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	<title>ECONOMIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>ECONOMIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Em quarto leilão, Eco Invest Brasil destrava R$ 13,2 bi para bioeconomia e Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:53:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/bioeconomia8-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Eco Invest Brasil divulgou os resultados do seu quarto leilão, mobilizando R$ 13,2 bilhões em investimentos Os recursos serão destinados a bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura, com foco na Amazônia Legal (quase 70% do total) O Eco Invest Brasil lançou seu quinto leilão em maio de 2026, com foco em inovação tecnológica e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/bioeconomia8-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]"><em><strong>Resumo</strong></em></p>
<ul class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-disc flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2"><em>O <strong>Eco Invest Brasil</strong> divulgou os resultados do seu <strong>quarto leilão</strong>, mobilizando <strong>R$ 13,2 bilhões</strong> em investimentos</em></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2"><em>Os recursos serão destinados a <strong>bioeconomia</strong>, <strong>turismo sustentável</strong> e <strong>infraestrutura</strong>, com foco na <strong>Amazônia Legal</strong> (quase 70% do total)</em></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2">O <strong>Eco Invest Brasil</strong> lançou seu <strong>quinto leilão</strong> em maio de 2026, com foco em <strong>inovação tecnológica</strong> e <strong>transição energética</strong></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2">A edição prevê seis fundos de inovação: <strong>fertilizantes verdes</strong>, <strong>sistemas de baterias</strong>, <strong>minerais críticos</strong>, <strong>biocombustíveis</strong>, <strong>química verde</strong> e <strong>inteligência artificial</strong></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2"><em>O mecanismo utilizado é o <strong>blended finance</strong>: cada real público catalisa quatro reais em investimentos totais</em></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2"><em>Vencedores: <strong>Banco do Brasil</strong>, <strong>BTG Pactual</strong>, <strong>Bradesco</strong> e <strong>ABC Brasil</strong></em></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2"><em>O programa acumula mais de <strong>R$ 140 bilhões mobilizados</strong> em quatro leilões e reúne <strong>13 instituições financeiras</strong> credenciadas</em></li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2"><em>O leilão é o primeiro alinhado ao <strong>Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio)</strong>, lançado durante a <strong>COP30</strong>, em Belém</em></li>
</ul>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O programa <strong>Eco Invest Brasil</strong> anunciou nesta segunda-feira (25/5) os resultados do seu <strong>quarto leilão</strong>, o primeiro a incorporar os pilares do <strong>Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio)</strong>. A iniciativa deve mobilizar <strong>R$ 13,2 bilhões</strong> em investimentos nos setores de <strong>bioeconomia</strong>, <strong>turismo sustentável</strong> e <strong>infraestrutura</strong> — com quase <strong>R$ 9 bilhões</strong> destinados à <strong>Amazônia Legal</strong>.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Oito instituições financeiras participaram do leilão — seis privadas (ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander) e dois bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa). Ao final, foram homologados <strong>R$ 3,1 bilhões</strong> em <strong>capital catalítico</strong> da linha principal. Os vencedores foram <strong>Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil.</strong></p>
<h3>Quinto leilão pode mobilizar R$ 55 bi</h3>
<p>Também nesta segunda-feira, o <strong>Eco Invest Brasi</strong>l lançou seu <strong>quinto leilão,</strong> voltado desta vez para projetos de inovação tecnológica ligados à transição energética e à sustentabilidade. A nova edição prevê a criação de seis fundos de inovação, nas áreas de <strong>fertilizantes verdes</strong>, <strong>sistemas de baterias</strong>,<strong> minerais críticos,</strong> <strong>biocombustíveis,</strong> <strong>química verde</strong> e <strong>inteligência artificial.</strong></p>
<p>A primeira rodada está prevista para julho, segundo Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Se houver propostas em todas as áreas, o leilão pode se tornar o maior da história do programa, com potencial de alcançar <strong>R$ 55 bilhões</strong> em investimentos.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Como funciona o mecanismo</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O modelo adotado pelo programa é o chamado <strong>blended finance</strong>: o <strong>Tesouro Nacional</strong> empresta recursos às instituições financeiras à taxa de <strong>1% ao ano</strong>, com a exigência de que cada real público seja acompanhado por no mínimo <strong>três reais de capital privado</strong> — dos quais ao menos <strong>60%</strong> devem vir de <strong>investidores estrangeiros</strong>. Na prática, cada real público alavanca <strong>quatro reais</strong> em investimentos totais.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Dos R$ 13,2 bilhões previstos, <strong>R$ 7,2 bilhões</strong> devem ser captados no <strong>mercado externo</strong> e <strong>R$ 2,9 bilhões</strong> no <strong>mercado interno</strong>. O <strong>Banco do Brasil</strong> lidera a captação estrangeira, com <strong>R$ 3,9 bilhões</strong> previstos — mais da metade do capital externo do leilão.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Foco na Amazônia</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">A concentração de investimentos do quarto leilão na <strong>Amazônia Legal</strong> — quase <strong>70% do total</strong> — é resultado direto das regras do leilão, que exigiram que todos os recursos de <strong>infraestrutura</strong> fossem direcionados à região, além de reservar ao menos <strong>um quarto</strong> de qualquer carteira ao bioma.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Dos R$ 9 bilhões previstos para a Amazônia, cerca de <strong>90%</strong> — ou <strong>R$ 7,9 bilhões</strong> — irão para infraestrutura nas áreas de <strong>energia</strong>, <strong>saneamento</strong>, <strong>conectividade</strong> e <strong>logística de baixo carbono</strong>. Os recursos restantes se dividem entre <strong>bioeconomia</strong> (9,9%) e <strong>turismo sustentável</strong> (2,6%).</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Para <strong>comunidades indígenas</strong>, <strong>povos tradicionais</strong> e <strong>agricultores familiares</strong> estão reservados <strong>R$ 1,9 bilhão</strong>, voltados à <strong>sociobioeconomia</strong>. A <strong>bioindustrialização</strong> receberá <strong>R$ 2 bilhões</strong>, a <strong>recuperação produtiva</strong> e o <strong>manejo florestal</strong>, R$ 527,6 milhões, e o <strong>turismo</strong>, cerca de R$ 900 milhões.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">R$ 140 bilhões mobilizados</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Com os quatro leilões realizados, o <strong>Eco Invest Brasil</strong> acumula mais de <strong>R$ 140 bilhões mobilizados</strong> e reúne <strong>13 instituições financeiras</strong> credenciadas. O programa integra o <strong>Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica</strong> e tem como objetivo atrair <strong>capital privado</strong> nacional e internacional para projetos com impacto econômico, social e ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Descontrole ambiental promovido pela Câmara piora futuro do agronegócio</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/descontrole-ambiental-promovido-pela-camara-piora-futuro-do-agronegocio-diz-ipam/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 17:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
