>Enquanto a soja vai para fora, a comida do dia a dia precisa vir de longe. Dados da Conab mostram que, em 2024, apenas 1,4% (161 mil toneladas) das frutas e hortaliças vendidas nas Ceasas do País vieram da Amazônia Legal. As centrais de abastecimento brasileiras venderam até mais produtos importados de outros países (184 mil toneladas) do que alimentos vindos da nossa própria região.</p>
<p>Na prática, isso deixa as cidades vulneráveis. Em Belém, por exemplo, 80% dos alimentos vendidos na Ceasa chegam de outros estados. A situação fica mais urgente com o crescimento populacional: as 15 regiões metropolitanas pesquisadas abrigam 12,5 milhões de pessoas e viram sua população crescer 6% entre 2017 e 2024 — três vezes mais do que a média nacional (2%).</p>
<h3>O que o estudo propõe</h3>
<p>Para recuperar a capacidade de produzir a própria comida e garantir preços justos na mesa, o Instituto Escolhas defende:</p>
<ul>
<li>Para as Prefeituras: Entrar no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e garantir verba própria para o setor.</li>
<li>Para os Estados: Modernizar entrepostos e Ceasas (como a do Pará), conectar a infraestrutura ao Plano Nacional de Abastecimento Alimentar e recompor o orçamento do setor.</li>
<li>Para o Governo Federal: Tratar a segurança alimentar como peça central da política urbana no país e garantir mais transparência sobre a origem da comida que chega aos mercados.</li>
</ul>
<blockquote><p>“Quando analisamos os instrumentos de gestão da agenda de segurança alimentar nas regiões metropolitanas, vemos um número muito baixo de municípios com planos e recursos para a agenda, 11% e 9%, respectivamente”, afirma Juliana Luiz. “É preciso que essas prefeituras, mas também os estados e o Governo Federal, melhorem de fato seus compromissos e ações para garantir o acesso das pessoas que vivem nessas cidades encravadas na floresta à alimentação regional e saudável.”</p></blockquote>
<p>Clique <a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/2026/08/alimentacao-regioes-metropolitanas-amazonia-legal.pdf" target="_blank" rel="noopener"><u>aqui</u> </a>para acessar o estudo</p>
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		<title>STF mantém leis que esvaziaram Moratória da Soja, mas afasta acusação de cartel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 21:26:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[moratória da soja]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/1057809-ebc_07.12.2016-3002_07.12.16-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O STF declarou a Moratória da Soja constitucional, mas manteve a validade de leis estaduais que cortam benefícios fiscais de empresas participantes, o que mantém o pacto esvaziado na prática. As sanções impostas por Mato Grosso e Rondônia levaram grandes entidades do setor, como a Abiove, a abandonar o acordo antes do encerramento do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/1057809-ebc_07.12.2016-3002_07.12.16-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O STF declarou a Moratória da Soja constitucional, mas manteve a validade de leis estaduais que cortam benefícios fiscais de empresas participantes, o que mantém o pacto esvaziado na prática.</em></li>
<li><em>As sanções impostas por Mato Grosso e Rondônia levaram grandes entidades do setor, como a Abiove, a abandonar o acordo antes do encerramento do julgamento.</em></li>
<li><em> A maioria seguiu o relator Flávio Dino, concluindo que estados têm autonomia para restringir incentivos e que o pacto privado entre tradings não viola a Constituição.</em></li>
<li><em>A decisão encerrou processos no CADE e na Justiça que acusavam as tradings de cartel, incluindo um pedido de indenização de mais de R$ 1 bilhão movido por produtores mato-grossenses.</em></li>
<li><em> Os ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Luiz Fux defenderam que cabia ao CADE avaliar a Moratória (com Toffoli citando indícios de cartel), enquanto o ministro Edson Fachin votou isoladamente contra a validade das leis estaduais.</em></li>
</ul>
<p>O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira, 12/8, que a Moratória da Soja é constitucional — mas também validou as leis estaduais que retiraram benefícios fiscais de quem participa do acordo, o mesmo mecanismo que já levou as principais tradings a abandoná-lo. Na prática, o pacto sobrevive juridicamente, mas segue esvaziado.</p>
<p>A ação chegou ao STF depois que Mato Grosso e Rondônia aprovaram leis negando incentivos fiscais às empresas signatárias da Moratória — acordo em que tradings se comprometem a não comprar soja de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008.</p>
<p>A punição, especialmente pesada em Mato Grosso, maior produtor de grãos do País, levou associações como a Abiove a deixar o acordo antes mesmo do julgamento terminar.</p>
<p>Por maioria, os ministros entenderam que as leis estaduais são válidas — estados podem, sim, restringir benefícios fiscais a empresas que aderem a políticas de compra como essa — e que o acordo em si também é compatível com a Constituição, já que trata de relações comerciais entre empresas privadas.</p>
<p>O voto condutor foi do relator, ministro Flávio Dino.</p>
<p>A decisão também extinguiu os processos que corriam no Cade e na Justiça acusando as tradings de formar um cartel ao aderir à Moratória, incluindo uma ação de produtores de Mato Grosso que pedia indenização acima de R$ 1 bilhão por supostos danos à arrecadação do estado.</p>
<p>Houve divergência: os ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Luiz Fux entenderam que a análise sobre a validade da Moratória cabia ao Cade, não ao STF. Toffoli chegou a dizer que via indícios de formação de cartel no acordo. Já o presidente da Corte, Edson Fachin, foi o único a votar pela inconstitucionalidade das leis estaduais.</p>
<p class="item-title"><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
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