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	<title>COP30 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>COP30 &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Em carta, Presidência da COP30 defende aceleração de decisões climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 14:05:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[carta]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/andre_correa_do_lago2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em sua décima segunda carta oficial, publicada nesta terça-feira, 27, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da COP30, traçou um balanço histórico e ambicioso da conferência realizada na capital paraense. O documento consolida a COP30 como a &#8220;COP da Verdade&#8221;, marcando o fim de três décadas de discussões teóricas e o nascimento de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/andre_correa_do_lago2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em sua décima segunda carta oficial, publicada nesta terça-feira, 27, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da COP30, traçou um balanço histórico e ambicioso da conferência realizada na capital paraense. O documento consolida a COP30 como a &#8220;COP da Verdade&#8221;, marcando o fim de três décadas de discussões teóricas e o nascimento de uma governança climática focada em resultados práticos, o chamado Mutirão Global.</p>
<p>Apesar do entusiasmo com a participação popular — que incluiu a Aldeia Indígena, a Cúpula dos Povos e a Marcha Global pelo Clima — a carta é marcada por uma admissão honesta: a COP30 ficou aquém do que a ciência e as comunidades afetadas esperavam. De acordo com o embaixador, o fato evidencia uma desconexão entre o tempo lento das negociações e a urgência da física do clima, especialmente após os dados do Serviço Copernicus confirmarem que a média trienal de 2023-2025 já ultrapassou o limite de 1,5°C.</p>
<p>Essa pressão exige, segundo a presidência, que o multilateralismo mude de marcha e passe a operar em duas velocidades: uma baseada no consenso para diretrizes jurídicas e outra focada na implementação rápida por meio de coalizões voluntárias, como o novo Acelerador Global de Implementação.</p>
<p>No campo das decisões formais, cita a carta, a COP30 adotou 56 resoluções, incluindo o avanço do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que atingiu US$ 6,6 bilhões, e a entrega de novas metas nacionais (NDCs) por 120 países.</p>
<p>Corrêa do Lago cita a provocação brasileira sobre a dependência de combustíveis fósseis e afirma que, embora o multilateralismo ainda não tenha acolhido formalmente o fim dessas fontes, assume a tarefa de desenvolver roteiros para uma transição justa e ordenada.</p>
<p>O presidente da COP30 enfatiza que o planejamento não é uma escolha moral, mas um imperativo para a estabilidade econômica global, evitando o colapso abrupto de ativos.</p>
<p>Para o embaixador brasileiro, o sentimento de insuficiência deve servir como motor para uma mudança sistêmica irreversível. De acordo com ele, o descompasso revelado em Belém mostra que o regime climático atual esgotou seu potencial em sua forma antiga, exigindo que o mundo escolha entre o planejamento coordenado ou o risco de rupturas sociais profundas.</p>
<p>Ao olhar para o futuro e para a COP31, o embaixador reforça o compromisso com o roteiro de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático e apoia a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU para tornar a cooperação internacional mais ágil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Na ilha de Cotijuba, mulheres impulsionam uso sustentável da terra e turismo comunitário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 11:12:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quintais produtivos]]></category>
		<category><![CDATA[turismo comunitário]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-09.01.30-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A 20 minutos de barco de Belém, a ilha de Cotijuba é lar de um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas pelo Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), que tem gerado de renda, empreendedorismo feminino e impulsionando soluções socioambientais integradas aos quintais das moradoras. O grupo formado por mais de 70 associadas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-09.01.30-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A 20 minutos de barco de Belém, a ilha de Cotijuba é lar de um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas pelo Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), que tem gerado de renda, empreendedorismo feminino e impulsionando soluções socioambientais integradas aos quintais das moradoras.</p>
<p>O grupo formado por mais de 70 associadas surgiu com foco inicial na autonomia financeira das mulheres, mas hoje o projeto se expandiu e atua também com ações sociais, atividades para idosos, incentivo à leitura infantil e iniciativas de turismo comunitário.</p>
<figure id="attachment_39906" aria-describedby="caption-attachment-39906" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-39906" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-1024x846.jpeg" alt="" width="814" height="673" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-1024x846.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-300x248.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-768x634.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-150x124.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-450x372.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-1200x991.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1.jpeg 1252w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39906" class="wp-caption-text">Aulão de atividades físicas realizado na ilha. Foto; Divulgação</figcaption></figure>
<p>Adriana Lima, uma das lideranças do movimento, lembra que durante muitos anos a priprioca, raiz aromática usada na perfumaria, e o artesanato com a folha do Ajuru eram complementos na renda das famílias.</p>
<blockquote><p>“Processamos, comercializamos e vendemos diretamente, sem intermediários. Apesar de ser um trabalho certo, era considerado apenas um bico. Depois começamos a estudar estratégias de uso integrado da terra e os resultados nos surpreenderam”, conta.</p></blockquote>