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		<category><![CDATA[Leis ambientais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/desmate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma série de projetos de lei aprovados pela Câmara dos Deputados, como parte do “Dia do Agro”, pioram as perspectivas futuras do agronegócio brasileiro e expõem o setor aos riscos de um clima cada vez mais severo e inconstante, prejudicando a saúde e a economia do país, o clima mundial e a segurança alimentar de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/desmate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma série de projetos de lei aprovados pela Câmara dos Deputados, como parte do “Dia do Agro”, pioram as perspectivas futuras do agronegócio brasileiro e expõem o setor aos riscos de um clima cada vez mais severo e inconstante, prejudicando a saúde e a economia do país, o clima mundial e a segurança alimentar de toda a humanidade, alerta o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>As leis aprovadas nesta semana atacam diretamente a fiscalização ambiental, a conservação de áreas protegidas e a implementação de políticas climáticas no Brasil; e se somam a uma série de medidas que tornam incertos os cenários futuros para o agronegócio, o clima e a produção de alimentos.</p>
<blockquote><p>“O agronegócio brasileiro se tornou essa potência mundial porque as condições climáticas do Brasil criam duas, e em alguns lugares até três, janelas de plantio ideais para a produção em larga escala. Sem as florestas, que produzem a chuva que irriga as lavouras e permite esse cenário, todo esse sistema falha, como já vem dando sinais de que irá falhar. O que está sendo atacado por esses projetos é o meio ambiente, mas é também a produtividade do país, a estabilidade do plantio e a capacidade do Brasi de colocar comida no prato de boa parte do planeta”, alerta André Guimarães, diretor executivo do Ipam e enviado especial da sociedade civil para a COP30.</p></blockquote>
<p>De acordo com o relatório da FAO (sigla em inglês para Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil será responsável por quase metade do crescimento do fornecimento de alimentos até 2050 e 50% do alimento produzido vem do cinturão tropical do planeta.</p>
<blockquote><p>“Se bagunçarmos o sistema da Amazônia, estaremos colocando o PIB brasileiro e a segurança alimentar do país e do planeta em risco. Não há como assegurar a segurança alimentar do planeta Terra e atingir as metas do Acordo de Paris sem a integridade da Amazônia. Isso é uma enorme responsabilidade do Brasil; mas é também uma oportunidade enorme de crescermos e liderarmos a transição sustentável da agronomia. Nós conseguimos isso porque temos florestas e água e não é abrindo caminho para o uso desregulado desses recursos que vamos manter esse cenário”, completa.</p></blockquote>
<p>Segundo estudo publicado pelo Ipam na revista Nature, 28% das propriedades de soja e milho no Centro-Oeste já operam fora do ideal climático. Sem investimentos e políticas públicas focadas em adaptação, alerta o estudo, a porcentagem de agricultura fora do ideal climático na região central do Brasil pode chegar a 50% na próxima década e a 70% em 30 anos, tornando-se inviável economicamente.</p>
<p>Ainda, quase 90% da agricultura no Brasil depende da chuva, o que torna a instabilidade climática um risco econômico e social para a cadeia de produção agrícola, tanto para exportação, quanto para consumo interno. Se nos primeiros estágios de desenvolvimento das mudas o clima fica instável, e não chove na hora esperada, por exemplo, ou a temperatura sobe muito, tem-se um cenário propício para a queda na produção das safras, mesmo em anos de seca menos intensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta mais de R$ 13 bi por ano no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta R$ 13,5 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP) no Pará, segundo Relatório Técnico Preliminar coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com universidades federais. Baseado em metodologias da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta R$ 13,5 bilhões por ano em Valor Bruto da Produção (VBP) no Pará, segundo Relatório Técnico Preliminar coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com universidades federais.</p>
<p>Baseado em metodologias da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo identificou o protagonismo de cadeias como mandioca (R$ 6,5 bilhões), pesca e aquicultura (R$ 2,7 bilhões), cacau (R$ 1,7 bilhão) e açaí (R$ 1,5 bilhão).</p>
<p>Embora o VBP total da agropecuária (R$ 30 bilhões) e da mineração (R$ 140 bilhões) seja maior, os pesquisadores destacam a relevância social do setor, que ocupou 271.410 pessoas e gerou R$ 1,4 bilhão em massa salarial.</p>
<p>Além disso, cada real investido na atividade gera R$ 1,13 no PIB estadual, com o efeito multiplicador crescendo ao longo da cadeia: R$ 1,14 na matéria-prima, R$ 1,27 na indústria e R$ 1,40 na comercialização.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Rede de Bioeconomia é resultado de uma articulação que transcende a formação de um consórcio de pesquisa, representando uma resposta estruturada à necessidade premente de construir um novo paradigma de desenvolvimento para a Amazônia, fundamentado em dados robustos e cientificamente validados&#8221;, destaca o presidente da Fapespa, professor Marcel Botelho.</p></blockquote>
<h3>Extrativismo e o caso do cumaru</h3>
<p>A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), revelou que a produção de cumaru no Pará está subnotificada.</p>
<p>Enquanto os dados oficiais do IBGE registraram 148 toneladas (R$ 13,3 milhões), o levantamento da Rede &#8211; focado nos compradores e beneficiadores concentrados &#8211; identificou 267 toneladas efetivas, movimentando R$ 24,4 milhões.</p>
<p>O estudo detalha que o cumaru ganha 330% de valor ao ser industrializado, mas esse processo ocorre fora do Pará. Na etapa inicial, o coletor retém 69,9% do valor adicionado. Já no ciclo industrial, a indústria captura 73,9% do valor gerado, reduzindo a participação do extrativista para 23,3%.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os dados de produção do cumaru estão subestimados, os negócios estão voltados majoritariamente para a exportação e há muitas possibilidades de inovação local para agregar valor ao longo da cadeia&#8221;, ressaltou o prof. Dr. Luiz Gonzaga Feijão da Silva, da Ufopa, no I Encontro da Cadeia Produtiva do Cumaru no Oeste do Pará (ECOCumaru), realizado em Santarém.</p></blockquote>
