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	<title>ECONOMIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>ECONOMIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Artesãs lançam coleção de moda sustentável com trilha que traz sons da floresta</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/moda-sustentavel-desfile-celebra-a-potencia-do-empreendedorismo-feminino-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:46:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Costurando Sonhos Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/moda_sustentavel3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Nesta sexta-feira,10, a Ilha do Combu, em Belém, sedia o desfile Favela Fashion para lançar a coleção de moda sustentável “Travessia”. O desfile marca a formatura de 15 artesãs do bairro do Jurunas, capacitadas pelo Instituto de Mulheres Fênix em corte, costura, modelagem e empreendedorismo ao longo de três meses. O projeto foi realizado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/moda_sustentavel3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Nesta sexta-feira,10, a Ilha do Combu, em Belém, sedia o desfile Favela Fashion para lançar a coleção de moda sustentável “Travessia”.</em></li>
<li><em>O desfile marca a formatura de 15 artesãs do bairro do Jurunas, capacitadas pelo Instituto de Mulheres Fênix em corte, costura, modelagem e empreendedorismo ao longo de três meses.</em></li>
<li><em>O projeto foi realizado pelo Costurando Sonhos Brasil em parceria com o grupo Azzas 2154 (que ofereceu tecidos e mentorias), além do apoio de Gilson Rodrigues (G10 Favelas) e do Instituto Tucunaré.</em></li>
<li><em> A coleção “Travessia” utiliza materiais alternativos e exalta a cultura amazônica. Durante o evento, o público poderá comprar as peças feitas pelas artesãs para fomentar a economia local.</em></li>
<li><em>O desfile contará com a apresentação musical &#8220;Amazônia Viva&#8221;, do produtor Renato Rosas (OCAS), que mistura tambores, flautas indígenas e sons da floresta com música contemporânea.</em></li>
<li><em>O Costurando Sonhos Brasil, que já atua em São Paulo e Recife, realiza sua primeira ação na Amazônia focado em dar oportunidades reais de renda e autonomia financeira para mulheres da periferia.</em></li>
</ul>
<p>A Ilha do Combu, em Belém, recebe nesta sexta-feira,10, o desfile Favela Fashion, evento que celebra a sustentabilidade, o empreendedorismo feminino e a cultura paraense. A passarela será o palco de lançamento da coleção “Travessia”, que coroa a formatura de 15 artesãs do bairro do Jurunas.</p>
<p>Integrantes do Instituto de Mulheres Fênix, elas concluíram três meses de uma intensa capacitação profissional que envolveu técnicas de corte, costura, modelagem, criação e gestão de negócios.</p>
<p>O projeto tem como foco principal a qualificação profissional e o estímulo à geração de renda através da economia criativa. O treinamento foi conduzido pelo projeto Costurando Sonhos Brasil, contando com o apoio estratégico do Azzas 2154, o maior grupo de moda da América Latina.</p>
<p>A companhia atuou diretamente no fornecimento de tecidos e na realização de mentorias e oficinas técnicas voltadas à confecção das peças.</p>
<blockquote><p>“Acreditamos que a moda tem o poder de transformar realidades ao desenvolver talentos, fortalecer a autonomia das mulheres e impulsionar a economia local por meio da geração de renda e do empreendedorismo. Iniciativas como essa promovem um impacto social positivo e contribuem para a construção de uma cadeia da moda mais ética, justa e responsável”, afirma Suelen Joner, head de Sustentabilidade do Azzas 2154.</p></blockquote>
<p>O evento, sediado no Olaria Hostel a partir das 15h, reúne apoiadores, patrocinadores, convidados e jornalistas. A iniciativa conta ainda com as parcerias estratégicas de Gilson Rodrigues (fundador do G10 Favelas e da Academia da Prosperidade e da Vida) e do Instituto Tucunaré.</p>
<h3>Identidade amazônica e mercado</h3>
<p>A coleção “Travessia” foi integralmente inspirada nas referências culturais e na identidade da Amazônia, priorizando o uso de materiais alternativos e métodos sustentáveis de fabricação.</p>
<p>Além de assistirem ao desfile e à entrega dos certificados de conclusão, os presentes poderão comprar as peças produzidas pelas formandas, impulsionando diretamente a economia da comunidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Agradecemos ao Costurando Sonhos Brasil pela realização desse projeto e a construção della coleção ‘Travessia’. Somos gratas por tudo o que nos foi proporcionado durante essa jornada”, afirma Claudinha, coordenadora do Instituto de Mulheres Fênix.</p></blockquote>
<p>Esta é a primeira vez que o Favela Fashion, do Costurando Sonhos Brasil, é realizado na Região Norte. O programa busca abrir portas reais de trabalho e inclusão social.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo não é apenas formar pessoas, mas criar oportunidades reais. Muitas conseguem empreender sozinhas, enquanto outras precisam de apoio para acessar o mercado. Por isso desenvolvemos oficinas colaborativas que unem qualificação e geração de renda, produzindo para pequenas e grandes empresas. O talento existe nas periferias; o que muitas vezes falta é oportunidade”, destaca a paraense Suéli Feio, cofundadora do Costurando Sonhos Brasil.</p></blockquote>
<p>Para o desfile da coleção “Travessia”, a atmosfera da floresta será transposta para a música. O ativista social e produtor cultural Renato Rosas, da OCAS (Organização Comunitária de Adesão Social), comandará a trilha sonora com o espetáculo “Amazônia Viva”.</p>
<p>A performance promete uma experiência sensorial única, misturando tambores regionais, flautas indígenas, sons naturais da mata e música contemporânea.</p>
<p>Com atuação consolidada em São Paulo, Recife e agora em Belém, o projeto encerra o ciclo deixando as 15 artesãs totalmente aptas a ingressarem no mercado da moda local, seja de forma autônoma ou integrando cooperativas da região.</p>
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		<item>
		<title>Novo fundo quer captar R$ 130 milhões para financiar produção sustentável na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Rural+Verde]]></category>
		<category><![CDATA[pequeno produtor]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/agricultura_familiar2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O novo Fundo Rural+Verde foi criado para corrigir uma realidade alarmante na Amazônia Legal: a agricultura familiar gera 74% dos empregos no campo, mas apenas 3% desses produtores têm acesso a crédito subsidiado. Lançado em parceria pela FAIS, Banco da Amazônia e a organização internacional Global Citizen, o fundo pretende captar US$ 25 milhões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/agricultura_familiar2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="2,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O novo Fundo Rural+Verde foi criado para corrigir uma realidade alarmante na Amazônia Legal: a agricultura familiar gera 74% dos empregos no campo, mas apenas 3% desses produtores têm acesso a crédito subsidiado.</em></li>