<p>A virada começou há dois anos, com a criação de abelhas regionais sem ferrão. A expectativa era vender mel, mas a meliponicultura trouxe benefícios que foram muito além: mais frutificação, maior vitalidade das plantas e fortalecimento do ecossistema local.</p>
<blockquote><p>“Percebemos que a produção de verduras, legumes e frutas aumentou, e tudo com qualidade ainda melhor. As abelhas fortaleceram tanto nosso trabalho que a agricultura virou a renda principal da equipe, garantindo sustento o ano inteiro”, explica Adriana.</p></blockquote>
<p>A experiência motivou a criação de um quintal modelo na sede da associação. O espaço reúne tecnologias sociais replicáveis, como bacia de evapotranspiração, viveiro de mudas, meliponário e farmácia viva, voltadas tanto para a melhoria da qualidade de vida quanto para a geração de renda. Em uma ilha sem sistema de esgoto, o saneamento ecológico é visto como solução essencial.</p>
<h3>Fortalecendo a economia local</h3>
<p>Os quintais também passaram a integrar as rotas de turismo de base comunitária, fortalecendo pousadas e restaurantes familiares que hoje trabalham com produtos inteiramente produzidos na ilha. O movimento ganhou impulso após a pandemia.</p>
<blockquote><p>“Naquele período ficamos isolados, o que nos fez repensar práticas. Antes, nossas frutas, verduras e legumes eram vendidos em Icoaraci e Belém. Depois, passaram a abastecer os restaurantes daqui, fortalecendo toda a cadeia local”, relata Adriana.</p></blockquote>
<p>Das mais de 70 mulheres vinculadas ao MMIB, pelo menos 20 formalizaram seus negócios como Microempreendedoras Individuais (MEI) nos últimos cinco anos. Há iniciativas de artesanato, alimentos e cosméticos naturais.</p>
<figure id="attachment_39907" aria-describedby="caption-attachment-39907" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-39907" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-1024x948.jpeg" alt="" width="814" height="754" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-1024x948.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-300x278.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-768x711.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-150x139.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-450x417.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-1200x1111.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40.jpeg 1284w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39907" class="wp-caption-text">Grupos que chegam ao local conhecem os quintais produtivos, uma das formas de geração de emprego e renda da comunidade. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Adriana cita o caso de uma moradora que antes vendia cosméticos industrializados e hoje produz óleo de coco e mel orgânicos, itens que se esgotam rapidamente na loja da associação.</p>
<blockquote><p>“Ela trabalha em casa, consegue cuidar da família e recebe apoio no negócio. A qualidade de vida melhorou muito, e tudo o que faz é vendido aqui mesmo”, destaca.</p></blockquote>
<h3>Vitrine de negócios e identidade territorial</h3>
<p>Cotijuba recebe entre 15 e 20 mil visitantes por dia, e a sede do MMIB funciona como vitrine dos produtos locais, aproximando produtoras e consumidores.</p>
<p>As camisas estampadas com ‘Cotijuba’ e ‘MMIB’ viraram outro destaque. Criadas por moradoras, são vendidas exclusivamente pela associação e usadas tanto por visitantes quanto por quem vive na ilha, reforçando o sentimento de pertencimento.</p>
<blockquote><p>“Sempre recebemos fotos de alguém usando nossas camisas por aí. É a certeza de que estamos indo mais longe sem dizer uma palavra”, comenta Adriana.</p></blockquote>
<p>A partir de 2026, o turismo comunitário da ilha passará a integrar o Coletivo Muda, rede nacional que reúne iniciativas de turismo responsável. A expectativa é ampliar a visibilidade das ações desenvolvidas pelo movimento.</p>
<p>Para Adriana, o conjunto dessas iniciativas mostra que fortalecer os quintais e a economia local gera impactos sociais profundos e duradouros.</p>
<blockquote><p>“Estamos construindo orgulho do território e do trabalho desenvolvido por todas nós”, afirma.</p></blockquote>
<figure id="attachment_39908" aria-describedby="caption-attachment-39908" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-39908" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1024x780.jpeg" alt="" width="814" height="620" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1024x780.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-300x228.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-768x585.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-150x114.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-450x343.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1200x914.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39.jpeg 1225w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39908" class="wp-caption-text">O grupo também realiza ações de educação ambiental voltadas para crianças e adultos na ilha. Foto: Divulgação.</figcaption></figure>
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		<title>COP30 foi a quarta maior da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 14:02:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[participantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/cop30-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A COP30, realizada em Belém entrou para o ranking das maiores cúpulas climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas). Com 42,6 mil participantes credenciados na Zona Azul (a área oficial controlada pela ONU), a conferência de 2025 garantiu o posto de quarta maior da série histórica. Os números da COP30, divulgados nesta terça-feira, 9, ficaram [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/cop30-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A COP30, realizada em Belém entrou para o ranking das maiores cúpulas climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas). Com 42,6 mil participantes credenciados na Zona Azul (a área oficial controlada pela ONU), a conferência de 2025 garantiu o posto de quarta maior da série histórica.</p>
<p>Os números da COP30, divulgados nesta terça-feira, 9, ficaram abaixo do &#8220;pódio&#8221; do público: a COP28 (Dubai, 83,8 mil) segue como a recordista, seguida pela COP27 (Sharm el-Sheikh, 49,7 mil) e pela COP29 (Baku, 54,1 mil). A diferença entre os 56,1 mil inscritos provisoriamente e os 42,6 mil confirmados reflete uma onda de desistências de credenciados.</p>