<h3>Desafios estruturais e alerta climático</h3>
<p>A elevada informalidade é um dos principais entraves econômicos. Na cadeia da mandioca, por exemplo, mais de 99% da atividade ocorre fora dos registros fiscais devido à produção concentrada em estruturas comunitárias e informais.</p>
<p>Outro desafio é a distribuição desigual de renda: na cadeia da castanha-do-pará, os coletores retêm apenas 2,9% do valor final do produto. Em contrapartida, nas cadeias de andiroba e copaíba, onde há associações organizadas, as comunidades retêm entre 19% e 31% do valor.</p>
<p>Somam-se a isso as ameaças da emergência climática. Pesquisas de campo em municípios como Marabá, Rondon do Pará, Santarém e Oriximiná apontam perdas severas na produção de castanha, mandioca e açaí devido a secas e queimadas, impactando a segurança alimentar local.</p>
<blockquote><p>&#8220;Assim, a Fapespa atende à demanda da sociedade por informações que fomentem a tomada de decisão por parte dos agentes formuladores de políticas públicas, agentes econômicos e demais entidades responsáveis por estudos e análises setoriais, que são protagonistas e essenciais para o planejamento e a avaliação de políticas regionais e municipais&#8221;, completa Marcel Botelho.</p></blockquote>
<h3>Oportunidades e governança</h3>
<p>O fortalecimento de cooperativas surge como o principal caminho para reter valor no estado. O Pará conta com um ecossistema de políticas públicas estruturado para apoiar a transição, liderado pela Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC/PA), operacionalizado pelo Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e detalhado pelo Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio).</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso quer dizer que para os pesquisadores, o futuro da bioeconomia no Pará depende menos de expandir a extração e mais de redistribuir valor, fortalecer a organização social e proteger os territórios diante da crise climática. O setor já existe, gera bilhões e sustenta milhares de famílias. O desafio agora é transformá-lo em um forte vetor de desenvolvimento sustentável e equitativo para a Amazônia&#8221;, observa a diretora de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação da Fapespa, Atyliana Dias.</p></blockquote>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>A Rede prepara para novembro o Relatório Preliminar de 2026, que trará novas frentes analíticas: o consumo intermediário da bioeconomia (insumos e matriz tecnológica); o detalhamento da demanda (consumo das famílias, empresas e compras governamentais); a integração dos fluxos do cacau e da mandioca; e a criação de um Índice de Resiliência Socioambiental Municipal.</p>
<blockquote><p>“Esse estudo, coordenado pela Fapespa, é de extrema relevância para mostrar que, mais do que uma promessa, a socioeconomia é uma realidade em nosso estado. Graças aos esforços do governo do Estado do Pará, desde o nosso governador Helder até a nossa governadora Hana, tem trazido cada vez mais a integração do conhecimento tradicional às novas realidades científicas e a integração com inovação capaz de alavancar ainda mais os produtos da socioeconomia, ganhando cada vez mais escala, cada vez mais mercado e credibilidade; fazendo com que a renda gerada através desses produtos reverta-se em qualidade de vida para nossa população”, finaliza o presidente da Fapespa</p></blockquote>
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		<title>Pará possui 32 mil hectares de soja com potencial para agricultura regenerativa, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 14:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura de baixo impacto]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativga]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/14394_5797f010-b896-8e2b-0977-e94ba9e38462-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O Pará possui o equivalente a 32 mil hectares de cultivo de soja com potencial para adoção de práticas regenerativas e sustentáveis. Este é o diagnóstico conduzido pelo Projeto Soja Sustentável na Amazônia, que coloca o estado à frente de outros como Acre e Rondônia. Apresentada no ‘Sustensoja – Caminhos para a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/14394_5797f010-b896-8e2b-0977-e94ba9e38462-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O Pará possui o equivalente a 32 mil hectares de cultivo de soja com potencial para adoção de práticas regenerativas e sustentáveis. Este é o <a href="https://eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD483-Atualpdf.pdf" target="_blank" rel="noopener">diagnóstico conduzido pelo Projeto Soja Sustentável na Amazônia</a>, que coloca o estado à frente de outros como Acre e Rondônia.</p>
<p>Apresentada no ‘Sustensoja – Caminhos para a Soja Sustentável’, evento realizado em Santarém neste mês, a iniciativa é coordenada pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal (Imaflora), em parceria com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e a AgriTierra, com apoio da Alauda Consulting e da organização britânica Jacobs Futura Foundation (JFF)</p>
<p>O estudo avaliou 69 produtores dos três estados amazônicos em uma área superior a 61 mil hectares cultivados com soja. O levantamento identificou oportunidades para ampliar produtividade, reduzir impactos ambientais e aumentar o acesso dos produtores a mercados internacionais que exigem rastreabilidade e conformidade socioambiental.</p>
<p>Segundo a coordenadora de projetos do Imaflora, Caroline Anelli, o principal anúncio do encontro foi justamente a apresentação dos diagnósticos individuais aos produtores da região.</p>
<blockquote><p>“O projeto oferece esse diagnóstico para cada produtor e apresenta possibilidades de melhoria com adoção de práticas relacionadas aos cinco critérios avaliados”, explicou.</p></blockquote>
<p>O trabalho utiliza o Pars (Protocolo de Agricultura Regenerativa e Sustentável), ferramenta desenvolvida pela Fundepag em parceria com pesquisadores de universidades públicas. A metodologia avalia propriedades rurais a partir de cinco critérios: ambiental, socioeconômico, governança, agropecuário e biodiversidade.</p>
<p>De acordo com Caroline, o objetivo não é criar um ranking entre os estados, mas identificar oportunidades regionais para a transição da agricultura convencional para modelos regenerativos.</p>
<blockquote><p>“A agricultura regenerativa é uma solução para aumentar essa produtividade e diminuir os custos, trazendo uma outra lógica de rentabilidade para o produtor”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Tecnologias a serviço dos ganhos ambientais</h3>
<p>Entre as práticas debatidas durante o Sustensoja estão tecnologias como biochar (biocarvão utilizado para aumentar o sequestro de carbono no solo) e a remineralização, técnica que busca recuperar nutrientes naturais do solo e reduzir a dependência de fertilizantes químicos.</p>