<li><em>Lançado em parceria pela FAIS, Banco da Amazônia e a organização internacional Global Citizen, o fundo pretende captar US$ 25 milhões em recursos globais para financiar o produtor rural sustentável.</em></li>
<li><em> O Banco da Amazônia assumiu o papel de investidor âncora, garantindo uma cota inicial de US$ 2 milhões para o início das operações.</em></li>
<li><em> O objetivo principal é dar condições para que o produtor não apenas colha, mas também processe e industrialize sua produção dentro da própria floresta, retendo a riqueza na região.</em></li>
<li><em>A engenharia financeira do fundo prevê que, a partir do segundo ano de funcionamento, ele passe a se sustentar com o rendimento dos próprios ativos gerados no campo.</em></li>
</ul>
<p>Embora a agricultura familiar seja o verdadeiro motor da floresta, sustentando 74% dos empregos no campo em toda a Amazônia Legal, a falta de ferramentas financeiras faz com que apenas 3% desses pequenos produtores consigam acesso a crédito subsidiado.</p>
<p>Para mudar esse cenário e colocar a produção sustentável no centro da economia da região, a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), o Banco da Amazônia e a Global Citizen lançaram o Fundo Rural+Verde</p>
<p>A iniciativa foi desenhada para conectar o pequeno produtor a investimentos que permitam não apenas colher, mas também processar e industrializar sua produção dentro da própria floresta.</p>
<p>Para atrair o dinheiro necessário, o fundo vai usar uma estratégia chamada de capital catalítico. Na prática, funciona como um investimento de arrancada: investidores iniciais aceitam correr um risco maior ou esperar mais tempo pelo retorno financeiro para provar que o projeto funciona. Isso serve como um selo de segurança para atrair grandes bancos e fundos tradicionais que antes tinham receio de investir na região.</p>
<p>A FAIS vai coordenar a estrutura do fundo e a captação de recursos junto com a organização internacional Global Citizen. A meta é alcançar US$ 25 milhões em investimentos, e o Banco da Amazônia já garantiu o pontapé inicial como investidor âncora, aportando US$ 2 milhões.</p>
<blockquote><p>“A Instituição tem no seu DNA o compromisso com o desenvolvimento sustentável da região. Ao ancorar esse fundo, damos um passo decisivo para conectar pequenos produtores a uma nova lógica de financiamento, que reconhece a floresta em pé como ativo econômico e coloca a Amazônia no centro das soluções globais para o clima e a produção de alimentos”, explica Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.</p></blockquote>
<p>O fundo nasce diretamente ligado ao programa Rural+Verde, elaborado pelo Instituto Amazônia+21. O objetivo é solucionar um problema histórico: a dificuldade de transformar o trabalho de manejo das comunidades locais em negócios estruturados e atraentes para o mercado financeiro de larga escala.</p>
<p>O foco das operações estará concentrado nos estados da Amazônia Legal, impulsionando o desenvolvimento regional com foco em quem realmente vive e trabalha na floresta.</p>
<blockquote><p>“Estamos estruturando um mecanismo capaz de conectar capital a soluções concretas na Amazônia. O desafio não é a falta de projetos, mas a ausência de instrumentos que permitam financiá-los com escala, coordenação e segurança. A Amazônia produz riqueza há séculos, mas continua exportando valor e importando pobreza. O fundo nasce para enfrentar essa desconexão, começando por quem mais precisa: o pequeno produtor”, afirma Marcelo Thomé, presidente do Instituto Amazônia+21.</p></blockquote>
<p>Michael Sheldrick, CEO e cofundador da Global Citizen., afirma que gerar renda para comunidades e produtores em toda a Amazônia está no centro das conversas entre sua empresa e o Instituto Amazônia+21.</p>
<blockquote><p>&#8220;O acesso a financiamento, assistência técnica e mercados continua sendo uma das maiores barreiras para ampliar, em escala, as atividades econômicas sustentáveis na região. Renovamos nossa colaboração mantendo o foco na construção de caminhos economicamente viáveis para a região, focados em transformar esse compromisso em resultados concretos”, afirma Sheldrick.</p></blockquote>
<p>A engenharia financeira do projeto também foi planejada para que ele tenha autonomia. A expectativa dos organizadores é de que, já a partir do segundo ano de funcionamento, as operações no campo gerem rendimentos suficientes para sustentar o próprio fundo, dispensando a dependência exclusiva de novas doações ou aportes.</p>
<p>Com o lançamento feito em parceria internacional, o projeto coloca os produtores e a economia amazônica de forma definitiva no mapa estratégico do desenvolvimento sustentável global.</p>
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		<title>Uruará sedia evento focado em alta produtividade e mercado do cacau na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/uruara-sedia-evento-focado-em-alta-produtividade-e-mercado-do-cacau-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 19:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[4º Seminário de Manejo de Alta Produtividade do Cacau no Estado do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau da Transamazônica]]></category>
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		<category><![CDATA[Uruará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/cacau5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O município de Uruará, no Pará. sedia o 4º Seminário de Manejo de Alta Produtividade do Cacau no Estado do Pará no dia 17 de julho. A escolha da sede reflete a força da Transamazônica; Uruará produz sozinho mais de 21 mil toneladas de cacau por ano. Especialistas vão analisar as oscilações de preços, ofertas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/cacau5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em><em>O município de Uruará, no Pará. sedia o </em></em>4º Seminário de Manejo de Alta Produtividade do Cacau no Estado do Pará<em style="font-size: 14px;"> no dia 17 de julho.</em></li>
<li><em>A escolha da sede reflete a força da Transamazônica; Uruará produz sozinho mais de 21 mil toneladas de cacau por ano.</em></li>
<li><em>Especialistas vão analisar as oscilações de preços, ofertas e tendências internacionais da fruta.</em></li>
<li><em>O evento terá oficinas práticas de fermentação e debates sobre certificações para acessar mercados de maior valor agregado.</em></li>
<li><em>Painéis vão discutir viabilidade financeira, crédito para agricultura familiar e o uso de sistemas agroflorestais para proteger o cultivo contra mudanças climáticas.</em></li>