<p>Em relação às partes, 190 dos 198 membros da UNFCCC (Convenção das Nações Unidas para a Mudança do Clima) compareceram à cúpula. A principal lacuna foi a ausência oficial dos Estados Unidos.</p>
<p>Na COP no Brasil, porém, destacou-se a participação da sociedade civil para além do espaço oficial da conferência, com manifestações quase diárias. A Cúpula dos Povos, programação paralela que ocupou a Universidade Federal do Pará de 12 a 16 de novembro, teve 25 mil credenciados de mais de 60 países e cerca de 20 mil pessoas circulando por dia no campus, segundo a organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Produtos da bioeconomia geram mais de R$ 2,3 milhões em faturamento durante a COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 12:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[AMZ Tropical]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Bioeconomia na COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Tacacá da Flávia]]></category>
		<category><![CDATA[Tekohá Cosméticos Regenerativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/biomarket1-Foto-Ronald-Dias-Grande_p7373_cover_image_resized-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Apoiar a bioeconomia é uma forma prática de apoiar o desenvolvimento sustentável e geração de renda de quem trabalha com a floresta em pé. Essa foi uma das mensagens transmitidas durante a realização da COP30 em Belém, por meio de áreas que destacaram esses produtos nos espaços ligados à conferência. Juntas, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/biomarket1-Foto-Ronald-Dias-Grande_p7373_cover_image_resized-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Apoiar a bioeconomia é uma forma prática de apoiar o desenvolvimento sustentável e geração de renda de quem trabalha com a floresta em pé. Essa foi uma das mensagens transmitidas durante a realização da COP30 em Belém, por meio de áreas que destacaram esses produtos nos espaços ligados à conferência. Juntas, a Enzone e a loja colaborativa Brasil BioMarket faturaram R$ 2,3 milhões, beneficiando mais de 750 famílias.</p>
<p>Na Green Zone, a loja colaborativa Brasil BioMarket gerou R$ 800 mil em vendas, entre os dias 10 e 21 de novembro. O espaço reuniu mais de 1.135 itens de 250 negócios com o objetivo de mostrar que é possível unir ancestralidade e tecnologia de forma sustentável. Entre os produtos expostos, estavam biocosméticos à base de insumos regionais, alimentos, bebidas, roupas, sapatos e biojoias produzidos a partir do látex e palhas de árvores.</p>
<figure id="attachment_39636" aria-describedby="caption-attachment-39636" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-39636" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-1024x683.jpg" alt="" width="592" height="395" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande-1200x800.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Rosane-Oliveira-verde-e-Luiza-Campos-13-Grande.jpg 1620w" sizes="(max-width: 592px) 100vw, 592px" /><figcaption id="caption-attachment-39636" class="wp-caption-text">Produtos que estiveram na Brasil BioMarket, dentro da Green Zone. Foto: Maycon Nunes/ASN</figcaption></figure>
<p>Leandro Daher, da AMZ Tropical, produz Gin de Jambu e é um dos empreendedores que esteve com seus produtos no espaço. Ele conta que o principal legado da COP30 é a visibilidade, fator determinante para apoio aos pequenos negócios.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2024, recebemos a medalha de prata na premiação World Gin Awards, na categoria botânico de destaque, devido ao nosso trabalho com o jambu. Nossa empresa foi a única nacional a pontuar nessa categoria. Essas premiações são maravilhosas para reconhecer nosso trabalho em pesquisa, inovação. Mas o que queremos de verdade é que cada vez mais pessoas usem nosso produto, que ele seja uma febre no nosso estado, nosso país, porque assim a renda e o reconhecimento chegam de verdade para quem está conosco em todas as etapas: de quem colhe o jambu, até o bar que usa nosso produto para fazer drinks. Essa valorização do propósito, junto com a aceitação plena, é o maior sonho de todo empreendedor&#8221;, disse Daher.</p></blockquote>
<h3>Culinária e cultura</h3>
<p>Já a EN-Zone, que aconteceu nos mesmos dias da conferência, ocorreu no Parque Urbano Belém Porto Futuro e reuniu mais de 400 empreendedores, gerando mais de R$ 1,5 milhão em volume de vendas. Além dos produtos da bioeconomia, o local contou com espaço dedicado à culinária e programações culturais.</p>
<figure id="attachment_39535" aria-describedby="caption-attachment-39535" style="width: 611px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-39535" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized.webp" alt="" width="611" height="351" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized.webp 848w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-300x172.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-768x441.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-150x86.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-450x258.webp 450w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /><figcaption id="caption-attachment-39535" class="wp-caption-text">EN-Zone, espaço paralelo que reuniu empreendedores e atrações culturas em Belém. Foto: ASN</figcaption></figure>
<p>Danielle Amaral, da Tekohá Cosméticos Regenerativos, celebra a diversidade de espaços que valorizam a bioeconomia local, por integrar a presença de visitantes de outros estados e estrangeiros com o público paraense.</p>
<blockquote><p>&#8220;É maravilhoso que a cidade tenha mergulhado na COP30 para mostrar o que faz de melhor. No meu caso, parte das meninas que vieram conhecer os produtos ficam alegres porque conhecem marcas famosas, que fazem produtos com uma pegada parecida, mas muito mais caros. Daí, chegando aqui, ficam sabendo que há marcas nacionais com o mesmo principio de tecnologia, beleza limpa e sustentabilidade, com a vantagem de não pagar frete e poder testar tudo na hora. Quando eu desenvolvi (os produtos), senti essa alegria e me sinto melhor ainda ao ver esse sentimento compartilhado com as clientes&#8221;, explicou.</p></blockquote>