<p>Além do ganho ambiental, as medidas podem aumentar a resiliência hídrica das propriedades e melhorar a produtividade agrícola em longo prazo. O protocolo também destaca o potencial estratégico do Pará na consolidação da agricultura regenerativa no Brasil, especialmente pela experiência acumulada com sistemas agroflorestais.</p>
<p>O município de Tomé-Açu foi citado como referência em sistemas agroflorestais sustentáveis na Amazônia. Estudos mencionados pelo documento identificaram estoques entre 126 e 137 toneladas de CO₂ por hectare em sistemas agroflorestais da região.</p>
<p>O cacau cultivado em sistemas agroflorestais também aparece como exemplo de atividade capaz de unir produção e conservação ambiental. Segundo o levantamento, um hectare de cacau pode armazenar cerca de 57 toneladas de carbono, enquanto o cultivo sombreado pode sequestrar entre 11,9 e 16,3 toneladas de CO₂ equivalente por hectare ao ano.</p>
<h3>Floresta como ativo econômico</h3>
<p>O estudo aponta ainda que áreas de Reserva Legal da Amazônia armazenam, em média, 118 toneladas de CO₂ por hectare na vegetação, além de cerca de 34,7 toneladas no solo amazônico.</p>
<p>O documento aponta o potencial para novas oportunidades econômicas ligadas ao mercado de carbono e aos pagamentos por serviços ambientais, principalmente em sistemas produtivos biodiversos, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas silvipastoris e agroflorestais.</p>
<p>O avanço da agricultura regenerativa também surge como estratégia diante das novas exigências internacionais, como o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) e o crescimento do mercado de soja Non-GMO.</p>
<p>A avaliação do Imaflora é de que a combinação entre produtividade, conservação florestal e rastreabilidade pode se tornar um diferencial competitivo para os produtores amazônicos.</p>
<blockquote><p>“O produtor busca rentabilidade em um cenário mundial de commodities cada vez mais desafiador, mas essa rentabilidade não pode vir às custas da floresta. É a floresta que permite as condições climáticas para a agricultura”, destacou Caroline Anelli.</p></blockquote>
<p>Os resultados completos do diagnóstico para Acre, Rondônia e Pará devem ser divulgados publicamente até o fim deste ano.</p>
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		<title>Pará lança “Acelera Ater” para injetar R$ 222 milhões na produção sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 13:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Acelera Ater]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Emater]]></category>
		<category><![CDATA[produção sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agricultura_familiar33-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará pretende fortalecer o apoio à agricultura familiar, com o lançamento do Acelera Ater. O plano promete chegar a todas as 12 regiões de integração do estado com assistência técnica, crédito rural e mais oportunidade para quem vive e trabalha no campo. A meta do Emater é chegar a 10 mil novos CAFs, 3 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agricultura_familiar33-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará pretende fortalecer o apoio à agricultura familiar, com o lançamento do Acelera Ater. O plano promete chegar a todas as 12 regiões de integração do estado com assistência técnica, crédito rural e mais oportunidade para quem vive e trabalha no campo.</p>
<p>A meta do Emater é chegar a 10 mil novos CAFs, 3 mil projetos do Pronaf e 75 mutirões simultâneos só em 2026. E o alcance vai além dos números — pelo menos 30% das vagas serão destinadas a mulheres, jovens, quilombolas e indígenas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O acesso ao crédito rural, viabilizado pelo CAF, aumenta a produtividade, o PIB municipal e a renda no meio rural&#8221;, explica a coordenadora técnica Cristiane Corrêa. Para o presidente da Emater-Pará, Joniel Abreu, a proposta é clara: &#8220;Buscamos converter a formalização e o crédito em desenvolvimento rural com justiça social. É uma assistência técnica mais resolutiva, ágil e próxima do agricultor.&#8221;</p></blockquote>
<p>Tudo começa com um documento: o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Ele comprova a atividade rural e abre caminho para linhas de crédito como o Pronaf, o PAA e o Pnae. Com ele em mãos, o agricultor pode planejar, investir e crescer. O Acelera Ater prevê ainda 6 mil indicações para o Microcrédito Orientado e um incremento de R$ 222 milhões injetados na agricultura familiar paraense.</p>
<h3>Vida real</h3>
<p>Adílio Pinheiro, pecuarista de Dom Eliseu, nunca tinha acessado crédito rural. Com o apoio da Emater, conseguiu seu primeiro financiamento: R$ 124 mil para investir em gado e capital de giro.</p>
<blockquote><p>&#8220;O apoio da Emater é bom demais. Eles emitem o CAF, o CAR, verificam o pasto e fazem o projeto do crédito. Esse suporte em todo o processo é muito importante&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p>O vizinho de jornada Salatiel Fonseca já está no segundo projeto — R$ 200 mil aprovados desta vez.</p>
<blockquote><p>&#8220;O primeiro eu paguei antes de vencer e agora aprovei outro. Esse dinheiro dá uma alavancada boa no giro da gente.&#8221;</p></blockquote>
<p>Em Terra Alta, Juscelino Ramos Costa tem uma história ainda mais longa com a Emater: são 20 anos de parceria. O mais recente capítulo? R$ 51 mil via Pronaf para hortaliças e frutíferas.</p>
<blockquote><p>Agradeço aos técnicos que me acompanharam e ajudaram em todo o processo, desde a emissão do CAF e do CAR&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Investimentos que já estão no campo</h3>
<p>Só em 2025, a Emater viabilizou quase R$ 7 milhões para o dendê no Rio Capim e R$ 450 mil para o açaí no Marajó. Em Alenquer, R$ 12 milhões em crédito estão projetados para o primeiro semestre. Os indígenas Tembé receberam R$ 1,8 milhão para o manejo de açaizais; e quilombolas de São Miguel do Guamá conquistaram algo especial: tornaram-se fornecedores de merenda escolar.</p>
<p>Em Altamira, Laudio Leite espera a aprovação do seu projeto via Pronaf B para modernizar a irrigação do cacau clonado. O sonho é simples e poderoso: &#8220;Pretendo investir em tecnologia para ter mais qualidade de vida.&#8221;</p>
<p>Em 2025, a Emater-Pará já realizou mais de 77 mil atendimentos, beneficiando mais de 43 mil produtores. As regiões do Tocantins e Guamá lideram. Foram emitidos 27.327 CAFs e inscritos 2.287 novos CARs — 90% da meta batida. O campo paraense está em movimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Novo Desenrola Rural espera atingir 800 mil agricultores familiares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Desenrola Rural]]></category>
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		<category><![CDATA[dívida]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/agricultura_familiar_2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira, 4/5, o Desenrola Rural 3, programa voltado à regularização de dívidas e à retomada do acesso ao crédito na agricultura familiar, com foco especial nas operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  A expectativa é de que agora o Programa poderá chegar a mais 800 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/agricultura_familiar_2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira, 4/5, o Desenrola Rural 3, programa voltado à regularização de dívidas e à retomada do acesso ao crédito na agricultura familiar, com foco especial nas operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  A expectativa é de que agora o Programa poderá chegar a mais 800 mil agricultores, alcançando ao todo 1,3 milhão de produtores.</p>