</ul>
<p>No dia 17 de julho, o município de Uruará (PA) — o segundo maior produtor de cacau do país — recebe o 4º Seminário de Manejo de Alta Produtividade do Cacau no Estado do Pará. Organizado pela Vital Agrofloresta, o evento busca conectar produtores, cientistas e empresas para debater inovação, sustentabilidade e lucratividade no campo.</p>
<p>A região da Transamazônica se destaca pelo forte crescimento na área, com Uruará entregando mais de 21 mil toneladas do fruto anualmente.</p>
<p>A programação vai abordar o cenário de preços e riscos globais da commodity, trazendo especialistas da StoneX Brasil e do portal Mercado do Cacau.</p>
<p>Outro ponto central será a qualidade e o beneficiamento das amêndoas para o mercado de chocolates finos, com palestras de técnicas do Imaflora e oficinas práticas de fermentação lideradas por produtores premiados no concurso mundial Cocoa of Excellence.</p>
<p>O seminário também discutirá a saúde financeira das fazendas, custos de produção e linhas de crédito rural.</p>
<p>Além disso, haverá um espaço dedicado aos sistemas agroflorestais e à adaptação às mudanças climáticas, contando com a colaboração da Universidade Federal do Pará (UFPA), do programa Nestlé Cocoa Plan e da Cooperação Alemã (GIZ) para traçar metas sustentáveis para a região.</p>
<p>O evento conta com o apoio de grandes marcas globais do setor de alimentos e insumos.</p>
<h4>Serviço</h4>
<p><strong>4º Seminário de Manejo de Alta Produtividade do Cacau no Estado do Pará</strong></p>
<p><strong>Local</strong>: Complexo Esportivo da Vila Brasil – Uruará (PA)</p>
<p><strong> Data</strong>: 17 de julho de 2026</p>
<p><strong>Inscrição gratuita</strong></p>
<p><strong>Entrada solidária</strong>: doação de 1 kg de alimento não perecível</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto no Baixo Amazonas estrutura modelo de bioeconomia focado em negócios locais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 13:48:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Baixo Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Bioma Amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Sebrae]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/maha-cosmeticos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O programa Bioma Amazônico atua desde 2024 no Baixo Amazonas (PA) para fortalecer a bioeconomia, unindo a valorização dos saberes tradicionais, inovação e a conservação da floresta em pé. A iniciativa piloto atende municípios como Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Alter do Chão, alcançando diretamente 160 empreendimentos e mais de 200 negócios comunitários. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/maha-cosmeticos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O programa Bioma Amazônico atua desde 2024 no Baixo Amazonas (PA) para fortalecer a bioeconomia, unindo a valorização dos saberes tradicionais, inovação e a conservação da floresta em pé.</em></li>
<li><em>A iniciativa piloto atende municípios como Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Alter do Chão, alcançando diretamente 160 empreendimentos e mais de 200 negócios comunitários.</em></li>
<li><em>Um dos projetos é Iconografia Local, em que 20 produtores das áreas de moda, artesanato e turismo receberam capacitação para transformar elementos da identidade regional em produtos de design.</em></li>
<li><em>O programa estruturou a Oka Hub e apoia a InTap (em parceria com a Ufopa), iniciativas que juntas aceleram startups voltadas à sociobiodiversidade e impulsionaram um aumento médio de 150% no faturamento das empresas incubadas.</em></li>
<li><em>O projeto desenvolve um modelo de carbono social para gerar renda a comunidades tradicionais através da preservação ambiental.</em></li>
</ul>
<p>A consolidação de um modelo de desenvolvimento baseado na floresta em pé, na valorização dos saberes tradicionais e na inovação de pequenos negócios avança na região do Baixo Amazonas, no Pará. Desde 2024, o projeto Bioma Amazônico, coordenado pelo Sebrae, desenvolve uma estratégia para fortalecer a bioeconomia em municípios como Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Alter do Chão.</p>
<p>O piloto da iniciativa atinge diretamente cerca de 160 empreendimentos e, indiretamente, mais de 200 negócios e ações comunitárias.</p>
<p>O programa opera em frentes que vão da incubação de empresas e inovação aplicada ao fortalecimento de cadeias produtivas regenerativas, acesso a mercados e atração de investimentos. O foco está em gerar renda e promover a conservação ambiental a partir do potencial das comunidades locais.</p>
<p>De acordo com a diretoria do Sebrae, a proposta busca conectar ciência, inovação e conhecimentos tradicionais para abrir oportunidades de mercado por meio de bioativos, atendendo a demandas atuais de sustentabilidade e fortalecendo o empreendedorismo de quem habita e protege o território.</p>
<blockquote><p>&#8220;A bioeconomia não é uma agenda do futuro, é uma necessidade do presente. Quem conseguir conectar ciência, inovação e saberes tradicionais estará construindo as bases de um novo modelo de desenvolvimento, a partir das vocações dos territórios. O caminho está nos bioativos, gerando oportunidades de mercado e empreendedorismo para quem sempre viveu e protegeu esse território”, aponta o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.</p></blockquote>
<h3>Design regional e ecossistema de inovação</h3>
<p>Entre as ações implementadas na região destaca-se o projeto Iconografia Local – Bioma Amazônico, que inseriu elementos da cultura, ancestralidade e biodiversidade regional no design de produtos locais. A iniciativa ofereceu capacitação em gestão, precificação e posicionamento comercial para 20 empreendedores dos setores de moda, artesanato, turismo e economia criativa.</p>
<p>O fortalecimento do ecossistema de inovação local também ganhou o reforço da Oka Hub – Incubadora da Floresta, criada para acelerar startups voltadas à sociobiodiversidade amazônica. O espaço atende 11 startups em um processo de incubação de 24 meses.</p>
<p>O ecossistema, que mobiliza 155 pesquisadores, destinou R$ 350 mil em bolsas de apoio e registrou um incremento médio de 150% no faturamento das empresas participantes, além de contabilizar seis patentes em desenvolvimento.</p>
<h3>Parcerias e mercado de carbono</h3>
<p>A estratégia de atração de investimentos inclui ainda a InTap – Incubadora do Tapajós, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e com apoio do Sebrae. A incubadora acompanha dez startups focadas em sustentabilidade e impacto social no território.</p>
<p>Para ampliar a inserção comercial desses negócios, foram realizadas dez visitas técnicas ao Baixo Amazonas com comitivas formadas por representantes governamentais, investidores, pesquisadores e empresários.</p>