<p>Aflaviana Riveiro, que conduz o Tacacá da Flávia há 36 anos, foi uma das expositoras no espaço dedicado à culinária e resume as últimas duas semanas como uma celebração que gera frutos, por meio do reconhecimento do legado ancestral junto ao potencial econômico e criativo de cada empreendimento.</p>
<blockquote><p>&#8220;No fundo, foi tudo uma grande festa, celebração, e foi muito bonito de ver todos os dias. Ver quem nunca tomou tacacá tomando do lado de quem toma quase todo dia é uma alegria, porque no fundo acho que é isso que todos desejamos, né? Que venha aquele discernimento na cabeça de quem toma as decisões de que preservar a natureza é também preservar cultura, identidade e, até mesmo, a vida de cada um de nós. É lindo ver tanta gente se movimentando e lucrando junta, do montador ao artista que está no palco&#8221;, contou.</p></blockquote>
<p>Os dois espaços foram operados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que atua na qualificação e na conexão de empreendedores de todo o Brasil. Para Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, o sucesso das duas iniciativas mostra como pequenos negócios podem transformar a biodiversidade em valor econômico, social e cultural, impulsionando cadeias sustentáveis e contribuindo para a transição climática.</p>
<blockquote><p>“Essa estratégia fortaleceu a narrativa central do Sebrae na COP30: a economia verde é um vetor real de desenvolvimento”, disse.</p></blockquote>
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		<title>Fim da COP30 aumenta fluxo de passageiros em 57% no aeroporto internacional de Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 21:56:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>
		<category><![CDATA[carro de aplicativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-24-at-17.28.57-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No último domingo (23), após o fim oficial da COP30, parte das delegações internacionais que fizeram parte dos 42 mil credenciados para a Zona Azul, se reencontraram nas filas de check-in e no embarque na volta para casa, levando nas malas memórias, experiências e uma dose extra de energia e paciência. “Levei quase dois dias [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-24-at-17.28.57-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No último domingo (23), após o fim oficial da COP30, parte das delegações internacionais que fizeram parte dos 42 mil credenciados para a Zona Azul, se reencontraram nas filas de check-in e no embarque na volta para casa, levando nas malas memórias, experiências e uma dose extra de energia e paciência.</p>
<blockquote><p>“Levei quase dois dias para chegar aqui no início da COP. Passei por Dubai, São Paulo, Salvador e finalmente Belém. Foi uma grande jornada que agora será repetida, então já estou um pouco mais preparado para o cansaço e para as longas filas nos aeroportos”, disse Durian Pedak, da Malásia.</p></blockquote>
<p>Ao todo, Belém recebeu mais de 508 mil passageiros entre embarques, desembarques e conexões em voos comerciais entre os dias 1 e 23 de novembro, em 3.122 voos, gerando um aumento de oferta de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. As informações são da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA), responsável pela gestão do Aeroporto Internacional de Belém.</p>
<p>De acordo com a NOA, houve um crescimento de 23% em assentos domésticos, 44% em assentos para voos internacionais, além de novas rotas aéreas e horários de embarque.</p>
<p>Pedak, que já participou de sete COPs, diz que o momento da reunião nos aeroportos é fundamental para garantir que está tudo certo com cada colega e que todos estão levando tudo o que precisam na longa jornada de volta para casa.</p>
<blockquote><p>“Faço parte de um grupo que compõe a delegação da Malásia. Como a delegação possui diversos grupos, algumas pessoas ficaram hospedadas em hotéis, outras em quartos de aplicativos, residências. Na hora de ir ao aeroporto, cada grupo vai de um jeito, então há uma preocupação maior com os itens da mala, documentos, mas também com o bem-estar de cada colega, porque pequenos problemas podem acontecer a qualquer momento, principalmente, em outro país”, comenta.</p></blockquote>
<h3><strong>Corre-corre estratégico</strong></h3>
<p>Ivan Guedes é motorista de carro de aplicativo há quatro anos e conta que o fluxo de passageiros ao aeroporto aumentou de forma muito significativa na reta final da COP30, levando diversos motoristas a fazerem mudanças nos horários de trabalho.</p>
<blockquote><p>“Com o corre-corre a gente foi aprendendo os bairros onde pessoas de algumas delegações estavam hospedadas e usou isso pra planejar nossos turnos. Se tinha muitos voos saindo do Brasil para a Europa no início da noite, provavelmente eles iam chegar no aeroporto daqui no início da manhã”, explica.</p></blockquote>
<p>O motorista, que possui outro emprego formal, diz que começou um curso de inglês no mês seguinte ao anúncio da COP30 em Belém e que teve uma boa experiência com os passageiros da COP30, mas que também precisou de uma pequena ajuda da tecnologia.</p>
<blockquote><p>“Meu outro trabalho me deu férias nesse mês de COP, então passei todos esses dias dedicado em pegar esse pessoal que costuma ser bastante curioso em tudo sobre a cidade. Mas mesmo fazendo curso de inglês, desde 2023, passei um pouco de aperreio, porque o inglês de alguém da China é diferente de alguém dos EUA. Nada que um Google Tradutor não ajude a desenrolar”, diz.</p></blockquote>
<h3><strong>Força-tarefa</strong></h3>
<p>Fernanda Lobo também trabalha no Aeroporto Internacional de Belém, mas faz parte da equipe de atendimento de uma das salas VIP do local, voltada especialmente para o público estrangeiro da COP30. Ela relembra que a criação da sala foi fruto de uma série de reformas e implementações no local e que todo esse momento é um grande marco na sua história e no seu trabalho.</p>
<blockquote><p>“O aeroporto passou por uma reforma enorme, investiram muito dinheiro pensando nesse público e na ideia de atrair outros turistas. Oferecer um bom serviço é mostrar que a gente consegue e está preparado para mais. Eu sou muito grata de estar na minha cidade, sede da COP30, porque me formei ano passado e tinha medo de precisar sair daqui para ter oportunidades de trabalho, mas graças a Deus, a COP veio”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A expansão do aeroporto tambem contou com uma força-tarefa feita pelo governo brasileiro, garantindo crescimento de 23% em assentos domésticos, 44% em assentos para voos internacionais, além de novas rotas aéreas e horários de embarque. O esforço resultou em 3.122 voos, gerando quase o dobro da movimentação registrada no ano anterior.</p>