<p>A nova etapa, que será formalizada por meio de decreto publicado ainda nesta semana, amplia as possibilidades de renegociação e liquidação de débitos até 20 de dezembro de 2026, com oferta de descontos, prazos estendidos para pagamento e outras medidas de apoio financeiro.</p>
<p>Com a nova etapa, agricultores familiares passam a ter mais prazo para aderir ao Programa e  aproveitar as condições diferenciadas para renegociação de débitos conforme o valor devido e o tipo de dívida, com parcelamentos que podem chegar a até dez anos.</p>
<p>O Desenrola Rural 3 permite ainda que beneficiários com operações contratadas até 31/12/2015, cujo recurso seja com risco integral da União, que estejam inadimplentes, e que não tenha sido incluído na Dívida Ativa da União (o que impossibilita aderir à renegociação do Desenrola Rural), possam efetuar nova operação de crédito rural, com risco integral da União pelo Pronaf.</p>
<p>Lançado em 2025, o Desenrola Rural já alcançou mais de 500 mil agricultoras e agricultores familiares, com mais de R$ 23 bilhões em dívidas renegociadas e centenas de milhares de contratos regularizados.</p>
<p>Os dados indicam a abrangência da iniciativa e o volume de operações já regularizadas no âmbito do programa. Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger, a nova etapa consolida e amplia uma política que já vem apresentando resultados.</p>
<blockquote><p>“O Desenrola Rural 3 aprofunda uma política que já mostrou resultado. Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, complementa.</p></blockquote>
<p>Podem acessar o programa agricultoras e agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar com dívidas em atraso há mais de um ano. A adesão ao Desenrola Rural varia conforme o tipo de dívida:</p>
<ul>
<li>Débitos inscritos na Dívida Ativa da União podem ser consultados e negociados no site <strong><a class="external-link" title="" href="http://https//www.regularize.pgfn.gov.br" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippreview->REGULARIZE</a></strong>;</li>
<li>No caso de dívidas do Pronaf ou contratadas junto a instituições financeiras, a regularização deve ser feita diretamente nas instituições;</li>
<li>Já os débitos de Crédito de Instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas de desconto.</li>
</ul>
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		<title>Crescimento do turismo em Santarém une desenvolvimento econômico e iniciativas comunitárias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 13:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[turismo de base comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260422183751-GC00076597-F00301335-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O turismo na cidade de Santarém, no oeste do Pará, está em plena expansão e reforça o papel do município como um dos principais destinos da Amazônia. No último ano, a cidade registrou crescimento de 15% no número de visitantes, que injetaram mais de R$ 200 milhões de reais na economia local. Os dados são [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260422183751-GC00076597-F00301335-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O turismo na cidade de Santarém, no oeste do Pará, está em plena expansão e reforça o papel do município como um dos principais destinos da Amazônia. No último ano, a cidade registrou crescimento de 15% no número de visitantes, que injetaram mais de R$ 200 milhões de reais na economia local. Os dados são da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), sistematizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA).</p>
<p>Ao todo, 312.675 turistas passaram pelo município em 2025, frente aos 271.845 registrados em 2024. O aumento foi impulsionado tanto pelo público nacional quanto internacional. Na prática, o número de visitantes brasileiros subiu de 269.166 para 309.541, enquanto o fluxo de estrangeiros passou de 2.679 para 3.134, um crescimento de 17%.</p>
<p>O desempenho também movimentou bastante a economia santarena. A receita gerada pelo setor saltou de R$ 173,7 milhões para R$ 202,4 milhões, um crescimento de 16,5%. Os visitantes nacionais responderam pela maior parte dessa entrada de recursos, com cerca de R$ 201 milhões, enquanto os turistas internacionais contribuíram com aproximadamente R$ 1,4 milhão.</p>
<p>Para o secretário de Estado de Turismo do Pará, Lucas Vieira, os números indicam que os investimentos no setor têm gerado resultados positivos.</p>
<blockquote><p>“Estamos no caminho certo ao investir na promoção dos nossos destinos, na qualificação da oferta turística e na melhoria da infraestrutura. O Pará é a principal porta de entrada da Amazônia, e Santarém é peça-chave nesse processo”, afirmou.</p></blockquote>
<p><strong>Segredos da ‘pérola do tapajós’</strong></p>
<p>O crescimento acompanha uma tendência nacional de recuperação do turismo, com aumento das viagens domésticas e retomada gradual do fluxo internacional. Destinos de natureza, como boa parte das opções da Amazônia, têm ganhado destaque, impulsionados pela busca por experiências mais sustentáveis.</p>
<p>Neste aspecto, a valorização do Turismo de Base Comunitária (TBC) é um dos grandes destaques de Santarém, conhecida como a Pérola do Tapajós e famosa pelos roteiros sustentáveis em localidades próximas como Alter do Chão e Belterra, famosas pelas praias paradisíacas de água doce.</p>
<p>A aposta mais recente inclui roteiros dentro da própria cidade, como o turismo de base comunitária no bairro Pérola do Maicá. A proposta que envolve a participação ativa dos moradores na organização das atividades turísticas pretende ampliar as possibilidades de vivência para os visitantes e gerar renda direta para as comunidades locais da própria cidade.</p>
<p>Lançado neste mês, <a href="https://repositorio.ufopa.edu.br/items/cc579014-31d7-4b91-b21a-7a96f914e417" target="_blank" rel="noopener">o catálogo “Encantos do Maicá”</a>, reúne experiências de moradores e atores sociais importantes no turismo social, registrando também processos de luta e resistência da comunidade, oferecendo um panorama que integra turismo, organização social e realidade territorial.</p>
<p>O material foi fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Associação de Moradores do Bairro Pérola do Maicá (Ambapem).</p>
<p>De acordo com a Profa. Ana Beatriz Oliveira Reis, do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o catálogo foi criado para integrar o resgate histórico da região e ajuda na construção de um turismo com identidade local.</p>