<p>Paralelamente, está em andamento a estruturação de um modelo de carbono social, desenhado para viabilizar renda a comunidades tradicionais e povos da floresta por meio da conservação ambiental e do acesso ao mercado de créditos de carbono.</p>
<p><em>Fonte: Agência Sebrae</em></p>
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		<item>
		<title>Dia do Chocolate: cacau sustentável do Pará protege a Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:40:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/chocolate_Para-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Dia Internacional do Chocolate é celebrado em 7 de julho, tendo o Pará como o maior produtor de cacau do Brasil e destaque na produção de chocolates finos. O cacau paraense é produzido em Sistemas Agroflorestais (SAFs), ou seja, plantado junto com outras árvores da Amazônia, ajudando a recuperar áreas degradadas e a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/chocolate_Para-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Dia Internacional do Chocolate é celebrado em 7 de julho, tendo o Pará como o maior produtor de cacau do Brasil e destaque na produção de chocolates finos.</em></li>
<li><em>O cacau paraense é produzido em Sistemas Agroflorestais (SAFs), ou seja, plantado junto com outras árvores da Amazônia, ajudando a recuperar áreas degradadas e a preservar a floresta.</em></li>
<li><em>O fruto da região desenvolve um perfil de sabor exclusivo, com notas frutadas e florais, sendo a base principal para o mercado de chocolates artesanais do tipo Bean to Bar (da amêndoa à barra).</em></li>
<li><em>As amêndoas de cidades como Medicilândia e Tomé-Açu são premiadas internacionalmente no tradicional Salon du Chocolat de Paris, consolidando a qualidade do produto brasileiro no exterior.</em></li>
</ul>
<p>Neste 7 de julho, celebra-se o Dia Internacional do Chocolate. A data encontra o Brasil em um momento de grande destaque no cenário global, impulsionado especialmente pelo cacau produzido no Pará. Atual maior produtor nacional do fruto, o estado transformou a região amazônica em sinônimo de chocolates finos de altíssima qualidade, unindo preservação ambiental, inovação e reconhecimento internacional.</p>
<p>Diferente do cultivo tradicional, o segredo do sucesso do cacau paraense está no seu modo de produção baseado em Sistemas Agroflorestais (SAFs). Nesse modelo, os cacaueiros são plantados em meio a outras árvores nativas da Amazônia, como o açaí, o cumaru e a andiroba. Essa técnica permite recuperar áreas antes degradadas, mantendo a floresta em pé e gerando um ecossistema equilibrado que beneficia os produtores locais e a fauna silvestre.</p>
<h3>Especificidades e o conceito Bean to Bar</h3>
<p>O fruto cultivado sob a sombra da floresta desenvolve características únicas de sabor e aroma, influenciadas pelo solo e pelo clima amazônico (o chamado terroir). O cacau do Pará é conhecido por suas notas frutadas, florais e de sementes nativas, apresentando uma acidez equilibrada que é altamente valorizada pelos mestres chocolateiros.</p>
<p>Esse padrão de excelência impulsionou o mercado dos chocolates Bean to Bar (da amêndoa à barra), onde o fabricante acompanha todo o processo: desde a colheita, passando pela fermentação controlada e secagem das amêndoas, até a moldagem final da barra. O resultado é um produto puro, com maior teor de cacau e menos aditivos químicos.</p>
<h3>Reconhecimento e prêmios internacionais</h3>
<p>A qualidade do cacau paraense já acumula prêmios de prestígio ao redor do mundo. Amêndoas produzidas em municípios como Medicilândia (considerada a capital nacional do cacau), Tomé-Açu e Anapu figuram frequentemente entre as melhores do planeta no Salon du Chocolat de Paris, o principal evento do setor. Além disso, marcas de chocolate genuinamente paraenses vêm conquistando medalhas em premiações como o International Chocolate Awards.</p>
<p>Mais do que uma potência econômica, o cacau do Pará consolidou-se como um dos pilares da bioeconomia nacional, provando neste Dia do Chocolate que é possível produzir um dos doces mais amados do mundo gerando riqueza, orgulho cultural e sustentabilidade para a Amazônia.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Com R$ 97,3 bilhões, Plano Safra foca em sustentabilidade, crédito e regularização fundiária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:54:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Safra]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Pronaf]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agricultura_familiar3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 vai movimentar R$ 97,3 bilhões com foco em fazer o dinheiro circular nas pequenas comunidades rurais. As linhas de crédito do Pronaf somam R$ 85,2 bilhões, registrando um crescimento de quase 9% em comparação com o ciclo anterior. Foram lançados dez editais no valor de R$ 832,5 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agricultura_familiar3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 vai movimentar R$ 97,3 bilhões com foco em fazer o dinheiro circular nas pequenas comunidades rurais.</em></li>
<li><em>As linhas de crédito do Pronaf somam R$ 85,2 bilhões, registrando um crescimento de quase 9% em comparação com o ciclo anterior.</em></li>
<li><em>Foram lançados dez editais no valor de R$ 832,5 milhões para beneficiar mais de 93 mil famílias em áreas como assistência técnica (Ater), cooperativismo, agroecologia e sociobioeconomia.</em></li>
<li><em>O programa Terra à Mesa Garantia-Safra Semiárido recebeu R$ 413,4 milhões, além de investimentos voltados para a agricultura regenerativa através dos programas Florestas Produtivas e Amazônia Viva.</em></li>
<li><em>Foram assinados decretos para instituir a Política Nacional de Governança da Terra e atualizar as regras do Crédito Fundiário (PNCF), priorizando mulheres como titulares e facilitando o acesso para inscritos no CadÚnico.</em></li>
<li><em>Um novo decreto flexibiliza a comercialização interestadual de produtos como leite, queijos, mel e ovos, além de regulamentar a venda direta de pescado e criar 19 assentamentos pesqueiros.</em></li>
<li><em> O pacote trouxe novas ferramentas como o Simulador de Crédito do Pronaf e atualizações no aplicativo Meu Imóvel Rural.</em></li>
</ul>
<p>Com um orçamento de R$ 97,3 bilhões, foi lançado no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta terça-feira, 30, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027. O montante anunciado visa subsidiar a produção de alimentos, regular o acesso ao crédito, incentivar práticas sustentáveis e gerenciar o desenvolvimento rural no país.</p>
<p>O Pronaf contará com R$ 85,2 bilhões em linhas de crédito para o ciclo 2026/2027, o que representa um incremento de quase 9% em relação à safra anterior.</p>