<p>Com a oferta de voos ampliada, o embarque, desembarque e escalas de passageiros aconteceu com maior frequência em todos os horários, tornando o suporte local ainda mais necessário.</p>
<p>Fernanda conta que, no início do sábado (22), descobriu que a COP30 poderia se arrastar pelo final de semana. Ao final do dia, com o encerramento definitivo da Conferência, sabia que o dia seguinte seria fundamental para auxiliar no suporte de passageiros cansados e com poucas horas de sono. Dessa forma, o atendimento foi ainda mais personalizado para garantir acolhimento nessa fase final.</p>
<blockquote><p>“Sentimento vem antes de qualquer língua, então tento ver se a pessoa está muito cansada ou agoniada para tomar um banho ou trocar a fralda dos bebês. Algumas pessoas vieram com a família toda, incluindo crianças pequenas e a gente sabe que isso pode dar um pouco mais de trabalho. Eu já perdi as contas de quantas pessoas já passaram aqui, mas o fluxo é esse: todos se ajudam, tentam fazer o melhor, afinal a gente está representando o Brasil, a Amazônia e o nosso nome também em todo esse legado da COP30”, declara.</p></blockquote>
<h3><strong>Memórias</strong></h3>
<p>Pedak conta que ficou hospedado em uma casa no bairro Mangueirão, próximo ao Estádio Olímpico do Pará, e que voltará para casa com boas recordações sobre a cidade, o bairro que ficou hospedado e seu entorno.</p>
<blockquote><p>“Fui muito bem recebido e volto muito feliz. A vizinhança da minha casa era muito agradável e havia várias opções do que fazer a qualquer hora do dia. As pessoas são muito cuidadosas e sempre se esforçavam em garantir que eu estava entendendo o máximo do que falavam. O Pará foi um grande acerto de sede para a COP”, conta.</p></blockquote>
<p>No Aeroporto Internacional de Belém, Madson Souza trabalha no transporte dos passageiros às aeronaves e destaca o intercâmbio cultural vivido em todas as regiões de Belém, durante o mês de novembro.</p>
<blockquote><p>“Melhor cursinho de inglês e espanhol que já inventaram, porque ensina a falar e a não esquecer que é uma pessoa do outro lado. Então, em vez de dar só a informação, a gente tenta ajudar a acalmar quando a pessoa está mais nervosa e tirar as dúvidas, ou mandar pra quem sabe falar melhor o idioma da pessoa. Fiz escalas diferentes, dormi mal, mas quero mais eventos desse por aqui, porque é desenvolvimento, aprendizado e dinheiro extra pra todos nós”, conta.</p></blockquote>
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		<title>Espaços da COP30 superam meio milhão de acessos e reforçam papel da Amazônia no debate climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 18:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[COP30 em Belém]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54924131829_9a0b7ba769_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre os dias 10 e 21 de novembro, os espaços da COP30 ultrapassaram a marca de 500 mil acessos. Os números se referem ao acesso diário dos espaços oficiais da Blue e Green Zone feitos pelos 42 mil participantes de 195 países, assim como pelo próprio público paraense. De acordo com o Ministério do Turismo, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54924131829_9a0b7ba769_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre os dias 10 e 21 de novembro, os espaços da COP30 ultrapassaram a marca de 500 mil acessos. Os números se referem ao acesso diário dos espaços oficiais da Blue e Green Zone feitos pelos 42 mil participantes de 195 países, assim como pelo próprio público paraense.</p>
<p>De acordo com o Ministério do Turismo, o encontro é o maior já realizado na Amazônia e um dos mais relevantes da agenda climática global, sendo a segunda maior em volume de público, ficando atrás apenas da COP28, realizada em Dubai em 2023.</p>
<figure id="attachment_39532" aria-describedby="caption-attachment-39532" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-39532" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54915441878_acd5459fb1_c.jpg" alt="" width="800" height="545" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54915441878_acd5459fb1_c.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54915441878_acd5459fb1_c-300x204.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54915441878_acd5459fb1_c-768x523.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54915441878_acd5459fb1_c-150x102.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54915441878_acd5459fb1_c-450x307.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-39532" class="wp-caption-text">Espaço de debates da Blue Zone durante a COP30. Foto: Antonio Scorza/COP30</figcaption></figure>
<p>Para o governo paraense, a presença em grande volume também reforçou o papel do Pará e da Amazônia brasileira nas discussões sobre justiça climática e desenvolvimento sustentável.</p>
<blockquote><p>“A COP30 mostrou ao mundo que a Amazônia está viva, pulsante e pronta para liderar soluções. Com organização, diálogo e compromisso com o planeta”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho.</p></blockquote>
<h3><strong>Alta procura</strong></h3>
<p>Nos dias de COP30, o movimento na cidade foi intenso. A Green Zone, aberta ao público geral, chegou a contar com 37 mil visitantes em um único dia, finalizando a primeira semana com mais de 100 mil acessos. A Green Zone também sediou o Pavilhão Pará, espaço comandado pelo governo estadual que promoveu mais de 300 atividades, entre debates, exposições e apresentações.</p>
<figure id="attachment_39323" aria-describedby="caption-attachment-39323" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-39323" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-09.44.08.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39323" class="wp-caption-text">Público do Pavilhão Pará Municípios. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Na semana seguinte, o Pavilhão Pará Municípios entrou em operação e reuniu 135,4 mil pessoas, que conheceram mais sobre iniciativas locais, experiências imersivas e projetos ligados à bioeconomia e à cultura de 92 municípios de todas as regiões do estado. O espaço aproximou autoridades, pesquisadores e público geral da realidade dos municípios paraenses e de seus desafios e potências.</p>