<blockquote><p>&#8220;A grande interessância desse &#8216;novo turismo&#8217; é que essas pessoas vem com muita fome de conhecer a história loca, a identidade de fato para além do artesanato e das vistas bonitas. O que estamos mostrando no catálogo é um resumo de como nossa história e nossas belezas nos ajudam a ser quem somos e um convite para fazer a experiências e conhecer tudo de perto&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Chocolat Amazônia 2026 movimentou R$ 15 milhões em negócios em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 18:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Amazônia 2026]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate de origem]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260426195102-GF00026950-F00515547-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No último fim de semana, Belém sediou a décima edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia e Flor Pará, que reuniu cerca de 100 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o evento movimentou aproximadamente R$ 15 milhões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260426195102-GF00026950-F00515547-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No último fim de semana, Belém sediou a décima edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau – Chocolat Amazônia e Flor Pará, que reuniu cerca de 100 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o evento movimentou aproximadamente R$ 15 milhões em negócios diretos e futuros.</p>
<p>A programação, que reuniu mais de 500 produtores em 170 estandes, teve opções para todos os públicos como degustações, lançamentos, oficinas, apresentações culturais e atividades para o público infantil. Espaços paralelos como a Cozinha Show, o Flor Show, Fórum do Cacau e Chocoday ampliaram a experiência dos visitantes e trouxeram novos horizontes para os trabalhadores do setor.</p>
<p>Além da exposição e venda de produtos, o festival também abriu espaço para discussões sobre o futuro do setor por meio de painéis temáticos, onde especialistas abordaram a cadeia do cacau desde o plantio até a exportação, apontando desafios e oportunidades.</p>
<p>O chef e chocolatier Fábio Sicília foi um dos palestrantes e destacou a necessidade de fortalecer a identidade do produto brasileiro no mercado global, para gerar negócios com o DNA da Amazônia.</p>
<blockquote><p> “O Brasil movimenta bilhões de reais em chocolates, todos os anos. A gente aborda essa questão de se posicionar, de definir a marca, parar de cair na armadilha da commodity e nos colocar para o mercado”, diz.</p></blockquote>
<p>Para Fábio, um dos caminhos possíveis para essa mudança é o fortalecimento das marcas locais, que geraria mais valor agregado para a produção, indo além do lugar clássico de fornecedor de matéria-prima.</p>
<blockquote><p> “O Brasil tem que achar esse ponto de equilíbrio, para se posicionar como produtor de cacau e chocolate de referência, por isso, a marca Brasil-Pará importa”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Ivaldo Santana, coordenador do festival e do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau), comenta que a troca de experiências entre produtores é um dos principais ganhos do evento.</p>
<blockquote><p>“Um evento dessa natureza integra várias regiões. Os produtores trocam informações entre si. Nós temos o Fórum do Cacau, onde vários especialistas do Brasil e do mundo vêm falar sobre cacau, e painéis com chocolatiers ensinando várias formas de produzir chocolate. Então, isso aqui é uma escola para o produtor e isso leva o nome do Pará para o Brasil e o mundo”, reforçou.</p></blockquote>
<p><strong>Tendências de mercado</strong></p>
<p>Iniciativas que promovem o turismo por meio do conhecimento da cadeia produtiva, semelhante ao turismo comunitário, foram um grande destaque nas tendências de mercado. A chocolatier Sarah Brogni compartilhou a experiência ao abrir sua fazenda para visitação guiada, prática que já atrai clientes e gera resultados positivos.</p>
<blockquote><p>“A gente lançou o que chamamos de rota turística, com experiência de café da manhã, almoço e imersão na fazenda. Foi algo que precisávamos implementar para investir na juventude e hoje a gente recebe turismo internacional”, disse.</p></blockquote>
<p><strong>Produção de origem indígena</strong></p>
<p>O protagonismo indígena também teve espaço relevante no evento. Um dos destaques foi o lançamento do chocolate artesanal Kunhã Arã, produzido por uma associação indígena de Altamira, região que concentra boa parte da produção de cacau paraense.</p>
<p>A líder da associação, Irasilda Juruna, destacou os impactos da iniciativa, que dá nova vida a um projeto antigo e contribui para o sustento de diversas famílias.</p>
<blockquote><p>“O que temos hoje na comunidade é resultado de um trabalho que começou com o antigo Chocodjá e teve grande aceitação. É um projeto voltado principalmente para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Já a fundadora da Sidjä Wahiü, Katyana Xipaya, ressaltou o papel do chocolate na valorização do manejo sustentável promovido pelas comunidades tradicionais.</p>
<blockquote><p>“O chocolate abriu portas para nós e para outras comunidades indígenas e ribeirinhas. A nossa comunidade foi conquistando reconhecimento internacional pela forma com que a gente trabalha, com sustentabilidade, gerando renda e valorizando a cultura, os saberes ancestrais e a floresta”, afirmou.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/nova-lei-do-chocolate-e-bem-recebida-por-produtores-de-cacau-paraenses/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Nova lei do chocolate é bem recebida por produtores de cacau paraenses</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-artesanal-do-para-vira-modelo-de-producao-sustentavel-em-vitrine-internacional/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Chocolate artesanal do Pará vira modelo de produção sustentável em vitrine internacional</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Nova lei do chocolate é bem recebida por produtores de cacau paraenses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 16:31:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Amazônia 2026]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[nova nomenclatura do chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[produtores paraenses]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O que realmente pode ser chamado de chocolate? A pergunta ganhou força após o Senado aprovar um projeto de lei que endurece as regras de rotulagem e exige no mínimo 35% de cacau nos produtos para poder chamá-los de chocolate, uma mudança que promete mais transparência ao consumidor, que agora depende da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O que realmente pode ser chamado de chocolate? A pergunta ganhou força após o Senado aprovar um projeto de lei que endurece as regras de rotulagem e exige no mínimo 35% de cacau nos produtos para poder chamá-los de chocolate, uma mudança que promete mais transparência ao consumidor, que agora depende da sanção do presidente da República,</p>
<p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> esteve no Chocolat Amazônia 2026, que reuniu em Belém mais de 500 produtores do Pará, maior produtor de cacau do Brasil, para ouvir as opiniões de quem está em uma das principais linhas de frente impactadas pelo assunto.</p>