<blockquote><p>“Esse plano Safra é o plano que reflete esse projeto de Brasil. Um Brasil mais justo, um Brasil sustentável, soberano, que garante autonomia para as mulheres rurais e oportunidades para a juventude. Um Brasil mais próspero, que cuida dos seus recursos naturais e da sua biodiversidade universidade, mas que também é um Brasil que garante o acesso ao conhecimento, o acesso à ciência, à tecnologia para as famílias da agricultura familiar, para que tenha mais produção, mas que também tenha menos penosidade no trabalho, que as pessoas possam viver bem, ter bem viver no campo”, destacou a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli,</p></blockquote>
<p>Paralelamente, foram disponibilizados dez editais que somam R$ 832,5 milhões, direcionados a programas de assistência técnica, cooperativismo, agroecologia, agricultura urbana, sociobioeconomia e fomento à autonomia de mulheres e jovens rurais.</p>
<h3>Divisão dos Recursos Técnicos</h3>
<p>Entre os destaques está o Terra à Mesa Garantia-Safra Semiárido, com R$ 413,4 milhões para atender 63,6 mil famílias, que inclui edital para organizações da sociedade civil no valor de R$ 319,8 milhões e parcerias com instituições estaduais de assistência técnica e extensão rural.</p>
<p>Também foram assinados editais para inovação tecnológica em cooperativas, novos projetos de quintais produtivos, agricultura urbana, plantas medicinais, investimentos comunitários e fortalecimento da pesca artesanal.</p>
<p>Foram anunciados ainda investimentos em agricultura regenerativa, no Programa Nacional de Florestas Produtivas e no Programa Amazônia Viva, reforçando a produção sustentável e a geração de renda nos territórios rurais.</p>
<p>O pacote inclui ainda medidas para ampliar o acesso às políticas públicas, como o lançamento do Simulador de Crédito do Pronaf, novas funcionalidades do aplicativo Meu Imóvel Rural e a criação de políticas voltadas à assistência técnica pesqueira, ao abastecimento alimentar, às plantas medicinais e à conservação de recursos genéticos, fortalecendo a segurança alimentar, a comercialização e a sustentabilidade da agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“Então, vocês já podem entrar, escolher qual que é a liga, ver o que que vocês têm direito, ver o seu perfil e levá-la no banco, a simulação, que é assim que a gente vai avançar garantindo mais crédito e mais política pública para agricultura familiar”, explicou a ministra Fernanda Machiavelli.</p></blockquote>
<h3>Regularização fundiária</h3>
<p>Durante o evento, foram assinados decretos que alteram a regulamentação fundiária e o crédito de terra no País:</p>
<ul>
<li>Governança da Terra: Criação da Política Nacional de Governança da Terra, do Programa Terras do Brasil e do Sistema Nacional de Regularização Fundiária Rural para centralizar os processos de titulação.</li>
<li>Crédito Fundiário: Atualização das regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) para o público de baixa renda, estabelecendo a preferência de mulheres como titulares principais e novos critérios ligados ao CadÚnico.</li>
<li>Inclusão Sanitária: Decreto que permite o comércio interestadual de produtos de origem animal (leite, queijos, mel e ovos) inspecionados por órgãos locais cadastrados no e-Sisbi, além de regulamentar a venda direta de peixe pelo pescador ao consumidor final.</li>
</ul>
<blockquote><p>“Agora a gente tem assentamento pesqueiro. Já são 19 assentamentos pesqueiros. Só lá em Santa Catarina a gente já fez uns 10. Hoje estão saindo as publicações para garantir que os pescadores tenham acesso ao seu território tradicional e possam produzir e seguir pescando”.</p></blockquote>
<p>O encerramento do evento contou com a entrega simbólica de quatro certidões de matrícula de imóveis rurais adquiridos via PNCF e a criação de um Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Pesqueiro voltado ao atendimento de famílias cadastradas pelo Incra.</p>
<p>Finalizando os anúncios de dados de participação, a ministra detalhou o perfil dos tomadores de crédito:</p>
<blockquote><p>“As mulheres já acessaram o dobro de crédito do que tinham feito no passado. E no Pronaf B elas já são maioria. Então, de fato, nós estamos promovendo a autonomia econômica e a equidade no Brasil rural. E para a juventude é a mesma coisa. A gente quer os jovens no campo, a gente quer os jovens realizando os seus sonhos lá no campo, nas águas, nas florestas”, concluiu.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Plano Safra de R$ 525,1 bilhões, lançado hoje, mantém foco em sustentabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Safra 2026/2027]]></category>
		<category><![CDATA[ProAgro]]></category>
		<category><![CDATA[Pronaf]]></category>
		<category><![CDATA[Pronamp]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Plano Safra 2026/2027 vai destinar R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, o que representa um aumento de R$ 9 bilhões em comparação com o ciclo anterior. Do montante total, R$ 384,9 bilhões são voltados para custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões são direcionados para investimentos. Outros R$ 85 bilhões irão para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Plano Safra 2026/2027 vai destinar R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, o que representa um aumento de R$ 9 bilhões em comparação com o ciclo anterior.</em></li>
<li><em>Do montante total, R$ 384,9 bilhões são voltados para custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões são direcionados para investimentos.</em></li>
<li><em>Outros R$ 85 bilhões irão para o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e mais R$ 10 bilhões para linhas extras dos pequenos produtores rurais, </em></li>
<li><em>O programa concede descontos de até 1,0 ponto percentual nos juros de custeio para produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e que adotem práticas sustentáveis reconhecidas.</em></li>
<li><em>O Pronamp contará com R$ 72,6 bilhões e terá taxas máximas de juros fixadas em 9% ao ano.</em></li>
<li><em>O plano condiciona a renegociação de dívidas de custeio à contratação de seguro rural ou Proagro e expande o financiamento para energia renovável e capacidade de armazenagem.</em></li>
</ul>
<p>O governo federal lançou, nesta terça-feira, 30, no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2026/2027, que vai disponibilizar R$ 525,1 bilhões em linhas de crédito para a agricultura empresarial de médios e grandes produtores. O novo programa apresenta um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, dividindo o montante total entre R$ 384,9 bilhões para despesas de custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para projetos de investimento.</p>