<h3><strong>Empreendedorismo amazônico em destaque</strong></h3>
<p>A EN-Zone, montada pelo Sebrae e que reuniu mais de 400 empreendedores amazônidas, alcançou 57 mil visitantes e gerou R$ 1,5 milhão em volume de vendas, fortalecendo cadeias produtivas e gerando novas oportunidades de renda.</p>
<figure id="attachment_39535" aria-describedby="caption-attachment-39535" style="width: 848px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-39535" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized.webp" alt="" width="848" height="487" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized.webp 848w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-300x172.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-768x441.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-150x86.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/FMN9856-scaled_p35738_thumb_resized-450x258.webp 450w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /><figcaption id="caption-attachment-39535" class="wp-caption-text">EN-Zone, espaço paralelo dedicado aos empreendedores e promovido pelo Sebrae, em Belém. Foto: ASN</figcaption></figure>
<p>Como ‘saldo final’ da COP30, o governador Helder Barbalho destacou a pluralidade dos ambientes e disse que a conferência abriu espaço para todos os públicos, gerando oportunidade para visitantes, moradores e comunidades.</p>
<blockquote><p>“É importante a forma democrática como Belém se preparou para receber a todos, tendo espaço para aqueles que vieram de forma oficial, os delegados na Blue Zone, a sociedade civil e todos os expositores que participaram da Green. Mas Belém inova quando tem diversos espaços, espaços plurais. É também a chance de prestigiar os empreendedores individuais. Esta é a base da economia do nosso Estado e do Brasil”, afirmou.</p></blockquote>
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		<title>Belém entrega uma COP como nunca houve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 21:19:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[encerramento]]></category>
		<category><![CDATA[fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54923691139_11075ed194_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Quem esteve em Belém entre os dias 10 e 22 de novembro, durante a realização da 30ª Conferência do Clima da ONU, pode ver o deslumbramento dos visitantes com as belezas e o acolhimento caloroso do paraense. Dentro do Parque da Cidade, também fizemos bonito: a COP30 entregou mais e melhores resultados que as últimas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54923691139_11075ed194_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Quem esteve em Belém entre os dias 10 e 22 de novembro, durante a realização da 30ª Conferência do Clima da ONU, pode ver o deslumbramento dos visitantes com as belezas e o acolhimento caloroso do paraense. Dentro do Parque da Cidade, também fizemos bonito: a COP30 entregou mais e melhores resultados que as últimas conferências climáticas.</p>
<p>A pavulagem está liberada e podemos provar porque. Saíram os tão esperados mapas do caminho para acabar com o desmatamento até 2030 e para o afastamento dos combustíveis fósseis.</p>
<p>Os petroestados bateram o pé e recusaram a inclusão nos textos oficiais? Pois bem: a Colômbia propôs uma conferência alternativa e a presidência brasileira endossou. Para arrematar, o presidente Lula, que está na África do Sul no encontro do G20, falou para as 20 maiores economias do mundo: “É do G20 que um novo modelo de economia deve emergir. O grupo é um ator chave na elaboração de um mapa do caminho para afastar o mundo dos combustíveis fósseis. A COP30 mostrou que o mundo precisa enfrentar esse debate. A semente dessa proposta foi plantada — e irá frutificar, mais cedo ou mais tarde”.</p>
<p>Nunca antes na história das COPs os fósseis foram abordados com tanta intensidade como em Belém. Não custa lembrar que a queima deles é a principal causa do aquecimento global. Apesar disso, eles só foram abordados diretamente na COP28, dois anos atrás. Agora, demos o pontapé inicial para resolver o problema. Ponto para nós.</p>
<p>A COP30 também foi a primeira a reconhecer os direitos dos povos indígenas e afrodescendentes em seus textos oficiais. Foi, de fato, “COP da Adaptação”, apresentando um pacote de decisões sem precedentes – a começar pela adoção de indicadores que permitirão medir a eficiência da ação climática não apenas em toneladas de carbono evitadas, mas em vidas protegidas e infraestrutura capaz de resistir ao que está por vir.</p>
<p>Quer mais? A presidência mobilizou 117 planos para acelerar soluções em larga escala, envolvendo setores em todo o Brasil e no mundo, mostrando que sozinhas as negociações da ONU não vão resolver o problema.</p>
<p>Mobilizou as pessoas: depois de três conferências seguidas em regimes fechados, Belém foi um show de democracia e inclusão, com as mais diversas manifestações pelos variados temas ligados ao enfrentamento da crise climática.</p>
<p>As imagens da Marcha pelo Clima, assim como a foto do presidente da COP segurando uma criança indígena no colo, entraram para história de Belém, do Pará e do Brasil.</p>
<p>Tivemos também o lançamento do TFFF (sigla em inglês para Mecanismo Florestas Tropicais para Sempre), reconhecido internacionalmente com uma das mais inovadoras soluções para a conservação de nossas florestas.</p>
<p>Podia ter sido melhor? Podia. O principal ponto de frustração é a ausência de um plano de mitigação com &#8220;músculo&#8221;. Embora o documento reconheça que precisamos reduzir as emissões globais em até 60% até 2035 para limitar o aquecimento a 1,5 °C, ele não impõe a eliminação do petróleo, gás e carvão, focando apenas no alinhamento de estratégias nacionais. As novas metas de redução apresentadas pelos países não são suficientes.</p>
<p>Para os cientistas presentes na COP30, a omissão foi vista como um risco existencial. De acordo com eles não é possível evitar um aumento da temperatura global sem acabarmos com a dependência de combustíveis fósseis até 2040, ou no mais tardar até 2045.</p>