<p>Márcia Nóbrega, produtora de São Francisco do Pará, acredita que o projeto fará muita diferença no dia a dia do consumidor, especialmente para alguém que, como ela, precisa ter cuidado redobrado com a alimentação de parte da família.</p>
<blockquote><p>“Eu sou mãe atípica e sei bem como é a dificuldade de ser traída pelo ‘chocofake’ e essas composições que mudam do nada. Hoje sou produtora, mas lá no começo era uma mãe que aprendeu a fazer chocolate porque o filho sentia todo mínimo ajuste de fórmula e sabor”, declara.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42251" aria-describedby="caption-attachment-42251" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-42251" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.28.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42251" class="wp-caption-text">Márcia Nóbrega é a responsável pela Lábios de Mel Chocolates, de São Francisco do Pará</figcaption></figure>
<p>Ela também destaca um princípio de mercado que será reforçado com o projeto, caso seja sancionado: a transparência com o cliente.</p>
<blockquote><p>“Para alguém ser um cliente fiel, a receita mínima é ter transparência. No caso do chocolate, fórmulas limpas, sem aditivos e com uso controlado de açúcar ou gordura são casos de vida ou morte, especialmente para quem possui algum tipo de restrição alimentar”, destaca.</p></blockquote>
<h3>Reconhecimento ao lugar certo</h3>
<p>Dar valor a quem produz do jeito certo desde sempre. É assim que pensa Michele Cardoso, da Terra Quilombola Moju-Miri, para quem a classificação correta é uma forma de valorizar a produção artesanal e sustentável.</p>
<blockquote><p>“Ninguém gosta de ser enganado, então essa é uma oportunidade muito especial para quem faz do jeito certo desde sempre. Precisamos justificar muita coisa para receber incentivos que valorizem a produção sustentável e acho muito justo que esse reconhecimento seja mais popular entre as pessoa. Assim, elas valorizam mais não só nosso chocolate, mas toda a floresta que ele sustenta”, frisa.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42252" aria-describedby="caption-attachment-42252" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42252" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.17.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42252" class="wp-caption-text">Michele Cardoso (ao canto) é uma das agricultoras que chefiam a Kakau Rivier, da Terra Quilombola Mojú-Miri, no município de Moju</figcaption></figure>
<p>A agricultora cita ainda que essa mudança pode ajudar um processo importante de educar o consumidor para entender o que são alimentos mais ou menos processados e seus impactos na saúde.</p>
<blockquote><p>“Às vezes a pessoa se acostumou tanto com o gosto industrial que acha que aquele chocolate é o certo e o nosso não. Existem as duas categorias e elas precisam ser comunicadas do jeito certo, isso vai ensinar muito para as pessoas e ajudar nas escolhas delas”, declara.</p></blockquote>
<p>Fôlego para produtores e para o meio ambiente</p>
<p>Elias Moraes, que produz cacau em Porto de Moz, um dos principais beneficiários com a mudança será sentido pelo meio ambiente, porque incentivaria as pessoas a produzirem mais cacau para suprirem a demanda movida pela nova legislação.</p>
<blockquote><p>“Tem empresário que com toda certeza vai voltar a colocar mais cacau na receita para voltar a chamar seu produto de chocolate. Colocar mais cacau é mais venda para o produtor e mais incentivo em plantar e cuidar dessa produção”.</p></blockquote>
<p>O agricultor lembra o impacto social de outras regras de rotulagem de alimentos no Brasil, implantadas em 2022. Desde então, estabeleceu-se uma maior transparência nos dados da tabela nutricional, determinando a obrigatoriedade de um selo de advertência na parte frontal das embalagens para produtos que apresentem altos teores de sódio, açúcar ou gordura.</p>
<figure id="attachment_42253" aria-describedby="caption-attachment-42253" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42253" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.16-1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42253" class="wp-caption-text">Elias Moraes (centro) é um dos agricultores da Cacau Sonho Verde, do município de Porto de Moz, oeste paraense</figcaption></figure>
<p>Na prática, a mudança interferiu na percepção do consumidor, gerando queda nas vendas de alguns produtos e levando fabricantes a investirem em reformulações para voltar a atrair clientes.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essa experiência ai (de aumentar a transparência ao consumidor) já provou que dá certo, espero que com a gente seja do mesmo jeito&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Ele acredita que os estados brasileiros com grande produção de cacau, como o Pará, podem ganhar novas oportunidades com a mudança.</p>
<blockquote><p>“A cadeia do cacau está recebendo diversos incentivos e tem um papel muito importante na preservação da floresta. Esse pode ser o incentivo que faltava para trazer mais benefícios para quem produz, no nosso caso, em diversas áreas do Pará”, diz.</p></blockquote>
<p>Geovana Dias, produtora de Pacajá, vê na regulamentação a oportunidade ideal para a entrada plena do cacau no dia a dia das pessoas.</p>
<blockquote><p>“Em vez de achocolatado, dá para levar chocolate quente para a merenda escolar da cidade e das escolas rurais. Algumas cidades têm aqueles contratos de compra de alimentos da agricultura familiar e isso pode chegar no cacau e nos derivados também”, pontua.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42255" aria-describedby="caption-attachment-42255" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42255" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-20.50.14.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42255" class="wp-caption-text">Geovana Dias (canto), é uma das produtoras da Mulher do Cacau, do município de Pacajá, região da Transamazônica</figcaption></figure>
<p>A jovem produtora faz parte da Mulher do Cacau, iniciativa da prefeitura municipal que apoia mais de 30 mulheres e promove capacitação para fabricação de derivados do cacau e chocolate como bebidas, doces e outros tipos de alimentos. Alguns desses alimentos foram destaque recente em premiações locais do setor.</p>
<blockquote><p>“Se cada município fizesse os acordos direitinho para comprar a produção dos seus agricultores, viraria até um incentivo para fazer mais SAFS, aumentar a área plantada e envolver a família inteira na produção de chocolates, doces, bebidas”, sugere.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar prejuízos de mais de R$ 22 bilhões ao Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[foz do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[margem equatorial]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[WWF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/margem-equatorial-e1744834008804-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Um estudo baseado na Análise de Custo-Benefício (ACB) concluiu que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 23, aponta perdas socioeconômicas bilionárias, aumento de riscos climáticos e desperdício de oportunidades ligadas à transição energética. De acordo com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/margem-equatorial-e1744834008804-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Um estudo baseado na Análise de Custo-Benefício (ACB) concluiu que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 23, aponta perdas socioeconômicas bilionárias, aumento de riscos climáticos e desperdício de oportunidades ligadas à transição energética.</p>