<p>Outros R$ 85 bilhões irão para o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e mais R$ 10 bilhões para linhas extras dos pequenos produtores rurais, aos cuidados do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), que deverá apresentar outros dados às 17h.</p>
<blockquote><p>&#8220;O quarto Plano Safra com valor recorde <span class="">é a reafirmação de um compromisso do governo com quem produz, gera empregos e ajuda a alimentar o Brasil e o mundo&#8221;, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.</span></p></blockquote>
<p>Imediatamente atrelado à liberação dos recursos, o plano estabelece critérios de sustentabilidade como moeda de troca para baratear o crédito rural. Produtores que comprovarem a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR) terão direito a um desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio.</p>
<p>Outro abatimento de 0,5 ponto percentual — cumulativo — será concedido a quem adotar práticas agropecuárias de baixo carbono ou obtiver certificações socioambientais reconhecidas, permitindo uma redução total de até 1,0 ponto percentual no custo do financiamento.</p>
<h3>Transição energética</h3>
<p>Ainda na vertente ambiental e tecnológica, a linha InvestAgro passa a financiar a transição energética nas propriedades rurais, apoiando sistemas de energia solar, eólica, biomassa e armazenamento de eletricidade.</p>
<p>O plano também direciona verbas específicas para a construção e modernização de armazéns e câmaras frias, focando na redução de perdas de alimentos e na eficiência logística do setor.</p>
<p>Na divisão por categorias, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contará com R$ 72,6 bilhões, operando com uma taxa máxima de juros de 9% ao ano — patamar inferior ao praticado na safra passada, viabilizado pelo recuo da taxa Selic.</p>
<h3>Renegociação de dívidas</h3>
<p>Por fim, o governo reformulou a política de gestão de riscos: a partir deste ciclo, qualquer renegociação de dívidas de custeio agrícola estará obrigatoriamente condicionada à contratação prévia do Proagro ou de seguro rural privado.</p>
<p>A medida visa blindar o sistema de crédito e diminuir a dependência de socorros financeiros emergenciais do Tesouro após perdas climáticas. O orçamento total é composto por uma combinação de recursos obrigatórios, controlados e fontes livres de mercado.</p>
<p>O novo Plano Safra entra em vigor em 1º de julho e terá validade até 30 de junho de 2027.</p>
<h3 data-path-to-node="2">GT do El Niño</h3>
<p data-path-to-node="2">Durante o lançamento, o ministro André de Paula assinou duas portarias importantes. A primeira cria um grupo de trabalho especial para monitorar e avaliar como o El Niño afeta a produção agrícola no país. Esse grupo terá a missão de mapear os riscos para lavouras essenciais — como soja, milho e feijão — e sugerir políticas públicas que ajudem a diminuir os prejuízos dos produtores.</p>
<p data-path-to-node="3">A outra medida define regras oficiais de qualidade e identidade para produtos derivados de biorrefinaria de milho e outros cereais. O foco principal está no DDG (coproduto usado na alimentação animal), com o objetivo de padronizar a produção nacional e abrir caminhos para aumentar as exportações desse mercado.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Com apoio do Fundo Amazônia, cooperativa amplia beneficiamento de castanha</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/com-apoio-do-fundo-amazonia-cooperativa-amplia-beneficiamento-de-castanha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:04:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[castanha]]></category>
		<category><![CDATA[Comppax]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Florestas de Valo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/camppax-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  A cooperativa Campaxx inaugurou uma fábrica moderna que eleva o processamento de castanha-do-pará de 2 para 3 toneladas por mês no Alto Xingu. A estrutura permite fazer a secagem, seleção, quebra e embalagem no próprio território, agregando valor ao produto e melhorando o pagamento dos coletores que antes vendiam a castanha bruta. O empreendimento faz [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/camppax-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> A cooperativa Campaxx inaugurou uma fábrica moderna que eleva o processamento de castanha-do-pará de 2 para 3 toneladas por mês no Alto Xingu.</em></li>
<li><em>A estrutura permite fazer a secagem, seleção, quebra e embalagem no próprio território, agregando valor ao produto e melhorando o pagamento dos coletores que antes vendiam a castanha bruta.</em></li>
<li><em>O empreendimento faz parte do Programa Florestas de Valor, realizado pela parceria entre Camppax e Imaflora, com apoio financeiro do BNDES e do Fundo Amazônia.</em></li>
<li><em>O projeto beneficia diretamente famílias extrativistas e comunidades dos povos indígenas Kayapó e Apyterewa.</em></li>
<li><em>Com o selo de beneficiamento local, a cooperativa planeja ampliar sua distribuição para mercados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.</em></li>
</ul>
<p>A Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax) deu um salto estratégico em sua atuação com a inauguração de uma nova unidade de beneficiamento de castanha-do-pará. O novo espaço eleva a capacidade de processamento local de 2 para 3 toneladas mensais de castanha beneficiada. Mais do que um ganho estrutural, o empreendimento consolida um modelo econômico que gera renda mantendo a floresta em pé.</p>
<p>O projeto foi viabilizado pelo Programa Florestas de Valor, fruto de uma parceria entre a Camppax e o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), com recursos do BNDES e do Fundo Amazônia.</p>
<p>A grande mudança está na industrialização local: processos como secagem, seleção, quebra e embalagem passam a ser feitos na própria região, evitando a venda da castanha in natura (em estado bruto) para intermediários.</p>
<p>O presidente da CAMPPAX, Raimundo Freire, explica o impacto direto dessa transformação para as famílias locais:</p>
<blockquote><p>&#8220;Antes da nova fábrica, a castanha era comercializada majoritariamente em estado bruto. Agora, a agregação de valor se reflete diretamente na remuneração dos coletores, fortalecendo toda a cadeia produtiva.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>Impacto social e ambiental</em></p>
<p>A iniciativa apoia diretamente comunidades extrativistas e os povos indígenas Kayapó e Apyterewa, que atuam na linha de frente da proteção dos castanhais e territórios da Amazônia. Para Lucas Faria, analista técnico do Imaflora, o investimento prova a viabilidade comercial da conservação:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Programa Florestas de Valor aposta no fortalecimento da sociobioeconomia conciliando conservação da floresta, geração de renda e desenvolvimento sustentável. Com esta fábrica, a riqueza produzida na floresta permanece no território e beneficia diretamente as famílias locais&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<h3>Olho no mercado nacional</h3>