<p>Mas vamos lembrar o cenário mais amplo em que esta conferência aconteceu. Em um ano de guerras comerciais e fortes tensões internacionais, em que os países olham com desconfiança um para o outro. Apesar disso, graças à habilidade do diplomata André Côrrea do Lago e de Ana Toni, o espírito de cooperação na COP foi tão forte que, mesmo as ressalvas feitas na plenária final que levaram a uma interrupção, foram superadas após um breve intervalo.</p>
<p>Para quem achou que Belém não entregaria uma boa conferência, a COP30 foi o resultado mais contundente e concreto. Apesar de todas as dificuldades logísticas, apesar do fogo e das chuvas, o mundo se rendeu às belezas amazônicas. Que as boas energias da floresta acompanhem todos os negociadores para que, nas próximas negociações, eles consigam fazer o mundo avançar mais e mais rápido em direção à nossa segurança e de nossos filhos.</p>
<p>Belém colocou o sarrafo das próximas COPs lá em cima. Que venha a COP31!</p>
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		<title>Presidente da COP30 usa incêndio para pedir consenso em reta final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 15:39:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do Caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54938123359_75a887fe02_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, usou o incidente do incêndio que atingiu o Pavilhão Países na Zona Azul, na tarde de quinta-feira (20), como uma metáfora para pedir unidade e consenso nas negociações finais da conferência. O fogo, que foi rapidamente contido, exigiu atendimento médico para 27 pessoas, segundo o Ministério [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54938123359_75a887fe02_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, usou o <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/incendio-atinge-parte-do-pavilhao-da-cop30-em-belem/" target="_blank" rel="noopener">incidente do incêndio que atingiu o Pavilhão Países na Zona Azul,</a> na tarde de quinta-feira (20), como uma metáfora para pedir unidade e consenso nas negociações finais da conferência. O fogo, que foi rapidamente contido, exigiu atendimento médico para 27 pessoas, segundo o Ministério da Saúde, que informou que seis delas seguem internadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Foi muito rapidamente contido e nos lembrou de nossa vulnerabilidade compartilhada e de como, instintivamente, nos unimos para agir em momentos de crise. Isso é exatamente o que caracteriza nossa COP. Quando enfrentamos uma crise, devemos responder juntos&#8221;, declarou Corrêa do Lago em reunião informal nesta sexta-feira (21).</p></blockquote>
<p>O embaixador reforçou o sentimento de solidariedade citando uma frase de Mohamed Adal, que lhe chamou a atenção durante o caos: &#8220;&#8216;Mesmo em um momento de caos, uma coisa se destacou. Pessoas de todos os cantos do mundo, de diferentes nações, credos e afiliações cuidaram umas das outras'&#8221;.</p>
<p>O apelo pela união ocorreu horas após a divulgação do <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/plano-contra-combustiveis-fosseis-fica-de-fora-de-novo-rascunho-de-decisao-da-cop30/" target="_blank" rel="noopener">rascunho do texto &#8220;Decisão Mutirão&#8221;</a>, que foi amplamente rejeitado por 29 países por excluir o roteiro para o fim dos combustíveis fósseis. Corrêa do Lago pediu um esforço para que as delegações cheguem a um consenso.</p>
<blockquote><p>&#8220;Acredito que estamos muito próximos do nosso objetivo triplo: fortalecer o multilateralismo, conectar este processo às pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris. Sabemos que é um desafio considerável porque, em casa, todos os nossos governos enfrentam vários tipos de pressões&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/plano-contra-combustiveis-fosseis-fica-de-fora-de-novo-rascunho-de-decisao-da-cop30/" target="_top">Plano contra combustíveis fósseis fica de fora de novo rascunho de decisão da COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/colombia-assume-lideranca-contra-combustiveis-fosseis-e-lanca-nova-conferencia/" target="_top">Colômbia assume liderança contra combustíveis fósseis e lança nova conferência</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/incendio-atinge-parte-do-pavilhao-da-cop30-em-belem/" target="_top">Incêndio atinge parte do pavilhão da COP30, em Belém</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Colômbia assume liderança contra combustíveis fósseis e lança nova conferência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 14:19:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do Caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Copia-de-DSC05199-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Colômbia assumiu a liderança de uma das principais discussões climáticas na COP30 e anunciou, na manhã desta sexta-feira (21), a criação de uma nova conferência internacional dedicada exclusivamente à transição dos combustíveis fósseis. A Ministra do Meio Ambiente colombiana, Irene Velez-Torres, foi taxativa ao lançar a &#8220;Declaração de Belém para a transição dos combustíveis [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/Copia-de-DSC05199-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Colômbia assumiu a liderança de uma das principais discussões climáticas na COP30 e anunciou, na manhã desta sexta-feira (21), a criação de uma nova conferência internacional dedicada exclusivamente à transição dos combustíveis fósseis. A Ministra do Meio Ambiente colombiana, Irene Velez-Torres, foi taxativa ao lançar a &#8220;Declaração de Belém para a transição dos combustíveis fósseis&#8221; e exigir um compromisso imediato.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esta COP não pode terminar sem um mapa claro para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis&#8221;, afirmou, em referência a ausência do tema<a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/plano-contra-combustiveis-fosseis-fica-de-fora-de-novo-rascunho-de-decisao-da-cop30/" target="_blank" rel="noopener"> no novo rascunho de decisão da COP30,</a> divulgado pela manhã.</p></blockquote>
<p>Aplaudida, Velez-Torres revelou que mais de 80 países já apoiam um roteiro para o tema. Para garantir que o debate não termine em Belém, o governo colombiano, em aliança com a Holanda, sediará a primeira Conferência Internacional para a Transição dos Combustíveis Fósseis em Santa Marta, Colômbia, nos dias 28 e 29 de abril de 2026.</p>