<p>De acordo com o estudo, a exploração na região (que dura 40 anos em média) pode gerar um prejuízo líquido de cerca de R$ 22,2 bilhões para ao País. Isso ocorre porque os custos totais do projeto, somados aos impactos ambientais ao longo de sua operação, superam os benefícios econômicos diretos.</p>
<p>O prejuízo é explicado por um fator central: o petróleo da Foz do Amazonas só chegaria ao mercado em cerca de 12 anos, prazo que coincide com a previsão de declínio da demanda mundial, segundo a Agência Internacional de Energia. Esse descompasso eleva o risco de ‘ativos encalhados’, situação em que os investimentos deixam de gerar retorno antes de se tornarem obsoletos.</p>
<p>Se somarmos os R$ 22,2 bilhões aos R$ 24,8 bilhões que o País deixaria de lucrar pela ausência de investimentos na eletrificação da matriz energética, a perda chega a R$ 47 bilhões<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1687045&amp;o=node" />.</p>
<p>O diagnóstico indica que, quando os custos financeiros, climáticos e ambientais são considerados, o investimento na nova fronteira petrolífera pode se transformar em um risco nacional. A metodologia utilizada é a mesma adotada pelo governo federal para comparar a exploração de petróleo com alternativas como energias renováveis e biocombustíveis.</p>
<p>A Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB) considera três cenários: Real por Real, que compara a alocação de recursos; BTU por BTU, que avalia a equivalência energética; e Litro por Litro, que considera a equivalência dos combustíveis em volume.</p>
<figure id="attachment_42178" aria-describedby="caption-attachment-42178" style="width: 526px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-42178" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57.jpeg" alt="" width="526" height="495" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57.jpeg 526w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-300x282.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-150x141.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-450x423.jpeg 450w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /><figcaption id="caption-attachment-42178" class="wp-caption-text">Resumo do tempo de vida útil da exploração da Foz do Amazonas e seus impactos. Imagem: WWF-Brasil</figcaption></figure>
<h3>Custos indiretos</h3>
<p>Além do custo financeiro, a atividade pode emitir aproximadamente 446 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo de quatro décadas. Esse volume contribui para o agravamento da crise climática e gera custos indiretos, como eventos extremos, perdas econômicas e impactos à saúde pública.</p>
<p>Nesse cenário, a continuidade do projeto expõe o Brasil ao risco de construir uma infraestrutura bilionária que pode se tornar ultrapassada antes de gerar retorno, forçando o Estado a absorver prejuízos e elevando os gastos em comparação com investimentos imediatos na transição energética.</p>
<p>O economista Daniel Thá, consultor da WWF-Brasil afirma que parte da precificação estimada do petróleo também está relacionada com os investimentos em transição climática.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse fator já é levado em consideração por eles porque o jogo vai mudar muito em breve. Para o Brasil é extremamente arriscado apostar tudo em uma infraestrutura que logo mais começará a entrar em desuso, especialmente entre nações mais ricas&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<h3><strong>Alternativas mais vantajosas</strong></h3>
<p>O estudo explica por que  o custo de oportunidade da escolha por fontes de baixo impacto ambiental pode chegar a R$ 47 bilhões.  No comparativo energético, a produção de eletricidade renovável também se mostra mais barata do que a fóssil. Para entregar a mesma quantidade de energia, o petróleo pode custar até R$ 33 bilhões a mais ao longo do tempo.</p>
<p>O estudo ressalta que a decisão sobre explorar ou não petróleo na região vai além da economia e envolve o modelo de desenvolvimento que o País pretende adotar no longo prazo.</p>
<p>Ao priorizar fontes renováveis, o Brasil pode reduzir riscos, ampliar ganhos sociais e alinhar sua economia às exigências globais de combate às mudanças climáticas. Por outro lado, a expansão da exploração petrolífera tende a resultar em custos mais elevados e benefícios menores para a população.</p>
<h3>Desenvolvimento e riscos ambientais</h3>
<p>A Foz do Amazonas é considerada uma área ambientalmente sensível por abrigar ecossistemas importantes, como manguezais, áreas de pesca e o sistema de recifes amazônicos.</p>
<p>O estudo destaca que esses ambientes desempenham papel fundamental na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade. Segundo a análise, a exploração de petróleo na região amplia o risco de danos ambientais de grande escala e potencialmente irreversíveis para as comunidades amazônicas.</p>
<p>Embora parte da justificativa para a exploração da Foz do Amazonas esteja no argumento de que o petróleo poderia financiar o desenvolvimento sustentável, o estudo aponta que o Brasil já possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável e condições de ampliar esse modelo.</p>
<p>O especialista em conservação do WWF-Brasil e doutor em Planejamento Energético, Ricardo Fujii, um dos coordenadores do estudo, afirma que a rota fóssil apresenta pior desempenho econômico e social para o país. Ele também destaca que o Brasil já reúne pré-requisitos para avançar na transição energética.</p>
<blockquote><p>“O país já é autossuficiente em petróleo, e as reservas do Pré-Sal atendem à demanda interna durante o processo de transição energética”, comenta Ricardo Fujii.</p></blockquote>
<p>Nesse contexto, a Amazônia surge como um ponto estratégico não para a expansão de combustíveis fósseis, mas para impulsionar uma economia baseada em energia limpa e de baixo impacto ambiental.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-pede-que-justica-do-para-julgue-acao-contra-licenca-da-petrobras-na-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>MPF pede que Justiça do Pará julgue ação contra licença da Petrobras na Foz do Amazonas</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-gera-energia-limpa-para-todo-o-brasil-mas-ainda-vive-no-escuro-diz-estudo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Amazônia gera energia limpa para todo o Brasil, mas ainda vive no escuro, diz estudo</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-suspensao-de-licenciamento-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener">MPF recomenda suspensão de licenciamento de petróleo na Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/vazamento-provoca-danos-na-fauna-da-foz-do-amazonas-atesta-laudo/" target="_blank" rel="noopener">Vazamento provoca danos na fauna da Foz do Amazonas, atesta laudo</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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