<p>A história da cooperativa começou pequena em 2017, originalmente focada no cacau, e amadureceu até a construção desta fábrica moderna. O gerente administrativo da CAMPPAX, Padre Danilo, celebra o avanço coletivo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Começamos em espaços pequenos e fomos crescendo passo a passo. Hoje temos uma estrutura moderna e organizada, preparada para ampliar nossa produção e alcançar novos mercados&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Com a nova estrutura, a cooperativa projeta expandir suas vendas para além das fronteiras regionais, mirando grandes mercados consumidores nos estados de Tocantins, Minas Gerais e São Paulo.</p>
<p><em>Fonte: Imaflora</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Fórum em Belém debate fortalecimento e futuro da sociobioeconomia na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/forum-em-belem-debate-fortalecimento-e-futuro-da-sociobioeconomia-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:08:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum de Conexões em Sociobioeconomia.]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/bioeconomia9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com o objetivo de alinhar estratégias para o desenvolvimento da economia de base comunitária, a regularização territorial e a desburocratização do acesso ao crédito na Amazônia, gestores públicos, movimentos sociais, o terceiro setor e lideranças tradicionais se reuniram em Belém para o Fórum de Conexões em Sociobioeconomia. Promovido pela Conexus em parceria com a Secretaria [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/bioeconomia9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com o objetivo de alinhar estratégias para o desenvolvimento da economia de base comunitária, a regularização territorial e a desburocratização do acesso ao crédito na Amazônia, gestores públicos, movimentos sociais, o terceiro setor e lideranças tradicionais se reuniram em Belém para o Fórum de Conexões em Sociobioeconomia.</p>
<p>Promovido pela Conexus em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, o encontrou aconteceu na última quarta-feira, 24, discutiu formas para consolidar a transição socioeconômica e estruturar as cadeias produtivas locais frente aos compromissos climáticos globais da região.</p>
<p>A abertura do fórum contou com a presença de Camille Bemerguy, secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, que abordou a estrutura do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio) voltada para a governança e a valorização dos produtos locais.</p>
<p>Durante o painel técnico sobre direitos e políticas públicas, Camille Bemerguy debateu a convergência entre governo e sociedade civil para facilitar o fomento e a segurança jurídica na região, destacando:</p>
<blockquote><p>“A sociobioeconomia na Amazônia só é viável se respeitarmos o tempo, os saberes e os direitos territoriais de quem mantém a floresta em pé. O papel do Estado do Pará, especialmente por meio do PlanBio, é criar pontes estruturadas para que esses produtos cheguem ao mercado com valor agregado justo, transformando ativos ambientais em dignidade social e segurança econômica para as nossas populações tradicionais”, de Camille Bemerguy, secretária adjunta de Bioeconomia da Semas,</p></blockquote>
<h3>Valorização territorial e articulação</h3>
<p>Júlio Barbosa de Aquino, presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), avaliou os conceitos atuais do mercado frente às práticas históricas das comunidades tradicionais, pontuando a relação entre identidade e preservação:</p>
<blockquote><p>“A bioeconomia para nós não é novidade: é a nossa forma de vida, é a nossa ancestralidade, é a nossa relação com o ambiente e com o nosso território. O nosso território não é apenas terra; é un espaço muito diverso, composto por uma diversidade de culturas e formas de vida. Quando discutimos bioeconomia hoje, temos que pensar o quanto a biodiversidade amazônica é rica e garantir que as políticas valorizem a cesta de produtos da sociobiodiversidade a partir das nossas lutas.”</p></blockquote>
<h3>Assistência aos negócios comunitários</h3>
<p>O acesso a linhas de financiamento rurais adaptadas ao contexto local foi apontado como um gargalo estrutural. Fernando Moretti, diretor de Políticas em Sociobioeconomia da Conexus, defendeu a importância de as instituições de fomento atuarem como aliadas da governança local:</p>
<blockquote><p>“A floresta não precisa de salvador; ela precisa de parceiros que reconheçam o protagonismo dos povos que estão há séculos defendendo, desenvolvendo e cuidando dela”</p></blockquote>
<p>Por fim, Karoline Barros, coordenadora da Casa Sociobio, contextualizou o papel do fórum como um espaço de articulação institucional e técnica para impulsionar os empreendimentos da região:</p>
<blockquote><p>“A Sociobioeconomia corresponde a práticas que são parte dos modos-de-vida, culturas e territórios dos povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, agricultores familiares. Espaços como o Fórum Conexões da Sociobioeconomia ajudam a consolidar um entendimento compartilhado sobre esse campo, promovendo trocas qualificadas entre diferentes atores do ecossistema. Ao aproximar saberes, experiências e estratégias, o Fórum fortalece trajetórias individuais, institucionais e coletivas, ampliando as condições para que os empreendimentos da sociobiodiversidade amazônica prosperem.”</p></blockquote>
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		<title>Guia orienta frigoríficos contra compra de gado ilegal em Terras Indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Boi na Linha]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira da carne]]></category>
		<category><![CDATA[frigoríficos]]></category>
		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/rastreabilidade_brincagem-bovina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A invasão de Terras Indígenas é o único critério do Ministério Público Federal que causa o bloqueio definitivo do produtor nos frigoríficos, sem chance de regularização da área. Para evitar esse prejuízo, o Imaflora lançou o Guia de Gestão de Risco de Pecuária Ilegal em Terras Indígenas na Amazônia Legal, voltado para frigoríficos, atacados [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/rastreabilidade_brincagem-bovina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li data-path-to-node="1,0,0"><em>A invasão de Terras Indígenas é o único critério do Ministério Público Federal que causa o bloqueio definitivo do produtor nos frigoríficos, sem chance de regularização da área.</em></li>