<p>A coletiva reuniu ministros de 14 países, muitos deles de nações insulares do Pacífico — como Vanuatu —, que correm risco de desaparecimento devido à crise climática.</p>
<p>&#8220;Sem mitigação nós ficaremos presos num ciclo de aumento de emissões e custos de adaptação climática&#8221;, disse o ministro de Luxemburgo, Serge Wilmes.</p>
<p>A representante das Ilhas Marshall, Tina Stege, reforçou a determinação do grupo, que agradeceu o impulso dado pelo Brasil no tema.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós sabemos que alguns não estão convencidos, mas&#8230; Esse mapa do caminho é inevitável, ele vai acontecer. Esses países se uniram para garantir que ele vai acontecer&#8221;, ressaltou Stege.</p></blockquote>
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		<title>Plano contra combustíveis fósseis fica de fora de novo rascunho de decisão da COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 12:57:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório d Clima]]></category>
		<category><![CDATA[plano contra combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[TNC]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54914299263_23be5dafe5_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A reta final da COP30 foi marcada por um protesto formal de pelo menos 29 países, que rejeitaram o novo rascunho do pacote de decisões da conferência. Apresentado nesta sexta-feira (21), o documento, com o título de &#8220;Decisão Mutirão&#8221;, eliminou qualquer menção a um mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis e o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54914299263_23be5dafe5_c-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A reta final da COP30 foi marcada por um protesto formal de pelo menos 29 países, que rejeitaram o novo rascunho do pacote de decisões da conferência. Apresentado nesta sexta-feira (21), o documento, com o título de &#8220;Decisão Mutirão&#8221;, eliminou qualquer menção a um mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis e o trecho que citava um roteiro para eliminar o desmatamento. Organizações sociais e cientistas também criticaram o texto pela mesma razão.</p>
<p>Os países, incluindo Colômbia, México, Reino Unido e Ilhas Marshall, entregaram uma carta à presidência brasileira da conferência, afirmando que &#8220;não podemos apoiar um resultado que não inclua um roteiro para implementar uma transição justa, ordenada e equitativa para longe dos combustíveis fósseis&#8221;.</p>
<p>A proposta de um mecanismo para superar a dependência de fontes poluentes havia sido apresentada pela ministra Marina Silva e defendida pelo presidente Lula, e sua exclusão no texto decisório foi atribuída à forte pressão de países petroleiros.</p>
<h3>Críticas de todos os lados</h3>
<p>O novo rascunho foi também criticado por organizações da sociedade civil, cientistas e por blocos importantes. O comissário para clima da União Europeia, Wopke Hoekstra, criticou a falta de ambição: &#8220;Isto não está nem perto da ambição que precisamos em mitigação. Estamos decepcionados com o texto atualmente em discussão&#8221;.</p>
<p>Um grupo de cientistas de alto escalão, incluindo Carlos Nobre, Johan Rockström, Paulo Artaxo e Thelma Krug também condenou a ausência completa das palavras &#8220;combustíveis fósseis&#8221; no rascunho mais recente do acordo, apesar do amplo apoio de países e do impulso dado pelo presidente do Brasil.</p>
<p>Para os cientistas, a omissão representa uma &#8220;traição à ciência e às pessoas, especialmente os mais vulneráveis&#8221; e totalmente incoerente com o objetivo reafirmado de limitar o aquecimento global a 1,5°C e com o quase esgotamento do orçamento de carbono do planeta. Eles foram enfáticos ao reforçar a impossibilidade de proteger a vida sem atacar as causas.</p>
<blockquote><p>&#8220;É impossível limitar o aquecimento a níveis que protejam as pessoas e a vida sem eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento.&#8221; Eles fizeram um apelo direto aos negociadores: &#8220;Nessas últimas horas, os negociadores devem trabalhar juntos para recolocar no texto os roteiros para um futuro mais seguro e próspero. A ciência está aqui para ajudar”, escreveu o grupo.</p></blockquote>
<p>Em nota, o Observatório do Clima classificou o &#8220;Pacote de Belém&#8221; como tendo &#8220;furos inaceitáveis&#8221;, alegando que &#8220;tudo o que diz respeito a atacar as causas da crise climática foi eliminado&#8221;. Segundo a ONG, o financiamento público foi enfraquecido e os roteiros sucumbiram à pressão, transformando o avanço em um relatório a ser produzido em três anos sem encaminhamento concreto.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os rascunhos apresentados são fracos nos pontos em que avançam e omissos num tema crucial: eles não atendem à determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o apoio de 82 países, de fornecer um roteiro para implementar a transição para longe dos combustíveis fósseis. Esta expressão, aliás, não aparece em nenhum lugar dos 13 textos publicados&#8221;, diz a nota.</p></blockquote>
<p>Para Fernanda Bortolotto, especialista em políticas climáticas da The Nature Conservancy (TNC) Brasil, o rascunho principal falhou gravemente ao não incluir nenhuma linguagem sobre combustíveis fósseis, nem sobre a redução do desmatamento ou a reversão da perda florestal.</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso nos preocupa muito, porque são os principais fatores da mudança do clima, e não vê-los endereçados em um documento construído de forma política ao longo das últimas duas semanas demonstra o quanto ainda estamos longe de atingir as metas do Acordo de Paris&#8221;, pontuou.</p></blockquote>
<p>A especialista também criticou a linguagem vaga sobre financiamento. Embora o texto mencione a intenção de triplicar o financiamento para adaptação, ele não detalha como essa meta será alcançada. Para a TNC, a questão do financiamento precisa de uma linguagem mais forte e de um encaminhamento mais claro para ser eficaz.</p>
<p>A 350.org reforçou o repúdio, dizendo que os rascunhos ficam &#8220;muito aquém do salto necessário&#8221; e, sem um plano para encerrar petróleo, gás e carvão, continuam &#8220;alimentando as chamas&#8221; da crise.</p>
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