<li data-path-to-node="1,0,0">Para evitar esse prejuízo, o Imaflora lançou o <i data-path-to-node="1,1,0" data-index-in-node="81">Guia de Gestão de Risco de Pecuária Ilegal em Terras Indígenas na Amazônia Legal</i>, voltado para frigoríficos, atacados e redes de varejo.</li>
<li data-path-to-node="1,0,0">Embora o monitoramento de fornecedores diretos tenha evoluído com tecnologia e imagens de satélite, o controle sobre os fornecedores indiretos ainda é falho, afetando principalmente frigoríficos menores.</li>
<li data-path-to-node="1,0,0">A falta de rastreabilidade individual desde a origem permite que animais criados ilegalmente entrem na cadeia legal por triangulação. Isso contamina a reputação de todo o setor, incluindo os produtores regulares.</li>
<li data-path-to-node="1,0,0">O guia propõe endurecer as regras em áreas críticas, sugerindo diminuir o limite de produtividade permitido e fiscalizar de perto &#8220;erros de mapa&#8221; para evitar fraudes.</li>
<li data-path-to-node="1,0,0">Pressionado por leis severas do mercado e por fundos globais, o respeito aos direitos socioambientais virou um requisito obrigatório para conseguir exportar.</li>
</ul>
<p>Diferente de outros problemas ambientais, que possuem mecanismos de regularização, a invasão de territórios tradicionais é o único critério que pode banir definitivamente pecuaristas e investidores da cadeia de comercialização da carne na Amazônia Legal.</p>
<p>O critério faz parte do Boi na Linha, protocolo de monitoramento do Ministério Público Federal (MPF), e exige daqueles que querem retomar o acesso à indústria a apresentação de um CAR totalmente limpo e sem sobreposição.</p>
<p>Para evitar o prejuízo, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) lançou o <em>Guia de Gestão de Risco de Pecuária Ilegal em Terras Indígenas na Amazônia Legal</em>, nesta quinta-feira, 25/6. O documento,  voltado para frigoríficos e redes de atacado e varejo que atuam na região, traz recomendações para criação e fortalecimento de políticas e procedimentos de diligência na aquisição de animais criados próximos a esses territórios.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse é um critério que não é passível de desbloqueio. É o único critério do protocolo que não é passível de desbloqueio. A única forma de solucionar essa situação seria a compra de um CAR que não está sobreposto a terra indígena&#8221;, alertou Sofia Bosque, analista socioambiental do programa, durante o evento de lançamento.</p></blockquote>
<h3><strong>Indiretos e triangulação de gado</strong></h3>
<p>De acordo com os especialistas, o monitoramento do fornecedor direto evoluiu nos últimos anos com o cruzamento de bases públicas como CAR, GTA e os perímetros de terras indígenas, somados a imagens de satélite.</p>
<p>No entanto, a tecnologia não chegou com a mesma velocidade ao elo dos indiretos. Essa defasagem tecnológica acaba pesando mais sobre as indústrias de menor porte, que não dispõem da mesma estrutura de auditoria e inteligência de dados que os grandes frigoríficos para controlar quem está na informalidade.</p>
<p>O problema, contudo, não fica restrito a quem compra. Sem rastreabilidade individual desde a origem, o gado ilegal se mistura ao legal por triangulação (o chamado &#8220;esquentamento&#8221; de animais), e a suspeita recai sobre a cadeia inteira, inclusive sobre o produtor regular.</p>
<blockquote><p>&#8220;Enquanto os frigoríficos não tiverem visibilidade da sua cadeia completa, é muito difícil garantir que esse risco não esteja sendo adquirido via compra de animais. Uma vez que você não tem a rastreabilidade individual desde a origem, como você vai garantir que não está se relacionando com esse risco?&#8221;, reforçou Sofia.</p></blockquote>
<h3><strong>Mudança nas regras</strong></h3>
<p>O guia propõe apertar critérios nas regiões classificadas como de maior risco. Um deles é a produtividade, parâmetro que existe no protocolo justamente para inibir a triangulação. O teto atual permitido é de três cabeças por hectare.</p>
<p>Em zona de risco, o documento sugere reduzir esse número, exigir verificação em campo ou a assinatura de um profissional habilitado que comprove a capacidade real da fazenda.</p>
<p>Outro ponto sensível é a sobreposição entre CAR e terra indígena. Hoje, parte das sobreposições é tratada pelos sistemas de monitoramento como mero erro cartográfico dentro de uma margem de tolerância, o que evita o bloqueio automático da compra.</p>
<p>O guia recomenda que, em regiões de risco, uma análise documental rigorosa ou de campo verifique se não se trata de ilegalidade disfarçada de erro de mapa.</p>
<h3><strong>Pressão do mercado e exigência ESG</strong></h3>
<p>A pressão não vem só da fiscalização. O coordenador de Agro ESG do Imaflora, Marcelo Aguiar, destacou o papel das crescentes exigências do comprador final e as regras de comércio internacional que estão redefinindo as exportações do agronegócio.</p>
<blockquote><p>&#8220;As exigências de devida diligência socioambiental têm deixado de ser boas práticas para se tornar quase requisitos de mercado”, explicou.</p></blockquote>
<p>Mecanismos antes vistos como voluntários agora são incorporados por legislações internacionais severas, como a Lei Alemã de Devida Diligência em Cadeias de Suprimentos (<em>Lieferkettengesetz</em>) e as regras de importação da União Europeia, além da cobrança cada vez mais estreita de fundos de investimento globais.</p>
<p>Sob essa ótica, o respeito aos direitos humanos e territoriais passa a ser uma responsabilidade compartilhada por todos os elos comerciais.</p>
<blockquote><p>“O risco sempre existe. A melhor forma de demonstrar uma gestão eficiente é conhecer o risco. Ignorar o problema gera uma falsa sensação de segurança. É o equivalente a tampar o sol com a peneira&#8221;, concluiu ele.</p></blockquote>
<h3><b data-path-to-node="0" data-index-in-node="0">Saiba mais</b></h3>
<p data-path-to-node="0"><b data-path-to-node="0" data-index-in-node="0">O TAC da Carne e o Boi na Linha</b></p>
<p data-path-to-node="1">Os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) da Carne são acordos firmados pelo Ministério Público Federal (MPF) que obrigam os frigoríficos da Amazônia a vetar a compra de gado de fazendas com desmatamento ilegal, trabalho escravo ou invasão de áreas protegidas. Para que a indústria conseguisse cumprir essa exigência na prática, o Imaflora criou, em parceria com o MPF, o programa Boi na Linha. Em resumo, enquanto o TAC é a obrigação legal estabelecida pelo Ministério Público, o Boi na Linha é a ferramenta prática que viabiliza o compliance e garante que o gado negociado esteja regularizado.</p>
<p data-path-to-node="1"><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
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